Todavia, com o tempo ocorreu uma alteração fundamental no modo de pensar da nação de Israel. Os fariseus, que se tornaram proeminentes no judaísmo durante o primeiro século EC, advogavam o ensino da “Tora Oral”, que haviam desenvolvido dois séculos antes. Ensinavam que, além de dar à nação de Israel uma Lei escrita no monte Sinai, Deus transmitiu também ao povo, ao mesmo tempo, uma lei oral. Segundo tal crença, essa inspirada lei oral interpretava e esclarecia pormenores da Lei escrita, pormenores que Deus deliberadamente mandara Moisés não registrar. A lei oral não devia ser escrita, mas devia ser transmitida apenas verbalmente, do mestre ao discípulo, de geração em geração. Portanto, isso concedeu autoridade especial aos fariseus, que se consideravam guardiães dessa tradição oral.