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    A Sentinela — 1993 | 15 de dezembro
    • Confie em Jeová!

      “Confia em Jeová de todo o teu coração.” — PROVÉRBIOS 3:5.

      1. Como impressionou a um jovem o texto de Provérbios 3:5 e com que resultado de longa duração?

      UM MISSIONÁRIO veterano escreve: “‘CONFIA NO SENHOR DE TODO O TEU CORAÇÃO, E NÃO TE ESTRIBES NO TEU PRÓPRIO ENTENDIMENTO.’ Estas palavras da Bíblia, emolduradas e penduradas na parede dum lar que eu visitava, atraíram a minha atenção. Durante o resto daquele dia, meditei nelas. Perguntei-me se podia confiar em Deus de todo o meu coração.” Este homem tinha então 21 anos de idade. Aos 90 anos, e ainda servindo fielmente como ancião em Perth, na Austrália, ele pode recordar uma vida enriquecida pelos frutos duma confiança de todo o coração em Jeová, inclusive os 26 anos rigorosos de pioneiro em novos campos missionários no Ceilão (agora Sri Lanka), na Birmânia (agora Mianmar), na Malásia, na Tailândia, na Índia e no Paquistão.a

      2. Que confiança deve criar em nós Provérbios 3:5?

      2 “Confia em Jeová de todo o teu coração” — estas palavras de Provérbios 3:5, segundo a Tradução do Novo Mundo, deviam motivar todos nós a continuar a devotar de todo o coração nossa vida a Jeová, confiantes em que ele pode fortalecer nossa fé até mesmo para vencermos obstáculos montanhescos. (Mateus 17:20) Examinemos agora Provérbios 3:5 no seu contexto.

      Instruções paternais

      3. (a) Que incentivo dão os primeiros nove capítulos de Provérbios 1-9? (b) Por que devemos prestar bem atenção a Provérbios 3:1, 2?

      3 Os nove capítulos iniciais do livro bíblico de Provérbios 1-9 brilham com instruções paternais, conselhos sábios de Jeová para todos os que aguardam usufruir a filiação nos céus ou a “liberdade gloriosa dos filhos de Deus” na Terra paradísica. (Romanos 8:18-21, 23) Trata-se de conselhos sábios que podem ser usados pelos pais ao criarem filhos. Notável é o conselho do capítulo 3 de Provérbios, que começa com a cautela: “Filho meu, não te esqueças da minha lei, e observe teu coração os meus mandamentos.” À medida que os últimos dias do mundo iníquo de Satanás estão chegando ao fim, devemos prestar cada vez mais atenção às advertências de Jeová. Talvez o caminho pareça longo, mas a promessa dada a todos os que perseveram é que lhes “serão acrescentados longura de dias e anos de vida e paz” — vida eterna no novo sistema de Jeová. — Provérbios 3:1, 2.

      4, 5. (a) Que relacionamento feliz é descrito em João 5:19, 20? (b) Como se aplica até nos nossos dias o conselho de Deuteronômio 11:18-21?

      4 Um relacionamento feliz entre pai e filho pode ser bem precioso. Nosso Criador, Jeová Deus, providenciou que fosse assim. Cristo Jesus disse a respeito da sua própria relação íntima com Jeová: “O Filho não pode fazer nem uma única coisa de sua própria iniciativa, mas somente o que ele observa o Pai fazer. Porque as coisas que Este faz, estas o Filho faz também da mesma maneira. Pois o Pai tem afeição pelo Filho e mostra-lhe todas as coisas que ele mesmo faz.” (João 5:19, 20) Jeová determinou que existisse uma intimidade similar entre ele e toda a sua família na Terra, assim como também entre pais humanos e seus filhos.

      5 No antigo Israel estimulava-se na família o relacionamento de confiança mútua. Jeová aconselhou ali ao pai: “Estas minhas palavras tendes de fixar no vosso coração e na vossa alma, e atá-las como sinal sobre a vossa mão, e elas têm de servir de frontal entre os vossos olhos. Também, tendes de ensiná-las aos vossos filhos, falando delas sentado na tua casa e andando pela estrada, e ao deitar-te e ao levantar-te. E tens de escrevê-las sobre as ombreiras da tua casa e nos teus portões, para que sejam muitos os vossos dias e os dias de vossos filhos sobre o solo de que Jeová jurou aos vossos antepassados que lhes havia de dar, como os dias dos céus sobre a terra.” (Deuteronômio 11:18-21) A Palavra inspirada de nosso Grandioso Instrutor, Jeová Deus, realmente pode servir para relacioná-lo intimamente com pais e filhos, e também com todos os outros que o servem na congregação cristã. — Isaías 30:20, 21.

      6. Como podemos ter o favor de Deus e do homem?

      6 O sábio conselho paternal para os do povo de Deus, tanto idosos como jovens, prossegue nos versículos 3 e 4 do capítulo 3 de Provérbios: “Não te abandonem a própria benevolência e veracidade. Ata-as à tua garganta. Inscreve-as na tábua do teu coração, e acha assim favor e boa perspicácia aos olhos de Deus e do homem terreno.” O próprio Jeová Deus sobressai-se em mostrar benevolência e veracidade. Conforme declara o Salmo 25:10, “todas as veredas de Jeová são benevolência e veracidade”. Imitando a Jeová, devemos prezar estas qualidades e seu poder protetor, apreciando-as como faríamos com um valiosíssimo colar e gravando-as indelevelmente no coração. Assim podemos orar fervorosamente: “Ó Jeová. Resguardem-me constantemente a tua benevolência e a tua veracidade.” — Salmo 40:11.

      Uma confiança duradoura

      7. De que modos mostra Jeová que ele é digno de confiança?

      7 A confiança é definida no Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa Caldas Aulete como “convicção íntima acerca da probidade, diligência, talento e discrição de alguém”. A probidade de Jeová está firmemente ancorada na sua benevolência. E podemos ter plena confiança na sua capacidade de fazer o que prometeu, porque o seu próprio nome, Jeová, o identifica como o grandioso Elaborador de Propósitos. (Êxodo 3:14; 6:2-8) Como Criador, ele é a Fonte de força e de energia dinâmica. (Isaías 40:26, 29) Ele é o epítome da verdade, porque “é impossível que Deus minta”. (Hebreus 6:18) Por isso somos incentivados a depositar implícita confiança em Jeová, nosso Deus, a grande Fonte de toda a verdade, que possui a onipotência para proteger os que confiam nele e para levar todos os seus grandiosos propósitos a um glorioso término. — Salmo 91:1, 2; Isaías 55:8-11.

      8, 9. Por que no mundo há lamentavelmente falta de confiança, e em que sentido constituem os do povo de Jeová um contraste neste respeito?

      8 No mundo degradado em volta de nós lamentavelmente há falta de confiança. Em seu lugar encontramos ganância e corrupção em toda a parte. A capa do número de maio de 1993 da revista World Press Review ostentava a mensagem: “SURTO DE CORRUPÇÃO — Dinheiro Sujo na Nova Ordem Mundial. A indústria da corrupção estende-se do Brasil à Alemanha, dos Estados Unidos à Argentina, da Espanha ao Peru, da Itália ao México, do Vaticano à Rússia.” Visto que a chamada nova ordem mundial do homem se baseia em ódio, ganância e desconfiança, ela só produz crescentes desgraças para a humanidade.

      9 As Testemunhas de Jeová, em contraste com as nações políticas, sentem-se felizes de serem “a nação cujo Deus é Jeová”. Só elas podem verazmente dizer: “Em Deus confiamos.” Cada uma delas pode clamar com júbilo: “Em união com Deus louvarei a sua palavra. . . . Tenho posto a minha confiança em Deus. Não temerei.” — Salmo 33:12; 56:4, 11.

      10. O que fortaleceu muitos jovens para manterem a integridade?

      10 Num país asiático, onde milhares de jovens, Testemunhas, sofreram severos espancamentos e encarceramentos, a confiança em Jeová habilitou a grande maioria deles a perseverar. Certa noite, na prisão, um jovem, Testemunha, que sofrera horríveis torturas, achou que não podia mais agüentar isso. Mas outro jovem chegou-se a ele furtivamente nas sombras. Sussurrou: “Não desista; eu transigi e nunca mais tive paz mental.” O primeiro jovem renovou sua resolução de manter-se firme. Podemos ter plena confiança em Jeová de que ele nos ajudará a superar todo e qualquer esforço de Satanás de corroer nossa integridade. — Jeremias 7:3-7; 17:1-8; 38:6-13, 15-17.

      11. Como somos incentivados a confiar em Jeová?

      11 O primeiro mandamento reza em parte: “Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração.” (Marcos 12:30) Quando meditamos na Palavra de Deus, as grandiosas verdades que aprendemos penetram fundo no nosso coração, motivando-nos a gastar-nos totalmente no serviço de nosso maravilhoso Deus, o Soberano Senhor Jeová. Com o coração transbordante de apreço por ele — por tudo o que nos tem ensinado, que tem feito por nós e ainda fará por nós — somos incentivados a confiar implicitamente na sua salvação. — Isaías 12:2.

      12. No decorrer dos anos, como mostraram muitos cristãos sua confiança em Jeová?

      12 Esta confiança pode ser cultivada no decorrer dos anos. Um homem humilde, Testemunha de Jeová, que tinha servido fielmente por mais de 50 anos na sede da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA) em Brooklyn a partir de abril de 1927, escreveu: “No fim daquele mês, recebi a mesada de 5 dólares dentro de um envelope contendo um belo cartão com o texto bíblico de Provérbios 3:5, 6 . . . Havia todo motivo de confiar em Jeová, pois na sede logo cheguei a apreciar que Jeová tem um ‘escravo fiel e discreto’ que cuida fielmente de todos os interesses do Reino aqui na terra. — Mateus 24:45-47.”b O coração deste cristão não se fixava no amor ao dinheiro, mas em obter “um tesouro que nunca falhe, nos céus”. Assim também hoje em dia, os milhares que servem nos lares de Betel da Sociedade Torre de Vigia em toda a Terra fazem isso sob um tipo de voto legal de pobreza. Confiam em Jeová para lhes fornecer seu sustento diário. — Lucas 12:29-31, 33, 34.

      Estribe-se em Jeová

      13, 14. (a) Onde somente se pode encontrar conselho maduro? (b) O que é preciso evitar para sobreviver a perseguição?

      13 Nosso Pai celestial admoesta-nos: “Não te estribes na tua própria compreensão.” (Provérbios 3:5) Conselheiros e psicólogos do mundo nunca podem esperar chegar perto de ter a sabedoria e a compreensão que Jeová revela ter. “Seu entendimento está além de ser narrado.” (Salmo 147:5) Em vez de nos estribarmos na sabedoria de homens destacados do mundo ou nas nossas próprias emoções desinformadas, recorramos a Jeová, à sua Palavra e aos anciãos na congregação cristã para obter conselhos maduros. — Salmo 55:22; 1 Coríntios 2:5.

      14 A sabedoria humana ou o orgulho dum cargo de destaque não nos levará a parte alguma no dia de provação severa, que rapidamente se aproxima. (Isaías 29:14; 1 Coríntios 2:14) No Japão, durante a Segunda Guerra Mundial, um apto mas orgulhoso pastor do povo de Deus preferiu estribar-se no seu próprio entendimento. Sob pressão, tornou-se apóstata, e a maioria do rebanho também cedeu sob a perseguição. Uma leal irmã japonesa, que corajosamente sobreviveu a tratamento terrível em imundas celas de prisão, comentou: “Os que permaneceram fiéis não tinham habilidades especiais e não eram pessoas de atuação marcante. Certamente, todos nós precisamos sempre confiar em Jeová de todo o nosso coração.”c

      15. Que qualidade piedosa é essencial para agradarmos a Jeová?

      15 Confiar em Jeová em vez de na nossa própria compreensão envolve humildade. Como é importante esta qualidade para todos os que querem agradar a Jeová! Ora, mesmo o nosso Deus, embora seja o Soberano Senhor de todo o Universo, demonstra humildade nos seus tratos com a sua criação inteligente. Podemos ser gratos por isso. “Ele condescende em olhar para o céu e para a terra, levantando o de condição humilde do próprio pó.” (Salmo 113:6, 7) Em sua grande misericórdia, perdoa-nos as nossas fraquezas à base da sua maior dádiva à humanidade, o precioso sacrifício de resgate de seu Filho amado, Cristo Jesus. Como devemos ser gratos por esta benignidade imerecida!

      16. Como podem irmãos varões procurar obter privilégios na congregação?

      16 O próprio Jesus lembra-nos: “Quem se enaltecer, será humilhado, e quem se humilhar, será enaltecido.” (Mateus 23:12) Irmãos batizados devem procurar, com humildade, obter responsabilidades na congregação cristã. No entanto, os superintendentes não devem considerar seu cargo como símbolo de status, mas como oportunidade de realizar um trabalho de forma humilde, apreciativa e disposta, assim como Jesus, que disse: “Meu Pai tem estado trabalhando até agora e eu estou trabalhando.” — João 5:17; 1 Pedro 5:2, 3.

      17. O que devemos todos nós reconhecer, resultando em que atividade?

      17 Reconheçamos sempre de forma humilde e com oração que não somos mais do que pó à vista de Jeová. Portanto, quão gratos podemos ser de que “a benevolência de Jeová é de tempo indefinido a tempo indefinido para com os que o temem, e sua justiça é para os filhos dos filhos”! (Salmo 103:14, 17) Assim, todos nós devemos ser ávidos estudantes da Palavra de Deus. O tempo gasto com estudo pessoal e em família, e nas reuniões congregacionais, deve estar entre as nossas horas mais preciosas toda semana. Assim aumentaremos em “conhecimento do Santíssimo”. Isto é “o que é entendimento”. — Provérbios 9:10.

      “Em todos os teus caminhos . . .”

      18, 19. Como podemos aplicar Provérbios 3:6 na nossa vida, e com que resultado?

      18 Indicando-nos Jeová, a Fonte divina de entendimento, Provérbios 3:6 declara a seguir: “Nota-o em todos os teus caminhos, e ele mesmo endireitará as tuas veredas.” Notar a Jeová envolve manter-se achegado a ele em oração. Onde quer que estejamos e não importa que situação possa surgir, temos acesso imediato a ele em oração. No desempenho das nossas tarefas diárias, ao nos prepararmos para o serviço de campo, quando vamos de casa em casa proclamando seu Reino, nossa oração constante pode ser para que ele abençoe nossa atividade. De modo que podemos ter o inestimável privilégio e a alegria de ‘andar com Deus’, confiantes em que ele ‘endireitará as nossas veredas’, assim como fez para Enoque, Noé, que temiam a Deus, e para israelitas fiéis tais como Josué e Daniel. — Gênesis 5:22; 6:9; Deuteronômio 8:6; Josué 22:5; Daniel 6:23; veja também Tiago 4:8, 10.

      19 Quando fazemos nossas petições a Jeová, podemos confiar em que ‘a paz de Deus, que excede todo pensamento, guardará os nossos corações e as nossas faculdades mentais por meio de Cristo Jesus’. (Filipenses 4:7) Esta paz de Deus, refletida por um semblante alegre, pode recomendar nossa mensagem aos moradores que encontramos durante a nossa pregação. (Colossenses 4:5, 6) Pode também animar os que sofrem aflições ou injustiças, hoje tão comuns no mundo, conforme mostra o relato que segue.d

      20, 21. (a) Durante o terror nazista, como foram outros encorajados pela integridade das Testemunhas de Jeová? (b) Que determinação deve a voz de Jeová despertar em nós?

      20 Max Liebster, judeu natural, que como por um milagre sobreviveu ao Holocausto, descreveu sua viagem a um campo de extermínio nazista nas seguintes palavras: “Fomos trancados em vagões, transformados em muitas pequenas celas para duas pessoas. Empurrado para dentro de uma delas, vi-me face a face com outro preso, cujos olhos refletiam tranqüilidade. Ele estava ali por causa do seu respeito pela lei de Deus, preferindo a prisão e a possível morte a derramar sangue de outras pessoas. Era Testemunha de Jeová. Os filhos lhe haviam sido tirados, e a esposa fora executada. Ele esperava sofrer a mesma sorte. A viagem de 14 dias trouxe uma resposta às minhas orações, porque foi durante esta mesma viagem para a morte que encontrei a esperança de vida eterna.”

      21 Depois de ter passado pela “cova de leões” de Auschwitz, conforme a chamou, e de ter sido batizado, este irmão casou-se com uma Testemunha de Jeová, que também tinha estado encarcerada e cujo pai sofrera no campo de concentração de Dachau. Enquanto o pai desta esteve ali, soube que sua esposa e sua jovem filha também tinham sido presas. Ele descreveu sua reação: “Fiquei muito preocupado. Daí, certo dia, enquanto estava na fila do chuveiro, ouvi uma voz citar Provérbios 3:5, 6 . . . Ecoava como se fosse uma voz vinda do céu. Era exatamente o que eu precisava para recuperar o equilíbrio.” Na realidade, a voz era a de outro preso citando este texto, mas o incidente salienta o poder que a Palavra de Deus pode exercer sobre nós. (Hebreus 4:12) Que a voz de Jeová nos fale poderosamente hoje por meio das palavras de nosso texto do ano de 1994: “Confia em Jeová de todo o teu coração”!

      [Nota(s) de rodapé]

      a Veja o artigo “Confio em Jeová de Todo o Meu Coração”, conforme narrado por Claude S. Goodman, em A Sentinela de 15 de março de 1974, páginas 184-9.

      b Veja o artigo “Determinei Louvar a Jeová”, conforme narrado por Harry Peterson, em A Sentinela de 15 de janeiro de 1969, páginas 53-6.

      c Veja o artigo “Jeová Não Abandona Seus Servos”, conforme narrado por Matsue Ishii, em A Sentinela de 1.º de maio de 1988, páginas 21-5.

      d Veja também o artigo “Libertação! Mostramo-nos Gratos”, conforme contado por Max Liebster, em A Sentinela de 15 de janeiro de 1979, páginas 20-4.

  • Cultive temor piedoso
    A Sentinela — 1993 | 15 de dezembro
    • Cultive temor piedoso

      “Teme a Jeová e desvia-te do mal.” — PROVÉRBIOS 3:7.

      1. Para quem foi escrito Provérbios?

      O LIVRO bíblico de Provérbios contém uma abundância de conselhos espirituais. Jeová forneceu inicialmente este guia para instruir Israel, sua nação típica. Hoje em dia, este livro oferece declarações sábias aos da Sua santa nação cristã, “para quem já chegaram os fins dos sistemas de coisas”. — 1 Coríntios 10:11; Provérbios 1:1-5; 1 Pedro 2:9.

      2. Por que é bem oportuno hoje o aviso de Provérbios 3:7?

      2 Lemos em Provérbios 3:7: “Não te tornes sábio aos teus próprios olhos. Teme a Jeová e desvia-te do mal.” Desde o tempo dos nossos primeiros pais, quando a Serpente seduziu Eva com a promessa de ‘saber o que é bom e o que é mau’, a mera sabedoria humana não tem conseguido satisfazer as necessidades da humanidade. (Gênesis 3:4, 5; 1 Coríntios 3:19, 20) Em nenhum período da História isso tem sido mais evidente do que neste século 20 — nestes “últimos dias” em que a humanidade, colhendo os frutos do pensamento ateu, evolucionista, é afligida pelo racismo, pela violência e por todo tipo de imoralidade. (2 Timóteo 3:1-5, 13; 2 Pedro 3:3, 4) É uma ‘nova desordem mundial’ que nem a ONU, nem as religiões fragmentadas do mundo podem resolver.

      3. Que acontecimentos foram preditos para os nossos dias?

      3 A Palavra profética de Deus informa-nos que forças demoníacas têm saído “aos reis de toda a terra habitada, a fim de ajuntá-los para a guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso . . . ao lugar que em hebraico se chama Har-Magedon”. (Revelação [Apocalipse] 16:14, 16) Dentro em pouco, o terror da parte de Jeová sobrevirá a esses reis, ou governantes. Será como o pavor que sobreveio aos cananeus quando Josué e os israelitas vieram executar o julgamento neles. (Josué 2:9-11) No entanto, hoje em dia, é aquele que foi tipificado por Josué, Cristo Jesus — o “Rei dos reis e Senhor dos senhores” — quem ‘golpeará as nações e as pastoreará com vara de ferro’, em expressão “da ira do furor de Deus, o Todo-poderoso”. — Revelação 19:15, 16.

      4, 5. Quem obterá salvação, e por quê?

      4 Quem será salvo nesta ocasião? Não serão os consumidos pelo medo que serão libertos, mas sim todos os que tiverem cultivado um temor reverente de Jeová. Em vez de serem sábios aos seus próprios olhos, estes ‘desviam-se do mal’. Com humildade, nutrem a mente com aquilo que é bom, de modo que o mal é expelido do seu modo de pensar. Têm respeito salutar pelo Soberano Senhor Jeová, o “Juiz de toda a terra”, que está prestes a executar todos os que se apegam à maldade, assim como aniquilou os depravados sodomitas. (Gênesis 18:25) Na realidade, para o próprio povo de Deus, “o temor de Jeová é fonte de vida para se desviar dos laços da morte”. — Provérbios 14:27.

      5 Nestes dias de julgamento divino, todos os inteiramente devotados a Jeová, temendo alguma vez desagradá-lo, irão dar-se conta da verdade declarada de modo figurado em Provérbios 3:8: “Torne-se [o temor de Jeová] uma cura para o teu umbigo e refrigério para os teus ossos.”

      Honra dada a Jeová

      6. O que nos deve motivar a acatar Provérbios 3:9?

      6 Nosso apreciativo temor de Jeová, junto com um amor intenso a ele, devem motivar-nos a acatar Provérbios 3:9: “Honra a Jeová com as tuas coisas valiosas e com as primícias de todos os teus produtos.” Não somos compelidos a honrar a Jeová com nossas ofertas. Estas devem ser voluntárias, conforme indicado umas 12 vezes, de Êxodo 35:29 a Deuteronômio 23:23, com referência aos sacrifícios no antigo Israel. Essas primícias dadas a Jeová devem ser as melhores dádivas que possamos oferecer, em reconhecimento da bondade e da benevolência que usufruímos Dele. (Salmo 23:6) Devem refletir nossa determinação de ‘persistir em buscar primeiro o reino e a Sua justiça’. (Mateus 6:33) E qual é o resultado de honrarmos a Jeová com as nossas coisas valiosas? “Então os teus depósitos de suprimentos se encherão de fartura; e teus tanques de lagar transbordarão de vinho novo.” — Provérbios 3:10.

      7. Que primícias devemos oferecer a Jeová, e qual será o resultado?

      7 A maneira primária de Jeová nos abençoar é espiritual. (Malaquias 3:10) Portanto, as primícias que lhe oferecemos devem ser principalmente espirituais. Devemos usar nosso tempo, nossas energias e nossa força vital para fazer a Sua vontade. Isto, por sua vez, nos nutrirá, do mesmo modo como esta atividade se tornou “alimento” fortalecedor para Jesus. (João 4:34) Nossos depósitos espirituais estarão cheios e nossa alegria, simbolizada por vinho novo, transbordará. Além disso, ao passo que com confiança oramos pedindo suficiente alimento material para cada dia, podemos coerentemente contribuir com generosidade dos nossos meios para apoiar a obra mundial do Reino. (Mateus 6:11) Tudo o que possuímos, inclusive os bens materiais, recebemos de nosso amoroso Pai celestial. Ele derramará bênçãos adicionais ao ponto em que usamos essas coisas valiosas para o seu louvor. — Provérbios 11:4; 1 Coríntios 4:7.

      Repreensões amorosas

      8, 9. Como devemos encarar a repreensão e a disciplina?

      8 Nos versículos 11 e 12 de Pr 3, o capítulo 3 de Provérbios fala novamente do relacionamento feliz entre pai e filho que existe em famílias piedosas, bem como entre Jeová e seus amados filhos espirituais na Terra. Lemos: “Filho meu, não rejeites a disciplina de Jeová; e não abomines a sua repreensão, porque Jeová repreende aquele a quem ama, assim como o pai faz com o filho em quem tem prazer.” As pessoas do mundo detestam a repreensão. Os do povo de Jeová devem acolhê-la. O apóstolo Paulo citou essas palavras de Provérbios, dizendo: “Filho meu, não deprecies a disciplina da parte de Jeová, nem desfaleças quando és corrigido por ele; pois Jeová disciplina aquele a quem ama . . . É verdade que nenhuma disciplina parece no momento ser motivo de alegria, mas sim de pesar; no entanto, depois dá fruto pacífico, a saber, a justiça, aos que têm sido treinados por ela.” — Hebreus 12:5, 6, 11.

      9 Sim, a repreensão e a disciplina são partes necessárias do treinamento de cada um de nós, quer as recebamos dos pais, quer por meio da congregação cristã ou por meditarmos nos textos bíblicos durante o nosso estudo pessoal. É uma questão de vida ou morte acatarmos a disciplina, conforme declara também Provérbios 4:1, 13: “Escutai, ó filhos, a disciplina do pai e prestai atenção, para conhecerdes a compreensão. Agarra a disciplina; não a largues. Resguarda-a, pois ela mesma é a tua vida.”

      A maior felicidade

      10, 11. Quais são alguns dos aspectos das palavras agradáveis de Provérbios 3:13-18?

      10 Como são belas as expressões que agora se seguem, sendo deveras ‘palavras deleitosas, corretas, de verdade’! (Eclesiastes 12:10) Estas palavras inspiradas de Salomão descrevem a verdadeira felicidade. São palavras que devemos inscrever no coração. Lemos:

      11 “Feliz o homem que achou sabedoria e o homem que obtém discernimento, porque tê-la por ganho é melhor do que ter por ganho a prata, e tê-la como produto é melhor do que o próprio ouro. Ela é mais preciosa do que os corais, e todos os outros agrados teus não se podem igualar a ela. Na sua direita há longura de dias; na sua esquerda há riquezas e glória. Seus caminhos são caminhos aprazíveis e todas as suas sendas são paz. Ela é árvore de vida para os que a agarram, e os que a seguram bem devem ser chamados de felizes.” — Provérbios 3:13-18.

      12. Como devem beneficiar-nos a sabedoria e o discernimento?

      12 Sabedoria — quantas vezes ela é mencionada no livro de Provérbios, ao todo 46 vezes! “O temor de Jeová é o início da sabedoria.” Trata-se de sabedoria piedosa, prática, baseada no conhecimento da Palavra de Deus, que habilita Seu povo a seguir um rumo seguro através da perigosa tempestade que assola o mundo de Satanás. (Provérbios 9:10) O discernimento, mencionado 19 vezes em Provérbios, é o auxiliar da sabedoria, ajudando-nos a combater os desígnios de Satanás. O grande Adversário tem milênios de experiência no uso das suas artimanhas. No entanto, temos por instrutor algo muito mais valioso do que a experiência: o discernimento piedoso, a capacidade de distinguir o certo do errado e de escolher o caminho certo a seguir. Isto é o que Jeová nos ensina por meio da sua Palavra. — Provérbios 2:10-13; Efésios 6:11.

      13. O que nos pode proteger em épocas de dificuldades econômicas, e como?

      13 O caos econômico prevalecente hoje no mundo é precursor do cumprimento da profecia de Ezequiel 7:19: “A própria prata deles lançarão nas ruas e o próprio ouro deles tornar-se-á uma coisa abominável. Nem a sua prata nem o seu ouro poderá livrá-los no dia da fúria de Jeová.” Toda a riqueza material na Terra nem se pode comparar com o poder salvador da sabedoria e do discernimento. O sábio Rei Salomão declarou em outra ocasião: “A sabedoria é para proteção, assim como o dinheiro é para proteção; mas a vantagem do conhecimento é que a própria sabedoria preserva vivos os que a possuem.” (Eclesiastes 7:12) Felizes, deveras, são todos os que hoje andam nos caminhos agradáveis de Jeová e que escolhem sabiamente a “longura de dias”, a vida eterna que é a dádiva de Deus a todos os que exercem fé no sacrifício resgatador de Jesus! — Provérbios 3:16; João 3:16; 17:3.

      Cultivo da verdadeira sabedoria

      14. De que modos tem Jeová demonstrado sabedoria exemplar?

      14 É apropriado que nós humanos, criados à imagem de Deus, nos esforcemos a cultivar sabedoria e discernimento, qualidades que o próprio Jeová demonstrou na realização das suas maravilhosas obras de criação. “O próprio Jeová fundou a terra em sabedoria. Firmou solidamente os céus em discernimento.” (Provérbios 3:19, 20) Ele passou a fazer criaturas viventes não por meio dum processo místico e inexplicável de evolução, mas por atos diretos de criação, cada uma “segundo a sua espécie” e para um fim sábio. (Gênesis 1:25) Quando finalmente foi produzido o homem com inteligência e capacidades muito superiores às dos animais, o aplauso dos anjos deve ter ecoado e ricocheteado em todos os céus. (Compare com Jó 38:1, 4, 7.) A previdência discernidora de Jeová, sua sabedoria e seu amor, são claramente evidentes em todas as suas produções na Terra. — Salmo 104:24.

      15. (a) Por que não basta cultivar apenas sabedoria? (b) Que confiança deve despertar em nós Provérbios 3:25, 26?

      15 Não somente precisamos cultivar as qualidades de Jeová, de sabedoria e discernimento, mas também temos de apegar-nos a elas, nunca afrouxando o nosso estudo da Sua Palavra. Ele nos admoesta: “Filho meu, que não se afastem dos teus olhos. Resguarda a sabedoria prática e o raciocínio, e mostrar-se-ão vida para a tua alma e encanto para a tua garganta.” (Provérbios 3:21, 22) Assim podemos andar em segurança e com paz mental, mesmo durante a aproximação, como ladrão, do dia da “repentina destruição” que sobrevirá ao mundo de Satanás. (1 Tessalonicenses 5:2, 3) Durante a própria grande tribulação, “não precisarás ter medo de uma repentina coisa pavorosa, nem da tempestade sobre os iníquos, porque ela está chegando. Porque o próprio Jeová, de fato, mostrará ser tua confiança e ele certamente guardará teu pé da captura”. — Provérbios 3:23-26.

      Ame fazer o que é bom

      16. Que ação se requer dos cristãos além de terem zelo no ministério?

      16 Nos dias atuais deve-se mostrar zelo na pregação das boas novas do Reino em testemunho a todas as nações. Mas esta obra de testemunho tem de ser apoiada por outras atividades cristãs, conforme descrito em Provérbios 3:27, 28: “Não negues o bem àqueles a quem é devido, quando estiver no poder da tua mão fazê-lo. Não digas ao teu próximo: ‘Vai, e volta, e amanhã darei’, quando tens alguma coisa contigo.” (Compare com Tiago 2:14-17.) Visto que grande parte do mundo está nas garras da pobreza e da fome, tem havido clamores urgentes para ajudarmos nosso próximo, especialmente nossos irmãos espirituais. Como têm reagido as Testemunhas de Jeová?

      17-19. (a) Que necessidade urgente foi satisfeita em 1993, e com que reação? (b) O que demonstra que nossos irmãos assediados estão “sendo completamente vitoriosos”?

      17 Veja um exemplo: durante o ano passado, um clamor urgente por ajuda veio da ex-Iugoslávia. A fraternidade nos países vizinhos respondeu maravilhosamente. Durante os meses frígidos do inverno passado, foi possível que diversos comboios de socorros penetrassem na área de guerra, transportando publicações atuais, roupa quente, alimentos e medicamentos para as Testemunhas necessitadas. Numa ocasião, os irmãos pediram licença para entrar no país com 15 toneladas de suprimentos de ajuda, mas quando receberam a licença, era para 30 toneladas! As Testemunhas de Jeová na Áustria rapidamente despacharam mais três caminhões. Ao todo, 25 toneladas chegaram ao seu destino. Quanto se agradaram nossos irmãos de receber estas abundantes provisões espirituais e materiais!

      18 Como reagiram os destinatários? Logo cedo neste ano, um ancião escreveu: “Os irmãos e as irmãs em Sarajevo estão vivos e passam bem, e o que é mais importante, ainda somos espiritualmente fortes para suportar esta guerra louca. A situação dos alimentos foi muito difícil. Que Jeová os abençoe e os recompense pelos esforços que fizeram em nosso favor. As autoridades têm um respeito especial pelas Testemunhas de Jeová, por causa do seu modo exemplar de vida e por seu respeito pelas autoridades. Somos também gratos pelo alimento espiritual que nos mandaram.” — Compare com Salmo 145:18.

      19 Esses irmãos em perigo mostraram também apreço por meio do seu zeloso ministério de campo. Muitos vizinhos chegam-se a eles pedindo estudos bíblicos. Na cidade de Tuzla, onde se entregaram cinco toneladas de alimentos, 40 publicadores relataram cada um em média 25 horas de serviço de campo no mês, num excelente apoio aos nove pioneiros na congregação. Tiveram a notável assistência de 243 na Comemoração da morte de Jesus. Esses queridos irmãos deveras estão “sendo completamente vitoriosos, por intermédio daquele que nos amou”. — Romanos 8:37.

      20. Que “reciprocidade” tem havido na ex-União Soviética?

      20 A generosidade evidenciada pelos grandes comboios de socorros com alimentos e roupa quente, enviados à ex-União Soviética, também tem sido igualada pelo zelo dos irmãos ali. Por exemplo, em Moscou, a assistência à Comemoração, este ano, foi de 7.549, comparada com os 3.500 do ano passado. No mesmo período, as congregações nesta cidade aumentaram de 12 para 16. Na inteira ex-União Soviética (sem contar os Estados Bálticos) o aumento foi de 14% em congregações, de 25% em publicadores e de 74% em pioneiros. Que espírito de zelo e de abnegação! Faz lembrar o primeiro século, quando havia uma “reciprocidade”. Os cristãos que tinham valores espirituais e materiais faziam contribuições generosas para aqueles em lugares menos favorecidos, ao passo que o zelo desses aflitos dava alegria e encorajamento aos doadores. — 2 Coríntios 8:14.

      Odeie o que é mau!

      21. Como são os sábios e os estúpidos contrastados nas palavras finais do capítulo 3 de Provérbios?

      21 O terceiro capítulo de Provérbios apresenta a seguir uma série de contrastes, concluindo com esta admoestação: “Não fiques invejoso do homem de violência, nem escolhas a quaisquer dos seus caminhos. Porque a pessoa sinuosa é algo detestável para Jeová, mas ele tem intimidade com os retos. A maldição de Jeová está sobre a casa do iníquo, mas ele abençoa o lugar de permanência dos justos. Se o caso for com os zombadores, ele mesmo zombará; porém, mostrará favor aos mansos. Honra é o que os sábios virão possuir, mas os estúpidos enaltecem a desonra.” — Provérbios 3:29-35.

      22. (a) Como podemos evitar a sorte dos estúpidos? (b) O que odeiam os sábios e o que cultivam, com que recompensa?

      22 Como podemos evitar ser classificados com os estúpidos? Temos de aprender a odiar o que é mau, sim detestar o que Jeová detesta — todos os modos sinuosos deste mundo violento, culpado de sangue. (Veja também Provérbios 6:16-19.) Em contraste, temos de cultivar o que é bom — retidão, justiça e mansidão — a fim de que, com humildade e temor de Jeová, possamos alcançar “riquezas, e glória, e vida”. (Provérbios 22:4) Esta será a recompensa de todos nós os que lealmente aplicarmos a admoestação: “Confia em Jeová de todo o teu coração.”

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