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    A Sentinela — 2013 | 15 de setembro
    • [Foto na página 7]

      As advertências de Jeová são confiáveis

      “A advertência de Jeová é fidedigna, tornando sábio o inexperiente.” — SAL. 19:7.

      COMO RESPONDERIA?

      • Que tipo de advertências Jeová dá nas Escrituras?

      • Como as advertências de Jeová podem ajudar os cristãos hoje?

      • Que motivos temos para confiar nas advertências de Jeová?

      1. Que assuntos são considerados com frequência pelo povo de Deus, e como isso nos beneficia?

      AO SE preparar para um Estudo de A Sentinela, você já teve a sensação de ter estudado o assunto antes? Se você se associa com as Testemunhas de Jeová por algum tempo, talvez tenha notado que alguns assuntos são considerados com certa frequência. Faz parte de nossa alimentação espiritual estudar sobre o Reino de Deus, o resgate, a obra de fazer discípulos e qualidades como amor e fé. Considerar esses assuntos nos ajuda a manter forte nossa fé e a ‘nos tornar cumpridores da palavra, não apenas ouvintes’. — Tia. 1:22.

      2. (a) Na Bíblia, o que a palavra “advertência” pode significar? (b) Em que sentido as advertências de Deus são diferentes das do homem?

      2 O substantivo hebraico traduzido “advertência” tem um significado mais amplo do que em português e muitas vezes se refere a lembretes, leis, mandamentos e regulamentos que Deus dá a seu povo. Ao contrário das leis humanas, que muitas vezes precisam ser revisadas ou atualizadas, os regulamentos e as leis de Jeová são sempre confiáveis. Embora alguns sejam dados para uma época ou situação específica, eles nunca se tornam falhos ou inadequados. O salmista disse: “A justiça das tuas advertências é por tempo indefinido.” — Sal. 119:144.

      3, 4. (a) O que as advertências de Jeová podem incluir? (b) Como os israelitas se beneficiariam se acatassem essas advertências?

      3 Você talvez tenha notado que as advertências de Jeová às vezes incluíam mensagens de aviso. A nação de Israel muitas vezes recebeu esses avisos por meio de profetas de Deus. Por exemplo, pouco antes de os israelitas entrarem na Terra Prometida, Moisés os advertiu: “Guardai-vos para não acontecer que o vosso coração seja engodado, e deveras vos desvieis e adoreis outros deuses, e deveras vos curveis diante deles, e deveras se acenda a ira de Jeová contra vós.” (Deut. 11:16, 17) A Bíblia mostra que Deus deu inúmeras advertências úteis a seu povo.

      4 Em muitas outras ocasiões, Jeová aconselhou os israelitas a temê-lo, a escutar sua voz e a santificar seu nome. (Deut. 4:29-31; 5:28, 29) Se eles acatassem essas advertências, com certeza receberiam muitas bênçãos. — Lev. 26:3-6; Deut. 28:1-4.

      A REAÇÃO DE ISRAEL ÀS ADVERTÊNCIAS DE DEUS

      5. Por que Jeová defendeu o Rei Ezequias?

      5 Durante a história conturbada de Israel, Deus sempre cumpriu suas promessas. Por exemplo, quando o rei assírio Senaqueribe invadiu Judá e ameaçou derrubar o Rei Ezequias, Jeová interveio e mandou um anjo. Em apenas uma noite, o anjo de Deus eliminou ‘todo homem poderoso e valente’ do exército assírio, obrigando Senaqueribe a voltar para casa humilhado. (2 Crô. 32:21; 2 Reis 19:35) Por que Deus defendeu o Rei Ezequias? Porque “ele se apegava a Jeová. Não se desviou de segui-lo, mas continuou a guardar os seus mandamentos”. — 2 Reis 18:1, 5, 6.

      [Foto na página 8]

      As advertências de Jeová motivaram Josias a agir em favor da adoração verdadeira (Veja o parágrafo 6.)

      6. Como o Rei Josias mostrou que confiava em Jeová?

      6 Outro exemplo de alguém que obedeceu aos mandamentos de Jeová foi o Rei Josias. Desde bem jovem, aos 8 anos de idade, ele fez “o que era direito aos olhos de Jeová . . . e não se desviou nem para a direita nem para a esquerda”. (2 Crô. 34:1, 2) Josias mostrou que confiava em Jeová por eliminar os ídolos do país e restaurar a adoração verdadeira. Essa atitude de Josias resultou em bênçãos não só para ele, mas também para a nação inteira. — Leia 2 Crônicas 34:31-33.

      7. Quando Israel não obedecia às advertências de Jeová, qual era o resultado?

      7 Mas, infelizmente, o povo de Deus nem sempre mostrou plena confiança nas advertências de Jeová. Ao longo dos séculos, eles oscilaram entre a obediência e a desobediência. Quando sua fé enfraquecia, eles eram, usando as palavras do apóstolo Paulo, “levados para cá e para lá por todo vento de ensino”. (Efé. 4:13, 14) Conforme predito, quando não confiavam nas advertências de Deus, eles colhiam consequências amargas. — Lev. 26:23-25; Jer. 5:23-25.

      8. O que podemos aprender do exemplo de Israel?

      8 O que podemos aprender do exemplo de Israel? Hoje, os servos de Deus também recebem conselhos e disciplina. (2 Ped. 1:12) Toda vez que lemos a Palavra inspirada de Deus, ela pode servir de advertência. Visto que temos livre-arbítrio, podemos escolher obedecer às orientações de Jeová ou então buscar o que parece certo aos nossos olhos. (Pro. 14:12) Vejamos alguns motivos para confiarmos nas advertências de Jeová e como somos beneficiados por segui-las.

      SUJEITE-SE A DEUS E VIVA

      9. Quando os israelitas estavam no ermo, como Jeová provou que os apoiava?

      9 Quando os israelitas iniciaram o que acabou se tornando uma jornada de 40 anos pelo “atemorizante ermo”, Jeová não deu detalhes com antecedência sobre como guiaria, protegeria e cuidaria deles. Mesmo assim, ele deu repetidas provas de que o povo podia confiar nele e em suas instruções. Usando uma coluna de nuvem durante o dia e outra de fogo à noite, Jeová lembrava os israelitas de que ele os estava apoiando à medida que os conduzia por aquela região inóspita. (Deut. 1:19; Êxo. 40:36-38) Ele também supria às necessidades básicas deles. “Seus próprios mantos não se gastaram e os próprios pés deles não ficaram inchados.” De fato, “não careceram de nada”. — Nee. 9:19-21.

      10. Como Jeová está guiando seu povo hoje?

      10 Os servos de Deus hoje estão a um passo de um novo mundo de justiça. Será que confiamos que Jeová nos dará o que é necessário para sobrevivermos à “grande tribulação”, que está tão perto? (Mat. 24:21, 22; Sal. 119:40, 41) É verdade que Jeová não está usando uma coluna de nuvem ou de fogo para nos guiar até o novo mundo. O que ele está usando para nos ajudar a nos manter vigilantes é sua organização. Por exemplo, tem se dado cada vez mais ênfase à necessidade de fortalecermos nossa espiritualidade por meio da leitura pessoal da Bíblia, da Noite de Adoração em Família e da regularidade na assistência às reuniões e na pregação. Será que já fizemos ajustes para seguir essas orientações? Fazer isso nos ajudará a desenvolver a fé necessária para entrar no novo mundo.

      [Foto na página 10]

      Acatar as advertências de Jeová nos ajuda a manter nossos Salões do Reino seguros e acessíveis (Veja o parágrafo 11.)

      11. De que maneiras Deus mostra que se preocupa com nosso bem-estar?

      11 Além de nos ajudar a ficar despertos em sentido espiritual, as orientações que recebemos nos ajudam em assuntos do dia a dia. Por exemplo, como ter um conceito equilibrado sobre coisas materiais e como manter o olho singelo para reduzir ansiedades. Também somos beneficiados por meio de orientações sobre o modo de nos vestir e arrumar, escolha de diversão sadia e o nível de escolaridade que queremos buscar. E pense nos lembretes que temos recebido relacionados a nos preparar para emergências e a cuidar da segurança do lar, do carro e do Salão do Reino. Esses conselhos mostram que Deus se preocupa com nosso bem-estar.

      AS ADVERTÊNCIAS AJUDARAM OS PRIMEIROS CRISTÃOS A SE MANTER FIÉIS

      12. (a) Sobre que assunto Jesus falou várias vezes a seus discípulos? (b) Que ato de humildade marcou muito a Pedro, e isso deve nos motivar a fazer o quê?

      12 No primeiro século, o povo de Deus recebia constantes advertências. Jesus falou várias vezes a seus discípulos sobre a necessidade de cultivar humildade. Mas ele fez mais do que apenas falar sobre o que significa ser humilde — ele mostrou isso na prática. Em seu último dia como humano na Terra, Jesus reuniu os apóstolos para a Páscoa. Enquanto os apóstolos comiam, ele se levantou e lavou os pés deles — algo que geralmente era feito por um servo. (João 13:1-17) Esse ato de humildade marcou muito os apóstolos. Uns 30 anos depois, o apóstolo Pedro, que esteve presente naquela refeição, deu um conselho sobre humildade a outros cristãos. (1 Ped. 5:5) O exemplo de Jesus deve motivar todos nós a ser humildes em nossos relacionamentos. — Fil. 2:5-8.

      13. Jesus lembrava seus discípulos da necessidade de desenvolver que qualidade essencial?

      13 Outro assunto sobre o qual Jesus costumava conversar com seus discípulos era a necessidade de ter forte fé. Depois de terem falhado em expulsar um demônio de um menino, os discípulos perguntaram a Jesus: “Por que é que nós não pudemos expulsá-lo?” Jesus respondeu: “Por terdes pouca fé. Pois, deveras, eu vos digo: Se tiverdes fé do tamanho dum grão de mostarda, . . . nada vos será impossível.” (Mat. 17:14-20) Durante todo o ministério de Jesus, ele ensinou a seus discípulos que a fé é uma qualidade essencial. (Leia Mateus 21:18-22.) Hoje, muitas instruções edificantes para fortalecer nossa fé são fornecidas em congressos, assembleias e reuniões congregacionais. Será que estamos aproveitando essas oportunidades? Elas são mais do que ocasiões alegres; são ocasiões para mostrarmos nossa confiança em Jeová.

      14. Por que hoje é importante cultivarmos amor semelhante ao de Cristo?

      14 As Escrituras Gregas Cristãs estão repletas de lembretes para mostrarmos amor uns pelos outros. Jesus disse que o segundo maior mandamento é “amar o teu próximo como a ti mesmo”. (Mat. 22:39) De modo similar, Tiago, meio-irmão de Jesus, chamou o amor de “a lei régia”. (Tia. 2:8) O apóstolo João escreveu: “Amados, escrevo-vos, não um novo mandamento, mas um mandamento antigo, que tendes tido desde o princípio.” (1 João 2:7, 8) O que João quis dizer com “mandamento antigo”? Ele estava se referindo ao mandamento de amar. Ele era “antigo” no sentido de que já tinha sido dado por Jesus décadas antes, “desde o princípio”. Mas também era “novo” no sentido de que exigia amor altruísta, algo que os discípulos poderiam precisar diante de novas circunstâncias. Como discípulos de Cristo, sem dúvida valorizamos receber alertas que nos ajudam a evitar o espírito egoísta tão comum no mundo hoje, que poderia minar nosso amor ao próximo.

      15. Qual era o objetivo principal de Jesus na Terra?

      15 Jesus mostrou interesse nas pessoas. Percebemos sua preocupação amorosa quando curou doentes e ressuscitou mortos. Mas seu objetivo principal não era a cura física. Sua pregação e ensino tiveram um impacto muito mais duradouro na vida das pessoas. Como assim? Por exemplo, nós sabemos que as pessoas que Jesus curou e ressuscitou no primeiro século com o tempo envelheceram e morreram, ao passo que as que aceitaram a mensagem que ele pregou passaram a ter a perspectiva de vida eterna. — João 11:25, 26.

      16. Qual é o alcance da obra de pregar o Reino e fazer discípulos hoje?

      16 A obra de pregação iniciada por Jesus no primeiro século está sendo realizada numa escala ainda maior em nossos dias, exatamente como Jesus comissionou seus discípulos: “Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações.” (Mat. 28:19) Os primeiros cristãos deram continuidade a essa obra, e com certeza nós estamos fazendo isso hoje. Mais de 7 milhões de Testemunhas de Jeová estão proclamando o Reino de Deus com zelo em mais de 230 países, ensinando a Bíblia regularmente a milhões de pessoas. Essa pregação dá evidência de que estamos vivendo nos últimos dias.

      CONFIE EM JEOVÁ HOJE

      17. Que incentivo Paulo e Pedro deram?

      17 Não há dúvida de que as advertências ajudaram os primeiros cristãos a se manter firmes na fé. Imagine como Timóteo deve ter se sentido encorajado quando o apóstolo Paulo, que estava preso em Roma, lhe disse: “Apega-te ao modelo de palavras salutares que ouviste de mim.” (2 Tim. 1:13) Depois de incentivar outros cristãos a desenvolver qualidades como perseverança, afeição fraternal e autodomínio, o apóstolo Pedro disse: “Estarei sempre disposto a lembrar-vos estas coisas, embora as saibais e estejais firmemente estabelecidos na verdade.” — 2 Ped. 1:5-8, 12.

      18. Como os cristãos do primeiro século encaravam as advertências?

      18 As cartas que Paulo e Pedro escreveram transmitiam “declarações anteriormente feitas pelos santos profetas”. (2 Ped. 3:2) Será que nossos irmãos do primeiro século ficavam ressentidos de ser orientados dessa forma? Não, porque eles encaravam as advertências como uma expressão do amor de Deus, que os ajudava a ‘prosseguir crescendo na benignidade imerecida e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo’. — 2 Ped. 3:18.

      19, 20. Por que podemos confiar nas advertências de Jeová, e como somos beneficiados por fazer isso?

      19 Hoje, temos muitos motivos para confiar nas advertências de Jeová, contidas em sua infalível Palavra, a Bíblia. (Leia Josué 23:14.) Em suas páginas, vemos como Jeová lidou com humanos imperfeitos ao longo de milhares de anos. Essa narrativa histórica foi registrada para nosso benefício. (Rom. 15:4; 1 Cor. 10:11) Também temos visto o cumprimento de profecias bíblicas em nossos dias. Pode-se dizer que as profecias são como advertências dadas com bastante antecedência. Por exemplo, milhões de pessoas têm se achegado à adoração pura de Jeová, conforme profetizado que ocorreria “na parte final dos dias”. (Isa. 2:2, 3) As condições cada vez piores do mundo também cumprem profecias bíblicas. E, como já mencionado, o alcance mundial de nossa obra de pregação é um cumprimento direto das palavras de Jesus. — Mat. 24:14.

      20 Tudo que nosso Criador fez até hoje mostra que podemos confiar nele. Estamos fazendo isso? Precisamos confiar nas advertências de Jeová. Foi isso que Rosellen fez. Ela comenta: “Quando passei a confiar plenamente em Jeová, comecei a ver de modo mais claro sua mão amorosa me sustentando e fortalecendo.” Que nós também possamos receber os benefícios de confiarmos nas advertências de Jeová!

  • Faça das advertências de Jeová a exultação de seu coração
    A Sentinela — 2013 | 15 de setembro
    • [Foto na página 12]

      Faça das advertências de Jeová a exultação de seu coração

      “Tomei posse das tuas advertências por tempo indefinido.” — SAL. 119:111.

      COMO RESPONDERIA?

      • Que motivo temos para exultar com as advertências de Jeová?

      • Como podemos desenvolver confiança em Jeová?

      • Por que é importante nos manter ocupados em atividades teocráticas?

      1. (a) Como os humanos reagem a advertências, e por quê? (b) Como o orgulho pode afetar o modo como alguém encara conselhos?

      OS HUMANOS reagem a advertências de várias maneiras. Um conselho pode ser bem aceito quando é dado por alguém em posição de autoridade, mas rejeitado imediatamente quando vem de um colega ou subordinado. A disciplina e a repreensão também podem provocar diferentes emoções. Algumas pessoas talvez sintam tristeza ou vergonha, enquanto outras talvez se sintam motivadas, estimuladas ou decididas a melhorar. Por que essa diferença? Um fator é o orgulho. Um espírito soberbo pode ofuscar o bom senso de alguém, levando-o a descartar um conselho e perder a oportunidade de receber uma instrução valiosa. — Pro. 16:18.

      2. Por que os cristãos verdadeiros valorizam conselhos da Palavra de Deus?

      2 Os cristãos verdadeiros, por outro lado, valorizam bons conselhos, principalmente quando são baseados na Palavra de Deus. As advertências de Jeová nos dão profunda compreensão, nos ajudando a evitar laços como o materialismo, a imoralidade sexual, o uso de drogas e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. (Pro. 20:1; 2 Cor. 7:1; 1 Tes. 4:3-5; 1 Tim. 6:6-11) Além disso, ficamos felizes com a “boa condição do coração” que resulta de obedecermos às advertências de Deus. — Isa. 65:14.

      3. Que atitude do salmista seria bom imitarmos?

      3 Para manter nossa preciosa relação com nosso Pai celestial, devemos continuar a aplicar as sábias instruções de Jeová em nossa vida. É muito bom quando temos uma atitude parecida com a do salmista que escreveu: “Tomei posse das tuas advertências por tempo indefinido, pois são a exultação de meu coração.” (Sal. 119:111) Será que nós também temos prazer nos mandamentos de Jeová, ou às vezes achamos que são um fardo? Mesmo que vez por outra não gostemos de algum conselho que recebemos, não precisamos nos desesperar. Podemos desenvolver inabalável confiança na sabedoria superior de Deus. Vejamos três maneiras.

      DESENVOLVA CONFIANÇA POR MEIO DA ORAÇÃO

      4. O que permaneceu constante na vida de Davi?

      4 O Rei Davi teve muitos altos e baixos na vida, mas uma coisa permaneceu constante: sua total confiança em seu Criador. Ele disse: “A ti, ó Jeová, elevo a minha própria alma. Deus meu, em ti confiei.” (Sal. 25:1, 2) O que ajudou Davi a desenvolver essa confiança em seu Pai celestial?

      5, 6. O que a Palavra de Deus diz sobre a relação que Davi tinha com Jeová?

      5 Muitas pessoas oram a Deus só quando estão em dificuldades. Imagine o seguinte: um amigo ou parente seu só procura você quando precisa de dinheiro ou de um favor. Com o tempo, você talvez comece a questionar as intenções dele. Mas Davi não era assim. Sua relação com Jeová revelou que ele sempre teve fé e amor a Deus — nos bons e nos maus momentos. — Sal. 40:8.

      6 Veja as palavras de louvor e reconhecimento ditas por Davi a Jeová: “Ó Jeová, nosso Senhor, quão majestoso é o teu nome em toda a terra, tu, cuja dignidade é narrada acima dos céus!” (Sal. 8:1) Não fica claro que Davi tinha uma relação achegada com seu Pai celestial? O apreço de Davi pela grandeza e esplendor de Deus o inspirou a exaltar a Jeová “o dia inteiro”. — Sal. 35:28.

      7. Como somos beneficiados por nos achegar a Deus em oração?

      7 Assim como Davi, precisamos nos comunicar regularmente com Jeová para desenvolver confiança nele. A Bíblia diz: “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós.” (Tia. 4:8) Achegar-se a Deus em oração também é uma maneira importante de obter espírito santo. — Leia 1 João 3:22.

      8. Por que devemos evitar orações repetitivas?

      8 Ao orar, você tem a tendência de usar as mesmas frases ou expressões? Então, antes de fazer uma oração, pense por alguns instantes no que pretende dizer. Se repetíssemos as mesmas palavras toda vez que conversássemos com um amigo ou parente, será que ele gostaria disso? Ele poderia parar de dar atenção ao que dizemos. É claro que Jeová nunca rejeitaria a oração sincera de um servo leal. Mas faríamos bem em evitar orações repetitivas.

      9, 10. (a) O que podemos incluir em nossas orações? (b) O que pode nos ajudar a fazer orações sinceras?

      9 Naturalmente, se queremos nos achegar a Deus, nossas orações não podem ser superficiais. Quanto mais abrirmos nosso coração a Jeová, mais próximos estaremos dele e mais confiança teremos nele. Mas o que devemos incluir em nossas orações? A Palavra de Deus responde: “Em tudo, por oração e súplica, junto com agradecimento, fazei conhecer as vossas petições a Deus.” (Fil. 4:6) Sendo assim, é apropriado orarmos sobre qualquer coisa que possa afetar nossa relação com Deus ou nossa vida como um dos seus servos.

      10 É proveitoso considerar orações de homens e mulheres fiéis do passado que estão registradas na Bíblia. (1 Sam. 1:10, 11; Atos 4:24-31) Os Salmos contêm muitas orações e cânticos sinceros a Jeová que expressam todo tipo de sentimentos, desde agonia até grande alegria. Analisar essas expressões feitas por servos leais pode nos ajudar a fazer orações significativas a Jeová.

      MEDITE NAS ADVERTÊNCIAS DE DEUS

      11. Por que precisamos meditar nas advertências de Deus?

      11 Davi declarou: “A advertência de Jeová é fidedigna, tornando sábio o inexperiente.” (Sal. 19:7) De fato, mesmo se formos inexperientes, poderemos nos tornar sábios por obedecer aos mandamentos de Deus. Mas algumas advertências bíblicas só nos beneficiarão plenamente se meditarmos nelas. Esse talvez seja o caso quando se trata de manter nossa integridade diante de pressão na escola ou no trabalho, acatar as normas de Deus sobre o sangue, manter neutralidade cristã e seguir os princípios bíblicos relacionados ao modo de nos vestir e nos arrumar. Ter o conceito de Deus sobre esses assuntos nos ajudará a prever problemas. Daí, poderemos decidir no coração o que fazer caso surja a situação que prevemos. Essa meditação e preparação poderão nos poupar de muito sofrimento. — Pro. 15:28.

      12. Pensar em que perguntas pode nos ajudar a acatar as advertências de Deus?

      12 Enquanto aguardamos o cumprimento das promessas de Deus, será que nosso modo de vida mostra que estamos nos mantendo despertos em sentido espiritual? Por exemplo, acreditamos mesmo que Babilônia, a Grande, será destruída em breve? As bênçãos futuras, como a vida eterna numa Terra paradísica, são tão reais para nós agora como eram na época em que aprendemos sobre elas? Estamos mantendo o zelo no ministério, em vez de deixar que interesses pessoais sejam prioridade em nossa vida? Que dizer da esperança da ressurreição, da santificação do nome de Jeová e da vindicação de sua soberania? Esses assuntos ainda são muito importantes para nós? Meditar nessas perguntas pode nos ajudar a fazer o que o salmista disse, ou seja, ‘tomar posse das advertências de Deus por tempo indefinido’. — Sal. 119:111.

      13. Por que os cristãos do primeiro século acharam difícil entender algumas coisas? Dê um exemplo.

      13 Talvez não entendamos totalmente algumas coisas mencionadas na Bíblia porque ainda não chegou a hora para Jeová esclarecê-las. Jesus disse várias vezes a seus apóstolos que ele teria de sofrer e ser morto. (Leia Mateus 12:40; 16:21.) Mas os apóstolos não entendiam o que ele queria dizer com isso. Eles só entenderam o significado das palavras de Jesus depois de sua morte e ressurreição, quando ele materializou um corpo humano, apareceu a vários discípulos e “abriu-lhes então plenamente as mentes para que compreendessem o significado das Escrituras”. (Luc. 24:44-46; Atos 1:3) Da mesma forma, foi só depois do derramamento do espírito santo no Pentecostes de 33 EC que os seguidores de Cristo compreenderam que o Reino de Deus seria estabelecido no céu. — Atos 1:6-8.

      14. No início do século 20, que bom exemplo muitos irmãos deram apesar de terem conceitos equivocados sobre os últimos dias?

      14 De modo similar, no início do século 20 houve muitas expectativas erradas entre os cristãos verdadeiros sobre os “últimos dias”. (2 Tim. 3:1) Por exemplo, alguns achavam que seriam levados para o céu em 1914. Quando suas expectativas não foram satisfeitas no momento em que esperavam, foi feita uma análise mais profunda das Escrituras que revelou que ainda haveria uma grande campanha de pregação. (Mar. 13:10) Assim, em 1922, J. F. Rutherford, que na época tomava a dianteira na obra de pregação, disse à assistência no congresso internacional em Cedar Point, Ohio, EUA: “Eis que o Rei reina! Vós sois os seus agentes de publicidade. Portanto, anunciai, anunciai, anunciai o Rei e seu reino.” Desde então, a proclamação das “boas novas do reino” tem sido uma marca dos servos atuais de Jeová. — Mat. 4:23; 24:14.

      15. Como somos beneficiados por meditar no modo como Deus tem lidado com seu povo?

      15 Meditar no modo maravilhoso como Jeová tem lidado com seu povo, tanto no passado como no presente, aumenta nossa confiança de que, no futuro, ele realizará sua vontade e seu propósito. Ao mesmo tempo, as advertências de Deus nos ajudam a manter bem vivas na mente e no coração suas profecias que ainda não se cumpriram. Podemos ter certeza de que fazer isso nos ajudará a confiar em suas promessas.

      DESENVOLVA CONFIANÇA POR MEIO DE ATOS DE ADORAÇÃO

      16. Como somos beneficiados por nos manter ativos no ministério?

      16 Nosso Deus, Jeová, é um Deus dinâmico, um Deus de ação. “Quem é vigoroso como tu, ó Jah?”, perguntou o salmista. Ele acrescentou: “Tua mão é forte, tua direita está enaltecida.” (Sal. 89:8, 13) Em harmonia com isso, Jeová valoriza e abençoa nossos esforços de promover os interesses do Reino. Ele vê que seus servos — homens ou mulheres, jovens ou idosos — não ficam de braços cruzados e ‘não comem o pão da preguiça’. (Pro. 31:27) Imitando nosso Criador, nós nos mantemos ocupados em atividades teocráticas. Servir a Deus de todo o coração é recompensador para nós, e Jeová sente prazer em abençoar nosso ministério. — Leia Salmo 62:12.

      17, 18. Dê um exemplo de como atos de fé nos ajudam a desenvolver confiança nas orientações de Jeová.

      17 De que maneira atos de fé nos ajudam a desenvolver confiança em Jeová? Considere o relato bíblico da entrada de Israel na Terra Prometida. Jeová havia instruído os sacerdotes que carregavam a arca do pacto a marchar para dentro do rio Jordão. Mas, ao se aproximar, o povo percebeu que o rio estava transbordando por causa das chuvas primaveris. O que eles fizeram? Será que montaram acampamento nas margens do rio e esperaram semanas ou meses até as águas baixarem? Não, eles confiaram totalmente em Jeová e seguiram suas orientações. O resultado? O relato diz: “Assim que os pés dos sacerdotes tocaram a água, o rio parou de correr, . . . e os sacerdotes ficaram parados no meio do leito seco do rio, perto de Jericó, enquanto todos os outros atravessavam.” (Jos. 3:12-17, Contemporary English Version) Imagine como deve ter sido animador ver aquelas águas agitadas parar de repente! Sem dúvida, a fé dos israelitas em Jeová foi fortalecida porque eles confiaram em suas orientações.

      [Foto na página 15]

      Você mostrará a mesma confiança que o povo de Jeová teve nos dias de Josué? (Veja os parágrafos 17 e 18.)

      18 É verdade que Jeová não faz esse tipo de milagre a favor de seu povo hoje em dia, mas ele abençoa seus atos de fé. A força ativa de Deus nos habilita a realizar nossa comissão de pregar a mensagem do Reino em todo o mundo. E a principal Testemunha de Jeová, o ressuscitado Cristo Jesus, garantiu a seus discípulos que os apoiaria nessa importante obra: “Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações . . . E eis que estou convosco todos os dias, até à terminação do sistema de coisas.” (Mat. 28:19, 20) Muitas Testemunhas de Jeová que talvez sejam tímidas podem confirmar que o espírito santo de Deus lhes tem dado coragem para falar com estranhos no ministério. — Leia Salmo 119:46; 2 Coríntios 4:7.

      19. Apesar de nossas limitações, que garantia temos?

      19 Alguns irmãos têm grandes limitações físicas por causa de doenças ou idade avançada. Mas eles podem ter certeza de que “o Pai de ternas misericórdias e o Deus de todo o consolo” entende as circunstâncias de cada cristão verdadeiro. (2 Cor. 1:3) Ele aprecia tudo que fazemos para promover os interesses do Reino. Todos nós precisamos ter em mente que, acima de tudo, é nossa fé na provisão do resgate de Cristo que preserva viva nossa alma à medida que fazemos o nosso máximo, segundo nossas circunstâncias. — Heb. 10:39.

      20, 21. Quais são algumas maneiras de mostrarmos confiança em Jeová?

      20 Nossa adoração envolve usar nosso tempo, energia e recursos materiais o máximo possível no serviço a Deus. Queremos de todo o coração ‘fazer a obra dum evangelizador’. (2 Tim. 4:5) Agir assim nos dá felicidade, visto que ajuda outros a ‘vir a ter um conhecimento exato da verdade’. (1 Tim. 2:4) Realmente, honrar e louvar a Jeová nos enriquece em sentido espiritual. (Pro. 10:22) Também nos ajuda a desenvolver inabalável confiança em nosso Criador. — Rom. 8:35-39.

      21 Como já vimos, confiar nas sábias orientações de Jeová não é algo automático; precisamos nos esforçar para ter essa confiança. Assim sendo, sempre confie em Jeová por meio da oração. Medite em como ele realizou sua vontade no passado e como fará isso no futuro. E continue desenvolvendo confiança em Jeová por meio de atos de adoração. Não há dúvida de que as advertências de Jeová permanecerão por tempo indefinido. E o mesmo poderá acontecer com você!

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