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Será que a vida tem objetivo?Despertai! — 1992 | 22 de abril
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Será que a vida tem objetivo?
“‘Por que existimos?’ é a pergunta mais importante que um ser humano tem de encarar. . . . Creio que a vida tem significado apesar das mortes sem sentido que já vi. A morte não tem significado, a vida sim.”
ISTO foi escrito por Elie Wiesel, renomado escritor e sobrevivente de campos de concentração nazistas. Ele foi um dos muitos que responderam à pergunta proposta pela revista Life: “Por que existimos?” Ele havia visto o pior lado da vida, mas ainda assim estava convencido de que ela tem significado.
Nem todos, porém, concordaram com isto. Um taxista chamado José Martínez respondeu assim à mesma pergunta: “Estamos aqui para morrer, só para viver e morrer. Sou motorista de táxi. Pesco de vez em quando, saio com a minha garota, pago impostos, leio um pouco, daí fico esperando a morte . . . A vida é uma grande farsa.” Para José, a vida evidentemente não tem significado nem objetivo.
É surpreendente que muitas pessoas instruídas parecem concordar com este taxista, em vez de com o escritor. Os evolucionistas Richard E. Leakey e Roger Lewin, em seu livro Origins (Origens), sugerem: “Talvez a espécie humana seja apenas um crasso erro biológico, visto que evoluiu além do ponto em que pode crescer em harmonia consigo mesma e com o mundo ao redor.” Pelo menos para eles, a vida humana não tem significado.
Similarmente, o evolucionista Stephen Jay Gould escreveu: “Existimos porque a anatomia das nadadeiras de certo grupo estranho de peixes era peculiar e podia transformar-se em pernas para criaturas terrestres; . . . porque uma espécie pequena e fraca, que surgiu na África há duzentos e cinqüenta mil anos, tem conseguido, até agora, sobreviver de um jeito ou de outro. Talvez anelemos uma resposta ‘mais nobre’ — mas não há.” Para o Sr. Gould, a vida humana é um acidente sem significado.
Gould está certo em pelo menos um aspecto. Muitos realmente anelam uma resposta “mais nobre” do que a que ele propõe. Em tempos de tragédia, muitos pensam como Jason, de 11 anos. Este menino escreveu o seguinte sobre a morte duma amiguinha: “Quando minha amiga Kim morreu de câncer, eu perguntei a minha mãe por que Deus fez a Kim nascer se ia fazê-la morrer quando tinha só 6 anos.” Jason sentia instintivamente que a vida deve ter um objetivo, e a lamentável morte de sua amiguinha parecia frustrar esse objetivo.
A Importância da Questão
É importante saber se a vida tem ou não objetivo? Trata-se apenas duma questão filosófica ou deve interessar-lhe? Muitos passaram pela vida sem dar grande consideração ao assunto. E se José Martínez estiver certo, o proceder deles talvez tivesse sido sábio.
Mas se Elie Wiesel estiver certo e a vida realmente tiver significado, certamente devemos procurar descobrir qual é. Senão, poderíamos passar por alto o elemento mais importante da maravilhosa experiência de viver. Seria como percorrer uma galeria de arte sem olhar os quadros ou como sentar num restaurante sem pedir uma refeição.
Como podemos descobrir se a vida tem ou não objetivo? No próximo artigo, consideraremos alguns fatos que ajudam a resolver este problema.
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A busca de um objetivoDespertai! — 1992 | 22 de abril
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A busca de um objetivo
DESDE o tempo de Charles Darwin há enorme pressão da parte dos biólogos para se aceitar a teoria de que a vida, como resultado da evolução, basicamente não tem objetivo. No entanto, muitos instintivamente rejeitam isto. Um jovem casal, contemplando seu lindo bebê recém-nascido, acharia difícil crer que essa nova vida não tem objetivo. Para eles é um milagre, uma maravilha que enriquece a vida.
Mesmo alguns cientistas não concordam que a vida seja um acidente sem significado. Por que não? Por causa do que The Encyclopedia Americana chama de “extraordinário grau de complexidade e de organização nas criaturas viventes”. Diz mais: “Um exame detido de flores, insetos ou mamíferos revela uma disposição incrivelmente precisa das partes.”
Considerando esta complexidade e bela organização — vistas até nas mais simples criaturas viventes —, o Dr. Louw Alberts, cientista sul-africano, foi citado no jornal Cape Times, como tendo dito: “Derivo mais satisfação intelectual de aceitar que há um Deus do que de apenas aceitar que ela [a vida] aconteceu por acaso.” Falando sobre a composição química dos organismos vivos, Sir Bernard Lovell, astrônomo britânico, escreveu: “A probabilidade de . . . uma ocorrência fortuita levar à formação de uma das menores moléculas protéicas é inimaginavelmente pequena. . . . Na realidade, é zero.”
Nessa mesma linha, o astrônomo Fred Hoyle escreveu: “Toda a estrutura da biologia ortodoxa ainda sustenta que a vida surgiu do acaso. No entanto, à medida que os bioquímicos descobrem cada vez mais sobre a assombrosa complexidade da vida, fica óbvio que as possibilidades de ela se ter originado por acidente são tão insignificantes que podem ser completamente eliminadas. A vida não pode ter surgido por acaso.”
O que significa isto? Se a vida não surgiu acidentalmente, deve ter sido projetada. Neste caso, deve ter tido um Projetista. E que Projetista! O salmista disse acertadamente: “Fui feito maravilhosamente dum modo atemorizante.” (Salmo 139:14) Mas o que isto nos diz sobre a vida ter ou não objetivo?
Bem, os humanos também projetam e fazem coisas. Fazem aviões a jato, refinarias, usinas elétricas e inúmeras outras coisas de maior ou menor complexidade. Mas os humanos não projetam nem constroem tais coisas complexas sem motivo. Tudo é feito com um objetivo em mente.
Visto que nada do que os humanos já fizeram chega sequer perto de igualar-se à assombrosa complexidade das coisas vivas, o Projetista da vida certamente não a teria criado sem ter algum objetivo. É o cúmulo do absurdo crer que fomos ‘feitos maravilhosamente’ e então largados sem orientação e objetivo.
A Busca de Objetivo
Que nós, humanos, procuramos instintivamente um objetivo na vida também confirma fortemente que o Criador nos fez para cumprir um objetivo. Gilbert Brim, psicólogo, falou sobre a necessidade instintiva do homem de ter um objetivo, ao dizer: “Muitas pessoas encontram oportunidade de crescimento pessoal e desafio no local de trabalho. Mas os que não encontram procuram desafios e realização especiais em outras coisas: perder peso, tornar-se mestre com o taco ferro-seis quando a bola de golfe pára num declive, fazer o omelete perfeito ou buscar aventuras — seja voar de asa-delta, seja experimentar novos pratos.” O psiquiatra Viktor Frankl chegou a dizer: “O empenho para dar à vida algum significado é a principal força motivadora do homem.”
Examinemos alguns dos alvos na vida que as pessoas estabelecem para si mesmas.
O Que Dá Objetivo à Vida?
Uma adolescente, quando indagada sobre seu objetivo na vida, disse: “Meu único sonho é ter um ótimo apartamento, um belo carro e um namorado legal no carro. Só faço o que eu quero. Penso mais é em mim mesma. Quero as coisas que fazem a minha felicidade, não a da inteira sociedade.” Se acha que isto soa a egoísmo, você está certo. É egoísmo. Infelizmente, porém, esta atitude não é incomum.
No entanto, será que simplesmente empenhar-se por prazeres e coisas materiais atende à necessidade de sentir que a vida tem significado? Não. Quando o único objetivo é o prazer, este não satisfaz. As pessoas que fazem disto seu principal alvo na vida geralmente terminam sentindo-se como um antigo rei abastado, que usou seu poder e riqueza para explorar vários aspectos do prazer disponíveis na época. Veja a conclusão a que chegou:
“Acumulei também para mim prata e ouro, bem como propriedade peculiar de reis e de distritos jurisdicionais. Constituí para mim cantores e cantoras, bem como as delícias dos filhos da humanidade, uma dama, sim, damas. . . . E eis que tudo era vaidade e um esforço para alcançar o vento.” — Eclesiastes 2:8, 11.
Muitos encontram satisfação numa carreira ou em usar suas forças mentais ou físicas para realizar o que parecem ser objetivos compensadores. Depois de um tempo, porém, a carreira não supre inteiramente a necessidade de ter objetivo na vida. Peter Lynch, descrito como “superastro dos investimentos”, largou sua carreira lucrativa ao se dar conta de que lhe faltava algo muito importante na vida. O quê? Sua relação com a família. Ele confessou: “Eu amava o que fazia, mas cheguei a uma conclusão, e outros também: Por que . . . estamos fazendo isto? Não conheço ninguém que tenha desejado, no leito de morte, ter gastado mais tempo no escritório.”
Assim, uma adolescente mostrou certa medida de equilíbrio ao considerar seus alvos na vida e dizer: “Um dos meus sonhos é fazer carreira. Mas acho que o meu maior sonho é ter uma família feliz.” Sim, a família pode dar significado e objetivo à vida. Uma jovem casada disse: “Bem cedo na vida eu considerava ter filhos uma das coisas para as quais se nasce, como um dos objetivos da vida, e nunca questionei isto.”
Outros procuram objetivo na vida em outros empenhos. Alguns — provavelmente até os cientistas que dizem que a vida é um acidente sem significado — encontram objetivo na busca de conhecimento. Michael Ruse, evolucionista, escreveu: “Temos sede de saber, e isto nos põe acima dos animais. . . . Entre as nossas maiores necessidades e deveres está a de transmitir, aos filhos, a sabedoria acumulada do passado, junto com o nosso entusiasmo e realizações. . . . A busca de conhecimento, e os triunfos, constituem uma das grandes características do espírito humano.”
Alguns constatam que servir a uma causa dá objetivo à vida. Trabalham pela preservação de espécies raras de animais. Ou lutam contra a poluição e contra a destruição do meio ambiente. Pessoas que se importam defendem os direitos da criança ou trabalham em prol dos sem-teto ou dos pobres. Ou labutam para impedir a disseminação do vício de drogas. Tais pessoas às vezes conseguem muito para o bem de outros, e o que fazem enriquece sua vida com objetivo.
Frustrações e Desapontamentos
Temos de reconhecer, porém, que os humanos não raro ficam frustrados no empenho por seus alvos, mesmo que esses alvos sejam dignos. Os pais que dedicam muito amor e esforços à criação dos filhos às vezes os perdem devido a acidentes, crimes, doenças ou vício de drogas. Ou, quando crescem, os filhos talvez fiquem infectados pelo espírito egoísta deste mundo e deixem de retribuir amor aos pais.
Os que trabalham altruistamente para melhorar o meio ambiente não raro são frustrados por interesses comerciais ou porque outros simplesmente não se importam. Os que trabalham por melhores condições de vida para os pobres são vencidos pela enormidade da tarefa. E quem se sente realizado em sua carreira fica frustrado quando é obrigado a aposentar-se. O pesquisador que acha a busca de conhecimento plenamente satisfatória fica frustrado quando sua vida chega perto do fim e ainda há tantas perguntas sem resposta. O homem que passou a vida fazendo fortuna descobre que, um dia, terá de deixá-la para outros.
O antigo rei, citado anteriormente, descreveu algumas dessas frustrações ao escrever: “Detestei todo o trabalho com que me afadiguei debaixo do sol, pois tenho que deixar tudo para um sucessor. E quem sabe se ele será sábio ou insensato? Ele herdará o que me custou tanto esforço e habilidade debaixo do sol.” — Eclesiastes 2:18, 19, Bíblia Vozes.
Então, será que a vida, em última análise, não tem objetivo, como estas palavras tão verazes parecem indicar? São os vários alvos pelos quais os humanos se empenham apenas uma ajuda para que passem pelos 70, 80 ou 90 anos de vida que muitos alcançam? Além disto, será que esses alvos basicamente não têm significado? Não. De fato, eles indicam algo muito significativo sobre como fomos feitos e dão evidência de que a vida sem dúvida tem um objetivo maravilhoso. Mas como podemos encontrar este objetivo?
[Fotos na página 7]
Alguns constatam que a busca de conhecimento dá significado e objetivo à vida.
Os humanos não constroem coisas complexas sem um objetivo em mente.
[Crédito]
Foto da NASA
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O verdadeiro objetivo da vidaDespertai! — 1992 | 22 de abril
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O verdadeiro objetivo da vida
IMAGINE-SE visitando a oficina de um amigo. Ele acabou de terminar um projeto, que deixa você fascinado. O objeto é muito bem feito, de formato intrigante. Por mais que tente, porém, você não consegue definir para que serve. Como descobrir? Ora, basta perguntar a seu amigo, que provavelmente lhe dirá com prazer.
Então, como podemos descobrir qual é o objetivo da vida? Bem, por que não perguntar a Deus, “a fonte da vida”? (Salmo 36:9) Como fazer isto? Felizmente, ele se comunica conosco por meio da Bíblia. Fez com que pessoas de fé escrevessem Seus pensamentos dum modo que pudéssemos entender. Na verdade, o objetivo da vida pode ser expresso em poucas palavras: existimos para aprender sobre Deus e para fazer sua vontade. A Bíblia diz: “A conclusão do assunto, tudo tendo sido ouvido, é: Teme o verdadeiro Deus e guarda os seus mandamentos. Pois esta é toda a obrigação do homem.” — Eclesiastes 12:13.
Parece simples demais? Mas não é. Existirmos para aprender sobre Deus e para fazer sua vontade tem um maravilhoso e profundo significado.
O Propósito Original de Deus
Aprender o que Deus originalmente pretendia para a humanidade o ajudará a entender melhor o objetivo da vida. Explicará também por que algumas coisas mencionadas no artigo anterior dão certa medida de significado e objetivo à vida de tantas pessoas hoje.
O relato bíblico sobre a criação do homem diz: “Deus prosseguiu, dizendo: ‘Façamos o homem à nossa imagem, segundo a nossa semelhança.’” (Gênesis 1:26) Assim, os humanos foram feitos com o potencial de ser semelhantes a Deus, com as notáveis qualidades que ele tem, que incluem sabedoria, poder, justiça e amor. É de surpreender então que algumas pessoas achem satisfatório buscar novos conhecimentos ou envolver-se em atividades que desafiem sua capacidade mental ou física? E é de admirar que ajudar outros dê um objetivo satisfatório à vida de muitos? De modo algum! Em parte, é para isto que fomos criados.
O relato bíblico prossegue e diz que os humanos foram incumbidos de supervisionar todas as outras formas de vida na Terra: “os peixes do mar, e as criaturas voadoras dos céus, e os animais domésticos, e toda a terra, e todo animal movente que se move sobre a terra”. (Gênesis 1:26) Portanto, não é de admirar que mesmo hoje muitas pessoas derivem satisfação de ter animais por perto e de brincar com eles. Alguns se sentem responsáveis pelos animais a ponto de trabalhar pela preservação de espécies ameaçadas ou de fazer campanha contra expor animais a sofrimentos desnecessários.
Os humanos receberam também a ordem de ‘sujeitar a terra’. (Gênesis 1:28) O que significava isto? Certamente não que as pessoas devessem explorar a Terra de modo egoísta e irresponsável, até que as riquezas do planeta se esgotassem, que a atmosfera fosse poluída e que os mares e as áreas agrícolas ficassem cheios de lixo. Ao contrário, Deus estabeleceu o padrão para a subjugação da Terra quando “plantou um jardim no Éden, do lado do oriente, e ali pôs o homem que havia formado”. (Gênesis 2:8) O jardim do Éden era o modelo do que a Terra se tornaria. Refletia o propósito de Deus para o planeta.
O relato bíblico explica: “Ademais, Deus os abençoou [ao primeiro homem e à primeira mulher] e Deus lhes disse: ‘Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra, e sujeitai-a.’” (Gênesis 1:28) Deus queria que os humanos tivessem filhos e povoassem a Terra. Ele uniu o primeiro homem e a primeira mulher e, na realidade, realizou o primeiro casamento. (Gênesis 2:22-24) Não é de admirar que o casamento e a família dêem significado e objetivo à vida de tantas pessoas!
Como a Vida Poderia Ter Sido
À medida que estudamos a Bíblia, fica evidente que Deus queria que a família de Adão crescesse e que ele e seus filhos estendessem os limites do jardim do Éden até que a Terra ficasse cheia de humanos. E esta, subjugada, seria um paraíso. É verdade que o homem usaria as riquezas do planeta para o seu próprio benefício. Mas isto seria feito de modo responsável. O homem seria um administrador da Terra, não um saqueador. A destruição que presenciamos hoje na Terra é contra a vontade de Deus, e os que participam nisto vão de encontro ao objetivo da vida. — Revelação (Apocalipse) 11:18.
Aprendemos algo mais do antigo registro bíblico: não era do propósito de Deus que as pessoas morressem. Nossos primeiros pais só morreram porque desobedeceram a Deus. (Gênesis 2:16, 17) Ao desobedecerem, deixaram de cumprir o objetivo da vida — não mais faziam a vontade de Deus. De modo que não somente morreram, como também a sua descendência ficou sujeita à morte por ter herdado deles a imperfeição. (Romanos 5:12) No entanto, os humanos originalmente foram criados para viver para sempre, não para morrer. É provável que seja por isso que muitos achem frustrante contemplar a interrupção abrupta que a morte causa ao trabalho de toda uma vida.
O Propósito de Deus Se Cumprirá
O propósito original de Deus para a humanidade e para a Terra não mudou. Ele ainda quer que a Terra seja um paraíso povoado de humanos perfeitos. Não obstante, ele teve de tomar medidas para sobrepujar os tristes efeitos do fracasso dos nossos primeiros pais. Fazer a vontade de Deus hoje envolve agir em harmonia com todas as medidas que Deus tem tomado. Felizmente, a Bíblia explica o cumprimento progressivo desse propósito.
Lemos no primeiro livro da Bíblia que Deus falou sobre um “descendente [literalmente: semente]” que surgiria para desfazer todos os danos causados pela falha de Adão e Eva em fazer Sua vontade. (Gênesis 3:15) Nas Escrituras Gregas Cristãs (“Novo Testamento”), lemos a respeito do surgimento de Jesus Cristo qual “semente”, sua vida sem pecado e sua morte às mãos de seus inimigos. Na verdade, a morte de Jesus foi um sacrifício em nosso benefício, que abriu o caminho para alcançarmos a vida eterna que Adão e Eva perderam. (Hebreus 7:26; 9:28) Sim, a Bíblia diz: “Todo aquele que nele exercer fé não [será] destruído, mas [terá] vida eterna.” — João 3:16.
E ainda há mais. Após sua morte, Jesus foi ressuscitado como criatura espiritual, imortal, e agora governa como Rei do Reino celestial de Deus. Este Reino em breve agirá para substituir os atuais governos terrestres por uma nova sociedade mundial que assumirá o controle dos assuntos humanos. Uma profecia bíblica promete: “O próprio reino não passará a qualquer outro povo. Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempos indefinidos.” — Daniel 2:44.
Depois disto, este Reino supervisionará a deleitosa atividade de restabelecer o Paraíso na Terra e de levar a humanidade à perfeição. A Bíblia fala até mesmo da ressurreição dos mortos, para que estes também possam participar no cumprimento do grandioso propósito de Deus para a humanidade. (Atos 24:15) Cumprir-se-á então a bela promessa: “Os próprios mansos possuirão a terra e deveras se deleitarão na abundância de paz. Os próprios justos possuirão a terra e residirão sobre ela para todo o sempre.” — Salmo 37:11, 29.
Como nos Beneficiar Pessoalmente
Para beneficiar-nos pessoalmente do cumprimento do grandioso propósito de Deus para a Terra, primeiro temos de chegar a conhecer a Deus. Jesus Cristo disse: “Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo.” (João 17:3) Como podemos fazer isto? Aprendemos algumas coisas sobre Deus observando o mundo ao redor, a criação, que inclui os céus estrelados. (Salmo 19:1) Porém, aprendemos sobre Deus — bem como sobre seu Filho, Jesus Cristo — especialmente através da Bíblia. Aprendemos seu nome e suas qualidades e descobrimos em pormenores o que Deus tem feito pela humanidade. Esse conhecimento faz-nos amá-lo e nos torna bem achegados a ele e ao seu Filho.
Conhecer a Deus induz-nos a querer fazer a sua vontade. Talvez oremos como Jesus instruiu: “Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” (Mateus 6:10) O real objetivo da vida — aquele que dá genuína satisfação — é viver em harmonia com a vontade de Deus.
No entanto, o que está envolvido em fazer a vontade de Deus? Para Adão e Eva, envolvia supervisionar o reino animal, sujeitar a Terra e enchê-la de filhos perfeitos. Para fazermos a vontade de Deus hoje, devemos aprender sobre o sacrifício resgatador de Jesus e exercer fé neste sacrifício, bem como seguir Seu exemplo, falando a outros sobre ‘as boas novas do reino de Deus’. — Mateus 24:14.
Fazer a vontade de Deus também inclui desenvolver uma personalidade piedosa. Portanto, identificamos e rejeitamos as coisas que Deus odeia, como a mentira, o roubo, a tagarelice prejudicial e a ira descontrolada. Além disso estudamos as qualidades que Deus ama, como amor, alegria, paz, benignidade e bondade, e as cultivamos com a ajuda do espírito santo de Deus. (Gálatas 5:19-24) Se havemos de ganhar vida eterna, temos de ser do tipo de pessoas que Deus quer que exista por toda a eternidade. Deveras, aprender sobre Deus e fazer a sua vontade dá objetivo e significado à vida como nenhuma outra coisa pode fazer!
A Diferença que Faz
A vida de milhões de pessoas em todo o mundo atesta que encontrar o verdadeiro objetivo da vida realmente faz diferença. Considere o exemplo de Wayne, que ficou desolado com a morte da esposa. O clérigo de sua localidade não conseguiu confortá-lo, de modo que Wayne ocupou-se em trabalho voluntário. Serviu como comandante na Legião Americana e atuou em grupos políticos. Depois, casou-se novamente, mas era um casamento turbulento. Ele e sua esposa não tinham orientação na vida.
Certo dia, porém, Wayne pegou a Bíblia e começou a ler. Terminou a leitura em três meses. Ele diz: “Fiquei sabendo que há um objetivo para a nossa existência e a esperança de viver novamente.” Ele disse à esposa: “Devemos associar-nos com pessoas que aderem à Bíblia.” Logo conheceram as Testemunhas de Jeová, e as palestras que tiveram intensificaram seu desejo de fazer a vontade de Deus. Wayne e sua esposa dedicaram suas vidas a Deus, e a vida familiar deles foi muito beneficiada.
Susan, filha de missionários presbiterianos, queria usar sua vida para fazer algo que realmente ajudasse o mundo. Uma conferência sobre os perigos da energia nuclear convenceu-a de que isto era da maior importância. Assim, ela deixou a universidade para dedicar todo o tempo a instruir as pessoas sobre esse problema. Aos 21 anos, coordenou um grande comício antinuclear. Mais tarde foi visitada pelas Testemunhas de Jeová, que lhe mostraram o que a Bíblia diz, e, com o tempo, encontrou o verdadeiro objetivo da vida. Embora sem dúvida ainda se preocupe com a ruína que a humanidade está causando à Terra, ela se dá conta de que Deus resolverá esses problemas por meio do Seu Reino. Assim, ela ajuda as pessoas a depositar fé nisto.
Marielle fez que o objetivo de sua vida fosse desfrutar as coisas que o mundo oferece. Empenhou-se por uma carreira profissional. Aproveitou todas as ‘coisas da onda’, em Los Angeles, Califórnia, EUA, até mesmo ‘festas de embalo’ e drogas. Mas ela viu quão vazio tudo isto era quando passou a estudar a Bíblia e veio a conhecer e servir a Deus. Diz que a sua vida agora é muito mais significativa, porque se harmoniza com os propósitos de Deus.
O número de pessoas cuja vida é enriquecida por aprenderem qual é o verdadeiro objetivo da vida aumenta às centenas, todos os dias. Realmente faz diferença viver em harmonia com o verdadeiro objetivo da vida, fazendo a vontade do nosso amoroso Pai celestial. É algo que pode mudar sua vida inteira para melhor. Convidamo-lo a examinar por si mesmo este assunto. Sua vida será mais satisfatória se o fizer.
[Foto na página 9]
O Dador da vida tinha um propósito ao criar a humanidade.
[Foto na página 10]
Deus não abandonou seu propósito de que a Terra seja um paraíso habitado por humanos perfeitos.
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