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Provas de fé na PolôniaDespertai! — 2000 | 8 de novembro
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Reiniciei o trabalho como superintendente viajante, e mais tarde fui convidado a organizar a impressão e a distribuição de nossas publicações na Polônia.
Na época, usávamos mimeógrafos e estênceis para copiar A Sentinela. A qualidade da impressão não era boa, e tínhamos de pagar preços exorbitantes pelo papel, que na época era escasso. As cópias tinham de ser feitas em lugares escondidos, como celeiros, porões e sótãos. Quem fosse descoberto era preso.
Eu não me esqueço de um poço seco que usamos. Na parede, a uns 10 metros de profundidade, havia uma abertura que dava para uma pequena sala onde mimeografávamos as revistas. Para chegar lá, alguém tinha de segurar uma ponta da corda para descermos. Certo dia, eu estava descendo no poço dentro de um enorme balde de madeira quando, de repente a corda rebentou. Caí lá no fundo e quebrei a perna. Depois de uma internação no hospital, voltei a operar o mimeógrafo.
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Provas de fé na PolôniaDespertai! — 2000 | 8 de novembro
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Ao sair da prisão fui enviado a Poznan para tomar conta de uma “padaria”, como chamávamos as nossas gráficas secretas. No final da década de 50 a qualidade da impressão das nossas publicações tinha melhorado muito. Aprendemos a reduzir o tamanho das páginas fotograficamente — um marco na nossa tecnologia — e a operar impressoras off-set Rotaprint. Em 1960, começamos também a imprimir e a encadernar livros.
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Provas de fé na PolôniaDespertai! — 2000 | 8 de novembro
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Quando por fim fui libertado, designaram-me para supervisionar as operações de impressão em toda a Polônia. Em 1974, depois de ter conseguido ficar dez anos em liberdade, fui localizado e preso em Opole.
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Provas de fé na PolôniaDespertai! — 2000 | 8 de novembro
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[Fotos na página 20]
Usamos um mimeógrafo e depois uma impressora off-set Rotaprint
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