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PolôniaAnuário das Testemunhas de Jeová de 1994
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Um pioneiro veterano, Bolesław Zawadzki, escreveu nas suas memórias que, enquanto se realizava uma reunião na casa de seus pais em Kielce, uma turba de 2.000 pessoas iradas, gritando, cercou a casa e atirou pedras. Usaram-se até carrinhos de mão para trazer mais pedras. Só muito depois da meia-noite é que a “brincadeira” acabou. As pedras que haviam atravessado o telhado encheram seis carrinhos quando recolhidas! Na tentativa de prevenir esta onda de perseguição, os irmãos às vezes conseguiram que os próprios perseguidores fossem punidos. Menos vezes, porém, conseguiram levar à justiça os verdadeiros instigadores, os clérigos.
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PolôniaAnuário das Testemunhas de Jeová de 1994
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Os pioneiros — uns 30 a 50 na época — também demonstravam ter o espírito de abnegação. Pregavam de bom grado até mesmo em territórios longínquos onde não havia congregações, e andavam a pé muitos quilômetros, porque poucos tinham bicicleta. Permitia-se-lhes ficar com parte das contribuições recebidas pelas publicações, e em alguns casos eles tinham muito pouca renda adicional. No inverno, freqüentemente dormiam em montes de feno ou em palha espalhada pelo chão num celeiro, tendo o sobretudo como coberta.
As pessoas que contatavam, embora gentis, freqüentemente tinham pouco conhecimento da Bíblia ou da história secular. Stefan Milewski se lembra de que, durante a conversa com um grupo de aldeões, ele mencionou que Jesus por nascença era judeu. O povo ficou indignado e ele mal escapou de ser espancado. Gritaram irados: “O Senhor Jesus era polonês e católico!”
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