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    Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
    • Capítulo 18

      Terremotos no dia do senhor

      1, 2. (a) Qual é a sensação que se tem ao passar por um grande terremoto? (b) O que João descreve quando se abre o sexto selo?

      JÁ PASSOU alguma vez por um grande terremoto? Não é uma experiência agradável. Um grande tremor de terra pode começar com uma ondulação enjoativa e um barulho retumbante. O balanço pode ser agravado por solavancos intermitentes, enquanto se corre em busca de um lugar de segurança — talvez debaixo duma escrivaninha. Ou pode vir com uma sacudida repentina, destrutiva, seguida pelo destroçamento de louça, mobília e até edifícios. Os danos causados podem ser catastróficos, com frequentes abalos secundários causando danos adicionais e aumentando a miséria.

      2 Com isso em mente, considere o que João descreve como acontecendo na abertura do sexto selo: “E eu vi quando ele abriu o sexto selo, e houve um grande terremoto.” (Revelação 6:12a) Isso tem de acontecer no mesmo período da abertura dos outros selos. Exatamente quando, no dia do Senhor, ocorre este terremoto, e que espécie de sismo é? — Revelação 1:10.

      3. (a) Que ocorrências Jesus predisse na profecia a respeito do sinal da sua presença? (b) Que relação têm os terremotos literais com o grande terremoto simbólico de Revelação 6:12?

      3 Terremotos literais e figurativos são mencionados várias vezes na Bíblia. Jesus, na sua grande profecia sobre o sinal da sua presença no poder do Reino, previu “terremotos num lugar após outro”. Estes fariam parte de “um princípio das dores de aflição”. Desde 1914, com o aumento explosivo da população mundial, chegando a bilhões de pessoas, tremores literais têm contribuído significativamente para as aflições dos nossos tempos. (Mateus 24:3, 7, 8) Não obstante, embora cumpram profecias, esses terremotos têm sido calamidades naturais, físicas. Precedem ao grande terremoto simbólico de Revelação 6:12. Este, de fato, virá como o devastador final duma série de tremores anteriores que abalam o sistema de coisas terrestre, humano, de Satanás até os seus alicerces.a

      Tremores na Sociedade Humana

      4. (a) Desde quando esperava o povo de Jeová que eventos catastróficos começassem em 1914? (b) O fim de que período seria marcado por 1914?

      4 Desde os meados da década de 1870, os do povo de Jeová esperavam que eventos catastróficos começassem em 1914 e marcassem o fim dos Tempos dos Gentios. Este é o período de “sete tempos” (2.520 anos) que se estendeu desde a derrubada do reino davídico em Jerusalém, em 607 AEC, até a entronização de Jesus na Jerusalém celestial, em 1914 EC. — Daniel 4:24, 25; Lucas 21:24, Almeida.b

      5. (a) Que anúncio C. T. Russell deu em 2 de outubro de 1914? (b) Que reviravoltas políticas têm ocorrido desde 1914?

      5 Neste respeito, quando C. T. Russell compareceu à adoração matinal com a família de Betel de Brooklyn, Nova York, na manhã de 2 de outubro de 1914, ele deu este anúncio dramático: “Terminaram os Tempos dos Gentios; seus reis já tiveram seus dias.” De fato, a reviravolta mundial que começou em 1914 foi tão extensa, que muitas monarquias de longa data desapareceram. A derrubada do czarismo na revolução bolchevique de 1917 levou a um longo confronto entre o marxismo e o capitalismo. Abalos causados por mudanças políticas continuam a perturbar a sociedade humana em toda a Terra. Atualmente, muitos governos não sobrevivem mais do que um ou dois anos. A falta de estabilidade no mundo político é ilustrada pelo caso da Itália, que teve 47 governos novos em apenas 42 anos depois da Segunda Guerra Mundial. Mas esses tremores são apenas preliminares a uma culminante reviravolta governamental. Com que resultado? O Reino de Deus assumirá a governança exclusiva da Terra. — Isaías 9:6, 7.

      6. (a) Como H. G. Wells descreveu esta nova e momentosa época? (b) O que um filósofo e um estadista escreveram sobre a época desde 1914?

      6 Historiadores, filósofos e líderes políticos têm apontado para o ano de 1914 como o início duma época nova e momentosa. Dezessete anos depois do começo desta época, o historiador H. G. Wells comentou: “O profeta de bom grado profetizaria coisas agradáveis. Mas ele tem o dever de contar o que vê. Ele vê um mundo ainda firmemente controlado por soldados, patriotas, usurários e especuladores financeiros; um mundo entregue à suspeita e ao ódio, que perde bem rapidamente o que sobrou das liberdades pessoais, tropeçando em direção a amargos conflitos de classes, e preparando-se para novas guerras.” Em 1953, o filósofo Bertrand Russell escreveu: “Desde 1914, todos os que estão cônscios das tendências do mundo estão profundamente preocupados com o que está parecendo uma marcha fadada e predeterminada em direção a uma calamidade cada vez maior. . . . [As pessoas] veem a raça humana, igual ao herói duma tragédia grega, impelida por deuses irados e não mais dona do destino.” Em 1980, o estadista Harold Macmillan, refletindo sobre o começo pacífico do século 20, disse: “Tudo ficaria cada vez melhor. Este era o mundo em que nasci. . . . De repente, inesperadamente, certa manhã de 1914, o negócio inteiro acabou.”

      7-9. (a) Que reviravoltas têm sacudido a sociedade humana desde 1914? (b) As reviravoltas na sociedade humana durante a presença de Jesus por fim incluiriam que situação na humanidade?

      7 A Segunda Guerra Mundial trouxe outra onda de reviravoltas. Guerras menores e terrorismo internacional continuam a abalar a Terra. Muitos ficam perplexos em vista da terrível ameaça de terroristas ou de países que venham a usar armas de destruição em massa.

      8 Outras coisas, porém, além das guerras, têm abalado a sociedade humana até os alicerces, desde 1914. Uma das mais traumáticas reviravoltas teve começo com o colapso do mercado de ações dos Estados Unidos, em 29 de outubro de 1929. Isto provocou a Grande Depressão, que afetou todos os países capitalistas. Essa depressão cessou entre 1932 e 1934, mas ainda sentimos seus efeitos. Desde 1929, o mundo economicamente doentio foi remendado com planos improvisados. Os governos se entregam ao financiamento deficitário. A crise do petróleo em 1973 e o colapso das bolsas de valores em 1987 aumentaram o abalo do império financeiro. No ínterim, milhões de pessoas compram na maior parte a crédito. Inúmeras pessoas são vítimas de trapaças financeiras, planos piramidais, loterias e outros subterfúgios para jogatina, que em grande parte são patrocinados por governos que deveriam proteger o povo. Até mesmo os televangelistas da cristandade estendem a mão para a sua parte multimilionária! — Veja Jeremias 5:26-31.

      9 Anteriormente, as dificuldades econômicas haviam aberto o caminho para Mussolini e Hitler assumirem o poder. Babilônia, a Grande, não perdeu tempo e logo cortejou os favores deles, e o Vaticano celebrou concordatas com a Itália em 1929 e com a Alemanha em 1933. (Revelação 17:5) Os dias de trevas que se seguiram certamente faziam parte do cumprimento da profecia de Jesus a respeito da sua presença, que incluiria “angústia de nações, não sabendo o que fazer . . . os homens ficando desalentados de temor e na expectativa das coisas que vêm sobre a terra habitada”. (Lucas 21:7-9, 25-31)c Sim, os abalos que começaram a sacudir a sociedade humana em 1914 têm continuado, com poderosos tremores secundários.

      Jeová Causa Abalos

      10. (a) Por que há tantos tremores nos assuntos humanos? (b) O que Jeová produz, e em preparação para quê?

      10 Tais tremores nos assuntos humanos são o resultado da incapacidade do homem de dirigir os seus próprios passos. (Jeremias 10:23) Além disso, a antiga serpente, Satanás, “que está desencaminhando toda a terra habitada”, está causando ais no seu derradeiro esforço de desviar toda a humanidade da adoração de Jeová. A moderna tecnologia reduziu a Terra a uma única comunidade, em que ódios nacionalistas e raciais abalam a sociedade humana até os alicerces, e as chamadas Nações Unidas não encontram nenhuma solução eficaz. Mais do que nunca, homem está dominando homem para seu prejuízo. (Revelação 12:9, 12; Eclesiastes 8:9) Todavia, o Soberano Senhor Jeová, Criador do céu e da Terra, tem produzido sua própria espécie de tremor por quase 90 anos, em preparação para solucionar os problemas da Terra de uma vez por todas. Como?

      11. (a) Que tremor é descrito em Ageu 2:6, 7? (b) Como se cumpre a profecia de Ageu?

      11 Lemos em Ageu 2:6, 7: “Pois assim disse Jeová dos exércitos: ‘Mais uma vez — dentro em pouco — e eu farei tremer os céus, e a terra, e o mar, e o solo seco. E vou fazer tremer todas as nações, e terão de entrar as coisas desejáveis de todas as nações; e eu vou encher esta casa de glória’, disse Jeová dos exércitos.” Especialmente desde o ano de 1919, Jeová tem feito suas testemunhas proclamar Seus julgamentos entre todos os elementos da sociedade humana na Terra. O sistema mundial de Satanás foi alertado por este aviso global.d Ao passo que o aviso se intensifica, humanos tementes a Deus, “as coisas desejáveis”, são induzidos a se separar das nações. Não é que sejam sacudidos para fora da organização de Satanás pelos tremores nela. Mas ao passo que discernem a situação, tomam a sua própria decisão de participar com os da classe ungida de João em encher de glória a casa de adoração de Jeová. Como se realiza isso? Com o trabalho zeloso da pregação das boas novas do Reino estabelecido de Deus. (Mateus 24:14) Este Reino, composto de Jesus e de seus seguidores ungidos, continuará para sempre em pé para a glória de Jeová como “reino que não pode ser abalado”. — Hebreus 12:26-29.

      12. Se você aceitou a pregação predita em Mateus 24:14, o que deverá fazer antes de ocorrer o grande terremoto de Revelação 6:12?

      12 É você um daqueles que aceitou essa pregação? Está você talvez entre os milhões que nos últimos anos têm assistido à Comemoração da morte de Jesus? Em caso afirmativo, continue a progredir no seu estudo da verdade bíblica. (2 Timóteo 2:15; 3:16, 17) Abandone completamente o modo de vida corrupto da condenada sociedade terrestre de Satanás! Entre logo na sociedade cristã do novo mundo e participe plenamente nas atividades dela, antes de o derradeiro “terremoto” catastrófico destroçar todo o mundo de Satanás. Mas o que é este grande terremoto? Vejamos.

      O Grande Terremoto!

      13. De que modo será o grande terremoto algo totalmente novo na experiência humana?

      13 Sim, estes últimos dias críticos têm sido um tempo de terremotos — literais e figurativos. (2 Timóteo 3:1) Mas nenhum destes tremores é o grande abalo final que João vê por ocasião da abertura do sexto selo. Acabou o tempo de abalos preliminares. Agora virá um grande terremoto, totalmente novo na experiência humana. É um terremoto tão grande que as sublevações e as convulsões que causa não poderão ser medidas pela escala Richter nem por qualquer outra medição humana. Não será um mero sismo local, mas sim um abalo cataclísmico, que devastará toda a “terra”, isto é, toda a depravada sociedade humana.

      14. (a) Que profecia prediz um grande terremoto e suas consequências? (b) A que devem referir-se as profecias de Joel e de Revelação 6:12, 13?

      14 Outros profetas de Jeová predisseram tal terremoto e suas consequências catastróficas. Por exemplo, por volta de 820 AEC, Joel falou de “chegar o grande e atemorizante dia de Jeová”, dizendo que então “o próprio sol será transformado em escuridão e a lua em sangue”. Mais adiante, ele acrescenta as seguintes palavras: “Massas de gente, massas de gente estão na baixada da decisão, porque está próximo o dia de Jeová na baixada da decisão. Mesmo o sol e a lua hão de ficar escuros e as próprias estrelas recolherão realmente a sua claridade. E de Sião bramirá o próprio Jeová e de Jerusalém fará ouvir a sua voz. E hão de tremer céu e terra; mas Jeová será refúgio para o seu povo e baluarte para os filhos de Israel.” (Joel 2:31; 3:14-16) Esse tremor só se pode aplicar à execução do julgamento por Jeová durante a grande tribulação. (Mateus 24:21) Assim, o relato paralelo em Revelação 6:12, 13, tem logicamente a mesma aplicação. — Veja também Jeremias 10:10; Sofonias 1:14, 15.

      15. Que forte abalo predisse o profeta Habacuque?

      15 Uns 200 anos depois de Joel, o profeta Habacuque disse em oração ao seu Deus: “Ó Jeová, ouvi as notícias a teu respeito. Fiquei com medo da tua atuação, ó Jeová. Aviva-a no meio dos anos! Torna-a conhecida no meio dos anos. Durante a agitação, que tu te lembres de ter misericórdia.” O que seria esta “agitação”? Habacuque prossegue, dando uma descrição vívida da grande tribulação, dizendo sobre Jeová: “Ele ficou parado para sacudir a terra. Ele viu, e então fez nações pular. . . . Marchaste com verberação através da terra. Em ira trilhaste as nações. Ainda assim, no que se refere a mim, vou rejubilar com o próprio Jeová; vou jubilar com o Deus da minha salvação.” (Habacuque 3:1, 2, 6, 12, 18) Que forte abalo Jeová causará em toda a Terra quando trilhar as nações!

      16. (a) O que predisse o profeta Ezequiel para o tempo em que Satanás fará seu ataque final contra o povo de Deus? (b) O que resulta do grande terremoto de Revelação 6:12?

      16 Também Ezequiel predisse que, quando Gogue de Magogue (o rebaixado Satanás) fizer seu ataque final contra o povo de Deus, Jeová causará “um grande tremor no solo de Israel”. (Ezequiel 38:18, 19) Embora talvez envolva terremotos literais, devemos lembrar-nos de que Revelação é apresentada em sinais. Esta profecia e as outras citadas são altamente simbólicas. Portanto, a abertura do sexto selo parece revelar a culminação de todos os abalos deste terrestre sistema de coisas — o grande terremoto, no qual todos os humanos opostos à soberania de Jeová Deus são destruídos.

      Tempo de Escuridão

      17. Como o grande terremoto afeta o sol, a lua e as estrelas?

      17 Conforme João prossegue mostrando, o grande terremoto vem acompanhado por eventos aterrorizantes, que envolvem até mesmo os céus. Ele diz: “E o sol ficou negro como serapilheira de pelo e a lua inteira ficou como sangue, e as estrelas do céu caíram para a terra, como quando a figueira, sacudida por forte vento, deixa cair os seus figos verdes.” (Revelação 6:12b, 13) Que fenômeno notável! Pode imaginar a assustadora escuridão que resultaria, se a profecia se cumprisse literalmente? De dia não haveria mais nenhuma luz solar quentinha e confortadora! De noite não haveria mais aquela amigável e prateada luz da lua! E as miríades de estrelas não cintilariam mais contra o fundo aveludado do céu. Em vez disso, haveria escuridão fria e implacável. — Note Mateus 24:29.

      18. De que modo ‘se escureceram os céus’ para Jerusalém em 607 AEC?

      18 Em sentido espiritual, tal escuridão foi profetizada para o antigo Israel. Jeremias advertiu: “Um baldio desolado é o que se tornará a terra inteira, e não executarei eu uma exterminação cabal? Por esta causa pranteará a terra e certamente se escurecerão os céus acima.” (Jeremias 4:27, 28) Em 607 AEC, quando esta profecia se cumpriu, as coisas de fato estavam pretas para o povo de Jeová. Sua capital, Jerusalém, caiu diante dos babilônios. Seu templo foi destruído, e sua terra foi abandonada. Não havia para eles nenhuma confortadora luz do céu. Antes, era como Jeremias disse em lamentação a Jeová: “Mataste; não tiveste compaixão. Com uma massa de nuvem impediste a aproximação a ti, para que não passasse nenhuma oração.” (Lamentações 3:43, 44) Para Jerusalém, aquela escuridão celestial significava morte e destruição.

      19. (a) Como Isaías, profeta de Deus, descreve a escuridão nos céus com relação à antiga Babilônia? (b) Quando e como se cumpriu a profecia de Isaías?

      19 Mais tarde, uma escuridão similar nos céus indicava calamidade para a antiga Babilônia. Sobre isso, o profeta de Deus foi inspirado a escrever: “Eis que está chegando o próprio dia de Jeová, cruel, tanto com fúria como com ira ardente, para fazer da terra um assombro e para aniquilar nela os pecadores da terra. Pois as próprias estrelas dos céus e suas constelações de Quesil não deixarão brilhar a sua luz; o sol realmente escurecerá na sua saída e a própria lua não deixará resplandecer a sua luz. E certamente farei recair sobre o solo produtivo a sua própria maldade, e sobre os próprios iníquos o erro deles.” (Isaías 13:9-11) Esta profecia cumpriu-se em 539 AEC, quando Babilônia caiu diante dos medos e dos persas. Ela descreve bem o negrume, o desespero, a total falta de luz confortadora para Babilônia, quando ela caiu para sempre da sua posição como principal potência mundial.

      20. Que temível resultado está em reserva para este sistema de coisas quando sobrevier o grande terremoto?

      20 De modo similar, quando sobrevier o grande terremoto, todo este sistema mundial ficará no desespero de total escuridão. Os luminares brilhantes e refulgentes do sistema terrestre de Satanás não lançarão nenhum raio de esperança. Mesmo já hoje em dia, os líderes políticos da Terra, especialmente na cristandade, são notórios por sua corrupção, suas mentiras e seu modo de vida imoral. (Isaías 28:14-19) Não se pode mais confiar neles. Sua bruxuleante luz se apagará totalmente quando Jeová executar o julgamento. Sua influência, semelhante à lua, nos assuntos da Terra será exposta como sangrenta, mortífera. Seus superastros mundanos se extinguirão como meteoritos mergulhantes e se espalharão como figos verdes num rugiente vendaval. Todo nosso globo tremerá sob uma “grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo”. (Mateus 24:21) Que perspectiva temível!

      “O Céu” Afasta-se

      21. O que observa João na sua visão a respeito do “céu” e de “cada monte e cada ilha”?

      21 A visão de João prossegue: “E o céu afastou-se como um rolo que está sendo enrolado, e cada monte e cada ilha foram removidos dos seus lugares.” (Revelação 6:14) É evidente que não se trata de céus literais, nem de montes e ilhas literais. Mas o que simbolizam?

      22. Em Edom, que espécie de “céus” foram “enrolados, como o rolo dum livro”?

      22 Quanto ao “céu”, somos ajudados a entender isso por uma profecia similar, que fala do furor de Jeová contra todas as nações: “E todos os do exército dos céus terão de apodrecer. E os céus terão de ser enrolados, como o rolo dum livro.” (Isaías 34:4) Especialmente Edom tem de sofrer. Como? Edom foi invadida pelos babilônios logo depois da destruição de Jerusalém em 607 AEC. Naquele tempo não se registrou nenhum acontecimento de destaque como ocorrendo nos céus literais. Mas havia acontecimentos catastróficos nos “céus” de Edom.e Seus poderes governamentais, humanos, foram rebaixados da sua posição elevada, semelhante aos céus. (Isaías 34:5) Foram “enrolados” e como que postos de lado, igual a um rolo velho, que não serve mais para ninguém.

      23. O que é “o céu” que ‘se afastará como um rolo’, e como é este entendimento confirmado pelas palavras de Pedro?

      23 Portanto, “o céu” que há de ‘afastar-se como um rolo’ refere-se aos governos contrários a Deus, que governam esta Terra. Eles serão removidos definitivamente pelo Cavaleiro no cavalo branco, que vence tudo. (Revelação 19:11-16, 19-21) Isto é confirmado por aquilo que o apóstolo Pedro disse quando aguardava os eventos indicados pela abertura do sexto selo: “Os céus e a terra que agora existem estão sendo guardados para o fogo e estão sendo reservados para o dia do julgamento e da destruição dos homens ímpios.” (2 Pedro 3:7) Mas que dizer da expressão “cada monte e cada ilha foram removidos dos seus lugares”?

      24. (a) Nas profecias bíblicas, quando é que se diz que montes e ilhas tremem ou são desestabilizados? (b) Como ‘tremeram os montes’ quando Nínive caiu?

      24 Nas profecias bíblicas, montes e ilhas são mencionados como tremendo ou como sendo de outro modo desestabilizados por ocasião de grandes reviravoltas políticas. Por exemplo, ao predizer os julgamentos de Jeová contra Nínive, o profeta Naum escreveu: “Os próprios montes tremeram por causa dele e os próprios morros estavam derretendo. E a terra será sublevada por causa de sua face.” (Naum 1:5) Não há registro de que montes literais se tenham desfeito quando Nínive realmente caiu em 632 AEC. Mas a potência mundial, que antes parecia montanhesca na sua força, de repente entrou em colapso. — Compare isso com Jeremias 4:24.

      25. Quando vier o fim deste sistema de coisas, como é que “cada monte e cada ilha” serão removidos dos seus lugares?

      25 Portanto, “cada monte e cada ilha”, mencionados na abertura do sexto selo, são logicamente governos políticos e organizações dependentes, deste mundo, que para muitos da humanidade têm parecido ser bem estáveis. Serão sacudidos do seu lugar, para a consternação e o horror daqueles que antes confiavam neles. Conforme a profecia continua a relatar, não haverá dúvida de que o grande dia do furor de Jeová e de seu Filho — o abalo final que removerá toda a organização de Satanás — terá chegado violentamente!

      “Caí Sobre Nós e Escondei-nos”

      26. Como agirão no seu terror os humanos que se opõem à soberania de Deus, e que expressão de horror farão?

      26 As palavras de João prosseguem: “E os reis da terra, e os dignitários, e os comandantes militares, e os ricos, e os fortes, e todo escravo e toda pessoa livre esconderam-se em cavernas e nas rochas dos montes. E estão dizendo aos montes e às rochas: ‘Caí sobre nós e escondei-nos do rosto Daquele que está sentado no trono e do furor do Cordeiro, porque veio o grande dia do seu furor, e quem é que pode ficar de pé?’” — Revelação 6:15-17.

      27. Que clamores os israelitas infiéis de Samaria fizeram, e como se cumpriram essas palavras?

      27 Quando Oseias proferiu o julgamento de Jeová sobre Samaria, capital do reino setentrional de Israel, ele disse: “Os altos de Bete-Áven, o pecado de Israel, serão realmente aniquilados. Espinhos e abrolhos é que subirão aos seus altares. E, de fato, as pessoas dirão aos montes: ‘Cobri-nos!’ e aos morros: ‘Caí sobre nós!’” (Oseias 10:8) Como se cumpriram estas palavras? Pois bem, quando Samaria caiu diante dos cruéis assírios, em 740 AEC, não havia para onde os israelitas pudessem fugir. As palavras de Oseias expressam o sentimento de desamparo, de desesperado terror e de abandono, do povo vencido. Nem os morros literais, nem as instituições montanhescas de Samaria podiam protegê-lo, embora no passado parecessem tão estáveis.

      28. (a) Que aviso Jesus deu às mulheres de Jerusalém? (b) Como o aviso de Jesus se cumpriu?

      28 De maneira similar, quando Jesus estava sendo levado pelos soldados romanos para a sua morte, ele se dirigiu às mulheres de Jerusalém e disse: “Eis que virão dias em que as pessoas dirão: ‘Felizes as mulheres estéreis e as madres que não deram à luz, e os peitos que não amamentaram!’ Então principiarão a dizer aos montes: ‘Caí sobre nós!’, e às colinas: ‘Cobri-nos!’” (Lucas 23:29, 30) A destruição de Jerusalém pelos romanos, em 70 EC, é bem documentada, e é evidente que as palavras de Jesus tinham uma significância similar às de Oseias. Não havia esconderijo para os judeus que permaneceram na Judeia. Onde quer que tenham tentado esconder-se, em Jerusalém, ou mesmo quando fugiram para a cidadela de Massada, no cume dum monte, não conseguiram escapar da expressão violenta do julgamento de Jeová.

      29. (a) Quando vier o dia do furor de Jeová, em que situação angustiosa se encontrarão os comprometidos em apoiar este sistema de coisas? (b) Que profecia de Jesus se cumprirá quando Jeová expressar a sua ira?

      29 Agora, a abertura do sexto selo mostra que algo similar irá acontecer durante o vindouro dia do furor de Jeová. No abalo final deste sistema de coisas terrestre, os comprometidos a apoiá-lo procurarão desesperadamente um lugar para se esconder, mas não encontrarão nenhum. A religião falsa, Babilônia, a Grande, já lhes falhou totalmente. Nem cavernas nos montes literais, nem organizações políticas e comerciais, simbolizadas por montes, proverão segurança financeira ou qualquer outro tipo de ajuda. Nada os abrigará contra o furor de Jeová. O terror deles é bem descrito por Jesus: “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se baterão então em lamento, e verão o Filho do homem vir nas nuvens do céu, com poder e grande glória.” — Mateus 24:30.

      30. (a) O que se subentende na pergunta: “Quem é que pode ficar de pé?” (b) Poderá alguém ficar de pé no tempo do julgamento de Jeová?

      30 Sim, os que se tiverem negado a reconhecer a autoridade do Cavaleiro vitorioso no cavalo branco se verão obrigados a admitir seu erro. Os humanos que voluntariamente fizeram parte do descendente da serpente se confrontarão com a destruição, quando o mundo de Satanás deixar de existir. (Gênesis 3:15; 1 João 2:17) A situação mundial naquele tempo será tal que muitos, na realidade, perguntarão: “Quem é que pode ficar de pé?” Pelo visto, presumirão que absolutamente ninguém poderá ficar de pé como aprovado diante de Jeová naquele dia de Seu julgamento. Mas estarão errados, conforme o livro de Revelação passa a mostrar.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Os terremotos literais muitas vezes são precedidos por perturbações sísmicas que fazem cães latir ou agir de modo assustado, e agitam outros animais e peixes, embora os humanos talvez só se deem conta disso quando ocorre o próprio terremoto. — Veja Despertai! de 8 de janeiro de 1983, página 14.

      b Veja a explicação pormenorizada nas páginas 22 e 24.

      c Por mais de 35 anos, de 1895 a 1931, as palavras de Lucas 21:25, 28, 31, foram citadas na capa da revista The Watchtower (A Torre de Vigia, hoje A Sentinela), tendo por fundo um farol iluminando um céu tempestuoso acima dum mar agitado.

      d Por exemplo, numa campanha especial, em 1931, as Testemunhas de Jeová entregaram pessoalmente muitos milhares de exemplares do folheto O Reino, a Esperança do Mundo (em português recebeu o título O Reino de Deus É a Felicidade do Povo) a clérigos, políticos e comerciantes em toda a Terra.

      e Usando a palavra “céus” de modo similar, a profecia sobre “novos céus”, em Isaías 65:17, 18, teve seu primeiro cumprimento no novo sistema governamental, com o Governador Zorobabel e o Sumo Sacerdote Jesua, estabelecido na Terra Prometida após o retorno dos judeus do exílio babilônico. — 2 Crônicas 36:23; Esdras 5:1, 2; Isaías 44:28.

  • A selagem do Israel de Deus
    Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
    • Capítulo 19

      A selagem do Israel de Deus

      Visão 4 — Revelação 7:1-17

      Assunto: Os 144.000 são selados, e uma grande multidão é vista em pé diante do trono de Jeová e diante do Cordeiro

      Tempo do cumprimento: A partir da entronização de Cristo Jesus, em 1914, passando para o seu Reinado milenar

      1. “Quem é que pode ficar de pé” no grande dia do furor divino?

      “QUEM é que pode ficar de pé?” (Revelação 6:17) De fato, quem? Quando o grande dia do furor divino devastar o sistema de Satanás, é bem possível que governantes e povos do mundo façam esta pergunta. Para eles, parecerá que o iminente cataclismo acabará com toda a vida humana. Mas fará isso? Felizmente, o profeta de Deus nos assegura: “Todo aquele que invocar o nome de Jeová salvar-se-á.” (Joel 2:32) Os apóstolos Pedro e Paulo confirmam esse fato. (Atos 2:19-21; Romanos 10:13) Sim, aqueles que invocarem o nome de Jeová sobreviverão. Quem serão? Veremos isso no desenrolar da próxima visão.

      2. Por que é admirável que haja sobreviventes do dia de juízo de Jeová?

      2 É deveras admirável que alguém consiga passar vivo pelo dia de juízo de Jeová, porque outro profeta de Deus o descreve nas seguintes palavras: “Eis que saiu de Jeová um vendaval, o próprio furor, uma tormenta impetuosa. Rodopiará sobre a cabeça dos iníquos. A ira ardente de Jeová não recuará até que ele tenha executado e até que tenha realizado as ideias de seu coração.” (Jeremias 30:23, 24) É urgente que adotemos medidas para aguentar essa tormenta! — Provérbios 2:22; Isaías 55:6, 7; Sofonias 2:2, 3.

      Os Quatro Ventos

      3. (a) Que serviço especial realizado por anjos João observa? (b) O que simbolizam “os quatro ventos”?

      3 Antes de Jeová desencadear esta fúria, anjos celestiais prestam um serviço especial. João vê isso agora na visão: “Depois disso vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, segurando firmemente os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, ou sobre o mar, ou sobre qualquer árvore.” (Revelação 7:1) O que significa isso para nós, hoje? Estes “quatro ventos” são um símbolo vívido do julgamento destrutivo prestes a ser desencadeado sobre uma sociedade humana terrestre, iníqua, sobre o “mar” empolado da humanidade violadora da lei, e sobre governantes altaneiros como árvores, que derivam seu apoio e seu sustento do povo da Terra. — Isaías 57:20; Salmo 37:35, 36.

      4. (a) O que os quatro anjos representam? (b) Qual será o efeito sobre a organização terrestre de Satanás quando os quatro ventos forem soltos?

      4 Sem dúvida, os quatro anjos representam quatro grupos angélicos, usados por Jeová para suster a execução do julgamento até o tempo designado. Quando os anjos soltarem esses ventos do furor divino, para girarem, todos de uma só vez, do norte, do sul, do leste e do oeste, a devastação será tremenda. Será semelhante, mas em escala estupenda, ao uso que Jeová fez de quatro ventos para espalhar os antigos elamitas, desbaratando-os e exterminando-os. (Jeremias 49:36-38) Será um gigantesco vendaval, muito mais devastador do que a “tormenta” com a qual Jeová aniquilou a nação de Amom. (Amós 1:13-15) Nenhuma parte da organização de Satanás, na Terra, poderá resistir no dia da fúria de Jeová, quando ele vindicar a sua soberania por toda a eternidade. — Salmo 83:15, 18; Isaías 29:5, 6.

      5. Como a profecia de Jeremias nos ajuda a entender que os julgamentos de Deus abrangerão a Terra inteira?

      5 Podemos ter certeza de que os julgamentos de Deus assolarão a Terra inteira? Veja novamente o que seu profeta Jeremias disse: “Eis que sai uma calamidade de nação em nação e suscitar-se-á até mesmo uma grande tormenta desde as partes mais remotas da terra. E os mortos por Jeová certamente virão a estar naquele dia de uma extremidade da terra até à outra extremidade da terra.” (Jeremias 25:32, 33) É durante esta tormenta que este mundo ficará envolvido em escuridão. Suas organizações governantes serão abaladas até desaparecerem. (Revelação 6:12-14) Mas o futuro não será escuro para todos. Então, por causa de quem são seguros os quatro ventos?

      A Selagem dos Escravos de Deus

      6. Quem manda os anjos segurar os quatro ventos, e isso dá tempo para quê?

      6 João continua, descrevendo como alguns seriam marcados para sobreviver, dizendo: “E eu vi outro anjo ascender desde o nascente do sol, tendo um selo do Deus vivente; e ele gritou com voz alta para os quatro anjos aos quais se concedera fazer dano à terra e ao mar, dizendo:‘Não façais dano nem à terra, nem ao mar,nem às árvores, até depois de termos selado os escravos de nosso Deus nas suas testas.’” — Revelação 7:2, 3.

      7. Quem é realmente o quinto anjo, e que evidência nos ajuda a determinar sua identidade?

      7 Embora não se mencione o nome deste quinto anjo, toda a evidência indica que deve ser o glorificado Senhor Jesus. Em harmonia com Jesus ser o Arcanjo, mostra-se aqui que ele tem autoridade sobre os outros anjos. (1 Tessalonicenses 4:16; Judas 9) Ele ascende desde o leste, igual aos “reis do nascente do sol” — Jeová e seu Cristo — que vêm executar o julgamento, assim como fizeram os reis Dario e Ciro, quando humilharam a antiga Babilônia. (Revelação 16:12; Isaías 45:1; Jeremias 51:11; Daniel 5:31) Este anjo também se assemelha a Jesus no sentido de que se lhe confia a selagem dos cristãos ungidos. (Efésios 1:13, 14) Além disso, quando se soltam os ventos, é Jesus quem guia os exércitos celestiais na execução do julgamento nas nações. (Revelação 19:11-16) Logicamente, pois, seria Jesus quem ordenaria que a destruição da organização terrestre de Satanás fosse sustada até que se selassem os escravos de Deus.

      8. O que é a selagem, e quando começou?

      8 O que é esta selagem, e quem são esses escravos de Deus? A selagem começou em Pentecostes de 33 EC, quando os primeiros cristãos judeus foram ungidos com espírito santo. Mais tarde, Deus passou a chamar e a ungir “pessoas das nações”. (Romanos 3:29; Atos 2:1-4, 14, 32, 33; 15:4) O apóstolo Paulo escreveu que os cristãos ungidos têm a garantia de que ‘pertencem a Cristo’, e acrescentou que Deus “pôs também o seu selo sobre nós e nos deu o penhor daquilo que há de vir, isto é, o espírito, em nossos corações”. (2 Coríntios 1:21, 22; veja Revelação 14:1.) Portanto, quando esses escravos são adotados como filhos espirituais de Deus, eles recebem um penhor antecipado da sua herança celestial — um selo, ou uma garantia. (2 Coríntios 5:1, 5; Efésios 1:10, 11) Podem assim dizer: “O próprio espírito dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus. Então, se somos filhos, somos também herdeiros: deveras, herdeiros de Deus, mas co-herdeiros de Cristo, desde que soframos juntamente, para que também sejamos glorificados juntamente.” — Romanos 8:15-17.

      9. (a) Que perseverança se requer da parte dos remanescentes filhos de Deus, gerados pelo espírito? (b) Por quanto tempo prosseguirá a prova dos ungidos?

      9 “Desde que soframos juntamente” — o que significa isso? Para receber a coroa da vida, os cristãos ungidos precisam perseverar, fiéis até a morte. (Revelação 2:10) Não é uma questão de ‘uma vez salvo, salvo para sempre’. (Mateus 10:22; Lucas 13:24) Antes, são admoestados: “Fazei . . . o vosso máximo para vos assegurar da vossa chamada e escolha.” Iguais ao apóstolo Paulo, por fim devem poder dizer: “Tenho travado a luta excelente, tenho corrido até o fim da carreira, tenho observado a fé.” (2 Pedro 1:10, 11; 2 Timóteo 4:7, 8) Portanto, aqui na Terra, a prova e a peneiração dos remanescentes filhos de Deus, gerados pelo espírito, têm de prosseguir até que Jesus e seus anjos acompanhantes tenham firmemente aposto o selo ‘na testa’ de todos esses, identificando-os conclusiva e irrevogavelmente como provados e fiéis “escravos de nosso Deus”. Este selo torna-se então um sinal permanente. Pelo visto, quando os quatro ventos da tribulação forem soltos, todo o Israel espiritual terá sido selado definitivamente, embora uns poucos ainda estejam vivos na carne. (Mateus 24:13; Revelação 19:7) Todo o seu rol de membros estará completo! — Romanos 11:25, 26.

      Quantos São Selados?

      10. (a) Que textos bíblicos indicam que o número dos selados é limitado? (b) Qual é o número total dos selados e como são alistados?

      10 Jesus disse aos candidatos a essa selagem: “Não temas, pequeno rebanho, porque vosso Pai aprovou dar-vos o reino.” (Lucas 12:32) Outros textos, tais como Revelação 6:11 e Romanos 11:25, indicam que o número deste pequeno rebanho é deveras limitado e, de fato, predeterminado. As próximas palavras de João confirmam isso: “E ouvi o número dos selados: cento e quarenta e quatro mil, selados de toda tribo dos filhos de Israel: Da tribo de Judá, doze mil selados; da tribo de Rubem, doze mil; da tribo de Gade, doze mil; da tribo de Aser, doze mil; da tribo de Naftali, doze mil; da tribo de Manassés, doze mil; da tribo de Simeão, doze mil; da tribo de Levi, doze mil; da tribo de Issacar, doze mil; da tribo de Zebulão, doze mil; da tribo de José, doze mil; da tribo de Benjamim, doze mil selados.” — Revelação 7:4-8.

      11. (a) Por que não se pode aplicar ao Israel literal, carnal, a referência às 12 tribos? (b) Por que alista Revelação as 12 tribos? (c) Por que não existe nenhuma tribo exclusivamente régia ou sacerdotal no Israel de Deus?

      11 Não pode isso referir-se ao Israel literal, carnal? Não, porque Revelação 7:4-8 diverge da costumeira listagem tribal. (Números 1:17, 47) É óbvio que a listagem aqui não se destina a identificar os judeus carnais pelas suas tribos, mas a mostrar a estrutura organizacional similar do Israel espiritual. Essa estrutura é harmoniosa. Haverá exatamente 144.000 membros desta nova nação — 12.000 de cada uma das 12 tribos. Nenhuma tribo neste Israel de Deus é exclusivamente régia ou sacerdotal. Todos os membros da nação governarão como reis, e todos servirão como sacerdotes. — Gálatas 6:16; Revelação 20:4, 6.

      12. Por que é apropriado que os 24 anciãos cantem diante do Cordeiro as palavras de Revelação 5:9, 10?

      12 Embora os judeus naturais e os prosélitos judaicos fossem os primeiros a receber a oportunidade de ser escolhidos para o Israel espiritual, apenas uma minoria daquela nação a aceitou. Portanto, Jeová estendeu o convite aos gentios. (João 1:10-13; Atos 2:4, 7-11; Romanos 11:7) Como no caso dos efésios, que anteriormente haviam estado “apartados do estado de Israel”, não judeus poderiam então ser selados com o espírito de Deus e tornar-se parte da congregação de cristãos ungidos. (Efésios 2:11-13; 3:5, 6; Atos 15:14) Portanto, é apropriado que os 24 anciãos cantem diante do Cordeiro: “Com o teu sangue compraste pessoas para Deus, dentre toda tribo, e língua, e povo, e nação, e fizeste deles um reino e sacerdotes para o nosso Deus, e hão de reinar sobre a terra.” — Revelação 5:9, 10.

      13. Por que Tiago, meio-irmão de Jesus, podia dirigir apropriadamente sua carta “às doze tribos que estão espalhadas”?

      13 A congregação cristã é “raça escolhida, sacerdócio real, nação santa”. (1 Pedro 2:9) Substituindo o Israel natural qual nação de Deus, torna-se um novo Israel que é “realmente ‘Israel’”. (Romanos 9:6-8; Mateus 21:43)a Por este motivo, era bem apropriado que o meio-irmão de Jesus, Tiago, dirigisse a sua carta pastoral “às doze tribos que estão espalhadas”, quer dizer, à congregação mundial de cristãos ungidos, que com o tempo ascenderia a 144.000. — Tiago 1:1.

      O Atual Israel de Deus

      14. O que mostra que as Testemunhas de Jeová têm sustentado coerentemente que 144.000 é o número literal dos que compõem o Israel espiritual?

      14 É interessante que Charles T. Russell reconhecia que 144.000 era o número literal das pessoas que constituem um Israel espiritual. No seu livro A Nova Criação, Volume VI, de Estudos das Escrituras, publicado em inglês em 1904, ele escreveu: “Temos todos os motivos para crer que o número definido, fixo, dos eleitos [escolhidos ungidos] seja aquele várias vezes mencionado em Revelação (7:4; 14:1); a saber, 144.000 ‘remidos dentre os homens’.” Em Luz, Livro Um, publicado em inglês em 1930 pelos Estudantes da Bíblia, declarou-se igualmente: “Mostra-se assim os 144.000 membros do corpo de Cristo, em assembleia, como selecionados e ungidos, ou selados.” As Testemunhas de Jeová têm coerentemente sustentado o conceito de que o Israel espiritual é composto literalmente de 144.000 cristãos ungidos.

      15. Pouco antes do dia do Senhor, o que pensavam sinceros estudantes da Bíblia que os judeus naturais usufruiriam depois do fim dos Tempos dos Gentios?

      15 Não obstante, não merece o Israel natural, hoje, algum favor especial? No período pouco antes do dia do Senhor, quando sinceros estudantes da Bíblia redescobriam muitas das verdades básicas da Palavra de Deus, pensava-se que, com o fim dos Tempos dos Gentios, os judeus usufruiriam novamente uma posição privilegiada perante Deus. Neste respeito, o livro de C. T. Russell, O Tempo Está Próximo (Volume II de Estudos das Escrituras, em inglês), publicado em 1889, aplicava Jeremias 31:29-34 aos judeus naturais, e comentava: “O mundo é testemunha do fato de que a punição dos judeus debaixo do domínio dos gentios tem sido contínua, desde [607] AC, que ela ainda continua e que não há motivo de se esperar a reorganização nacional deles antes de AD 1914, o limite de seus ‘sete tempos’ — 2.520 anos.” Parecia que os judeus teriam então uma restauração nacional, e esta perspectiva aparentemente tornou-se mais provável em 1917, quando a Declaração Balfour penhorou o apoio britânico de transformar a Palestina em lar nacional para os judeus.

      16. Que esforços fizeram as Testemunhas de Jeová para levar aos judeus naturais a mensagem cristã, e com que resultado?

      16 Depois da Primeira Guerra Mundial, a Palestina tornou-se um território sob o mandato da Grã-Bretanha, e abriu-se assim o caminho para muitos judeus retornarem àquela terra. Em 1948 foi constituído o político Estado de Israel. Não indicava isso que os judeus estavam para receber bênçãos divinas? Durante muitos anos, as Testemunhas de Jeová acreditavam que fosse assim. De modo que, em 1925, publicaram em inglês um livro de 128 páginas, Conforto Para os Judeus. Em 1929, lançaram um atraente livro de 360 páginas, Vida, destinado a interessar os judeus, e que tratava também do livro bíblico de Jó. Fizeram-se grandes esforços, especialmente na cidade de Nova York, para contatar os judeus com esta mensagem messiânica. Felizmente, algumas pessoas reagiram favoravelmente, mas os judeus, na maior parte, iguais aos seus antepassados do primeiro século, rejeitaram a evidência da presença do Messias.

      17, 18. O que passaram a entender os escravos de Deus na Terra a respeito do novo pacto e das profecias bíblicas sobre o restabelecimento?

      17 Era óbvio que os judeus, como povo e como nação, não eram o Israel descrito em Revelação 7:4-8, ou em outras profecias bíblicas relacionadas com o dia do Senhor. Seguindo a tradição, os judeus continuavam a evitar o uso do nome divino. (Mateus 15:1-3, 7-9) Considerando Jeremias 31:31-34, o livro Jeová, publicado pelas Testemunhas de Jeová em 1934, declarava conclusivamente: “O novo pacto não se refere aos descendentes naturais de Israel, nem à humanidade em geral, e sim ao Israel espiritual.” As profecias bíblicas sobre o restabelecimento não se referiam nem aos judeus naturais, nem ao Israel político, que é membro das Nações Unidas e parte do mundo sobre o qual Jesus falou em João 14:19, 30, e 18:36.

      18 Em 1931, os escravos de Deus, na Terra, haviam recebido com grande alegria o nome de Testemunhas de Jeová. Podiam endossar de todo o coração as palavras do Salmo 97:11: “A própria luz brilhou para o justo e a alegria, até mesmo para os retos no coração.” Podiam discernir claramente que somente o Israel espiritual fora aceito no novo pacto. (Hebreus 9:15; 12:22, 24) O Israel natural, insensível, não tinha parte nele, nem a humanidade em geral. Tal entendimento preparou o caminho para um brilhante lampejo de luz divina, notável nos anais da história teocrática. Este revelaria quão abundantemente Jeová exerce sua misericórdia, sua benevolência e sua verdade para com todos os humanos que se chegam a ele. (Êxodo 34:6; Tiago 4:8) Sim, outros, além do Israel de Deus, seriam beneficiados por segurarem os anjos os quatro ventos de destruição. De quem se trata? Será você um deles? Vejamos isso agora.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Apropriadamente, o nome Israel significa “Deus Contende; Contendedor (Perseverador) com Deus”. — Gênesis 32:28, nota da Tradução do Novo Mundo com Referências.

  • A selagem do Israel de Deus
    Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
    • [Foto de página inteira na página 114]

      [Foto nas páginas 116, 117]

      A escolha geral do verdadeiro Israel de Deus se realizou desde o dia de Pentecostes de 33 EC até 1935, ano em que, num congresso histórico das Testemunhas de Jeová, em Washington, DC, EUA, a ênfase passou a ser dada ao ajuntamento duma grande multidão com perspectivas de vida terrestre (Revelação 7:9)

  • Uma numerosa grande multidão
    Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
    • Capítulo 20

      Uma numerosa grande multidão

      1. Depois de João descrever a selagem dos 144.000, que outro grupo é visto por ele?

      DEPOIS de descrever a selagem dos 144.000, João passa a relatar uma das mais emocionantes revelações em todas as Escrituras. Seu coração deve ter pulado de alegria ao narrá-la, dizendo: “Depois destas coisas eu vi, e, eis uma grande multidão, que nenhum homem podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, trajados de compridas vestes brancas; e havia palmas nas suas mãos.” (Revelação 7:9) Sim, segurarem-se os quatro ventos permite a salvação de outro grupo, além dos 144.000 membros do Israel espiritual: uma grande multidão multilíngue, internacional.a — Revelação 7:1.

      2. Como alguns comentaristas do mundo têm explicado a grande multidão, e como este grupo foi encarado, no passado, até mesmo pelos Estudantes da Bíblia?

      2 Comentaristas do mundo têm interpretado esta grande multidão como se referindo a não judeus carnais convertidos ao cristianismo ou a mártires cristãos destinados a ir para o céu. No passado, até mesmo os Estudantes da Bíblia a consideravam como uma classe celestial secundária, conforme se nota no Volume I de Estudos das Escrituras, O Plano Divino das Eras, de 1886, em inglês: “Eles perdem o prêmio do trono e da natureza divina, mas finalmente obterão o nascimento como seres espirituais duma ordem inferior à natureza divina. Embora sejam verdadeiramente consagrados, são vencidos pelo espírito mundano a tal ponto, que deixam de entregar sua vida em sacrifício.” E tão recentemente como em 1930, essa ideia foi expressa em Luz, Livro Um, em inglês: “Aqueles que constituem esta grande multidão deixam de aceitar o convite de se tornarem testemunhas zelosas do Senhor.” Foram descritos como grupo justo aos seus próprios olhos, que tinha certo conhecimento da verdade, mas fazia pouco quanto a pregá-la. Iriam para o céu como classe secundária, que não participaria em reinar com Cristo.

      3. (a) Que esperança se oferecia a certas pessoas de coração reto, que mais tarde se tornaram zelosas na pregação? (b) Como A Sentinela, em 1923, explicou a parábola das ovelhas e dos cabritos?

      3 Havia, porém, outros associados dos cristãos ungidos que mais tarde se tornaram muito zelosos na pregação. Eles não aspiravam ir para o céu. De fato, sua esperança estava em harmonia com o título dum discurso público destacado pelos do povo de Jeová entre 1918 e 1922. Originalmente, era “O Mundo Findou — Milhões Que Agora Vivem Jamais Morrerão”.b Pouco depois, a revista A Sentinela de 15 de outubro de 1923, em inglês, explicou a parábola de Jesus a respeito das ovelhas e dos cabritos (Mateus 25:31-46), declarando: “As ovelhas representam todos os povos das nações, não gerados pelo espírito, mas tendendo para a justiça, que mentalmente reconhecem a Jesus Cristo como o Senhor, e que aguardam e esperam um tempo melhor sob o reinado dele.”

      4. Como a luz a respeito da classe terrestre aumentou em 1931, em 1932 e em 1934?

      4 Alguns anos mais tarde, em 1931, a obra Vindicação, Livro Um, em inglês, considerava o capítulo 9 de Ezequiel, identificando as pessoas marcadas na testa para preservação, no fim do mundo, como as ovelhas da acima mencionada parábola. Vindicação, Livro Três, lançado em 1932, descreveu a atitude reta de coração do não israelita Jonadabe, que se juntou ao rei ungido de Israel, Jeú, no carro deste, e o acompanhou para ver o zelo de Jeú em executar os aderentes da religião falsa. (2 Reis 10:15-17) O livro comentou: “Jonadabe representava ou prefigurava aquela classe de pessoas agora na Terra, durante o tempo em que a obra de Jeú [de proclamar os julgamentos de Jeová] está em progresso, e que são de boa vontade, estão em desacordo com a organização de Satanás, tomam sua posição do lado da justiça e são aquelas que o Senhor preservará durante o tempo do Armagedom, levando-as através daquela dificuldade e dando-lhes vida eterna na Terra. Estas constituem a classe das ‘ovelhas’.” Em 1934, A Sentinela tornou claro que esses cristãos, que tinham esperança terrestre, deviam dedicar-se a Jeová e ser batizados. A luz a respeito desta classe terrestre aumentava cada vez mais. — Provérbios 4:18.

      5. (a) Que identificação da grande multidão foi feita em 1935? (b) Em 1935, quando J. F. Rutherford pediu que os congressistas que tinham esperança de viver para sempre na Terra se levantassem, o que aconteceu?

      5 Era então iminente abrir-se o entendimento de Revelação 7:9-17 em toda a sua refulgência! (Salmo 97:11) A revista A Sentinela expressara repetidas vezes a esperança de que um congresso programado para 30 de maio a 3 de junho de 1935, em Washington, DC, EUA, seria de “verdadeiro consolo e benefício” para os retratados por Jonadabe. E assim veio a ser! Num emocionante discurso sobre “A Grande Multidão”, proferido perante uns 20.000 congressistas, J. F. Rutherford, que na época liderava a obra mundial de pregação, apresentou provas bíblicas de que as hodiernas outras ovelhas são as mesmas pessoas que as da grande multidão de Revelação 7:9. No clímax deste discurso, o orador perguntou: “Será que todos que têm a esperança de viver para sempre na Terra gostariam de ficar em pé?” Quando uma grande parte da assistência se pôs de pé, o orador declarou: “Eis a grande multidão!” Houve um silêncio, seguido por estrondosos aplausos. Quão alegres ficaram os da classe de João — e também os do grupo de Jonadabe! No dia seguinte, 840 novas Testemunhas foram batizadas, a maioria delas professando ser desta grande multidão.

      Confirmação da Identidade da Grande Multidão

      6. (a) Por que podemos entender claramente que a grande multidão é o hodierno grupo de cristãos dedicados que esperam viver para sempre na Terra? (b) O que simbolizam as compridas vestes brancas da grande multidão?

      6 Como é possível que declaremos tão positivamente que a grande multidão é este hodierno grupo de cristãos dedicados que esperam viver para sempre na Terra de Deus? Anteriormente, João observara em visão o grupo celestial ‘comprado para Deus dentre toda tribo, e língua, e povo, e nação’. (Revelação 5:9, 10) Os da grande multidão têm origem similar, mas destino diferente. Diferentemente do Israel de Deus, seu número não é predeterminado. Ninguém pode dizer de antemão quantos deles haverá. Suas vestes compridas são embranquecidas no sangue do Cordeiro, simbolizando que têm uma posição justa perante Jeová, em virtude da sua fé no sacrifício de Jesus. (Revelação 7:14) E acenam com palmas, aclamando o Messias como seu Rei.

      7, 8. (a) Os acenos com palmas, sem dúvida, lembravam que evento ao apóstolo João? (b) Qual é o significado de os da grande multidão acenarem com palmas?

      7 Ao passo que João continua observando esta visão, seus pensamentos o devem estar levando mais de 60 anos para trás, para a última semana de Jesus na Terra. Em 9 de nisã de 33 EC, quando as multidões afluíam para acolher Jesus em Jerusalém, elas “tomaram ramos de palmeiras e saíram ao encontro dele. E começaram a clamar: ‘Salva, rogamos-te! Bendito aquele que vem em nome de Jeová, sim, o rei de Israel!’” (João 12:12, 13) De maneira similar, os acenos com palmas e o clamor por parte da grande multidão mostram sua irrestrita alegria em aceitar Jesus como o Rei designado por Jeová.

      8 Sem dúvida, as palmas e os clamores exultantes lembram também a João a antiga Festividade das Barracas dos israelitas. Jeová ordenara para esta festividade: “E no primeiro dia tendes de tomar para vós o fruto de árvores esplêndidas, as folhas de palmeiras e os galhos de árvores ramosas, e choupos do vale da torrente, e tendes de alegrar-vos perante Jeová, vosso Deus, por sete dias.” As palmas foram usadas como sinal de regozijo. As barracas temporárias eram lembrete de que Jeová salvara seu povo do Egito, para que vivesse em tendas, no ermo. “O residente forasteiro, e o menino órfão de pai, e a viúva” participavam nesta festividade. Todo o Israel devia “ficar de todo alegre”. — Levítico 23:40; Deuteronômio 16:13-15.

      9. Em que clamor alegre participam os da grande multidão?

      9 É apropriado, portanto, que os da grande multidão, embora não façam parte do Israel espiritual, acenem com palmas, visto que alegremente e com gratidão atribuem a vitória e a salvação a Deus e ao Cordeiro, conforme João aqui observa: “E gritavam com voz alta, dizendo: ‘Devemos a salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro.’” (Revelação 7:10) Embora procedam de todos os grupos étnicos, os da grande multidão clamam com apenas aquela única “voz alta”. Como podem fazer isso, apesar da sua diversidade de nações e línguas?

      10. Como a grande multidão pode clamar de forma unida, com uma só “voz alta”, apesar da diversidade de nações e línguas?

      10 Os desta grande multidão fazem hoje parte da única realmente unida organização plurinacional na Terra. Não têm normas diferentes em países diferentes, mas aplicam coerentemente os corretos princípios da Bíblia onde quer que vivam. Não se envolvem em movimentos nacionalistas, revolucionários, mas realmente ‘forjaram das espadas relhas de arado’. (Isaías 2:4) Não estão divididos em seitas ou denominações religiosas, propalando mensagens confusas e mutuamente contraditórias, assim como fazem as religiões da cristandade; nem deixam entregue a uma classe profissional de clérigos dar os louvores em seu lugar. Não clamam que devem a salvação ao espírito santo, porque não são servos dum deus trino. Em uns 200 territórios geográficos, em toda a Terra, estão unidos em invocar o nome de Jeová, falando a única língua pura da verdade. (Sofonias 3:9) Reconhecem corretamente, em público, que sua salvação procede de Jeová, o Deus de salvação, por meio de Jesus Cristo, Seu Agente Principal da salvação. — Salmo 3:8; Hebreus 2:10.

      11. Como a tecnologia moderna tem ajudado os da grande multidão a fazer sua voz alta soar ainda mais alta?

      11 A tecnologia moderna tem ajudado a fazer com que a voz alta da grande multidão unida soe ainda mais alta. Nenhum outro grupo religioso na Terra sente necessidade de publicar compêndios bíblicos em mais de 500 línguas, visto que nenhum outro grupo está interessado em alcançar todos os povos da Terra com uma só mensagem harmoniosa. Como ajuda adicional neste sentido, sob a supervisão do ungido Corpo Governante das Testemunhas de Jeová, desenvolveu-se o Sistema Eletrônico de Fotocomposição Multilíngue (MEPS). Na ocasião de se reimprimir este livro, diversos tipos de MEPS estão sendo usados em mais de 125 lugares em toda a Terra, e isso tem ajudado a tornar possível a publicação simultânea da revista quinzenal, A Sentinela, em mais de 190 idiomas. O povo de Jeová publica também simultaneamente livros, tais como este, em diversas línguas. Deste modo, as Testemunhas de Jeová, das quais os da grande multidão constituem a vasta maioria, conseguem distribuir anualmente centenas de milhões de publicações em todas as línguas mais conhecidas, habilitando multidões adicionais de todas as tribos e línguas a estudar a Palavra de Deus e a juntar suas vozes à voz alta da grande multidão. — Isaías 42:10, 12.

      No Céu ou na Terra?

      12, 13. Em que sentido a grande multidão está “em pé diante do trono e diante do Cordeiro”?

      12 Como sabemos que estar “em pé diante do trono” não significa que a grande multidão está no céu? Sobre este ponto há bastante evidência clara. Por exemplo, a palavra grega traduzida aqui por “diante” (e·nó·pi·on) significa literalmente “à vista [do]” e é usada diversas vezes com respeito a humanos na Terra, que estão “diante” ou “à vista” de Jeová. (1 Timóteo 5:21; 2 Timóteo 2:14; Romanos 14:22; Gálatas 1:20) Em certa ocasião, quando os israelitas estavam no ermo, Moisés disse a Arão: “Dize à assembleia inteira dos filhos de Israel: ‘Chegai-vos perante Jeová, porque ele ouviu os vossos resmungos.’” (Êxodo 16:9) Os israelitas não precisavam ser transportados para o céu a fim de estar perante Jeová naquela ocasião. (Veja Levítico 24:8.) Antes, ali mesmo, no ermo, estavam à vista de Jeová, e ele fixava a sua atenção neles.

      13 Lemos adicionalmente: “Quando o Filho do homem chegar na sua glória, . . . diante dele serão ajuntadas todas as nações.”c A inteira raça humana não estará no céu por ocasião do cumprimento desta profecia. Certamente, aqueles que “partirão para o decepamento eterno” não estarão no céu. (Mateus 25:31-33, 41, 46) Antes, a humanidade está na Terra, à vista de Jesus, e ele fixa sua atenção nela para julgá-la. De modo similar, a grande multidão está “diante do trono e diante do Cordeiro”, no sentido de que está à vista de Jeová e de seu Rei, Cristo Jesus, de quem recebe julgamento favorável.

      14. (a) Quem é descrito como estando “ao redor do trono” e “no monte Sião” celestial? (b) Embora os da grande multidão sirvam a Deus “no seu templo”, por que isso não os torna uma classe sacerdotal?

      14 Os 24 anciãos e o grupo ungido dos 144.000 são descritos como estando “ao redor do trono” de Jeová e “no monte Sião” celestial. (Revelação 4:4; 14:1) A grande multidão não é uma classe sacerdotal e não obtém tal posição elevada. É verdade que mais tarde ela é descrita em Revelação 7:15 como servindo a Deus “no seu templo”. Mas esse templo não se refere ao santuário interior, o Santíssimo. Antes, trata-se do pátio terrestre do templo espiritual de Deus. A palavra grega na·ós, aqui traduzida “templo”, muitas vezes transmite o sentido amplo da inteira estrutura erigida para a adoração de Jeová. Hoje, é uma estrutura espiritual que abrange tanto o céu como a Terra. — Veja Mateus 26:61; 27:5, 39, 40; Marcos 15:29, 30; João 2:19-21, nota da Tradução do Novo Mundo com Referências.

      Um Brado Universal de Louvor

      15, 16. (a) Qual é a reação no céu ao surgimento da grande multidão? (b) Como a criação espiritual de Jeová reage a cada nova revelação dos propósitos dele? (c) Como nós, na Terra, podemos participar no cântico de louvor?

      15 A grande multidão está louvando a Jeová, mas outros também cantam seus louvores. João relata: “E todos os anjos estavam em pé ao redor do trono e dos anciãos, e das quatro criaturas viventes, e prostraram-se sobre os seus rostos diante do trono e adoraram a Deus, dizendo: ‘Amém! A bênção, e a glória, e a sabedoria, e o agradecimento, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus para todo o sempre. Amém.’” — Revelação 7:11, 12.

      16 Quando Jeová criou a Terra, todos os seus santos anjos ‘juntos gritavam de júbilo e todos os filhos de Deus começaram a bradar em aplauso’. (Jó 38:7) Toda nova revelação do propósito de Jeová deve ter ocasionado brados similares de louvor por parte dos anjos. Quando os 24 anciãos — os 144.000 na sua glória celestial — bradam em reconhecimento do Cordeiro, juntam-se a eles todas as outras criaturas celestiais de Deus com louvores a Jesus e a Jeová Deus. (Revelação 5:9-14) Estas criaturas já ficaram mais do que jubilosas por observarem o cumprimento do propósito de Jeová ao ressuscitar os fiéis humanos ungidos para um lugar glorioso no domínio espiritual. Agora, todas as fiéis criaturas celestiais de Jeová irrompem em louvor melodioso em vista do aparecimento da grande multidão. Deveras, o dia do Senhor é um tempo emocionante para todos os servos de Jeová. (Revelação 1:10) Quão privilegiados somos nós, aqui na Terra, de participar no cântico de louvor por dar testemunho do Reino de Jeová!

      Surge a Grande Multidão

      17. (a) Que pergunta é feita por um dos 24 anciãos, e poder o ancião achar a resposta sugere o quê? (b) Quando se respondeu à pergunta do ancião?

      17 Desde o tempo do apóstolo João, e até o dia do Senhor, cristãos ungidos ficaram curiosos quanto à identidade da grande multidão. Portanto, é apropriado que um dos 24 anciãos, representando os ungidos já no céu, estimule o raciocínio de João por fazer uma pergunta pertinente: “E, em resposta, um dos anciãos me disse: ‘Quem são estes que trajam compridas vestes brancas e donde vieram?’ Eu lhe disse assim imediatamente: ‘Meu senhor, és tu quem sabes.’” (Revelação 7:13, 14a) Sim, este ancião podia achar a resposta e dá-la a João. Isto sugere que os ressuscitados do grupo dos 24 anciãos talvez estejam envolvidos em transmitir verdades divinas hoje em dia. Os da classe de João, na Terra, da sua parte, ficaram sabendo da identidade da grande multidão por observarem de perto o que Jeová realizava no meio dela. Chegaram a reconhecer prontamente os brilhantes lampejos de luz divina, que adornaram com cores brilhantes o firmamento teocrático em 1935, no tempo devido de Jeová.

      18, 19. (a) Que esperança foi enfatizada pelos da classe de João durante os anos 20 e 30, mas quem aceitou a mensagem em crescente número? (b) A identificação da grande multidão, em 1935, indicava o que a respeito dos 144.000? (c) O que revelam as estatísticas da Comemoração?

      18 Durante os anos 20 e no começo dos anos 30, os da classe de João haviam enfatizado a esperança celestial, tanto nas publicações como na pregação. Pelo visto, ainda era preciso preencher o pleno número dos 144.000. Mas um crescente número daqueles que aceitavam a mensagem e que mostravam zelo na obra de testemunho passaram a professar interesse em viver para sempre na Terra paradísica. Não tinham nenhum desejo de ir para o céu. Não era a vocação deles. Não faziam parte do pequeno rebanho, mas, antes, das outras ovelhas. (Lucas 12:32; João 10:16) Serem em 1935 identificados como a grande multidão de outras ovelhas era indício de que a escolha dos 144.000 estava quase completa.

      19 É esta conclusão apoiada pelas estatísticas? Sim, é apoiada por elas. Em 1938, em todo o mundo, 59.047 Testemunhas de Jeová participaram no ministério. Destas, 36.732 tomaram dos emblemas na anual Comemoração da morte de Jesus, indicando assim que tinham uma chamada celestial. Nos anos desde então, o número destes participantes tem progressivamente diminuído, principalmente porque fiéis Testemunhas de Jeová terminaram sua carreira terrestre. Em 2005, apenas 8.524 tomaram dos emblemas na Comemoração — apenas 0,05 por cento dos 16.390.116 que assistiram a esta observância global.

      20. (a) Durante a Segunda Guerra Mundial, que comentário J. F. Rutherford fez em particular sobre a grande multidão? (b) Que fatos mostram agora que a grande multidão é deveras grande?

      20 Quando irrompeu a Segunda Guerra Mundial, Satanás fez empenhos cruéis de impedir a colheita da grande multidão. Em muitos países, a obra de Jeová foi restrita. Durante esses dias tenebrosos, e pouco antes da sua morte em janeiro de 1942, J. F. Rutherford disse: “Bem . . . parece que a grande multidão, afinal, não vai ser tão grande assim.” Mas a bênção divina determinou outra coisa! Até 1946, o número de Testemunhas de Jeová que ministravam em todo o mundo havia aumentado para 176.456 — sendo a maioria deles da grande multidão. Em 2005, havia 6.390.022 Testemunhas que serviam a Jeová fielmente em 235 terras — deveras UMA GRANDE MULTIDÃO! E o número continua aumentando.

      21. (a) De que modo a colheita do povo de Deus durante o dia do Senhor tem sido em plena harmonia com a visão de João? (b) Como passaram a cumprir-se certas profecias importantes?

      21 A colheita do povo de Deus, durante o dia do Senhor, tem sido assim em plena harmonia com a visão de João: primeiro a obra do ajuntamento dos remanescentes dos 144.000; depois, o ajuntamento da grande multidão. Conforme Isaías profetizara, agora, “na parte final dos dias”, pessoas de todas as nações afluem para participar na adoração pura de Jeová. E, de fato, exultamos de apreço pela criação de “novos céus e uma nova terra” por Jeová. (Isaías 2:2-4; 65:17, 18) Deus está ajuntando “novamente todas as coisas no Cristo, as coisas nos céus e as coisas na terra”. (Efésios 1:10) Os herdeiros ungidos do Reino celestial — escolhidos no decorrer dos séculos, desde os dias de Jesus — são “as coisas nos céus”. E agora, a grande multidão de outras ovelhas surge como as primeiras das “coisas na terra”. Servir você em harmonia com este arranjo pode significar sua eterna felicidade.

      As Bênçãos da Grande Multidão

      22. Que informação adicional João recebe a respeito da grande multidão?

      22 Pelo canal divino, João recebe informação adicional sobre esta grande multidão: “E ele [o ancião] me disse: ‘Estes são os que saem da grande tribulação, e lavaram as suas vestes compridas e as embranqueceram no sangue do Cordeiro. É por isso que estão diante do trono de Deus; e prestam-lhe serviço sagrado, dia e noite, no seu templo; e O que está sentado no trono estenderá sobre eles a sua tenda.’” — Revelação 7:14b, 15.

      23. O que é a grande tribulação da qual a grande multidão ‘sai’?

      23 Numa ocasião anterior, Jesus dissera que sua presença na glória do Reino culminaria numa “grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo”. (Mateus 24:21, 22) Em cumprimento desta profecia, os anjos soltarão os quatro ventos da Terra para devastar o sistema mundial de Satanás. Primeiro desaparecerá Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa. Depois, no auge da tribulação, Jesus livrará os remanescentes dos 144.000 na Terra, junto com a numerosa grande multidão. — Revelação 7:1; 18:2.

      24. Como os da grande multidão se habilitam para a sobrevivência?

      24 Como se habilitam os da grande multidão para a sobrevivência? O ancião diz a João que eles “lavaram as suas vestes compridas e as embranqueceram no sangue do Cordeiro”. Em outras palavras, exerceram fé em Jesus como seu Resgatador, dedicaram-se a Jeová, simbolizaram sua dedicação pelo batismo em água e têm “uma boa consciência” por causa da sua conduta correta. (1 Pedro 3:16, 21; Mateus 20:28) Assim, aos olhos de Jeová, são limpos e justos. E mantêm-se “sem mancha do mundo”. — Tiago 1:27.

      25. (a) Como a grande multidão presta a Jeová “serviço sagrado, dia e noite, no seu templo”? (b) Como é que Jeová ‘estende a sua tenda’ sobre a grande multidão?

      25 Além disso, tornaram-se zelosas Testemunhas de Jeová — “prestam-lhe serviço sagrado, dia e noite, no seu templo”. Você pertence a essa dedicada grande multidão? Em caso afirmativo, tem o privilégio de servir a Jeová sem cessar, no pátio terrestre do Seu grande templo espiritual. Hoje, sob a direção dos ungidos, os da grande multidão estão realizando em muito a maior parte da obra de dar testemunho. Apesar de responsabilidades seculares, centenas de milhares deles fizeram arranjos para se empenhar no ministério de tempo integral como pioneiros. Mas, quer você seja deste grupo, quer não, como membro dedicado da grande multidão pode alegrar-se de que, por causa da sua fé e das suas obras, é declarado justo como amigo de Deus e é bem-vindo como hóspede na tenda dele. (Salmo 15:1-5; Tiago 2:21-26) Assim, Jeová ‘estende sua tenda’ sobre aqueles que o amam, e, como bom anfitrião, protege-os. — Provérbios 18:10.

      26. Que outras bênçãos usufruirão os da grande multidão?

      26 O ancião prossegue: “Não terão mais fome, nem terão mais sede, nem se abaterá sobre eles o sol, nem calor abrasador, porque o Cordeiro, que está no meio do trono, os pastoreará e os guiará a fontes de águas da vida. E Deus enxugará toda lágrima dos olhos deles.” (Revelação 7:16, 17) Sim, Jeová é deveras hospitaleiro! Mas qual é o sentido profundo dessas palavras?

      27. (a) Como Isaías profetizou algo similar às palavras do ancião? (b) O que mostra que a profecia de Isaías começou a se cumprir na congregação cristã nos dias de Paulo?

      27 Consideremos uma profecia fraseada de modo similar: “Assim disse Jeová: ‘Num tempo de boa vontade te respondi e num dia de salvação te ajudei . . . Não terão fome, nem terão sede, nem se abaterá sobre eles o calor abrasador ou o sol. Porque Aquele que se apiada deles os guiará e os conduzirá junto às fontes de água.’” (Isaías 49:8, 10; veja também Salmo 121:5, 6.) O apóstolo Paulo citou parte desta profecia e a aplicou ao “dia de salvação” que começou em Pentecostes de 33 EC. Ele escreveu: “Pois ele [Jeová] diz: ‘Num tempo aceitável te ouvi e num dia de salvação te ajudei.’ Eis que agora é o tempo especialmente aceitável. Eis que agora é o dia de salvação.” — 2 Coríntios 6:2.

      28, 29. (a) Como se cumpriram no primeiro século as palavras de Isaías? (b) Como se cumprem as palavras de Revelação 7:16 com respeito aos da grande multidão? (c) O que resultará de a grande multidão ser guiada a “fontes de águas da vida”? (d) Por que é que a grande multidão será ímpar entre a humanidade?

      28 Que aplicação tinha naquele tempo a promessa de não ter mais fome nem sede, nem sofrer calor abrasador? Os cristãos no primeiro século certamente sofreram às vezes fome e sede literais. (2 Coríntios 11:23-27) Em sentido espiritual, porém, tinham abundância. Foram abundantemente providos, de modo que não tinham fome ou sede de coisas espirituais. Além disso, Jeová não fez o calor da sua ira abater-se sobre eles, quando destruiu o sistema judaico de coisas em 70 EC. As palavras de Revelação 7:16 têm um cumprimento espiritual similar na atual grande multidão. Esta, junto com os cristãos ungidos, usufrui abundantes provisões espirituais. — Isaías 65:13; Naum 1:6, 7.

      29 Se você for um dos desta grande multidão, a boa condição do seu coração o fará ‘gritar de júbilo’, não importa o que tenha de suportar em matéria de privações e pressões durante os anos finais do sistema de Satanás. (Isaías 65:14) Neste sentido, mesmo já agora, Jeová lhe pode ‘enxugar toda lágrima dos olhos’. Você não é mais ameaçado pelo “sol” tórrido do julgamento adverso de Deus, e quando os quatro ventos da destruição forem soltos, você poderá ser poupado ao “calor abrasador” do desagrado de Jeová. Depois de terminar esta destruição, o Cordeiro o guiará para que tire pleno proveito das revitalizadoras “fontes de águas da vida”, as quais representam todas as provisões de Jeová para você obter a vida eterna. Sua fé no sangue do Cordeiro será vindicada, porque você será gradualmente elevado à perfeição humana. Os da grande multidão serão ímpares entre a humanidade como os “milhões” que nem mesmo tiveram de morrer! No sentido mais pleno, toda lágrima terá sido enxugada dos seus olhos. — Revelação 21:4.

      Assegurar-se da Chamada

      30. Que perspectiva magnífica a visão de João abre para nós, e quem poderá “ficar de pé”?

      30 Que perspectiva magnífica essas palavras abrem para nós! O próprio Jeová está no seu trono, e todos os seus servos, celestiais e terrestres, estão unidos em louvá-lo. Seus servos terrestres reconhecem quão enorme é o privilégio de participar neste crescente coro de louvor. Muito em breve, Jeová e Cristo Jesus executarão o julgamento, e então se ouvirá o clamor: “Veio o grande dia do seu furor, e quem é que pode ficar de pé?” (Revelação 6:17) E a resposta? Apenas uma minoria da humanidade, incluindo quaisquer dos 144.000 selados que talvez ainda estiverem vivendo na Terra, e uma grande multidão de outras ovelhas que ‘ficarão de pé’, quer dizer, sobreviverão junto com eles. — Jeremias 35:19; 1 Coríntios 16:13.

      31. Como o cumprimento da visão de João deve afetar os cristãos, tanto os ungidos como os da grande multidão?

      31 Em vista deste fato, os cristãos ungidos da classe de João empenham-se vigorosamente “para alcançar o alvo do prêmio da chamada para cima, da parte de Deus, por meio de Cristo Jesus”. (Filipenses 3:14) Apercebem-se plenamente de que os acontecimentos durante os dias atuais requerem perseverança especial da sua parte. (Revelação 13:10) Depois de servirem lealmente a Jeová por tantos anos, apegam-se firmemente à fé, alegrando-se de que seus nomes estejam “inscritos nos céus”. (Lucas 10:20; Revelação 3:5) Os da grande multidão também sabem que somente “quem tiver perseverado até o fim é o que será salvo”. (Mateus 24:13) Embora a grande multidão, como grupo, seja marcada para sair da grande tribulação, os membros individuais dela precisam esforçar-se para permanecer limpos e ativos.

      32. Que situação urgente é destacada pelo fato de que apenas dois grupos ‘ficarão de pé’ no dia do furor de Jeová?

      32 Não há nenhuma evidência de que alguém à parte destes dois grupos ‘ficará de pé’ no dia do furor de Jeová. O que significa isso para os milhões de pessoas, todo ano, que mostram certo respeito pelo sacrifício de Jesus por assistir à Comemoração da morte dele, mas que ainda não exercem fé no sacrifício de Jesus a ponto de se tornarem servos dedicados e batizados de Jeová, ativos no serviço dele? Além disso, que dizer daqueles que antes eram ativos, mas que deixaram seu coração ‘ficar sobrecarregado com as ansiedades da vida’? Todos estes devem despertar e manter-se acordados, a fim de serem “bem-sucedidos em escapar de todas estas coisas que estão destinadas a ocorrer, e em ficar em pé diante do Filho do homem” — Jesus Cristo. O tempo é curto! — Lucas 21:34-36.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Veja a nota na Tradução do Novo Mundo com Referências.

      b The Watch Tower, 1.º de abril de 1918, página 98.

      c Literalmente, “perante ele”, em The Kingdom Interlinear Translation of the Greek Scriptures (Tradução Interlinear do Reino das Escrituras Gregas).

  • Uma numerosa grande multidão
    Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
    • [Foto de página inteira na página 121]

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