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Consolo para o povo de DeusProfecia de Isaías — Uma Luz para Toda a Humanidade II
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Consolo para o povo de Deus
1. Quais eram as perspectivas sombrias de Jerusalém e de seus moradores, mas que esperança havia?
SETENTA anos — a duração de uma vida humana normal — seria o quanto duraria o cativeiro da nação de Judá em Babilônia. (Salmo 90:10; Jeremias 25:11; 29:10) A maioria dos israelitas que seriam levados cativos envelheceria e morreria em Babilônia. Pense em quanto seriam humilhados pelos insultos e escárnios dos inimigos. Pense também no vitupério que seria lançado sobre o Deus deles, Jeová, quando a cidade sobre a qual ele colocara seu nome ficasse tanto tempo desolada. (Neemias 1:9; Salmo 132:13; 137:1-3) O amado templo, que havia ficado cheio da glória de Deus quando foi dedicado por Salomão, não existiria mais. (2 Crônicas 7:1-3) Que perspectivas sombrias! Mas Jeová, por meio de Isaías, profetizou uma restauração. (Isaías 43:14; 44:26-28) No capítulo 51 do livro de Isaías encontramos mais profecias sobre esse tema de consolo.
2. (a) A quem Jeová, por meio de Isaías, dirige sua mensagem de consolo? (b) Em que sentido os judeus fiéis ‘iriam no encalço da justiça’?
2 Para os em Judá que se voltassem para ele de coração, Jeová diz: “Escutai-me, vós os que ides no encalço da justiça, vós os que procurais a Jeová.” (Isaías 51:1a) ‘Ir no encalço da justiça’ implicava ação. Os que ‘fossem no encalço da justiça’ não apenas afirmariam ser o povo de Deus. Eles se empenhariam zelosamente em ser justos e em viver em harmonia com a vontade de Deus. (Salmo 34:15; Provérbios 21:21) Recorreriam a Jeová como única Fonte de justiça e ‘procurariam a Jeová’. (Salmo 11:7; 145:17) Não fariam isso porque antes não sabiam quem era Jeová, ou como orar a ele. Na verdade, tentariam aproximar-se mais de Jeová, adorando e orando a ele e buscando sua direção em tudo o que fizessem.
3, 4. (a) Quem é “a rocha” da qual os judeus foram talhados e quem é “a cavidade do poço” da qual haviam sido extraídos? (b) Por que relembrar as suas origens consolaria os judeus?
3 Mas os que realmente ‘iriam no encalço da justiça’ eram comparativamente poucos em Judá, o que talvez os esmorecesse e desanimasse. Assim, usando como ilustração a exploração de uma pedreira, Jeová os encoraja: “Olhai para a rocha de que fostes talhados e para a cavidade do poço de que fostes extraídos. Olhai para Abraão, vosso pai, e para Sara, que gradualmente vos deu à luz com dores de parto. Pois ele foi um só quando o chamei, e eu passei a abençoá-lo e a fazê-lo muitos.” (Isaías 51:1b, 2) “A rocha” da qual os judeus foram talhados é Abraão, uma figura histórica da qual a nação de Israel muito se orgulhava. (Mateus 3:9; João 8:33, 39) Ele foi o progenitor, a fonte humana da nação. “A cavidade do poço” é Sara, de cujo ventre saíra o ancestral de Israel, Isaque.
4 Abraão e Sara já haviam passado da idade reprodutiva e não tinham filhos. Mas Jeová prometeu abençoar Abraão e “fazê-lo muitos”. (Gênesis 17:1-6, 15-17) Por meio da restauração divina de suas faculdades reprodutivas, Abraão e Sara tiveram um filho na idade avançada, e dele surgiu a nação pactuada de Deus. Assim, Jeová fez desse único homem pai de uma grande nação, cujo número veio a se tornar tão incontável como as estrelas no céu. (Gênesis 15:5; Atos 7:5) Se Jeová pôde trazer Abraão de uma terra distante e fazer dele uma nação poderosa, certamente poderia cumprir sua promessa de libertar os do restante fiel do jugo de Babilônia, levá-los de volta para sua terra natal e, mais uma vez, fazer deles uma grande nação. A promessa de Deus a Abraão se cumpriu; sua promessa aos judeus cativos também se cumpriria.
5. (a) A quem retratam Abraão e Sara? Explique. (b) No cumprimento final, quem se origina da “rocha”?
5 A simbólica extração de pedras descrita em Isaías 51:1, 2 provavelmente ainda tem outra aplicação. Deuteronômio 32:18 chama Jeová de “Rocha” que gerou Israel e ‘Aquele que produziu Israel com dores de parto’. Nessa última expressão é usado o mesmo verbo hebraico que em Isaías 51:2, com relação a Sara dar a luz a Israel. Assim, Abraão é figura profética de Jeová, o Abraão Maior. A esposa de Abraão, Sara, retrata muito bem a universal organização celestial de Jeová, composta de criaturas espirituais, simbolizada nas Escrituras Sagradas como esposa, ou mulher, de Deus. (Gênesis 3:15; Revelação [Apocalipse] 12:1, 5)
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6. (a) O que aconteceria com a terra de Judá, e que restauração seria necessária? (b) Isaías 51:3 lembra-nos de que restauração moderna?
6 O consolo de Jeová para Sião, ou Jerusalém, inclui mais do que apenas uma promessa de produzir uma nação populosa. Lemos: “Jeová certamente consolará Sião. Com certeza consolará todos os lugares devastados dela, e fará seu ermo igual ao Éden e sua planície desértica igual ao jardim de Jeová. Exultação e alegria é que se acharão nela, agradecimentos e voz de melodia.” (Isaías 51:3) Durante os 70 anos de desolação, a terra de Judá se tornaria um ermo, coberto de espinheiros, sarças e outras plantas silvestres. (Isaías 64:10; Jeremias 4:26; 9:10-12) Assim, além do reassentamento de Judá, a restauração teria de incluir a recuperação da terra, que seria transformada num jardim edênico com campos produtivos e pomares frutíferos bem regados. O solo pareceria alegrar-se. Em comparação com a desolação durante o exílio, a terra seria paradísica.
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Razões para confiar em Jeová
7, 8. (a) O que significava o pedido de Jeová para que lhe dessem ouvidos? (b) Por que era importante que Judá escutasse a Jeová?
7 Solicitando a atenção do seu povo, Jeová diz: “Presta atenção a mim, ó meu povo; e tu, meu grupo nacional, dá-me ouvidos. Pois de mim sairá uma lei e farei a minha decisão judicial ficar em repouso mesmo como uma luz para os povos. Perto está a minha justiça. Há de sair a minha salvação e meus próprios braços julgarão até os povos. Em mim terão esperança as próprias ilhas e por meu braço esperarão.” — Isaías 51:4, 5.
8 O pedido de Jeová para que lhe dessem ouvidos significava mais do que apenas ouvir a sua mensagem. Significava prestar atenção visando aplicar as coisas ouvidas. (Salmo 49:1; 78:1) A nação tinha de reconhecer a Jeová como Fonte de instrução, justiça e salvação. Somente ele é a Fonte de esclarecimento espiritual. (2 Coríntios 4:6) Ele é o Juiz supremo da humanidade. As leis e decisões judiciais de Jeová são uma luz para quem se deixa guiar por elas. — Salmo 43:3; 119:105; Provérbios 6:23.
9. Além de seu povo pactuado, quem se beneficiaria dos atos salvadores de Jeová?
9 Tudo isso se aplicaria não só ao povo pactuado de Deus, mas também a pessoas de inclinações justas em qualquer lugar, mesmo nas mais remotas ilhas do mar. A confiança delas em Deus e na sua capacidade de agir em favor de seus servos fiéis e de salvá-los não seria frustrada. A força, ou poder, de Deus, representada pelo seu braço, é infalível; ninguém a pode deter. (Isaías 40:10; Lucas 1:51, 52)
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10. (a) Que verdade o Rei Nabucodonosor seria obrigado a reconhecer? (b) Que “céus” e “terra” seriam eliminados?
10 A seguir, Jeová fala de uma verdade que o Rei Nabucodonosor, de Babilônia, teria de reconhecer. Nada no céu ou na Terra impediria Jeová de realizar a sua vontade. (Daniel 4:34, 35) Lemos: “Levantai os vossos olhos para os próprios céus e olhai para a terra embaixo. Pois os próprios céus terão de ser dispersados em fragmentos como a fumaça, e a própria terra se gastará como uma veste, e seus próprios habitantes morrerão como um mero borrachudo. Mas, quanto à minha salvação, mostrará ser mesmo por tempo indefinido, e a minha própria justiça não será desbaratada.” (Isaías 51:6) Embora fosse contrário à diretriz dos monarcas babilônios permitir que seus cativos voltassem para sua pátria, isso não impediria que Jeová salvasse o seu povo. (Isaías 14:16, 17) Os “céus”, ou governantes, babilônios sofreriam uma derrota devastadora. A “terra” babilônica, os súditos desses governantes, aos poucos acabaria. Sim, nem mesmo a maior potência daqueles dias poderia resistir ao poder de Jeová, ou impedir seus atos de salvação.
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12. Por que os servos de Deus não devem temer ao serem difamados por opositores humanos?
12 Falando aos ‘que vão no encalço da justiça’, Jeová diz a seguir: “Escutai-me, vós os que conheceis a justiça, povo em cujo coração está a minha lei. Não tenhais medo do vitupério de homens mortais e não fiqueis aterrorizados por causa das suas palavras injuriosas. Porque a traça os consumirá como se fossem uma veste e a traça roedora os consumirá como se fossem lã. Mas, quanto à minha justiça, mostrará ser mesmo por tempo indefinido, e minha salvação, por inúmeras gerações.” (Isaías 51:7, 8) Os que confiassem em Jeová seriam difamados e ridicularizados por sua posição corajosa, mas isso não seria algo a ser temido. Os vituperadores, quais meros mortais, seriam ‘consumidos’ como uma veste de lã que é corroída por traças.a
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a A traça aqui mencionada evidentemente é a destrutiva traça-das-roupas.
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13, 14. O que retratam as expressões “Raabe” e “monstro marinho”, e como ele foi ‘despedaçado’ e ‘traspassado’?
13 Como que convocando Jeová à ação em favor de Seu povo cativo, Isaías diz: “Desperta, desperta, reveste-te de força, ó braço de Jeová! Desperta como nos dias de outrora, como durante as gerações de tempos há muito passados. Não és tu aquele que despedaçou Raabe, que traspassou o monstro marinho? Não és tu aquele que secou o mar, as águas da vasta profundeza? Aquele que fez das funduras do mar um caminho a ser atravessado pelos resgatados?” — Isaías 51:9, 10.
14 Os exemplos históricos mencionados por Isaías foram bem escolhidos. Todo israelita sabia como a nação havia sido libertada do Egito e a respeito da passagem através do mar Vermelho. (Êxodo 12:24-27; 14:26-31) As expressões “Raabe” e “monstro marinho” referem-se ao Egito sob Faraó, que se opôs ao Êxodo de Israel do Egito. (Salmo 74:13; 87:4; Isaías 30:7) Com sua ‘cabeça’ no delta do Nilo e seu alongado ‘corpo’ se estendendo centenas de quilômetros acima no fértil vale do Nilo, o Egito antigo parecia uma monstruosa serpente. (Ezequiel 29:3) Mas esse monstro foi retalhado quando Jeová lançou sobre ele as Dez Pragas. Foi traspassado, gravemente ferido e debilitado quando seu exército foi destruído nas águas do mar Vermelho. Sim, Jeová mostrou o poder de seu braço nos seus tratos com o Egito. Estaria menos disposto a lutar pelo seu povo exilado em Babilônia?
15. (a) Quando e como o pesar e o suspiro de Sião ‘fugiriam’? (b) Quando o pesar e o suspiro ‘fugiram’ para o Israel de Deus nos tempos modernos?
15 A seguir, visualizando a libertação de Israel de Babilônia, a profecia continua: “Então retornarão os próprios remidos de Jeová e terão de chegar a Sião com clamor jubilante, e sobre a sua cabeça haverá alegria por tempo indefinido. Alcançarão exultação e alegria. O pesar e o suspiro certamente fugirão.” (Isaías 51:11) Por mais triste que fosse a situação deles em Babilônia, as perspectivas dos que buscassem a justiça de Jeová seriam gloriosas. Viria o tempo em que o pesar e o suspiro acabariam. Clamor jubilante, alegria, exultação — isso é o que se ouviria dos lábios dos remidos, ou resgatados.
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16. Que preço seria pago para remir os judeus?
16 Qual seria o preço da redenção dos judeus? A profecia de Isaías já havia revelado que Jeová daria “o Egito como resgate por ti, a Etiópia e Sebá, em lugar de ti”. (Isaías 43:1-4) Isso ocorreria mais tarde. Depois de conquistar Babilônia e libertar os judeus cativos, o Império Persa conquistaria o Egito, a Etiópia e Sebá. Esses seriam dados em lugar das almas dos israelitas. Isso se harmoniza com o princípio em Provérbios 21:18: “O iníquo é resgate para o justo; e quem age traiçoeiramente toma o lugar dos retos.”
Consolo adicional
17. Por que os judeus não precisavam temer a fúria de Babilônia?
17 Jeová reafirma a seu povo: “Eu é que sou Aquele que vos consola. Quem és tu para temer o homem mortal que morrerá, e o filho da humanidade que será constituído em mera erva verde? E para te esqueceres de Jeová, Aquele que te fez, Aquele que estendeu os céus e lançou o alicerce da terra, de modo que estiveste constantemente apavorado, o dia inteiro, por causa do furor daquele que te assediava, como se ele estivesse pronto para te arruinar? E onde está o furor daquele que te assediava?” (Isaías 51:12, 13) Anos de exílio estavam à frente. Mesmo assim, não havia por que temer a fúria de Babilônia. Embora essa nação, a terceira potência mundial do registro bíblico, conquistasse o povo de Deus e procurasse ‘assediá-lo’, ou bloquear a sua via de escape, os judeus fiéis sabiam que Jeová predissera a queda de Babilônia às mãos de Ciro. (Isaías 44:8, 24-28) Em contraste com o Criador — o Deus eterno, Jeová —, os moradores de Babilônia pereceriam como o capim que resseca sob os fortes raios de sol na estiagem. Daí, onde estariam suas ameaças e sua fúria? Quão insensato é temer o homem e esquecer-se de Jeová, que fez o céu e a Terra!
18. Embora os de seu povo fossem prisioneiros por algum tempo, que garantias Jeová lhes dava?
18 Embora o povo de Jeová ficasse cativo por algum tempo, como que ‘encurvados em cadeias’, sua libertação seria repentina. Não seriam exterminados em Babilônia, nem morreriam de fome como prisioneiros — largados sem vida no Seol, a cova. (Salmo 30:3; 88:3-5) Jeová lhes garante: “O encurvado em cadeias há de ser prontamente solto, para que não vá morto à cova e para que não lhe falte o pão.” — Isaías 51:14.
19. Por que os judeus fiéis podiam confiar implicitamente nas palavras de Jeová?
19 Ainda consolando Sião, Jeová continua: “Mas eu, Jeová, sou teu Deus, Aquele que agita o mar para tumultuar as suas ondas. Jeová dos exércitos é seu nome. E porei as minhas palavras na tua boca e hei de cobrir-te com a sombra da minha mão, a fim de plantar os céus e lançar o alicerce da terra, e para dizer a Sião: ‘Tu és meu povo.’” (Isaías 51:15, 16) A Bíblia fala repetidas vezes da capacidade de Deus de estender seu poder sobre o mar e controlá-lo. (Jó 26:12; Salmo 89:9; Jeremias 31:35) Ele tem controle total sobre as forças da natureza, como mostrou ao libertar seu povo do Egito. Quem, mesmo nas coisas mínimas, poderia ser comparado a “Jeová dos exércitos”? — Salmo 24:10.
20. Que “céus” e “terra” surgiriam quando Jeová restaurasse Sião, e que palavras de consolo ele proferiria?
20 Os judeus continuariam sendo o povo pactuado de Deus, e Jeová lhes garantia que retornariam para sua terra natal a fim de viverem de novo sob a Sua Lei. Ali eles reconstruiriam Jerusalém e o templo e reassumiriam seus deveres sob o pacto que Deus fizera com eles por meio de Moisés. Quando os israelitas repatriados e seus animais domésticos começassem a repovoar o país, surgiria uma “nova terra”. Sobre ela seriam colocados “novos céus”, um novo sistema governamental. (Isaías 65:17-19; Ageu 1:1, 14) Jeová diria de novo a Sião: “Tu és meu povo.”
Chamada à ação
21. Que chamada à ação faz Jeová?
21 Tendo renovado a confiança de Sião, Jeová faz uma chamada à ação. Falando como se Sião já tivesse chegado ao fim de seus sofrimentos, ele diz: “Desperta, desperta, levanta-te, ó Jerusalém, tu que bebeste da mão de Jeová o copo do seu furor. O grande cálice, o copo que atordoa bebeste, o esvaziaste.” (Isaías 51:17) Sim, Jerusalém teria de levantar-se de seu estado calamitoso e recuperar sua condição e esplendor anteriores. Viria o tempo em que ela teria esvaziado o simbólico copo da punição divina. Nada sobraria da ira de Deus contra ela.
22, 23. O que aconteceria com Jerusalém ao tomar o copo do furor de Jeová?
22 Não obstante, enquanto Jerusalém estivesse sendo punida, nenhum de seus moradores, seus “filhos”, poderia impedir os acontecimentos. (Isaías 43:5-7; Jeremias 3:14) Diz a profecia: “Não havia nenhum de todos os filhos que ela deu à luz que a conduzisse e não havia nenhum de todos os filhos que ela criou que a tomasse pela mão.” (Isaías 51:18) Quanto ela sofreria às mãos dos babilônios! “Estas duas coisas te sobrevieram. Quem se compadecerá de ti? Assolação e desmoronamento, e fome e espada! Quem te consolará? Teus próprios filhos desmaiaram. Deitaram-se na cabeceira de todas as ruas como ovelhas selváticas na rede, como os que estão cheios do furor de Jeová, da censura de teu Deus.” — Isaías 51:19, 20.
23 Pobre Jerusalém! Ela sofreria “assolação e desmoronamento”, bem como “fome e espada”. Incapazes de guiá-la e mantê-la de pé, seus “filhos” assistiriam a tudo indefesos, emaciados, não suficientemente fortes para repelir os invasores babilônios. Visivelmente, nas cabeceiras, ou esquinas, de ruas jazeriam desmaiados, fracos e exauridos. (Lamentações 2:19; 4:1, 2) Teriam tomado o copo do furor de Deus e estariam tão indefesos como animais presos numa rede.
24, 25. (a) O que não aconteceria de novo com Jerusalém? (b) Quem, depois de Jerusalém, seria o próximo a tomar do copo do furor de Jeová?
24 Mas essa situação triste acabaria. Isaías diz consoladoramente: “Portanto, escuta isto, por favor, ó mulher atribulada e embriagada, mas não de vinho. Assim disse o teu Senhor, Jeová, sim, teu Deus, que contende pelo seu povo: ‘Eis que vou tirar-te da mão o copo que atordoa. O grande cálice, meu copo de furor — não mais repetirás o beber dele. E eu vou pô-lo na mão dos que te irritam, os que disseram à tua alma: “Curva-te, para que possamos atravessar”, de modo que costumavas fazer as tuas costas como a terra e como a rua para os que atravessavam.’” (Isaías 51:21-23) Depois de disciplinar Jerusalém, Jeová estaria pronto para mostrar compaixão e um espírito perdoador para com ela.
25 Jeová desviaria a sua ira de Jerusalém e a dirigiria contra Babilônia. Babilônia havia arrasado Jerusalém e a humilhado. (Salmo 137:7-9) Mas Jerusalém não teria de tomar de novo de tal “copo” às mãos de Babilônia ou de seus aliados. Em vez disso, o copo seria tirado das mãos de Jerusalém e dado aos que se haviam alegrado com a sua desgraça. (Lamentações 4:21, 22) Babilônia tombaria, totalmente embriagada. (Jeremias 51:6-8) No ínterim, Sião se ergueria! Que reversão! Realmente, Sião podia consolar-se com tal perspectiva. E os servos de Jeová podiam ter certeza de que Seu nome seria santificado por meio de Seus atos salvadores.
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[Foto na página 178]
O copo do qual Jerusalém bebera passaria para Babilônia e seus aliados
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