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“A senhora de cabelos escuros do ermo da Síria”A Sentinela — 1999 | 15 de janeiro
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Um imperador ‘desperta o coração’ para lutar contra Zenóbia
Em 270 EC, Aureliano tornou-se imperador de Roma. Suas legiões foram bem-sucedidas em rechaçar e dominar os bárbaros do norte. Em 271 EC, Aureliano — representando então “o rei do norte” da profecia de Daniel — ‘despertou seu poder e seu coração para lutar contra o rei do sul’, representado por Zenóbia. (Daniel 11:25a) Aureliano enviou parte de suas tropas diretamente ao Egito e liderou seu principal exército para o leste, através da Ásia Menor.
O rei do sul — a entidade governante liderada por Zenóbia — ‘excitou-se’ para a guerra contra Aureliano, “com uma força militar extraordinariamente grande e poderosa” sob dois generais, Zabas e Zabai. (Daniel 11:25b) Mas Aureliano conquistou o Egito e daí empreendeu uma expedição pela Ásia Menor e pela Síria. Zenóbia foi derrotada em Emesa (agora Homs) e refugiou-se em Palmira.
Quando Aureliano sitiou Palmira, Zenóbia fugiu com seu filho em direção à Pérsia na esperança de conseguir ajuda, mas foi capturada pelos romanos às margens do rio Eufrates. Os habitantes de Palmira renderam-se em 272 EC. Aureliano foi bondoso com os habitantes da cidade, reuniu uma imensa quantidade de despojos, incluindo o ídolo do Templo do Sol, e partiu para Roma. O imperador romano poupou Zenóbia, fazendo dela a principal atração em sua procissão triunfal através de Roma, em 274 EC. Ela passou o resto da vida como uma matrona romana.
Arruinada a cidade do deserto
Alguns meses depois de Aureliano conquistar Palmira, os palmirianos massacraram a guarnição romana que ele havia deixado ali. Quando soube dessa revolta, Aureliano imediatamente ordenou que seus soldados voltassem, e dessa vez infligiram uma terrível vingança à população. Os que escaparam à impiedosa matança foram levados à escravidão. A orgulhosa cidade foi saqueada e arruinada além de conserto. Assim, a animada cidade foi reduzida à sua anterior condição — ‘Tadmor no ermo’.
Quando Zenóbia se levantou contra Roma, ela e o imperador Aureliano desempenharam inconscientemente seus papéis como “rei do sul” e “rei do norte”, cumprindo parte de uma profecia registrada em muitos detalhes pelo profeta de Jeová uns 800 anos antes. (Daniel, capítulo 11) Por causa de sua notável personalidade, Zenóbia conquistou a admiração de muitos. Mas de maior significado ainda foi o seu papel representando uma entidade política predita na profecia de Daniel. Seu reinado não durou mais de cinco anos. Atualmente, Palmira, a capital do reino de Zenóbia, não passa de um povoado. Até o poderoso império romano há muito desapareceu, dando lugar a governos modernos. Qual será o futuro dessas potências? O destino delas também é governado pelo infalível cumprimento da profecia bíblica. — Daniel 2:44.
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“A senhora de cabelos escuros do ermo da Síria”A Sentinela — 1999 | 15 de janeiro
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O LEGADO DE ZENÓBIA
Ao retornar a Roma após ter derrotado Zenóbia, a rainha de Palmira, o imperador Aureliano construiu um templo para o Sol. Ali colocou as estátuas do deus-sol que havia levado da cidade de Zenóbia. Comentando sobre os acontecimentos posteriores, a revista History Today diz: “De todos os feitos de Aureliano, de maior repercussão talvez seja o estabelecimento, em 274 AD, de uma festividade anual do Sol no solstício do inverno, em 25 de dezembro. Quando o império tornou-se cristão, o nascimento de Cristo foi transferido para essa data, a fim de tornar a nova religião mais aceitável aos que gostavam das antigas festividades. É estranha a idéia de que, em última análise, é por causa da imperatriz Zenóbia que . . . [as pessoas] celebram o Natal.”
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