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Ensine seu filho desde a infânciaO Segredo de Uma Família Feliz
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Ensine seu filho desde a infância
1, 2. De quem devem os pais buscar ajuda para educar os filhos?
“OS FILHOS são uma herança da parte de Jeová”!, exclamou um pai apreciativo, uns 3 mil anos atrás. (Salmo 127:3) De fato, a alegria de ser pai ou mãe é uma recompensa preciosa de Deus, disponível à maioria dos casados. Contudo, quem tem filhos logo se apercebe de que, além da alegria, ser pai ou mãe traz responsabilidades.
2 Especialmente hoje, criar filhos é uma tarefa desafiadora. Não obstante, muitos fazem isso com sucesso, e o salmista inspirado aponta o caminho: “A menos que o próprio Jeová construa a casa, é fútil que seus construtores trabalhem arduamente nela.” (Salmo 127:1) Quanto mais à risca você seguir as instruções de Jeová, tanto melhor pai ou mãe você será. A Bíblia diz: “Confia em Jeová de todo o teu coração e não te estribes na tua própria compreensão.” (Provérbios 3:5) Está disposto a acatar os conselhos de Jeová nesse projeto de 20 anos que é educar uma criança?
ACEITE O CONCEITO DA BÍBLIA
3. Que responsabilidade tem o pai na educação dos filhos?
3 Em muitos lares ao redor do mundo, os homens encaram a educação dos filhos como tarefa essencialmente feminina. É verdade que a Palavra de Deus indica o pai como principal arrimo da família. Mas ela diz também que ele tem responsabilidades no lar. A Bíblia diz: “Prepara a tua obra portas afora e apronta-a para ti no campo. Depois tens de edificar também os da tua casa.” (Provérbios 24:27) Para Deus, pai e mãe são parceiros na educação dos filhos. — Provérbios 1:8, 9.
4. Por que não devemos achar que os meninos sejam superiores às meninas?
4 Como encara seus filhos? Relatórios indicam que na Ásia “bebês do sexo feminino muitas vezes não são bem-vindos”. Preconceito contra meninas alegadamente ainda existe na América Latina, até entre “famílias mais esclarecidas”. Mas a verdade é que meninas não são crianças de segunda classe. Jacó, um pai famoso da Antiguidade, referiu-se a toda a sua prole, incluindo as filhas nascidas até então, como “filhos com que Deus [me] tem favorecido”. (Gênesis 33:1-5; 37:35) Similarmente, Jesus abençoou todas as “criancinhas” (meninos e meninas) que foram levadas a ele. (Mateus 19:13-15) Com certeza ele refletia o conceito de Jeová. — Deuteronômio 16:14.
5. Que fatores devem governar a decisão do casal no que tange ao tamanho da família?
5 É comum onde você vive esperar que a mulher tenha o maior número possível de filhos? O número de filhos que cada casal terá é, apropriadamente, um assunto de decisão pessoal do casal. E se os pais não tiverem meios para alimentar, vestir e educar muitos filhos? O casal certamente deve levar isso em conta ao decidir o tamanho da família. Alguns casais que não conseguem sustentar todos seus filhos confiam a parentes a responsabilidade de criar alguns deles. É desejável essa prática? Realmente não. E isso não libera os pais da obrigação para com seus filhos. A Bíblia diz: “Se alguém não fizer provisões para os seus próprios, e especialmente para os membros de sua família, tem repudiado a fé.” (1 Timóteo 5:8) Casais responsáveis tentam planejar o tamanho de sua “família”, para poderem ‘fazer provisões para os seus’. Podem eles praticar o controle da natalidade para esse fim? Isso também é assunto de decisão pessoal, e caso o casal decida fazer isso, a escolha do contraceptivo é igualmente assunto pessoal. “Cada um levará a sua própria carga.” (Gálatas 6:5) Contudo, o controle da natalidade que envolva qualquer forma de aborto contraria os princípios bíblicos. Jeová Deus é “a fonte da vida”. (Salmo 36:9) Por conseguinte, destruir uma vida depois de ter sido concebida é crasso desrespeito a Jeová e equivale a assassinato. — Êxodo 21:22, 23; Salmo 139:16; Jeremias 1:5.
SUPRIR AS NECESSIDADES DA CRIANÇA
6. Quando deve começar a educação da criança?
6 Provérbios 22:6 diz: “Educa o rapaz segundo o caminho que é para ele.” Educar os filhos é mais um dos principais deveres parentais. Mas quando deve começar o treinamento? Bem cedo. O apóstolo Paulo observou que Timóteo havia sido ensinado “desde a infância”. (2 Timóteo 3:15) A palavra grega usada aqui pode referir-se a um bebezinho, ou até mesmo a uma criança por nascer. (Lucas 1:41, 44; Atos 7:18-20) Assim, Timóteo foi, apropriadamente, treinado desde bem cedo. A primeira infância é o tempo ideal para começar a educar uma criança. Até mesmo um bebezinho tem fome de conhecimento.
7. (a) Por que é importante que pai e mãe criem uma estreita relação com o bebê? (b) Que relação existia entre Jeová e seu Filho unigênito?
7 “Quando vi meu bebê pela primeira vez”, diz certa mãe, “apaixonei-me por ele”. Isso acontece com a maioria das mães. Esse belo vínculo entre mãe e bebê se acentua com a convivência após o nascimento. Amamentar aumenta essa intimidade. (Note 1 Tessalonicenses 2:7.) Os carinhos da mãe e sua conversa com o bebê são essenciais para suprir as necessidades emocionais dele. (Note Isaías 66:12.) Mas que dizer do pai? Ele também deve formar um estreito vínculo com a criança. O próprio Jeová é exemplo disso. O livro de Provérbios fala da relação existente entre Jeová e seu Filho unigênito, a quem se atribuem estas palavras: “O próprio Jeová me produziu como princípio do seu caminho . . . e vim a ser aquele de quem ele gostava especialmente de dia a dia.” (Provérbios 8:22, 30; João 1:14) Similarmente, o bom pai cultiva um relacionamento cordial e carinhoso desde bem cedo na vida da criança. “Não economize demonstrações de afeto”, diz certo pai. “Nenhuma criança até hoje morreu de abraços e beijos.”
8. Que estímulo mental devem os pais dar ao bebê o mais cedo possível?
8 Mas o bebê precisa de mais. Desde o nascimento, seu cérebro está preparado para receber e armazenar informações, e os pais são a fonte primária disso. Tome a fala como exemplo. Segundo os pesquisadores, a capacidade da criança de aprender a falar e a ler “supostamente está relacionada intimamente com a qualidade da interação original da criança com os seus pais”. Fale com a criança e leia para ela desde bem pequenina. Em pouco tempo ela desejará imitá-lo e, logo, você estará ensinando-a a ler. Provavelmente, saberá ler antes de entrar na escola. Isso será especialmente útil se você vive num país de poucos professores e salas de aula superlotadas.
9. Qual é o objetivo mais importante que os pais devem ter em mente?
9 O principal interesse dos pais cristãos é suprir as necessidades espirituais dos filhos. (Veja Deuteronômio 8:3.) Com que objetivo? Ajudar a criança a desenvolver uma personalidade cristã, ou seja, revestir-se da “nova personalidade”. (Efésios 4:24) Para isso, terão de usar os materiais e métodos de construção corretos.
INCULQUE A VERDADE NA CRIANÇA
10. Que qualidades os filhos precisam desenvolver?
10 A qualidade de uma construção depende em boa parte do tipo de materiais usados. O apóstolo Paulo disse que os melhores materiais para a construção de personalidades cristãs são “ouro, prata, pedras preciosas”. (1 Coríntios 3:10-12) Esses representam qualidades tais como fé, sabedoria, discernimento, lealdade, respeito e apreço amoroso por Jeová e suas leis. (Salmo 19:7-11; Provérbios 2:1-6; 3:13, 14) Como podem os pais ajudar os filhos desde a tenra infância a desenvolver essas qualidades? Por seguirem um procedimento delineado muito tempo atrás.
11. Como os pais israelitas ajudavam os filhos a desenvolver a personalidade piedosa?
11 Pouco antes da entrada da nação de Israel na Terra Prometida, Jeová disse aos pais israelitas: “Estas palavras que hoje te ordeno têm de estar sobre o teu coração; e tens de inculcá-las a teu filho, e tens de falar delas sentado na tua casa e andando pela estrada, e ao deitar-te e ao levantar-te.” (Deuteronômio 6:6, 7) Sim, os pais precisam ser exemplos, companheiros, comunicadores e instrutores.
12. Por que é vital que os pais sejam bons exemplos?
12 Seja exemplo. Primeiro, Jeová disse: “Estas palavras . . . têm de estar sobre o teu coração.” Daí, acrescentou: “Tens de inculcá-las a teu filho.” Portanto, as qualidades piedosas precisam estar primeiro no coração dos pais. Eles têm de amar a verdade e viver à altura dela. Só assim podem tocar o coração da criança. (Provérbios 20:7) Por quê? Porque as crianças são influenciadas mais pelo que veem do que pelo que ouvem. — Lucas 6:40; 1 Coríntios 11:1.
13. Quanto a dar atenção aos filhos, que exemplo de Jesus podem os pais imitar?
13 Seja companheiro. Jeová disse aos pais em Israel: ‘Tens de falar aos teus filhos sentado na tua casa e andando pela estrada.’ Isso exige passar tempo com os filhos, independentemente de quão ocupados os pais estejam. Jesus evidentemente achava que as crianças mereciam o seu tempo. Nos dias finais de seu ministério, “as pessoas começaram então a trazer-lhe criancinhas, para que as tocasse”. Como reagiu Jesus? “Tomou as criancinhas nos seus braços e começou a abençoá-las.” (Marcos 10:13, 16) Imagine, as horas finais da vida de Jesus se esgotavam. Ainda assim, ele concedeu àquelas crianças tempo e atenção. Que excelente lição!
14. Por que é benéfico que os pais passem tempo com os filhos?
14 Seja comunicativo. Passar tempo com a criança ajudará você a comunicar-se com ela. Quanto mais se comunicar, tanto melhor discernirá o grau de desenvolvimento da personalidade da criança. Mas, lembre-se, comunicar-se é mais do que apenas falar. “Tive de desenvolver a arte de escutar”, disse uma mãe no Brasil, “escutar com o coração”. A sua paciência produziu frutos quando seu filho passou a falar sobre seus sentimentos com ela.
15. De que se deve lembrar quando o assunto é recreação?
15 As crianças precisam de ‘tempo para rir e tempo para saltitar’, um tempo para recreação. (Eclesiastes 3:1, 4; Zacarias 8:5) A recreação é muito positiva quando pais e filhos participam. É lamentável que em muitas casas recreação signifique ver televisão. Embora haja programas de televisão divertidos, muitos destroem bons valores, e ver televisão tende a cortar a comunicação na família. Assim, por que não faz algo criativo com seus filhos? Cantem, joguem, associem-se com amigos, visitem lugares aprazíveis. Essas atividades promovem a comunicação.
16. O que devem os pais ensinar a respeito de Jeová, e como devem fazer isso?
16 Seja instrutor. ‘Tens de inculcar essas palavras a teu filho’, disse Jeová. O contexto diz o que e como ensinar. Primeiro, “tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de toda a tua força vital”. (Deuteronômio 6:5) Daí, ‘tens de inculcar estas palavras’. Ensine visando desenvolver amor sincero e profundo por Jeová e suas leis. (Note Hebreus 8:10.) A palavra “inculcar” significa ensinar por repetição. Assim, na verdade, o que Jeová diz é que a principal maneira de ajudar os filhos a desenvolver a personalidade piedosa é falar com frequência e de modo coerente a respeito Dele. Isso inclui estudar a Bíblia regularmente com eles.
Pais, sejam exemplos, companheiros, comunicadores e instrutores
17. O que os pais talvez necessitem desenvolver em seus filhos? Por quê?
17 A maioria dos pais sabe que não é fácil fazer penetrar informações no coração de uma criança. O apóstolo Pedro exortou outros cristãos: “Como crianças recém-nascidas, ansiai o leite não adulterado pertencente à palavra.” (1 Pedro 2:2) A expressão “ansiai” sugere que muitos não têm por natureza fome de alimento espiritual. Talvez seja preciso que os pais encontrem meios de desenvolver esse anseio na criança.
18. Cite alguns métodos de ensino de Jesus que os pais são incentivados a imitar.
18 Jesus tocou corações usando ilustrações. (Marcos 13:34; Lucas 10:29-37) Esse método de ensino é especialmente eficaz com crianças. Ensine princípios bíblicos usando histórias vívidas e interessantes, como as que se encontram em Meu Livro de Histórias Bíblicas.a Envolva as crianças. Permita que usem criatividade em desenhar ou teatralizar eventos bíblicos. Jesus também usou perguntas. (Mateus 17:24-27) Imite o método dele no seu estudo familiar. Em vez de simplesmente declarar uma lei de Deus, faça perguntas tais como: Por que Jeová fez essa lei? O que acontecerá se a obedecermos? O que acontecerá se não a obedecermos? Perguntas assim ajudam a criança a raciocinar e a ver que as leis de Deus são práticas e boas. — Deuteronômio 10:13.
19. Se os pais aplicarem princípios bíblicos nos tratos com os filhos, que grandes vantagens terão estes?
19 Sendo exemplo, companheiro, comunicativo e instrutor, você pode ajudar seu filho desde a tenra idade a criar uma estreita relação pessoal com Jeová Deus. Essa relação ajudará seu filho a ser um cristão feliz. Ele se esforçará em viver à altura de sua fé mesmo sob pressões e tentações de colegas. Ajude-o sempre a apreciar essa relação preciosa. — Provérbios 27:11.
A NECESSIDADE VITAL DE DISCIPLINA
20. O que é disciplina, e como deve ser administrada?
20 Disciplina é o treinamento que corrige a mente e o coração. As crianças sempre precisam disso. Paulo aconselha os pais a ‘prosseguir em criar os filhos na disciplina e na regulação mental de Jeová’. (Efésios 6:4) Os pais devem disciplinar com amor, como Jeová faz. (Hebreus 12:4-11) A disciplina baseada no amor pode ser administrada apelando-se ao raciocínio. Assim, somos exortados a ‘escutar a disciplina’. (Provérbios 8:33) Como se deve aplicar a disciplina?
21. Que princípios devem os pais ter em mente ao disciplinar os filhos?
21 Há pais que acham que disciplinar os filhos se resume a falar-lhes em tons ameaçadores, repreendê-los ou mesmo insultá-los. Contudo, sobre o mesmo assunto, Paulo acautela: “Vós, pais, não estejais irritando os vossos filhos.” (Efésios 6:4) Insta-se com todos os cristãos a ‘serem meigos para com todos, instruindo com brandura os que não estiverem favoravelmente dispostos’. (2 Timóteo 2:24, 25) Os pais cristãos, embora reconheçam a necessidade de firmeza, procuram ter em mente essas palavras ao disciplinar seus filhos. Mas, às vezes, raciocinar só não basta, e pode ser preciso algum tipo de punição. — Provérbios 22:15.
22. Se a criança precisa ser punida, deve-se ajudá-la a entender o quê?
22 Diferentes filhos requerem diferentes tipos de disciplina. Alguns não ‘se deixam corrigir por meras palavras’. Para estes, a punição ocasional pela desobediência pode significar salvação para eles. (Provérbios 17:10; 23:13, 14; 29:19) Mas a criança precisa entender por que está sendo punida. “A vara e a repreensão é que dão sabedoria.” (Provérbios 29:15; Jó 6:24) Ademais, a punição tem limites. “Terei de castigar-te no devido grau”, disse Jeová ao seu povo. (Jeremias 46:28b) A Bíblia definitivamente não aprova açoites furiosos ou espancamentos graves, que podem machucar ou até mesmo ferir seriamente uma criança. — Provérbios 16:32.
23. O que deve a criança poder discernir quando é punida pelos pais?
23 Ao alertar seu povo de que o disciplinaria, Jeová disse primeiro: “Não tenhas medo . . . pois eu estou contigo.” (Jeremias 46:28a) Similarmente, a disciplina parental, sob qualquer forma correta que seja, jamais deve fazer a criança sentir-se rejeitada. (Colossenses 3:21) Pelo contrário, a criança deve perceber que a disciplina é administrada porque os pais ‘estão com ela’, do seu lado.
PROTEJA A CRIANÇA CONTRA O MAL
24, 25. Contra que vil ameaça precisam as crianças proteção hoje em dia?
24 Muitos adultos têm recordações felizes de sua infância. Lembram-se do caloroso sentimento de segurança, da certeza de que seus pais cuidariam deles custasse o que custasse. Os pais querem que seus filhos tenham essa mesma sensação, mas, no mundo degenerado de hoje, ficou mais difícil zelar pela segurança dos filhos.
25 Uma vil ameaça crescente nos anos recentes é o abuso sexual de crianças. Na Malásia, casos notificados desse tipo de abuso quadruplicaram em dez anos. Na Alemanha, umas 300 mil crianças sofrem abusos sexuais por ano e, segundo um levantamento, num certo país sul-americano estima-se que o total anual seja de estonteantes 9 milhões! Tragicamente, a maioria dessas crianças são molestadas na sua própria casa por pessoas que elas conhecem e em quem confiam. Mas os filhos deviam ter nos pais uma forte defesa. Como podem os pais ser protetores?
26. De que diversas maneiras se pode proteger as crianças, e como pode o conhecimento protegê-las?
26 Uma vez que a experiência mostra que as crianças que sabem pouco sobre sexo são especialmente vulneráveis a molestadores, uma das principais prevenções é educar a criança, mesmo quando ainda bem pequena. O conhecimento pode significar proteção “do mau caminho, do homem que fala perversidades”. (Provérbios 2:10-12) Que conhecimento? Conhecer os princípios bíblicos, saber o que é moralmente correto ou errado. Saber também que há adultos que fazem maldades e que a criança não precisa obedecer quando alguém sugere atos impróprios. (Note Daniel 1:4, 8; 3:16-18.) Não limite essa instrução a uma única sessão. Para a maioria das criancinhas é preciso repetir várias vezes uma lição até que a aprendam bem. Quando as crianças crescem, é apropriado que o pai respeite o direito de sua filha à privacidade, e a mãe a de seu filho — reforçando assim o senso dos filhos do que é correto. E, naturalmente, uma das melhores defesas contra o abuso é a sua estreita supervisão como pai ou mãe.
PROCURE ORIENTAÇÃO DIVINA
27, 28. Qual é a maior Fonte de ajuda dos pais no desafio de criar um filho?
27 Realmente, educar uma criança desde a tenra infância é um desafio, mas os pais tementes a Deus não precisam enfrentar sozinhos esse desafio. Lá nos dias dos Juízes, ao saber que seria pai, um homem chamado Manoá pediu orientação a Jeová sobre como educar a criança. Jeová atendeu às suas orações. — Juízes 13:8, 12, 24.
28 Similarmente hoje, pais tementes a Deus que têm filhos para criar podem também dirigir-se a Jeová em oração. Ser pai ou mãe é trabalho árduo, mas há grandes recompensas. Um casal cristão no Havaí diz: “Você tem 12 anos para cumprir a sua tarefa, antes de chegar aqueles anos críticos da adolescência. Mas, se você tiver se empenhado a fundo em aplicar princípios bíblicos, será tempo de colher alegria e paz quando os filhos decidirem que desejam servir a Jeová de coração.” (Provérbios 23:15, 16) Quando seu filho fizer essa decisão, você também será induzido a exclamar: “Os filhos são uma herança da parte de Jeová”!
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Ajude o desenvolvimento de seus filhos adolescentesO Segredo de Uma Família Feliz
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Ajude o desenvolvimento de seus filhos adolescentes
1, 2. Que desafios e que alegrias podem se apresentar na adolescência?
TER em casa um filho adolescente é bem diferente de ter em casa uma criança de 5, ou até mesmo de 10 anos. A adolescência traz seus próprios desafios e problemas, mas pode também trazer alegrias e recompensas. Exemplos tais como José, Davi, Josias e Timóteo mostram que os jovens podem ser responsáveis e ter uma relação excelente com Jeová. (Gênesis 37:2-11; 1 Samuel 16:11-13; 2 Reis 22:3-7; Atos 16:1, 2) Muitos adolescentes hoje confirmam este ponto. Provavelmente conhece alguns deles.
2 Mas, para alguns, a adolescência é turbulenta. Os adolescentes sofrem altos e baixos emocionais. Rapazes e moças talvez queiram maior independência, e talvez se ressintam dos limites impostos pelos pais. Mas, tais jovens ainda são um tanto inexperientes e precisam da ajuda prestimosa e paciente dos pais. Sim, os anos da adolescência podem ser excitantes, mas também confusos — tanto para os pais como para os adolescentes. Que ajuda se pode dar aos jovens durante esses anos?
3. Como podem os pais dar aos adolescentes uma ótima oportunidade na vida?
3 Os pais que seguem os conselhos bíblicos dão aos seus filhos adolescentes a melhor oportunidade possível de trilharem com êxito por essas provações até a idade adulta responsável. Em todos os países e em todos os tempos, pais e adolescentes que aplicaram princípios bíblicos juntos foram abençoados com sucesso. — Salmo 119:1.
COMUNICAÇÃO FRANCA E ABERTA
Coloque-se à disposição quando o adolescente sentir necessidade de falar
4. Por que a “palestra confidencial” é especialmente importante na adolescência?
4 A Bíblia diz: “Há frustração de planos quando não há palestra confidencial.” (Provérbios 15:22) Se foi preciso haver “palestra confidencial” quando os filhos eram pequenos, ela é especialmente vital na adolescência — quando os jovens provavelmente passam menos tempo em casa e mais tempo com colegas de escola ou outros. Sem palestra confidencial — sem comunicação franca e aberta entre pais e filhos — os adolescentes podem virar estranhos na casa. Assim, como manter abertas as linhas de comunicação?
5. Que conceito quanto à comunicação com os pais são os adolescentes incentivados a adotar?
5 Tanto adolescentes como pais têm de cumprir o seu papel nesse respeito. É verdade que os adolescentes talvez achem mais difícil falar com os pais agora do que quando eram mais jovens. Não obstante, lembre-se de que “quando não há orientação perita, o povo cai; mas há salvação na multidão de conselheiros”. (Provérbios 11:14) Estas palavras se aplicam a todos, jovens e idosos. Os adolescentes sabedores disso entenderão que ainda precisam de orientação perita, pois enfrentam questões mais complexas do que antes. Deviam reconhecer que seus pais tementes a Deus estão bem qualificados como conselheiros porque são mais experientes na vida e têm provado a sua dedicação por muitos anos. Assim, nesse estágio da vida, os adolescentes sensatos não se afastarão dos pais.
6. Que atitude adotarão os pais sábios e amorosos no tocante à comunicação com filhos adolescentes?
6 Comunicação aberta significa que os pais farão o possível para se colocarem à disposição quando o adolescente sentir necessidade de falar. Se você for pai, ou mãe, cuide de que a comunicação esteja aberta pelo menos de sua parte. Pode não ser fácil. A Bíblia diz que há “tempo para ficar quieto e tempo para falar”. (Eclesiastes 3:7) Quando seu filho adolescente acha que é hora de falar, talvez para você seja hora de ficar quieto. Talvez você tenha reservado aquele momento para estudo pessoal, descontração ou algum serviço na casa. Mesmo assim, se o jovem deseja falar-lhe, tente ajustar seus planos e escute. Senão, ele talvez não volte a tentar. Lembre-se do exemplo de Jesus. Certa ocasião, ele havia programado tempo para descansar. Mas, quando as pessoas começaram a aglomerar-se para ouvi-lo, ele adiou o descanso e passou a ensiná-las. (Marcos 6:30-34) A maioria dos adolescentes sabe que a vida dos pais é atarefada, mas eles precisam da garantia de que seus pais os atenderão quando for necessário. Assim, coloque-se à disposição e seja compreensivo.
7. O que os pais devem evitar?
7 Tente lembrar-se de como eram as coisas quando você era adolescente, e não perca seu senso de humor! É preciso que os pais gostem de estar com seus filhos. Como os pais gastam seu tempo de folga? Se sempre preferirem usá-lo para atividades à parte da família, os filhos adolescentes logo perceberão isso. Adolescentes convencidos de que seus colegas de escola os estimam mais do que seus pais estarão propensos a ter problemas.
O QUE TRANSMITIR
8. Como pode o apreço pela honestidade, trabalho árduo e conduta correta ser incutido nos filhos?
8 Se os pais ainda não inculcaram nos filhos o apreço pela honestidade e trabalho árduo, devem por todos os meios fazer isso na adolescência. (1 Tessalonicenses 4:11; 2 Tessalonicenses 3:10) É também vital se certificarem de que os filhos creem de todo o coração na importância de levar uma vida limpa e de boa moral. (Provérbios 20:11) Os pais podem ensinar muito nesses aspectos pelo exemplo. Assim como maridos descrentes podem ser “ganhos sem palavra, por intermédio da conduta de suas esposas”, os adolescentes podem aprender princípios corretos através da conduta dos pais. (1 Pedro 3:1) Mesmo assim, exemplo só não basta, visto que os filhos estão também expostos a muitos maus exemplos e a uma enxurrada de propaganda sedutora fora de casa. Pais interessados, portanto, precisam saber quais são os conceitos de seus filhos adolescentes sobre o que veem e ouvem, e isso exige diálogos significativos. — Provérbios 20:5.
9, 10. Por que os pais devem querer instruir seus filhos sobre assuntos sexuais, e como podem fazer isso?
9 É especialmente assim com relação a assuntos sexuais. Pais, sentem-se constrangidos de discutir sexo com seus filhos? Mesmo se assim for, esforcem-se nesse sentido, pois os jovens com certeza aprenderão sobre o assunto com alguém. Se não aprenderem de vocês, quem sabe que informações distorcidas obterão? Na Bíblia, Jeová não evita assuntos de natureza sexual, e tampouco devem os pais evitar. — Provérbios 4:1-4; 5:1-21.
10 Felizmente, a Bíblia contém orientações claras no campo da conduta sexual, e as Testemunhas de Jeová já publicaram muitas informações úteis mostrando que essas orientações ainda valem no mundo moderno. Por que não usar essa ajuda? Por exemplo, que tal recapitular com seus filhos capítulos apropriados nos Volumes 1 e 2 de Os Jovens Perguntam — Respostas Práticas? Talvez fique agradavelmente surpreso com os resultados.
11. Qual é uma das maneiras mais eficazes de os pais ensinarem seus filhos a servir a Jeová?
11 Qual é o assunto mais importante que pais e filhos devem considerar? O apóstolo Paulo indicou qual é ao escrever: “Prossegui em [criar os filhos] na disciplina e na regulação mental de Jeová.” (Efésios 6:4) Os filhos precisam continuar a aprender sobre Jeová. Em especial, precisam aprender a amá-lo, e devem desejar servi-lo. Também nesse caso, muito pode ser ensinado pelo exemplo. Se os adolescentes observam que seus pais amam a Deus ‘de todo o coração, de toda a alma e de toda a mente’, e que isso produz bons frutos na vida dos pais, é provável que sejam induzidos a fazer o mesmo. (Mateus 22:37) Similarmente, se os jovens perceberem que seus pais têm um conceito razoável sobre bens materiais, priorizando o Reino de Deus, serão ajudados a desenvolver o mesmo conceito. — Eclesiastes 7:12; Mateus 6:31-33.
Estudo bíblico regular é essencial para a família
12, 13. Que pontos se devem ter em mente para que o estudo familiar seja realmente proveitoso?
12 Um estudo bíblico familiar, semanal, é de grande ajuda para ensinar valores espirituais aos jovens. (Salmo 119:33, 34; Provérbios 4:20-23) A regularidade desse estudo é vital. (Salmo 1:1-3) Pais e filhos devem reconhecer que outras atividades precisam estar subordinadas ao estudo familiar, e não o contrário. Ademais, é essencial a atitude correta se o estudo familiar há de ser eficaz. Disse certo pai: “O segredo é o dirigente promover um clima descontraído, porém respeitoso, durante o estudo familiar — informal, mas não frívolo. Talvez nem sempre seja fácil conseguir o equilíbrio correto, e os jovens talvez precisem frequentemente de correção de atitude. Se as coisas não derem certo uma vez ou duas, persevere e aguarde a próxima vez.” Esse mesmo pai disse que, em sua oração antes de cada estudo, ele pedia especificamente a ajuda de Jeová para que todos os envolvidos tivessem o conceito correto. — Salmo 119:66.
13 Dirigir o estudo familiar é dever de pais tementes a Deus. É verdade que alguns pais talvez não sejam instrutores talentosos, e pode ser-lhes difícil achar meios de tornar interessante o estudo familiar. Não obstante, se você ama seus filhos adolescentes “em ação e em verdade”, desejará ajudá-los humilde e francamente a progredirem espiritualmente. (1 João 3:18) Talvez eles se queixem de tempos a tempos, mas é bem provável que percebam seu profundo interesse no bem-estar deles.
14. Como se pode aplicar Deuteronômio 11:18, 19 ao ensino de assuntos espirituais a adolescentes?
14 O estudo familiar não é a única ocasião para ensinar importantes assuntos espirituais. Lembra-se da ordem de Jeová aos pais? Ele disse: “Estas minhas palavras tendes de fixar no vosso coração e na vossa alma, e atá-las como sinal sobre a vossa mão, e elas têm de servir de frontal entre os vossos olhos. Também, tendes de ensiná-las aos vossos filhos, falando delas sentado na tua casa e andando pela estrada, e ao deitar-te e ao levantar-te.” (Deuteronômio 11:18, 19; veja também Deuteronômio 6:6, 7.) Isto não significa que os pais devam estar sempre pregando aos filhos. Mas o chefe de família amoroso estará sempre atento às oportunidades de edificar o enfoque espiritual de sua família.
DISCIPLINA E RESPEITO
15, 16. (a) O que é disciplina? (b) Quem é responsável pela administração da disciplina, e de quem é o dever de cuidar de que seja acatada?
15 Disciplina é treinamento que corrige, e inclui a comunicação. A disciplina tem mais a ver com correção do que com punição — embora a punição possa ser necessária. Seus filhos precisaram de disciplina quando eram pequenos e agora, como adolescentes, ainda precisam de algum tipo de disciplina, talvez até mais. Adolescentes sensatos sabem que isso é verdade.
16 A Bíblia diz: “Quem é tolo desrespeita a disciplina de seu pai, mas quem considera a repreensão é argucioso.” (Provérbios 15:5) Esse texto nos ensina muita coisa. Implica que haverá aplicação de disciplina. O adolescente não pode ‘considerar a repreensão’ se esta não for dada. Jeová confia aos pais o dever de administrar disciplina, especialmente ao pai. Contudo, a responsabilidade de aceitar essa disciplina cabe ao adolescente. Ele aprenderá mais e errará menos se aceitar a sábia disciplina de seu pai e de sua mãe. (Provérbios 1:8) A Bíblia diz: “Quem negligencia a disciplina terá pobreza e desonra, mas aquele que guarda a repreensão é o que é glorificado.” — Provérbios 13:18.
17. Que equilíbrio devem os pais buscar ao administrar a disciplina?
17 Ao disciplinar adolescentes, os pais precisam ser equilibrados. Devem evitar ser tão estritos a ponto de irritar os filhos, talvez até mesmo prejudicando a autoconfiança deles. (Colossenses 3:21) Mas, por outro lado, não devem querer ser tão permissivos que seus filhos se vejam privados do treinamento vital. Tal permissividade pode ser desastrosa. Provérbios 29:17 diz: “Castiga teu filho e ele te trará descanso e dará muito prazer à tua alma.” Contudo, o versículo 21 diz: “Se alguém está mimando o seu servo desde a infância, este se tornará posteriormente na vida até mesmo um ingrato.” Embora essa passagem fale de um servo, ela se aplica com igual força a qualquer jovem na família.
18. A disciplina é evidência de que, e o que se evita quando os pais administram uma disciplina coerente?
18 Na verdade, a boa disciplina prova que os pais amam os filhos. (Hebreus 12:6, 11) Como pai, ou mãe, você sabe que é difícil manter uma disciplina coerente e razoável. Pela causa da paz, pode parecer mais fácil permitir que um adolescente obstinado faça o que bem entender. A longo prazo, porém, os pais que seguem esse proceder pagarão por isso com uma família ingovernável. — Provérbios 29:15; Gálatas 6:9.
TRABALHO E LAZER
19, 20. Como podem os pais usar de sabedoria no tocante ao lazer de seus filhos adolescentes?
19 No passado, era comum esperar que as crianças ajudassem nos serviços da casa ou da fazenda. Hoje, muitos adolescentes têm muito tempo de lazer não supervisionado. Para preencher esse tempo, o mundo comercial oferece uma profusão de coisas. Acrescente a isso o fato de que o mundo valoriza muito pouco os padrões morais da Bíblia, e você terá a receita de um desastre em potencial.
20 Assim, os pais criteriosos preservam seu direito de fazer decisões finais sobre recreação. Mas não se esqueça de que o adolescente está crescendo. A cada ano, ele ou ela provavelmente espera ser tratado cada vez mais como adulto. Assim, é sábio da parte dos pais permitir uma latitude maior na escolha de recreação à medida que o adolescente cresce — contanto que essas escolhas reflitam progresso em direção à madureza espiritual. Pode acontecer que o adolescente faça escolhas insensatas de música, companheiros, e assim por diante. Nesse caso, deve-se discutir o assunto com o adolescente a fim de que, no futuro, as escolhas sejam mais bem feitas.
21. De que modo a razoabilidade no tempo que se gasta com lazer protegerá o adolescente?
21 Quanto tempo deve-se conceder ao lazer? Há países em que os adolescentes são levados a crer que merecem entretenimento contínuo. Assim, o adolescente talvez programe passar sucessivamente de uma “diversão” para outra. Cabe aos pais ensinar a lição de que o tempo deve ser empregado também em outras coisas, tais como em família, no estudo pessoal, na associação com pessoas espiritualmente maduras, nas reuniões cristãs e em tarefas domésticas. Isso impedirá que os “prazeres desta vida” sufoquem a Palavra de Deus. — Lucas 8:11-15.
22. O lazer deve ser conciliado com o que, na vida do adolescente?
22 O Rei Salomão disse: “Vim saber que não há nada melhor para eles do que alegrar-se e fazer o bem durante a sua vida; e também que todo homem coma e deveras beba, e veja o que é bom por todo o seu trabalho árduo. É a dádiva de Deus.” (Eclesiastes 3:12, 13) Sim, alegrar-se faz parte duma vida equilibrada. Mas o trabalho árduo também. Muitos adolescentes hoje não conhecem a satisfação que vem do trabalho árduo ou o sentimento de autoestima resultante de encarar e resolver um problema. Alguns não têm a oportunidade de desenvolver uma habilidade ou aprender uma profissão com a qual possam se sustentar no futuro. Eis um verdadeiro desafio para os pais. Fará questão de que seus filhos tenham tais oportunidades? Se conseguir que eles venham a valorizar e até mesmo a prezar o trabalho árduo, eles desenvolverão um conceito sadio que trará benefícios para o resto da vida.
DA ADOLESCÊNCIA À MATURIDADE
Expresse amor e apreço pelos filhos
23. Como podem os pais encorajar os adolescentes?
23 Mesmo que você tenha problemas com seu filho adolescente, o seguinte texto bíblico ainda vale: “O amor nunca falha.” (1 Coríntios 13:8) Jamais deixe de expressar o amor que você com certeza sente. Pergunte-se: ‘Felicito a cada filho ou filha pelos seus êxitos em lidar com problemas ou vencer obstáculos? Aproveito as oportunidades de expressar meu amor e apreço pelos filhos, antes que essas oportunidades desapareçam?’ Embora possa haver mal-entendidos, se os adolescentes tiverem certeza de que você os ama, é mais provável que correspondam a esse amor.
24. Que princípio bíblico ainda vale como regra geral na criação de filhos, mas do que é preciso se lembrar?
24 Naturalmente, à medida que se tornam adultos, os filhos acabam tomando eles mesmos decisões de grande peso. Pode ser que algumas dessas decisões não agradem aos pais. Que dizer se o filho decidir não mais servir a Jeová Deus? Isso pode acontecer. Mesmo alguns dos filhos espirituais de Jeová rejeitaram seus conselhos e tornaram-se rebeldes. (Gênesis 6:2; Judas 6) Os filhos não são computadores, que podem ser programados para funcionar do jeito que queremos. São criaturas de livre-arbítrio, responsáveis perante Jeová pelas suas decisões. Ainda assim, Provérbios 22:6 se aplica como regra geral: “Educa o rapaz segundo o caminho que é para ele; mesmo quando envelhecer não se desviará dele.”
25. Qual é a melhor maneira de os pais mostrarem gratidão a Jeová pelo privilégio de terem filhos?
25 Portanto, trate seus filhos com muito amor. Ao criá-los, aplique os princípios bíblicos da melhor maneira possível. Dê bom exemplo de conduta piedosa. Assim você estará dando a eles a melhor oportunidade de se tornarem adultos responsáveis e tementes a Deus. Essa é a melhor maneira de os pais mostrarem gratidão a Jeová pelo privilégio de terem filhos. .
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Há um rebelde na família?O Segredo de Uma Família Feliz
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Há um rebelde na família?
1, 2. (a) Que ilustração fez Jesus para destacar a infidelidade dos líderes religiosos judaicos? (b) Que fato sobre adolescentes pode-se aprender da ilustração de Jesus?
POUCOS dias antes de sua morte, Jesus fez uma pergunta intrigante a um grupo de líderes religiosos judaicos. Disse ele: “Que achais? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, disse: ‘Filho, vai trabalhar hoje no vinhedo.’ Em resposta, este lhe disse: ‘Irei, senhor’, mas não foi. Dirigindo-se ao segundo, disse-lhe a mesma coisa. Em resposta, este lhe disse: ‘Não irei.’ Depois deplorou isso e foi. Qual dos dois fez a vontade do pai?” Os líderes judaicos disseram: “O último.” — Mateus 21:28-31.
2 Com isso, Jesus destacava a infidelidade dos líderes judaicos. Eles eram como o primeiro filho, isto é, prometeram fazer a vontade de Deus mas não cumpriram a promessa. Muitos pais, porém, reconhecerão que a ilustração de Jesus refletia uma boa compreensão da vida familiar. Como ele tão bem mostrou, muitas vezes é difícil saber o que os jovens pensam ou prever o que vão fazer. Um jovem talvez seja muito problemático na adolescência, mas cresce e vira um adulto responsável e bem respeitado. É algo a lembrar ao abordarmos o problema da rebeldia juvenil.
O QUE É UM REBELDE?
3. Por que não devem os pais se apressar em rotular seu filho de rebelde?
3 Ocasionalmente talvez ouça falar de adolescentes que se rebelam abertamente contra os pais. Pode até ser que conheça pessoalmente uma família em que um adolescente parece impossível de controlar. Contudo, nem sempre é fácil saber se o filho é realmente um rebelde. Ademais, pode ser difícil entender por que alguns filhos se rebelam e outros — da mesma família — não. Se os pais suspeitam que um dos filhos está se tornando um rebelde empedernido, o que devem fazer? Em resposta, primeiro é preciso ver o que é um rebelde.
4-6. (a) O que é um rebelde? (b) O que devem os pais ter em mente caso um adolescente seja desobediente de tempos a tempos?
4 Numa definição simples, rebelde é a pessoa que deliberada e persistentemente desobedece ou resiste e desafia uma autoridade superior. Naturalmente, ‘a tolice está no coração do jovem’. (Provérbios 22:15) Assim, todo jovem vez por outra resiste à autoridade dos pais. Isso acontece em especial no período de desenvolvimento físico e emocional conhecido como adolescência. Mudanças na vida de qualquer pessoa geram tensão, e a adolescência é marcada por mudanças. Seu filho adolescente está saindo da infância e entrando na vida adulta. Por isso, nesse período, alguns pais e filhos custam a se entender. Muitas vezes os pais instintivamente tentam frear a transição, ao passo que os adolescentes querem acelerá-la.
5 O adolescente rebelde rejeita os valores dos pais. Mas, lembre-se de que alguns atos de desobediência não fazem da pessoa um rebelde. E, em assuntos espirituais, algumas crianças de início talvez mostrem pouco ou nenhum interesse na verdade bíblica, mas podem não ser rebeldes. Como pais, não se apressem em rotular o seu filho.
6 Será que a adolescência de todos os jovens é marcada pela rebelião contra a autoridade dos pais? De forma alguma! De fato, a evidência parece sugerir que apenas a minoria dos adolescentes manifesta séria rebelião juvenil. Mesmo assim, que dizer do jovem que obstinada e persistentemente se rebela? O que pode levar a tal rebeldia?
CAUSAS DE REBELDIA
7. Como pode o ambiente satânico induzir o jovem à rebeldia?
7 Uma das principais causas de rebeldia é o ambiente satânico do mundo. “O mundo inteiro jaz no poder do iníquo.” (1 João 5:19) O mundo dominado por Satanás desenvolveu uma cultura perniciosa que os cristãos têm de combater. (João 17:15) Grande parte dessa cultura é mais vulgar, mais perigosa e mais cheia de más influências do que era no passado. (2 Timóteo 3:1-5, 13) Se os pais não educam, não alertam e não protegem seus filhos, eles podem facilmente ser vencidos pelo “espírito que agora opera nos filhos da desobediência”. (Efésios 2:2) Há também a pressão de colegas. A Bíblia diz: “Irá mal com aquele que tem tratos com os estúpidos.” (Provérbios 13:20) Similarmente, quem sempre se associa com os que estão imbuídos do espírito do mundo provavelmente será influenciado por esse espírito. Os jovens precisam de ajuda constante para se conscientizarem de que obedecer a princípios piedosos é a base do melhor modo de vida. — Isaías 48:17, 18.
8. Que fatores podem levar um filho à rebeldia?
8 Outra causa de rebeldia pode ser o ambiente no lar. Por exemplo, se um dos pais é alcoólatra, viciado em drogas ou violento com o cônjuge, o conceito de vida do adolescente pode ficar distorcido. Mesmo em lares relativamente tranquilos pode haver rebeldia se o jovem acha que seus pais não se interessam por ele. Mas a rebeldia juvenil nem sempre vem de influências externas. Alguns jovens rejeitam os valores parentais mesmo tendo pais que aplicam princípios piedosos e que os abrigam, em grande medida, do mundo que os cerca. Por quê? Talvez por causa de outra raiz de nossos problemas: a imperfeição humana. Paulo disse: “Por intermédio de um só homem [Adão] entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, e assim a morte se espalhou a todos os homens, porque todos tinham pecado.” (Romanos 5:12) Adão foi um rebelde egoísta, e ele deixou um mau legado para toda a sua prole. Alguns jovens simplesmente optam pela rebeldia, como esse antepassado deles.
O PERMISSIVO ELI E O RESTRITIVO ROBOÃO
9. Que extremos na educação podem levar um filho a rebelar-se?
9 Ainda outro fator da rebeldia juvenil é os pais terem um conceito desequilibrado sobre educar filhos. (Colossenses 3:21) Alguns pais conscienciosos restringem e disciplinam severamente os filhos. Outros são permissivos, não fornecem diretrizes que protegeriam o inexperiente adolescente. Nem sempre é fácil equilibrar esses dois extremos. E diferentes filhos têm diferentes necessidades. Um talvez demande maior supervisão do que outro. Mesmo assim, dois exemplos bíblicos serão úteis para apontar os perigos do extremismo, seja nas restrições, seja na permissividade.
10. Por que Eli foi um desastre como pai, embora provavelmente tenha sido um sumo sacerdote fiel?
10 Eli, um sumo sacerdote do Israel antigo, era pai. Foi sumo sacerdote por 40 anos e, sem dúvida, conhecia bem a Lei de Deus. Provavelmente cumpria bem seus deveres sacerdotais, e é possível que tenha ensinado cabalmente a Lei de Deus aos seus filhos, Hofni e Fineias. Mas Eli era muito indulgente com eles. Hofni e Fineias trabalhavam como sacerdotes oficiantes mas eram “homens imprestáveis”, interessados apenas em satisfazer seus apetites e seus desejos imorais. Ainda mais, quando eles cometeram atos infames em solo sagrado, Eli não teve coragem de demiti-los. Limitou-se a uma repreensão leve. Por sua permissividade, Eli honrou seus filhos mais do que a Deus. Em resultado disso, seus filhos se rebelaram contra a adoração pura de Jeová e a família inteira de Eli sofreu calamidade. — 1 Samuel 2:12-17, 22-25, 29; 3:13, 14; 4:11-22.
11. O que podem os pais aprender do mau exemplo de Eli?
11 Os filhos de Eli já eram adultos quando essas coisas aconteceram, mas essa história sublinha o perigo de reter a disciplina. (Note Provérbios 29:21.) Há pais que confundem amor com permissividade, e deixam de fixar e fazer vigorar regras claras, coerentes e razoáveis. Negligenciam a aplicação de disciplina amorosa, mesmo quando há violação de princípios piedosos. Por causa dessa permissividade, os filhos talvez acabem menosprezando a autoridade dos pais ou qualquer outro tipo de autoridade. — Note Eclesiastes 8:11.
12. Que erro cometeu Roboão no exercício da autoridade?
12 Roboão é exemplo do outro extremo no uso da autoridade. Ele foi o último rei do reino unido de Israel, mas não foi um bom rei. Roboão havia herdado um país cujo povo estava descontente com as cargas que lhe haviam sido impostas pelo pai de Roboão, Salomão. Será que Roboão foi compreensivo? Não. Quando uma delegação pediu-lhe que removesse algumas das medidas opressivas, ele não acatou os conselhos maduros de conselheiros mais velhos e mandou tornar ainda mais pesado o jugo do povo. Essa sua arrogância provocou a rebelião das dez tribos setentrionais e o reino foi rasgado em dois. — 1 Reis 12:1-21; 2 Crônicas 10:19.
13. Como podem os pais evitar o erro de Roboão?
13 Os pais podem tirar lições importantes do relato bíblico de Roboão. Eles precisam ‘buscar a Jeová’ em oração e examinar seus métodos de educação dos filhos à luz dos princípios bíblicos. (Salmo 105:4) “A mera opressão pode fazer o sábio agir como doido”, diz Eclesiastes 7:7. Limites criteriosos dão aos adolescentes espaço para crescer ao passo que os protegem do mal. No entanto, os filhos não devem viver num ambiente tão rígido e restritivo que os impeça de desenvolver um grau razoável de autoafirmação e confiança. Quando os pais buscam o equilíbrio entre uma latitude ampla e limites firmes bem definidos, a maioria dos adolescentes terá menos inclinação para se rebelar.
SUPRIR NECESSIDADES BÁSICAS PODE EVITAR A REBELDIA
Os filhos provavelmente alcançarão maior estabilidade se os pais os ajudarem a lidar com os problemas da adolescência
14, 15. Como devem os pais encarar o desenvolvimento dos filhos?
14 Embora os pais se alegrem de ver a criança crescer e chegar à maturidade, talvez fiquem intrigados quando o adolescente começa a passar do estado de dependência para o de correta autoafirmação. Nessa transição, não se espante se o adolescente vez por outra for um tanto obstinado e não cooperador. Tenha presente que o alvo dos pais cristãos deve ser criar um cristão maduro, estável e responsável. — Note 1 Coríntios 13:11; Efésios 4:13, 14.
15 Por mais difícil que seja, os pais precisam parar de negar ao adolescente todo e qualquer pedido de maior independência. De maneira sadia, a criança precisa crescer como indivíduo. De fato, com relativamente pouca idade, alguns adolescentes já começam a desenvolver uma visão um tanto adulta. Por exemplo, a Bíblia diz sobre o jovem rei Josias: “Quando ainda era rapaz [de uns 15 anos], principiou a buscar o Deus de Davi.” Esse notável adolescente era, obviamente, um indivíduo responsável. — 2 Crônicas 34:1-3.
16. À medida que se dá aos filhos maior responsabilidade, o que devem eles entender?
16 Contudo, a liberdade traz responsabilidade. Assim, permita ao adulto emergente experimentar os efeitos de algumas das decisões e ações dele. O princípio de que “o que o homem semear, isso também ceifará”, aplica-se tanto a adolescentes como a adultos. (Gálatas 6:7) Os jovens não podem viver refugiados para sempre. Mas que dizer se o filho deseja fazer algo totalmente inaceitável? Como pais responsáveis, terão de dizer “Não”. E, mesmo explicando as razões, nada deve mudar seu “Não” para “Sim”. (Note Mateus 5:37.) Mas tente dizer “Não” com calma e razoabilidade, pois, “uma resposta, quando branda, faz recuar o furor”. — Provérbios 15:1.
17. Que diversas necessidades do adolescente devem os pais suprir?
17 Os jovens precisam da segurança que a disciplina coerente proporciona, mesmo que nem sempre concordem prontamente com as restrições e regras. Mudar frequentemente as regras, ao sabor do humor dos pais, é frustrante. Além do mais, se os adolescentes receberem o necessário encorajamento e ajuda para enfrentar a insegurança, a timidez ou a falta de confiança, provavelmente adquirirão maior estabilidade. Os adolescentes apreciam também receber de seus pais um merecido voto de confiança. — Note Isaías 35:3, 4; Lucas 16:10; 19:17.
18. Cite algumas verdades animadoras a respeito de adolescentes.
18 Os pais podem se consolar sabendo que, se houver paz, estabilidade e amor na família, os filhos em geral crescerão sadios e contentes. (Efésios 4:31, 32; Tiago 3:17, 18) Ora, muitos jovens superaram até mesmo um péssimo ambiente familiar, vindos de famílias marcadas pelo alcoolismo, pela violência ou por alguma outra influência prejudicial, e tornaram-se adultos excelentes. Assim, se você criar um lar em que os adolescentes se sintam seguros e saibam que receberão amor, afeto e atenção — mesmo com restrições e disciplina razoáveis compatíveis com os princípios bíblicos — é muito provável que eles se tornem adultos dos quais você vai se orgulhar. — Note Provérbios 27:11.
QUANDO OS FILHOS ERRAM
19. Ao passo que os pais devem ‘educar o rapaz segundo o caminho que é para ele’, que responsabilidade recai sobre a criança?
19 Ser bons pais certamente faz diferença. Provérbios 22:6 diz: “Educa o rapaz segundo o caminho que é para ele; mesmo quando envelhecer não se desviará dele.” Mas que dizer de filhos que têm problemas sérios apesar de terem bons pais? Isso pode acontecer? Pode. Deve-se entender o provérbio acima à luz de outros versículos que frisam o dever dos filhos de ‘escutar’ e obedecer aos pais. (Provérbios 1:8) Pais e filhos precisam cooperar na aplicação dos princípios bíblicos, a bem da harmonia familiar. Se pais e filhos não agirem em conjunto, haverá dificuldades.
20. Quando os filhos erram irrefletidamente, que maneira sábia de enfrentar isso podem os pais adotar?
20 Como devem reagir os pais quando o adolescente erra e se mete em apuros? É aí que o jovem mais precisa de ajuda. Se os pais tiverem presente que estão lidando com um jovem inexperiente, resistirão melhor à tendência de se exacerbar. Paulo aconselhou aos espiritualmente maduros na congregação: “Mesmo que um homem dê um passo em falso antes de se aperceber disso, vós, os que tendes qualificações espirituais, tentai reajustar tal homem num espírito de brandura.” (Gálatas 6:1) Os pais podem imitar esse proceder ao lidar com um jovem que errou irrefletidamente. Embora expliquem claramente por que o proceder dele foi errado e como ele pode evitar repeti-lo, os pais devem deixar claro que não é o jovem que é mau, mas sim o proceder. — Note Judas 22, 23.
21. Seguindo o exemplo da congregação cristã, como devem os pais reagir caso um filho cometa um pecado grave?
21 Mas se o erro do jovem foi muito grave? Nesse caso, ele precisa de ajuda especial e orientação qualificada. Quando um membro da congregação comete um pecado grave, ele é incentivado a arrepender-se e a buscar a ajuda dos anciãos. (Tiago 5:14-16) Uma vez que se arrependa, os anciãos procuram recuperá-lo espiritualmente. Na família, o dever de ajudar adolescentes errantes é dos pais, embora talvez tenham de considerar o assunto com os anciãos. Certamente não devem tentar ocultar do corpo de anciãos um pecado grave de um filho.
22. Imitando a Jeová, que atitude tentarão os pais manter caso um filho cometa um erro grave?
22 Ter um problema grave com os próprios filhos é muito desafiador. Emocionalmente abalados, os pais talvez ameacem iradamente o jovem errante; mas isso só pode amargurá-lo. Tenha em mente que o futuro desse jovem pode depender de como ele é tratado nesse período crítico. Lembre-se também de que Jeová sempre se dispunha a perdoar quando seu povo não fazia o que era correto — se apenas se arrependessem. Escute Suas palavras, cheias de amor: “‘Vinde, pois, e resolvamos as questões entre nós’, diz Jeová. ‘Embora os vossos pecados se mostrem como escarlate, serão tornados brancos como a neve; embora sejam vermelhos como pano carmesim, tornar-se-ão como a lã.’” (Isaías 1:18) Que belo exemplo para os pais!
23. Se um dos filhos cometer um pecado grave, como devem agir os pais, e o que devem evitar?
23 Portanto, tente incentivar o errante a mudar o seu rumo. Procure bons conselhos de pais experientes e de anciãos congregacionais. (Provérbios 11:14) Tente não ser impulsivo, dizendo ou fazendo coisas que dificultariam a reaproximação do filho. Evite a ira e a amargura destemperadas. (Colossenses 3:8) Não desista logo. (1 Coríntios 13:4, 7) Embora odeie a maldade, não fique endurecido e amargurado com seu filho. Mais importante ainda, os pais devem esforçar-se em dar bom exemplo e manter forte a sua fé em Deus.
COMO LIDAR COM UM REBELDE INCORRIGÍVEL
24. Que situação triste surge às vezes numa família cristã, e como devem reagir os pais?
24 Há casos em que fica claro que o jovem decidiu mesmo rebelar-se e rejeitar completamente os valores cristãos. A prioridade então passa a ser preservar e reconstruir a vida familiar do restante da família. Não canalize todas as suas energias para o rebelde, negligenciando os outros filhos. Em vez de tentar ocultar o problema do restante da família, discuta o assunto com eles dentro do limite apropriado e de modo reanimador. — Note Provérbios 20:18.
25. (a) Seguindo o padrão da congregação cristã, como talvez devam os pais proceder caso um dos filhos se torne rebelde incorrigível? (b) O que devem os pais ter em mente caso um dos filhos se rebele?
25 O apóstolo João disse a respeito de alguém que se torna um rebelde incorrigível na congregação: “Nunca o recebais nos vossos lares, nem o cumprimenteis.” (2 João 10) Os pais talvez achem necessário adotar uma postura similar com relação ao seu próprio filho, caso este seja maior de idade e totalmente rebelde. Por mais difícil e aflitivo que isso seja, pode ser essencial para proteger o restante da família. A sua família precisa de proteção e supervisão contínuas. Assim, persista em manter limites de conduta claramente definidos, porém razoáveis. Dialogue com os outros filhos. Interesse-se pelo seu aproveitamento na escola e na congregação. Permita também que saibam que, embora não aprove as ações do rebelde, você não o odeia. Condene as más ações, não o filho. Quando dois dos filhos de Jacó trouxeram banimento sobre a sua família por causa de seu ato cruel, Jacó amaldiçoou a ira violenta deles, não os filhos em si. — Gênesis 34:1-31; 49:5-7.
26. Que consolo podem os pais conscienciosos derivar caso um dos filhos se rebele?
26 Você talvez se sinta responsável pelo que aconteceu na sua família. Mas se você fez conscienciosamente tudo ao seu alcance, aplicando os conselhos de Jeová da melhor maneira possível, não há por que criticar desarrazoadamente a si mesmo. Console-se com o fato de que ninguém pode ser pai ou mãe perfeitos; no entanto, você fez tudo para ser bom pai ou boa mãe. (Note Atos 20:26.) Ter um rebelde incorrigível na família é de cortar o coração, mas, se isso lhe acontecer, esteja certo de que Deus entende e jamais abandonará seus servos devotados. (Salmo 27:10) Assim, esteja decidido a fazer de seu lar um refúgio espiritual seguro para os outros filhos que porventura tenha.
27. Lembrando-se da parábola do filho pródigo, que esperança podem sempre ter os pais de um filho rebelde?
27 Além do mais, nunca perca a esperança. Seus empenhos de educar corretamente o errante podem por fim influenciar o coração dele e fazê-lo cair em si. (Eclesiastes 11:6) Bom número de famílias cristãs passaram por essa mesma situação, e algumas delas viram o filho que se desviou retornar, como aquele pai na parábola do filho pródigo, de Jesus. (Lucas 15:11-32) O mesmo pode acontecer no seu caso.
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Proteja sua família das influências destrutivasO Segredo de Uma Família Feliz
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Proteja sua família das influências destrutivas
1-3. (a) De que fontes procedem as influências destrutivas que ameaçam a família? (b) Que equilíbrio precisam ter os pais na proteção de sua família?
ESTÁ na hora de seu filhinho ir à escola, mas está chovendo. Como você cuida da situação? Deixa-o sair na chuva sem nenhum agasalho? Ou cobre-o de tantos agasalhos que ele mal pode se mexer? É claro, nem uma coisa nem outra. Você o equipa apenas com o necessário para não se molhar.
2 De modo similar, os pais devem encontrar uma maneira equilibrada de proteger a família das influências destrutivas que vêm sobre ela de muitas fontes — a indústria do entretenimento, a mídia, os colegas e, às vezes, até mesmo a escola. Há pais que fazem pouco, ou nada, para proteger a família. Outros, considerando nocivas quase todas as influências externas, são tão restritivos que os filhos se sentem sufocados. É possível um meio-termo?
3 Sim, é possível. Ser extremista é ineficaz e pode provocar um desastre. (Eclesiastes 7:16, 17) Mas como podem os pais cristãos chegar ao correto equilíbrio na proteção da família? Considere três áreas: educação, companheirismo e lazer.
QUEM VAI ENSINAR SEUS FILHOS?
4. Como devem os pais cristãos encarar a educação?
4 Os pais cristãos valorizam muito a educação. Sabem que a escolaridade ajuda os filhos a ler, a escrever, a se comunicar, bem como a resolver problemas. Deve ensiná-los também a estudar. As habilidades que as crianças adquirem na escola podem ajudá-las a vencer os desafios do mundo moderno. Além disso, a boa educação pode ajudá-las a executar serviços de qualidade superior. — Provérbios 22:29.
5, 6. Como podem os filhos na escola ficar expostos a informações distorcidas sobre sexo?
5 Contudo, na escola convergem crianças de diferentes origens — muitas delas com conceitos distorcidos. Por exemplo, considere os conceitos delas sobre sexo e moral. Numa escola de segundo grau, na Nigéria, uma moça sexualmente promíscua aconselhava as colegas sobre sexo. Elas a escutavam com entusiasmo, embora os conceitos dela fossem cheios de tolices tiradas de literatura pornográfica. Algumas moças experimentaram seus conselhos. Em resultado, uma delas engravidou sem estar casada e morreu de aborto provocado.
6 Infelizmente, nas escolas alguns ensinamentos distorcidos sobre sexo partem, não de alunos, mas de professores. Muitos pais ficam consternados quando a escola ensina sexo aos alunos sem apresentar informações sobre padrões morais e responsabilidade. Disse a mãe de uma garota de 12 anos: “Moramos numa região muito religiosa e conservadora, mas, mesmo assim, na nossa própria escola de segundo grau eles distribuem preservativos para os jovens!” Ela e seu marido ficaram preocupados quando souberam que a filha recebia propostas sexuais de garotos da idade dela. Como podem os pais proteger a família dessas más influências?
7. Qual é a melhor maneira de anular as informações erradas sobre sexo?
7 É melhor proteger os filhos de qualquer menção de assuntos sexuais? Não. É melhor você mesmo ensinar seus filhos sobre sexo. (Provérbios 5:1) É verdade que em certas partes da Europa e da América do Norte muitos pais evitam esse assunto. Também em alguns países africanos, os pais raramente falam sobre sexo com os filhos. “Isso não faz parte da cultura africana”, diz um pai em Serra Leoa. Alguns pais acham que se ensinarem sexo aos filhos estarão semeando ideias que os levarão a cometer imoralidade. Qual é o conceito de Deus?
O CONCEITO DE DEUS SOBRE SEXO
8, 9. Que excelentes informações sobre sexo se encontram na Bíblia?
8 A Bíblia deixa claro que não há nada de vergonhoso em falar de sexo num contexto apropriado. Em Israel, o povo de Deus recebeu ordens de se reunir, incluindo os “pequeninos”, para ouvir a leitura da Lei mosaica. (Deuteronômio 31:10-12; Josué 8:35) A Lei mencionava francamente diversos assuntos sexuais, como menstruação, emissões seminais, fornicação, adultério, homossexualismo, incesto e bestialidade. (Levítico 15:16, 19; 18:6, 22, 23; Deuteronômio 22:22) Depois dessas leituras os pais com certeza tinham muito o que explicar aos filhos cheios de perguntas.
9 Há trechos no quinto, no sexto e no sétimo capítulos de Provérbios que dão bondosos conselhos parentais sobre os perigos da imoralidade sexual. Esses versículos mostram que a imoralidade pode ser tentadora. (Provérbios 5:3; 6:24, 25; 7:14-21) Contudo, ensinam que praticá-la é errado e traz consequências funestas, e dão orientações para ajudar os jovens a evitar a conduta imoral. (Provérbios 5:1-14, 21-23; 6:27-35; 7:22-27) Ademais, a imoralidade é contrastada com a satisfação do prazer sexual no âmbito correto, o casamento. (Provérbios 5:15-20) Que excelente modelo de ensino para os pais!
10. Por que transmitir aos filhos um conhecimento piedoso sobre sexo não significa levá-los a cometer imoralidade?
10 Será que esse ensino induz os filhos a cometer imoralidade? Ao contrário, a Bíblia ensina: “É pelo conhecimento que os justos são socorridos.” (Provérbios 11:9) Não gostaria de ‘socorrer’ seus filhos das influências do mundo? Certo pai disse: “Desde que os nossos filhos eram bem pequenos, procuramos ser absolutamente francos a respeito de sexo. Assim, quando eles ouvem outras crianças falarem sobre sexo, não ficam curiosos. Não há grande mistério.”
11. Que ensino progressivo se pode dar aos filhos sobre os assuntos íntimos da vida?
11 Como já mencionado em capítulos anteriores, a educação sexual deve começar cedo. Ao ensinar seus filhinhos o nome dos órgãos do corpo, não ignore as partes íntimas, como se fossem vergonhosas. Ensine-lhes o nome correto delas. Com o tempo, lições sobre privacidade e limites são essenciais. De preferência ambos os pais devem ensinar os filhos que essas partes do corpo são especiais, que em geral não devem ser tocadas por outros nem expostas, e que jamais se deve falar delas em termos indecorosos. Quando crescerem, os filhos devem ser informados sobre como o homem e a mulher se unem para gerar uma criança. Quando seus corpos entrarem na puberdade, já deverão estar bem cientes das mudanças esperadas. Conforme considerado no Capítulo 5, essa educação pode também ajudar a proteger as crianças do abuso sexual. — Provérbios 2:10-14.
‘LIÇÃO DE CASA’ DOS PAIS
12. Que conceitos distorcidos muitas vezes são ensinados nas escolas?
12 Os pais devem estar preparados para contra-atacar ainda outros conceitos falsos que talvez se ensinem na escola — filosofias mundanas, como a evolução, o nacionalismo ou a ideia de que não existe verdade absoluta. (1 Coríntios 3:19; note Gênesis 1:27; Levítico 26:1; João 4:24; 17:17.) Muitas autoridades escolares sinceras supervalorizam a educação suplementar. Embora a educação suplementar seja assunto de opção pessoal, alguns professores afirmam que é o único caminho para o sucesso.a — Salmo 146:3-6.
13. Como podem os filhos que vão à escola ser protegidos de conceitos errados?
13 Para poderem contra-atacar ensinos errados ou distorcidos, os pais precisam conhecer o tipo de instrução que seus filhos recebem. Portanto, pais, vocês também têm ‘lições de casa’! Interessem-se genuinamente pelos estudos de seus filhos. Falem com eles ao voltarem da escola. Perguntem o que estão aprendendo, do que gostam mais, o que acham mais difícil. Examinem as lições de casa, os comentários e os resultados de provas. Procurem conhecer os professores. Demonstrem apreço pelo seu trabalho e disposição de ajudar no que for possível.
OS AMIGOS DE SEUS FILHOS
14. Por que é vital que filhos tementes a Deus escolham bons amigos?
14 “Mas onde é que você aprendeu isso?” Quantos pais já fizeram essa pergunta, horrorizados com algo que a criança disse ou fez e que parecia fugir totalmente à regra? E quantas vezes a resposta envolve um novo amigo na escola ou no bairro? Sim, os companheiros nos afetam muito, quer sejamos jovens quer idosos. O apóstolo Paulo alertou: “Não sejais desencaminhados. Más associações estragam hábitos úteis.” (1 Coríntios 15:33; Provérbios 13:20) Particularmente os jovens são suscetíveis à pressão de colegas. Eles tendem a sentir-se inseguros e, às vezes, talvez se deixem levar pelo desejo de agradar e impressionar seus companheiros. Como é importante, pois, que escolham bons amigos!
15. Como podem os pais orientar seus filhos na escolha de amigos?
15 Como todos os pais sabem, os filhos nem sempre escolhem bem; eles precisam de orientação. Não que se deva escolher os amigos para eles. Mas, à medida que crescerem, ensinem-lhes discernimento e ajudem-nos a ver que qualidades devem estimar nos amigos. A qualidade principal é o amor a Jeová e ao desejo de fazer o que é certo aos olhos dele. (Marcos 12:28-30) Ensinem-lhes a amar e a respeitar os que são honestos, bondosos, generosos e diligentes. Nos estudos em família, ajudem os filhos a identificar tais qualidades nos personagens bíblicos e, em seguida, procurar as mesmas características em outros na congregação. Deem o exemplo usando esse mesmo critério na escolha de seus próprios amigos.
16. Como podem os pais monitorar a escolha de amigos da parte de seus filhos?
16 Conhece os amigos de seus filhos? Por que não lhes pede que os convidem à sua casa para que você os conheça? Pergunte também aos filhos o que outros jovens acham a respeito desses amigos. São conhecidos por sua integridade pessoal ou por levarem uma vida dupla? Neste último caso, ajude o filho a arrazoar por que tal companheirismo poderia prejudicá-lo. (Salmo 26:4, 5, 9-12) Se observar mudanças indesejáveis no comportamento, na maneira de se vestir, na atitude ou na linguagem de seu filho, talvez seja preciso ter uma conversa sobre quem são os amigos dele. Talvez esteja passando muito tempo com um amigo de má influência. — Note Gênesis 34:1, 2.
17, 18. Além de alertar contra más companhias, que ajuda prática podem os pais dar?
17 Mas não basta apenas ensinar os filhos a evitar más companhias. Ajude-os a encontrar boas companhias. Certo pai diz: “Sempre procurávamos alternativas. Assim, quando a escola requisitou nosso filho para o time de futebol, eu e minha esposa explicamos a ele por que isso não era bom — por causa dos novos companheiros que ele teria. Mas daí sugerimos reunir outros jovens da congregação e os levamos ao parque para jogar bola. Isso funcionou.”
18 Pais sábios ajudam os filhos a encontrar bons amigos e daí a desfrutar lazer sadio com eles. Mas, para muitos pais, o lazer é um desafio à parte.
QUE TIPO DE LAZER?
19. Que exemplos bíblicos mostram que não é pecado as famílias se divertirem?
19 Será que a Bíblia condena o divertir-se? Longe disso! Ela diz que há “tempo para rir . . . e tempo para saltitar”.b (Eclesiastes 3:4) O povo de Deus no Israel antigo gostava de música, dança, jogos e enigmas. Jesus Cristo foi a uma grande festa de casamento e a uma “grande festa de recepção” que Mateus Levi lhe ofereceu. (Lucas 5:29; João 2:1, 2) Obviamente, Jesus não era desmancha-prazeres. Assim, jamais permita que rir e se divertir sejam considerados pecados na sua casa!
O lazer bem escolhido, como o dessa família que sai para acampar, pode ajudar os filhos a aprender e a crescer espiritualmente
20. Do que devem os pais se lembrar ao providenciarem lazer para a família?
20 Jeová é o “Deus feliz”. (1 Timóteo 1:11) Assim, a sua adoração deve ser fonte de satisfação, não uma penumbra de tristeza na vida. (Note Deuteronômio 16:15.) As crianças são por natureza dinâmicas e cheias de energia que pode ser liberada em brincadeiras e no lazer. O lazer bem escolhido é mais do que diversão. É uma maneira de a criança aprender e amadurecer. O cabeça da família é responsável de suprir todas as necessidades da família, inclusive o lazer. Mas é preciso equilíbrio.
21. Que armadilhas existem no lazer moderno?
21 Nestes atribulados “últimos dias” a sociedade humana está cheia de pessoas “mais amantes de prazeres do que amantes de Deus”, exatamente conforme predito na Bíblia. (2 Timóteo 3:1-5) Para muitos, o lazer é a coisa principal na vida. A oferta de entretenimento é tão grande que pode facilmente excluir coisas mais importantes. E boa parte do entretenimento moderno explora a imoralidade sexual, a violência, o abuso de drogas e outras práticas crassamente nocivas. (Provérbios 3:31) Que se pode fazer para proteger os jovens contra o entretenimento nocivo?
22. Como podem os pais treinar os filhos a fazer decisões sábias sobre o lazer?
22 É preciso que os pais estabeleçam limites e restrições. Mais importante, é preciso que ensinem seus filhos a julgar que tipo de recreação é prejudicial e saber quando é demais. Esse treinamento requer tempo e esforço. Veja um exemplo. Um pai de dois meninos notou que o mais velho escutava muito uma nova emissora de rádio. Assim, certo dia, ao ir de caminhonete para o trabalho, o pai sintonizou essa mesma emissora. Ocasionalmente, ele parava para anotar a letra de certas melodias. Mais tarde, ele considerou com os filhos o que havia ouvido. Pediu o ponto de vista deles, começando por dizer “o que vocês acham?”, e daí ouvindo pacientemente as respostas. Depois de analisar o assunto com a Bíblia, os garotos concordaram em não mais ouvir aquela emissora.
23. Como podem os pais proteger os filhos do entretenimento nocivo?
23 Pais cristãos sensatos verificam a música, os programas de TV, os vídeos, as histórias em quadrinhos, os jogos eletrônicos e os filmes que interessam aos seus filhos. Examinam a capa, a letra e a embalagem, leem as críticas nos jornais e veem ou leem trechos dessas obras. Muitos ficam chocados com certos “entretenimentos” dirigidos para crianças. Aqueles que desejam proteger seus filhos das influências impuras reúnem-se em família e discutem os perigos, usando a Bíblia e publicações relacionadas, como o livro Os Jovens Perguntam — Respostas Práticas e artigos nas revistas A Sentinela e Despertai!.c Pais que estabelecem limites firmes, que são coerentes e razoáveis, em geral obtêm bons resultados. — Mateus 5:37; Filipenses 4:5.
24, 25. Quais são algumas formas de lazer sadio que as famílias podem desfrutar em conjunto?
24 Naturalmente, restringir formas de lazer nocivas é apenas parte da batalha. O mal deve ser contrabalançado com o bem, senão os filhos talvez tomem o rumo errado. Muitas famílias cristãs guardam belas e gratas recordações de seus momentos de lazer — piqueniques, passeios a pé, acampamentos, jogos e esportes, viagens para visitar parentes ou amigos. Alguns descobriram que simplesmente ler juntos em voz alta, como descontração, é uma grande fonte de prazer e consolo. Outros se divertem contando casos engraçados ou interessantes. Ainda outros desenvolveram passatempos que podem desfrutar juntos, como trabalhos em madeira ou outras artes, tocar instrumentos musicais, pintura ou estudo das obras criativas de Deus. Jovens que aprendem a gostar desse tipo de diversão são protegidos de muito entretenimento impuro, e aprendem que lazer envolve mais do que apenas sentar-se passivamente e deixar-se entreter. Não raro, participar é mais divertido do que observar.
25 Festinhas podem também ser uma recompensadora forma de lazer gratificante. Se forem bem supervisionadas, não exageradamente grandes e nem consumirem tempo demais, elas podem proporcionar aos filhos mais do que apenas diversão. Podem ajudar a fortalecer os vínculos de amor na congregação. — Note Lucas 14:13, 14; Judas 12.
SUA FAMÍLIA PODE VENCER O MUNDO
26. Com respeito a proteger a família contra influências nocivas, qual é a mais importante qualidade?
26 Sem dúvida, proteger a família das influências destrutivas do mundo exige muito trabalho árduo. Mas há uma coisa que, mais do que qualquer outra, possibilita o êxito. É o amor! Vínculos familiares fortes e bondosos farão de seu lar um refúgio seguro e promoverão a comunicação, que é uma grande defesa contra as más influências. Ademais, cultivar ainda outro tipo de amor é mais importante ainda — o amor a Jeová. Quando esse amor permeia a família, é mais provável que os filhos cresçam odiando a própria ideia de desagradar a Deus por sucumbir às influências mundanas. E os pais que amam a Jeová de coração tentarão imitar a Sua personalidade amorosa, razoável e equilibrada. (Efésios 5:1; Tiago 3:17) Se fizerem isso, os filhos não terão motivo de encarar a adoração de Jeová como mera lista de coisas proibidas ou como modo de vida sem diversão e risadas, do qual desejarão escapar assim que for possível. Antes, verão que adorar a Deus é o modo de vida mais feliz e significativo possível.
27. Como pode a família vencer o mundo?
27 Famílias que continuam unidas no alegre e equilibrado serviço de Deus, empenhadas de todo o coração em permanecerem “sem mancha nem mácula” das influências corrompedoras do mundo, são uma fonte de alegria para Jeová. (2 Pedro 3:14; Provérbios 27:11) Tais famílias seguem as pisadas de Jesus Cristo, que resistiu a todos os esforços do mundo de Satanás para aviltá-lo. Perto do fim de sua vida humana, Jesus pôde dizer: “Eu venci o mundo.” (João 16:33) Que a sua família também vença o mundo e viva para sempre!
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