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  • Um trem sem rodas
  • Despertai! — 2008
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Despertai! — 2008
g 11/08 pp. 24-25

Um trem sem rodas

DO REDATOR DE DESPERTAI! EM HONG KONG

ATÉ mesmo antes de embarcarem no novíssimo e aerodinâmico trem em Xangai, na China, os passageiros sentem que estão prestes a viajar numa ferrovia diferente. Essa sensação se torna ainda mais forte quando o trem silenciosamente deixa sua moderna estação e, de forma rápida e suave, chega a uma velocidade de mais de 420 quilômetros por hora. Isso faz dessa ferrovia comercial a mais rápida do mundo. O trem completa a viagem de 30 quilômetros até o Aeroporto Internacional de Pudong em apenas oito minutos. Mas esse trem possui uma particularidade notável — não tem rodas!

A linha entre Xangai e Pudong é a única do mundo a fazer uso comercial do sistema de levitação magnética, ou maglev. Em vez de se locomover sobre rodas de metal, o trem é sustentado apenas por um campo magnético. Além disso, ele não tem um condutor humano a bordo, pois é equipado com uma tecnologia que constantemente monitora sua posição exata e envia os dados a uma estação de controle central. Ali, operadores humanos, com a ajuda de computadores, controlam os movimentos do trem com precisão.

Sistema de levitação magnética versus ferrovias convencionais

A fabricação desse trem especial e a construção de seu trilho-guia apresentaram vários desafios. Por exemplo, apenas um estreito vão separa o trem em movimento do trilho-guia. E por causa da baixa resistência do solo de Xangai, os engenheiros tiveram de projetar juntas especiais no trilho-guia que pudessem ser ajustadas para compensar o assentamento natural do solo. Também tiveram de levar em conta a leve deformação que as vigas de concreto sofrem, incluindo a dilatação e a contração relacionadas à mudança de temperatura.

Mesmo assim, a tecnologia maglev proporciona várias vantagens. Não há barulho de motor ou de rodas nem emissão de gases. O trilho-guia e os equipamentos precisam de pouca manutenção. E como meio de transporte para passageiros, o consumo de energia é quase três vezes menor do que o de um automóvel e cinco vezes menor do que o de um avião. Na realidade, a energia usada pelo trem para pairar sobre os trilhos é menor do que a consumida pelo seu próprio sistema de ar-condicionado. Além disso, ele consegue subir trechos mais elevados e fazer curvas mais fechadas do que um trem com rodas, reduzindo assim a necessidade de alterar o terreno por onde passará.

Com todas essas vantagens, talvez você se pergunte por que não foram construídas mais ferrovias maglev. Um motivo é o grande custo inicial. De fato, autoridades chinesas decidiram adiar a construção de uma linha maglev entre Xangai e Pequim porque seu custo seria duas vezes maior do que o de uma ferrovia convencional de alta velocidade. Além do mais, uma linha maglev não poderia ser incorporada ao atual sistema ferroviário da China.

A ferrovia maglev de Xangai utiliza tecnologia alemã, e países como Alemanha e Japão continuam fazendo pesquisas nessa área. Em dezembro de 2003, o trem maglev japonês, ainda em desenvolvimento, estabeleceu um recorde mundial de velocidade, chegando a 581 quilômetros por hora. Mas, por enquanto, o trem de Xangai é o único desse tipo usado comercialmente.

À medida que o trem sai de Pudong para voltar a Xangai, os passageiros ficam atentos ao velocímetro digital localizado em cada vagão, ansiosos de vê-lo marcar a velocidade máxima. Assim, na primeira viagem, os passageiros perdem muito da paisagem, e por isso fazem o trajeto pela segunda vez. Por observarem a paisagem passar de maneira rápida, eles entendem plenamente por que o trem maglev tem sido chamado de “avião sem asas”.

[Quadro/Diagramas na página 24]

COMO A LEVITAÇÃO MAGNÉTICA FUNCIONA?

A base do trem que corre no trilho-guia contém eletroímãs (1) regulados eletronicamente. O trem é suspenso pela ação desses eletroímãs com outros ímãs (2) colocados na parte inferior do trilho-guia. O vão entre esses dois grupos de ímãs é de uns 12 milímetros. Outros ímãs (3) mantêm o trem alinhado lateralmente. Bobinas (4) situadas no trilho-guia produzem um campo magnético que propulsiona o trem.

A fim de poupar energia, a estação de controle central envia eletricidade apenas ao trecho do trilho-guia (5) por onde o trem está passando. Fornece-se mais energia aos trechos onde o trem precisa acelerar ou subir. Quando o trem precisa diminuir a velocidade ou ir na direção contrária, o campo magnético criado pelas bobinas do trilho-guia é revertido.

É SEGURO?

Embora o trem maglev se locomova a uma velocidade bem alta, a probabilidade de descarrilhar é mínima, visto que sua base (6) envolve, ou abraça, o trilho-guia. Não é necessário usar cinto de segurança, e os passageiros podem andar à vontade mesmo quando o trem está se locomovendo em alta velocidade. No caso de perda de energia elétrica, freios especiais, operados por baterias a bordo do trem, produzem um campo magnético oposto que diminui a velocidade para 10 quilômetros por hora. Daí o trem pousa suavemente sobre barras paralelas e desliza até parar.

Será que os potentes ímãs do trem apresentam riscos à saúde — por exemplo, a passageiros que usam marca-passo? Testes mostram que não há motivo para preocupação. Na verdade, o campo magnético externo desse tipo de trem é mais fraco do que o de alguns trens convencionais.

[Fotos nas páginas 24, 25]

Mais de 420 quilômetros por hora!

[Crédito das fotos na página 24]

Páginas 24 e 25: Todas as fotos e diagramas: © Fritz Stoiber Productions/Cortesia de Transrapid International GmbH & Co. KG

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