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  • O primeiro ai — gafanhotos
    Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
    • Capítulo 22

      O primeiro ai — gafanhotos

      1. Quem divulga as mensagens relacionadas com os toques de trombeta dos anjos, e o que anuncia o quinto toque de trombeta?

      O QUINTO anjo prepara-se para tocar a sua trombeta. Já foram tocadas quatro trombetas celestiais, e quatro pragas foram lançadas sobre o terço da terra considerado mais repreensível por Jeová — a cristandade. A condição mortalmente doentia dela já foi exposta. Ao passo que os anjos tocam as trombetas, mensageiros humanos divulgam isso na Terra. Agora, a quinta trombeta angélica está prestes a anunciar o primeiro ai, mais temível ainda do que aquilo que lhe precedera. Relaciona-se com uma aterrorizante praga de gafanhotos. No entanto, examinemos primeiro outros textos, que nos ajudarão a entender melhor esta praga.

      2. Que livro bíblico descreve uma praga de gafanhotos similar àquela que João vê, e qual foi o seu efeito sobre o Israel antigo?

      2 O livro bíblico de Joel, escrito durante o nono século AEC, descreve uma praga de insetos, inclusive de gafanhotos, similar àquela vista por João. (Joel 2:1-11, 25)a Ela se destinava a causar grande desconforto ao Israel apóstata, mas produziria também o arrependimento de judeus individuais e seu retorno ao favor de Jeová. (Joel 2:6, 12-14) Quando esse tempo chegasse, Jeová derramaria seu espírito sobre “toda sorte de carne”, ao passo que temíveis sinais e alarmantes portentos viriam “antes de chegar o grande e atemorizante dia de Jeová”. — Joel 2:11, 28-32.

      Uma Praga no Primeiro Século

      3, 4. (a) Quando houve um cumprimento do capítulo 2 de Joel, e como? (b) De que modo houve uma praga como de um enxame de gafanhotos no primeiro século EC, e quanto tempo durou a praga?

      3 No primeiro século, houve um cumprimento do capítulo 2 de Joel. Foi então, em Pentecostes de 33 EC, que se derramou espírito santo, ungindo os primeiros cristãos e habilitando-os a falar em muitas línguas “sobre as coisas magníficas de Deus”. Em resultado disso, reuniu-se uma grande multidão de pessoas. O apóstolo Pedro dirigiu-se a estes espectadores atônitos, citando Joel 2:28, 29, e explicando que eles estavam presenciando o cumprimento deste texto. (Atos 2:1-21) Mas não há nenhum registro duma literal praga de insetos naquele tempo, que a uns causasse desconforto, e a outros levasse ao arrependimento.

      4 Houve uma praga figurativa naqueles dias? Sim, houve! Ela resultou da implacável pregação feita pelos recém-ungidos cristãos.b Por meio deles, Jeová convidava os judeus dispostos a escutar a se arrependerem e a usufruírem bênçãos dele. (Atos 2:38-40; 3:19) Aqueles que reagiram favoravelmente receberam o favor dele num grau notável. Mas para os que recusaram o convite, os cristãos do primeiro século tornaram-se como que um enxame devastador de gafanhotos. Começando em Jerusalém, espalharam-se por toda a Judeia e Samaria. Em pouco tempo, estavam em toda a parte, atormentando os judeus descrentes por proclamarem publicamente a ressurreição de Jesus, com tudo o que isso incluía. (Atos 1:8; 4:18-20; 5:17-21, 28, 29, 40-42; 17:5, 6; 21:27-30) Aquela praga continuou até o “atemorizante dia”, em 70 EC, quando Jeová trouxe os exércitos romanos contra Jerusalém, a fim de destruí-la. Apenas os cristãos que invocavam o nome de Jeová com fé foram salvos. — Joel 2:32; Atos 2:20, 21; Provérbios 18:10.

      A Praga de Gafanhotos Hoje

      5. Como se tem cumprido a profecia de Joel desde 1919?

      5 Poderíamos razoavelmente esperar que a profecia de Joel tivesse um cumprimento final no tempo do fim. E como isto se mostrou veraz! No congresso dos Estudantes da Bíblia realizado em Cedar Point, Ohio, EUA, de 1.°-8 de setembro de 1919, um notável derramamento do espírito de Jeová ativou seu povo a organizar uma campanha global de pregação. Dentre todos os professos cristãos, somente eles, reconhecendo que Jesus fora entronizado como Rei celestial, não pouparam esforços para divulgar estas boas novas. Seu implacável testemunho em cumprimento de profecias tornou-se como que uma atormentadora praga para a cristandade apóstata. — Mateus 24:3-8, 14; Atos 1:8.

      6. (a) O que João viu quando o quinto anjo tocou a trombeta? (b) A quem essa “estrela” simboliza, e por quê?

      6 Revelação (ou Apocalipse), escrito uns 26 anos depois da destruição de Jerusalém, também descreve esta praga. O que ele acrescenta à descrição feita por Joel? Vejamos o registro, conforme relatado por João: “E o quinto anjo tocou a sua trombeta. E eu vi uma estrela que caíra do céu à terra, e foi-lhe dada a chave da cova do abismo.” (Revelação 9:1) Esta “estrela” é diferente daquela em Revelação 8:10, que João viu cair. Ele vê “uma estrela que caíra do céu” e que tem agora uma tarefa com respeito à Terra. Trata-se duma pessoa espiritual ou carnal? O detentor da “chave da cova do abismo” é mais tarde descrito como lançando Satanás no “abismo”. (Revelação 20:1-3) Portanto, deve ser uma poderosa pessoa espiritual. Em Revelação 9:11, João nos diz que os gafanhotos têm “um rei, o anjo do abismo”. Ambos os versículos devem referir-se à mesma pessoa, visto que o anjo com a chave do abismo seria logicamente o anjo do abismo. E a estrela deve simbolizar o Rei designado de Jeová, visto que os cristãos ungidos reconhecem somente a este único Rei angélico, Jesus Cristo. — Colossenses 1:13; 1 Coríntios 15:25.

      7. (a) O que acontece quando se abre “a cova do abismo”? (b) O que é o “abismo”, e quem passou um curto período nele?

      7 O relato prossegue: “E ele abriu a cova do abismo, e ascendeu fumaça da cova, como a fumaça duma grande fornalha, e o sol ficou obscurecido, também o ar, pela fumaça da cova. E do meio da fumaça saíram gafanhotos sobre a terra; e foi-lhes dada autoridade, a mesma autoridade que os escorpiões da terra têm.” (Revelação 9:2, 3) Em sentido bíblico, o “abismo” é um lugar de inatividade, até mesmo de morte. (Veja Romanos 10:7; Revelação 17:8; 20:1, 3.) O pequeno grupo de irmãos de Jesus passou um curto período em tal “abismo” de relativa inatividade, no fim da Primeira Guerra Mundial (1918-19). Mas quando Jeová, em 1919, derramou seu espírito sobre os seus servos arrependidos, estes saíram em enxames para enfrentar o desafio da obra que os aguardava.

      8. Como se dá que a soltura dos gafanhotos vem acompanhada por muita “fumaça”?

      8 Conforme João observa, a soltura dos gafanhotos é acompanhada por muita fumaça, como “a fumaça duma grande fornalha”.c E assim se deu, em 1919. A situação ficou preta para a cristandade e para o mundo em geral. (Veja Joel 2:30, 31.) A soltura desses gafanhotos, a classe de João, constituía realmente uma derrota para os clérigos da cristandade, os quais haviam tramado e planejado matar de vez a obra do Reino, e que então rejeitavam o Reino de Deus. A evidência duma nuvem semelhante a fumaça começou a espalhar-se sobre a cristandade apóstata, ao passo que este enxame de gafanhotos recebeu autoridade divina e começou a exercê-la na proclamação de poderosas mensagens de julgamento. O “sol” da cristandade — sua aparência de iluminação — sofreu eclipse, e “o ar” ficou cheio das declarações de julgamento divino, ao passo que se mostrava que “o governante da autoridade do ar” deste mundo era o deus da cristandade. — Efésios 2:2; João 12:31; 1 João 5:19.

      Esses Gafanhotos Atormentadores!

      9. Que instruções para a batalha os gafanhotos receberam?

      9 Que instruções receberam esses gafanhotos para a batalha? João relata: “E foi-lhes dito que não fizessem dano a nenhuma vegetação da terra, nem a qualquer coisa verde, nem a qualquer árvore, mas apenas àqueles homens que não têm o selo de Deus nas suas testas. E foi concedido aos gafanhotos, não que os matassem, mas que estes fossem atormentados por cinco meses, e o tormento deles era como o tormento causado por um escorpião quando ataca um homem. E, naqueles dias, os homens procurarão a morte, mas de modo algum a acharão, e desejarão morrer, mas a morte estará fugindo deles.” — Revelação 9:4-6.

      10. (a) Contra quem se dirige primariamente a praga, e com que efeito sobre estes? (b) Que espécie de tormento está envolvida? (Veja também a nota.)

      10 Note que esta praga não se dirige primeiro contra o povo ou os proeminentes entre ele — a ‘vegetação e as árvores da terra’. (Veja Revelação 8:7.) Os gafanhotos devem causar dano apenas àqueles homens que não têm o selo de Deus nas suas testas, aqueles que na cristandade afirmam estar selados, mas cuja atuação desmente a sua afirmação. (Efésios 1:13, 14) Portanto, os proferimentos atormentadores dos gafanhotos hodiernos foram primeiro dirigidos contra os líderes religiosos da cristandade. Como esses homens convencidos devem ter ficado atormentados ao ouvirem ser publicamente anunciado que não somente deixavam de guiar seus rebanhos para o céu, mas que nem mesmo eles estariam lá!d Deveras, é o caso de ‘cegos guiarem cegos’! — Mateus 15:14.

      11. (a) Por quanto tempo os gafanhotos têm autorização para atormentar os inimigos de Deus, e por que realmente não é curto este tempo? (b) Quão severo é o tormento?

      11 O tormento dura cinco meses. É este um tempo relativamente curto? Não no que se refere a gafanhotos literais. Cinco meses descrevem a duração normal da vida de uma espécie desses insetos. Portanto, é pelo tempo que vivem que os gafanhotos hodiernos continuam a aguilhoar os inimigos de Deus. Além disso, o tormento é tão severo, que os homens procuram morrer. É verdade que não temos nenhum registro de alguém dos aguilhoados pelos gafanhotos ter tentado matar-se literalmente. Mas a expressão ajuda-nos a visualizar a intensidade do tormento — como que causado pelo implacável ataque de escorpiões. É como o sofrimento previsto por Jeremias para os israelitas infiéis que seriam espalhados pelos conquistadores babilônios e para quem a morte seria preferível à vida. — Jeremias 8:3; veja também Eclesiastes 4:2, 3.

      12. Por que se concede aos gafanhotos atormentar os líderes religiosos da cristandade em sentido espiritual, mas não matá-los?

      12 Por que é que se concede que esses sejam atormentados em sentido espiritual, e não mortos? Trata-se dum ai inicial na exposição das mentiras da cristandade e dos seus fracassos, mas apenas mais tarde, com o progresso do dia do Senhor, publicar-se-á plenamente o seu estado espiritualmente morto. Será durante um segundo ai que um terço dos homens é morto. — Revelação 1:10; 9:12, 18; 11:14.

      Gafanhotos Equipados Para a Batalha

      13. Que aparência têm os gafanhotos?

      13 Que aparência notável esses gafanhotos têm! João a descreve: “E as semelhanças dos gafanhotos pareciam cavalos preparados para a batalha; e nas suas cabeças havia o que pareciam ser coroas como de ouro, e seus rostos eram como rostos de homens, mas, tinham cabelo como o cabelo das mulheres. E os seus dentes eram como os de leões; e tinham couraças como couraças de ferro. E o som das suas asas era como o som de carros de muitos cavalos correndo à batalha.” — Revelação 9:7-9.

      14. Por que a descrição feita por João se ajusta ao grupo dos cristãos reavivados em 1919?

      14 Isto ilustra muito bem o grupo leal de cristãos reavivados em 1919. Iguais a cavalos, estavam prontos para a batalha, ansiosos de lutar a favor da verdade do modo descrito pelo apóstolo Paulo. (Efésios 6:11-13; 2 Coríntios 10:4) João vê na cabeça deles o que parecem ser coroas de ouro. Não seria correto usarem mesmo coroas, porque não começam a reinar enquanto ainda estão na Terra. (1 Coríntios 4:8; Revelação 20:4) Mas, em 1919, já tinham aparência régia. São irmãos do Rei, e suas coroas celestiais estavam reservadas para eles, desde que continuassem fiéis até o fim. — 2 Timóteo 4:8; 1 Pedro 5:4.

      15. O que denota os gafanhotos terem (a) couraça de ferro, (b) rosto de homem, (c) cabelo de mulher, (d) dentes de leão e (e) fazerem muito barulho?

      15 Na visão, os gafanhotos têm couraças de ferro, simbolizando inquebrantável justiça. (Efésios 6:14-18) Têm também rosto de homem, uma particularidade que indica a qualidade do amor, visto que o homem fora feito à imagem de Deus, o qual é amor. (Gênesis 1:26; 1 João 4:16) Seu cabelo é comprido como o das mulheres, o que representa bem a sujeição ao seu Rei, o anjo do abismo. E seus dentes parecem ser dentes de leão. O leão usa os dentes para dilacerar carne. A partir de 1919, os da classe de João podem novamente ingerir alimento espiritual sólido, em especial as verdades a respeito do Reino de Deus, governado pelo “Leão que é da tribo de Judá”, Jesus Cristo. Assim como o leão simboliza a coragem, assim se precisava de muita coragem para digerir esta mensagem dura, produzi-la em forma de publicações e distribuí-la em todo o globo. Esses gafanhotos figurativos têm feito muito barulho, como “o som de carros de muitos cavalos correndo à batalha”. Seguindo o exemplo dos cristãos do primeiro século, não têm a intenção de ficar calados. — 1 Coríntios 11:7-15; Revelação 5:5.

      16. Qual é o significado de os gafanhotos terem “caudas e aguilhões como escorpiões”?

      16 Esta pregação envolve mais do que apenas a palavra falada! “Também, têm caudas e aguilhões como os escorpiões; e a sua autoridade para fazer dano aos homens, por cinco meses, está nas suas caudas.” (Revelação 9:10) O que significa isso? Ao passo que as Testemunhas de Jeová se empenham na obra do Reino, transmitem declarações de peso baseadas na Palavra de Deus. Fazem isso oralmente e por meio de publicações. Sua mensagem tem aguilhões como os de escorpiões porque elas avisam sobre o dia de vingança de Jeová que se aproxima. (Isaías 61:2) Antes de a vida da atual geração de gafanhotos espirituais chegar ao fim, será concluída a sua obra divinamente ordenada de proclamar os julgamentos de Jeová — para o prejuízo de todos os blasfemadores obstinados.

      17. (a) O que foi anunciado no congresso dos Estudantes da Bíblia em 1919, que intensificaria a picada do seu testemunho? (b) Como os clérigos foram atormentados, e como reagiram?

      17 Esse enxame de gafanhotos ficou muito alegre quando no seu congresso de 1919 se anunciou uma nova revista, A Idade de Ouro. Era uma revista publicada a cada duas semanas, destinada a intensificar a picada do seu testemunho.e O número 27 da revista, de 29 de setembro de 1920, expôs a hipocrisia dos clérigos na perseguição dos Estudantes da Bíblia nos Estados Unidos, no período de 1918-19. Nos anos 20 e 30, A Idade de Ouro atormentava os clérigos com outros artigos e caricaturas, aguilhoadores, que expunham sua astuciosa intromissão na política, e especialmente os acordos da hierarquia católica feitos com ditadores fascistas e nazistas. Em resposta, os clérigos ‘forjaram o mal, tendo por pretexto uma lei’, e organizaram turbas violentas contra o povo de Deus. — Salmo 94:20, Almeida.

      Avisados os Governantes do Mundo

      18. Que tarefa tinham os gafanhotos, e o que ocorreu em resposta ao toque da quinta trombeta?

      18 Os gafanhotos hodiernos tinham uma tarefa a cumprir. As boas novas do Reino tinham de ser pregadas. Era preciso expor erros. Era necessário achar ovelhas perdidas. Ao passo que os gafanhotos se empenhavam nestas tarefas, o mundo se viu obrigado a notar isso. Em obediência aos toques de trombeta dos anjos, os da classe de João têm continuado a expor a cristandade como merecedora dos julgamentos adversos de Jeová. Em resposta à quinta trombeta, num congresso dos Estudantes da Bíblia, em Londres, Inglaterra, de 25-31 de maio de 1926, enfatizou-se um aspecto específico desses julgamentos. Destacou-se ali uma resolução, “Um Testemunho aos Regentes do Mundo”, e um discurso público, no Royal Albert Hall, sobre “Por Que as Potências do Mundo Cambaleiam — o Remédio”, sendo ambos publicados na íntegra no dia seguinte num jornal de destaque de Londres. Mais tarde, o enxame de gafanhotos distribuiu mundialmente 50 milhões desta resolução em forma de tratado — o que realmente foi um tormento para os clérigos! Anos depois, pessoas na Inglaterra ainda falavam sobre esta exposição pungente.

      19. Que adicional equipamento de luta receberam os simbólicos gafanhotos, e o que dizia a respeito do manifesto de Londres?

      19 Naquele congresso, os simbólicos gafanhotos receberam mais equipamentos para a luta, notavelmente um novo livro intitulado Libertação. Este continha uma consideração bíblica do sinal que provava que em 1914 nascera no céu o governo, o ‘filho varão’, o Reino celestial de Cristo. (Mateus 24:3-14; Revelação 12:1-10) Daí, citava o manifesto publicado em Londres, em 1917, assinado por oito clérigos, descritos como estando “entre os pregadores eminentes do mundo”. Eles representavam as principais denominações protestantes: batista, congregacional, presbiteriana, episcopal e metodista. Este manifesto proclamava que “a crise presente determina o final dos tempos dos Gentios” e que “a revelação do Senhor pode ser esperada em qualquer momento”. Sim, estes clérigos haviam reconhecido o sinal da presença de Jesus! Mas queriam fazer alguma coisa a respeito? O livro Libertação nos informa: “A parte mais importante de tudo isso é que os próprios homens que assinaram o manifesto mais tarde o repudiaram e rejeitaram a evidência que prova que estamos no fim do mundo e no tempo da segunda presença do Senhor.”

      20. (a) Que escolha os clérigos fizeram com respeito ao enxame de gafanhotos e seu Rei? (b) Segundo João, quem lidera o enxame de gafanhotos, e qual é seu nome?

      20 Em vez de anunciarem o entrante Reino de Deus, os clérigos da cristandade escolheram continuar com o mundo de Satanás. Não queriam ter nada que ver com o enxame de gafanhotos e o Rei destes, a respeito de quem João agora observa: “Têm sobre si um rei, o anjo do abismo. Seu nome, em hebraico, é Abadon [significando “Destruição”], mas em grego ele tem o nome de Apolion [significando “Destruidor”].” (Revelação 9:11) Jesus, como “anjo do abismo” e “Destruidor”, deveras soltara um ai atormentador sobre a cristandade. No entanto, seguir-se-á ainda mais!

      [Nota(s) de rodapé]

      a Compare Joel 2:4, 5, 7 (onde os insetos são descritos como cavalos, povo e homens, e como fazendo um ruído parecido ao de um carro), com Revelação 9:7-9; compare também Joel 2:6, 10 (que descreve o efeito doloroso da praga de insetos) com Revelação 9:2, 5.

      b Veja o artigo “Unidos Contra as Nações no Vale da Decisão”, em A Sentinela de 15 de julho de 1962.

      c Queira notar que este texto não pode ser usado para provar que havia fogo no abismo, como se o abismo fosse uma espécie de fogo de inferno. João disse que viu uma grossa fumaça que era “como” a fumaça duma grande fornalha, ou semelhante a ela. (Revelação 9:2) Ele não disse que viu chamas de verdade no abismo.

      d A palavra grega usada aqui deriva da raiz ba·sa·ní·zo, às vezes usada com respeito à tortura literal; entretanto, também pode ser usada com respeito ao tormento mental. Por exemplo, em 2 Pedro 2:8 lemos que Ló “atormentava a sua alma justa” por causa do mal que via em Sodoma. Os líderes religiosos da era apostólica sofreram um tormento mental, embora, naturalmente, por um motivo bem diferente.

      e Esta revista recebeu em 1937 o nome de Consolação, e em 1946, Despertai!.

  • O segundo ai — exércitos de cavalaria
    Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
    • Capítulo 23

      O segundo ai — exércitos de cavalaria

      1. Apesar dos esforços dos clérigos, de eliminar os gafanhotos, o que tem acontecido, e o que indica a vinda de mais dois ais?

      DESDE 1919, a invasão da cristandade pelos gafanhotos simbólicos tem causado muito desconforto aos clérigos. Eles têm tentado exterminar os gafanhotos, mas estes têm continuado a avançar cada vez mais fortes. (Revelação 9:7) E isso não é tudo! João escreve: “Um ai já passou. Eis que vêm mais dois ais depois destas coisas.” (Revelação 9:12) Outras pragas atormentadoras aguardam a cristandade.

      2. (a) O que acontece quando o sexto anjo toca a sua trombeta? (b) O que representa a “uma voz, do meio dos chifres do altar de ouro”? (c) Por que se mencionam quatro anjos?

      2 Donde procede o segundo ai? João escreve: “E o sexto anjo tocou a sua trombeta. E ouvi uma voz, do meio dos chifres do altar de ouro diante de Deus, dizer ao sexto anjo, que tinha a trombeta: ‘Desata os quatro anjos que estão amarrados junto ao grande rio Eufrates.’” (Revelação 9:13, 14) O desatamento dos anjos ocorre em resposta à voz procedente dos chifres do altar de ouro. Este é o altar de ouro para incenso, e já duas vezes antes o incenso das tigelas de ouro, procedente deste altar, fora associado com as orações dos santos. (Revelação 5:8; 8:3, 4) Portanto, esta uma voz representa as orações unidas dos santos na Terra. Pedem que eles mesmos sejam libertos para adicional serviço vigoroso como “mensageiros” de Jeová, visto que “mensageiros” é o sentido básico da palavra grega aqui traduzida “anjos”. Por que há quatro anjos? Este número simbólico parece indicar que eles estariam organizados de modo a abranger a Terra toda. — Revelação 7:1; 20:8.

      3. Como os quatro anjos haviam sido “amarrados junto ao grande rio Eufrates”?

      3 Como esses anjos foram “amarrados junto ao grande rio Eufrates”? O rio Eufrates, na antiguidade, constituía a fronteira nordeste da terra que Jeová havia prometido a Abraão. (Gênesis 15:18; Deuteronômio 11:24) Aparentemente, esses anjos haviam sido retidos na fronteira da sua terra dada por Deus, ou do domínio terrestre de atividade, refreados de empreenderem plenamente o serviço que Jeová lhes preparara. O Eufrates era também proeminentemente associado com a cidade de Babilônia, e, depois da queda de Jerusalém em 607 AEC, os israelitas carnais passaram ali 70 anos em cativeiro, “amarrados junto ao grande rio Eufrates”. (Salmo 137:1) O ano de 1919 encontrou os israelitas espirituais amarrados numa restrição similar, desconsolados, e pedindo a orientação de Jeová.

      4. Qual é a comissão dos quatro anjos, e como ela tem sido realizada?

      4 Felizmente, João pode relatar: “E foram desatados os quatro anjos que têm sido preparados para a hora, e o dia, e o mês, e o ano, para matarem um terço dos homens.” (Revelação 9:15) Jeová é Cronometrista meticuloso. Ele tem um cronograma e se apega a ele. Portanto, esses mensageiros são soltos na hora exata e em tempo para realizar o que têm de fazer. Imagine a alegria deles ao saírem da servidão em 1919, prontos para trabalhar! Eles têm a comissão não só de atormentar, mas finalmente também de ‘matar um terço dos homens’. Isto se relaciona com as pragas proclamadas pelos primeiros quatro toques de trombeta, que afligiram um terço da terra, do mar, das criaturas no mar, das fontes e dos rios, e das fontes celestiais de luz. (Revelação 8:7-12) Os quatro anjos vão mais longe. ‘Matam’, expondo completamente a condição espiritualmente morta da cristandade. Isto tem sido realizado por proclamações trombeteadas, a partir de 1922, e que continuam até hoje.

      5. Quanto à cristandade, como ecoou o som do toque da sexta trombeta em 1927?

      5 Lembre-se de que o anjo celestial acaba de tocar a sexta trombeta. Em resposta, o sexto duma série de congressos internacionais, anuais, dos Estudantes da Bíblia foi realizado em Toronto, Ontário, no Canadá. O programa, no domingo, 24 de julho de 1927, foi irradiado por uma cadeia de 53 emissoras de rádio, a mais extensa rede radiofônica até aquele tempo. A mensagem falada foi transmitida a possivelmente muitos milhões de ouvintes. Primeiro, uma vigorosa resolução expôs a cristandade como espiritualmente morta e fez o convite: “Nesta hora de perplexidade, Jeová Deus insta com os povos a que abandonem e deixem para sempre a ‘cristandade’ ou o ‘cristianismo organizado’ e se afastem completamente para longe dele  . . . ; que os povos deem a devoção e a lealdade de seu coração inteiramente a Jeová Deus e ao seu Rei e reino.” “Liberdade Para os Povos” era o título do discurso público que se seguiu. J. F. Rutherford o proferiu no seu costumeiro estilo dinâmico, apropriado para o “fogo, e fumaça, e enxofre” que João observa a seguir na visão.

      6. Como João descreve os exércitos de cavalaria que ele vê a seguir?

      6 “E o número dos exércitos de cavalaria era de duas miríades de miríades: ouvi o número deles. E é assim que eu vi os cavalos na visão, e os sentados neles: tinham couraças de cor de fogo, e de azul jacintino, e de amarelo sulfurino; e as cabeças dos cavalos eram como as cabeças de leões, e das suas bocas saía fogo, e fumaça, e enxofre. Por estas três pragas foi morto um terço dos homens, pelo fogo, e pela fumaça, e pelo enxofre que saíam das suas bocas.” — Revelação 9:16-18.

      7, 8. (a) Sob a orientação de quem a cavalaria avança trovejante? (b) Em que sentido a cavalaria é similar aos gafanhotos que a precederam?

      7 Pelo visto, essa cavalaria sai trovejante sob a orientação dos quatro anjos. Que espetáculo amedrontador! Imagine a reação que você teria se fosse o alvo de tal ataque de cavalaria! A própria aparência disso já lhe meteria medo no coração. Notou, porém, quão similar essa cavalaria é aos gafanhotos que a precederam? Os gafanhotos eram como cavalos; na cavalaria há cavalos. Portanto, ambos estão empenhados em guerra teocrática. (Provérbios 21:31) Os gafanhotos tinham dentes como os de leões; os cavalos da cavalaria têm cabeça como a de leões. Portanto, ambos relacionam-se com o corajoso Leão da tribo de Judá, Jesus Cristo, que é seu Líder, Comandante e Exemplo. — Revelação 5:5; Provérbios 28:1.

      8 Tanto os gafanhotos como a cavalaria participam na obra de julgamento por Jeová. Os gafanhotos emergiam de fumaça, que pressagiava um ai e fogo destrutivo para a cristandade; das bocas dos cavalos saem fogo, fumaça e enxofre. Os gafanhotos tinham couraças de ferro, indicando que seu coração estava protegido pela inflexível devoção à justiça; a cavalaria usa couraças vermelhas, azuis e amarelas, refletindo o fogo, a fumaça e o enxofre das mortíferas mensagens de julgamento que saem das bocas dos cavalos. (Veja Gênesis 19:24, 28; Lucas 17:29, 30.) Os gafanhotos tinham caudas iguais aos escorpiões, para atormentar; a cavalaria tem caudas semelhantes a serpentes, para matar! Parece que aquilo que fora iniciado pelos gafanhotos tem de ser continuado pela cavalaria com maior intensidade até o término.

      9. O que simboliza a cavalaria?

      9 Portanto, o que simboliza esta cavalaria? Assim como os da ungida classe de João começaram a proclamação, como toque de trombeta, do julgamento da vingança divina por Jeová contra a cristandade, com autoridade para ‘aguilhoar e fazer dano’, assim se esperaria que o mesmo grupo vivo fosse usado para ‘matar’, quer dizer, para tornar conhecido que a cristandade e seus clérigos espiritualmente estão totalmente mortos, rejeitados por Jeová e prontos para a “fornalha ardente” da destruição eterna. De fato, a inteira Babilônia, a Grande, terá de perecer. (Revelação 9:5, 10; 18:2, 8; Mateus 13:41-43) Antes da destruição dela, porém, os da classe de João usam “a espada do espírito, isto é, a palavra de Deus”, para expor a condição morta da cristandade. Os quatro anjos e os cavaleiros da cavalaria orientam esta figurativa matança de “um terço dos homens”. (Efésios 6:17; Revelação 9:15, 18) Isto indica uma correta organização e orientação teocrática, sob a supervisão do Senhor Jesus Cristo, ao passo que o espantoso grupo de proclamadores do Reino avança para a batalha.

      Duas Miríades de Miríades

      10. Em que sentido há duas miríades de miríades de cavalaria?

      10 Como é possível haver duas miríades de miríades nesta cavalaria? Uma miríade é literalmente 10.000. Portanto, duas miríades de miríades seria 200 milhões.a Felizmente, há agora milhões de proclamadores do Reino, mas o seu número é bem inferior a centenas de milhões! Lembre-se, porém, das palavras de Moisés em Números 10:36: “Volta deveras, ó Jeová, às miríades dos milhares de Israel.” (Compare isso com Gênesis 24:60.) Isto significaria literalmente: ‘Volta deveras às dezenas de milhões de Israel.’ No entanto, Israel tinha apenas de dois a três milhões nos dias de Moisés. Então, de que falava Moisés? Sem dúvida, ele tinha em mente que os israelitas ficariam inúmeros, assim “como as estrelas dos céus e como os grãos de areia que há à beira do mar”, e não que seriam contados. (Gênesis 22:17; 1 Crônicas 27:23) Assim, ele usou a palavra para “miríade” para indicar um número grande, mas não especificado. Neste respeito, a Bíblia Vozes verte este versículo: “Volta, ó Senhor da imensa multidão de Israel.” Isto concorda com uma segunda definição da palavra para “miríade”, encontrada em dicionários gregos e hebraicos: “hostes inumeráveis”, “multidão”. — Dicionário do Novo Testamento Grego, Vocabulário Grego-Português, de William Carey Taylor; A Hebrew and English Lexicon of the Old Testament, de Gesenius, traduzido por Edward Robinson.

      11. Para que os da classe de João se tornassem miríades, mesmo em sentido simbólico, o que seria necessário?

      11 Não obstante, os da classe de João que ainda remanescem na Terra são menos de 10.000 — menos do que uma miríade literal. Como é que poderiam ser comparados a incontáveis milhares de cavalaria? Para se tornarem miríades mesmo em sentido simbólico, não precisariam de reforços? Sim, precisavam, e, pela benignidade imerecida de Jeová, eles os receberam! Donde vieram estes reforços?

      12, 13. Que acontecimentos históricos de 1918 a 1935 indicam a fonte de reforço?

      12 No período de 1918 a 1922, os da classe de João começaram a apresentar à humanidade aflita a perspectiva feliz de que “milhões que agora vivem jamais morrerão”. Em 1923, também se deu a conhecer que as ovelhas de Mateus 25:31-34 herdariam a vida na Terra, sob o Reino de Deus. Uma esperança similar foi apresentada no folheto A Liberdade dos Povos, lançado no congresso internacional em 1927. No começo dos anos 30, mostrou-se que os da classe reta de Jonadabe e os ‘homens que suspiravam e gemiam’ por causa da lastimável condição espiritual da cristandade eram os mesmos que as simbólicas ovelhas com perspectiva de vida terrestre. (Ezequiel 9:4; 2 Reis 10:15, 16) Encaminhando tais às hodiernas “cidades de refúgio”, A Sentinela de 15 de agosto de 1934, em inglês, declarou: “Os que são da classe de Jonadabe ouviram o som da trombeta de Deus e acataram o aviso por fugirem para a organização de Deus e se associar com o povo de Deus, e ali é que terão de permanecer.” — Números 35:6.

      13 Em 1935, os desta classe de Jonadabe foram especialmente convidados ao congresso das Testemunhas de Jeová em Washington, DC, EUA. Ali, na sexta-feira, 31 de maio, J. F. Rutherford proferiu seu famoso discurso “A Grande Multidão”, no qual ele mostrou claramente que este grupo, de Revelação 7:9, era o mesmo que as ovelhas de Mateus 25:33 — um grupo dedicado com esperança terrestre. Como prenúncio de coisas por vir, naquele congresso foram batizadas 840 novas Testemunhas de Jeová, a maioria delas da grande multidão.b

      14. Participaria a grande multidão no simbólico ataque de cavalaria, e que determinação foi expressa em 1963?

      14 Têm os desta grande multidão participado no ataque da cavalaria iniciado em 1922, e que recebeu ênfase especial no congresso de Toronto, em 1927? Sob a direção dos quatro anjos, a ungida classe de João, certamente que sim! Na Assembleia “Boas Novas Eternas”, realizada em 1963 ao redor do mundo, juntaram-se à classe de João numa empolgante resolução. Esta declarava que o mundo “confronta-se com um terremoto de tribulação mundial como nunca houve, sendo que todas as suas instituições políticas e a sua moderna Babilônia religiosa serão despedaçadas”. Expressou-se a determinação de que “continuaremos a declarar a todas as pessoas, sem parcialidade, as ‘boas novas eternas’ concernentes ao reino messiânico de Deus e concernentes aos seus juízos, que são como pragas para os seus inimigos, mas que serão executados para a libertação de todas as pessoas que desejarem adorar a Deus, o Criador, de modo aceitável com espírito e com verdade”. Esta resolução foi entusiasticamente adotada em 24 assembleias ao redor do globo, pelo total geral de 454.977 congressistas, dos quais bem mais de 95 por cento eram da grande multidão.

      15. (a) Em 2005, que porcentagem dos trabalhadores usados por Jeová no campo era constituída pelos da grande multidão? (b) Como a oração de Jesus, em João 17:20, 21, expressa a união da grande multidão com os da classe de João?

      15 A grande multidão tem continuado a declarar sua incondicional união com a classe de João em derramar as pragas sobre a cristandade. Em 2005, esta grande multidão constituía mais de 99,8 por cento dos trabalhadores que Jeová usa no campo. Seus membros estão de todo o coração de acordo com os da classe de João, a respeito dos quais Jesus orou em João 17:20, 21: “Faço solicitação, não somente a respeito destes, mas também a respeito daqueles que depositam fé em mim por intermédio da palavra deles; a fim de que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em união comigo e eu estou em união contigo, para que eles também estejam em união conosco, a fim de que o mundo acredite que me enviaste.” Ao passo que os da classe ungida de João tomam a dianteira, debaixo de Jesus, a zelosa grande multidão participa com eles no mais devastador ataque de cavalaria de toda a história humana!c

      16. (a) Como João descreve as bocas e as caudas dos cavalos simbólicos? (b) Como as bocas do povo de Jeová foram preparadas para o serviço? (c) O que corresponde a serem ‘suas caudas como serpentes’?

      16 Essa cavalaria precisa de equipamento de guerra. E quão maravilhosamente Jeová o tem provido! João descreve isso: “Pois a autoridade dos cavalos está nas suas bocas e nas suas caudas; porque as suas caudas são como serpentes e têm cabeças, e com estas fazem dano.” (Revelação 9:19) Jeová ordenou seus ministros dedicados e batizados para este serviço. Por meio da Escola do Ministério Teocrático, e por outras reuniões congregacionais e escolas, ensinou-lhes a pregar a palavra, de modo que podem falar com autoridade, com “a língua dos instruídos”. Pôs as suas palavras na boca deles e enviou-os para divulgarem Seus julgamentos “publicamente e de casa em casa”. (2 Timóteo 4:2; Isaías 50:4; 61:2; Jeremias 1:9, 10; Atos 20:20) Os da classe de João e os da grande multidão têm deixado uma mensagem aguilhoadora, correspondendo a “caudas”, nos bilhões de Bíblias, livros, brochuras e revistas distribuídos no decorrer dos anos. Aos seus opositores, avisados do vindouro “dano” advindo de Jeová, esses exércitos de cavalaria deveras parecem como duas miríades de miríades. — Veja Joel 2:4-6.

      17. Participam as Testemunhas de Jeová de algum modo no ataque da cavalaria em países em que não se podem distribuir publicações, por estar a obra proscrita? Queira explicar isso.

      17 Uma divisão bem zelosa desta cavalaria é constituída pelos irmãos que vivem em países nos quais a obra das Testemunhas de Jeová está proscrita. Iguais a ovelhas no meio de lobos, eles têm de ser “cautelosos como as serpentes, contudo, inocentes como as pombas”. Em obediência a Jeová, não podem parar de falar das coisas que viram e ouviram. (Mateus 10:16; Atos 4:19, 20; 5:28, 29, 32) Visto que eles têm pouca ou nenhuma matéria impressa para distribuir entre o público, será que devemos concluir disso que eles não participam no ataque de cavalaria? De modo algum! Eles têm suas bocas e a autorização de Jeová para usá-las para proferir a verdade bíblica. Fazem isso de modo informal e persuasivo, arranjam estudos bíblicos e “levam muitos à justiça”. (Daniel 12:3) Embora talvez não aguilhoem com as suas caudas no sentido de deixar publicações com mensagens duras, da sua boca procedem fogo, fumaça e enxofre simbólicos, ao passo que com tato e discrição dão testemunho a respeito do iminente dia de vindicação de Jeová.

      18. Em quantas línguas e em que quantidade essa cavalaria distribuiu a mensagem aflitiva em forma impressa?

      18 Em outros lugares, as publicações do Reino continuam a expor as doutrinas e os modos babilônicos da cristandade, causando-lhe, em sentido figurativo, merecido dano. Recorrendo a métodos atualizados de impressão, essa numerosa cavalaria, nos 68 anos antes de 2005, conseguiu distribuir, em mais de 450 línguas da Terra, bilhões de Bíblias, livros, revistas e brochuras — muitas vezes mais do que literais duas miríades de miríades. Que aguilhoada têm infligido essas caudas!

      19, 20. (a) Embora o alvo específico das mensagens aflitivas tenha sido a cristandade, que reação tem havido em países muito além dos da cristandade? (b) Como João descreve a reação das pessoas em geral?

      19 É do propósito de Jeová que essa mensagem aflitiva mate “um terço dos homens”. De modo que o alvo específico dela tem sido a cristandade. Mas ela tem atingido países muito além dos da cristandade, incluindo muitos em que a hipocrisia das religiões da cristandade é bem conhecida. Pessoas dessas terras achegaram-se mais a Jeová em resultado de verem a praga sofrida por aquela corrupta organização religiosa? Muitos se achegaram! Tem havido uma reação favorável entre pessoas mansas e amáveis, que vivem em regiões fora da própria esfera de influência da cristandade. Mas, quanto às pessoas em geral, João descreve sua reação assim: “Mas os demais homens que não foram mortos por estas pragas não se arrependeram das obras das suas mãos, de modo a não adorarem os demônios e os ídolos de ouro, e de prata, e de cobre, e de pedra, e de madeira, que não podem nem ver, nem ouvir, nem andar; e não se arrependeram dos seus assassínios, nem das suas práticas espíritas, nem da sua fornicação, nem dos seus furtos.” (Revelação 9:20, 21) Não haverá nenhuma conversão mundial de tais impenitentes. Todos os que persistirem no seu proceder iníquo terão de enfrentar o julgamento adverso de Jeová no grande dia da Sua vindicação. Mas “todo aquele que invocar o nome de Jeová salvar-se-á”. — Joel 2:32; Salmo 145:20; Atos 2:20, 21.

      20 Aquilo que acabamos de considerar faz parte do segundo ai. Há mais para vir, antes que esse ai termine, conforme veremos nos capítulos seguintes.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Comentário sobre Revelação, de Henry Barclay Swete, em inglês, observa a respeito do número “duas miríades de miríades”: “Estes enormes números proíbem-nos procurar um cumprimento literal, e a descrição que segue apoia tal conclusão.”

      b Veja as precedentes páginas 119-126; também Vindicação, Livro Três, publicado em inglês em 1932 pelas Testemunhas de Jeová, páginas 83-84.

      c Diferentemente dos gafanhotos, os exércitos de cavalaria vistos por João não usavam “o que pareciam ser coroas como de ouro”. (Revelação 9:7) Isto se harmoniza com o fato de que os da grande multidão, que hoje constitui a maior parte da cavalaria, não esperam reinar no Reino celestial de Deus.

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