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Em busca da liberdade no passado e no presenteA Sentinela (Público) — 2017 | No. 2
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A GUERRA E O COMÉRCIO DE ESCRAVOS
A história mostra que as guerras eram a maneira mais fácil de conseguir escravos. Por exemplo, existem relatos de que, depois de uma guerra contra Canaã, o Faraó Tutmés III, levou 90 mil prisioneiros. Os egípcios escravizaram esses prisioneiros e os colocaram para trabalhar em minas, construir templos e abrir canais.
O Império Romano também conquistou muitos escravos por meio de guerras. Às vezes, esse era o único objetivo das guerras. Acredita-se que, no primeiro século, metade dos habitantes de Roma eram escravos. Em geral, os escravos do Egito e do Império Romano eram muito maltratados. Um escravo que trabalhava nas minas romanas não costumava viver mais que 30 anos.
Nos séculos à frente, a situação não ficou melhor. Entre os anos 1500 e 1800, o comércio de escravos da África para as Américas foi um dos negócios mais lucrativos da época. A Unesco calcula que entre 25 milhões e 30 milhões de homens, mulheres e crianças foram tirados de sua terra e vendidos como escravos. Milhões morreram na viagem pelo Atlântico. Olaudah Equiano, um escravo que sobreviveu à travessia, disse na época: “Os gritos das mulheres e os gemidos dos que estavam morrendo criavam uma cena de horror quase inacreditável.”
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Em busca da liberdade no passado e no presenteA Sentinela (Público) — 2017 | No. 2
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A BUSCA PELA LIBERDADE
Por causa do tratamento cruel, muitos escravos lutaram para conseguir liberdade. No ano 73 antes de Cristo, o gladiador Espártaco e outros 100 mil escravos se rebelaram contra Roma, mas a rebelião não deu certo. Pouco antes de 1800, escravos na ilha caribenha de Hispaniola se rebelaram contra seus senhores. Os terríveis maus-tratos que esses escravos sofriam nas plantações de cana-de-açúcar provocaram uma guerra civil que durou 13 anos. Essa guerra levou à formação da nação do Haiti, em 1804.
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