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ReuniãoAnuário das Testemunhas de Jeová de 2007
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David Souris foi enviado a Le Port,
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ReuniãoAnuário das Testemunhas de Jeová de 2007
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O terceiro grupo formado no início da década de 60 ficava na cidade portuária de Le Port e incluía algumas pessoas interessadas de Saint-Paul, que ficava a oito quilômetros ao sul dali. Le Port era uma cidade com casas simples de madeira, cercadas por uma espécie de cacto sem espinhos chamado coroa-de-cristo. David Souris alugou uma casa e realizava as reuniões ali. Em dezembro de 1963, o grupo enviou uma petição para se tornar uma congregação. Havia 16 publicadores do Reino, oito dos quais eram batizados, e dedicavam uma média de 22,5 horas por mês ao serviço de campo. Só David e seu ajudante dirigiam 38 estudos bíblicos! Quando o superintendente de circuito os visitou naquele mesmo mês, ele proferiu um discurso público para uma assistência de 53 pessoas.
Christian e Josette Bonnecaze também foram designados para Le Port como pioneiros especiais. Christian tinha sido batizado na Guiana Francesa e mudou-se para Reunião no início da década de 60, quando ainda era solteiro. Ele era o único membro de sua família que estava na verdade. O irmão Souris gentilmente se mudou para outra casa a fim de que Christian e Josette pudessem ficar no local onde se realizavam as reuniões. Com o tempo, porém, a congregação cresceu tanto que esse casal também teve de se mudar.
Nesse meio tempo, os clérigos dessa região de maioria católica começaram a instigar as pessoas contra as Testemunhas de Jeová. De dia, crianças e jovens atiravam pedras nos publicadores e à noite jogavam pedras nos telhados das casas dos irmãos.
Raphaëlla Hoarau, que estudava a Bíblia havia pouco tempo, conhecia alguns desses jovens. Depois de um desses episódios, ela os seguiu até suas casas. “Se continuarem a jogar pedras em meu irmão”, disse ela, “vocês vão se ver comigo”.
“Desculpe-nos, senhora Hoarau”, disseram eles. “Não sabíamos que ele era seu irmão.”
Raphaëlla e suas três filhas aceitaram a verdade. Yolaine, uma das filhas, casou-se com Lucien Véchot.
Apesar do preconceito instigado pelos clérigos, o zelo dos irmãos e a bênção de Jeová resultaram numa congregação zelosa em Le Port, e logo o salão ficou superlotado. Muitas vezes havia mais pessoas escutando do lado de fora do que dentro do salão. Colocavam-se cadeiras em todos os lugares possíveis, até mesmo no palco. Uma fileira de crianças se sentava na beira do palco de frente para a assistência. Com o passar do tempo, os irmãos construíram um lindo Salão do Reino, e atualmente há seis congregações na região.
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