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  • Superstições: qual é o seu alcance atual?
    Despertai! — 1999 | 22 de outubro
    • Superstições: qual é o seu alcance atual?

      PODE acontecer em qualquer lugar: no trabalho, na escola, nos transportes públicos, nas ruas. Você espirra, e uma pessoa que você talvez nem conheça lhe diz: “Saúde!” Há expressões equivalentes em outros idiomas. Por exemplo, “God bless you” (“Deus te abençoe”), em inglês; “Gesundheit” (“saúde”), em alemão; ou “Yarhamak Allah” (“Deus tenha misericórdia de ti”), em árabe.

      Pensando tratar-se de uma simples cortesia baseada em etiqueta, você talvez nunca se tenha perguntado por que em certos lugares as pessoas dizem “Deus te abençoe”, quando alguém espirra. No entanto, essa expressão tem raízes na superstição. Moira Smith, bibliotecária do Instituto de Folclore da Universidade de Indiana, em Bloomington, no Estado de Indiana, EUA, diz a respeito dela: “Ela vem da idéia de que você está espirrando (expelindo) a sua alma.” Dizer “Deus te abençoe” é, na realidade, pedir que Deus lhe restitua a alma.

      Naturalmente, a maioria das pessoas sem dúvida concorda que crer que a alma possa sair do corpo num espirro é irracional. Assim, não surpreende que o dicionário Michaelis defina superstição como “sentimento religioso excessivo ou errôneo, que muitas vezes arrasta as pessoas ignorantes à prática de atos indevidos e absurdos”.

      Também não é de admirar que um médico do século 17 tenha chamado as superstições de seus dias de “erros vulgares” dos incultos. Assim, quando os humanos entraram no século 20 com seus feitos científicos, a The Encyclopædia Britannica, de 1910, predisse com otimismo o tempo em que “a civilização [se veria] livre do último fantasma da superstição”.

      Tão difundidas como sempre

      Esse otimismo de umas oito décadas atrás era infundado, pois as superstições estão tão enraizadas como sempre estiveram. Essa perenidade é típica das superstições. A palavra “superstição” vem do latim super, que significa “em cima”, ou “sobre”, e stare, “estar”. De fato, os guerreiros que não morriam numa batalha eram chamados de superstites, visto que haviam sobrevivido aos companheiros guerreiros, ficando como que “em cima” deles. Aludindo a essa derivação, o livro Superstitions diz: “As superstições que ainda existem sobreviveram às eras que tentaram obliterá-las.” Veja alguns exemplos de como as superstições resistem.

      ◻ Após a morte súbita do prefeito duma grande cidade asiática, uma abatida equipe de funcionários da residência oficial aconselhou o novo prefeito a consultar um médium especial, que propôs várias mudanças dentro e fora do prédio. A equipe achava que tais mudanças afastariam o mau agouro.

      ◻ Uma pedra especial sempre acompanha a presidente de uma empresa multibilionária, nos Estados Unidos. Desde a sua primeira bem-sucedida feira comercial, ela não sai de casa sem ela.

      ◻ Antes de fechar um grande negócio, executivos asiáticos muitas vezes procuram o conselho de um adivinho.

      ◻ O atleta, embora tenha treinado muito, credita a sua vitória a uma peça do vestuário. Assim, ele continua a usá-la — sem lavar — nas disputas seguintes.

      ◻ O aluno usa certa caneta numa prova e tira uma boa nota. Daí, ele conclui que essa caneta “dá sorte”.

      ◻ No dia do casamento, a noiva prepara cuidadosamente a sua roupa, para que não falte nela “algo velho, algo novo, algo emprestado, algo azul”.

      ◻ A pessoa abre a Bíblia a esmo e lê o primeiro texto que vê, achando que tais palavras lhe darão a orientação específica de que precisa naquele momento.

      ◻ À medida que o enorme avião rola na pista para decolar, vários passageiros fazem o sinal da cruz. Outros talvez acariciem uma medalha de “São” Cristóvão durante o vôo.

      Obviamente, mesmo hoje, há muitas superstições. De fato, Stuart A. Vyse, professor adjunto de psicologia na Universidade de Connecticut, nos EUA, diz em seu livro Believing in Magic—The Psychology of Superstition (Crença na Magia — A Psicologia da Superstição): “Embora vivamos numa sociedade tecnologicamente avançada, as superstições estão tão difundidas como sempre estiveram.”

      As superstições estão tão enraizadas que os esforços para acabar com elas têm falhado. Por quê?

  • Superstições: por que perduram tanto?
    Despertai! — 1999 | 22 de outubro
    • Superstições: por que perduram tanto?

      COMO você provavelmente sabe, há muitos que ainda acreditam que cruzar com um gato preto no caminho dá azar e que receiam passar debaixo de uma escada. Muitos também acreditam que sexta-feira 13 é dia de azar e que o 13.º andar de um prédio é um lugar arriscado. Mesmo sendo irracionais, tais superstições perduram.

      Pense: por que alguns carregam um pé-de-coelho ou batem na madeira para afastar o azar? Não é porque, sem evidência sólida, acreditam que tais atos trarão boa sorte? O livro A Dictionary of Superstitions observa: “A mente supersticiosa crê que certos objetos, lugares, animais ou ações dão sorte e que outros dão azar.” — Veja Gálatas 5:19, 20.

      Tentativa de eliminá-las na China

      Obviamente, as superstições sobreviveram a tentativas modernas de eliminá-las. Por exemplo, em 1995 o Congresso do Povo, de Xangai, aprovou uma lei proibindo as superstições, por considerá-las uma antiquada relíquia do passado do país. O objetivo era “erradicar as superstições feudalísticas, reformar costumes funerários e promover a construção de uma capital mais civilizada”. Com que resultados?

      Segundo uma reportagem, o povo de Xangai permaneceu fiel às suas superstições. Desafiando a proibição oficial do ritual chinês de queimar papel-moeda de imitação nas sepulturas de ancestrais, um homem que visitava uma sepultura disse: “Queimamos 19 bilhões de iuanes [uns 3 bilhões de dólares]”, acrescentando: “É a tradição. Isso alegra os deuses.”

      O influente jornal Guangming Daily destaca a ineficácia da proibição, observando que talvez existam “cinco milhões de adivinhos profissionais na China, ao passo que os profissionais da ciência e da tecnologia somam apenas 10 milhões”. E acrescenta: “A tendência de crescimento parece estar toda a favor dos adivinhos.”

      A The Encyclopedia Americana, Edição Internacional, diz a respeito da resistência das superstições: “Em todas as culturas, alguns velhos costumes não são apenas mantidos, mas também reinterpretados e acrescidos de novos significados.” E uma edição recente da The New Encyclopædia Britannica admitiu: “Mesmo nos chamados tempos modernos, em que as evidências objetivas são tão valorizadas, poucas pessoas, se forem pressionadas, deixarão de admitir que acalentam secretamente uma ou duas crenças ou superstições irracionais.”

      Padrão duplo

      Parece que muitas pessoas têm um padrão duplo, pois não admitem em público o que praticam em particular. Certo autor diz que essa relutância se deve ao receio de parecer ingênuo para os outros. Assim, essas pessoas talvez prefiram chamar seus costumes supersticiosos de rotina, ou hábito. Atletas, por exemplo, talvez chamem seu comportamento de ritual pré-competição.

      Recentemente, um jornalista fez um comentário irônico a respeito de uma corrente de cartas, sistema que envolve enviar uma carta a uma pessoa, que, por sua vez, deverá enviar certo número de cartas a outros. Muitas vezes, à pessoa que passa a carta adiante se promete boa sorte, ao passo que quem quebra a corrente supostamente pagará caro por isso. Assim, o jornalista entrou na corrente, e disse: “Não pense que faço isso porque sou supersticioso. Simplesmente quero evitar o azar.”

      Antropólogos e estudiosos do folclore acham que até mesmo o termo “supersticioso” é muito subjetivo; eles hesitam em chamar de supersticiosos certos comportamentos. Preferem termos mais “compreensíveis”, porém eufemísticos, como “costumes e crenças populares”, “folclore”, ou “sistemas de crenças”. Dick Hyman, em seu livro Lest Ill Luck Befall Thee—Superstitions of the Great and Small (Para que Não Tenhas Azar — Superstições dos Pequenos e dos Grandes), observa candidamente: “Como o pecado e a gripe, as superstições têm poucos defensores, mas muitos protagonistas.”

      No entanto, independentemente do nome que se lhes dê, as superstições perduram. Por que isso acontece nesta avançada era científica?

      Por que perduram tanto?

      Bem, alguns afirmam que ser supersticioso é próprio do ser humano. E há quem diga que a tendência para a superstição está nos nossos genes. Mas há estudos que provam o contrário. As evidências são de que a pessoa se torna supersticiosa pelo que lhe é ensinado.

      O professor Stuart A. Vyse explica: “O comportamento supersticioso, assim como a maioria dos outros comportamentos, adquire-se no decorrer da vida. Não nascemos batendo em madeira; aprendemos a fazer isso.” Diz-se que a pessoa aprende a crer em poderes mágicos quando criança, e permanece suscetível a crenças supersticiosas muito tempo depois de “ter adotado sensibilidades de adulto”. E de onde vêm muitas crenças supersticiosas?

      Muitas superstições têm ligação estreita com acalentadas crenças religiosas. Por exemplo, a superstição fazia parte da religião dos habitantes de Canaã, antes da chegada dos israelitas. A Bíblia diz que os cananeus empregavam adivinhação e magia, confiavam em presságios ou na feitiçaria, lançavam feitiços, consultavam médiuns e adivinhos e indagavam dos mortos. — Deuteronômio 18:9-12.

      Os gregos antigos também eram famosos pelas suas superstições ligadas à religião. Como os cananeus, eles criam em oráculos, na adivinhação e na magia. Os babilônios examinavam o fígado de um animal, achando que este revelaria o rumo a seguir. (Ezequiel 21:21) Destacavam-se também pela jogatina e recorriam à ajuda do que a Bíblia chama de “deus da Boa Sorte”. (Isaías 65:11) Os jogadores ou apostadores até hoje têm fama de supersticiosos.

      Curiosamente, várias religiões realmente incentivam a jogatina, como a Igreja Católica, por exemplo, com suas promoções de jogos de bingo. Nessa mesma linha, disse um apostador: “Estou certo de que a Igreja Católica sabe [que os apostadores são muito supersticiosos,] pois as freiras estavam sempre por perto das pistas com as suas caixas de coleta. Como poderia um católico, como muitos de nós somos, negar um donativo a uma ‘irmã’ e esperar ganhar nas apostas de corrida de cavalo? Por isso, a gente contribuía. E, se ganhássemos naquele dia, seríamos especialmente generosos, na esperança de continuar ganhando.”

      A estreita ligação entre religião e superstição é muito bem exemplificada pelas superstições ligadas ao Natal, promovido pela cristandade. Como, por exemplo, a esperança de que beijar debaixo de um ramo de visco resultará em casamento e as muitas crenças supersticiosas a respeito de Papai Noel.

      O livro Lest Ill Luck Befall Thee observa que as superstições foram desenvolvidas para “sondar o futuro”. De modo que hoje, como em toda a História, tanto pessoas comuns como líderes mundiais consultam adivinhos e outros que dizem ter poderes mágicos. O livro Don’t Sing Before Breakfast, Don’t Sleep in the Moonlight (Não Cante Antes do Café da Manhã, Não Durma ao Luar) explica: “As pessoas tinham de crer que existiam sortilégios e magias eficazes contra os terrores do conhecido e do desconhecido.”

      Assim, as atividades supersticiosas procuram dar aos humanos um certo senso de controle sobre seus temores. Diz o livro Cross Your Fingers, Spit in Your Hat (Cruze os Dedos, Cuspa no Chapéu): “[Os humanos] confiam em superstições pelos mesmos motivos de sempre. Diante de situações que não podem controlar — que dependem da ‘sorte’ ou da ‘contingência’ — as superstições os fazem sentir-se mais seguros.”

      Embora a ciência tenha de muitos modos melhorado a vida das pessoas, seus sentimentos de insegurança persistem. De fato, a insegurança tem aumentado devido aos problemas criados pela própria ciência. O professor Vyse diz: “As superstições e a crença no paranormal são aspectos bem integrados de nossa cultura . . . visto que o mundo contemporâneo tem acentuado o nosso senso de incerteza.” A The World Book Encyclopedia concluiu: “As superstições provavelmente farão parte da vida enquanto as pessoas . . . tiverem incertezas a respeito do futuro.”

      Em suma, as superstições perduram porque têm raízes nos temores comuns à humanidade e se apóiam em muitas acalentadas crenças religiosas. Devemos concluir, então, que as superstições são benéficas porque ajudam as pessoas a lidar com as incertezas? São inofensivas? Ou é algo perigoso que se deve evitar?

      [Foto na página 5]

      Só na China talvez existam cinco milhões de adivinhos profissionais

      [Foto na página 6]

      Por promoverem bingos, muitas igrejas alimentam a superstição

      [Foto na página 7]

      Tradições natalinas, como beijar debaixo de um ramo de visco, baseiam-se em superstição

  • Superstições: por que são tão perigosas?
    Despertai! — 1999 | 22 de outubro
    • Superstições: por que são tão perigosas?

      PODEM as superstições prejudicá-lo? Há quem descarte essa idéia, ou minimize o perigo. Mas, em seu livro Believing in Magic—The Psychology of Superstition, o professor Stuart A. Vyse alerta: “A superstição pode comprometer a qualidade de vida da pessoa que gasta muito dinheiro com médiuns, adivinhos, numerólogos, leitores do tarô, ou se os seus rituais supersticiosos ajudam a manter a jogatina problemática.” Deixar a superstição governar a nossa vida pode ter conseqüências bem mais sérias.

      Como já vimos, muitas superstições servem para abrandar temores do futuro. Mas é importante distinguir entre superstição e conhecimento confiável sobre o amanhã. Veja um exemplo.

      Episódio esclarecedor

      Em 1503, depois de meses de exploração ao longo da costa da América Central, Cristóvão Colombo conseguiu abicar seus últimos dois navios no que hoje é a ilha da Jamaica. De início, os ilhéus generosamente dividiram seus alimentos com os exploradores em apuros. Mas depois, devido à má conduta dos marujos, os ilhéus suspenderam a ajuda. A situação ficou crítica, pois um outro navio para socorrê-los demoraria a chegar.

      Segundo a história, Colombo viu no seu almanaque que haveria um eclipse total da Lua em 29 de fevereiro de 1504. Explorando a superstição dos ilhéus, Colombo os ameaçou, dizendo que a Lua seria coberta por uma escuridão, a menos que eles trouxessem alimentos para a sua tripulação. Os ilhéus desprezaram a ameaça — até que o eclipse começou! Daí, “com grandes uivos e lamentos”, eles “vinham de todos os lados correndo para os navios, carregados de provisões”. Os exploradores foram abastecidos para o resto de sua estada.

      Para os ilhéus, Colombo havia realizado uma poderosa magia. Mas a conclusão deles se baseava em mera superstição. Na realidade, a “predição” baseava-se nos estáveis movimentos da Terra, da Lua e do Sol. Os astrônomos podem prever certas coisas, como eclipses, com precisão e muita antecedência, e tais informações aparecem em almanaques. Os movimentos precisos dos corpos celestes permitem aos astrônomos determinar a posição exata deles a qualquer dado momento. Assim, quando o jornal fornece a hora do nascer ou do pôr do Sol, o leitor aceita isso como fato.

      A fonte das informações a respeito da hora dos eclipses, dos nascentes ou dos poentes é o Grandioso Criador dos corpos celestes. Mas as predições de adivinhos, de médiuns, dos que consultam a bola de cristal ou as cartas do tarô são de uma fonte diferente — em oposição ao Deus todo-poderoso. Veja o que queremos dizer com isso.

      Uma fonte perigosa

      Em Atos 16:16-19, o registro sagrado diz que “certa serva” na antiga cidade de Filipos dava muito lucro a seus senhores com a sua “arte do vaticínio”, ou adivinhação. No entanto, o relato diz claramente que a fonte de suas predições não era o Criador, mas sim “um demônio de adivinhação”. Assim, quando o apóstolo Paulo expulsou o demônio, a serva perdeu seus poderes de predição.

      Quando nos damos conta de que tais predições vêm de fontes demoníacas, vemos por que a Lei de Deus a Israel dizia: “Não se deve achar em ti . . . alguém que empregue adivinhação, algum praticante de magia ou quem procure presságios, ou um feiticeiro, ou alguém que prenda outros com encantamento, ou alguém que vá consultar um médium espírita, ou um prognosticador profissional de eventos . . . Pois, todo aquele que faz tais coisas é algo detestável para Jeová.” (Deuteronômio 18:10-12) De fato, a Lei punia tais práticas com a pena de morte. — Levítico 19:31; 20:6.

      Talvez se surpreenda de saber que por trás de muitas superstições aparentemente inofensivas estão forças perversas. Mas lembre-se de que a Bíblia diz que Satanás ‘se transforma em anjo de luz’. (2 Coríntios 11:14) Satanás e os demônios sob seu controle podem fazer com que práticas perigosas pareçam inofensivas, até mesmo benéficas. Às vezes, eles forjam previsões e cuidam de que se cumpram, levando os observadores a pensar que elas são de Deus. (Note Mateus 7:21-23; 2 Tessalonicenses 2:9-12.) Isso explica por que certas predições dos que dizem ter poderes especiais às vezes se cumprem.

      Muitos, se não a maioria, dos que afirmam ter poderes especiais são fraudadores, meros charlatães, prontos para extorquir dinheiro dos incautos. Mas, fraudadores ou o que quer que sejam, todos eles são muito bem usados por Satanás para lançar as pessoas contra Jeová, cegando-as quanto às “gloriosas boas novas”. — 2 Coríntios 4:3, 4.

      Amuletos e idolatria

      Que dizer dos amuletos e das práticas supersticiosas às quais muitos recorrem para ganhar um senso de segurança e controle sobre eventos fortuitos da vida? Há vários perigos sutis nisso. Por um lado, o supersticioso pode na verdade estar entregando o controle de sua vida a forças invisíveis. Ele despreza a lógica e a razão e curva-se a temores irracionais.

      Certo escritor cita outro perigo inerente: “Quando a pessoa confia a sua proteção a um amuleto e este falha, sua tendência talvez seja atribuir a desgraça ao que os outros fazem, em vez de ela mesma aceitar a responsabilidade.” (Note Gálatas 6:7.) Curiosamente, o ensaísta Ralph Waldo Emerson disse, certa vez: “Homens medíocres acreditam na sorte . . . Homens de valor acreditam em causa e efeito.”

      A “causa e efeito” na nossa vida muitas vezes são eventos fortuitos, ou acaso — “o tempo e o imprevisto” que sobrevêm a todos nós. (Eclesiastes 9:11) O acaso não resulta dos caprichos da “sorte”. Os cristãos verdadeiros sabem que os costumes supersticiosos e os amuletos não influem nos eventos fortuitos. Quando estes acontecem, somos lembrados da verdade bíblica: “Nem sabeis qual será a vossa vida amanhã. Porque sois uma bruma que aparece por um pouco de tempo e depois desaparece.” — Tiago 4:14.

      Os cristãos sabem também que tanto os amuletos como os rituais ou costumes supersticiosos muitas vezes são tratados com reverência. Assim, eles consideram tudo isso como formas de idolatria, claramente condenadas na Palavra de Deus. — Êxodo 20:4, 5; 1 João 5:21.

      Como podemos saber o futuro

      Isso não significa que os cristãos não se interessam pelo futuro. Ao contrário, o bom senso dita que existe real valor em saber o que jaz à frente. Sabendo o que vai acontecer, podemos tomar medidas apropriadas, beneficiando a nós e a nossos entes queridos.

      É extremamente necessário, porém, buscar essas informações na fonte certa. O profeta Isaías acautelou: “Algumas pessoas vão pedir que vocês consultem os adivinhos e os médiuns . . . Mas vocês respondam assim: ‘O que devemos fazer é consultar a Lei e os ensinamentos de Deus. O que os médiuns dizem não tem nenhum valor.’” — Isaías 8:19, 20, A Bíblia na Linguagem de Hoje.

      A fonte correta de informações confiáveis sobre o futuro é o autor da Bíblia. (2 Pedro 1:19-21) Nesse livro inspirado há fartas evidências de que as profecias do Deus todo-poderoso, Jeová, são confiáveis — tão confiáveis como os movimentos dos corpos celestes “preditos” em tantos almanaques. Para ilustrar a minuciosa exatidão das profecias bíblicas, considere o seguinte exemplo. Digamos que uma pessoa de destaque viesse a público hoje e predissesse acontecimentos para daqui a 200 anos, para o ano 2199. As suas predições conteriam os seguintes detalhes:

      ◻ Irromperá uma grande guerra entre nações que, por enquanto, não são potências mundiais rivais, e o resultado mudará a História.

      ◻ A estratégia que será usada envolverá um fantástico feito de engenharia que vai alterar o curso de um grande rio.

      ◻ O nome do conquistador é fornecido — muitos anos antes de ele nascer.

      ◻ É descrito o destino final dos perdedores, estendendo a predição muitos séculos à frente.

      Se todas essas predições se confirmassem, não faria isso com que as pessoas levassem a sério as outras coisas que tal indivíduo tivesse predito?

      O que acabamos de descrever realmente aconteceu. Uns 200 anos antes da derrubada de Babilônia pelos medos e persas, Jeová, por meio do profeta Isaías, predisse:

      ◻ Irromperia uma grande guerra entre Medo-Pérsia e Babilônia. — Isaías 13:17, 19.

      ◻ A estratégia a ser usada envolveria baixar as águas de um fosso fluvial de defesa. E os portões da cidade fortificada seriam deixados abertos. — Isaías 44:27-45:2.

      ◻ O conquistador seria chamado Ciro — predito cerca de 150 anos antes de seu nascimento. — Isaías 45:1.

      ◻ Com o tempo, Babilônia se tornaria uma ruína total. — Isaías 13:17-22.

      Todas essas predições se cumpriram. Então, não vale a pena considerar outras profecias de Jeová contidas na sua Palavra escrita?

      O futuro grandioso que Deus promete

      O que a Bíblia prediz? Ela promete que no novo mundo — a ser criado por Deus — ninguém sofrerá por insegurança quanto ao futuro. Note a garantia de Deus para quem viver então: ‘Não haverá quem faça meu povo tremer.’ — Miquéias 4:4.

      A Bíblia promete também que Deus ‘abrirá a mão e satisfará o desejo de toda coisa vivente’. (Salmo 145:16) Está ainda muito longe o cumprimento dessas promessas? Não! Com grande antecedência, a Bíblia predisse que as condições que vemos hoje na Terra provam que estamos nos “últimos dias” do atual sistema mundial perverso. — 2 Timóteo 3:1-5.

      Em breve, o amoroso Criador eliminará tais condições más. Acabará com todas as guerras, fontes de sofrimento e de insegurança mundiais. O ódio, o egoísmo, o crime e a violência serão para sempre coisas do passado. A Bíblia promete: ‘Os mansos possuirão a terra e se deleitarão na abundância de paz.’ — Salmo 37:10, 11.

      Uma das muitas bênçãos que as pessoas terão nesse novo mundo será a boa saúde. Até mesmo a morte e suas tristezas acompanhantes não existirão mais. O próprio Deus diz: “Eis que faço novas todas as coisas.” — Revelação (Apocalipse) 21:4, 5.

      Naquele tempo, nenhum ser humano estará sujeito a acontecimentos fortuitos que alteram e destroem vidas hoje em dia. Fora de cena também estarão os perversos demônios e Satanás, as fontes de temores supersticiosos e de vis mentiras. Essas verdades emocionantes se encontram na Bíblia.

      [Fotos nas páginas 8, 9]

      Superstições e práticas espíritas andam lado a lado

      [Crédito]

      Exceto a mulher dentro da bola de cristal: Les Wies/Tony Stone Images

      [Foto na página 10]

      No novo mundo de Deus não haverá mais superstições

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