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  • Jeová abençoa e protege os que lhe obedecem
    A Sentinela — 2002 | 1.° de outubro
    • Jeová abençoa e protege os que lhe obedecem

      “Quanto àquele que me escuta, residirá em segurança e estará despreocupado do pavor da calamidade.” — PROVÉRBIOS 1:33.

      1, 2. Por que é importante ser obediente a Deus? Queira ilustrar isso.

      OS PINTINHOS com sua penugem amarela estão ciscando na grama baixa, sem notar que há um falcão acima deles. De repente, a galinha cacareja alto para alertá-los e abre as asas. Eles correm em direção a ela e rapidamente estão em segurança, escondidos sob suas plumas. O falcão desiste do ataque.a Que lição se pode aprender disso? Que a obediência salva a vida!

      2 Essa lição é especialmente importante para os cristãos hoje em dia, porque Satanás faz um esforço intenso para que o povo de Deus se torne sua presa. (Revelação [Apocalipse] 12:9, 12, 17) O objetivo dele é destruir nossa espiritualidade, para não termos o favor de Jeová, nem a perspectiva de vida eterna. (1 Pedro 5:8) No entanto, se nos mantivermos achegados a Deus e acatarmos rapidamente a orientação que recebemos por meio da sua Palavra e da sua organização, podemos ter certeza de receber o seu cuidado protetor. “Com as suas plumas impedirá a aproximação a ti, e tu te refugiarás debaixo das suas asas”, escreveu o salmista. — Salmo 91:4.

      Uma nação desobediente tornou-se presa

      3. Qual foi o resultado da repetida desobediência de Israel?

      3 Enquanto a nação de Israel obedecia a Jeová, era regularmente beneficiada pelos seus cuidados atentos. Todavia, muitas vezes o povo abandonava seu Criador e recorria a deuses de madeira e de pedra — “irrealidades que não são de proveito e que não livram”. (1 Samuel 12:21) Depois de séculos de rebeldia, a nação como um todo se havia envolvido tanto na apostasia, que estava além de recuperação. Por isso, Jesus lamentou: “Jerusalém, Jerusalém, matadora dos profetas e apedrejadora dos que lhe são enviados — quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, assim como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo de suas asas! Mas vós não o quisestes. Eis que a vossa casa vos fica abandonada.” — Mateus 23:37, 38.

      4. Como se tornou evidente em 70 EC que Jeová havia abandonado Jerusalém?

      4 Ter Jeová abandonado o renegado Israel tornou-se dolorosamente evidente em 70 EC. Naquele ano, os exércitos romanos, erguendo seus estandartes com a imagem da águia, atacaram Jerusalém e causaram uma terrível matança. A cidade estava então cheia dos que comemoravam a Páscoa. Os muitos sacrifícios deles não granjearam o favor de Deus. Isso foi uma lembrança trágica das palavras de Samuel ao desobediente Rei Saul: “Tem Jeová tanto agrado em ofertas queimadas e em sacrifícios como em que se obedeça à voz de Jeová? Eis que obedecer é melhor do que um sacrifício, prestar atenção é melhor do que a gordura de carneiros.” — 1 Samuel 15:22.

      5. Que espécie de obediência Jeová requer, e como sabemos que essa obediência é possível?

      5 Apesar de insistir na obediência, Jeová se apercebe bem das limitações dos humanos imperfeitos. (Salmo 130:3, 4) O que ele requer é a sinceridade de coração e a obediência baseada em fé, amor e temor salutar de desagradá-lo. (Deuteronômio 10:12, 13; Provérbios 16:6; Isaías 43:10; Miquéias 6:8; Romanos 6:17) Que essa obediência é possível foi demonstrado por uma ‘grande nuvem de testemunhas pré-cristãs’, que mantiveram a integridade em face de horríveis provações, até mesmo a morte. (Hebreus 11:36, 37; 12:1) Como eles alegraram o coração de Jeová! (Provérbios 27:11) Outros, porém, que a princípio foram fiéis, deixaram de ser obedientes. Um deles foi o Rei Jeoás, do antigo Judá.

      Um rei arruinado por más companhias

      6, 7. Que espécie de rei era Jeoás enquanto Jeoiada vivia?

      6 O Rei Jeoás escapou por pouco de ser assassinado enquanto criança. Quando ele atingiu os sete anos de idade, o Sumo Sacerdote Jeoiada corajosamente o apresentou ao público e o ungiu como rei. O jovem governante ‘fez o que era direito aos olhos de Jeová todos os dias de Jeoiada, o sacerdote’, visto que o piedoso Jeoiada agiu como seu pai e conselheiro. — 2 Crônicas 22:10-23:1, 11; 24:1, 2.

      7 As boas ações de Jeoás incluíram a reforma do templo de Jeová — ato que ficou “achegado ao coração de Jeoás”. Ele lembrou ao Sumo Sacerdote Jeoiada a necessidade de arrecadar de Judá e de Jerusalém o imposto do templo, conforme “ordenado por Moisés”, para financiar os consertos. Pelo visto, Jeoiada conseguira fazer o jovem rei estudar a Lei de Deus e obedecê-la. Em resultado disso, completou-se prontamente a reforma do templo e dos seus utensílios. — 2 Crônicas 24:4, 6, 13, 14; Deuteronômio 17:18.

      8. (a) O que primariamente contribuiu para a ruína espiritual de Jeoás? (b) A desobediência do rei acabou levando-o a fazer o quê?

      8 Lamentavelmente, a obediência de Jeoás a Jeová não durou. Por quê? A Palavra de Deus nos diz: “Depois da morte de Jeoiada entraram os príncipes de Judá e passaram a curvar-se diante do rei. Naquele tempo o rei os escutou. E aos poucos deixaram a casa de Jeová, o Deus de seus antepassados, e começaram a servir aos postes sagrados e aos ídolos, de modo que veio a haver indignação contra Judá e contra Jerusalém por causa desta culpa sua.” A influência prejudicial dos príncipes de Judá induziu também o rei a não prestar atenção aos profetas de Deus, um dos quais foi Zacarias, filho de Jeoiada, que corajosamente repreendeu Jeoás e o povo pela desobediência deles. Jeoás, em vez de se arrepender, mandou que Zacarias fosse morto a pedradas. Que homem impiedoso e desobediente Jeoás se havia tornado — tudo só porque cedeu à influência das más companhias! — 2 Crônicas 24:17-22; 1 Coríntios 15:33.

      9. Como as conseqüências sofridas por Jeoás e os príncipes salientam a tolice da desobediência?

      9 Qual foi o resultado de Jeoás e seus iníquos companheiros principescos terem abandonado a Jeová? Uma força militar de sírios — apenas “um pequeno número de homens” — invadiu Judá e ‘arruinou todos os príncipes do povo’. Os invasores também obrigaram o rei a entregar-lhes os seus bens, e também o ouro e a prata do santuário. Embora Jeoás tenha sobrevivido, essa experiência o deixou doentio e arruinado. Pouco depois, conspiradores dentre os seus próprios servos o assassinaram. (2 Crônicas 24:23-25; 2 Reis 12:17, 18) Quão verazes foram as palavras de Jeová a Israel: “Se não escutares a voz de Jeová, teu Deus, cuidando em cumprir todos os seus mandamentos e seus estatutos . . . terão de vir sobre ti todas estas invocações do mal e elas terão de alcançar-te”! — Deuteronômio 28:15.

      Um secretário é salvo por sua obediência

      10, 11. (a) Por que é proveitoso refletir no conselho que Jeová deu a Baruque? (b) Que conselho Jeová deu a Baruque?

      10 Sente-se às vezes desanimado porque encontra poucas pessoas no ministério cristão que mostram interesse nas boas novas? Será que ocasionalmente inveja um pouco os ricos e seu estilo de vida folgado? Neste caso, reflita no caso de Baruque, secretário de Jeremias, e no conselho amoroso que Jeová lhe deu.

      11 Baruque estava escrevendo uma mensagem profética, quando ele mesmo se tornou o alvo da atenção de Jeová. Por quê? Porque Baruque começara a lamentar a sua sorte na vida e a desejar ter algo melhor do que seu privilégio especial de servir a Jeová. Notando essa mudança na atitude de Baruque, Jeová lhe deu um conselho claro, mas bondoso, dizendo: “Estás procurando grandes coisas para ti. Não continues a procurar. Pois eis que trago uma calamidade sobre toda a carne . . . e vou dar-te a tua alma por despojo em todos os lugares aos quais fores.” — Jeremias 36:4; 45:5.

      12. Por que devemos evitar procurar “grandes coisas” para nós no atual sistema de coisas?

      12 Consegue notar nas palavras de Jeová a Baruque o seu profundo interesse nele, como homem excelente que lhe havia servido tão fiel e corajosamente com Jeremias? Do mesmo modo hoje, Jeová tem profundo interesse pelos que são tentados a buscar o que este sistema tem a oferecer. Felizmente muitos deles, assim como Baruque, aceitam ser reajustados por amorosos irmãos espirituais responsáveis. (Lucas 15:4-7) Sim, que todos nós nos demos conta de que não há futuro para os que procuram para si “grandes coisas” neste sistema. Eles não somente deixam de encontrar verdadeira felicidade, mas, ainda pior, logo serão eliminados junto com este mundo e todos os seus desejos egoístas. — Mateus 6:19, 20; 1 João 2:15-17.

      13. Que lição de humildade nos ensina o relato a respeito de Baruque?

      13 O relato a respeito de Baruque nos ensina também uma excelente lição de humildade. Note que Jeová não aconselhou diretamente a Baruque, mas falou por meio de Jeremias, cujas imperfeições e idiossincrasias Baruque provavelmente conhecia muito bem. (Jeremias 45:1, 2) Baruque, porém, não foi vencido pelo orgulho, mas com humildade reconheceu a verdadeira origem do conselho — Jeová. (2 Crônicas 26:3, 4, 16; Provérbios 18:12; 19:20) Portanto, se ‘dermos um passo em falso antes de nos apercebermos disso’ e se recebermos o necessário conselho da Palavra de Deus, imitemos a madureza, o discernimento espiritual e a humildade de Baruque. — Gálatas 6:1.

      14. Por que é bom que sejamos obedientes aos que tomam a dianteira entre nós?

      14 Uma atitude humilde assim da nossa parte ajuda também os que dão o conselho. Hebreus 13:17 diz: “Sede obedientes aos que tomam a dianteira entre vós e sede submissos, pois vigiam sobre as vossas almas como quem há de prestar contas; para que façam isso com alegria e não com suspiros, porque isso vos seria prejudicial.” Quantas vezes os anciãos oram sinceramente a Jeová para terem a coragem, a sabedoria e o tato necessários para cumprir com esse aspecto difícil do seu pastoreio! ‘Reconheçamos a homens desta sorte.’ — 1 Coríntios 16:18.

      15. (a) Como Jeremias demonstrou que confiava em Baruque? (b) Como foi Baruque recompensado pela sua humilde obediência?

      15 Que Baruque reajustou seu modo de pensar é evidente, porque Jeremias lhe deu a seguir uma tarefa muito desafiadora — a de ir ao templo e ler em voz alta a mesma mensagem de julgamento que ele havia escrito conforme ditada por Jeremias. Será que Baruque obedeceu? Sim, fez “tudo o que Jeremias, o profeta, lhe ordenara”. Na realidade, até mesmo leu a mesma mensagem aos príncipes de Jerusalém, o que, sem dúvida, exigiu muita coragem. (Jeremias 36:1-6, 8, 14, 15) Imagine quão grato Baruque deve ter ficado quando a cidade caiu diante dos babilônios, uns 18 anos mais tarde, e ele foi poupado por ter acatado a advertência de Jeová de parar de procurar para si “grandes coisas”! — Jeremias 39:1, 2, 11, 12; 43:6.

      A obediência durante um sítio salvou vidas

      16. Como Jeová mostrou compaixão para com os judeus em Jerusalém durante o sítio dos babilônios em 607 AEC?

      16 Em 607 AEC, quando chegou o fim de Jerusalém, evidenciou-se de novo a compaixão de Deus para com os obedientes. No auge do sítio, Jeová disse aos judeus: “Eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte. Quem ficar sentado quieto nesta cidade morrerá pela espada e pela fome e pela pestilência; mas quem sair e realmente se bandear para os caldeus que vos sitiam ficará vivo e sua alma certamente se tornará sua como despojo.” (Jeremias 21:8, 9) Embora os habitantes de Jerusalém merecessem a destruição, Jeová teve compaixão para com os que lhe obedeceram, mesmo naquele período difícil.b

      17. (a) De que duas maneiras a obediência de Jeremias foi testada quando Jeová o mandou dizer aos judeus sitiados que ‘se bandeassem para os caldeus’? (b) Como pode nos beneficiar o exemplo de obediência corajosa de Jeremias?

      17 Dizer aos judeus que se rendessem sem dúvida também testou a obediência de Jeremias. Um motivo era que ele tinha zelo pelo nome de Deus. Não queria que este fosse vituperado por inimigos que atribuiriam a vitória deles a ídolos sem vida. (Jeremias 50:2, 11; Lamentações 2:16) Além disso, Jeremias sabia que, por dizer ao povo que se rendesse, ele punha a própria vida em grande perigo, porque muitos interpretariam suas palavras como sedição. No entanto, ele não se acovardou, mas proferiu obedientemente as declarações de Jeová. (Jeremias 38:4, 17, 18) Nós, assim como Jeremias, também transmitimos uma mensagem que não é popular. É a mesma mensagem pela qual Jesus foi desprezado. (Isaías 53:3; Mateus 24:9) Portanto, não ‘tremamos diante de homens’, mas como Jeremias, obedeçamos corajosamente a Jeová, confiando nele plenamente. — Provérbios 29:25.

      Obediência diante do ataque de Gogue

      18. Com que futuras provas de obediência se confrontarão os servos de Jeová?

      18 Dentro em breve, todo o iníquo sistema de Satanás será destruído numa “grande tribulação” sem precedentes. (Mateus 24:21) Sem dúvida, antes e durante esse tempo, o povo de Deus terá as maiores provas da sua fé e obediência. Por exemplo, a Bíblia nos diz que Satanás, no seu papel de “Gogue da terra de Magogue”, lançará um ataque total contra os servos de Jeová, mobilizando hostes descritas como “uma numerosa força militar . . . como nuvens cobrindo a terra”. (Ezequiel 38:2, 14-16) O povo de Deus, indefeso e em desvantagem numérica, se refugiará sob as “asas” de Jeová, que ele estende para proteger os obedientes.

      19, 20. (a) Por que era vitalmente importante que Israel fosse obediente quando estava junto ao mar Vermelho? (b) Como podemos nos beneficiar por considerar com oração o relato sobre o mar Vermelho?

      19 Essa situação nos faz lembrar o Êxodo de Israel do Egito. Depois de golpear o Egito com dez pragas devastadoras, Jeová guiou seu povo, não pelo caminho mais curto para a Terra Prometida, mas em direção ao mar Vermelho, onde podia ser facilmente encurralado e atacado. Do ponto de vista militar, parecia ser uma manobra desastrosa. Se você tivesse estado lá, teria obedecido à palavra de Jeová por meio de Moisés e marchado com plena confiança para o mar Vermelho, sabendo que a Terra Prometida ficava em outra direção? — Êxodo 14:1-4.

      20 Ao lermos o capítulo 14 de Êxodo, vemos como Jeová livrou seu povo com uma demonstração espantosa de poder. Quanto esses relatos podem fortalecer a nossa fé ao tomarmos tempo para estudá-los e refletir sobre eles! (2 Pedro 2:9) A forte fé, por sua vez, fortalece-nos para obedecer a Jeová, mesmo quando o que ele requer parece ser contrário ao raciocínio humano. (Provérbios 3:5, 6) Portanto, pergunte-se: ‘Esforço-me para aumentar minha fé por meio do estudo diligente da Bíblia, de oração e de meditação, bem como por me associar regularmente com o povo de Deus?’ — Hebreus 10:24, 25; 12:1-3.

      A obediência resulta em esperança

      21. Que bênçãos atuais e futuras terão os que obedecem a Jeová?

      21 Os que fazem da obediência a Jeová seu modo de vida sentem desde já o cumprimento de Provérbios 1:33, que diz: “Quanto àquele que me escuta [obedientemente], residirá em segurança e estará despreocupado do pavor da calamidade.” Estas palavras consoladoras se cumprirão de modo maravilhoso durante o vindouro dia de vingança de Jeová! De fato, Jesus disse aos seus discípulos: “Quando estas coisas principiarem a ocorrer, erguei-vos e levantai as vossas cabeças, porque o vosso livramento está-se aproximando.” (Lucas 21:28) É evidente que somente os que obedecem a Deus acatarão com confiança essas palavras. — Mateus 7:21.

      22. (a) Que motivo para confiança tem o povo de Jeová? (b) Que assuntos serão considerados no próximo artigo?

      22 Outro motivo para se ter confiança é que “o Soberano Senhor Jeová não fará coisa alguma sem ter revelado seu assunto confidencial aos seus servos, os profetas”. (Amós 3:7) Atualmente, Jeová não inspira profetas como fazia no passado; em vez disso, ele comissionou a classe do escravo fiel para fornecer alimento espiritual oportuno aos da Sua casa. (Mateus 24:45-47) Portanto, como é importante que tenhamos uma atitude obediente para com esse “escravo”! Conforme mostrará o próximo artigo, essa obediência também reflete nossa atitude para com Jesus, o amo do “escravo”. É a ele que ‘pertence a obediência dos povos’. — Gênesis 49:10.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Embora muitas vezes descrita como tímida, “a galinha lutará até a morte para proteger seus pintinhos”, diz a publicação duma sociedade protetora de animais.

      b Jeremias 38:19 revela que alguns judeus “se bandearam” para os caldeus e foram poupados da morte, mas não do exílio. Não somos informados sobre se foi por causa das palavras de Jeremias que eles se renderam. Todavia, a sobrevivência deles confirmou as palavras do profeta.

  • Cultive a obediência ao se aproximar o fim
    A Sentinela — 2002 | 1.° de outubro
    • Cultive a obediência ao se aproximar o fim

      “A [Siló] pertencerá a obediência dos povos.” — GÊNESIS 49:10.

      1. (a) No passado, o que a obediência a Jeová muitas vezes envolvia? (b) Que profecia a respeito da obediência Jacó proferiu?

      A OBEDIÊNCIA a Jeová muitas vezes envolvia ser obediente aos seus representantes. Esses incluíam anjos, patriarcas, juízes, sacerdotes, profetas e reis. O trono dos reis de Israel era até mesmo chamado de trono de Jeová. (1 Crônicas 29:23) Lamentavelmente, porém, muitos dos governantes de Israel desobedeceram a Deus, causando calamidade a si mesmos e aos seus súditos. Mas Jeová não deixou os seus servos leais sem esperança; consolou-os com a promessa de empossar um Rei incorruptível, a quem os justos teriam prazer em obedecer. (Isaías 9:6, 7) À beira da morte, o patriarca Jacó profetizou a respeito desse governante futuro, dizendo: “O cetro não se afastará de Judá, nem o bastão de comandante de entre os seus pés, até que venha Siló; e a ele pertencerá a obediência dos povos.” — Gênesis 49:10.

      2. Qual é o significado de “Siló” e o que seu reinado abrangeria?

      2 “Siló” é um termo hebraico que significa “Aquele de Quem É”, ou “Aquele a Quem Pertence”. De fato, Siló herdaria nada menos do que o direito de governar, conforme simbolizado pelo cetro, e o poder de comandar, representado pelo bastão de comandante. Além disso, seu reinado abrangeria não somente os descendentes de Jacó, mas todos os “povos”. Isso está em harmonia com a promessa feita por Jeová a Abraão: “Teu descendente tomará posse do portão dos seus inimigos. E todas as nações da terra hão de abençoar a si mesmas por meio de teu descendente.” (Gênesis 22:17, 18) Jeová confirmou a identidade deste “descendente” em 29 EC, quando ungiu Jesus de Nazaré com espírito santo. — Lucas 3:21-23, 34; Gálatas 3:16.

      O primeiro reino de Jesus

      3. Que governo recebeu Jesus quando ascendeu ao céu?

      3 Quando Jesus ascendeu ao céu, não começou a reinar sobre os povos do mundo imediatamente. (Salmo 110:1) Todavia, ele recebeu um “reino” com súditos obedientes a ele. O apóstolo Paulo identificou esse reino ao escrever: “[Deus] . . . livrou [os cristãos ungidos com espírito] da autoridade da escuridão e nos transferiu para o reino do Filho do seu amor.” (Colossenses 1:13) Esse livramento começou no Pentecostes de 33 EC, quando se derramou espírito santo sobre os seguidores fiéis de Jesus. — Atos 2:1-4; 1 Pedro 2:9.

      4. De que maneiras os primeiros discípulos de Jesus mostraram sua obediência, e que nome Jesus deu a eles como grupo?

      4 Na função de “embaixadores, substituindo a Cristo”, os discípulos ungidos com o espírito começaram obedientemente a ajuntar outros que se tornariam “concidadãos” nesse reino espiritual. (2 Coríntios 5:20; Efésios 2:19; Atos 1:8) Além disso, para ter a aprovação do seu Rei, Jesus Cristo, eles tinham de continuar “aptamente unidos na mesma mente e na mesma maneira de pensar”. (1 Coríntios 1:10) Como grupo, constituíam um “escravo fiel e discreto”, ou uma fiel classe do mordomo. — Mateus 24:45; Lucas 12:42.

      Abençoados por obedecerem ao “mordomo” de Deus

      5. Como Jeová tem ensinado seu povo desde a antiguidade?

      5 Jeová sempre proveu instrutores ao seu povo. Por exemplo, depois de os judeus terem voltado de Babilônia, Esdras e vários outros homens habilitados não apenas liam a Lei de Deus para o povo, mas ‘forneciam esclarecimento’ a respeito da Palavra de Deus, ‘davam o sentido dela e tornavam-na compreensível’. — Neemias 8:8.

      6, 7. Como a classe do escravo tem fornecido alimento espiritual oportuno por meio de seu Corpo Governante, e porque é apropriada a sujeição à classe do escravo?

      6 No primeiro século, quando surgiu a questão da circuncisão, em 49 EC, o corpo governante daquela primitiva classe do escravo considerou o assunto com oração e chegou a uma conclusão bíblica. Quando anunciaram sua decisão por meio duma carta, as congregações obedeceram à orientação dada e obtiverem as ricas bênçãos de Deus. (Atos 15:6-15, 22-29; 16:4, 5) Da mesma forma hoje, o escravo fiel, por meio do seu Corpo Governante, tem esclarecido questões importantes, tais como a neutralidade cristã, a santidade do sangue, bem como o uso de drogas e do fumo. (Isaías 2:4; Atos 21:25; 2 Coríntios 7:1) Jeová tem abençoado seu povo pelo fato de serem obedientes à sua Palavra e ao escravo fiel.

      7 Por se sujeitar à classe do escravo, o povo de Deus também tem mostrado sujeição ao Amo, Jesus Cristo. Essa sujeição tem assumido um significado adicional nos tempos modernos devido a Jesus ter recebido mais autoridade, conforme predito na profecia que Jacó fez no leito de morte.

      Siló torna-se governante legítimo da Terra

      8. Como e quando Cristo recebeu mais autoridade?

      8 A profecia de Jacó predisse que Siló receberia “a obediência dos povos”. É evidente que o governo de Cristo se estenderia além do Israel espiritual. O que abrangeria? Revelação (Apocalipse) 11:15 responde: “O reino do mundo tornou-se o reino de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre.” A Bíblia revela que Jesus recebeu essa autoridade no fim dos proféticos “sete tempos” — “os tempos designados das nações” — em 1914.a (Daniel 4:16, 17; Lucas 21:24) Naquele ano começou a “presença” invisível de Cristo como Rei messiânico, assim como também seu tempo para ‘subjugar no meio dos seus inimigos’. — Mateus 24:3; Salmo 110:2.

      9. O que Jesus fez quando recebeu o Reino, e que efeito indireto teve isso sobre a humanidade, especialmente sobre os seus discípulos?

      9 O primeiro ato de Jesus depois de receber poder régio foi o de lançar a própria personificação da desobediência — Satanás — junto com os seus demônios, “para baixo, à terra”. Desde então, esses espíritos iníquos têm causado aflições sem precedentes à humanidade, além de promover um ambiente que torna a obediência a Jeová um desafio. (Revelação 12:7-12; 2 Timóteo 3:1-5) De fato, o alvo principal da guerra espiritual de Satanás são os ungidos de Jeová, “que observam os mandamentos de Deus e têm a obra de dar testemunho de Jesus”, e seus companheiros das “outras ovelhas”. — Revelação 12:17; João 10:16.

      10. O cumprimento de que profecias bíblicas garante o fracasso da guerra de Satanás contra os cristãos verdadeiros?

      10 No entanto, Satanás está condenado ao fracasso, porque estamos no “dia do Senhor”, e nada pode impedir Jesus de “completar a sua vitória”. (Revelação 1:10; 6:2) Por exemplo, ele garantirá a selagem final dos 144.000 israelitas espirituais. Protegerá também ‘uma grande multidão, que nenhum homem pode contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas’. (Revelação 7:1-4, 9, 14-16) Esses, porém, diferentemente dos seus companheiros ungidos, tornar-se-ão os obedientes súditos terrestres de Jesus. (Daniel 7:13, 14) O próprio surgimento deles no cenário do mundo já fornece evidência tangível de que Siló é realmente o Governante sobre “o reino do mundo”. — Revelação 11:15.

      Agora é o tempo para se ‘obedecer às boas novas’

      11, 12. (a) Somente quem sobreviverá ao fim do atual sistema de coisas? (b) Que características de personalidade se desenvolvem nos que absorvem “o espírito do mundo”?

      11 Todos os que querem ter vida eterna precisam aprender a ser obedientes, porque a Bíblia deixa claro que “os que não conhecem a Deus e os que não obedecem às boas novas acerca de nosso Senhor Jesus” não sobreviverão ao dia de vingança de Deus. (2 Tessalonicenses 1:8) No entanto, o atual ambiente iníquo e seu espírito de rebelião contra as leis e os princípios bíblicos dificultam a obediência às boas novas.

      12 A Bíblia descreve esse espírito que desafia a Deus como “o espírito do mundo”. (1 Coríntios 2:12) Explicando o efeito que tem sobre as pessoas, o apóstolo Paulo escreveu aos cristãos do primeiro século em Éfeso: “[Vós] andastes outrora segundo o sistema de coisas deste mundo, segundo o governante da autoridade do ar, o espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Sim, todos nós nos comportávamos outrora entre eles em harmonia com os desejos de nossa carne, fazendo as coisas da vontade da carne e dos pensamentos, e éramos por natureza filhos do furor, assim como os demais.” — Efésios 2:2, 3.

      13. Como podem os cristãos resistir eficazmente ao espírito do mundo e que benefícios tiram disso?

      13 Felizmente, os cristãos efésios não continuaram escravos de tal espírito de desobediência. Antes, tornaram-se filhos obedientes de Deus por se sujeitarem ao espírito dele e colherem os seus muitos frutos sadios. (Gálatas 5:22, 23) Assim também hoje, o espírito de Deus — a força mais poderosa no Universo — está ajudando milhões de pessoas a se tornarem obedientes a Jeová, o que resulta em poderem ter “a plena certeza da esperança até o fim”. — Hebreus 6:11; Zacarias 4:6.

      14. Como Jesus alertou todos os cristãos que vivem nos últimos dias a respeito de coisas específicas que seriam uma prova para a obediência deles?

      14 Lembre-se, também, de que temos o forte apoio de Siló, que junto com o seu Pai não permitirá que qualquer inimigo — demoníaco ou humano — ponha à prova nossa obediência além do que podemos suportar. (1 Coríntios 10:13) Na realidade, para nos ajudar na nossa guerra espiritual, Jesus descreveu vários problemas específicos com que nos confrontaríamos nestes últimos dias. Fez isso por meio de sete cartas, transmitidas ao apóstolo João numa visão. (Revelação 1:10, 11) Elas certamente continham conselhos vitais para os cristãos lá naquele tempo, mas a sua principal aplicação é no “dia do Senhor”, desde 1914. Portanto, como é apropriado que demos atenção a essas mensagens!b

      Evite a apatia, a imoralidade e o materialismo

      15. Por que temos de nos prevenir contra o problema que afetou a congregação em Éfeso, e como podemos fazer isso? (2 Pedro 1:5-8)

      15 A primeira carta de Jesus foi dirigida à congregação em Éfeso. Depois de elogiar a congregação pela perseverança, Jesus declarou: “Não obstante, tenho contra ti que tens abandonado o amor que tinhas no princípio.” (Revelação 2:1-4) Hoje também, alguns cristãos, antes zelosos, perderam o amor fervoroso que tinham a Deus. Essa perda pode enfraquecer o relacionamento que a pessoa tem com Deus e precisa ser remediada logo. Como se pode recuperar tal amor? Pelo estudo regular da Bíblia, pela assistência às reuniões, pela oração e pela meditação. (1 João 5:3) É verdade que isso requer um “esforço sério”, mas certamente vale a pena. (2 Pedro 1:5-8) Se um exame honesto de si mesmo lhe revela que seu amor esfriou, corrija a situação imediatamente, em obediência à exortação de Jesus: “Lembra-te do que tens decaído, e arrepende-te e pratica as ações anteriores.” — Revelação 2:5.

      16. Que influências espiritualmente perigosas existiam nas congregações em Pérgamo e em Tiatira, e por que são apropriadas hoje as palavras que Jesus dirigiu a elas?

      16 Os cristãos em Pérgamo e em Tiatira foram elogiados por sua integridade, perseverança e zelo. (Revelação 2:12, 13, 18, 19) No entanto, haviam sido influenciados por alguns que manifestavam o espírito iníquo de Balaão e de Jezabel, que por meio da imoralidade sexual e da adoração de Baal exerceram uma influência corrompedora no Israel antigo. (Números 31:16; 1 Reis 16:30, 31; Revelação 2:14, 16, 20-23) Mas o que dizer do nosso tempo — o “dia do Senhor”? Evidenciam-se as mesmas influências ruins? Sim, porque a imoralidade é em muito a causa principal de desassociações entre o povo de Deus. Portanto, como é importante que evitemos associar-nos com todos — dentro e fora da congregação — que são uma influência moralmente corrompedora! (1 Coríntios 5:9-11; 15:33) Os que querem ser súditos obedientes de Siló evitarão também diversões questionáveis e pornografia, tanto na forma impressa como na Internet. — Amós 5:15; Mateus 5:28, 29.

      17. Como se comparavam o conceito e a atitude dos em Sardes e em Laodicéia com o que Jesus achava da condição espiritual deles?

      17 Com a exceção de alguns membros, a congregação em Sardes não recebeu nenhum elogio. Ela tinha “a fama”, ou a aparência, de estar viva, mas a apatia espiritual estava tão arraigada, que Jesus disse que ela estava ‘morta’. A obediência às boas novas era apenas mecânica. Que situação lastimável! (Revelação 3:1-3) A congregação em Laodicéia estava numa situação similar. Os laodicenses se gabavam da riqueza material, dizendo: ‘Somos ricos’, mas para Cristo eram ‘miseráveis, coitados, pobres, cegos e nus’. — Revelação 3:14-17.

      18. Como podemos evitar ficar espiritualmente indiferentes aos olhos de Deus?

      18 Atualmente, alguns cristãos, antes fiéis, também caíram no mesmo tipo de desobediência. Talvez tenham deixado que o espírito do mundo minasse seu senso de urgência, criando assim uma atitude espiritualmente indiferente para com o estudo da Bíblia, a oração, as reuniões cristãs e o ministério. (2 Pedro 3:3, 4, 11, 12) Como é importante que esses obedeçam a Cristo por investir em riquezas espirituais — sim, por ‘comprar de Cristo ouro refinado pelo fogo’! (Revelação 3:18) Tal riqueza genuína inclui ser ‘rico em obras excelentes, liberal e pronto para partilhar’. Por investirmos em tais valores preciosos, estamos ‘entesourando para nós seguramente um alicerce excelente para o futuro, a fim de que nos apeguemos firmemente à verdadeira vida’. — 1 Timóteo 6:17-19.

      Elogiadas pela sua obediência

      19. Que elogios e exortações Jesus deu aos cristãos em Esmirna e em Filadélfia?

      19 As congregações em Esmirna e em Filadélfia se destacavam como exemplos de obediência, porque as cartas de Jesus a elas não contêm nenhuma repreensão. Aos em Esmirna, ele disse: “Conheço a tua tribulação e pobreza — mas tu és rico.” (Revelação 2:9) Que contraste com os laodicenses, que se gabavam da riqueza material, mas que na realidade eram pobres! Naturalmente, o Diabo não se agrada de ver alguém ser fiel e obediente a Cristo. Por isso, Jesus advertiu: “Não tenhas medo das coisas que estás para sofrer. Eis que o Diabo estará lançando alguns de vós na prisão, para que sejais plenamente provados, e para que tenhais tribulação por dez dias. Mostra-te fiel até a morte, e eu te darei a coroa da vida.” (Revelação 2:10) De modo similar, Jesus elogiou os em Filadélfia, dizendo: “Guardaste a minha palavra [ou me obedeceste] e não te mostraste falso para com o meu nome. Venho depressa. Persiste em apegar-te ao que tens, para que ninguém tome a tua coroa.” — Revelação 3:8, 11.

      20. Como é que milhões têm cumprido a palavra de Jesus, e apesar de que circunstâncias?

      20 “No dia do Senhor”, que começou em 1914, um restante fiel e seus companheiros das outras ovelhas, cujo número já está na casa dos milhões, também têm cumprido a palavra de Jesus por participarem zelosamente no ministério e por manterem firme integridade. Assim como seus irmãos do primeiro século, alguns têm sofrido por obedecer a Cristo, sendo até mesmo lançados em prisões ou em campos de concentração. Outros têm cumprido as palavras de Jesus por manterem ‘o olho singelo’, apesar de estarem cercados pela riqueza e pela ganância. (Mateus 6:22, 23) Em todas as circunstâncias, os verdadeiros cristãos, pela sua obediência, continuam a alegrar o coração de Jeová. — Provérbios 27:11.

      21. (a) Que obrigação espiritual continuará a cumprir a classe do escravo? (b) Como podemos mostrar que realmente queremos obedecer a Siló?

      21 Ao nos aproximarmos da grande tribulação, “o escravo fiel e discreto” continua resolvido a não transigir na obediência ao Amo, Cristo. Isto inclui preparar o oportuno alimento espiritual para os da casa de Deus. Portanto, continuemos a ser gratos pela maravilhosa organização teocrática de Jeová e por aquilo que ela provê. Assim demonstramos a nossa submissão a Siló, que recompensará todos os seus súditos obedientes com vida eterna. — Mateus 24:45-47; 25:40; João 5:22-24.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Para obter uma explicação dos “sete tempos”, veja o capítulo 10 do livro Conhecimento Que Conduz à Vida Eterna, publicado pelas Testemunhas de Jeová.

      b Para a consideração pormenorizada das sete cartas, queira ver, a partir da página 33, o livro Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!, publicado pelas Testemunhas de Jeová.

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