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Que “a paz de Deus” guarde o seu coraçãoA Sentinela — 1991 | 1.° de março
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Uma Base Melhor Para Paz
12. Como Israel por fim rejeitou a paz com Deus?
12 Por fim, a Semente que restauraria a paz completa chegou na pessoa de Jesus e, por ocasião de seu nascimento, anjos cantaram: “Glória a Deus nas maiores alturas, e na terra paz entre homens de boa vontade.” (Lucas 2:14) Jesus apareceu em Israel, mas, apesar de estar sob o pacto de Deus, aquela nação como um todo rejeitou a Jesus e entregou-o aos romanos para ser morto. Dias antes de sua morte, Jesus chorou por causa de Jerusalém, dizendo: “Se tu, sim tu, tivesses discernido neste dia as coisas que têm que ver com a paz — mas agora foram escondidas de teus olhos.” (Lucas 19:42; João 1:11) Por rejeitar a Jesus, Israel perdeu totalmente a paz com Deus.
13. Que nova maneira de o homem encontrar paz com Deus estabeleceu Ele?
13 Não obstante, os propósitos de Deus não foram frustrados. Jesus foi ressuscitado e ofereceu a Jeová o valor de sua vida perfeita como resgate para humanos de coração reto. (Hebreus 9:11-14) O sacrifício de Jesus passou a ser uma nova e melhor maneira de humanos — tanto israelitas naturais como gentios — encontrarem paz com Deus. Paulo disse em sua carta aos cristãos em Roma: “Quando éramos inimigos, ficamos reconciliados com Deus por intermédio da morte de seu Filho.” (Romanos 5:10) No primeiro século, os que dessa maneira alcançaram a paz foram unidos com espírito santo para serem filhos adotivos de Deus e membros duma nova nação espiritual chamada de “Israel de Deus”. — Gálatas 6:16; João 1:12, 3; 2 Coríntios 1:21, 22; 1 Pedro 2:9.
14, 15. Descreva a paz de Deus, e explique como ela protege os cristãos mesmo quando são o alvo da hostilidade de Satanás.
14 Esses novos israelitas espirituais seriam o alvo de hostilidade da parte de Satanás e de seu mundo. (João 17:14) Contudo, teriam “paz da parte de Deus, o Pai, e de Cristo Jesus, nosso Senhor”. (2 Timóteo 1:2) Jesus disse-lhes: “Eu vos disse estas coisas para que, por meio de mim, tenhais paz. No mundo tereis tribulação, mas, coragem! eu venci o mundo.” — João 16:33.
15 Esta é a paz que ajudou Paulo e seus concristãos a perseverarem, apesar das adversidades que enfrentaram. Ela reflete uma tranqüila e harmoniosa paz com Deus, tornada possível pelo sacrifício de Jesus. Dá a seu possuidor uma serena paz mental, ao tornar-se cônscio do interesse de Jeová. A criança aconchegada aos braços do pai amoroso sente uma paz similar, uma certeza inquestionável de estar sob a vigilância protetora de alguém que se preocupa com ela. Paulo encorajou os filipenses: “Não estejais ansiosos de coisa alguma, mas em tudo, por oração e súplica, junto com agradecimento, fazei conhecer as vossas petições a Deus; e a paz de Deus, que excede todo pensamento, guardará os vossos corações e as vossas faculdades mentais por meio de Cristo Jesus. ” — Filipenses 4:6, 7.
16. De que modo a paz com Deus afetou a relação dos cristãos do primeiro século entre si?
16 Um dos resultados de o homem ter perdido a paz com Deus foi o ódio e a discórdia. Para os cristãos do primeiro século, achar a paz com Deus resultou exatamente no oposto: paz e união entre eles, que Paulo chamou de “vínculo unificador da paz”. (Efésios 4:3) Eles ‘pensavam em acordo e viviam pacificamente, e o Deus de amor e de paz estava com eles’. Ademais, eles pregavam “as boas novas de paz”, que eram, essencialmente, as boas novas de salvação para ‘amigos da paz’, os que acolhem as boas novas. — 2 Coríntios 13:11; Atos 10:36; Lucas 10:5, 6.
Um Pacto de Paz
17. O que fez Deus com seu povo em nossos dias?
17 Pode tal paz ser encontrada hoje? Pode, sim. Desde o estabelecimento do Reino de Deus sob o glorificado Jesus Cristo, em 1914, Jeová tem juntado dentre este mundo os remanescentes do Israel de Deus e fez com eles um pacto de paz. Cumpriu assim a sua promessa feita por meio do profeta Ezequiel: “Vou concluir com eles um pacto de paz; um pacto de duração indefinida é que virá a haver com eles. E vou estabelecê-los e multiplicá-los, e vou pôr meu santuário no seu meio por tempo indefinido.” (Ezequiel 37:26) Jeová fez este pacto com cristãos ungidos que, como os irmãos deles no primeiro século, exercem fé ao sacrifício de Jesus. Purificados de sua poluição espiritual, eles se dedicaram a seu Pai celestial e empenham-se em seguir seus mandamentos, mais notavelmente por servirem de ponta-de-lança na pregação mundial das boas novas do Reino estabelecido de Deus. — Mateus 24:14.
18. Como reagiram alguns dentre as nações quando discerniram que o nome de Deus está sobre o Israel de Deus?
18 A profecia continua: “E meu tabernáculo virá realmente a estar sobre eles, e hei de tornar-me seu Deus e eles mesmos se tornarão meu povo. E as nações terão de saber que eu, Jeová, estou santificando Israel.” (Ezequiel 37:27, 28) Em harmonia com isso, centenas de milhares, sim, milhões, dentre as “nações” têm reconhecido que o nome de Jeová está sobre o Israel de Deus. (Zacarias 8:23) Procedentes de todas as nações, eles têm chegado em grandes números para servir a Jeová junto com essa nação espiritual, formando a “grande multidão” prevista em Revelação (Apocalipse). Tendo ‘lavado as suas vestes compridas e as embranquecido no sangue do Cordeiro’, eles sobreviverão à grande tribulação para um pacífico novo mundo. — Revelação 7:9, 14.
19. De que paz goza hoje o povo de Deus?
19 Juntos, o Israel de Deus e a grande multidão gozam de paz espiritual comparável a que tinha Israel sob o Rei Salomão. Sobre eles, Miquéias profetizou: “Terão de forjar das suas espadas relhas de arado, e das suas lanças, podadeiras. Não levantarão espada, nação contra nação, nem aprenderão mais a guerra. E realmente sentar-se-ão, cada um debaixo da sua videira e debaixo da sua figueira, e não haverá quem os faça tremer.” (Miquéias 4:3, 4; Isaías 2:2-4) Concordemente, eles deram as costas à guerra e a luta, simbolicamente forjando de suas espadas relhas de arado e das suas lanças, podadeiras. Assim, gozam de uma pacífica fraternidade em toda a sua comunidade internacional, independentemente de nacionalidade, língua, raça ou formação social. E eles se deleitam na certeza da vigilância protetora de Jeová sobre eles. ‘Ninguém os faz tremer.’ Realmente, o próprio Jeová deveras deu força ao seu povo. O próprio Jeová abençoou seu povo com paz’. — Salmo 29:11.
20, 21. (a) Por que temos de nos empenhar em preservar a nossa paz com Deus? (b) O que podemos dizer sobre os esforços de Satanás de abalar a paz do povo de Deus?
20 Como no primeiro século EC, porém, a paz dos servos de Deus tem incitado a hostilidade de Satanás. Expulso do céu após o estabelecimento do Reino de Deus em 1914, Satanás tem desde então travado guerra “com os remanescentes da. . . semente [da mulher]”. (Revelação 12:17) Mesmo em seus dias, Paulo alertou: “Temos uma pugna, não contra sangue e carne, mas contra. . . as forças espirituais iníquas nos lugares celestiais.” (Efésios 6:12) Com Satanás agora confinado à vizinhança da terra, esse alerta é urgente.
21 Satanás tem usado de toda tática à sua disposição no empenho de destruir a paz do povo de Deus, mas tem fracassado. Em 1919, o número dos que lutavam para servir fielmente a Deus não chegava a 10.000. Hoje, há mais de quatro milhões conquistando o mundo através de sua fé. (1 João 5:4) Para estes, a paz com Deus e a paz de uns com os outros é uma realidade, mesmo suportando a hostilidade de Satanás e de sua semente. Mas, por causa desta hostilidade, e tendo em vista a nossa própria imperfeição e os “tempos críticos, difíceis de manejar”, em que vivemos, temos de trabalhar diligentemente para preservar a nossa paz. (2 Timóteo 3:1) No próximo artigo, veremos o que isto significa.
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‘Busque a paz e empenhe-se por ela’A Sentinela — 1991 | 1.° de março
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‘Busque a paz e empenhe-se por ela’
“Magnificado seja Jeová que se agrada da paz do seu servo”. — Salmo 35:27.
1. De que paz desfrutamos hoje?
QUE alegria é estar em paz neste mundo dividido! Que prazer é adorar a Jeová, “o próprio Deus de paz”, e partilhar das bênçãos de seu “pacto de paz”! Quão refrescante é, em meio às pressões da vida, conhecer “a paz de Deus, que excede todo pensamento”, e sentir ‘o vínculo de paz’ que une o povo de Deus, independentemente de sua nacionalidade, língua, raça ou formação social! — 1 Tessalonicenses 5:23; Ezequiel 37:26; Filipenses 4:7; Efésios 4:3.
2, 3. (a) Ao passo que o povo de Deus como um todo vai perseverar, o que pode acontecer com cristãos individuais? (b) O que a Bíblia nos insta a fazer?
2 Como Testemunhas de Jeová, prezamos muito essa paz. Contudo, não a podemos encarar como garantida. A paz não se mantém automaticamente só porque nos associamos com uma congregação cristã ou porque pertencemos a uma família cristã. Ao passo que o restante ungido e seus companheiros das “outras ovelhas” perseverarão como um só rebanho até o fim, membros individuais poderão perder a sua paz e se desviar. — João 10:16; Mateus 24:13; Romanos 11:22; 1 Coríntios 10:12.
3 O apóstolo Paulo alertou a cristãos ungidos em seus dias: “Acautelai-vos, irmãos, para que nunca se desenvolva em nenhum de vós um coração iníquo, falto de fé, por se separar do Deus vivente.” (Hebreus 3:12) Este alerta aplica-se também à grande multidão. Assim, a Bíblia insta os cristãos: ‘Buscai a paz e empenhai-vos por ela. Porque os olhos de Jeová estão sobre os justos e os seus ouvidos estão atentos às súplicas deles; mas o rosto de Jeová é contra os que fazem coisas más.’ — 1 Pedro 3:10-12; Salmo 34:14,15.
“A Mentalidade Segundo a Carne”
4. O que poderia perturbar a nossa paz com Deus?
4 O que pode obstruir o nosso empenho pela paz? Paulo menciona um exemplo, dizendo: “A mentalidade segundo a carne significa morte, mas a mentalidade segundo o espírito significa vida e paz; porque a mentalidade segundo a carne significa inimizade com Deus.” (Romanos 8:6, 7) Por “carne”, Paulo refere-se à nossa condição decaída como humanos imperfeitos com tendências pecaminosas herdadas. Ceder às inclinações da carne decaída destruirá a nossa paz. Se um cristão sem se arrepender comete imoralidade, mente, rouba, usa drogas, ou de alguma outra maneira viola a lei divina, ele rompe a paz com Jeová, que antes usufruía. (Provérbios 15:8, 29; 1 Coríntios 6:9, 10; Revelação [Apocalipse] 21:8) Ademais, se permitir que as coisas materiais se tornem para ele mais importantes do que as espirituais, tal paz com Deus estará seriamente ameaçada. — Mateus 6:24; 1 João 2:15-17.
5. O que está incluído no empenho pela paz?
5 Por outro lado, Paulo disse: “A mentalidade segundo o espírito significa vida e paz.” A paz é um dos frutos do espírito, e, se treinarmos nosso coração para termos apreço por coisas espirituais, orando para que o espírito de Deus nos ajude nisso, evitaremos “a mentalidade segundo a carne”. (Gálatas 5:22-24) Em 1 Pedro 3:10-12, a paz é relacionada com a justiça. (Romanos 5:1) Pedro diz que a busca de paz inclui ‘desviar-se do que é mau e fazer o que é bom’. O espírito de Deus pode ajudar-nos a ‘nos empenhar pela justiça’ e, assim, preservar a paz com Deus. — 1 Timóteo 6:11, 12.
6. Qual é um dos deveres dos anciãos com respeito à paz da congregação?
6 O empenho pela paz é de grande importância para os anciãos na congregação. Por exemplo, se alguém tenta introduzir práticas poluidoras, os anciãos têm o dever de proteger a congregação por tentarem repreender o pecador. Se ele aceitar a repreensão, recuperará a sua paz. (Hebreus 12:11) Se não, talvez tenha de ser expulso, para que a relação pacífica da congregação com Jeová seja preservada. — 1 Coríntios 5:1-5.
Paz Com Nossos Irmãos
7. Sobre que manifestação da ‘mentalidade segundo a carne’ alerta Paulo os coríntios?
7 ‘A mentalidade segundo a carne’ pode destruir não só a paz com Deus mas também a boa relação com outros cristãos. Paulo escreveu aos coríntios: “Ainda sois carnais. Porque, considerando que há entre vós ciúme e rixa, não sois carnais e não estais andando como homens?” (1 Coríntios 3:3) O ciúme e a contenda são exatamente o oposto da paz.
8. (a) O que pode acontecer com quem provoque ciúme e contendas na congregação? (b) De que depende a nossa paz com Deus?
8 Perturbar a paz da congregação por causar ciúme e contenda é muito sério. Falando de uma qualidade relacionada com a paz qual fruto do espírito, o apóstolo João alertou: “Se alguém fizer a declaração: ‘Eu amo a Deus’, e ainda assim odiar o seu irmão, é mentiroso. Pois, quem não ama o seu irmão, a quem tem visto, não pode estar amando a Deus, a quem não tem visto.” (1 João 4:20) De maneira similar, se uma pessoa causa ciúme ou contendas entre irmãos, pode ela estar realmente em paz com Deus? Certamente que não! Insta-se-nos: “Continuai a alegrar-vos, a ser reajustados, a ser consolados, a pensar em acordo, a viver pacificamente; e o Deus de amor e de paz estará convosco.” (2 Coríntios 13:11) Sim, se continuarmos a levar uma vida pacífica entre nós, então o Deus de amor e de paz estará conosco.
9. Como sabemos que os cristãos terão ocasionais desentendimentos e discórdias?
9 Isto não significa que jamais haverá desentendimentos entre cristãos. Nas semanas que se seguiram a Pentecostes, houve um desacordo na jovem congregação cristã a respeito da distribuição diária de alimentos. (Atos 6:1) Certa vez, um desentendimento entre Paulo e Barnabé levou a um “forte acesso de ira”. (Atos 15:39) Paulo teve de aconselhar Evódia e Síntique, sem dúvida excelentes e zelosas irmãs, “a serem da mesma mentalidade no Senhor”. (Filipenses 4:2) Não é de admirar que Jesus tenha dado conselhos detalhados sobre como resolver distúrbios da paz entre cristãos e frisado a urgência de resolver prontamente tais problemas! (Mateus 5:23-25; 18:15-17) Ele não teria dado esse conselho se não previsse dificuldades entre seus seguidores.
10. Que situações às vezes surgem numa congregação, e que responsabilidade impõe isso a todos os envolvidos?
10 Atualmente, portanto, é bem possível que alguém se ofenda com uma palavra sem tato ou com uma indisfarçada desfeita da parte de um concristão. Certa característica duma pessoa pode irritar intensamente outra. Pode haver choque de personalidades. Alguém talvez discorde fortemente de certa decisão dos anciãos. No próprio corpo de anciãos, um ancião talvez seja de mentalidade decidida e resoluta e tente sobrepor-se aos outros. Mesmo que tais coisas aconteçam, ainda assim temos de buscar a paz e empenhar-nos por ela. O desafio é lidar com esses problemas de maneira cristã, de modo a preservar “o vínculo unificador da paz”. — Efésios 4: 3.
11. Que provisões fez Jeová para nos ajudar a empenhar-nos pela paz uns com os outros?
11 A Bíblia diz: “Magnificado seja Jeová que se agrada da paz do seu servo.” (Salmo 35:27) Sim, Jeová deseja que estejamos em paz. Assim, ele fez duas notáveis provisões para nos ajudar a preservar a paz entre nós mesmos e com ele. Uma delas é o espírito santo, do qual a paz é um fruto, junto com qualidades pacíficas relacionadas, como longanimidade, bondade, brandura e autodomínio. (Gálatas 5:22, 23) A outra é a sabedoria divina, sobre a qual lemos: “A sabedoria de cima é primeiramente casta, depois pacífica, razoável, pronta para obedecer, cheia de misericórdia e de bons frutos.” — Tiago 3:17, 8.
12. O que devemos fazer se a paz com os nossos irmãos estiver estremecida?
12 Por conseguinte, quando a nossa paz com outros estiver estremecida, devemos orar por sabedoria de cima para que nos mostre como agir, e devemos pedir espírito santo para nos fortalecer a fazer o que é correto. (Lucas 11:13; Tiago 1:5; 1 João 3:22) Em harmonia com a nossa oração, podemos então recorrer à fonte de sabedoria divina, a Bíblia, em busca de orientação, bem como examinar publicações bíblicas em busca de conselhos sobre como aplicar as Escrituras. (2 Timóteo 3:16) Talvez também desejemos buscar conselhos de anciãos na congregação. Um passo final seria seguir a orientação recebida. Isaías 54:13 diz: “Todos os teus filhos serão pessoas ensinadas por Jeová e a paz de teus filhos será abundante.” Isto sugere que a nossa paz depende de aplicarmos o que Jeová nos ensina.
“Felizes os Pacíficos”
13, 14. (a) O que se subentende na palavra “pacífico” usada por Jesus? (b) Como podemos tornar-nos pacificadores?
13 Jesus disse, em seu Sermão do Monte: “Felizes os pacíficos, porque serão chamados ‘filhos de Deus’.” (Mateus 5:9) ‘Pacífico’ aqui não se refere a alguém que seja simplesmente tranqüilo por natureza. A palavra grega original significa “pacificadores”. O pacificador é perito em restaurar a paz quando esta estiver abalada. Mas, o que é mais importante, o pacificador luta para que a paz nem chegue a ser perturbada. ‘A paz domina em seu coração.’ (Colossenses 3:15) Se os servos de Deus se empenharem em ser pacificadores, os problemas entre eles serão mantidos ao mínimo.
14 Ser pacificador inclui reconhecer as nossas próprias fraquezas. Por exemplo, um cristão talvez seja de temperamento exaltado, ou seja alguém sensível, que facilmente se ofende. Sob pressão, as suas emoções talvez o façam esquecer os princípios bíblicos. Isto não é inesperado em humanos imperfeitos. (Romanos 7:21-23) Não obstante, inimizades, contendas e acessos de ira são alistados como obras da carne. (Gálatas 5:19-21) Se observarmos essas tendências em nós mesmos — ou se nos forem trazidas à atenção por outros — devemos orar fervorosa e continuamente para que o espírito de Jeová desenvolva em nós o autodomínio e a humildade. De fato, todos deviam empenhar-se em cultivar tais qualidades como parte da nova personalidade. — Efésios 4:23, 24; Colossenses 3:10, 15.
15. De que modo a sabedoria de cima se opõe à obstinação desarrazoada?
15 Às vezes, uma congregação ou um corpo de anciãos fica incomodado por alguém que é obstinado, que sempre insiste em fazer as coisas à sua maneira. É verdade que, quando se trata de lei divina, o cristão deve ser resoluto, até mesmo inflexível. E, se achamos que temos uma boa idéia que poderia beneficiar outros, não há nada de errado em nos expressar francamente, desde que expliquemos claramente as nossas razões. Mas, não queremos ser como os do mundo que “não [estão] dispostos a acordos”. (2 Timóteo 3:1-4) A sabedoria de cima é pacífica, razoável. Aqueles cujas ações formam um padrão de obstinada inflexibilidade devem acatar o conselho de Paulo aos filipenses de ‘nada fazer por egotismo’. — Filipenses 2:3.
16. De que modo o conselho de Paulo no livro de Filipenses nos ajuda a vencer o egotismo?
16 Nessa mesma carta, Paulo insta a que, ‘com humildade mental’, sinceramente ‘consideremos os outros superiores a nós’. Isto é exatamente o oposto do egotismo. O cristão maduro não pensa primeiramente em impor as suas próprias idéias, em salvar as aparências ou em proteger a sua própria posição e autoridade. Isto seria contrário à exortação de Paulo de ‘não visar, em interesse pessoal, apenas os seus próprios assuntos, mas também, em interesse pessoal, os dos outros’. — Filipenses 2:4; 1 Pedro 5:2, 3, 6.
Palavras Pacíficas
17. Que mau uso da língua pode perturbar a paz da congregação?
17 Quem se empenha pela paz é especialmente cuidadoso no seu uso da língua. Tiago alerta: “A língua é um membro pequeno, contudo, faz grandes fanfarrices. Vede quão pouco fogo é preciso para incendiar um bosque tão grande!” (Tiago 3:5) Tagarelice maliciosa, criticar outros pelas costas, palavras descorteses e duras, murmurar e queixar-se, bem como bajulação desonesta visando vantagens pessoais — tudo isso são obras da carne que perturbam a paz do povo de Deus. — 1 Coríntios 10:10; 2 Coríntios 12:20; 1 Timóteo 5:13; Judas 16.
18. (a) No caso de inadvertido mau uso da língua, qual é o proceder correto para todos os envolvidos?
18 De fato, Tiago disse: “A língua, ninguém da humanidade a pode domar.” (Tiago 3:8) Até mesmo cristãos maduros às vezes dizem coisas de que depois sinceramente se arrependem. Todos nós esperamos que outros nos perdoem tais enganos, assim como nós os perdoamos. (Mateus 6:12) Às vezes, um forte acesso de ira pode produzir palavras ferinas. Neste caso, o pacificador se lembrará de que “uma resposta, quando branda, faz recuar o furor, mas a palavra que causa dor faz subir a ira”. (Provérbios 15:1) Não raro, bastará que respire fundo e se recuse a responder a palavras iradas com mais palavras iradas. Depois, serenados os ânimos, o pacificador generoso sabe desconsiderar as coisas ditas no calor do momento. E o cristão humilde saberá pedir desculpas e tentar sarar quaisquer feridas que tenha causado. É sinal de força moral poder dizer honestamente: “Eu lamento.”
19. O que aprendemos de Paulo e de Jesus sobre como aconselhar?
19 Talvez se precise usar a língua para aconselhar outros. Paulo repreendeu publicamente a Pedro quando este agiu incorretamente em Antioquia. E Jesus deu fortes conselhos em suas mensagens as sete congregações. (Gálatas 2:11-14; Revelação, capítulos 2, 3) Estudando esses exemplos, aprendemos que o conselho não deve ser tão brando que perca o seu objetivo. Não obstante, Jesus e Paulo não eram duros nem cruéis. Os seus conselhos não serviam para dar vazão às suas próprias frustrações. Eles tentavam genuinamente ajudar seus irmãos. Se quem dá conselhos sente não ter o pleno controle da língua, talvez prefira pausar e acalmar-se um pouco antes de dizer alguma coisa. Senão, talvez profira palavras duras e cause um problema pior do que aquele que tenta resolver. — Provérbios 12:18.
20. O que sempre deve governar as palavras que dirigimos aos nossos irmãos e irmãs e a respeito deles?
20 Como já mencionado, a paz e o amor estão intimamente relacionados como frutos do espírito. Se o que dissermos a nossos irmãos — ou sobre eles — for sempre um reflexo de nosso amor por eles, isso contribuirá para a paz na congregação. (João 15:12, 13) As nossas declarações têm de ser ‘com graça, temperadas com sal’. (Colossenses 4:6) Devem ser saborosas, por assim dizer, agradáveis ao coração. Jesus aconselhou: “Tende sal em vós mesmos e mantende a paz entre vós.” — Marcos 9:50.
“Fazei o Máximo”
21. O que é evidente a respeito do povo de Deus nas suas reuniões semanais e em assembléias e congressos?
21 O salmista escreveu: “Eis que quão bom e quão agradável é irmãos morarem juntos em união!” (Salmo 133:1) Realmente, deleitamo-nos em estar com os nossos irmãos, especialmente em nossas reuniões semanais e em assembléias e congressos maiores. Nessas ocasiões a nossa paz é evidente até mesmo para os de fora.
22. (a) Que falsa paz as nações em breve pensarão estar alcançando, levando ao quê? (b) A que paz verdadeira o pacto de paz de Deus levará?
22 Em breve as nações pensarão estar alcançando a paz sem Jeová. Mas, quando estiverem dizendo “Paz e segurança!” virá a súbita destruição sobre todos os que não estiverem em paz com Deus. (1 Tessalonicenses 5:3) Depois disso, o grande Príncipe da Paz começará a curar a humanidade dos calamitosos efeitos da perda original da paz com Deus, por parte do homem. (Isaías 9:6, 7; Revelação 22:1, 2) Daí, o pacto de paz de Deus resultará numa tranqüilidade mundial. Até mesmo os animais do campo terão descanso da hostilidade. — Salmo 37:10, 11; 72:3-7; Isaías 11:1-9; Revelação 21:3, 4.
23. Se prezamos a esperança de um pacífico novo mundo, o que devemos fazer agora?
23 Que época gloriosa esta será! Aguarda-a ansiosamente? Então, ‘empenhe-se pela paz com todos’. Busque a paz agora, com seus irmãos, e, em especial, com Jeová. Sim, “visto que aguardais estas coisas, fazei o máximo para serdes finalmente achados por ele sem mancha nem mácula, e em paz”. — Hebreus 12:14; 2 Pedro 3:14.
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