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  • Um novo céu e uma nova terra
    Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
    • Capítulo 42

      Um novo céu e uma nova terra

      1. O que João descreve ao passo que o anjo o leva de volta ao início do Reinado Milenar?

      ESTA gloriosa visão continua a desenrolar-se ao passo que o anjo leva João de volta ao início do Reinado Milenar. O que ele descreve? “E eu vi um novo céu e uma nova terra; pois o céu anterior e a terra anterior tinham passado, e o mar já não é.” (Revelação 21:1) Apresenta-se um panorama cativante!

      2. (a) Como a profecia de Isaías a respeito de novos céus e uma nova terra se cumpriu nos judeus restabelecidos em 537 AEC? (b) Como sabemos que haverá uma aplicação adicional da profecia de Isaías, e como essa promessa se cumpre?

      2 Centenas de anos antes dos dias de João, Jeová dissera a Isaías: “Pois eis que crio novos céus e uma nova terra; e não haverá recordação das coisas anteriores, nem subirão ao coração.” (Isaías 65:17; 66:22) Essa profecia cumpriu-se inicialmente quando os judeus fiéis voltaram para Jerusalém, em 537 AEC, depois dum exílio de 70 anos em Babilônia. Naquele restabelecimento, eles constituíam uma sociedade purificada, “uma nova terra”, sob um novo sistema governamental, “novos céus”. O apóstolo Pedro, porém, apontou para uma aplicação adicional desta profecia, dizendo: “Mas, há novos céus e uma nova terra que aguardamos segundo a sua promessa, e nestes há de morar a justiça.” (2 Pedro 3:13) João mostra agora que essa promessa se cumpre durante o dia do Senhor. “O céu anterior e a terra anterior”, o organizado sistema de coisas de Satanás, com sua estrutura governamental influenciada por Satanás e seus demônios, desaparecerá. O turbulento “mar” da humanidade iníqua e rebelde deixará de existir. No seu lugar haverá “um novo céu e uma nova terra” — uma nova sociedade terrestre sob um novo governo, o Reino de Deus. — Veja Revelação 20:11.

      3. (a) O que João descreve, e o que é a Nova Jerusalém? (b) Como é que a Nova Jerusalém ‘desce do céu’?

      3 João prossegue: “Vi também a cidade santa, Nova Jerusalém, descendo do céu, da parte de Deus, e preparada como noiva adornada para seu marido.” (Revelação 21:2) A Nova Jerusalém é a noiva de Cristo, composta dos cristãos ungidos que permanecem fiéis até a morte e que são ressuscitados para se tornarem reis e sacerdotes junto com o glorificado Jesus. (Revelação 3:12; 20:6) Assim como a Jerusalém terrestre se tornou a sede do governo no Israel antigo, assim a magnífica Nova Jerusalém e seu Noivo constituem o governo do novo sistema de coisas. Este é o novo céu. A ‘noiva desce do céu’, não em sentido literal, mas no sentido de fixar a atenção na Terra. A noiva do Cordeiro há de ser sua ajudadora leal em gerir um governo justo sobre toda a humanidade. É deveras uma bênção para a nova terra!

      4. Que promessa similar àquela feita à recém-formada nação de Israel é feita por Deus?

      4 João nos diz adicionalmente: “Com isso ouvi uma voz alta do trono dizer: ‘Eis que a tenda de Deus está com a humanidade, e ele residirá com eles e eles serão os seus povos. E o próprio Deus estará com eles.’” (Revelação 21:3) Quando Jeová fez o pacto da Lei com a então nova nação de Israel, ele prometeu: “Hei de pôr meu tabernáculo no vosso meio e minha alma não vos abominará. E deveras andarei no vosso meio e mostrarei ser vosso Deus, e vós, da vossa parte, mostrareis ser meu povo.” (Levítico 26:11, 12) Agora, Jeová faz uma promessa similar aos humanos fiéis. Durante o Dia de Julgamento de mil anos, eles se tornarão um povo muito especial para ele.

      5. (a) Como Deus residirá com a humanidade durante o Reinado Milenar? (b) Como Deus residirá entre a humanidade depois do Reinado Milenar?

      5 Durante o Reinado Milenar, Jeová “residirá” no meio da humanidade num arranjo temporário, estando representado por seu Filho régio, Jesus Cristo. No fim do Reinado Milenar, porém, quando Jesus entregar o Reino ao seu Pai, não haverá necessidade de um representante ou intercessor régio. Jeová residirá espiritualmente com “os seus povos” de maneira permanente e direta. (Veja João 4:23, 24.) Que elevado privilégio para a humanidade restabelecida!

      6, 7. (a) Que grandiosas promessas João revela, e quem usufruirá as bênçãos? (b) Como Isaías descreve um paraíso que é tanto espiritual como literal?

      6 João prossegue, dizendo: “E enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.” (Revelação 21:4) Novamente, trazem-se à nossa lembrança anteriores promessas inspiradas. Isaías também aguardava o tempo em que não haveria mais morte, nem pranto, e em que o pesar seria substituído pela exultação. (Isaías 25:8; 35:10; 51:11; 65:19) João confirma agora que essas promessas têm um maravilhoso cumprimento durante o Dia de Julgamento de mil anos. As bênçãos serão primeiro usufruídas pelos da grande multidão. “O Cordeiro, que está no meio do trono”, continuando a pastoreá-los, “os guiará a fontes de águas da vida. E Deus enxugará toda lágrima dos olhos deles”. (Revelação 7:9, 17) Mas, finalmente, todos os ressuscitados que exercerem fé nas provisões de Jeová estarão ali junto com eles, usufruindo um paraíso tanto espiritual como literal.

      7 “Naquele tempo”, diz Isaías, “abrir-se-ão os olhos dos cegos e destapar-se-ão os próprios ouvidos dos surdos”. Sim, “naquele tempo o coxo estará escalando como o veado e a língua do mudo gritará de júbilo”. (Isaías 35:5, 6) Naquele tempo, também, “hão de construir casas e as ocuparão; e hão de plantar vinhedos e comer os seus frutos. Não construirão e outro terá morada; não plantarão e outro comerá. Porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore; e meus escolhidos usufruirão plenamente o trabalho das suas próprias mãos”. (Isaías 65:21, 22) De modo que não serão desarraigados da Terra.

      8. O que o próprio Jeová diz com respeito à fidedignidade dessas grandiosas promessas?

      8 Que vislumbres magníficos nos enchem a mente ao passo que meditamos nessas promessas! Provisões maravilhosas aguardam a humanidade fiel sob o amoroso governo do céu. São essas promessas boas demais para ser verídicas? Trata-se apenas de sonhos dum velho, exilado na ilha de Patmos? O próprio Jeová responde: “E O que estava sentado no trono disse: ‘Eis que faço novas todas as coisas.’ Ele diz também: ‘Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.’ E ele me disse: ‘Estão feitas! Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim.’” — Revelação 21:5, 6a.

      9. Por que o cumprimento dessas bênçãos futuras pode ser encarado como absolutamente certo?

      9 É como se o próprio Jeová assinasse uma fiança, ou um título de propriedade, para a humanidade fiel, referente a essas bênçãos futuras. Quem se atreve a questionar tal Fiador? Ora, essas promessas de Jeová são tão certas, que ele fala como se já se tivessem cumprido: “Estão feitas!” Não é Jeová “o Alfa e o Ômega . . .  , Aquele que é, e que era, e que vem, o Todo-poderoso”? (Revelação 1:8) De fato, ele o é! Ele mesmo declara: “Sou o primeiro e sou o último, e além de mim não há Deus.” (Isaías 44:6) Como tal, ele pode inspirar profecias e cumpri-las em todos os pormenores. Quanto isso fortalece a fé! De modo que ele promete: “Eis que faço novas todas as coisas”! Em vez de questionar se essas maravilhas realmente vão acontecer, certamente deveríamos perguntar-nos: ‘O que eu mesmo preciso fazer para herdar tais bênçãos?’

      “Água” Para os Sedentos

      10. Que “água” Jeová oferece, e o que é representado por ela?

      10 É o próprio Jeová quem declara: “A todo aquele que tiver sede darei gratuitamente da fonte da água da vida.” (Revelação 21:6b) Para saciar essa sede, a pessoa tem de estar cônscia da sua necessidade espiritual e estar disposta a aceitar a “água” que Jeová provê. (Isaías 55:1; Mateus 5:3) Que “água”? O próprio Jesus respondeu a essa pergunta quando deu testemunho a uma mulher junto a uma fonte em Samaria. Ele lhe disse: “Quem beber da água que eu lhe der, nunca mais ficará com sede, mas a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água que borbulha para dar vida eterna.” Essa “fonte de água da vida” flui de Deus por meio de Cristo como Sua provisão para restabelecer a humanidade em perfeição de vida. Iguais à mulher samaritana, quão ávidos devemos nós estar para beber fartamente dessa fonte! E, iguais àquela mulher, quão dispostos devemos estar de largar os interesses mundanos a favor de divulgar a outros as boas novas! — João 4:14, 15, 28, 29.

      Aqueles Que Vencem

      11. Que promessa Jeová faz, e a quem essas palavras se aplicam primeiro?

      11 Aqueles que bebem dessa “água” refrescante devem também vencer, conforme Jeová prossegue dizendo: “Todo aquele que vencer herdará estas coisas, e eu serei o seu Deus e ele será o meu filho.” (Revelação 21:7) Essa promessa é similar às promessas encontradas nas mensagens às sete congregações; portanto, essas palavras devem aplicar-se em primeiro lugar a discípulos ungidos. (Revelação 2:7, 11, 17, 26-28; 3:5, 12, 21) Os irmãos espirituais de Cristo, no decorrer dos séculos, têm ansiosamente aguardado o privilégio de fazer parte da Nova Jerusalém. Se vencerem, assim como Jesus venceu, cumprir-se-ão as suas esperanças. — João 16:33.

      12. Como a promessa de Jeová em Revelação 21:7 se cumprirá para com os da grande multidão?

      12 Os da grande multidão de todas as nações também aguardam o cumprimento dessa promessa. Eles também têm de vencer, servindo lealmente a Deus até saírem da grande tribulação. Daí entrarão na sua herança terrestre, ‘o reino preparado para eles desde a fundação do mundo’. (Mateus 25:34) Estes e outros das ovelhas terrestres do Senhor, que passarem com êxito pela prova no fim dos mil anos, serão chamados de “santos”. (Revelação 20:9) Usufruirão uma relação sagrada e filial com seu Criador, Jeová Deus, como membros da Sua organização universal. — Isaías 66:22; João 20:31; Romanos 8:21.

      13, 14. Que práticas temos de evitar resolutamente para herdar as grandiosas promessas de Deus, e por quê?

      13 Em vista dessa grandiosa perspectiva, quão importante é que as Testemunhas de Jeová permaneçam agora limpas das coisas degradantes do mundo de Satanás! Precisamos ser fortes, resolutos e determinados a que o Diabo nunca nos rebaixe arrastando-nos para o grupo que o próprio Jeová aqui descreve: “Mas, quanto aos covardes, e aos que não têm fé, e aos que são repugnantes na sua sujeira, e aos assassinos, e aos fornicadores, e aos que praticam o espiritismo, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, terão o seu quinhão no lago que queima com fogo e enxofre. Este significa a segunda morte.” (Revelação 21:8) Sim, o prospectivo herdeiro tem de evitar as práticas que sujaram este velho sistema de coisas. Ele tem de vencer por permanecer fiel apesar de toda pressão e tentação. — Romanos 8:35-39.

      14 Embora a cristandade afirme ser a noiva de Cristo, ela é caracterizada pelas práticas repugnantes que João aqui descreve. De modo que ela vai para a destruição eterna junto com o restante de Babilônia, a Grande. (Revelação 18:8, 21) Do mesmo modo, quaisquer dos ungidos ou da grande multidão que adotarem a prática de tais transgressões, ou começarem a incentivar outros a praticá-las, enfrentarão a destruição eterna. Se persistirem nessas ações, não herdarão as promessas. E, na nova terra, quaisquer que tentarem introduzir tais práticas serão logo destruídos, sofrendo a segunda morte, sem esperança de ressurreição. — Isaías 65:20.

      15. Quem se destaca como vencedor, e com que visão Revelação é levada a um clímax sublime?

      15 Quem se destaca como vencedor são o Cordeiro, Jesus Cristo, e sua noiva de 144.000, a Nova Jerusalém. Quão apropriado é, então, que Revelação seja levada a um clímax sublime por uma derradeira vista transcendente da Nova Jerusalém! João descreve agora uma última visão.

  • Um novo céu e uma nova terra
    Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
    • [Fotos na página 302]

      Na sociedade da nova terra haverá trabalho e associação alegres para todos

  • A deslumbrante cidade
    Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
    • Capítulo 43

      A deslumbrante cidade

      Visão 16 — Revelação 21:9–22:5

      Assunto: A descrição da Nova Jerusalém

      Tempo do cumprimento: Depois da grande tribulação e do lançamento de Satanás no abismo

      1, 2. (a) Aonde um anjo leva João para ver a Nova Jerusalém, e que contraste observamos aqui? (b) Por que este é o grandioso clímax de Revelação?

      UM ANJO havia levado João ao ermo para mostrar-lhe Babilônia, a Grande. Agora, um do mesmo grupo angélico leva João a um alto monte. Que contraste ele vê ali! Não há ali nenhuma cidade impura, imoral, tal como a meretriz babilônica, mas a Nova Jerusalém — pura, espiritual, santa — e ela desce do próprio céu. — Revelação 17:1, 5.

      2 Nem mesmo a Jerusalém terrestre teve alguma vez tal glória. João informa-nos: “E veio um dos sete anjos que tinham as sete tigelas cheias das últimas sete pragas, e falou comigo, dizendo: ‘Vem para cá, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro.’ Levou-me assim no poder do espírito para um grande e alto monte, e mostrou-me a cidade santa de Jerusalém descendo do céu, da parte de Deus, e tendo a glória de Deus.” (Revelação 21:9-11a) Do ponto de observação daquele alto monte João examina a bela cidade em todos os seus lindos pormenores. Homens de fé estiveram em viva expectativa da vinda dela, desde a queda da humanidade no pecado e na morte. Por fim, aqui está ela! (Romanos 8:19; 1 Coríntios 15:22, 23; Hebreus 11:39, 40) É uma magnífica cidade espiritual, composta de 144.000 leais mantenedores da integridade, deslumbrante na sua santidade e refletindo a própria glória de Jeová. Este é o grandioso clímax de Revelação!

      3. Como João descreve a beleza da Nova Jerusalém?

      3 A Nova Jerusalém é de uma empolgante beleza: “Seu resplendor era semelhante a uma pedra mui preciosa, como pedra de jaspe, brilhando como cristal. Tinha uma grande e alta muralha, e tinha doze portões, e, junto aos portões, doze anjos, e havia nomes inscritos, os quais são os das doze tribos dos filhos de Israel. Ao leste havia três portões, e ao norte havia três portões, e ao sul havia três portões, e ao oeste havia três portões. A muralha da cidade tinha também doze pedras de alicerce, e sobre elas os doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.” (Revelação 21:11b-14) Quão apropriado é que a primeira impressão que João registra seja de uma resplandecente luminosidade! Radiante como noiva, a Nova Jerusalém é consorte apropriada para Cristo. Ela deveras resplandece, assim como é próprio para uma criação do “Pai das luzes celestiais”. — Tiago 1:17.

      4. O que indica que a Nova Jerusalém não é a nação carnal de Israel?

      4 Nos seus 12 portões há inscritos os nomes das 12 tribos de Israel. Portanto, essa simbólica cidade compõe-se dos 144.000, que foram selados “de toda tribo dos filhos de Israel”. (Revelação 7:4-8) Em harmonia com isso, as pedras de alicerce têm inscritos nelas os nomes dos 12 apóstolos do Cordeiro. Sim, a Nova Jerusalém não é a nação carnal de Israel, fundada nos 12 filhos de Jacó. Ela é o Israel espiritual, fundada nos “apóstolos e profetas”. — Efésios 2:20.

      5. O que denota a “grande e alta muralha” da Nova Jerusalém e haver anjos postados em cada entrada dela?

      5 A cidade simbólica tem uma enorme muralha. Nos tempos antigos, as muralhas das cidades eram construídas para segurança, a fim de manter os inimigos fora. A “grande e alta muralha” da Nova Jerusalém mostra que ela é espiritualmente segura. Nenhum inimigo da justiça, nenhum impuro ou desonesto, jamais conseguirá entrar nela. (Revelação 21:27) Mas, para aqueles que são admitidos nela, entrar nessa bela cidade é como entrar no Paraíso. (Revelação 2:7) Depois da expulsão de Adão, postaram-se querubins diante do Paraíso original, a fim de manter fora os humanos impuros. (Gênesis 3:24) De modo similar, há anjos postados em cada uma das entradas da santa cidade de Jerusalém, para garantir a segurança espiritual da cidade. De fato, no decorrer dos últimos dias, anjos têm resguardado de contaminação babilônica a congregação de cristãos ungidos, a qual se torna a Nova Jerusalém. — Mateus 13:41.

      A Medição da Cidade

      6. (a) Como João descreve a medição da cidade, e o que essa medição indica? (b) O que pode explicar que a medida usada era “segundo a medida de homem, sendo também a de anjo”? (Queira ver a nota de rodapé.)

      6 João prossegue com o seu relato: “Ora, aquele que falava comigo segurava como medida uma cana de ouro, para medir a cidade, e os seus portões, e a sua muralha. E a cidade é quadrada, e o seu comprimento é tão grande como a sua largura. E ele mediu a cidade com a cana, doze mil estádios; o comprimento, e a largura, e a altura dela são iguais. Ele mediu também a sua muralha, cento e quarenta e quatro côvados, segundo a medida de homem, sendo também a de anjo.” (Revelação 21:15-17) Quando se mediu o santuário do templo, isso garantiu o cumprimento dos propósitos de Jeová para com ele. (Revelação 11:1) Agora, medir o anjo a Nova Jerusalém mostra quão imutáveis são os propósitos de Jeová para com essa gloriosa cidade.a

      7. O que é notável a respeito das medidas da cidade?

      7 Que cidade notável! Ela é um perfeito cubo de 12.000 estádios (cerca de 2.220 quilômetros) de perímetro, cercada por uma muralha de 144 côvados, ou 64 metros, de altura. Nenhuma cidade literal poderia ter tais medidas. Abrangeria um território cerca de 14 vezes maior do que o do moderno Israel, e se elevaria a quase 560 quilômetros para dentro do espaço sideral! Revelação foi dada em sinais. Portanto, o que nos dizem essas medidas a respeito da Nova Jerusalém celestial?

      8. O que denotam (a) a muralha da cidade, de 144 côvados de altura, (b) a medida da cidade, de 12.000 estádios, e (c) ter a cidade a forma de um perfeito cubo?

      8 A muralha de 144 côvados de altura nos lembra que a cidade se compõe de 144.000 filhos de Deus, adotados espiritualmente. O número 12, que aparece na medida da cidade, de 12.000 estádios — com comprimento, largura e altura iguais — é usado figurativamente em contextos organizacionais nas profecias bíblicas. Portanto, a Nova Jerusalém é um arranjo organizacional de projeto sublime para a realização do propósito eterno de Deus. A Nova Jerusalém, junto com o Rei Jesus Cristo, é a organização do Reino de Jeová. Há também o formato da cidade: um perfeito cubo. No templo de Salomão, o Santíssimo, contendo uma representação simbólica da presença de Jeová, era um perfeito cubo. (1 Reis 6:19, 20) Quão apropriado é, assim, que a Nova Jerusalém, iluminada pela glória do próprio Jeová, seja vista como perfeito cubo em larga escala! Todas as suas medidas estão em perfeito equilíbrio. É uma cidade sem irregularidades ou defeitos. — Revelação 21:22.

      Preciosos Materiais de Construção

      9. Como João descreve os materiais de construção da cidade?

      9 João continua com a sua descrição: “Ora, a estrutura da sua muralha era de jaspe, e a cidade era de ouro puro, como vidro límpido. E os alicerces da muralha da cidade estavam adornados com toda sorte de pedra preciosa: o primeiro alicerce era jaspe, o segundo, safira, o terceiro, calcedônia, o quarto, esmeralda, o quinto, sardônio, o sexto, sárdio, o sétimo, crisólito, o oitavo, berilo, o nono, topázio, o décimo, crisópraso, o undécimo, jacinto, o duodécimo, ametista. Também, os doze portões eram doze pérolas; cada um dos portões era de uma só pérola. E a rua larga da cidade era ouro puro, como vidro transparente.” — Revelação 21:18-21.

      10. O que denota a cidade estar construída com jaspe, ouro e “toda sorte de pedra preciosa”?

      10 A estrutura da cidade é deveras deslumbrante. Em vez de materiais de construção comuns, terrestres, tais como argila ou pedra, lemos sobre jaspe, ouro refinado e “toda sorte de pedra preciosa”. Quão apropriadamente isso retrata materiais de construção celestiais! Nada poderia ser mais magnífico. A antiga arca do pacto estava revestida de ouro puro, e, na Bíblia, esse elemento frequentemente representa coisas boas e valiosas. (Êxodo 25:11; Provérbios 25:11; Isaías 60:6, 17) Mas a inteira Nova Jerusalém, e mesmo sua rua larga, são construídas com “ouro puro, como vidro transparente”, retratando uma beleza e um valor intrínseco, que foge à imaginação.

      11. O que garante que os que compõem a Nova Jerusalém brilharão com a mais elevada pureza espiritual?

      11 Nenhum fundidor humano poderia produzir ouro de tal pureza. Mas Jeová é o Refinador Mestre. Ele está assentado “como refinador e purificador de prata”, e ele refina os membros individuais, fiéis, do Israel espiritual “como o ouro e como a prata”, removendo deles todas as impurezas. Somente aqueles que realmente tiverem sido refinados e purificados constituirão finalmente a Nova Jerusalém, e é desse modo que Jeová constrói a cidade com materiais de construção vivos, que brilham com a mais elevada excelência de pureza espiritual. — Malaquias 3:3, 4.

      12. O que é indicado por (a) estarem os alicerces da cidade adornados com 12 pedras preciosas, e (b) os portões da cidade serem pérolas?

      12 Até mesmo os alicerces da cidade são belos, adornados com 12 pedras preciosas. Isso traz à mente o antigo sumo sacerdote judeu, o qual, em dias cerimoniosos, usava um éfode incrustado de 12 pedras preciosas diferentes, parecidas às descritas aqui. (Êxodo 28:15-21) Isso certamente não é mera coincidência! Antes, enfatiza a função sacerdotal da Nova Jerusalém, de que Jesus, o grande Sumo Sacerdote, é a “lâmpada”. (Revelação 20:6; 21:23; Hebreus 8:1) Também, é por meio da Nova Jerusalém que os benefícios do ministério sumo sacerdotal de Jesus são canalizados para a humanidade. (Revelação 22:1, 2) Os 12 portões da cidade, cada um deles uma pérola de grande beleza, fazem lembrar a ilustração de Jesus, que comparou o Reino a uma pérola de grande valor. Todos os que entrarem por esses portões terão mostrado verdadeiro apreço por valores espirituais. — Mateus 13:45, 46; compare isso com Jó 28:12, 17, 18.

      Uma Cidade de Luz

      13. O que João diz a seguir a respeito da Nova Jerusalém, e por que a cidade não precisa dum templo literal?

      13 No tempo de Salomão, um templo construído na maior elevação da cidade, no monte Moriá, ao norte, destacava-se na cidade. Mas que dizer da Nova Jerusalém? João diz: “E não vi templo nela, pois Jeová Deus, o Todo-poderoso, é o seu templo, também o Cordeiro o é. E a cidade não tinha necessidade do sol, nem da lua, para brilhar sobre ela, pois a glória de Deus a iluminava, e a sua lâmpada era o Cordeiro.” (Revelação 21:22, 23) Na verdade, não há nenhuma necessidade de construir ali um templo literal. O antigo templo judaico era apenas um modelo, e a realidade daquele modelo, o grande templo espiritual, existe desde que Jeová ungiu a Jesus como Sumo Sacerdote em 29 EC. (Mateus 3:16, 17; Hebreus 9:11, 12, 23, 24) Um templo também pressupõe uma classe sacerdotal oferecendo a Jeová sacrifícios a favor do povo. Mas todos os que fazem parte da Nova Jerusalém são sacerdotes. (Revelação 20:6) E o grande sacrifício, a vida humana perfeita de Jesus, foi oferecido de uma vez para sempre. (Hebreus 9:27, 28) Além disso, Jeová está pessoalmente acessível a todos os que moram na cidade.

      14. (a) Por que a Nova Jerusalém não precisa que o sol e a lua raiem sobre ela? (b) O que a profecia de Isaías predisse a respeito da organização universal de Jeová, e como isso envolve a Nova Jerusalém?

      14 No monte Sinai, quando a glória de Jeová passou por Moisés, isso fez com que o rosto de Moisés brilhasse tanto, que ele teve de cobri-lo diante de seus companheiros israelitas. (Êxodo 34:4-7, 29, 30, 33) Pode imaginar, então, o brilho duma cidade permanentemente iluminada pela glória de Jeová? Tal cidade não teria período noturno. Não teria necessidade de sol e lua literais. Irradiaria luz eternamente. (Veja 1 Timóteo 6:16.) A Nova Jerusalém é banhada por essa espécie de brilho radiante. De fato, essa noiva e seu Rei Noivo tornam-se a capital da organização universal de Jeová — a “mulher” dele, “a Jerusalém de cima” — a respeito da qual Isaías profetizou: “Para ti, o sol não mais se mostrará uma luz de dia, e para claridade, a própria lua não mais te dará luz. E Jeová terá de tornar-se para ti uma luz de duração indefinida, e teu Deus, a tua beleza. Não mais se porá o teu sol, nem minguará a tua lua; pois o próprio Jeová se tornará para ti uma luz de duração indefinida e terão acabado os dias do teu pranto.” — Isaías 60:1, 19, 20; Gálatas 4:26.

      Uma Luz Para as Nações

      15. Que palavras de Revelação a respeito da Nova Jerusalém são similares à profecia de Isaías?

      15 Essa mesma profecia predisse também: “E nações hão de ir à tua luz e reis à claridade do teu raiar.” (Isaías 60:3) Revelação mostra que essas palavras incluiriam a Nova Jerusalém: “E as nações andarão por meio da sua luz, e os reis da terra lhe trarão a sua glória. E os seus portões de modo algum se fecharão de dia, porque não haverá ali noite. E trarão a ela a glória e a honra das nações.” — Revelação 21:24-26.

      16. Quem são as “nações” que andarão por meio da luz da Nova Jerusalém?

      16 Quem são essas “nações” que andam por meio da luz da Nova Jerusalém? São pessoas, outrora parte das nações deste mundo iníquo, que reagem favoravelmente à luz lançada por meio dessa gloriosa cidade celestial. As que mais se destacam entre elas são as da grande multidão, que já saíram “de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas”, adorando a Deus dia e noite em associação com os da classe de João. (Revelação 7:9, 15) Depois de a Nova Jerusalém descer do céu e de Jesus usar as chaves da morte e do Hades para ressuscitar os mortos, juntar-se-ão a elas milhões de outras pessoas, originárias das “nações”, que passam a amar a Jeová e o Filho dele, o Marido-Cordeiro da Nova Jerusalém. — Revelação 1:18.

      17. Quem são “os reis da terra” que ‘trazem a sua glória’ à Nova Jerusalém?

      17 Então, quem são “os reis da terra” que “lhe trarão a sua glória”? Não são os reis literais da Terra, como grupo, porque eles desaparecem na destruição ao lutarem contra o Reino de Deus no Armagedom. (Revelação 16:14, 16; 19:17, 18) São esses reis pessoas em altos postos, das nações, que se tornam parte da grande multidão, ou são reis ressuscitados que se sujeitam ao Reino de Deus no novo mundo? (Mateus 12:42) Dificilmente, porque, na maior parte, a glória de tais reis era mundana e já desapareceu há muito tempo. “Os reis da terra”, portanto, que trazem sua glória à Nova Jerusalém, devem ser os 144.000, que são ‘comprados dentre toda tribo, e língua, e povo, e nação’, para reinarem com o Cordeiro, Jesus Cristo. (Revelação 5:9, 10; 22:5) Trazem à cidade a sua glória dada por Deus para aumentar o resplendor dela.

      18. (a) Quem ficará excluído da Nova Jerusalém? (b) Somente quem terá permissão de entrar na cidade?

      18 João prossegue: “Mas, tudo o que não for sagrado, e todo aquele que praticar uma coisa repugnante e a mentira, de modo algum entrará nela; somente os escritos no rolo da vida do Cordeiro entrarão.” (Revelação 21:27) Nada maculado pelo sistema de coisas de Satanás pode ter parte na Nova Jerusalém. Embora os portões dela estejam permanentemente abertos, ninguém que “praticar uma coisa repugnante e a mentira” terá permissão de entrar. Não haverá apóstatas naquela cidade, nem quaisquer membros de Babilônia, a Grande. E se alguém tentar dessacrar a cidade por corromper seus futuros membros enquanto eles ainda estão na Terra, os esforços dele fracassarão. (Mateus 13:41-43) Apenas “os escritos no rolo da vida do Cordeiro”, os 144.000, entrarão finalmente na Nova Jerusalém.b — Revelação 13:8; Daniel 12:3.

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