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  • Coisas que têm de ocorrer em breve
    Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
    • Capítulo 3

      Coisas que têm de ocorrer em breve

      1. Como poderá você escapar da execução do julgamento neste mundo por parte de Deus?

      VOCÊ devia interessar-se muito nos atuais acontecimentos mundiais. Por quê? Porque este mundo não pode escapar da execução do julgamento por Deus. Mas você pode escapar. Pode fazer isso por ‘não fazer parte do mundo’ condenado à destruição. Isto não significa adotar um modo de vida austero, monástico. Significa que, ao passo que usufrui uma vida saudável e significativa, você se separa da corrupção política, do comercialismo ganancioso e da religião que desonra a Deus, bem como do comportamento violento e imoral. Ao mesmo tempo, precisa seguir as elevadas normas de conduta de Deus e procurar fazer a vontade dele. (João 17:14-16; Sofonias 2:2, 3; Revelação 21:8) O livro bíblico de Revelação mostra quão importante é que você se esforce neste sentido, fazendo as necessárias mudanças no seu modo de vida.

      2. Como inicia o apóstolo João a grandiosa profecia de Revelação, e a quem deu Deus esta ponderosa mensagem?

      2 O apóstolo João inicia esta grandiosa profecia com as palavras: “Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu, para mostrar aos seus escravos as coisas que têm de ocorrer em breve.” (Revelação 1:1a) De modo que foi o ressuscitado Jesus Cristo que recebeu de Deus esta ponderosa mensagem. Longe de Jesus ser parte duma mística Trindade, aqui se mostra que ele está sujeito ao seu Pai. Da mesma maneira, os “escravos” que constituem a congregação cristã estão sujeitos a Jesus Cristo, de modo que ‘o estão seguindo para onde quer que ele vá’. (Revelação 14:4; Efésios 5:24) Mas quem são hoje realmente os “escravos” de Deus, e como são beneficiados por Revelação?

      3. (a) Quem são os “escravos” sujeitos a Jesus Cristo? (b) Que obra fazem os fiéis “escravos” sob direção angélica?

      3 O apóstolo João, que assentou Revelação por escrito, descreve-se como tal escravo. Ele era o último apóstolo sobrevivente e um dos do escolhido grupo de “escravos”, ungidos com espírito, que herdam a vida imortal nos céus. Atualmente, remanescem apenas poucos milhares destes na Terra. Deus também tem outros servos, uma grande multidão deles, homens, mulheres e crianças, que agora ascendem a milhões. Sob direção angélica, eles participam agora com os “escravos” ungidos na proclamação de boas novas eternas a toda a humanidade. Quanto todos esses escravos se gastam agora para ajudar os mansos da Terra a obter a salvação! (Mateus 24:14; Revelação 7:9, 14; 14:6) Revelação indica o que você tem de fazer para tirar proveito das animadoras boas novas.

      4. (a) Visto que já se passaram mais de 1.900 anos desde que João escreveu Revelação, como podia ele falar de “coisas que têm de ocorrer em breve”? (b) O que a evidência hoje indica a respeito das coisas preditas?

      4 No entanto, como podia João dizer que se mostrariam a esses “escravos” “coisas que têm de ocorrer em breve”? Não foram estas palavras proferidas há mais de 1.900 anos? Do ponto de vista de Jeová, que considera mil anos apenas “como o ontem”, 1.900 anos são um tempo curto em comparação com os eões de tempo que ele passou criando e preparando a Terra para a habitação humana. (Salmo 90:4) O apóstolo Paulo escreveu a respeito da sua própria ‘expectativa ansiosa e esperança’, pois, sem dúvida, a realização da sua recompensa parecia-lhe iminente. (Filipenses 1:20) Hoje, porém, há abundante evidência de que todas as coisas preditas ocorrerão na hora predeterminada. Nunca antes na história esteve a própria sobrevivência da humanidade em jogo. Somente Deus tem a solução para isso! — Isaías 45:21.

      Canal de Comunicação

      5. Como foi Revelação comunicada ao apóstolo João e depois às congregações?

      5 Revelação 1:1b, 2, prossegue: “E ele [Jesus] enviou o seu anjo e a apresentou [i.e., a Revelação] por intermédio dele em sinais ao seu escravo João, o qual deu testemunho da palavra dada por Deus e do testemunho dado por Jesus Cristo, sim, de todas as coisas que viu.” De modo que João recebeu o registro inspirado por meio dum mensageiro angélico. Escreveu-o num rolo, transmitindo-o às congregações do seu tempo. Para a nossa felicidade, Deus o preservou para o encorajamento das quase 100.000 congregações dos seus servos unidos hoje na Terra.

      6. Como identificou Jesus o canal que usaria para prover hoje alimento espiritual aos seus ‘escravos’?

      6 Deus tinha um canal para comunicar Revelação nos dias de João, e João era a parte terrestre deste canal. Do mesmo modo, Deus tem um canal para prover hoje nutrição espiritual aos seus ‘escravos’. Jesus, na sua grande profecia a respeito da terminação do sistema de coisas, identificou a parte terrestre deste canal como “o escravo fiel e discreto a quem o seu amo designou sobre os seus domésticos, para dar-lhes o seu alimento no tempo apropriado”. (Mateus 24:3, 45-47) Ele usa esta classe de João para descerrar o significado da profecia.

      7. (a) Como devem influir em nós os sinais encontrados em Revelação? (b) Há quanto tempo já participam alguns da classe de João no cumprimento das visões de Revelação?

      7 O apóstolo João escreve que Jesus apresentou Revelação “em sinais” ou símbolos. Estes são vívidos e emocionantes de examinar. Retratam atividade dinâmica e devem, por sua vez, incitar-nos a fazer esforços zelosos de divulgar a outros a profecia e seu significado. Revelação nos apresenta diversas visões eletrizantes, sendo que, em cada uma, João participou quer de modo ativo, quer como observador. Aqueles da classe de João, dos quais alguns participam há muitas décadas no cumprimento dessas visões, sentem-se felizes de que o espírito de Deus descerrou o significado para que o possam explicar a outros.

      8. (a) O que distingue cada uma das visões de Revelação? (b) Como a profecia de Daniel nos ajuda a entender a identidade das feras de Revelação?

      8 Essas visões em Revelação não são apresentadas em ordem cronológica. Cada visão tem o seu próprio período de cumprimento. Muitas dessas visões ecoam palavras de profecias anteriores, as quais fornecem indicações para a sua interpretação. Por exemplo, a profecia de Daniel descreveu quatro feras temíveis, explicando que estas retratavam potências governantes na Terra. Portanto, somos ajudados a entender que as feras de Revelação representam entidades políticas, incluindo as agora existentes. — Daniel 7:1-8, 17; Revelação 13:2, 11-13; 17:3.

      9. (a) Igual a João, que atitude tem demonstrado a classe de João? (b) Como João mostra a maneira de nos tornarmos felizes?

      9 João foi fiel em dar testemunho da mensagem que Deus lhe deu por meio de Jesus Cristo. Descreveu em pormenores “todas as coisas que viu”. A classe de João tem buscado fervorosamente a orientação de Deus e de Jesus Cristo para entender plenamente a profecia e divulgar seus pormenores ao povo de Deus. João escreve em benefício da congregação ungida (e também da grande multidão internacional que Deus preservará viva durante a grande tribulação): “Feliz é quem lê em voz alta, e os que ouvem as palavras desta profecia e observam as coisas escritas nela, pois o tempo designado está próximo.” — Revelação 1:3.

      10. O que temos de fazer a respeito de Revelação para conseguir felicidade?

      10 Você poderá tirar muito proveito da leitura de Revelação, e ainda mais por observar as coisas escritas nela. João explicou numa das suas cartas: “Pois o amor de Deus significa o seguinte: que observemos os seus mandamentos; contudo, os seus mandamentos não são pesados, porque tudo o que nasceu de Deus vence o mundo. E a vitória que venceu o mundo é esta: a nossa fé.” (1 João 5:3, 4) Poderá tornar-se muitíssimo feliz por edificar tal fé!

      11. (a) Por que é urgente que observemos as palavras da profecia? (b) Que tempo deve agora estar perigosamente próximo?

      11 É urgente que observemos as palavras da profecia, “pois o tempo designado está próximo”. O tempo designado para quê? Para o cumprimento das profecias de Revelação, incluindo os julgamentos de Deus. Está próximo o tempo para Deus e Jesus Cristo executarem o julgamento final no sistema mundial de Satanás. Quando Jesus esteve aqui na Terra, ele disse que apenas seu Pai sabia “daquele dia e daquela hora”. Prevendo as dificuldades que se multiplicaram na Terra em nossos dias, Jesus disse também: “Esta geração de modo algum passará até que todas estas coisas aconteçam.” Portanto, o tempo designado para a execução da decisão de Deus deve estar perigosamente perto. (Marcos 13:8, 30-32) Conforme diz Habacuque 2:3: “A visão ainda é para o tempo designado e prossegue arfando até o fim, e não mentirá. Ainda que se demore, continua na expectativa dela; pois cumprir-se-á sem falta. Não tardará.” Nossa salvação durante a grande tribulação dependerá de observarmos a Palavra profética de Deus. — Mateus 24:20-22.

  • Jesus vem trazer encorajamento
    Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
    • Capítulo 4

      Jesus vem trazer encorajamento

      1. A quem escreve agora João, e quem deve hoje achar a sua mensagem de absorvente interesse?

      AQUILO que vem a seguir deve ser de absorvente interesse para todos os hoje associados com as congregações do povo de Deus. Trata-se duma série de mensagens. Elas têm aplicação específica agora, quando se aproxima “o tempo designado”. (Revelação 1:3) É para o nosso duradouro benefício que acatemos essas pronunciações. O registro reza: “João, às sete congregações que estão no distrito da Ásia: Que tenhais benignidade imerecida e paz da parte de ‘Aquele que é, e que era, e que vem’, e da parte dos sete espíritos que estão diante do seu trono, e da parte de Jesus Cristo.” — Revelação 1:4, 5a.

      2. (a) O que significa o número “sete”? (b) Durante o dia do Senhor, a quem se aplicam as mensagens enviadas às “sete congregações”?

      2 João dirige-se aqui a “sete congregações”, e os nomes delas são mais tarde mencionados para nós na profecia. Este número, “sete”, é repetido muitas vezes em Revelação. Significa inteireza, especialmente com respeito às coisas de Deus e sua congregação ungida. Visto que o número das congregações do povo de Deus no mundo inteiro tem aumentado para dezenas de milhares, no dia do Senhor, podemos ter certeza de que aquilo que se diz primariamente às “sete congregações” de ungidos também se aplica a todos os do povo de Deus hoje em dia. (Revelação 1:10) Sim, João tem uma mensagem vital para todas as congregações das Testemunhas de Jeová e para todos os que se associam com elas, em toda a parte na face da Terra.

      3. (a) Na saudação de João, donde procedem “benignidade imerecida e paz”? (b) Que expressão do apóstolo Paulo é similar à saudação de João?

      3 “Benignidade imerecida e paz” — quão desejáveis são, especialmente quando reconhecemos a sua fonte! “Aquele” de quem derivam é o próprio Soberano Senhor Jeová, o “Rei da eternidade”, que vive “de tempo indefinido a tempo indefinido”. (1 Timóteo 1:17; Salmo 90:2) Envolve aqui também os “sete espíritos”, termo que indica plenitude de operação da força ativa, ou espírito santo, de Deus, ao dar entendimento e bênção a todos os que prestam atenção à profecia. Quem também ocupa um papel principal é “Jesus Cristo”, a respeito de quem João escreveu posteriormente: “Ele estava cheio de benignidade imerecida e de verdade.” (João 1:14) De modo que a saudação de João contém os mesmos elementos que o apóstolo Paulo mencionou no fim da sua segunda carta à congregação coríntia: “A benignidade imerecida do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a participação no espírito santo sejam com todos vós.” (2 Coríntios 13:14) Que estas palavras se apliquem também a cada um de nós, os que hoje amamos a verdade! — Salmo 119:97.

      “A Testemunha Fiel”

      4. Como João prossegue a descrever Jesus Cristo, e por que são bem apropriados esses termos descritivos?

      4 Depois de Jeová, Jesus é a pessoa mais gloriosa no Universo, conforme João reconhece, descrevendo-o como “‘a Testemunha Fiel’, ‘o primogênito dentre os mortos’ e ‘o Governante dos reis da terra’”. (Revelação 1:5b) Igual à lua no céu, ele foi firmemente estabelecido como a maior Testemunha da Divindade de Jeová. (Salmo 89:37) Depois de ter mantido a integridade até a morte sacrificial, tornou-se o primeiro dentre a humanidade a ser ressuscitado para a vida espiritual, imortal. (Colossenses 1:18) Agora, na presença de Jeová, ele está enaltecido muito acima de todos os reis terrestres, tendo sido investido de “toda a autoridade no céu e na terra”. (Mateus 28:18; Salmo 89:27; 1 Timóteo 6:15) Em 1914, ele foi empossado como Rei para governar no meio das nações terrestres. — Salmo 2:6-9.

      5. (a) Como João continua a expressar apreço pelo Senhor Jesus Cristo? (b) Quem é beneficiado pela dádiva que Jesus fez da sua perfeita vida humana, e como os cristãos ungidos têm tido uma bênção especial?

      5 João continua a expressar apreço pelo Senhor Jesus Cristo, nas seguintes palavras ardorosas: “Àquele que nos ama e que nos soltou dos nossos pecados por meio de seu próprio sangue — e ele fez de nós um reino, sacerdotes para seu Deus e Pai — sim, a ele seja a glória e o poderio para sempre. Amém.” (Revelação 1:5c, 6) Jesus deu a sua perfeita vida humana para que os do mundo da humanidade, que exercessem fé nele, pudessem ter restabelecida a vida perfeita. Você, prezado leitor, pode ser incluído entre estes! (João 3:16) Mas a morte sacrificial de Jesus abriu o caminho para uma bênção especial para aqueles que se tornam cristãos ungidos, iguais a João. Estes foram declarados justos à base do sacrifício resgatador de Jesus. Renunciando a todas as perspectivas de vida terrestre, assim como Jesus fez, os do pequeno rebanho foram gerados pelo espírito de Deus, com a expectativa de serem ressuscitados para servir quais reis e sacerdotes com Jesus Cristo no Reino dele. (Lucas 12:32; Romanos 8:18; 1 Pedro 2:5; Revelação 20:6) Que grandioso privilégio! Não é de admirar que João exclamasse tão afirmativamente que a glória e o poderio pertencem a Jesus!

      “Vem com as Nuvens”

      6. (a) O que João anuncia a respeito de Jesus ‘vir com as nuvens’, e de que profecia de Jesus talvez se lembrasse João? (b) De que modo “vem” Jesus, e quem na Terra sentirá muito pesar?

      6 A seguir, João anuncia jubilantemente: “Eis que ele vem com as nuvens e todo olho o verá, e aqueles que o traspassaram; e todas as tribos da terra baterão em si mesmas de pesar por causa dele. Sim, amém.” (Revelação 1:7) Sem dúvida, João se lembrou aqui duma profecia anterior de Jesus, a respeito da terminação do sistema de coisas. Jesus declarou ali: “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se baterão então em lamento, e verão o Filho do homem vir nas nuvens do céu, com poder e grande glória.” (Mateus 24:3, 30) De modo que Jesus “vem” por voltar sua atenção para a execução dos julgamentos de Jeová nas nações. Isto resultará em momentosas mudanças na Terra, e, visto que “todas as tribos da terra” não têm feito caso da realidade do reinado de Jesus, elas deveras sentirão a “ira do furor de Deus, o Todo-poderoso”. — Revelação 19:11-21; Salmo 2:2, 3, 8, 9.

      7. Como é que “todo olho”, incluindo os dos desobedientes, “verá” Jesus?

      7 Durante a última noite que Jesus passou com seus discípulos, ele lhes disse: “Mais um pouco e o mundo não me observará mais.” (João 14:19) Então, como se dará que “todo olho o verá”? Não devíamos esperar que os inimigos de Jesus o vissem com os olhos físicos, porque o apóstolo Paulo disse, após a ascensão de Jesus ao céu, que Jesus agora “mora em luz inacessível”, e que “nenhum dos homens [o] tem visto nem pode ver”. (1 Timóteo 6:16) Evidentemente, João queria dizer ‘ver’ no sentido de “discernir”, assim como podemos ver ou discernir as qualidades invisíveis de Deus por meio das suas criações. (Romanos 1:20) Jesus “vem com as nuvens” no sentido de que será tão invisível para o olho nu como o sol é quando está atrás de nuvens. Mesmo quando o sol é ocultado por nuvens durante o dia, sabemos que está ali por causa da luz que nos rodeia. De modo similar, embora o Senhor Jesus seja invisível, ele será revelado igual a um ‘fogo chamejante, ao trazer vingança sobre os que não obedecem às boas novas acerca dele’. Estes também se verão obrigados a ‘vê-lo’. — 2 Tessalonicenses 1:6-8; 2:8.

      8. (a) Quem eram “aqueles que o traspassaram” em 33 EC, e quem são esses hoje em dia? (b) Visto que Jesus não está mais aqui na Terra, como podem pessoas ‘traspassá-lo’?

      8 Jesus será também ‘visto’ por “aqueles que o traspassaram”. Quem são estes? Quando Jesus foi executado em 33 EC, os soldados romanos o traspassaram literalmente. A culpa por aquele assassinato foi compartilhada pelos judeus, porque Pedro disse a alguns deles em Pentecostes: “Deus o fez tanto Senhor como Cristo, a este Jesus, a quem pregastes numa estaca.” (Atos 2:5-11, 36; compare isso com Zacarias 12:10; João 19:37.) Aqueles romanos e judeus já faleceram há quase 2.000 anos. Portanto, os que o ‘traspassam’ hoje devem representar nações e povos que demonstram a mesma atitude odiosa demonstrada quando Jesus foi pregado na estaca. Jesus não está mais aqui na Terra. Mas quando opositores ativamente perseguem Testemunhas de Jeová, que dão testemunho de Jesus, ou então passivamente consentem em tal tratamento, é como se tais opositores ‘traspassassem’ o próprio Jesus. — Mateus 25:33, 41-46.

      “O Alfa e o Ômega”

      9. (a) Quem fala agora, e quantas vezes faz isso em Revelação? (b) O que significa chamar Jeová a si mesmo de “o Alfa e o Ômega” e de “o Todo-poderoso”?

      9 Agora, maravilha das maravilhas! O próprio Soberano Senhor Jeová fala. Quão apropriado é isto como prefácio das visões que estão para se desenrolar, visto que ele é nosso Grandioso Instrutor e a derradeira Fonte de Revelação! (Isaías 30:20) Nosso Deus declara: “Eu sou o Alfa e o Ômega,  . . . Aquele que é, e que era, e que vem, o Todo-poderoso.” (Revelação 1:8) Esta é a primeira das três vezes em Revelação que o próprio Jeová fala desde o céu. (Veja também Revelação 21:5-8; 22:12-15.) Os cristãos do primeiro século reconheceriam prontamente o alfa e o ômega como a primeira letra e a última letra do alfabeto grego. Chamar Jeová a si mesmo destas duas letras enfatiza que antes dele não havia nenhum Deus todo-poderoso, e não haverá nenhum depois dele. Ele levará a um término bem-sucedido, para toda a eternidade, a questão da Divindade. Será para sempre vindicado como o único e exclusivo Deus todo-poderoso, o Soberano Supremo sobre toda a sua criação. — Veja Isaías 46:10; 55:10, 11.

      10. (a) A seguir, como João descreve a si mesmo, e onde se achava preso? (b) O rolo escrito por João deve ter sido transmitido às congregações com a cooperação de quem? (c) Como se provê hoje muitas vezes o alimento espiritual?

      10 Confiante em que Jeová oriente o resultado da questão, João diz aos seus coescravos: “Eu, João, vosso irmão e compartilhador na tribulação, e no reino, e na perseverança em companhia de Jesus, vim a estar na ilha que se chama Patmos, por ter falado a respeito de Deus e ter dado testemunho de Jesus.” (Revelação 1:9) Preso em Patmos por causa das boas novas, suportando tribulações junto com os seus irmãos e esperando firmemente ter participação no vindouro Reino, o idoso João tem agora a primeira das visões de Revelação. Sem dúvida, ficou grandemente animado com estas visões, assim como os da classe de João são hoje estimulados ao verem seu cumprimento. Não sabemos como João enviou o rolo de Revelação às congregações, visto que na época estava preso. (Revelação 1:11; 22:18, 19) Os anjos de Jeová devem ter cooperado na realização disso, assim como muitas vezes têm protegido fiéis Testemunhas de Jeová, que hoje servem sob proscrições e restrições, para que possam levar o oportuno alimento espiritual aos seus irmãos famintos da verdade. — Salmo 34:6, 7.

      11. Que privilégio, similar ao apreciado por João, é hoje muito prezado pelos da classe de João?

      11 Quão profundamente João deve ter apreciado seu privilégio de ser usado por Jeová como Seu canal de comunicação para as congregações! De modo similar, os da classe de João hoje prezam muitíssimo seu privilégio de prover aos da casa de Deus o espiritual “alimento no tempo apropriado”. (Mateus 24:45) Seja você um daqueles que são fortalecidos por esta provisão espiritual, a fim de alcançar o glorioso alvo da vida eterna! — Provérbios 3:13-18; João 17:3.

  • João vê o glorificado Jesus
    Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
    • Capítulo 5

      João vê o glorificado Jesus

      Visão 1 — Revelação 1:10–3:22

      Assunto: Jesus inspeciona o Israel espiritual na Terra e dá cordial encorajamento

      Tempo do cumprimento: Este aspecto do dia do Senhor se estende desde 1914 até que o último dos fiéis ungidos morra e seja ressuscitado

      1. Como é apresentada a primeira visão, e como indicou João o tempo da sua aplicação real?

      A PRIMEIRA visão no livro de Revelação começa no capítulo 1, versículo 10. Esta visão, igual às outras em Revelação, começa com a declaração de que João ouve ou vê alguma coisa extraordinária. (Revelação 1:10, 12; 4:1; 6:1) Esta primeira visão é apresentada no contexto do primeiro século, em que se dirigem mensagens a sete congregações contemporâneas de João. No entanto, João indica o tempo da sua aplicação real ao dizer: “Por inspiração, vim a estar no dia do Senhor.” (Revelação 1:10a) Quando é este “dia”? Será que os acontecimentos dramáticos do atual período tempestuoso têm algo que ver com ele? Em caso afirmativo, devíamos prestar bem atenção à profecia, por afetar a nossa própria vida — até mesmo a nossa sobrevivência. — 1 Tessalonicenses 5:20, 21.

      No Dia do Senhor

      2. Quando começa o dia do Senhor e quando termina?

      2 Em que período de tempo coloca isso o cumprimento de Revelação? Pois bem, o que é o dia do Senhor? O apóstolo Paulo refere-se a ele como um tempo de julgamento e de cumprimento das promessas divinas. (1 Coríntios 1:8; 2 Coríntios 1:14; Filipenses 1:6, 10; 2:16) Com a chegada desse “dia”, os grandiosos propósitos de Jeová avançam progressiva e triunfantemente para o seu clímax. Esse “dia” começa com a coroação de Jesus qual Rei celestial. O dia do Senhor prossegue mesmo depois de Jesus executar julgamento no mundo de Satanás, com o restabelecimento do Paraíso e o aperfeiçoamento da humanidade, até Jesus finalmente “entregar o reino ao seu Deus e Pai”. — 1 Coríntios 15:24-26; Revelação 6:1, 2.

      3. (a) Como a profecia de Daniel, a respeito dos “sete tempos”, nos ajuda a ver quando começa o dia do Senhor? (b) Que acontecimentos na Terra confirmam o ano de 1914 como o começo do dia do Senhor?

      3 O cumprimento de outras profecias bíblicas nos ajuda a ver quando começa o dia do Senhor. Por exemplo, Daniel descreveu a interrupção da governança da linhagem do Rei Davi; depois de “sete tempos” se saberia “que o Altíssimo é Governante no reino da humanidade e que ele o dá a quem quiser”. (Daniel 4:23, 24, 31, 32) O cumprimento maior desta profecia começou com a desolação do reino de Judá, que a evidência bíblica indica ter sido completada em outubro de 607 AEC. Revelação 12:6, 14, mostra que 3 1/2 tempos são 1.260 dias; portanto, sete tempos (duas vezes esse número) têm de ser 2.520 dias. Calculando “um dia por um ano”, chegamos a 2.520 anos como a duração dos “sete tempos”. (Ezequiel 4:6) Portanto, Cristo Jesus começou seu governo celestial na última parte de 1914. O irrompimento da Primeira Guerra Mundial, naquele ano, assinalou “um princípio das dores de aflição”, que têm continuado a atormentar a humanidade. Quão notavelmente os acontecimentos nesta Terra ensanguentada têm confirmado desde 1914 que esse ano foi o começo do “dia” da presença de Jesus! — Mateus 24:3-14.a

      4. (a) O que indicam as palavras da própria Revelação sobre o tempo do cumprimento da primeira visão? (b) Quando termina o cumprimento da primeira visão?

      4 Portanto, esta primeira visão e o conselho que contém referem-se ao dia do Senhor, de 1914 em diante. A indicação desse tempo é apoiada pelo fato de que, mais adiante em Revelação, o registro descreve a execução dos verdadeiros e justos julgamentos de Deus — acontecimentos em que o Senhor Jesus desempenha um papel destacado. (Revelação 11:18; 16:15; 17:1; 19:2, 11) Se o cumprimento da primeira visão começou em 1914, quando é que termina? Conforme as próprias mensagens mostram, a organização a que se dirigem é a congregação de ungidos, de Deus, na Terra. O cumprimento desta primeira visão termina, portanto, quando o último membro fiel desta congregação ungida morre e é ressuscitado para a vida celestial. Não obstante, o Dia do Senhor, com bênçãos para as outras ovelhas terrestres, continua até o fim do Reinado milenar de Jesus Cristo. — João 10:16; Revelação 20:4, 5.

      5. (a) Uma voz manda João fazer o quê? (b) Por que o lugar onde ficavam as “sete congregações” era favorável para se lhes enviar o rolo?

      5 Nesta primeira visão, antes de ver algo, João ouve alguma coisa: “E ouvi atrás de mim uma forte voz, semelhante à duma trombeta, dizendo: ‘O que vês, escreve num rolo e envia-o às sete congregações, em Éfeso, e em Esmirna, e em Pérgamo, e em Tiatira, e em Sardes, e em Filadélfia, e em Laodiceia.’” (Revelação 1:10b, 11) Com autoridade e de modo dominante, igual ao toque duma trombeta, uma voz manda João escrever às “sete congregações”. Ele há de receber uma série de mensagens e divulgar as coisas que verá e ouvirá. Queira notar que as congregações mencionadas aqui existiam realmente nos dias de João. Todas elas se situavam na Ásia Menor, defronte de Patmos, do outro lado do mar. Tinham fácil acesso entre si por meio das excelentes estradas romanas que existiam naquela região. Um mensageiro não teria nenhuma dificuldade de levar o rolo de uma congregação para outra. Estas sete congregações se pareceriam a um setor dum atual circuito das Testemunhas de Jeová.

      6. (a) A que se referem “as coisas que são”? (b) Por que podemos estar certos de que as condições existentes hoje na congregação dos cristãos ungidos devem ser similares às existentes nos dias de João?

      6 A maioria das profecias em Revelação haviam de cumprir-se depois do tempo de João. Referiam-se às “coisas que hão de ocorrer depois dessas”. Mas o conselho dado às sete congregações trata de “coisas que são”, situações que realmente existiam nas sete congregações naquele tempo. As mensagens eram ajudas valiosas para os fiéis anciãos designados naquelas sete congregações, bem como em todas as outras congregações dos cristãos ungidos daquele tempo.b Visto que a visão tem sua aplicação principal no dia do Senhor, o que Jesus diz serve de aviso de que se deviam esperar condições similares na congregação dos cristãos ungidos dos nossos dias. — Revelação 1:10, 19.

      7. A quem João vê nesta primeira visão, e por que é isso tão importante e emocionante para nós hoje?

      7 Nesta primeira visão, João vê o radiante Senhor Jesus Cristo na Sua glória celestial. O que poderia ser mais apropriado para um livro de profecias relacionadas com o grande dia deste Senhor, comissionado pelo céu? E o que poderia ser mais importante para nós, os que agora vivemos neste período e damos muita atenção a cada ordem sua? Além disso, quão emocionante é os apoiadores da soberania de Jeová serem assegurados de que o Descendente messiânico, depois de ter suportado todas as provas e perseguições causadas por Satanás e de ter sofrido uma morte agonizante, quando se lhe machucou o “calcanhar” há quase 2.000 anos, está agora vivo no céu, autorizado a levar o grandioso propósito de Deus ao seu triunfante término! — Gênesis 3:15.

      8. Jesus está agora pronto para tomar que ação?

      8 É evidente que Jesus está agora pronto para entrar em ação como Rei entronizado. Ele foi nomeado por Jeová como seu Executor-Chefe para efetuar os julgamentos finais de Jeová contra este velho e iníquo sistema de coisas, e seu diabólico deus, Satanás. Também está presente para julgar os da sua congregação de ungidos e os da grande multidão dos associados dela, bem como para julgar o mundo. — Revelação 7:4, 9; Atos 17:31.

      9. (a) Como João descreve o glorificado Jesus Cristo no meio dos candelabros de ouro? (b) O que indicam o ambiente semelhante a um templo e a longa veste que Jesus usa? (c) O que significa seu cinto de ouro?

      9 João volta-se ao ouvir o som da alta voz e vê o seguinte: “Eu me voltei para ver a voz que falava comigo, e, tendo-me voltado, vi sete candelabros de ouro.” (Revelação 1:12) Mais tarde, João fica sabendo o que estes sete candelabros simbolizam. Mas o que atrai seu olhar é a pessoa no meio dos candelabros. Havia “no meio dos candelabros alguém semelhante a um filho de homem, vestido duma roupa que chegava até os pés e cingido pelo peito com um cinto de ouro”. (Revelação 1:13) Jesus, o “filho de homem”, apresenta-se aqui perante a testemunha pasmada, João, como figura magnífica, fulgurante. Aparece em glória brilhante no meio de chamejantes candelabros de ouro. Este ambiente semelhante a um templo incute em João o fato de que Jesus está presente no papel de grande Sumo Sacerdote de Jeová, com poderes para julgar. (Hebreus 4:14; 7:21-25) Sua longa veste impressionante se harmoniza com o seu cargo sacerdotal. Igual aos sumos sacerdotes judeus da antiguidade, usa um cinto — um cinto de ouro sobre o peito, onde cobre o coração. Isto significa que cumprirá de todo o coração a comissão divina que recebeu de Jeová Deus. — Êxodo 28:8, 30; Hebreus 8:1, 2.

      10. (a) O que é indicado pelo cabelo branco como neve e pelos olhos chamejantes de Jesus? (b) Qual é o sentido de os pés de Jesus serem como cobre resplandecente?

      10 A descrição feita por João prossegue: “Além disso, sua cabeça e seus cabelos eram brancos como lã branca, como neve, e os seus olhos como chama ardente.” (Revelação 1:14) Seu cabelo, branco como a neve, indica sabedoria devido à longura de vida. (Veja Provérbios 16:31.) E seus olhos ardentes mostram que está atento, alerta, ao perscrutar, provar, ou expressar indignação. Até mesmo os pés de Jesus atraem a atenção de João: “E os seus pés eram semelhantes a cobre excelente quando se escandesce na fornalha; e a sua voz era como o som de muitas águas.” (Revelação 1:15) Na visão, os pés de Jesus são como cobre, resplandecentes, brilhantes — e isso é próprio de alguém que anda com zelo e tem uma excelente posição na presença de Jeová Deus. Além disso, ao passo que na Bíblia as coisas divinas frequentemente são retratadas por ouro, as coisas humanas são às vezes representadas por cobre.c Assim, os resplandecentes pés de Jesus, iguais a cobre excelente, lembram-nos quão “lindos” seus pés eram quando andava na Terra, pregando as boas novas. — Isaías 52:7; Romanos 10:15.

      11. (a) De que nos fazem lembrar os gloriosos pés de Jesus? (b) O que é indicado pelo fato de que a voz de Jesus “era como o som de muitas águas”?

      11 Jesus, como humano perfeito, de fato tinha um brilho que era evidente a anjos e a homens. (João 1:14) Seus gloriosos pés nos lembram também que ele está pisando em solo sagrado na organização de Jeová, na qual é Sumo Sacerdote. (Veja Êxodo 3:5.) Além disso, sua voz retumba como uma gigantesca catarata. É impressionante, atemorizante, assim como é próprio de quem oficialmente é chamado de a Palavra de Deus, aquele que vem para “julgar em justiça a terra habitada”. — Atos 17:31; João 1:1.

      12. Qual é o significado da “longa espada afiada de dois gumes”?

      12 “E ele tinha na sua mão direita sete estrelas, e da sua boca se estendia uma longa espada afiada de dois gumes, e o seu semblante era como o sol quando brilha no seu poder. E quando o vi, caí como que morto aos seus pés.” (Revelação 1:16, 17a) O próprio Jesus explica um pouco mais tarde o significado das sete estrelas. Mas veja o que sai da sua boca: “uma longa espada afiada de dois gumes”. Que particularidade apropriada! Pois é Jesus quem foi designado para proferir os julgamentos finais de Jeová contra os inimigos Dele. Os proferimentos decisivos da sua boca resultam na execução de todos os iníquos. — Revelação 19:13, 15.

      13. (a) O semblante brilhante, resplandecente, de Jesus nos faz lembrar o quê? (b) Que impressão geral obtemos da descrição que João fez de Jesus?

      13 O semblante resplandecente, brilhante, de Jesus nos lembra que o rosto de Moisés emitia raios brilhantes depois de Jeová ter falado com ele no monte Sinai. (Êxodo 34:29, 30) Lembre-se também de que, quando Jesus foi transfigurado diante de três dos seus apóstolos, há quase 2.000 anos, “o seu rosto brilhava como o sol, e a sua roupagem exterior tornou-se brilhante como a luz”. (Mateus 17:2) Agora, numa representação visionária de Jesus durante o dia do Senhor, seu rosto reflete similarmente o esplendor radiante de alguém que esteve na presença de Jeová. (2 Coríntios 3:18) De fato, a impressão geral transmitida pela visão de João é a de um fulgor de glória. Desde o cabelo branco como a neve, os olhos como chama ardente e o semblante brilhante, até os pés resplandecentes, é uma visão superlativa Daquele que agora “mora em luz inacessível”. (1 Timóteo 6:16) O realismo deste espetáculo é extremamente vívido! Como reagiu o pasmado João? O apóstolo nos conta: “E quando o vi, caí como que morto aos seus pés.” — Revelação 1:17.

      14. Como deve influir em nós ler sobre a visão que João teve do glorificado Jesus?

      14 Hoje, esta descrição viva e detalhada da visão de João enche os do povo de Deus de apreço de coração. Já passamos por mais de 90 anos do dia do Senhor, durante o qual a visão continua a ter seu emocionante cumprimento. O Reinado de Jesus é para nós uma realidade viva e presente, não uma esperança futura. Portanto, é correto que nós, como súditos leais do Reino, examinemos ainda mais, com admiração, aquilo que João descreveu nesta primeira visão e que escutemos com obediência as palavras do glorificado Jesus Cristo.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Encontrará uma explicação pormenorizada nas páginas 88-92, 215-218, do livro O Que a Bíblia Realmente Ensina?, publicado pelas Testemunhas de Jeová.

      b No primeiro século, quando uma congregação recebia a carta dum apóstolo, era costume fazer a carta passar para as outras congregações para que todas pudessem tirar proveito do conselho. — Veja Colossenses 4:16.

      c As decorações interiores e a mobília do templo de Salomão eram de ouro ou revestidas de ouro, ao passo que se usava cobre ao se equipar o pátio. — 1 Reis 6:19-23, 28-35; 7:15, 16, 27, 30, 38-50; 8:64.

  • João vê o glorificado Jesus
    Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
    • [Fotos na página 23]

      Restos arqueológicos das cidades em que se encontravam as sete congregações confirmam o registro bíblico. Foi ali que os cristãos do primeiro século receberam mensagens encorajadoras de Jesus, que hoje estimulam a congregação mundial

      PÉRGAMO

      ESMIRNA

      TIATIRA

      SARDES

      ÉFESO

      FILADÉLFIA

      LAODICEIA

  • Descerrado um segredo sagrado
    Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
    • Capítulo 6

      Descerrado um segredo sagrado

      1. Qual deve ser nossa reação diante do quadro brilhante registrado em Revelação 1:10-17?

      A VISÃO do enaltecido Jesus é deveras impressionante! Se nós tivéssemos sido espectadores junto com o apóstolo João, sem dúvida também teríamos ficado pasmados com aquela resplandecente glória, prostrando-nos assim como ele o fez. (Revelação 1:10-17) Esta superlativa visão inspirada foi preservada para estimular-nos hoje à ação. Iguais a João, devemos mostrar apreço humilde por tudo o que a visão significa. Que sempre tenhamos respeito reverente pela posição de Jesus como Rei entronizado, Sumo Sacerdote e Juiz. — Filipenses 2:5-11.

      “O Primeiro e o Último”

      2. (a) Com que título Jesus se apresenta? (b) O que significa Jeová dizer: “Sou o primeiro e sou o último”? (c) O que traz à atenção o título de Jesus, de “o Primeiro e o Último”?

      2 No entanto, nosso espanto não precisa dar lugar a um temor mórbido. Jesus tranquilizou João, conforme o apóstolo relata a seguir. “E ele pôs a sua mão direita sobre mim e disse: ‘Não temas. Eu sou o Primeiro e o Último, e o vivente.’” (Revelação 1:17b, 18a) Em Isaías 44:6, Jeová descreve legitimamente sua própria posição como o único e exclusivo Deus todo-poderoso, dizendo: “Sou o primeiro e sou o último, e além de mim não há Deus.”a Quando Jesus se apresenta pelo título de “o Primeiro e o Último”, ele não está reivindicando igualdade com Jeová, o Grandioso Criador. Usa um título que lhe foi devidamente dado por Deus. Em Isaías, Jeová fez uma declaração sobre a Sua posição exclusiva de verdadeiro Deus. Ele é o Deus eterno, e além dele, de fato, não há Deus assim. (1 Timóteo 1:17) Em Revelação, Jesus fala sobre o título que lhe foi dado, trazendo à atenção sua extraordinária ressurreição.

      3. (a) Em que sentido é Jesus “o Primeiro e o Último”? (b) O que significa ter Jesus “as chaves da morte e do Hades”?

      3 Jesus foi deveras “o Primeiro” humano a ser ressuscitado para a vida espiritual, imortal. (Colossenses 1:18) Além disso, ele é “o Último” ressuscitado assim pelo próprio Jeová. Torna-se assim ‘o vivente que vive para todo o sempre’. Ele usufrui a imortalidade. Neste respeito, é semelhante ao seu Pai imortal, que é chamado de o “Deus vivente”. (Revelação 7:2; Salmo 42:2) Para todos os outros da humanidade, o próprio Jesus é “a ressurreição e a vida”. (João 11:25) Em harmonia com isso, ele diz a João: “Fiquei morto, mas, eis que vivo para todo o sempre, e tenho as chaves da morte e do Hades.” (Revelação 1:18b) Jeová concedeu-lhe a autoridade de ressuscitar os mortos. É por isso que Jesus pode dizer que ele tem as chaves para abrir os portões para aqueles que a morte e o Hades (o domínio da sepultura) mantêm presos. — Veja Mateus 16:18.

      4. Que ordem repete Jesus, e visando a quem?

      4 Jesus repete aqui a sua ordem de registrar a visão, dizendo a João: “Escreve  . . . as coisas que viste, e as coisas que são, e as coisas que hão de ocorrer depois dessas.” (Revelação 1:19) Que coisas emocionantes divulgará João ainda para a nossa instrução?

      As Estrelas e os Candelabros

      5. Como explica Jesus “as sete estrelas” e “os sete candelabros”?

      5 João vê Jesus no meio de sete candelabros de ouro, com sete estrelas na mão direita. (Revelação 1:12, 13, 16) Jesus explica isso agora: “Quanto ao segredo sagrado das sete estrelas que viste sobre a minha mão direita, e dos sete candelabros de ouro: As sete estrelas significam os anjos das sete congregações, e os sete candelabros significam sete congregações.” — Revelação 1:20.

      6. O que representam as sete estrelas, e por que se dirigiam as mensagens especificamente a elas?

      6 As “estrelas” são os “anjos das sete congregações”. Em Revelação, estrelas às vezes simbolizam anjos literais, mas Jesus dificilmente usaria um escrevente humano para escrever a criaturas espirituais invisíveis. Portanto, as “estrelas” devem significar os superintendentes humanos, ou anciãos, nas congregações, encarados como mensageiros de Jesus.b As mensagens são dirigidas às estrelas, porque estas são responsáveis pela supervisão do rebanho de Jeová. — Atos 20:28.

      7. (a) O que indica que, dirigir-se Jesus apenas a um anjo em cada congregação, não significa que cada congregação tem apenas um ancião? (b) Na realidade, quem é representado pelas sete estrelas na mão direita de Jesus?

      7 Visto que Jesus se dirige apenas a um “anjo” em cada congregação, significa isso que cada congregação tem apenas um ancião? Não. Já nos dias de Paulo, a congregação efésia tinha diversos anciãos, não apenas um. (Revelação 2:1; Atos 20:17) Portanto, nos dias de João, quando se enviaram as mensagens às sete estrelas, para serem lidas às congregações (inclusive à de Éfeso), as estrelas devem ter representado todos os que serviam nos corpos de anciãos dentro da congregação ungida de Jeová. De maneira similar, os superintendentes leem hoje às suas congregações as cartas recebidas do Corpo Governante, composto de superintendentes ungidos que servem sob a chefia de Jesus. Os corpos locais de anciãos têm de certificar-se de que o conselho de Jesus seja aplicado pelas suas congregações. Naturalmente, o conselho é em benefício de todos os associados nas congregações, não apenas dos anciãos. — Veja Revelação 2:11a.

      8. O que é indicado por estarem os anciãos na mão direita de Jesus?

      8 Visto que Jesus é o Cabeça da congregação, os anciãos são corretamente mencionados como estando na sua mão direita, quer dizer, sob seu controle e sua direção. (Colossenses 1:18) Ele é o Pastor Principal, e eles são subpastores. — 1 Pedro 5:2-4.

      9. (a) O que representam os sete candelabros, e por que são candelabros um símbolo apropriado para tais? (b) O que a visão lembraria provavelmente ao apóstolo João?

      9 Os sete candelabros são as sete congregações às quais João dirige o livro de Revelação: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia. Por que são as congregações simbolizadas por candelabros? Porque os cristãos, quer individual quer coletivamente como congregações, têm de ‘deixar brilhar a sua luz perante os homens’ neste mundo em trevas. (Mateus 5:14-16) Além disso, havia candelabros entre os utensílios do templo de Salomão. Serem as congregações chamadas de candelabros provavelmente lembraria a João que, em sentido ilustrativo, cada congregação local dos ungidos é “templo de Deus”, morada para o espírito de Deus. (1 Coríntios 3:16) Além disso, no antítipo do arranjo do templo judaico, os membros da congregação de ungidos servem qual “sacerdócio real” no arranjo do grande templo espiritual de Jeová, do qual Jesus é o Sumo Sacerdote e onde Jeová habita pessoalmente no Santíssimo celestial. — 1 Pedro 2:4, 5, 9; Hebreus 3:1; 6:20; 9:9-14, 24.

      A Grande Apostasia

      10. O que aconteceu ao sistema judaico e a seus apoiadores impenitentes em 70 EC?

      10 Quando João escreveu Revelação, o cristianismo já tinha mais de 60 anos. No começo, havia sobrevivido a 40 anos de constante oposição por parte do judaísmo. Daí, o sistema judaico sofreu um golpe mortal, em 70 EC, quando os judeus impenitentes perderam sua identidade nacional e aquilo que para eles virtualmente era um ídolo — o templo em Jerusalém.

      11. Por que era bem oportuno que o Pastor Principal advertisse as congregações contra as tendências que se desenvolviam?

      11 Todavia, o apóstolo Paulo predissera que haveria uma apostasia entre os cristãos ungidos, e as mensagens de Jesus mostravam que, na idade avançada de João, esta apostasia já se desenvolvia. João era o último daqueles que agiam como restrição a esta tentativa total de Satanás, de corromper o descendente da mulher. (2 Tessalonicenses 2:3-12; 2 Pedro 2:1-3; 2 João 7-11) De modo que era o tempo apropriado para o Pastor Principal de Jeová escrever aos anciãos nas congregações, advertindo-os contra as tendências que se desenvolviam e encorajando os de coração reto a se manterem firmes pela justiça.

      12. (a) Como se desenvolveu a apostasia nos séculos depois dos dias de João? (b) Como veio a cristandade à existência?

      12 Não sabemos como as congregações em 96 EC reagiram às mensagens de Jesus. Mas sabemos que a apostasia se desenvolveu rapidamente após a morte de João. “Cristãos” deixaram de usar o nome de Jeová e o substituíram por “Senhor” ou “Deus” em manuscritos bíblicos. Por volta do quarto século, já se havia infiltrado nas congregações a doutrina falsa da Trindade. Neste mesmo período, passou a ser adotada a ideia duma alma imortal. Por fim, o imperador romano Constantino reconheceu oficialmente a religião “cristã”, e isto levou ao desenvolvimento da cristandade, na qual a Igreja e o Estado juntaram forças para dominar por mil anos. Era fácil tornar-se “cristão” do novo tipo. Tribos inteiras ajustaram suas anteriores crenças pagãs a versões desta religião. Muitos dos líderes da cristandade tornaram-se opressivos tiranos políticos, impondo seus conceitos apóstatas pela espada.

      13. Apesar da advertência de Jesus contra o sectarismo, que proceder adotaram os cristãos que apostataram?

      13 As palavras de Jesus às sete congregações foram completamente desconsideradas pelos cristãos que apostataram. Jesus advertira os efésios a que recuperassem o amor que tinham no princípio. (Revelação 2:4) Entretanto, membros da cristandade, não mais unidos em amor a Jeová, travaram guerras ferrenhas e perseguiram horrivelmente uns aos outros. (1 João 4:20) Jesus avisara a congregação em Pérgamo contra o sectarismo. No entanto, até mesmo já no segundo século surgiram seitas, e, atualmente, a cristandade tem milhares de seitas e religiões conflitantes. — Revelação 2:15.

      14. (a) Embora Jesus advertisse contra a morte espiritual, que proceder adotaram professos cristãos? (b) Em que sentido deixaram os professos cristãos de acatar a advertência de Jesus contra a idolatria e a imoralidade?

      14 Jesus advertira a congregação em Sardes a não estar espiritualmente morta. (Revelação 3:1) Iguais àqueles em Sardes, professos cristãos logo se esqueceram das obras cristãs e em pouco tempo delegaram a importantíssima obra de pregação a uma pequena classe remunerada de clérigos. Jesus advertira a congregação em Tiatira contra a idolatria e a fornicação. (Revelação 2:20) No entanto, a cristandade sancionou abertamente o uso de imagens, bem como a promoção da idolatria mais sutil do nacionalismo e do materialismo. E a imoralidade, embora às vezes se pregasse contra ela, sempre foi amplamente tolerada.

      15. As palavras de Jesus às sete congregações expõem o que a respeito das religiões da cristandade, e o que mostram ser os clérigos da cristandade?

      15 Portanto, as palavras de Jesus às sete congregações expõem o fracasso total de todas as religiões da cristandade quanto a serem o povo especial de Jeová. De fato, os clérigos da cristandade têm sido os mais destacados membros do descendente de Satanás. Chamando-os de ‘aquele que é contra a lei’, o apóstolo Paulo predisse que sua “presença . . . é segundo a operação de Satanás, com toda obra poderosa, e sinais e portentos mentirosos, e com todo engano injusto”. — 2 Tessalonicenses 2:9, 10.

      16. (a) A quem mostraram os líderes da cristandade ódio especial? (b) O que aconteceu na cristandade durante a Idade Média? (c) A rebelião protestante, ou Reforma, mudou os modos apóstatas da cristandade?

      16 Ao passo que afirmavam ser pastores do rebanho de Deus, os líderes da cristandade, religiosos e seculares, mostraram ódio especial a todo aquele que procurava incentivar a leitura da Bíblia ou a todo aquele que expunha as práticas antibíblicas deles. João Hus e o tradutor da Bíblia William Tyndale foram perseguidos e martirizados. Durante as trevas da Idade Média, o domínio apóstata atingiu um auge na diabólica Inquisição católica. Quem quer que questionasse os ensinos ou a autoridade da Igreja era impiedosamente suprimido, e incontáveis milhares de chamados hereges foram torturados até a morte ou queimados na estaca. Satanás empenhava-se assim em certificar-se de que quem fosse do verdadeiro descendente da organização mulher de Deus fosse rapidamente esmagado. Quando houve a rebelião protestante, ou a Reforma (de 1517 em diante), muitas das igrejas protestantes manifestavam um similar espírito intolerante. Elas também se tornaram culpadas de derramar sangue por martirizar aqueles que se esforçavam a ser leais a Deus e a Cristo. De fato, “o sangue dos santos” foi derramado abundantemente! — Revelação 16:6; compare isso com Mateus 23:33-36.

      O Descendente Persevera

      17. (a) O que a parábola de Jesus a respeito do trigo e do joio predisse? (b) O que aconteceu em 1918, resultando em que rejeição e em que designação?

      17 Jesus, na sua parábola sobre o trigo e o joio, predisse o tempo de escuridão que existiria enquanto a cristandade predominasse. No entanto, durante todos os séculos de apostasia, haveria cristãos individuais semelhantes ao trigo, genuínos ungidos. (Mateus 13:24-29, 36-43) Assim, quando amanheceu o dia do Senhor em outubro de 1914, ainda havia verdadeiros cristãos na Terra. (Revelação 1:10) Parece que Jeová veio ao seu templo espiritual para julgamento cerca de três anos e meio mais tarde, em 1918, acompanhado por Jesus como seu “mensageiro do pacto”. (Malaquias 3:1; Mateus 13:47-50) Era tempo para o Amo rejeitar finalmente os falsos cristãos e designar o ‘escravo fiel e discreto sobre todos os seus bens’. — Mateus 7:22, 23; 24:45-47.

      18. Que “hora” chegara em 1914, e era o tempo para o escravo fazer o quê?

      18 Chegara também o tempo para este escravo dar atenção especial às coisas escritas nas mensagens de Jesus às sete congregações, conforme vemos no que se disse nelas. Por exemplo, Jesus refere-se à sua vinda para julgar as congregações, julgamento que começou em 1918. (Revelação 2:5, 16, 22, 23; 3:3) Fala sobre proteger a congregação em Filadélfia contra a “hora da prova, que há de vir sobre toda a terra habitada”. (Revelação 3:10, 11) Esta “hora da prova” só chega com o amanhecer do dia do Senhor em 1914, tendo os cristãos depois sido provados quanto à sua lealdade ao estabelecido Reino de Deus. — Veja Mateus 24:3, 9-13.

      19. (a) O que retratam hoje as sete congregações? (b) Quem se tem associado em grande número com os cristãos ungidos, e por que se aplicam também a estes o conselho de Jesus e as condições que ele descreve? (c) Como devemos encarar as mensagens de Jesus às sete congregações do primeiro século?

      19 Portanto, as palavras de Jesus às congregações têm a sua aplicação maior desde 1914. Nesta acepção, as sete congregações retratam todas as congregações dos cristãos ungidos durante o dia do Senhor. Além disso, nos últimos mais de 70 anos, juntaram-se aos cristãos ungidos, retratados por João, grande número de crentes, cuja esperança é viver para sempre no Paraíso na Terra. O conselho do glorificado Jesus Cristo e as condições que encontrou nas sete congregações, em resultado da sua inspeção, aplicam-se com igual força a esses, visto que há apenas uma norma de justiça e de fidelidade para todos os servos de Jeová. (Êxodo 12:49; Colossenses 3:11) De modo que as mensagens de Jesus, dirigidas às sete congregações do primeiro século, na Ásia Menor, não são meras curiosidades históricas. Elas significam vida ou morte para cada um de nós. Portanto, escutemos atentamente as palavras de Jesus.

      [Nota(s) de rodapé]

      a No hebreu original, em Isaías 44:6, não há artigo definido junto às palavras “primeiro” e “último”, ao passo que na descrição que Jesus fez de si mesmo, no grego original, em Revelação 1:17, encontra-se o artigo definido. De modo que, em sentido gramatical, Revelação 1:17 indica um título, ao passo que Isaías 44:6 descreve a Divindade de Jeová.

      b A palavra grega ág·ge·los (pronunciada “án·ge·los”) significa tanto “mensageiro” como “anjo”. Em Malaquias 2:7, chama-se um sacerdote levita de “mensageiro” (em hebreu: mal·’ákh). — Veja a nota na Tradução do Novo Mundo com Referências.

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