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  • A cristandade e o tráfico de escravos
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1992
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1992
w92 1/9 p. 8

A cristandade e o tráfico de escravos

DURANTE o século 19, missionários católicos e protestantes estavam unidos na sua oposição ao tráfico de escravos. No entanto, nem sempre fora esta a sua atitude. Nos séculos anteriores, aprovavam o tráfico de escravos e participavam nele, apesar dos horrendos sofrimentos que isto causava.

Missionários passaram a ir tanto à costa leste como à costa oeste da África quando se descobriu a rota comercial em torno do Cabo da Boa Esperança, no século 15. Todavia, depois de três séculos, a obra missionária na África chegara quase ao fim. Havia poucos conversos africanos. Um motivo deste fracasso era o envolvimento da cristandade no tráfico de escravos. C. P. Groves explica em The Planting of Christianity in Africa (O Plantio do Cristianismo na África):

“O empenho ativo no tráfico de escravos acompanhava a missão cristã e não era considerado errado. Deveras, as próprias missões possuíam escravos; um mosteiro jesuíta em Loanda [agora Luanda, capital de Angola] possuía 12.000. Quando se iniciou o tráfico de escravos entre Angola e o Brasil, o bispo de Loanda, sentado numa cadeira de pedra junto ao cais, dava sua bênção episcopal às levas que partiam, prometendo-lhes felicidade futura quando acabassem as provações tempestuosas da vida.”

Os missionários jesuítas não levantavam nenhuma “objeção à escravização dos negros”, confirma C. R. Boxer, conforme citado no livro Africa From Early Times to 1800 (África dos Primórdios a 1800). Em Luanda, antes de os escravos embarcarem com destino às colônias espanholas e portuguesas, acrescenta Boxer, “eles eram levados a uma igreja por perto . . . e ali eram batizados por um pároco, em grupos de cem por vez”. Daí, depois de serem aspergidos com “água benta”, dizia-se aos escravos: “Sabei que já sois filhos de Deus; ides para a terra dos espanhóis, onde aprendereis coisas da Fé. Não penseis mais no lugar de onde viestes . . . Ide de boa vontade.”

Naturalmente, os missionários da cristandade não eram os únicos a aprovar o tráfico de escravos. “Até a última metade do século dezoito”, explica Geoffrey Moorhouse no seu livro The Missionaries (Os Missionários), “este era o modo de agir do mundo em geral”. Moorhouse cita o exemplo dum missionário protestante do século 18, Thomas Thompson, que escreveu um tratado intitulado em inglês Indicações de que o Tráfico Africano de Escravos Negros É Coerente com os Princípios de Humanismo e as Leis da Religião Revelada.

No entanto, a cristandade, pela sua participação nisso, compartilha a responsabilidade pelos terríveis sofrimentos infligidos a milhões de escravos africanos. “Excluindo-se os escravos que morriam antes de partirem da África”, declara The Encyclopædia Britannica, “121/2% eram perdidos durante a viagem para as Índias Ocidentais; em Jamaica, 41/2% morriam nos portos ou antes de serem vendidos, e mais um terço deles durante o seu ‘acondicionamento’”.

Dentro em breve, Jeová Deus chamará às contas tanto a cristandade como as outras formas de religião falsa por todos os terríveis atos de derramamento de sangue que toleraram e até mesmo abençoaram. — Revelação (Apocalipse) 18:8, 24.

[Diagrama na página 8]

(Para o texto formatado, veja a publicação)

Diagrama de como os escravos eram apinhados num navio negreiro.

[Crédito]

Schomburg Center for Research in Black Cultura/The New York Public Library/Astor, Lenox and Tilden Foudations

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