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    O Reino de Deus já Governa!
    • CAPÍTULO 11

      Refinamentos morais — refletindo a santidade de Deus

      FOCO DO CAPÍTULO

      Como o Rei tem ensinado seus súditos a respeitar os padrões morais de Deus

      Pessoas olhando para o pátio do grande templo espiritual de Jeová, com guardas parados na entrada

      Imagine-se entrando pelo portão do pátio externo do grande templo espiritual de Jeová

      1. O que Ezequiel vê que nos deixa maravilhados?

      IMAGINE se você pudesse ter uma experiência parecida à que o profeta Ezequiel teve uns 2.500 anos atrás. A cena seria esta: você se aproxima do complexo gigantesco e reluzente de um templo. Um anjo poderoso está ali para lhe mostrar aquele lugar impressionante! Você sobe os sete degraus que levam a um dos três portões. Ver esses portões deixa você maravilhado. Cada um deles tem cerca de 30 metros de altura. Depois de entrar, você nota que há saletas da guarda. As pilastras retratam elegantes palmeiras. — Eze. 40:1-4, 10, 14, 16, 22; 41:20.

      2. (a) O que o templo da visão de Ezequiel representa? (Veja também a nota.) (b) O que podemos aprender das características das entradas do templo?

      2 Esse é o templo espiritual da visão de Ezequiel. Ele o descreveu com tantos detalhes que seu relato abrange os capítulos 40 a 48 de seu livro profético. Esse templo representa o arranjo de Jeová para a adoração pura. Cada detalhe dele tem um significado para nossa adoração nestes últimos dias.a O que os enormes portões significam? Eles nos lembram que aqueles que entram no arranjo de Jeová para adoração pura precisam viver segundo os padrões elevados e justos de Deus. Até mesmo as palmeiras retratadas nas pilastras têm uma aplicação similar, visto que essas árvores às vezes são usadas na Bíblia para representar justiça, ou retidão. (Sal. 92:12) Que dizer das saletas da guarda? Sem dúvida, não se permite que pessoas que não respeitam os padrões divinos entrem nessa bela forma de adoração pura que conduz à vida. — Eze. 44:9.

      3. Por que os seguidores de Cristo precisaram de contínuo refinamento?

      3 Como a visão de Ezequiel tem se cumprido? Como vimos no Capítulo 2 deste livro, Jeová usou Cristo para fazer seu povo passar por um processo especial de refinamento de 1914 ao início de 1919. Será que não houve mais refinamentos depois disso? Muito pelo contrário! Nos últimos cem anos, Cristo continuou defendendo os santos padrões de conduta de Jeová. Seus seguidores precisaram assim de contínuo refinamento. Por quê? Porque Cristo recolheu seus seguidores deste mundo moralmente impuro e Satanás nunca para de tentar levá-los de volta para o lamaçal da imoralidade. (Leia 2 Pedro 2:20-22.) Vejamos três áreas em que os cristãos verdadeiros aos poucos foram sendo refinados. Primeiro, consideraremos alguns refinamentos envolvendo a conduta cristã. Depois, veremos uma provisão essencial para manter a congregação pura. Por último, analisaremos refinamentos referentes ao casamento e à vida familiar.

      Refinamentos envolvendo a conduta cristã

      4, 5. Que tática Satanás tem usado há muito tempo, e com que resultado?

      4 O povo de Jeová sempre se interessou muito em ter uma conduta moralmente correta. Por isso, de bom grado, eles têm aceitado orientações cada vez mais claras sobre o assunto. Veja alguns exemplos.

      5 Imoralidade sexual. É da vontade de Jeová que as relações sexuais entre marido e esposa sejam algo puro e belo. Satanás tem prazer em tirar essa preciosa dádiva de seu contexto correto por transformá-la em algo sujo e usá-la para tentar fazer os servos de Jeová perder o Seu favor. Satanás conseguiu usar essa tática nos dias de Balaão e o resultado foi trágico; e mais do que nunca ele a tem usado nestes últimos dias. — Núm. 25:1-3, 9; Rev. 2:14.

      6. Que voto foi publicado em A Sentinela, como era usado e por que deixou de ser usado? (Veja também a nota.)

      6 Para contra-atacar os esforços de Satanás, a revista A Sentinela de 15 de junho de 1908 publicou um voto que incluía esta promessa: “Eu me comportarei em todas as ocasiões e em todos os lugares, para com os do sexo oposto, em particular, exatamente como eu faria com eles em público.”b Embora o voto não fosse obrigatório, muitos o faziam e davam seus nomes para ser publicados em A Sentinela. Anos mais tarde, concluiu-se corretamente que, apesar de o voto ter sido de ajuda para muitos na época, ele se tornou um simples ritual; por isso, parou de ser usado. Mas o povo de Jeová sempre se apegou aos elevados padrões de moral que ele representava.

      7. Em 1935, A Sentinela abordou que problema, e que padrão ela reforçou?

      7 Os ataques de Satanás só se intensificaram. A Sentinela de 1.º de março de 1935, em inglês, abordou sem rodeios um problema que se tornava cada vez mais comum entre o povo de Deus. Pelo visto, alguns achavam que participar no ministério de alguma forma os isentava de se apegar aos padrões de moral de Jeová na vida pessoal. A Sentinela disse francamente: “A pessoa deve lembrar-se de que a simples participação na obra de testemunho não é tudo o que se requer. As testemunhas de Jeová são seus representantes, e sobre elas recai a obrigação de representar de modo apropriado a Jeová e seu reino.” O artigo deu então conselhos claros sobre o casamento e a moralidade sexual, ajudando assim o povo de Deus a ‘fugir da fornicação’. — 1 Cor. 6:18.

      8. Por que A Sentinela enfatizou vez após outra o significado completo da palavra grega para fornicação?

      8 Em décadas mais recentes, A Sentinela enfatizou vez após outra qual é a definição correta da palavra usada nas Escrituras Gregas para fornicação — por·neí·a. O significado não se limita à relação sexual propriamente dita. Em vez disso, inclui uma grande variedade de atos imorais, o que geralmente abrange todos os atos obscenos praticados em casas de prostituição. Os seguidores de Cristo têm sido assim protegidos da praga da perversão sexual que tem enlaçado tantos no mundo de hoje. — Leia Efésios 4:17-19.

      9, 10. (a) Que questão moral A Sentinela abordou em 1935? (b) Qual é o conceito equilibrado da Bíblia sobre o uso do álcool?

      9 Abuso do álcool. A Sentinela de 1.º de março de 1935 levantou outra questão moral: “Observou-se também que alguns participam no serviço de campo e cumprem outras obrigações na organização enquanto estão sob o efeito do [álcool]. Em que situações o uso do vinho é aprovado nas Escrituras? Seria apropriado consumir vinho a ponto de afetar o serviço que alguém presta na organização do Senhor?”

      10 A resposta considerou o conceito equilibrado sobre as bebidas alcoólicas contido na Palavra de Deus. A Bíblia não condena o uso moderado do vinho e de outras bebidas alcoólicas, mas condena fortemente a bebedeira. (Sal. 104:14, 15; 1 Cor. 6:9, 10) Quanto a realizar serviço sagrado sob o efeito do álcool, os servos de Deus há muito tempo são lembrados do relato sobre os filhos de Arão, que foram mortos por Deus por terem oferecido fogo ilegítimo no altar de Deus. Pouco depois, o relato revela o que provavelmente levou aqueles homens a fazer algo tão inapropriado, pois Deus deu uma lei proibindo todos os sacerdotes de consumir álcool enquanto cumpriam suas obrigações sagradas. (Lev. 10:1, 2, 8-11) Aplicando esse princípio básico hoje, os seguidores de Cristo tomam cuidado para não estar sob o efeito do álcool quando prestam serviço sagrado.

      11. Por que tem sido uma bênção para o povo de Deus ter um entendimento maior sobre o alcoolismo?

      11 Em décadas mais recentes, os seguidores de Cristo foram abençoados ainda mais com um entendimento maior sobre o alcoolismo, situação em que o abuso do álcool se torna persistente e um vício. Graças ao alimento espiritual no tempo apropriado, muitos têm sido ajudados a lidar com esse problema e a recuperar o controle de sua vida. Muitos outros têm sido ajudados a nem mesmo cair nessa armadilha. Ninguém precisa deixar que o álcool o prive de sua dignidade, de sua família e, acima de tudo, de seu privilégio de participar na adoração pura de Jeová.

      “Não conseguimos imaginar nosso Senhor cheirando a fumaça de cigarro ou colocando na boca algo impuro.” — C. T. Russell

      12. Como os servos de Cristo encaravam o uso do tabaco mesmo antes do início dos últimos dias?

      12 Uso do tabaco. Os servos de Cristo começaram a ter um conceito negativo sobre o uso do tabaco mesmo antes do início dos últimos dias. Muitos anos atrás, um irmão idoso, Charles Capen, lembrou-se de quando conheceu o irmão Russell no fim do século 19. Aos 13 anos, o irmão Capen estava com três de seus irmãos na escada da Casa da Bíblia em Allegheny, Pensilvânia. Quando Russell passou por eles, perguntou: “Meninos, vocês estão fumando? Estou sentindo cheiro de cigarro.” Eles lhe garantiram que não estavam fumando. Isso deixou bem claro para eles qual era o conceito de Russell sobre o assunto. Em A Sentinela de 1.º de agosto de 1895, o irmão Russell disse o seguinte sobre 2 Coríntios 7:1: “Não vejo como seria para a glória de Deus, nem em benefício do próprio cristão, usar tabaco em qualquer forma. . . . Não conseguimos imaginar nosso Senhor cheirando a cigarro ou colocando na boca algo impuro.”

      13. Que refinamento moral houve em 1973?

      13 Em 1935, A Sentinela chamou o tabaco de “erva imunda” e observou que ninguém que o mascasse ou fumasse poderia continuar na família de Betel ou servir como representante da organização de Deus no serviço de pioneiro ou de viajante. Em 1973, veio outro refinamento moral. A Sentinela de 1.º de junho (em português, 1.º de dezembro) explicou que nenhuma Testemunha de Jeová podia continuar como membro aprovado da congregação enquanto estivesse envolvido nessa prática impura que demonstra falta de amor e coloca a vida em risco. Os que se recusassem a abandonar o mau uso do tabaco deveriam ser desassociados.c Assim, Cristo tomou outra medida importante para refinar seus seguidores.

      14. Qual é o padrão de Deus no que diz respeito ao sangue, e como as transfusões se tornaram comuns?

      14 Mau uso do sangue. Nos dias de Noé, Deus disse que era errado comer sangue. Ele reafirmou essa posição na Lei dada à nação de Israel e similarmente orientou a congregação cristã a ‘se abster de sangue’. (Atos 15:20, 29; Gên. 9:4; Lev. 7:26) Satanás, como é de esperar, encontrou um modo de levar muitos a desconsiderar esse padrão divino nos tempos modernos. No século 19, os médicos estavam fazendo experiências envolvendo a transfusão de sangue, mas, depois que se descobriu que existem tipos sanguíneos diferentes, a prática se tornou mais difundida. Em 1937, começou-se a coletar sangue e armazená-lo em bancos de sangue, e a Segunda Guerra Mundial deu um grande impulso a essa prática. Em pouco tempo, as transfusões se tornaram comuns no mundo todo.

      15, 16. (a) As Testemunhas de Jeová tomaram que posição referente a transfusões de sangue? (b) Que apoio tem sido dado aos seguidores de Cristo nesse assunto, e com que resultado?

      15 Em 1944, A Sentinela (em português, 1945) mostrou que receber transfusão de sangue era na verdade outra maneira de comer sangue. No ano seguinte, essa posição bíblica foi reforçada e esclarecida. Em 1951 (em português, 1959), publicou-se uma lista de perguntas e respostas para ajudar o povo de Deus a lidar com profissionais da área médica. Em todo o mundo, os fiéis seguidores de Cristo estavam tomando uma posição corajosa, muitas vezes diante de zombaria, hostilidade e até mesmo perseguição direta. Mas Cristo continuou orientando sua organização a dar o apoio necessário. Brochuras e artigos detalhados e bem pesquisados foram publicados.

      16 Em 1979, alguns anciãos começaram a visitar hospitais a fim de ajudar médicos a entender melhor nossa posição, bem como a base bíblica para ela e a disponibilidade de outras opções terapêuticas. Em 1980, anciãos em 39 cidades nos Estados Unidos receberam treinamento especializado nesse trabalho. Com o tempo, o Corpo Governante aprovou a formação de Comissões de Ligação com Hospitais em todo o mundo. Será que esses esforços deram resultado com o passar dos anos? Hoje, muitos milhares de profissionais da área médica — incluindo médicos, cirurgiões e anestesiologistas — cooperam com pacientes Testemunhas de Jeová, mostrando respeito por nossa escolha de tratamentos sem sangue. Cada vez mais hospitais oferecem procedimentos isentos de sangue, e alguns até consideram tais procedimentos como o padrão mais elevado de tratamento médico. Não é emocionante pensar em como Jesus tem protegido seus seguidores dos esforços de Satanás para contaminá-los? — Leia Efésios 5:25-27.

      Representante de uma Comissão de Ligação com Hospitais conversando com dois médicos num hospital

      Cada vez mais hospitais oferecem procedimentos isentos de sangue, e alguns até consideram tais procedimentos como o padrão mais elevado de tratamento médico

      17. Como podemos mostrar que valorizamos o modo como Cristo tem refinado seus seguidores?

      17 Faríamos bem em nos perguntar: ‘Valorizo o modo como Cristo tem refinado seus seguidores, treinando-os para se apegar aos elevados padrões de moral de Jeová?’ Nesse caso, que tenhamos em mente que Satanás está sempre tentando nos afastar de Jeová e Jesus por minar nosso respeito pelos padrões divinos. Para combater essa influência, a organização de Jeová fornece constantemente alertas e lembretes amorosos sobre as práticas imorais deste mundo. Que permaneçamos despertos e obedientes a esses bons conselhos! — Pro. 19:20.

      Protegendo a congregação de vitupério

      18. Que lembrete claro a visão de Ezequiel nos dá referente aos que escolhem se rebelar contra os padrões de Deus?

      18 A segunda área em que houve refinamentos morais se refere às medidas tomadas para manter a congregação limpa. Infelizmente, nem todos os que aceitam os padrões de conduta de Jeová e se dedicam a ele continuam leais à sua decisão. Alguns acabam mudando de atitude e escolhem se rebelar contra esses padrões. O que deve ser feito com pessoas assim? A visão que Ezequiel teve do templo espiritual, já considerada neste capítulo, nos ajuda a achar a resposta. Lembra-se dos enormes portões? Em cada entrada havia saletas da guarda. Os guardas protegiam o templo, evidentemente para impedir que os “de coração incircunciso” entrassem. (Eze. 44:9) Isso é um lembrete claro de que a adoração pura é um privilégio concedido apenas aos que se esforçam para viver de acordo com os puros padrões de conduta de Jeová. Da mesma forma hoje, o privilégio de se associar com outros cristãos na adoração não é concedido a todos.

      19, 20. (a) Como Cristo aos poucos tem ajudado seus seguidores a refinar o modo de lidar com pecados graves? (b) Quais são três motivos para desassociar pecadores que não se arrependem?

      19 Já em 1892, A Sentinela observou que é “nossa obrigação desassociar os cristãos que, direta ou indiretamente, negam que Cristo se entregou como resgate [um preço correspondente] por todos”. (Leia 2 João 10.) Em 1904, o livro The New Creation (A Nova Criação) reconheceu que os que persistem na conduta errada representam um perigo real para a congregação, podendo enfraquecê-la. Naquela época, a congregação inteira participava em “julgamentos na igreja” para analisar casos de pecados graves. No entanto, situações assim eram raras. Em 1944 (em português, 1945), A Sentinela deixou claro que apenas irmãos em posições de responsabilidade deveriam cuidar desses assuntos. Em 1952, foi publicado em A Sentinela um procedimento bíblico para lidar com assuntos judicativos, enfatizando um motivo básico para desassociar os que não se arrependem — manter a congregação limpa.

      20 Desde então, Cristo tem ajudado seus seguidores a entender melhor e refinar o modo de lidar com casos de pecados graves. Os anciãos recebem um bom treinamento para cuidar de assuntos judicativos do modo de Jeová, mantendo o equilíbrio apropriado entre justiça e misericórdia. Hoje, entendemos claramente pelo menos três motivos para desassociar da congregação um pecador não arrependido: (1) manter o nome de Jeová livre de vitupério; (2) proteger a congregação dos efeitos contaminadores de pecados graves; e (3) levar o pecador a se arrepender, se possível.

      21. De que modo a provisão da desassociação tem sido uma bênção para o povo de Deus?

      21 Consegue ver como a provisão da desassociação tem sido uma bênção para os seguidores de Cristo hoje em dia? No Israel antigo, os pecadores com frequência se tornavam uma má influência na nação, às vezes chegando até a ser mais numerosos do que os que amavam a Jeová e buscavam fazer o que era certo. Por isso, a nação muitas vezes trouxe vitupério sobre o nome de Jeová e perdeu o favor divino. (Jer. 7:23-28) Hoje, porém, Jeová está lidando com uma fraternidade de homens e mulheres espirituais. Visto que pecadores obstinados são removidos do nosso meio, isso impede que eles se tornem como se fossem armas nas mãos de Satanás para causar ainda mais estragos à congregação e à sua condição pura. Com isso, sua influência se torna a menor possível, garantindo que nós, como grupo, não percamos o favor de Jeová. Lembre-se da promessa de Jeová: “Nenhuma arma que se forjar contra ti será bem-sucedida.” (Isa. 54:17) Será que apoiamos lealmente os anciãos, que têm a pesada responsabilidade de cuidar de casos judicativos?

      Glorificando Aquele a quem toda família deve o seu nome

      22, 23. Por que somos gratos aos irmãos da primeira metade do século 20, mas por que era preciso ter mais equilíbrio no que diz respeito à vida familiar?

      22 A terceira área em que os seguidores de Cristo têm se beneficiado pelos contínuos refinamentos tem a ver com o casamento e a vida familiar. Será que nosso conceito sobre vida familiar foi refinado com o passar dos anos? Sim. Por exemplo, quando lemos sobre os servos de Deus na primeira metade do século 20, é impossível não ficarmos impressionados e até maravilhados com seu espírito abnegado. Somos muito gratos pelo modo como eles colocaram seu serviço sagrado acima de qualquer outra coisa na vida. Ao mesmo tempo, porém, fica evidente que era preciso ter mais equilíbrio. Como assim?

      23 Não era raro irmãos aceitarem designações no ministério ou no serviço de viajante que exigiam que ficassem muitos meses longe de casa. O casamento às vezes era desencorajado com mais força do que justificado pelas Escrituras, e ao mesmo tempo se falava pouco sobre como ter um casamento forte. Será que essa situação ainda ocorre entre os seguidores de Cristo? De forma alguma!

      As designações teocráticas não são cumpridas às custas de obrigações familiares

      24. Como Cristo tem ajudado seus servos fiéis a ter um conceito mais equilibrado sobre o casamento e a vida familiar?

      24 Hoje, as designações teocráticas não são cumpridas às custas de obrigações familiares. (Leia 1 Timóteo 5:8.) Além disso, Cristo tem fornecido a seus seguidores fiéis na Terra um suprimento constante de conselhos bíblicos úteis e equilibrados sobre casamento e vida familiar. (Efé. 3:14, 15) Em 1978, foi publicado o livro Torne Feliz Sua Vida Familiar. Dezoito anos depois, veio o livro O Segredo de Uma Família Feliz. E A Sentinela tem publicado muitos artigos para ajudar os casais a aplicar princípios bíblicos em seu relacionamento.

      25-27. Como as necessidades de jovens e crianças têm recebido cada vez mais atenção ao longo dos anos?

      25 Que dizer dos jovens? Ao longo dos anos, as necessidades deles têm recebido cada vez mais atenção. A organização de Jeová há muito tempo fornece ótimas matérias para jovens e crianças. Mas o que antes parecia uma gota se transformou num fluxo volumoso e constante. Por exemplo, de 1919 a 1921, a revista The Golden Age (A Idade de Ouro) incluiu a seção “Estudo Bíblico Juvenil”. Depois, em 1920, veio a brochura The Golden Age ABC (O ABC da Idade de Ouro) e, em 1941 (em português, 1944), o livro Filhos. Na década de 70, foram lançados os livros Escute o Grande Instrutor, Sua Juventude — O Melhor Modo de Usufruí-la e Meu Livro de Histórias Bíblicas. Em 1982, Despertai! começou a publicar a seção “Os Jovens Perguntam”, que deu origem ao livro Os Jovens Perguntam — Respostas Práticas, publicado em 1989.

      Duas meninas folheando a brochura Minhas Primeiras Lições da Bíblia num congresso

      A brochura Minhas Primeiras Lições da Bíblia foi recebida com alegria neste congresso na Alemanha

      26 Hoje, temos dois volumes atualizados de Os Jovens Perguntam, e a seção continua em nosso site jw.org. Também temos o livro Aprenda do Grande Instrutor. Nosso site tem inúmeras ferramentas para os jovens, incluindo cartões bíblicos, atividades divertidas e outras de estudo para crianças de todas as idades, vídeos e histórias bíblicas ilustradas, bem como lições da Bíblia para crianças com 3 anos ou menos. Naturalmente, o conceito de Cristo sobre os jovens não mudou desde que ‘tomou criancinhas nos seus braços’ no primeiro século. (Mar. 10:13-16) Ele quer que crianças e jovens entre nós se sintam amados e bem alimentados em sentido espiritual.

      27 Jesus também quer que as crianças sejam protegidas. À medida que este mundo imoral fica cada vez mais depravado, a praga do abuso infantil se torna mais comum. Por isso, têm se publicado matérias claras e diretas para ajudar os pais a proteger seus filhos dessa prática cruel.d

      28. (a) O que se exige de nós para participarmos na adoração pura, conforme ilustrado pelo templo da visão de Ezequiel? (b) O que você está determinado a fazer?

      28 Não é emocionante ver como Cristo tem continuado a refinar seus seguidores, treinando-os a respeitar, seguir e se beneficiar dos elevados padrões de moral de Jeová? Pense de novo no templo da visão de Ezequiel. Você se lembra dos enormes portões? É verdade que aquele templo não é um lugar físico, mas espiritual. Mesmo assim, será que o encaramos como real? Nós não entramos nele apenas quando vamos ao Salão do Reino, abrimos a Bíblia ou batemos numa casa no serviço de campo. Essas são ações físicas que envolvem coisas que podemos ver. Um hipócrita poderia fazer essas coisas sem nunca entrar no templo de Jeová. No entanto, se fazemos essas coisas e, ao mesmo tempo, vivemos segundo os elevados padrões de moral de Jeová e participamos na adoração pura com a atitude correta de coração, pode-se dizer que entramos e estamos servindo neste lugar muitíssimo sagrado: o arranjo para a adoração pura de Jeová Deus. Que sempre prezemos esse grandioso privilégio! Que também continuemos dando nosso melhor para refletir a santidade de Jeová por nos apegar aos seus justos padrões!

      a Em 1932, o Volume 2 do livro Vindication (Vindicação) mostrou que as profecias bíblicas sobre a restauração do povo de Deus à sua terra natal tiveram um cumprimento moderno, não referente ao Israel carnal, mas ao Israel espiritual. Aquelas profecias indicavam a restauração da adoração pura. A Sentinela de 1.º de março de 1999 explicou que a visão que Ezequiel teve do templo é uma dessas profecias de restauração e por isso tem um cumprimento espiritual importante durante os últimos dias.

      b O voto proibia um homem e uma mulher de ficar a sós num cômodo, a menos que a porta estivesse bem aberta — ou a menos que fossem casados ou parentes próximos. Por anos, esse voto foi recitado diariamente como parte do programa da Adoração Matinal em Betel.

      c O mau uso do tabaco inclui fumá-lo, mascá-lo ou cultivá-lo para esses fins.

      d Por exemplo, veja o capítulo 32 do livro Aprenda do Grande Instrutor; veja também a série de capa “Proteja seus filhos”, na Despertai! de outubro de 2007.

  • Organizados para servir “o Deus de paz”
    O Reino de Deus já Governa!
    • CAPÍTULO 12

      Organizados para servir “o Deus de paz”

      FOCO DO CAPÍTULO

      Jeová organiza progressivamente seu povo

      1, 2. Que mudança houve em A Sentinela de janeiro de 1895, e como os irmãos reagiram?

      QUANDO o zeloso Estudante da Bíblia John A. Bohnet recebeu A Sentinela de janeiro de 1895, ele ficou animado com o que viu. A revista tinha uma nova capa que chamava atenção: a ilustração de um farol diante de um mar tempestuoso projetando seus feixes de luz num céu escuro. O anúncio na revista sobre o novo formato era intitulado “Nossa nova roupa”.

      2 Impressionado, o irmão Bohnet enviou uma carta ao irmão Russell. “É bom ver a TORRE com uma aparência nova”, escreveu ele. “Ficou muito bom.” Outro fiel Estudante da Bíblia, John H. Brown, escreveu o seguinte sobre a capa: “É bem atraente. Como é sólida a fundação sob a torre, com a tempestade e as fortes ondas batendo nela.” Aquela capa nova foi apenas a primeira mudança que nossos irmãos viram naquele ano. Em novembro, eles ficaram sabendo de ainda outra mudança significativa. É interessante que mais uma vez estava envolvido um mar tempestuoso.

      3, 4. Que problema foi abordado em A Sentinela de 15 de novembro de 1895, e que mudança de grande alcance foi anunciada?

      3 Um artigo detalhado publicado em A Sentinela de 15 de novembro de 1895 expôs um problema: ondas tempestuosas de dificuldades estavam perturbando a paz na associação, ou organização, dos Estudantes da Bíblia. Os irmãos debatiam cada vez mais sobre quem deveria ser o líder na congregação local. Para ajudar os irmãos a ver o que era preciso para corrigir aquele espírito divisório de rivalidade, o artigo comparou a organização a um navio. Daí, admitiu com franqueza que os que estavam na dianteira haviam falhado em preparar a organização, comparável a um navio, para uma tempestade. O que tinha de ser feito?

      4 O artigo observou que um capitão capaz se certifica de que haja coletes salva-vidas a bordo e que a tripulação esteja preparada para tomar as medidas necessárias quando se aproxima uma tempestade. De modo similar, os que estavam na dianteira da organização precisavam garantir que todas as congregações estivessem preparadas para suportar condições turbulentas. Com esse objetivo, o artigo anunciou uma mudança de grande alcance. Ela dizia que, de imediato, “em todas as companhias, anciãos deviam ser escolhidos” para “‘supervisionar’ o rebanho”. — Atos 20:28.

      5. (a) Por que o primeiro arranjo de anciãos foi um avanço oportuno? (b) Que perguntas consideraremos?

      5 Aquele primeiro arranjo de anciãos foi um avanço oportuno para o estabelecimento de uma estrutura congregacional estável. Ele ajudou nossos irmãos a navegar através das violentas ondas provocadas pela Primeira Guerra Mundial. Nas décadas seguintes, outras melhorias organizacionais ajudaram o povo de Deus a estar mais bem preparado para servir a Jeová. Que profecia bíblica predisse esse progresso? Que mudanças organizacionais você já presenciou? Como foi beneficiado por elas?

      “Vou designar a paz como teus superintendentes”

      6, 7. (a) Qual é o significado de Isaías 60:⁠17? (b) O que a menção de “superintendentes” e “feitores” indica?

      6 Como vimos no Capítulo 9, Isaías predisse que Jeová abençoaria seu povo com aumentos. (Isa. 60:22) Mas Jeová prometeu fazer ainda mais. Na mesma profecia, ele disse: “Em lugar de cobre trarei ouro, e em lugar de ferro trarei prata, e em lugar de madeira, cobre, e em lugar de pedras, ferro; e eu vou designar a paz como teus superintendentes e a justiça como teus feitores.” (Isa. 60:17) O que essa profecia significa? Como se aplica a nós hoje?

      As substituições não são mudanças de algo ruim para bom, mas de algo bom para melhor

      7 A profecia de Isaías diz que um material seria substituído por outro. Mas observe que as substituições não são mudanças de algo ruim para bom, mas de algo bom para melhor. Substituir o cobre por ouro é uma melhoria, e o mesmo se dá com os outros materiais mencionados. Assim, com esse quadro mental, Jeová predisse que a condição de seu povo melhoraria passo a passo. A que tipo de melhoria essa profecia se refere? Por mencionar “superintendentes” e “feitores”, Jeová indicou melhorias gradativas no modo como seus servos eram cuidados e organizados.

      8. (a) Quem é o responsável pelas melhorias mencionadas na profecia de Isaías? (b) Como somos beneficiados pelas melhorias? (Veja também o quadro “Ele humildemente aceitou correção”.)

      8 Quem é o responsável por esse progresso organizacional? Jeová diz: “Trarei ouro, . . . trarei prata, . . . e eu vou designar a paz.” De fato, as melhorias na organização das congregações têm sido feitas pelo próprio Jeová, não por esforços humanos. E desde que Jesus foi empossado como Rei, Jeová tem feito essas melhorias por meio de seu Filho. Como somos beneficiados por essas mudanças? O mesmo texto bíblico diz que essas melhorias resultariam em “paz” e “justiça”. À medida que aceitamos a orientação de Deus e fazemos ajustes, a paz prevalece entre nós e o amor pela justiça nos leva a servir a Jeová, a quem o apóstolo Paulo descreveu como “o Deus de paz”. — Fil. 4:9.

      9. Qual é o alicerce para a ordem e a união na congregação, e por quê?

      9 A respeito de Jeová, Paulo também escreveu: “Deus não é Deus de desordem, mas de paz.” (1 Cor. 14:33) Note que Paulo não contrastou desordem com ordem, mas com paz. Por quê? Pense nisto: a ordem propriamente dita não resulta automaticamente em condições pacíficas. Por exemplo, um grupo de soldados pode marchar de modo ordeiro até a frente de batalha, mas seu avanço ordeiro resulta em guerra, não em paz. Assim, como cristãos, queremos ter em mente este importante fato: qualquer estrutura ordeira que não tem a paz como seu alicerce mais cedo ou mais tarde cairá. Por outro lado, a paz que vem de Deus promove o tipo de ordem que permanece. Em vista disso, com certeza somos muito gratos por nossa organização ser guiada e refinada pelo ‘Deus que dá paz’. (Rom. 15:33) A paz de Deus forma o alicerce para a boa ordem e a sincera união que temos e que tanto prezamos nas congregações no mundo todo. — Sal. 29:11.

      10. (a) Que melhorias ocorreram em nossa organização no início de nossa história moderna? (Veja o quadro “Melhorias na supervisão da congregação”.) (b) Que perguntas serão consideradas agora?

      10 O quadro “Melhorias na supervisão da congregação” nos dá uma visão geral das mudanças benéficas e ordeiras que ocorreram na organização no início de nossa história moderna. Mas que mudanças ‘de cobre para ouro’ Jeová fez mais recentemente por meio do nosso Rei? Como esses ajustes na dianteira têm fortalecido a paz e a união das congregações em toda a Terra? Como eles têm ajudado você a servir “o Deus de paz”?

      Como Cristo lidera a congregação

      11. (a) Um estudo das Escrituras levou a que ajuste em nosso entendimento? (b) O que os irmãos do corpo governante estavam determinados a fazer?

      11 De 1964 a 1971, o corpo governante supervisionou um projeto de estudo detalhado da Bíblia que analisou, dentre muitas outras coisas, o funcionamento da congregação cristã no primeiro século.a A respeito da estrutura organizacional, descobriu-se que a supervisão das congregações no primeiro século era feita por um corpo de anciãos, em vez de apenas um ancião, ou superintendente. (Leia Filipenses 1:1; 1 Timóteo 4:14.) Quando esse ponto foi entendido melhor, o corpo governante percebeu que seu Rei, Jesus, os estava guiando no que diz respeito a melhorias na estrutura organizacional do povo de Deus — e os irmãos do corpo governante estavam determinados a se sujeitar à orientação do Rei. Eles prontamente fizeram ajustes para que a organização estivesse mais em harmonia com o arranjo de anciãos estabelecido nas Escrituras. Quais foram alguns dos ajustes feitos no início da década de 70?

      ELE HUMILDEMENTE ACEITOU CORREÇÃO

      NO NÚMERO de 1.º de abril de 1916 da edição finlandesa de A Sentinela, foi publicada uma carta do irmão Russell dirigida a alguns irmãos da Escandinávia, dentre eles o irmão Kaarlo Harteva. O irmão Russell escreveu a eles: “Incentivamos todos vocês, queridos irmãos na fé, que retornem à verdade e ao trabalho que pertence a esta era.” Por que o irmão Russell fez esse apelo?

      Kaarlo Harteva

      Kaarlo Harteva

      O irmão Kaarlo, nascido em 1882, foi um dos primeiros Estudantes da Bíblia na Finlândia. Ele foi batizado em abril de 1910, e, em meados de 1912, o irmão Russell o autorizou a publicar A Sentinela em finlandês. Tudo ia bem até começar a Primeira Guerra Mundial. O irmão Kaarlo escreveu o seguinte em A Sentinela de 1.º de dezembro de 1914: “Por causa da situação econômica difícil, . . . não podemos garantir que A Sentinela terá o mesmo número de páginas ou que será publicada com a mesma frequência.” No entanto, em 1915, para levantar fundos, o irmão Kaarlo e outros fundaram uma associação cooperativa chamada Ararate, que começou a publicar uma revista com o mesmo nome.

      Enquanto o irmão Kaarlo se concentrava na nova associação e na nova revista, outro irmão começou a servir como editor da A Sentinela finlandesa. A revista Ararate não publicava apenas artigos sobre a Bíblia, mas também sobre curas naturais e a recém-inventada língua esperanto. Não demorou para que essa nova revista desviasse os irmãos dos claros ensinamentos da verdade. Foi então que o irmão Russell, preocupado com o bem-estar espiritual daqueles irmãos, apelou ao irmão Kaarlo e a outros para que ‘retornassem à verdade’.

      Qual foi a reação do irmão Kaarlo? Ele publicou a carta do irmão Russell na revista Ararate junto com sua própria resposta. Ele pediu desculpas por suas ações e disse: “Se posso corrigir as coisas, desejo fazer tudo ao meu alcance.” Pouco depois, no último número da revista Ararate, o irmão Kaarlo mais uma vez se desculpou pela confusão que havia causado e acrescentou: “Tentarei tomar mais cuidado com respeito a cada aspecto da verdade atual.” Ao contrário de alguns dos orgulhosos anciãos eleitos daquela época, Kaarlo Harteva humildemente aceitou correção.

      Mais tarde, o irmão Kaarlo foi novamente designado editor da edição finlandesa de A Sentinela e supervisor da sede. Ele continuou cuidando dessas responsabilidades até 1950 e terminou sua carreira terrestre em 1957, fiel a Jeová e à verdade. De fato, aqueles que humildemente aceitam correção de seu Rei, Jesus, são refinados e recebem as bênçãos de Jeová.

      12. (a) Que ajuste ocorreu dentro do corpo governante? (b) Descreva como o Corpo Governante é organizado hoje. (Veja o quadro “Como o Corpo Governante cuida dos interesses do Reino”, na página 130.)

      12 O primeiro ajuste se aplicou ao próprio corpo governante. Até aquela época, esse grupo de irmãos ungidos era composto pelos sete membros da diretoria da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia, EUA. No entanto, em 1971, o corpo governante aumentou de 7 para 11 membros e passou a ser considerado como um grupo à parte da diretoria da Sociedade. Os membros se consideravam iguais entre si e começaram um rodízio anual de sua presidência em ordem alfabética.

      13. (a) Que arranjo existiu de 1932 a 1972? (b) O que o Corpo Governante fez em 1972?

      13 O próximo ajuste afetou todas as congregações. De que modo? De 1932 a 1972, a supervisão nas congregações basicamente ficava a cargo de um irmão. Até 1936, esse irmão designado era chamado de diretor de serviço. Então esse nome mudou para servo de companhia, daí para servo de congregação e por fim para superintendente de congregação. Aqueles irmãos designados cuidavam de modo zeloso do bem-estar espiritual do rebanho. O superintendente de congregação geralmente tomava decisões pela congregação sem consultar outros. Mas em 1972 o Corpo Governante preparou o caminho para uma mudança histórica. O que estava envolvido nessa mudança?

      14. (a) Que novo arranjo começou a funcionar em 1.º de outubro de 1972? (b) Como o coordenador do corpo de anciãos aplica o conselho de Filipenses 2:3?

      14 Em vez de haver um irmão servindo como superintendente de congregação em cada congregação, outros irmãos que estavam biblicamente qualificados também seriam teocraticamente designados para servir como anciãos congregacionais. Juntos, eles formariam um corpo de anciãos que supervisionaria a congregação local. Esse novo arranjo de anciãos começou a funcionar em 1.º de outubro de 1972. Hoje, o coordenador do corpo de anciãos não acha que tem mais autoridade que os outros anciãos, mas se considera “como [alguém] menor”. (Luc. 9:48) Que bênção esses humildes irmãos são para a fraternidade mundial! — Fil. 2:3.

      Fica claro que, com sabedoria, nosso Rei tem fornecido os necessários pastores a seus seguidores no tempo certo

      15. (a) O arranjo de corpo de anciãos tem resultado em que benefícios? (b) O que mostra que nosso Rei tem agido com sabedoria?

      15 Dividir responsabilidades congregacionais entre membros do corpo de anciãos foi uma grande melhoria. Pense nestes três benefícios: primeiro e mais importante, esse arranjo ajuda todos os anciãos — por mais pesadas que sejam suas responsabilidades congregacionais — a ter sempre em mente que Jesus é o Cabeça da congregação. (Efé. 5:23) O segundo benefício é descrito em Provérbios 15:22: “Na multidão de conselheiros há consecução.” À medida que os anciãos se consultam sobre assuntos que afetam o bem-estar espiritual da congregação e consideram as sugestões uns dos outros, eles são ajudados a tomar decisões que se harmonizam com os princípios bíblicos. (Pro. 27:17) Jeová abençoa essas decisões, beneficiando a congregação. Terceiro, por existirem mais irmãos qualificados servindo como anciãos, a organização tem conseguido atender a crescente necessidade de supervisão e pastoreio nas congregações. (Isa. 60:3-5) Pense nisto: o número de congregações no mundo todo aumentou de mais de 27 mil em 1971 para mais de 113 mil em 2013! Fica claro que, com sabedoria, nosso Rei tem fornecido os necessários pastores a seus seguidores no tempo certo. — Miq. 5:5.

      MELHORIAS NA SUPERVISÃO DA CONGREGAÇÃO

      • 1881 — Para que os Estudantes da Bíblia que moram na mesma localidade tenham contato uns com os outros, o irmão Russell pede que os que realizam reuniões regulares informem ao escritório da Torre de Vigia onde eles se reúnem.

      • 1895 — Todas as congregações são instruídas a escolher dentre seus membros irmãos para servir como anciãos.

      • 1919 — Em cada congregação, um diretor de serviço é designado teocraticamente pelo Escritório. Suas responsabilidades incluem organizar a obra de pregação e incentivar a participação no ministério de campo. Alguns anciãos não apoiam o arranjo de ter um diretor de serviço.

      • 1932 — A eleição anual de anciãos pela congregação é descontinuada. Em vez disso, a congregação elege uma comissão de serviço composta de irmãos que participam zelosamente na pregação e vivem à altura do nome recém-adotado, Testemunhas de Jeová. Um dos membros dessa comissão, recomendado pela congregação, é designado pela Sociedade ou pela filial para ser o diretor de serviço.

      • 1937 — Irmãos que fazem parte da grande multidão podem servir nas comissões de serviço com seus irmãos ungidos.

      • 1938 — As congregações adotam uma resolução solicitando que todos os servos de congregação sejam designados teocraticamente. Isso marca o fim das eleições democráticas nas congregações.

      Para saber mais sobre desenvolvimentos históricos na estrutura organizacional, veja o livro Testemunhas de Jeová — Proclamadores do Reino de Deus, páginas 204-235.

      Uma eleição anual de anciãos numa congregação na década de 1920

      “Nós votávamos para escolher os anciãos levantando a mão direita. Daí, um irmão passava pelo corredor contando os votos.” — Irmã Rose Swingle, Chicago, Illinois, EUA.

      “Tornando-vos exemplos para o rebanho”

      16. (a) Que responsabilidade os anciãos têm? (b) Como os Estudantes da Bíblia encararam a exortação de Jesus de ‘pastorear as ovelhas’?

      16 Logo no início da história dos Estudantes da Bíblia, os anciãos já entendiam que eles tinham a responsabilidade de ajudar seus irmãos cristãos a permanecer como servos de Deus. (Leia Gálatas 6:10.) Em 1908, um artigo de A Sentinela considerou a exortação de Jesus: “Pastoreia minhas ovelhinhas.” (João 21:15-17) O artigo disse aos anciãos: “É muito importante que a comissão do Amo com respeito ao rebanho tenha um lugar importante em nosso coração, que consideremos apropriadamente um grande privilégio alimentar e cuidar dos seguidores do Senhor.” Em 1925, enfatizando mais uma vez a importância de os anciãos servirem como pastores, A Sentinela, em inglês, deu o seguinte lembrete: “A igreja de Deus é dele, . . . e todos serão responsáveis perante ele por seu privilégio de servir aos seus irmãos.”

      17. Como os anciãos têm sido ajudados a se tornar pastores capazes?

      17 Como a organização de Deus tem ajudado os anciãos a transformar suas habilidades de pastoreio — de ‘ferro para prata’? Por dar treinamento. Em 1959, foi realizada a primeira Escola do Ministério do Reino para anciãos. Uma aula considerou o assunto: “Dando atenção pessoal”. Aqueles irmãos responsáveis foram incentivados a “elaborar um horário para visitar os publicadores nos seus lares”. A aula apresentou várias maneiras como os anciãos poderiam tornar essas visitas encorajadoras. Em 1966, começou uma Escola do Ministério do Reino atualizada. Ela considerou o assunto: “A importância da obra de pastoreio”. Qual foi o foco dessa aula? Os irmãos da dianteira “devem participar em fornecer cuidado amoroso ao rebanho de Deus, ao passo que não deixam de dar a devida atenção às suas próprias famílias e ao ministério de campo”. Em anos recentes, têm sido realizadas outras escolas para anciãos. Qual é o resultado do treinamento contínuo que a organização de Jeová tem fornecido? Hoje, a congregação cristã tem milhares de irmãos qualificados que servem como pastores espirituais.

      Uma turma da Escola do Ministério do Reino nas Filipinas, 1966

      Escola do Ministério do Reino nas Filipinas, 1966

      18. (a) Que pesada responsabilidade foi confiada aos anciãos? (b) Por que Jeová e Jesus têm afeto pelos diligentes anciãos?

      18 O arranjo de anciãos foi estabelecido por Jeová por meio de nosso Rei, Jesus, para que se cumpra uma tarefa de peso. Que tarefa é essa? Guiar as ovelhas de Deus através da época mais crítica da história humana. (Efé. 4:11, 12; 2 Tim. 3:1) Jeová e Jesus têm muito afeto pelos diligentes anciãos, porque esses irmãos obedecem à exortação bíblica: “Pastoreai o rebanho de Deus, que está aos vossos cuidados . . . espontaneamente . . . com anelo . . . tornando-vos exemplos para o rebanho.” (1 Ped. 5:2, 3) Vejamos dois dos muitos modos como os pastores cristãos são exemplos para o rebanho e contribuem grandemente para a paz e a alegria da congregação.

      “FICAMOS MARAVILHADOS”

      UM CASAL de missionários na Ásia foi designado para uma congregação que não crescia havia muitos anos. Eles notaram que os irmãos locais eram amorosos, mas não seguiam as instruções da organização. Depois que o casal fez amizade com os publicadores, o irmão aos poucos foi tomando medidas para harmonizar a estrutura da congregação com o padrão organizacional seguido pelo povo de Jeová no mundo todo. Qual foi o resultado? Em menos de dois anos, a assistência às reuniões dobrou, os novos começaram a participar na obra de pregação e mais de 20 foram batizados. “Ficamos maravilhados”, relembra o casal. “Jeová nos abençoou superabundantemente! Ver os resultados de aplicar as instruções da organização de Deus trouxe muita alegria para toda a congregação.”

      Como os anciãos hoje pastoreiam o rebanho de Deus

      19. Como nos sentimos em relação aos anciãos que nos acompanham no ministério?

      19 Primeiro, os anciãos trabalham com os membros da congregação. O evangelista Lucas disse o seguinte sobre Jesus: “Ele viajava de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e declarando as boas novas do reino de Deus. E os doze estavam com ele.” (Luc. 8:1) Assim como Jesus pregava com seus apóstolos, os anciãos exemplares hoje trabalham lado a lado com seus irmãos na obra de pregação. Eles se dão conta de que, por fazerem isso, estão contribuindo bastante para o bom espírito da congregação. Como os membros da congregação se sentem em relação a tais anciãos? Jeannine, uma irmã com quase 90 anos, comenta: “Trabalhar com um ancião no serviço de campo me dá uma excelente oportunidade para conversar com ele e conhecê-lo melhor.” Steven, um irmão de 30 e poucos anos, diz: “Quando um ancião trabalha comigo na pregação de casa em casa, sinto que ele quer me ajudar. Receber essa ajuda me dá muita alegria.”

      Um pastor encontra uma ovelha perdida, sozinha, numa noite chuvosa

      Assim como um pastor procura uma ovelha perdida, os anciãos se esforçam para encontrar os que não têm mais contato com a congregação

      20, 21. Como os anciãos podem imitar o pastor da parábola de Jesus? Cite um exemplo. (Veja também o quadro “Visitas semanais produtivas”.)

      20 Segundo, a organização de Jeová tem treinado os anciãos para mostrarem preocupação pelos que não têm mais contato com a congregação. (Heb. 12:12) Por que os anciãos devem ajudar esses irmãos que estão espiritualmente fracos, e como devem dar essa ajuda? A parábola de Jesus sobre um pastor e uma ovelha perdida nos dá as respostas. (Leia Lucas 15:4-7.) Quando o pastor da parábola percebe que está faltando uma ovelha, ele procura por ela como se fosse a única que ele tem. Como os anciãos hoje imitam o exemplo desse pastor? Assim como a ovelha perdida continua sendo valiosa para o pastor, os que não têm mais contato com o povo de Deus continuam sendo valiosos para os anciãos. Para eles, uma pessoa espiritualmente fraca é como uma ovelha perdida — não um caso perdido. Além disso, assim como o pastor decide ‘ir em busca da perdida até a achar’, os anciãos tomam a iniciativa de procurar e ajudar os que estão fracos.

      21 O que o pastor da parábola faz quando encontra a ovelha? Ele a levanta gentilmente, “a põe sobre os seus ombros” e a leva de volta para o rebanho. De modo similar, as sinceras expressões de preocupação de um ancião podem levantar gentilmente alguém em sentido espiritual e ajudá-lo a voltar para a congregação. Foi isso que aconteceu com Victor, um irmão na África que deixou de se associar com a congregação. Ele conta: “Durante os oito anos em que fiquei inativo, os anciãos não desistiram de mim.” O que em especial tocou seu coração? Ele explica: “Certo dia, John, um ancião com quem cursei a Escola do Serviço de Pioneiro, tirou tempo para me visitar e me mostrou algumas fotos que ele tinha tirado de nós durante a escola. Elas trouxeram tantas boas lembranças que comecei a querer ter a alegria que eu sentia quando servia a Jeová.” Pouco após a visita de John, Victor retornou à congregação. Com o tempo, ele voltou a servir como pioneiro. De fato, anciãos amorosos contribuem muito para nossa alegria. — 2 Cor. 1:24.b

      Dois irmãos cristãos numa visita amistosa a um irmão idoso que está inativo

      VISITAS SEMANAIS PRODUTIVAS

      MOTIVADOS pelo desejo de ajudar as ovelhas perdidas, os anciãos numa congregação nos Estados Unidos analisaram o que eles podiam fazer em benefício dos que não tinham mais contato com o rebanho. Eles viram que cerca de 30 pessoas que tinham parado de servir a Jeová décadas antes ainda moravam no território da congregação. A maioria delas estava agora com a idade avançada.

      Alfredo, um dos anciãos, fez uma lista com os nomes dos irmãos inativos e começou a visitá-los. “Toda sexta-feira de manhã, eu visito um inativo”, conta ele. Quando a pessoa abre a porta, Alfredo tenta conversar de modo descontraído, fazendo-a ver que ele está realmente preocupado com ela. Ele diz ao irmão ou à irmã que a congregação não se esqueceu do bom trabalho que ele ou ela realizou a favor do Reino de Jeová. Alfredo diz: “Quando mencionei a um irmão idoso a quantidade de horas que ele havia feito na pregação e o número de revistas que ele havia distribuído, conforme constava em seu último relatório, em 1976, seus olhos se encheram de lágrimas.” Quando Alfredo faz essas visitas, ele costuma ler Lucas 15:4-7, 10 e depois pergunta: “O que acontece quando uma ovelha perdida volta para a congregação? Jeová, Jesus e os anjos se alegram — pense nisso!”

      Já faz dois anos que Alfredo contata os inativos. Qual tem sido o resultado de seus pacientes esforços? Ele teve a alegria de ajudar dois irmãos a voltar a se associar com a congregação. Eles agora assistem regularmente às reuniões no domingo. “Quando eles entraram no Salão do Reino, foram os meus olhos que se encheram de lágrimas”, diz Alfredo com um sorriso. “Embora esses inativos tenham começado a assistir às reuniões”, acrescenta ele, “eu ainda vou à casa deles às sextas-feiras porque eles dizem que aguardam com expectativa essas visitas semanais — e eu também!”

      Supervisão aprimorada fortalece a união do povo de Deus

      22. Como a justiça e a paz fortalecem a união da congregação? (Veja também o quadro “Ficamos maravilhados”.)

      22 Como já mencionado, Jeová predisse que a justiça e a paz aumentariam de modo constante entre o povo de Deus. (Isa. 60:17) Essas duas qualidades fortalecem a união das congregações. De que modos? Em relação à justiça, ‘Deus é um só Jeová’. (Deut. 6:4) Seus justos padrões não diferem de uma congregação para outra, nem de um país para outro. Seus padrões do que é certo e errado são um só, e eles são os mesmos para “todas as congregações dos santos”. (1 Cor. 14:33) Assim, uma congregação só prospera quando os padrões de Deus são seguidos. Em relação à paz, nosso Rei quer não apenas que tenhamos paz na congregação, mas também que sejamos “pacificadores”. (Mat. 5:9, nota) Por isso, “empenhemo-nos pelas coisas que produzem paz”. Tomamos a iniciativa em resolver diferenças que às vezes surgem entre nós. (Rom. 14:19) Desse modo, contribuímos tanto para a paz como para a união de nossa congregação. — Isa. 60:18.

      23. Como povo de Deus, que condição maravilhosa temos hoje?

      23 Lá em novembro de 1895, quando A Sentinela anunciou o primeiro arranjo de anciãos, ela também mencionou o desejo sincero expresso pelos irmãos na dianteira da organização. Que desejo era esse? Eles queriam que esse novo arranjo congregacional ajudasse o povo de Deus a “chegar rapidamente à unidade da fé”, e oravam por isso. Olhando para trás, ao longo das décadas, ficamos felizes de ver que os refinamentos gradativos na supervisão feitos por Jeová por meio de nosso Rei realmente fortaleceram nossa união na adoração. (Sal. 99:4) Em resultado disso, todos os servos de Jeová no mundo inteiro hoje se alegram à medida que andam “no mesmo espírito”, seguem “nas mesmas pisadas” e servem “o Deus de paz” “ombro a ombro”. — 2 Cor. 12:18; leia Sofonias 3:9.

      a Os resultados dessa pesquisa detalhada foram publicados na obra de referência Ajuda ao Entendimento da Bíblia.

      b Veja o artigo “Anciãos cristãos — ‘colaboradores para a nossa alegria’”, em A Sentinela de 15 de janeiro de 2013, páginas 27-31.

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