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    Anuário das Testemunhas de Jeová de 1994
    • Durante 1937, a Ação Católica foi responsável por 75 casos de violência contra as Testemunhas; em 2 deles, irmãos foram assassinados. Dos 263 processos judiciais, 99 resultaram em absolvições e 71 em sentenças. Os demais foram adiados. Publicações foram confiscadas em 129 casos, mas em 99 casos os irmãos lutaram com êxito pela sua devolução. O relatório no Anuário de 1938, em inglês, observou: “Todos os do povo do Senhor neste país estão decididos a continuar com a obra de dar testemunho, quer agrade a homens, quer não, lembrando-se de . . . que ‘temos de obedecer a Deus antes que aos homens’.”

      Certamente era isso o que achavam os publicadores nas 121 congregações dispostas a se empenhar no serviço. Em média relatavam mensalmente uns 800 publicadores, e durante o mês da Comemoração, foram 1.040! Mas os opositores estavam decididos a aplicar um golpe mortal. Sem dúvida, pensavam ter feito isso quando em 22 de março de 1938 as autoridades lacraram as portas do nosso escritório em Lodz. As publicações não podiam mais ser enviadas por correio ou por trem; tanto o remetente como o destinatário estavam sujeitos a ser punidos. As Testemunhas queriam apelar para uma corte superior, mas uma alta autoridade favoravelmente disposta confidenciou que seria em vão. O “espírito dos tempos” tinha mudado, disse ele, e mesmo que as Testemunhas ganhassem a causa, o ministro do interior se certificaria de que suas atividades em todo o país fossem severamente restritas. De modo que se decidiu não levar o caso adiante nos tribunais, mas confiar em Jeová e prosseguir de outro modo.

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    Anuário das Testemunhas de Jeová de 1994
    • No setor ocidental, a Gestapo alemã prendeu todos os conhecidos como Testemunhas de Jeová. O sistema nazista, totalitário, tratou cruelmente a todos os que não se sujeitavam inteiramente a ele. As Testemunhas, que defendiam o Reino de Deus, eram encaradas como adversários. Ser alguém encontrado mesmo com um só número de A Sentinela, ou visto na mesma foto com uma Testemunha, era tomado como prova de que ele era criminoso. Usavam-se meios brutais para obrigar as Testemunhas a delatar os nomes e os endereços de seus irmãos e de suas irmãs espirituais. Aqueles que se negavam a trair seus irmãos ou a assinar uma declaração para renunciar à sua fé eram enviados a campos de concentração. Muito poucos transigiram. Mesmo os perseguidores se admiraram da lealdade desses servos de Jeová.

      Em Lodz, a Gestapo prendeu o irmão Scheider e muitos outros, colocando-os em campos. De Poznan, 69 irmãos e irmãs foram enviados a campos alemães, 22 foram mortos. Apesar disso, foram tantos os que aprenderam a verdade em Poznan durante a guerra, que depois surgiu uma forte congregação. Seu zelo estendeu-se a territórios vizinhos e ajudou a reedificar a organização no oeste da Polônia.

      Naturalmente, os irmãos também padeceram sofrimentos em muitas outras cidades e em localidades menores. Por exemplo, de Wisła, uma estância nas montanhas, de uns 6.000 habitantes naquela época, 51 irmãos e irmãs foram levados a campos de concentração. Apenas 13 voltaram.

      Jeová não abandonou seu povo

      É evidente que o Criador protegeu o seu povo durante este tempo de severa perseguição. Para eles, a vitória não dependia da sobrevivência, mas da fidelidade — até a morte, se fosse necessário. (Rev. [Apo.] 2:10) Um irmão contou que foi impiedosamente espancado por muitas horas, especialmente nas costas e na região dos rins. Mas ele perseverou, apesar das tentativas de obrigá-lo a denunciar outros irmãos e a trair assuntos da organização. Os maus-tratos foram repetidos no dia seguinte, só que esta vez foi muito pior. No terceiro dia, seu corpo inchado e machucado reagiu aos golpes com extrema dor. O irmão orou a Jeová pedindo alívio, até mesmo a morte. De repente, o agente da Gestapo que o açoitava passou a rogar pragas, largou o chicote e foi embora. O que tinha acontecido?

      Alguns dias depois, o irmão notou este homem no corredor com a mão enfaixada. Outros presos disseram ao irmão que esse agente tinha quebrado o dedo indicador — evidentemente enquanto dava chicotadas.

      As Testemunhas que conseguiram evitar ser presas não se deixavam espalhar. Reuniam-se em pequenos grupos para estudar a Bíblia e A Sentinela. As revistas que recebiam usualmente vinham de irmãos na Alemanha; depois eram mimeografadas ou copiadas a mão. Fritz Otto tinha uma parte ativa no trabalho às ocultas em Lodz durante este período de ocupação, mantendo contato com Poznan, Bydgoszcz e Gdansk. Embora as comunicações fossem ocasionalmente cortadas pelos adversários, nunca permaneceram interrompidas por muito tempo.

      No Governo Geral

      A situação nas partes central e meridional da Polônia era diferente. Ali as autoridades não caçavam e perseguiam as Testemunhas de Jeová tão furiosamente, de modo que os irmãos trabalhavam com vigor, embora tomando sempre as devidas precauções. Em Varsóvia, preparavam estênceis de A Sentinela; depois, os responsavéis de cada região mimeografavam a revista, usando os mimeógrafos primitivos então disponíveis. Usavam-se diversos métodos para contrabandear originais das publicações. Às vezes até mesmo soldados alemães, cuja família estava na verdade, sem saber serviam de mensageiros ao voltarem à frente oriental depois de uma licença em casa.

      Houve também muitas experiências aflitivas. Em dezembro de 1942, a polícia alemã, em Varsóvia, prendeu Stefan Milewski e Jan Gontkiewicz enquanto estavam mimeografando. Eles foram prontamente mandados ao campo de concentração em Majdanek e depois a Buchenwald. Em vista disso, Ludwik Kinicki, que supervisionava a atividade das Testemunhas de Jeová em toda a região conhecida como Governo Geral, assumiu as tarefas deles. Dois anos depois, em 1944, ele foi preso, e antes do fim do ano morreu no campo de concentração em Gusen, Áustria.

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    Anuário das Testemunhas de Jeová de 1994
    • Naturalmente, Satanás empenhou-se em impedir esta expansão da adoração pura. Um modo de fazer isso foi recorrer a grupos de guerrilheiros. Alguns destes, às instigações de sacerdotes católicos, começavam a combater não só as forças de ocupação alemãs, mas também as Testemunhas, causando novas provações para a fé. As casas de irmãos eram atacadas à noite. Homens, mulheres e crianças eram espancados, e ordenava-se-lhes que fizessem o sinal da cruz, que beijassem a cruz e que pendurassem imagens de “santos” nas paredes. Os intrusos saqueavam e destruíam. Algumas famílias sofreram repetidas vezes tais ataques. Diversos irmãos foram obrigados a se esconder para continuar vivos.

      Um “novo plano” no setor soviético

      Um grande setor do leste da Polônia tinha sido anexado pela União Soviética em setembro de 1939. Isto significava que cerca da metade dos nossos publicadores, incluindo poloneses e ucranianos, bem como umas poucas Testemunhas russas e judias, ficaram separados da organização. Embora fossem zelosos, sua espiritualidade ficou ameaçada devido à falta de alimento espiritual atualizado. Tentaram estabelecer contato com a organização através da Eslováquia, mas isso mostrou ser extremamente difícil.

      Assim, o que aconteceu foi que muitas congregações ficaram envolvidas num “novo plano”. Inicialmente, seu objetivo era ajudar os irmãos a adaptar-se à nova situação. Dava-se ênfase à necessidade de se manterem separados do mundo e de levarem uma vida “nos esplendores da santidade”. (Sal. 110:3) Este “novo plano” espalhou-se de Lviv através de Lublin até Varsóvia. No entanto, em vez de serem aconselhados a simplesmente aplicarem com cuidado o que a Palavra de Deus diz, foram logo exortados a empenhar-se em atividades que eram apenas a idéia de um homem.

      Por exemplo, sob esta influência, um grupo de publicadores desorientados atacou o quartel-general militar na cidade de Bialistoque ocupada pelos alemães, retirou a suástica do telhado e a substituiu por uma bandeira branca. Foram presos e executados no mesmo dia. Estes acontecimentos eram um lembrete doloroso do que pode acontecer quando alguém confia demais em si mesmo, indo além do que está registrado nas Escrituras, e além do exemplo dado por Cristo e por seus apóstolos, não recorrendo ao “escravo fiel e discreto” em busca de orientação. — Mat. 24:45.

      Última prova antes da era do após-guerra

      Pouco antes de acabar a guerra, os irmãos se viram confrontados com um novo desafio. Ao passo que a frente oriental se aproximava cada vez mais, ordenava-se às pessoas que cavassem valas anti-tanques. As Testemunhas de Jeová, como cristãos neutros, não podiam participar nisso de boa consciência, e negaram-se a fazê-lo mesmo sob ameaça de morte. Dezenas delas, algumas ainda novas na verdade, foram fuziladas em público. No entanto, isto também serviu de testemunho, porque outros passaram a aperceber-se de que as Testemunhas de Jeová tinham uma fé tão forte, que preferiam morrer a abandonar seu Deus.

      Por fim, acabaram-se os anos de ocupação. As Testemunhas de Jeová na Polônia tinham enfrentado com êxito severas provas. Então, em número ainda maior do que antes da guerra, empreenderam a tarefa à frente.

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