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Uma mensagem doce e amargaRevelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
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Capítulo 24
Uma mensagem doce e amarga
Visão 6 — Revelação 10:1-11:19
Assunto: A visão do pequeno rolo; experiências no templo; o toque da sétima trombeta
Tempo do cumprimento: Desde a entronização de Jesus, em 1914, até a grande tribulação
1, 2. (a) Em que resultou o segundo ai, e quando se declarará o fim deste ai? (b) A quem João vê agora descer do céu?
O SEGUNDO ai tem sido devastador. Tem afligido a cristandade e seus líderes religiosos, “um terço dos homens”, que assim são expostos como espiritualmente mortos. (Revelação 9:15) Depois disso, João deve ter-se perguntado o que o terceiro ai poderia trazer. Mas espere! O segundo ai ainda não terminou — não até atingirmos o ponto registrado em Revelação 11:14. Antes disso, João há de testemunhar uma virada de acontecimentos, na qual ele mesmo tem parte ativa. Isso começa com uma cena espantosa:
2 “E eu vi outro anjo forte descer do céu vestido duma nuvem, e havia um arco-íris sobre a sua cabeça, e o seu rosto era como o sol, e os seus pés eram como colunas ardentes.” — Revelação 10:1.
3. (a) Quem é o “anjo forte”? (b) Qual é o significado do arco-íris sobre a sua cabeça?
3 Quem é este “anjo forte”? Evidentemente é o glorificado Jesus Cristo em outro papel. Está vestido duma nuvem de invisibilidade, que nos lembra as palavras anteriores de João a respeito de Jesus: “Eis que ele vem com as nuvens e todo olho o verá, e aqueles que o traspassaram.” (Revelação 1:7; veja Mateus 17:2-5.) O arco-íris sobre a sua cabeça nos lembra a visão anterior de João, a respeito do trono de Jeová, com seu “arco-íris, em aparência semelhante à esmeralda”. (Revelação 4:3; veja Ezequiel 1:28.) Esse arco-íris sugeria a serenidade e paz que cerca o trono de Deus. Do mesmo modo, este arco-íris sobre a cabeça do anjo o identificaria como mensageiro especial de paz, o predito “Príncipe da Paz” de Jeová. — Isaías 9:6, 7.
4. O que denota (a) o rosto do anjo ser forte “como o sol” e (b) os pés do anjo serem “como colunas ardentes”?
4 O rosto do anjo forte era “como o sol”. Anteriormente, na visão que João teve de Jesus no templo divino, ele havia notado que o semblante de Jesus era “como o sol quando brilha no seu poder”. (Revelação 1:16) Jesus, como “o sol da justiça”, brilha com cura nas suas asas em benefício daqueles que temem o nome de Jeová. (Malaquias 4:2) Não somente o rosto, mas também os pés desse anjo são gloriosos, “como colunas ardentes”. Sua firme postura é a Daquele a quem Jeová deu “toda a autoridade no céu e na terra”. — Mateus 28:18; Revelação 1:14, 15.
5. O que João vê na mão do anjo forte?
5 João observa adicionalmente: “E tinha na sua mão um pequeno rolo aberto. E ele pôs o seu pé direito sobre o mar, mas o seu esquerdo sobre a terra.” (Revelação 10:2) Outro rolo? Sim, mas esta vez não está selado. Junto com João, podemos esperar logo ver uma emocionante revelação adicional. Primeiro, porém, apresenta-se a nós o cenário do que se há de seguir.
6. (a) Por que é apropriado que os pés de Jesus estejam na terra e no mar? (b) Quando se cumpriu completamente o Salmo 8:5-8?
6 Voltemos à descrição de Jesus. Seus pés ardentes estão postos na terra e no mar, sobre os quais ele exerce agora completa autoridade. É como declarado no salmo profético: “[Tu, Jeová,] passaste a fazê-lo [i.e., a Jesus] um pouco menor que os semelhantes a Deus, e então o coroaste de glória e de esplendor. Tu o fazes dominar sobre os trabalhos das tuas mãos; puseste tudo debaixo de seus pés: gado miúdo e bois, todos eles, e também os animais da campina, as aves do céu e os peixes do mar, tudo o que passa pelas veredas dos mares.” (Salmo 8:5-8; veja também Hebreus 2:5-9.) Este salmo cumpriu-se completamente em 1914, quando Jesus foi empossado como Rei no Reino de Deus e quando começou o tempo do fim. De modo que aquilo que João vê nesta visão aplica-se desde aquele ano. — Salmo 110:1-6; Atos 2:34-36; Daniel 12:4.
Os Sete Trovões
7. De que maneira o anjo forte clama, e qual é o significado do seu clamor?
7 A contemplação de João, deste anjo forte, é interrompida pelo próprio anjo: “E [o anjo] clamou com voz alta, assim como quando o leão ruge. E quando clamou, os sete trovões proferiram as suas próprias vozes.” (Revelação 10:3) Este clamor forte atrairia a atenção de João, confirmando que Jesus deveras é “o Leão que é da tribo de Judá”. (Revelação 5:5) João se aperceberia também que de Jeová se diz às vezes que ele ‘ruge’. Rugir Jeová profeticamente pressagia o reajuntamento do Israel espiritual e a vinda do destrutivo “dia de Jeová”. (Oseias 11:10; Joel 3:14, 16; Amós 1:2; 3:7, 8) Portanto, é evidente que o brado leonino deste anjo forte pressagia grandes eventos similares para o mar e para a terra. Exorta os sete trovões a falar.
8. O que são as ‘vozes dos sete trovões’?
8 João já ouvira antes trovões procedentes do próprio trono de Jeová. (Revelação 4:5) Lá nos dias de Davi, às vezes se falava dum trovão literal como “a voz de Jeová”. (Salmo 29:3) Quando Jeová proclamou audivelmente seu propósito de glorificar seu próprio nome, nos dias do ministério terrestre de Jesus, para muitos parecia ser trovão. (João 12:28, 29) Portanto, é razoável concluir que as ‘vozes dos sete trovões’ sejam a expressão do próprio Jeová quanto aos seus propósitos. O fato de haver “sete” trovões sugere a inteireza do que João ouviu.
9. O que uma voz do céu ordena?
9 Mas ouça! Outra voz ressoa. Ela profere uma ordem que deve parecer estranha a João: “Ora, ao falarem os sete trovões, eu ia escrever; mas ouvi uma voz do céu dizer: ‘Sela as coisas faladas pelos sete trovões, e não as escrevas.’” (Revelação 10:4) João deve ter estado ansioso de ouvir e registrar essas mensagens trovejantes, do mesmo modo que os da classe de João hoje têm aguardado ansiosamente que Jeová revele seus propósitos divinos para serem publicados. Tais revelações só são feitas no tempo devido de Jeová. — Lucas 12:42; veja também Daniel 12:8, 9.
O Término do Segredo Sagrado
10. Por quem o anjo forte jura, e a respeito de que declaração?
10 No ínterim, Jeová tem outra comissão para João. Depois de terem soado os sete trovões, o anjo forte fala novamente: “E o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra ergueu a sua mão direita para o céu e jurou por Aquele que vive para todo o sempre, que criou o céu e as coisas nele, e a terra e as coisas nela, e o mar e as coisas nele: ‘Não haverá mais demora.’” (Revelação 10:5, 6) Por quem jura o anjo forte? O glorificado Jesus jura, não por si mesmo, mas pela Autoridade máxima, Jeová, o Criador imortal dos céus e da Terra. (Isaías 45:12, 18) Com este juramento, o anjo assegura a João que não haverá mais demora da parte de Deus.
11, 12. (a) O que significa ‘não haver mais demora’? (b) O que é levado a término?
11 A palavra grega traduzida aqui por “demora” é khró·nos, que literalmente significa “tempo”. Por isso, alguns acharam que esta declaração do anjo devia ser traduzida: “Não haverá mais tempo”, como se o tempo, como o conhecemos, fosse acabar. Mas a palavra khró·nos, aqui, é usada sem o artigo definido. De modo que não significa tempo em geral, mas, antes, “um tempo” ou “um período de tempo”. Em outras palavras, não haverá período de tempo (ou demora) adicional da parte de Jeová. Um verbo grego derivado de khró·nos é também usado em Hebreus 10:37, onde Paulo, citando Habacuque 2:3, 4, escreve que “aquele que vem . . . não demorará”.
12 “Não haverá mais demora” — como estas palavras agradam hoje à idosa classe de João! Em que sentido não há demora? João nos informa: “Mas nos dias do toque do sétimo anjo, quando estiver para tocar a sua trombeta, então, deveras, terá sido levado a término o segredo sagrado de Deus, segundo as boas novas que ele declarou aos seus próprios escravos, os profetas.” (Revelação 10:7) Chegou o tempo de Jeová para levar seu segredo sagrado a um clímax feliz, com glorioso êxito!
13. O que é o segredo sagrado de Deus?
13 Qual é este segredo sagrado? Ele envolve o descendente pela primeira vez prometido no Éden, o qual mostrou ser primariamente Jesus Cristo. (Gênesis 3:15; 1 Timóteo 3:16) Também tem que ver com a identidade da mulher da qual procede o Descendente. (Isaías 54:1; Gálatas 4:26-28) Além disso, inclui os membros secundários da classe do descendente e do Reino no qual o Descendente reina. (Lucas 8:10; Efésios 3:3-9; Colossenses 1:26, 27; 2:2; Revelação 1:5, 6) As boas novas sobre este extraordinário Reino celestial têm de ser pregadas em toda a Terra, durante o tempo do fim. — Mateus 24:14.
14. Por que o terceiro ai se relaciona com o Reino de Deus?
14 Estas, certamente, são as melhores novas. No entanto, em Revelação 11:14, 15, o terceiro ai é relacionado com o Reino. Por quê? Porque, para aqueles da humanidade que preferem o sistema de coisas de Satanás, trombetear-se as boas novas de que o segredo sagrado de Deus é levado a término — isto é, que o Reino messiânico de Deus está presente — é má notícia. (Veja 2 Coríntios 2:16.) Significa que o arranjo mundial, de que eles gostam tanto, está prestes a ser destruído. As vozes dos sete trovões que contêm tais ominosos avisos de tempestade tornam-se cada vez mais claras e altas com a aproximação do grande dia de vingança de Jeová. — Sofonias 1:14-18.
O Rolo Aberto
15. O que a voz do céu e o anjo forte dizem a João, e que efeito tem isso sobre João?
15 Enquanto João aguarda o toque desta sétima trombeta e que se leve a término o segredo sagrado de Deus, ele recebe uma tarefa adicional: “E a voz que ouvi sair do céu está falando novamente comigo e está dizendo: ‘Vai, toma o rolo aberto que está na mão do anjo que está em pé sobre o mar e sobre a terra.’ E fui ter com o anjo e disse-lhe que me desse o rolo pequeno. E ele me disse: ‘Toma-o e come-o, e ele fará o teu ventre amargo, mas na tua boca será doce como mel.’ E tomei o rolo pequeno da mão do anjo e o comi, e era doce como mel na minha boca; mas quando o comi, meu ventre ficou amargo. E disseram-me: ‘Tens de profetizar novamente com respeito a povos, e nações, e línguas, e muitos reis.’” — Revelação 10:8-11.
16. (a) Que experiência similar à de João o profeta Ezequiel teve? (b) Por que o pequeno rolo era doce para João, mas por que era amargo para digerir?
16 O que se passa com João é um tanto similar ao que se deu com o profeta Ezequiel durante o seu exílio na terra de Babilônia. A ele também se mandou que comesse um rolo que era doce na boca. Mas, quando lhe encheu o estômago, tornou-o responsável para predizer coisas amargas para a rebelde casa de Israel. (Ezequiel 2:8–3:15) O rolo aberto que o glorificado Jesus Cristo dá a João é similarmente uma mensagem divina. João deve pregar com respeito a “povos, e nações, e línguas, e muitos reis”. Comer este rolo é doce para ele, porque procede de fonte divina. (Veja Salmo 119:103; Jeremias 15:15, 16.) Mas ele o acha amargo de digerir, porque — assim como anteriormente com Ezequiel — prediz coisas desagradáveis para os humanos rebeldes. — Salmo 145:20.
17. (a) Quem são os que mandam que João profetize “novamente”, e o que significa isso? (b) Quando se devia cumprir a encenação dramática vista por João?
17 Aqueles que dizem a João que profetize novamente, sem dúvida, são Jeová Deus e Jesus Cristo. João, embora exilado na ilha de Patmos, já profetizara com respeito a povos, nações, línguas e reis, por meio da informação registrada até aquele ponto no livro de Revelação. A palavra “novamente” significa que ele tem de escrever e divulgar o restante da informação registrada no livro de Revelação. No entanto, lembre-se de que João participa aqui realmente na visão profética. O que ele registra é, de fato, uma profecia a ser cumprida depois de 1914, quando o anjo forte toma sua posição sobre a terra e o mar. Então, o que significa esta representação dramática para a classe de João hoje em dia?
O Rolo Pequeno Hoje
18. No começo do dia do Senhor, que interesse a classe de João mostrou ter no livro de Revelação?
18 Aquilo que João vê prefigura notavelmente o que se passara com os da classe de João no começo do dia do Senhor. Seu entendimento dos propósitos de Jeová, incluindo o que os sete trovões envolviam, era então incompleto. Todavia, tinham profundo interesse na Revelação, e Charles Taze Russell comentara muitas partes dela durante a sua vida. Após o seu falecimento em 1916, muitos dos seus escritos foram reunidos e publicados num livro intitulado O Mistério Consumado. Com o tempo, porém, esse livro mostrou ser insatisfatório como explicação de Revelação. Os remanescentes dos irmãos de Cristo tiveram de esperar mais um pouco, até que as visões começaram a cumprir-se, para obter entendimento exato deste registro inspirado.
19. (a) Como a classe de João foi usada por Jeová Deus mesmo já antes de se publicarem plenamente as vozes dos sete trovões? (b) Quando a classe de João recebeu o pequeno rolo aberto, e o que significava isso para eles?
19 Iguais a João, porém, eles foram usados por Jeová mesmo já antes de serem publicadas totalmente as vozes dos sete trovões. Haviam pregado diligentemente por 40 anos antes de 1914, e se haviam esforçado a ficar ativos durante a Primeira Guerra Mundial. Mostraram ser aqueles que, quando o amo chegou, foram achados dando aos domésticos o alimento no tempo apropriado. (Mateus 24:45-47) Assim, em 1919, eram aqueles que receberam o pequeno rolo aberto — quer dizer, uma mensagem aberta a ser pregada à humanidade. Iguais a Ezequiel, tinham uma mensagem para uma organização infiel — a cristandade — que afirmava servir a Deus, mas que, de fato, não o servia. Iguais a João, tinham de pregar ainda mais a respeito de “povos, e nações, e línguas, e muitos reis”.
20. O que retratava João comer o rolo?
20 O fato de João comer esse rolo retratava que os irmãos de Jesus aceitavam essa tarefa. Tornou-se parte deles, a ponto de que se identificavam então com esta parte da Palavra inspirada de Deus, nutrindo-se dela. Mas aquilo que tinham de pregar continha expressões dos julgamentos de Jeová, que eram desagradáveis a muitos da humanidade. De fato, incluía as pragas preditas em Revelação, capítulo 8. No entanto, era doce para esses cristãos sinceros conhecer tais julgamentos e dar-se conta de que novamente estavam sendo usados por Jeová para proclamá-los. — Salmo 19:9, 10.
21. (a) Como a mensagem do pequeno rolo se tornou doce também para os da grande multidão? (b) Por que as boas novas são má notícia para os opositores?
21 Com o tempo, a mensagem desse rolo também se tornou doce para os da “grande multidão . . . de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas”, encontrados suspirando por causa das coisas detestáveis que viram ser feitas na cristandade. (Revelação 7:9; Ezequiel 9:4) Esses também proclamam vigorosamente as boas novas, usando palavras suaves, graciosas, para descrever a maravilhosa provisão de Jeová para cristãos semelhantes a ovelhas. (Salmo 37:11, 29; Colossenses 4:6) Mas para os opositores, trata-se de má notícia. Por quê? Significa que o sistema em que confiam — e que talvez até mesmo lhes tenha dado satisfação temporária — tem de desaparecer. Para elas, as boas novas significam condenação. — Filipenses 1:27, 28; compare isso com Deuteronômio 28:15; 2 Coríntios 2:15, 16.
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[Quadro na página 168]
A Alegria de Revelação 11:10
Ray H. Abrams, no seu livro Pregadores Apresentam Armas, publicado em inglês em 1933, menciona a oposição amarga dos clérigos ao livro O Mistério Consumado, dos Estudantes da Bíblia. Ele analisa os empenhos dos clérigos de se livrar dos Estudantes da Bíblia e da “crença pestilenta” deles. Isso levou o caso perante o tribunal, que resultou em J. F. Rutherford e sete companheiros dele serem sentenciados a longos anos de prisão. O Dr. Abrams acrescenta: “Uma análise de todo o caso leva à conclusão de que as igrejas e o clero estavam originalmente por trás do movimento para eliminar os russelitas. No Canadá, em fevereiro de 1918, os ministros começaram uma campanha sistemática contra eles e suas publicações, especialmente O Mistério Consumado. Segundo o Tribune de Winnipeg, . . . a supressão do seu livro, cria-se, fora o resultado direto das ‘representações do clero’.”
O Dr. Abrams prossegue: “Quando as notícias das sentenças de vinte anos chegaram aos editores da imprensa religiosa, praticamente todas essas publicações, grandes e pequenas, se regozijaram com o acontecido. Não pude encontrar quaisquer palavras de compaixão em nenhum dos periódicos religiosos ortodoxos. ‘Não pode haver dúvida’, concluiu Upton Sinclair, de que ‘a perseguição . . . surgiu em parte porque eles haviam granjeado o ódio dos grupos religiosos “ortodoxos”’. O que o esforço combinado das igrejas falhara em conseguir, o governo parecia agora ter êxito em conseguir para elas.” Depois de citar os comentários depreciativos de diversas publicações religiosas, o escritor referiu-se à inversão da decisão pela Corte de Apelação e observou: “Este veredicto foi saudado com o silêncio nas igrejas.”
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Capítulo 25
Revivificadas as duas testemunhas
1. A fazer o que exorta o anjo forte a João?
ANTES de finalmente ter passado o segundo ai, o anjo forte exorta João a participar em outra apresentação profética, uma que tem que ver com o templo. (Revelação 9:12; 10:1) João relata o seguinte: “E foi-me dada uma cana igual a uma vara, ao dizer-me ele: ‘Levanta-te e mede o santuário do templo de Deus e o altar, e os que nele adoram.’” — Revelação 11:1.
O Santuário do Templo
2. (a) Que santuário do templo perduraria até os nossos dias? (b) Quem é o Sumo Sacerdote no santuário do templo, e o que é o Santíssimo deste?
2 O templo mencionado aqui não pode ser algum templo literal em Jerusalém, visto que o último deles fora destruído pelos romanos em 70 EC. O apóstolo Paulo, porém, mostrou que mesmo antes daquela destruição surgira outro santuário do templo, que perduraria até os nossos dias. Esse era o grande templo espiritual que cumpria os tipos proféticos providos pelo tabernáculo, e, mais tarde, pelos templos construídos em Jerusalém. Ele é a “verdadeira tenda, que Jeová erigiu, e não algum homem”, e seu Sumo Sacerdote é Jesus, a quem Paulo descreveu, dizendo que este já “se assentou à direita do trono da Majestade nos céus”. O Santíssimo desse templo é o lugar da presença de Jeová no próprio céu. — Hebreus 8:1, 2; 9:11, 24.
3. No tabernáculo, o que era retratado (a) pela cortina que separava o Santíssimo do Santo, (b) pelos sacrifícios de animais e (c) pelo altar de sacrifícios?
3 O apóstolo Paulo explica que a cortina do tabernáculo, que separava o Santíssimo do compartimento santo, retrata a carne de Jesus. Quando Jesus sacrificou a sua vida, essa cortina se rasgou em dois, mostrando que a carne de Jesus não mais impedia sua entrada na presença de Jeová no céu. À base do sacrifício de Jesus, seus subsacerdotes ungidos que morressem fiéis a seu tempo também passariam para os céus. (Mateus 27:50, 51; Hebreus 9:3; 10:19, 20) Paulo salienta também que os contínuos sacrifícios de animais no tabernáculo apontavam para o único sacrifício que Jesus fez da sua perfeita vida humana. O altar de sacrifícios no pátio representava a provisão de Jeová, segundo a Sua vontade, de aceitar o sacrifício de Jesus feito a favor de “muitos” — dos ungidos e, mais tarde, das outras ovelhas — que ‘seriamente o procurariam para a sua salvação’. — Hebreus 9:28; 10:9, 10; João 10:16.
4. O que foi simbolizado (a) pelo Lugar Santo e (b) pelo pátio interno?
4 À base dessa informação divinamente inspirada, podemos concluir que o Lugar Santo no tabernáculo simboliza a condição santa, primeiro usufruída por Cristo, e depois pelos membros ungidos do sacerdócio real dos 144.000, enquanto ainda estão na Terra, antes de passarem pela “cortina”. (Hebreus 6:19, 20; 1 Pedro 2:9) Representa muito bem que eles foram adotados como filhos espirituais de Deus, assim como Deus reconheceu a Jesus como seu Filho, após o batismo deste no Jordão, em 29 EC. (Lucas 3:22; Romanos 8:15) E que dizer do pátio interno, a única parte do tabernáculo que era visível aos israelitas não sacerdotais, e que era o lugar onde se ofereciam os sacrifícios? Este retrata a condição perfeita do homem Jesus, a qual o qualificava para oferecer sua vida a favor da humanidade. Representa também a condição justa como santos, imputada à base do sacrifício de Jesus, que os seguidores ungidos dele usufruem enquanto na Terra.a — Romanos 1:7; 5:1.
A Medição do Santuário do Templo
5. Nas profecias das Escrituras Hebraicas, o que subentendia (a) a medição de Jerusalém e (b) a medição do templo da visão de Ezequiel?
5 Manda-se que João ‘meça o santuário do templo de Deus e o altar, e os que nele adoram’. O que isso subentende? Nas profecias das Escrituras Hebraicas, tal medição fornecia uma garantia de que se faria justiça à base das perfeitas normas de Jeová. Nos dias do iníquo Rei Manassés, a medição profética de Jerusalém atestava uma sentença inalterável de destruição daquela cidade. (2 Reis 21:13; Lamentações 2:8) Mais tarde, porém, quando Jeremias viu que Jerusalém estava sendo medida, isto confirmava que a cidade seria reconstruída. (Jeremias 31:39; veja também Zacarias 2:2-8.) Do mesmo modo, a extensa e detalhada medição do templo da visão presenciada por Ezequiel era garantia para os exilados judeus, em Babilônia, de que a verdadeira adoração seria restabelecida na sua pátria. Lembrava-lhes também que, em vista dos seus erros, Israel doravante teria de estar à altura das normas santas de Deus. — Ezequiel 40:3, 4; 43:10.
6. De que é sinal mandar que João meça o santuário do templo e os sacerdotes que adoram nele? Queira explicar isso.
6 Portanto, quando se manda que João meça o santuário do templo e aqueles sacerdotes que adoram nele, isso é sinal de que nada pode impedir o cumprimento dos propósitos de Jeová com respeito ao arranjo do templo e aos associados com ele, e que esses propósitos estão prestes a atingir seu clímax. Agora que todas as coisas foram postas debaixo dos pés do anjo forte de Jeová, é tempo para “o monte da casa de Jeová” ficar “firmemente estabelecido acima do cume dos montes”. (Isaías 2:2-4) A adoração pura de Jeová tem de ser enaltecida, depois de séculos de apostasia da cristandade. É também tempo para aqueles dos fiéis irmãos de Jesus, que haviam morrido, ser ressuscitados para “o Santo dos Santos”. (Daniel 9:24; 1 Tessalonicenses 4:14-16; Revelação 6:11; 14:4) E os últimos selados na Terra, dos “escravos de nosso Deus”, têm de ser medidos segundo as normas divinas, a fim de se habilitar para o seu lugar permanente no arranjo do templo, como filhos de Deus, gerados pelo espírito. Os que hoje são da classe de João apercebem-se plenamente dessas normas santas e estão determinados a estar à altura delas. — Revelação 7:1-3; Mateus 13:41, 42; Efésios 1:13, 14; veja Romanos 11:20.
Pisado o Pátio
7. (a) Por que se manda que João não meça o pátio? (b) Quando a cidade santa foi pisada por 42 meses? (c) Como os clérigos da cristandade deixaram de sustentar as normas justas de Jeová, durante 42 meses?
7 Por que se proibiu a João medir o pátio? Ele explica isso nas seguintes palavras: “Mas, quanto ao pátio que está de fora do santuário do templo, lança-o completamente fora e não o meças, porque foi dado às nações, e elas pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses.” (Revelação 11:2) Observamos que o pátio interno retrata a condição justa, na Terra, dos cristãos gerados pelo espírito. Conforme veremos, faz-se aqui referência a 42 meses literais, que se estenderam de dezembro de 1914 a junho de 1918, quando todos os professos cristãos foram submetidos a uma severa prova. Eles defenderiam as normas justas de Jeová durante aqueles anos de guerra? A maioria não o fez. Como um todo, os clérigos da cristandade puseram o nacionalismo à frente da obediência à lei divina. Em ambos os lados em guerra, travada principalmente na cristandade, os clérigos pregavam que os homens jovens fossem para as trincheiras. Milhões foram massacrados. Na época em que o julgamento principiou com a casa de Deus, em 1918, os Estados Unidos também já haviam entrado naquele derramamento de sangue, e os clérigos de toda a cristandade haviam incorrido em culpa de sangue, que ainda clama pela vingança divina. (1 Pedro 4:17) Terem eles sido lançados fora tornou-se permanente, irreversível. — Isaías 59:1-3, 7, 8; Jeremias 19:3, 4.
8. Durante a Primeira Guerra Mundial, de que se davam conta muitos dos Estudantes da Bíblia, mas o que não compreendiam plenamente?
8 Que dizer, porém, do pequeno grupo de Estudantes da Bíblia? Deviam ser medidos imediatamente, em 1914, quanto à sua aderência às normas divinas? Não. Iguais aos professos cristãos da cristandade, eles também tinham de ser provados. Foram ‘lançados completamente fora, para as nações’, a fim de ser severamente provados e perseguidos. Muitos deles deram-se conta de que não deviam sair e matar seu próximo, mas ainda não compreendiam plenamente a neutralidade cristã. (Miqueias 4:3; João 17:14, 16; 1 João 3:15) Sob a pressão das nações, alguns transigiram.
9. O que é a cidade santa que foi pisada pelas nações, e quem representa esta cidade na Terra?
9 Como se deu, porém, que a cidade santa foi pisada sob os pés dessas nações? É evidente que isso não se refere à Jerusalém que foi destruída mais de 25 anos antes de se escrever Revelação. Antes, a cidade santa é a Nova Jerusalém, descrita mais adiante em Revelação, a qual é agora representada na Terra pelos remanescentes cristãos ungidos, no pátio interno do templo. Com o tempo, estes também se tornarão parte da cidade santa. Portanto, pisá-los é equivalente a pisar a própria cidade. — Revelação 21:2, 9-21.
As Duas Testemunhas
10. O que as testemunhas fiéis de Jeová devem fazer enquanto estão sendo pisadas?
10 Mesmo enquanto pisados, esses leais não deixam de ser testemunhas fiéis de Jeová. Por isso, a profecia continua: “‘E farei as minhas duas testemunhas profetizar por mil duzentos e sessenta dias trajadas de saco.’ Estas são simbolizadas pelas duas oliveiras e pelos dois candelabros, e estão em pé diante do Senhor da terra.” — Revelação 11:3, 4.
11. O que significava para os fiéis cristãos ungidos profetizar ‘trajados de saco’?
11 Esses fiéis cristãos ungidos precisavam da qualidade da perseverança, porque tinham de profetizar ‘trajados de saco’. O que significava isso? Nos tempos bíblicos, o pano de saco, ou serapilheira, frequentemente simbolizava pranto. Trajá-lo era sinal de que a pessoa tinha ficado abatida em face de tristeza ou aflição. (Gênesis 37:34; Jó 16:15, 16; Ezequiel 27:31) O saco era associado com as mensagens tristes de ruína ou pesar que os profetas de Deus tinham de proclamar. (Isaías 3:8, 24-26; Jeremias 48:37; 49:3) Trajar pano de saco indicaria humildade ou arrependimento diante do aviso divino. (Jonas 3:5) O saco trajado pelas duas testemunhas parece indicar sua perseverança humilde ao anunciarem os julgamentos de Jeová. Eram testemunhas que proclamavam o dia de vingança dele, que causaria pranto também às nações. — Deuteronômio 32:41-43.
12. Por que parece ser literal o período em que a cidade santa havia de ser pisada?
12 Os da classe de João tinham de pregar esta mensagem por um período especificado: 1.260 dias, ou 42 meses, o mesmo tempo em que a cidade santa seria pisada. Este período parece ser literal, visto que é expresso de duas maneiras diferentes, primeiro em meses e depois em dias. Além disso, no começo do dia do Senhor, houve um período marcado de três anos e meio em que as experiências duras dos do povo de Deus tinham um paralelo com os eventos profetizados aqui — começando em dezembro de 1914 e continuando até junho de 1918. (Revelação 1:10) Pregavam uma mensagem de ‘serapilheira’ sobre o julgamento da cristandade e do mundo por Jeová.
13. (a) O que denota os cristãos ungidos serem simbolizados por duas testemunhas? (b) Que profecia de Zacarias vem à mente por João chamar as duas testemunhas de ‘duas oliveiras e dois candelabros’?
13 Serem eles simbolizados por duas testemunhas confirma para nós que sua mensagem era exata e bem fundada. (Veja Deuteronômio 17:6; João 8:17, 18.) João chama-os de ‘duas oliveiras e dois candelabros’, dizendo que ‘estão em pé diante do Senhor da terra’. Esta é uma evidente referência à profecia de Zacarias, que viu um candelabro de sete braços e duas oliveiras. Disse-se que as oliveiras retratavam “os dois ungidos”, isto é, o Governador Zorobabel e o Sumo Sacerdote Josué, ‘que estavam de pé ao lado do Senhor de toda a terra’. — Zacarias 4:1-3, 14.
14. (a) O que a visão de Zacarias das duas oliveiras e do candelabro indicava? (b) O que os cristãos ungidos sofreriam durante a Primeira Guerra Mundial?
14 Zacarias vivia num tempo de reconstrução, e sua visão das duas oliveiras significava que Zorobabel e Josué seriam abençoados com o espírito de Jeová em fortalecer o povo para o trabalho. A visão do candelabro lembrava a Zacarias de não ‘desprezar o dia das coisas pequenas’, porque os propósitos de Jeová seriam executados — “‘não por força militar, nem por poder, mas por meu espírito’, disse Jeová dos exércitos”. (Zacarias 4:6, 10; 8:9) O pequeno grupo de cristãos, que persistentemente levava a luz da verdade à humanidade durante a Primeira Guerra Mundial, seria usado de modo similar numa obra de reconstrução. Eles também seriam fonte de encorajamento, e, embora fossem poucos, aprenderiam a se estribar na força de Jeová, não desprezando o dia de pequenos começos.
15. (a) Serem os cristãos ungidos descritos como duas testemunhas também nos faz lembrar o quê? Queira explicar isso. (b) Que espécie de sinais as duas testemunhas estão autorizadas a fazer?
15 Serem descritos como duas testemunhas nos lembra também a transfiguração. Naquela visão, três dos apóstolos de Jesus o viram na glória do Reino acompanhado por Moisés e Elias. Isto prefigurava assentar-se Jesus no seu glorioso trono em 1914, para realizar uma obra prefigurada por aqueles dois profetas. (Mateus 17:1-3) Apropriadamente, as duas testemunhas são agora vistas realizando sinais que fazem lembrar aqueles de Moisés e de Elias. Por exemplo, João diz a respeito deles: “E, se alguém quer causar-lhes dano, sai fogo das suas bocas e devora os seus inimigos; e se alguém quiser causar-lhes dano, terá de ser morto desta maneira. Estas têm autoridade para fechar o céu, para que não caia chuva durante os dias do seu profetizar.” — Revelação 11:5, 6a.
16. (a) Como o sinal que envolve fogo nos lembra o tempo em que a autoridade de Moisés foi desafiada em Israel? (b) Como os clérigos da cristandade desafiaram os Estudantes da Bíblia e lhes causaram dificuldades durante a Primeira Guerra Mundial, e como estes combateram isso?
16 Isto nos faz lembrar o tempo em que a autoridade de Moisés foi desafiada em Israel. Aquele profeta proferiu palavras ardentes de julgamento, e Jeová destruiu os rebeldes, consumindo 250 deles por fogo literal desde o céu. (Números 16:1-7, 28-35) De modo similar, os líderes da cristandade desafiavam os Estudantes da Bíblia, dizendo que estes nunca se formaram em seminários teológicos. Mas as testemunhas de Deus tinham credenciais superiores como ministros: as pessoas mansas que haviam aceitado a sua mensagem bíblica. (2 Coríntios 3:2, 3) Em 1917, os Estudantes da Bíblia publicaram em inglês O Mistério Consumado, um poderoso comentário sobre Revelação e Ezequiel. A isto se seguiu a distribuição, em inglês, de 10.000.000 de exemplares do tratado de quatro páginas O Mensário dos Estudantes da Bíblia, com o artigo de destaque intitulado “A Queda de Babilônia — Por Que a Cristandade Tem de Sofrer Agora — o Resultado Final”. Nos Estados Unidos, os clérigos irados usaram a histeria de guerra como desculpa para fazer que o livro fosse proscrito. Em outros países, o livro foi censurado. Não obstante, os servos de Deus continuaram a combater, usando números ardentes de um tratado de quatro páginas, em inglês, intitulado Notícias do Reino. Ao passo que o dia do Senhor continuava, outras publicações tornavam claro a condição espiritualmente defunta da cristandade. — Veja Jeremias 5:14.
17. (a) Que eventos nos dias de Elias envolviam uma seca e fogo? (b) Como saiu fogo da boca das duas testemunhas, e que seca envolvia isso?
17 Que dizer de Elias? Nos dias dos reis de Israel, este profeta proclamou uma seca como expressão da indignação de Jeová com os israelitas adoradores de Baal. Ela durou três anos e meio. (1 Reis 17:1; 18:41-45; Lucas 4:25; Tiago 5:17) Mais tarde, quando o infiel Rei Acazias mandou soldados para obrigar Elias a comparecer na sua presença régia, o profeta invocou fogo do céu para consumir os soldados. Somente quando um comandante militar mostrou o devido respeito pela posição de Elias como profeta é que este consentiu em acompanhá-lo até o rei. (2 Reis 1:5-16) Do mesmo modo, entre 1914 e 1918, os do restante ungido chamaram destemidamente atenção para a seca espiritual existente na cristandade e avisaram sobre o julgamento ardente que ocorreria ao “chegar o grande e atemorizante dia de Jeová”. — Malaquias 4:1, 5; Amós 8:11.
18. (a) Que autoridade é dada às duas testemunhas, e como esta é similar à dada a Moisés? (b) Como as duas testemunhas expuseram a cristandade?
18 João prossegue, dizendo a respeito das duas testemunhas: “E têm autoridade sobre as águas, para transformá-las em sangue, e para golpear a terra com toda sorte de praga, quantas vezes quiserem.” (Revelação 11:6b) Com o fim de persuadir Faraó a deixar Israel ir livre, Jeová usou Moisés para golpear o opressivo Egito com pragas, incluindo a de transformar água em sangue. Séculos mais tarde, os inimigos filisteus de Israel lembravam-se muito bem dos atos de Jeová contra o Egito, o que os fez clamar: “Quem nos salvará da mão deste Deus majestoso? Este é o Deus que golpeou o Egito com toda sorte de matança [“pragas”, Almeida] no ermo.” (1 Samuel 4:8; Salmo 105:29) Moisés retratava a Jesus, que tinha autoridade para proferir julgamentos de Deus contra os líderes religiosos dos seus dias. (Mateus 23:13; 28:18; Atos 3:22) E, durante a Primeira Guerra Mundial, os irmãos de Cristo, as duas testemunhas, expuseram a propriedade mortífera das “águas” que a cristandade servia aos seus rebanhos.
As Duas Testemunhas São Mortas
19. Segundo o relato de Revelação, o que ocorre quando as duas testemunhas terminam seu testemunho?
19 Esta praga era tão severa para a cristandade que, depois de as duas testemunhas terem profetizado por 42 meses trajadas de saco, a cristandade usou sua influência mundana para fazer com que fossem ‘mortas’. João escreve: “E quando tiverem terminado seu testemunho, a fera que ascende do abismo far-lhes-á guerra, e as vencerá, e as matará. E os seus cadáveres jazerão na rua larga da grande cidade que em sentido espiritual se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi pregado numa estaca. E os dos povos, e tribos, e línguas, e nações olharão para os seus cadáveres por três dias e meio, e não deixam que os seus cadáveres sejam colocados num túmulo. E os que moram na terra alegram-se por causa deles e regalam-se, e enviarão dádivas uns aos outros, porque estes dois profetas atormentavam os que moram na terra.” — Revelação 11:7-10.
20. O que é ‘a fera que ascende do abismo’?
20 Esta é a primeira de 37 referências a uma fera, em Revelação. Examinaremos mais adiante esta e outras feras em pormenores. Agora basta dizer que “a fera que ascende do abismo” é projeto de Satanás, um sistema de coisas político, atuante.b — Compare isso com Revelação 13:1; Daniel 7:2, 3, 17.
21. (a) Como se aproveitaram da situação de guerra os inimigos religiosos das duas testemunhas? (b) O que indicava ficarem os cadáveres das duas testemunhas sem serem sepultados? (c) Como se deve encarar o período de três dias e meio? (Veja a nota.)
21 De 1914 a 1918, as nações estavam ocupadas com a Primeira Guerra Mundial. Ferviam sentimentos nacionalistas e, em meados do primeiro semestre de 1918, os inimigos religiosos das duas testemunhas se aproveitaram desta situação. Manobraram as instituições jurídicas do Estado para que ministros responsáveis dos Estudantes da Bíblia fossem encarcerados sob acusações falsas de sedição. Colaboradores fiéis deles ficaram atordoados. A atividade do Reino quase que parou. Era como se a obra de pregação estivesse morta. Em tempos bíblicos, era considerado uma terrível indignidade não ser sepultado num túmulo memorial. (Salmo 79:1-3; 1 Reis 13:21, 22) Portanto, seria um grande vitupério não enterrar as duas testemunhas. No clima quente da Palestina, um cadáver deixado exposto em plena rua realmente começaria a cheirar mal depois de três dias e meio literais.c (Veja João 11:39.) Este pormenor na profecia, portanto, indica a vergonha que as duas testemunhas tiveram de suportar. Negou-se aos encarcerados acima mencionados até mesmo o direito à fiança enquanto seu caso estava sendo apelado. Ficaram publicamente expostos por tempo suficiente para se tornar mau cheiro para os habitantes “da grande cidade”. Mas o que era essa “grande cidade”?
22. (a) O que é a grande cidade? (b) Como a imprensa se juntou aos clérigos em se alegrar pelo fato de que as duas testemunhas haviam sido silenciadas? (Queira ver o quadro.)
22 João fornece-nos alguns indícios. Ele diz que Jesus foi ali pregado numa estaca. De modo que imediatamente pensamos em Jerusalém. Mas ele diz também que a grande cidade se chama Sodoma e Egito. Pois bem, a Jerusalém literal fora uma vez chamada de Sodoma, por causa das suas práticas impuras. (Isaías 1:8-10; veja Ezequiel 16:49, 53-58.) E o Egito, a primeira potência mundial, aparece às vezes como símbolo deste sistema mundial de coisas. (Isaías 19:1, 19; Joel 3:19) Portanto, essa grande cidade retrata uma “Jerusalém” aviltada, que afirma adorar a Deus, mas que se tornou impura e pecadora, igual a Sodoma, e parte deste satânico sistema mundial de coisas, igual ao Egito. Retrata a cristandade, o equivalente moderno da Jerusalém infiel, a organização cujos membros tinham tantos motivos para se alegrar quando silenciaram a pregação perturbadora das duas testemunhas.
Voltaram a Viver!
23. (a) O que aconteceu às duas testemunhas depois de três dias e meio, e que efeito teve isso sobre os seus inimigos? (b) Quando se deu o cumprimento moderno de Revelação 11:11, 12 e da profecia de Ezequiel a respeito de Jeová soprar sobre o vale de ossos secos?
23 A imprensa juntou-se aos clérigos em vilificar o povo de Deus; um jornal disse: “Consumou-se O Mistério Consumado.” No entanto, nada podia estar mais longe da verdade! As duas testemunhas não permaneceram mortas. Lemos: “E depois dos três dias e meio entrou neles espírito de vida da parte de Deus, e puseram-se de pé, e caiu grande temor sobre os que os observavam. E ouviram uma voz alta dizer-lhes desde o céu: ‘Subi para cá.’ E subiram para o céu, numa nuvem, e seus inimigos os observavam.” (Revelação 11:11, 12) De modo que passaram por uma experiência similar à daqueles ossos secos no vale visitado por Ezequiel em visão. Jeová soprou sobre esses ossos secos e eles passaram a viver, provendo um quadro do renascimento da nação de Israel depois de 70 anos de cativeiro em Babilônia. (Ezequiel 37:1-14) Estas duas profecias, em Ezequiel e em Revelação, tiveram seu notável cumprimento moderno em 1919, quando Jeová devolveu vida vibrante às suas testemunhas ‘mortas’.
24. Quando as duas testemunhas passaram a reviver, que efeito teve isso sobre os seus perseguidores religiosos?
24 Que choque isso foi para aqueles perseguidores! Os cadáveres das duas testemunhas de repente reviveram e elas ficaram novamente ativas. Para os clérigos, isso era humilhante, ainda mais porque os ministros cristãos, que eles haviam tramado lançar na prisão, estavam novamente livres, e foram mais tarde completamente inocentados. O choque deve ter sido ainda maior, em setembro de 1919, quando os Estudantes da Bíblia realizaram um congresso em Cedar Point, Ohio, EUA. Ali, J. F. Rutherford, recém-libertado da prisão, emocionou os congressistas com o seu discurso “Anunciando o Reino”, baseado em Revelação 15:2 e Isaías 52:7. Os da classe de João começaram novamente a “profetizar”, ou a pregar publicamente. Adquiriram cada vez mais força, expondo destemidamente a hipocrisia da cristandade.
25. (a) Quando se disse às duas testemunhas: “Subi para cá”, e como se deu isso? (b) Que efeito chocante o restabelecimento das duas testemunhas teve sobre a grande cidade?
25 A cristandade tentou vez após vez repetir seu triunfo de 1918. Ela recorreu à ação de turbas, a manobras jurídicas, a encarceramentos, e mesmo a execuções — tudo inútil! Depois de 1919, o domínio espiritual das duas testemunhas estava fora do seu alcance. Naquele ano, Jeová dissera-lhes: “Subi para cá”, e elas ascenderam para uma condição espiritual elevada, em que seus inimigos podiam vê-las, mas não podiam tocá-las. João descreve o efeito chocante que seu restabelecimento teve sobre a grande cidade: “E naquela hora houve um grande terremoto, e caiu um décimo da cidade; e sete mil pessoas foram mortas pelo terremoto, e os demais ficaram amedrontados e deram glória ao Deus do céu.” (Revelação 11:13) Ocorreram deveras grandes convulsões no domínio da religião. O chão parecia mover-se debaixo dos líderes das igrejas tradicionais, quando este corpo de cristãos revivificados começou a trabalhar. Um décimo da cidade deles, figurativamente 7.000 pessoas, ficaram tão profundamente afetadas que se fala delas como sendo mortas.
26. Quem é representado pelo “décimo da cidade” e pelos “sete mil” de Revelação 11:13? Queira explicar isso.
26 Esta expressão, “um décimo da cidade”, lembra-nos que Isaías profetizou sobre a antiga Jerusalém, que um décimo sobreviveria à destruição da cidade como descendência santa. (Isaías 6:13) De modo similar, o número 7.000 nos lembra que, quando Elias achava que só ele permanecera fiel em Israel, Jeová lhe disse que, de fato, havia ainda 7.000 que não se dobraram diante de Baal. (1 Reis 19:14, 18) No primeiro século, o apóstolo Paulo disse que esses 7.000 retratavam o restante dos judeus que havia aceitado as boas novas sobre o Cristo. (Romanos 11:1-5) Esses textos ajudam-nos a entender que os “sete mil” e o “décimo da cidade”, em Revelação 11:13, são aqueles que acolhem as duas testemunhas restabelecidas e abandonam a pecaminosa grande cidade. Eles como que morrem para com a cristandade. Os nomes deles são retirados do rol dos membros dela. Para ela, não existem mais.d
27, 28. (a) Como é que ‘os demais deram glória ao Deus do céu’? (b) O que os clérigos da cristandade se viram obrigados a reconhecer?
27 Mas como é que ‘os demais [da cristandade] deram glória ao Deus do céu’? Certamente não por abandonarem sua religião apóstata e se tornarem servos de Deus. Antes, era como explicado na obra Estudos das Palavras no Novo Testamento, de Vincent, em inglês, ao considerar a expressão “deram glória ao Deus do céu”. Declara-se ali: “A frase não significa conversão, nem arrependimento, nem agradecimento, mas reconhecimento, que é seu sentido usual nas escrituras. Veja Jos. vii. 19 (Sept.). João ix. 24; Atos xii. 23; Rom. iv. 20.” Para o seu vexame, a cristandade tinha de reconhecer que o Deus dos Estudantes da Bíblia havia realizado um grande ato ao restabelecê-los na atividade cristã.
28 Pode ser que os clérigos tenham feito este reconhecimento apenas na mente, ou para si mesmos. Certamente, nenhum deles tornou público que reconhecia o Deus das duas testemunhas. Mas a profecia de Jeová, por meio de João, ajuda-nos a discernir o que tinham no coração e a perceber o humilhante choque que eles levaram em 1919. Daquele ano em diante, ao passo que os “sete mil” abandonaram a cristandade, apesar dos esforços determinados dela de reter suas ovelhas, os clérigos se viram obrigados a reconhecer que o Deus da classe de João era mais forte do que o deus deles. Em anos posteriores, eles iam perceber isso ainda mais claramente, ao passo que muitos mais do seu rebanho partiriam, repetindo as palavras das pessoas na ocasião em que Elias triunfou sobre os religiosos fanáticos de Baal no monte Carmelo: “Jeová é o verdadeiro Deus! Jeová é o verdadeiro Deus!” — 1 Reis 18:39.
29. O que João diz sobre o que há de vir depressa, e que abalo adicional aguarda a cristandade?
29 Mas ouça! João diz: “O segundo ai já passou. Eis que o terceiro ai vem depressa.” (Revelação 11:14) Se a cristandade ficou abalada com o que aconteceu até agora, o que fará quando se anunciar o terceiro ai, quando o sétimo anjo tocar a sua trombeta e o segredo sagrado de Deus for finalmente levado a término? — Revelação 10:7.
[Nota(s) de rodapé]
a Para uma consideração plena desse grande templo espiritual, veja os artigos “O grande templo espiritual de Jeová” em A Sentinela de 1.º de julho de 1996, e “O único templo verdadeiro em que adorar” no número de 1.º de julho de 1973.
b O “abismo” (grego: á·bys·sos; hebraico: tehóhm) refere-se simbolicamente a um lugar de inatividade. (Veja Revelação 9:2.) Em sentido literal, porém, pode referir-se também a um vasto mar. A palavra hebraica muitas vezes é traduzida “água(s) de profundeza”. (Salmo 71:20; 106:9; Jonas 2:5) De modo que “a fera que ascende do abismo” pode ser identificada com a ‘fera que ascende do mar’. — Revelação 11:7; 13:1.
c Note que, ao se examinarem as experiências dos do povo de Deus naquele tempo, parece que, ao passo que os 42 meses representam três anos e meio literais, os três dias e meio não representam um período literal de 84 horas. É provável que se mencione duas vezes (nos versículos 9 e 11) o período específico de três dias e meio para destacar que se tratava de apenas um curto período em comparação com os reais três anos e meio de atividade que precedem a eles.
d Compare o uso das palavras “mortos”, ‘morrer’ e “vivos” em textos tais como Romanos 6:2, 10, 11; 7:4, 6, 9; Gálatas 2:19; Colossenses 2:20; 3:3.
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O segredo sagrado de Deus — seu glorioso clímax!Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
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Capítulo 26
O segredo sagrado de Deus — seu glorioso clímax!
1. (a) Como João nos informa que o segredo sagrado é levado a término? (b) Por que as hostes angélicas falam alto?
LEMBRA-SE da declaração juramentada do anjo forte, registrada em Revelação 10:1, 6, 7? Ele declarara: “Não haverá mais demora; mas nos dias do toque do sétimo anjo, quando estiver para tocar a sua trombeta, então, deveras, terá sido levado a término o segredo sagrado de Deus, segundo as boas novas que ele declarou aos seus próprios escravos, os profetas.” Chegou o tempo devido de Jeová para o toque desta última trombeta! Como, então, é o segredo sagrado levado a término? João tem realmente muito prazer em nos informar! Ele escreve: “E o sétimo anjo tocou a sua trombeta. E houve vozes altas no céu, dizendo: ‘O reino do mundo tornou-se o reino de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre.’” (Revelação 11:15) Essas hostes angélicas têm motivos para falar alto, até mesmo em tons trovejantes! Porque esse anúncio histórico é de importância universal. É de interesse vital para toda a criação vivente.
2. Quando e com que evento é o segredo sagrado levado a um término triunfante?
2 O segredo sagrado chega ao seu clímax feliz! É levado gloriosa e magnificamente a um término triunfante em 1914, quando o Senhor Jeová entroniza seu Cristo como Rei associado. Agindo por seu Pai, Jesus Cristo assume ativamente o governo no meio do mundo inimigo da humanidade. Como o Descendente prometido, recebe o poder do Reino, a fim de reduzir a nada a Serpente e sua prole, e para restabelecer a paz paradísica nesta Terra. (Gênesis 3:15; Salmo 72:1, 7) Jesus, como Rei messiânico, cumprirá assim a Palavra de Jeová e vindicará seu Pai, o “Rei da eternidade”, que tem de governar como Soberano Senhor “para todo o sempre”. — 1 Timóteo 1:17.
3. Embora Jeová Deus sempre tenha sido Rei, por que tem permitido que outras soberanias existam na Terra?
3 Mas como é que “o reino do mundo tornou-se o reino de nosso Senhor”, Jeová? Não tem sido Jeová Deus sempre Rei? Isso é verdade, pois o levita Asafe cantou: “Deus é meu Rei desde outrora.” E outro salmista proclamou: “O próprio Jeová se tornou rei! . . . Teu trono está firmemente estabelecido desde há muito; tu és desde tempo indefinido.” (Salmo 74:12; 93:1, 2) No entanto, Jeová, na sua sabedoria, tem permitido que outras soberanias existissem na Terra. De modo que a questão levantada no Éden, quanto a se o homem pode governar a si mesmo, sem Deus, tem sido plenamente posta à prova. O governo do homem tem fracassado miseravelmente. Bem verazes são, de fato, as palavras do profeta de Deus: “Bem sei, ó Jeová, que não é do homem terreno o seu caminho. Não é do homem que anda o dirigir o seu passo.” (Jeremias 10:23) Desde a deserção de nossos primeiros pais, toda a Terra habitada tem estado sob o domínio da “serpente original”, Satanás. (Revelação 12:9; Lucas 4:6) Chegou agora o tempo para uma mudança dramática! Para vindicar a sua posição legítima, Jeová começa a exercer sua soberania sobre a Terra dum modo novo, por meio do seu designado Reino messiânico.
4. Quando começou o toque das trombetas, em 1922, o que foi destacado? Queira explicar isso.
4 Quando começou o toque das sete trombetas, em 1922, o congresso dos Estudantes da Bíblia, em Cedar Point, Ohio, EUA, destacou um discurso de J. F. Rutherford baseado no texto bíblico “está próximo o reino”. (Mateus 4:17, Versão Rei Jaime, em inglês) Ele concluiu com as seguintes palavras: “Então voltem ao campo, ó filhos do altíssimo Deus! Ponham sua armadura! Sejam sóbrios, vigilantes, ativos, valentes. Sejam testemunhas fiéis e verdadeiras do Senhor. Avancem na luta até que fique desolado todo vestígio de Babilônia. Proclamem a mensagem em toda a parte. O mundo precisa saber que Jeová é Deus e que Jesus Cristo é Rei dos reis e Senhor dos senhores. Este é o dia de todos os dias. Eis que o Rei reina! Vocês são os seus agentes de publicidade. Portanto, anunciem, anunciem, anunciem o Rei e seu reino.” Destacou-se o Reino de Deus por Cristo Jesus, e isto deu início ao grande surto de pregação do Reino, que tem incluído os julgamentos proclamados pelo toque de todas as sete trombetas angélicas.
5. Em 1928, o que aconteceu no congresso dos Estudantes da Bíblia que salientou o toque da sétima trombeta?
5 O toque de trombeta do sétimo anjo se refletiu nos destaques do congresso dos Estudantes da Bíblia em Detroit, Michigan, EUA, de 30 de julho a 6 de agosto de 1928. Naquela ocasião, 107 estações de rádio estavam interligadas no que o jornal The New York Times descreveu como ‘a mais extensa e mais cara rede radiofônica da história’. O congresso adotou entusiasticamente uma poderosa “Declaração Contra Satanás e a Favor de Jeová”, salientando a derrubada, no Armagedom, de Satanás e sua organização perversa, e a emancipação de todos os que amam a justiça. Os súditos leais do Reino de Deus ficaram encantados de receber no congresso o lançamento do livro Governo, de 368 páginas. Este apresentou as provas mais claras de que ‘Deus estabeleceu seu Rei ungido no seu trono, em 1914’.
Jeová Assume o Poder
6. Como João relata o anúncio de Cristo ter sido entronizado no Reino de Deus?
6 Cristo entronizado no Reino de Deus — quanta alegria este anúncio produz! João relata: “E os vinte e quatro anciãos, sentados nos seus tronos diante de Deus, prostraram-se sobre os seus rostos e adoraram a Deus, dizendo: ‘Agradecemos-te, Jeová Deus, o Todo-poderoso, Aquele que é e que era, porque assumiste o teu grande poder e começaste a reinar.’” — Revelação 11:16, 17.
7. Como foram dados agradecimentos a Jeová Deus (a) pelo restante dos simbólicos 24 anciãos na Terra e (b) por aqueles dos simbólicos 24 anciãos que haviam sido ressuscitados para ocupar suas posições no céu?
7 Quem oferece esses agradecimentos a Jeová Deus são os 24 anciãos, simbolizando os irmãos ungidos de Cristo nas suas posições celestiais. A partir de 1922, um restante dos 144.000, na Terra, passou a ocupar-se na obra posta em movimento pelos toques de trombeta. Eles passaram a dar-se conta da plena importância do sinal em Mateus 24:3–25:46. Mesmo já anteriormente no dia do Senhor, porém, suas cotestemunhas, que se haviam mostrado ‘fiéis até a morte’, haviam sido ressuscitadas para ocuparem suas posições no céu, a fim de que pudessem agora representar o grupo inteiro dos 144.000 em prostrar-se sobre os seus rostos para homenagear a Jeová. (Revelação 1:10; 2:10) Quão gratas todas elas são de que seu Soberano Senhor não demorou em levar seu segredo sagrado a um término culminante!
8. (a) Que efeito tem o toque da sétima trombeta sobre as nações? (b) Contra quem as nações têm expressado seu furor?
8 Por outro lado, o toque da sétima trombeta não dá nenhuma alegria às nações. Chegou o tempo para elas sentirem o furor de Jeová. Conforme João relata: “Mas as nações ficaram furiosas, e veio teu próprio furor e o tempo designado para os mortos serem julgados, e para dar a recompensa aos teus escravos, os profetas, e aos santos e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e para arruinar os que arruínam a terra.” (Revelação 11:18) A partir de 1914, as nações do mundo têm ferozmente expressado seu furor umas contra as outras, contra o Reino de Deus e especialmente contra as duas testemunhas de Jeová. — Revelação 11:3.
9. Como as nações têm arruinado a Terra, e o que Deus decidiu fazer a respeito disso?
9 No decorrer da história, as nações têm arruinado a Terra com as suas incessantes guerras e sua má administração dela. No entanto, desde 1914, este arruinamento tem aumentado a proporções alarmantes. A ganância e a corrupção têm resultado na ampliação dos desertos e numa tremenda perda de terras produtivas. A chuva ácida e as nuvens radioativas têm danificado grandes regiões. As fontes de alimentos têm sido poluídas. O ar que respiramos e a água que bebemos estão contaminados. Os despejos industriais ameaçam a vida na terra e no mar. Houve época em que as superpotências ameaçavam causar a ruína total por meio da aniquilação nuclear de toda a humanidade. Felizmente, Jeová vai “arruinar os que arruínam a terra”; executará sentença nesses humanos orgulhosos e ímpios, que são responsáveis pela situação lastimável da Terra. (Deuteronômio 32:5, 6; Salmo 14:1-3) Por isso, Jeová providencia o terceiro ai, para ajustar contas com esses transgressores. — Revelação 11:14.
Ai Para os Arruinadores!
10. (a) O que é o terceiro ai? (b) De que modo o terceiro ai causa mais do que apenas tormento?
10 Eis, pois, o terceiro ai. Ele vem depressa! É o meio de Jeová arruinar aqueles que dessagram seu “escabelo”, esta linda Terra na qual vivemos. (Isaías 66:1) É desencadeado pelo Reino messiânico — o segredo sagrado de Deus. Os inimigos de Deus, e especialmente os líderes da cristandade, foram atormentados pelos primeiros dois ais — resultantes principalmente da praga de gafanhotos e dos exércitos de cavalaria; mas o terceiro ai, administrado pelo próprio Reino de Jeová, causa mais do que apenas tormento. (Revelação 9:3-19) Aplica o golpe mortal com a expulsão da arruinadora sociedade humana e de seus governantes. Isto se dará como o clímax do julgamento de Jeová no Armagedom. É assim como Daniel profetizou: “E nos dias daqueles reis [os governantes que arruínam a Terra] o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. E o próprio reino não passará a qualquer outro povo. Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempos indefinidos.” Igual a um imponente monte, o Reino de Deus governará sobre a Terra tornada gloriosa, vindicando a soberania de Jeová e trazendo eterna alegria à humanidade. — Daniel 2:35, 44; Isaías 11:9; 60:13.
11. (a) Que sequência progressiva de eventos felizes a profecia descreve? (b) Que benignidade imerecida é efetuada, como, e por quem?
11 O terceiro ai é acompanhado de uma sequência progressiva de eventos felizes, que sucederão durante o dia do Senhor. É o tempo ‘para os mortos serem julgados e para Deus dar a recompensa aos seus escravos, os profetas, e aos santos e aos que temem o seu nome’. Isso significa a ressurreição dentre os mortos! Para os santos ungidos, que já haviam adormecido na morte, isso ocorre logo no começo do dia do Senhor. (1 Tessalonicenses 4:15-17) No devido tempo, os remanescentes dos santos se juntam a estes através duma ressurreição instantânea. Outros também hão de ser recompensados, incluindo os escravos de Deus, os profetas dos tempos antigos, e todos os outros da humanidade, que passam a temer o nome de Jeová, quer da grande multidão que sobrevive à grande tribulação, quer dos “mortos, os grandes e os pequenos”, que são ressuscitados durante o Reinado milenar de Cristo. Visto que o Rei messiânico de Deus tem as chaves da morte e do Hades, seu Reinado abre o caminho para ele conceder vida eterna a todos os que se empenharem por esta preciosa provisão. (Revelação 1:18; 7:9, 14; 20:12, 13; Romanos 6:22; João 5:28, 29) Quer seja a vida imortal nos céus, quer a vida eterna na Terra, este dom da vida é uma benignidade imerecida da parte de Jeová, pela qual todos os beneficiados podem ser eternamente gratos! — Hebreus 2:9.
Eis a Arca do Seu Pacto!
12. (a) Segundo Revelação 11:19, o que João vê no céu? (b) De que era símbolo a arca do pacto, e o que aconteceu com ela depois de Israel ir ao cativeiro em Babilônia?
12 Jeová governa! Por meio do seu Reino messiânico, ele exerce a sua soberania para com a humanidade de modo maravilhoso. Isto é confirmado por aquilo que João vê a seguir: “E abriu-se o santuário do templo de Deus, que está no céu, e viu-se a arca do seu pacto no santuário do seu templo. E houve relâmpagos, e vozes, e trovões, e um terremoto, e grande saraivada.” (Revelação 11:19) Esta é a única menção, em Revelação, da arca do pacto de Deus. A Arca havia sido o símbolo visível da presença de Jeová entre o seu povo Israel. No tabernáculo, e mais tarde no templo construído por Salomão, ela era guardada no Santíssimo. Mas quando Israel foi para o cativeiro em Babilônia, em 607 AEC, Jerusalém foi desolada e a arca do pacto desapareceu. Foi então que os representantes da casa de Davi deixaram de “sentar-se no trono de Jeová como rei”. — 1 Crônicas 29:23.a
13. O que denota o fato de que a arca do pacto de Deus é vista no celestial santuário de Deus?
13 Agora, depois de mais de 2.600 anos, vê-se a Arca mais uma vez. Mas, na visão de João, esta Arca não está num templo terrestre. Aparece no celestial santuário de Deus. Novamente, Jeová governa por meio dum rei da linhagem real de Davi. Esta vez, porém, o Rei, Cristo Jesus, está entronizado na Jerusalém celestial — a exaltada posição vantajosa da qual ele executa os julgamentos de Jeová. (Hebreus 12:22) Os capítulos seguintes de Revelação exporão isso a nós.
14, 15. (a) Na antiga Jerusalém, somente quem chegava a ver a arca do pacto, e por quê? (b) No celestial santuário do templo de Deus, quem chega a ver a arca do seu pacto?
14 Na antiga Jerusalém terrestre, a Arca não era vista pelos israelitas em geral, nem mesmo pelos sacerdotes que serviam no templo, porque se encontrava dentro do Santíssimo, separado do Lugar Santo por uma cortina. (Números 4:20; Hebreus 9:2, 3) Apenas o sumo sacerdote chegava a vê-la quando entrava no Santíssimo no anual Dia da Expiação. Não obstante, quando se abre o santuário do templo nos céus, a arca simbólica é visível não apenas ao Sumo Sacerdote de Jeová, Jesus Cristo, mas também aos seus subsacerdotes, os 144.000, incluindo João.
15 Os primeiros ressuscitados para o céu veem de perto esta arca simbólica, porque já ocupam seu lugar como parte dos 24 anciãos ao redor do trono de Jeová. E os da classe de João, na Terra, foram esclarecidos pelo espírito de Jeová para discernir a Sua presença no Seu templo espiritual. Também tem havido sinais para alertar a humanidade em geral deste acontecimento maravilhoso. A visão de João menciona relâmpagos, vozes, trovões, um terremoto e saraiva. (Veja Revelação 8:5.) O que simbolizam esses?
16. De que modo tem havido relâmpagos, vozes, trovões, um terremoto e grande saraivada?
16 Desde 1914 tem havido uma tremenda reviravolta no domínio da religião. Felizmente, porém, este “terremoto” tem sido acompanhado por vozes dedicadas que transmitem uma mensagem clara sobre o Reino estabelecido de Deus. Têm-se dado trovejantes ‘avisos de tormenta’, baseados na Bíblia. Iguais a relâmpagos, lampejos de percepção quanto à Palavra profética de Deus têm sido vistos e divulgados. Tem-se lançado uma “saraivada” dura de julgamentos divinos contra a cristandade e a religião falsa em geral. Tudo isso deveria ter atraído a atenção das pessoas. Lamentavelmente, porém, a maioria delas — iguais às pessoas de Jerusalém no tempo de Jesus — tem deixado de discernir o cumprimento desses sinais de Revelação. — Lucas 19:41-44.
17, 18. (a) O toque das trombetas dos sete anjos lançou que responsabilidade sobre os cristãos dedicados? (b) Como cumprem os cristãos a sua comissão?
17 Os sete anjos continuam a tocar as suas trombetas, indicando eventos históricos aqui na Terra. Os cristãos dedicados têm a grande responsabilidade de continuar a proclamar esses anúncios ao mundo. Com quanta alegria eles cumprem esta comissão! Isso é indicado pelo fato de que nos 20 anos de 1986 a 2005 eles quase dobraram o número de horas gastas anualmente no ministério — de 680.837.042 para 1.278.235.504. Realmente, “o segredo sagrado de Deus, segundo as boas novas”, está sendo divulgado “até às extremidades da terra habitada”. — Revelação 10:7; Romanos 10:18.
18 Aguardam-nos agora outras visões, ao passo que os propósitos relativos ao Reino de Deus continuam a ser revelados.
[Nota(s) de rodapé]
a O historiador romano Tácito relata que, quando Jerusalém foi capturada em 63 AEC e Cneu Pompeu entrou no santuário do templo, ele o encontrou vazio. Não havia arca do pacto nele. — Histórias de Tácito, 5.9.
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O segredo sagrado de Deus — seu glorioso clímax!Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
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[Quadro na página 175]
Arruínam a Terra
“A cada três segundos desaparece uma parte da floresta pluvial original, do tamanho dum campo de futebol. . . . A perda de florestas virgens está destruindo milhares de espécies de plantas e de animais.” — Illustrated Atlas of the World (Rand McNally).
“Em dois séculos de colonização, [os Grandes Lagos] também se tornaram o maior esgoto do mundo.” — The Globe and Mail (Canadá).
Em abril de 1986, uma explosão e o incêndio numa usina nuclear em Chernobyl, Ucrânia, “foi o acontecimento nuclear mais significativo . . . desde os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki”, emitindo “tanta radiação de longo prazo para o ar, o solo arável e a água do mundo, quanto a de todos os testes nucleares já realizados e as bombas nucleares já detonadas”. — Jama; The New York Times.
Em Minamata, no Japão, uma usina de produtos químicos despejou mercúrio metílico na baía. O consumo de peixes e mariscos contaminados pelo poluente causaram a doença de Minamata (MD), uma “doença neurológica crônica. . . . Até a data [1985], 2.578 pessoas em todo o Japão foram oficialmente classificadas como tendo MD.” — International Journal of Epidemiology.
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