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  • Uso da Bíblia ao responder a perguntas
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    • ESTUDO 18

      Uso da Bíblia ao responder a perguntas

      O que você deve fazer?

      Fazer bom uso da Bíblia ao responder a perguntas.

      Por que é importante?

      A nossa incumbência é ‘pregar a palavra’. Jesus deu o exemplo, dizendo: “Não falo da minha própria iniciativa.” — 2 Tim. 4:2; João 14:10.

      AO SERMOS indagados a respeito de nossas crenças, de nosso modo de vida, de como encaramos os eventos atuais ou do que esperamos para o futuro, procuramos sempre usar a Bíblia ao responder. Por quê? Porque ela é a Palavra de Deus. É da Bíblia que derivamos as nossas crenças. Baseamos nela o nosso modo de vida. Ela molda o nosso conceito a respeito dos eventos mundiais. A nossa esperança para o futuro baseia-se firmemente nas promessas inspiradas da Bíblia. — 2 Tim. 3:16, 17.

      Temos plena consciência da responsabilidade que acompanha o nome que levamos. Somos Testemunhas de Jeová. (Isa. 43:12) Assim, não respondemos a perguntas à base de filosofia humana, mas à base do que Jeová diz na sua Palavra inspirada. É verdade que, individualmente, temos opiniões a respeito de certos assuntos, mas permitimos que a Palavra de Deus molde os nossos conceitos porque estamos firmemente convencidos de que se trata da verdade. Naturalmente, a Bíblia nos concede liberdade de preferência pessoal em muitos assuntos. Em vez de impor as nossas preferências a outros, desejamos ensinar os princípios delineados nas Escrituras, concedendo aos ouvintes a mesma liberdade de escolha que nós temos. Como o apóstolo Paulo, procuramos ‘promover a obediência por meio da fé’. — Rom. 16:26.

      Jesus Cristo é chamado de “testemunha fiel e verdadeira”, em Revelação 3:14. Como ele respondia a perguntas e lidava com as situações com que se deparava? Às vezes, por usar ilustrações que faziam as pessoas pensar. Outras vezes por perguntar ao indagador como ele mesmo entendia determinado trecho das Escrituras. Muitas vezes por citar, parafrasear ou referir-se a passagens das Escrituras. (Mat. 4:3-10; 12:1-8; Luc. 10:25-28; 17:32) No primeiro século, os rolos das Escrituras geralmente eram guardados nas sinagogas. Não há evidência de que Jesus possuísse uma coleção pessoal desses rolos, mas ele conhecia bem as Escrituras e as citava com frequência no seu ensino. (Luc. 24:27, 44-47) Ele podia dizer corretamente que seu ensino não era de sua própria autoria. Ele falava o que ouvira de seu Pai. — João 8:26.

      Desejamos seguir o exemplo de Jesus. Deus não nos falou pessoalmente, como no caso de Jesus. Mas a Bíblia é a Palavra de Deus. Ao usá-la como base de nossas respostas, evitamos atrair atenção a nós mesmos. Mostramos que, em vez de expressar a opinião de um humano imperfeito, estamos firmemente decididos a deixar que Deus tenha a palavra quanto ao que é verdade. — João 7:18; Rom. 3:4.

      Naturalmente, não desejamos apenas usar a Bíblia, mas fazer isso do modo mais proveitoso possível para o ouvinte. Queremos que ele ouça com mente aberta. Dependendo da atitude da pessoa, pode-se apresentar conceitos bíblicos dizendo: “Não concorda que o que realmente importa é o que Deus diz?” Ou talvez: “Sabia que a Bíblia fala dessa mesma questão?” Se a pessoa não respeita a Bíblia, você talvez tenha de usar uma introdução um pouco diferente. Poderia dizer: “Gostaria de lhe mostrar essa antiga profecia.” Ou talvez: “O livro de maior circulação na história humana diz . . .”

      Em certos casos, talvez queira simplesmente parafrasear um texto. Quando for possível, no entanto, é melhor abrir a Bíblia e ler o que ela diz. Mostre o texto na Bíblia da própria pessoa, se for conveniente. Esse uso direto da Bíblia não raro influencia muito a pessoa. — Heb. 4:12.

      Os anciãos cristãos têm uma responsabilidade especial ao usar a Bíblia para responder a perguntas. Uma das qualificações para servir como ancião é que o irmão ‘se apegue firmemente à palavra fiel com respeito à sua arte de ensino’. (Tito 1:9) O conselho de um ancião pode levar um membro da congregação a tomar uma decisão séria na vida. Como é importante que esse conselho se baseie solidamente nas Escrituras! O exemplo do ancião nesse respeito pode influenciar o modo de ensinar de muitas outras pessoas.

      COMO AUMENTAR A EFICIÊNCIA

      • Leia a Bíblia diariamente. Tenha um bom programa de estudo pessoal.

      • Habitue-se a incluir textos bíblicos ao comentar nas reuniões congregacionais.

      • Diante de perguntas ou situações, antes de responder ou tomar uma decisão, sempre pergunte-se: ‘O que a Bíblia diz?’

      • Quando não souber o que a Bíblia diz sobre certo assunto, não adivinhe nem dê opinião pessoal. Ofereça-se para fazer pesquisa.

      EXERCÍCIO: Aliste uma ou duas perguntas que lhe foram feitas (1) no serviço de campo, (2) a respeito de algum assunto que recentemente foi notícia e (3) sobre a participação em certa atividade popular. Procure pelo menos um texto bíblico adequado para responder a cada pergunta.

  • Incentivo ao uso da Bíblia
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    • ESTUDO 19

      Incentivo ao uso da Bíblia

      O que você deve fazer?

      Incentivar os ouvintes a acompanhar na Bíblia a leitura de textos.

      Por que é importante?

      O que a pessoa vê com os próprios olhos, especialmente se for na Bíblia dela, causa uma impressão mais profunda.

      NOSSO desejo é dirigir a atenção de todos à Palavra de Deus, a Bíblia. Esse livro sagrado é a base para a mensagem que pregamos, e queremos que as pessoas entendam que aquilo que falamos não procede de nós, mas de Deus. Elas precisam desenvolver confiança na Bíblia.

      No ministério de campo. Na sua preparação para o ministério de campo, selecione sempre um ou mais textos para ler aos que desejam ouvir. Mesmo numa apresentação relativamente curta de uma publicação bíblica, muitas vezes é proveitoso ler um texto bíblico apropriado. O poder da Bíblia de orientar pessoas comparáveis a ovelhas é maior do que qualquer coisa que possamos dizer pessoalmente. Quando não for possível ler diretamente na Bíblia, talvez queira citar o que ela diz. No primeiro século, não havia muitas cópias de rolos das Escrituras à disposição. Mas Jesus e seus apóstolos citaram extensivamente as Escrituras. Nós também devemos esforçar-nos em memorizar textos e usá-los de modo apropriado em nosso ministério, às vezes simplesmente citando-os.

      Quando for possível ler diretamente na Bíblia, segure-a de modo que o morador possa acompanhar a leitura. Se ele ler em seu próprio exemplar da Bíblia, poderá reagir de maneira ainda melhor.

      É preciso dar-se conta, porém, de que alguns tradutores da Bíblia tomaram liberdades com a Palavra de Deus. As suas traduções talvez não se harmonizem em todos os sentidos com o que constava nas línguas bíblicas originais. Muitas traduções modernas eliminaram o nome de Deus, obscureceram o que o texto na língua original diz a respeito da condição dos mortos e ocultaram o que a Bíblia diz sobre o propósito de Deus com relação à Terra. Para mostrar à pessoa o que aconteceu, talvez seja preciso comparar textos-chave de várias Bíblias, ou de traduções mais antigas, na mesma língua. Em muitos assuntos, o livro Raciocínios à Base das Escrituras faz uma comparação de como várias traduções vertem expressões-chave em versículos frequentemente usados. Quem ama a verdade ficará grato de conhecer os fatos.

      Nas reuniões congregacionais. Todos devem ser incentivados a usar a Bíblia nas reuniões congregacionais. Isso é bom em muitos sentidos. Ajuda a manter a atenção dos ouvintes na matéria. Acrescenta impacto visual ao ensino que o orador está transmitindo. E inculca na mente dos recém-interessados que a Bíblia é, de fato, a fonte de nossas crenças.

      Se os ouvintes realmente abrirão a Bíblia para acompanhar a leitura dos textos dependerá em grande parte de seu incentivo. O convite direto é um dos melhores métodos.

      Cabe ao orador decidir que textos deseja enfatizar por fazer com que os ouvintes os procurem na Bíblia. É melhor você ler textos que o ajudem a desenvolver os pontos principais. Daí, se o tempo permitir, acrescente mais alguns em apoio de sua argumentação.

      Naturalmente, em geral não basta apenas citar um texto ou convidar a assistência a procurá-lo. Se você lê um texto e logo em seguida outro, sem dar aos ouvintes tempo para achar o primeiro, eles logo vão desanimar-se e deixar de tentar acompanhar a leitura na Bíblia. Fique atento e leia o texto quando a maioria o tiver achado.

      Antecipe-se. Mencione o texto com suficiente antecedência. Isso reduzirá a perda de tempo resultante de esperar a assistência achar o texto. Embora você abranja menos matéria, a fim de dar tempo para a assistência procurar os textos, os benefícios compensarão.

      COMO FAZER

      • Mostre o texto ao morador, ao lê-lo na Bíblia, ou convide-o a acompanhar a leitura na Bíblia dele.

      • Ao falar na congregação, faça um convite direto à assistência para procurar textos-chave e conceda tempo suficiente para que os encontrem.

      EXERCÍCIOS: Nas revisitas, tente o seguinte: (1) Entregue a sua Bíblia ao morador, aberta num determinado versículo, e pergunte a ele se gostaria de lê-lo em voz alta. (2) Pergunte-lhe se gostaria de apanhar a sua própria Bíblia e ler um texto-chave.

  • Introdução eficaz de textos bíblicos
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    • ESTUDO 20

      Introdução eficaz de textos bíblicos

      O que você deve fazer?

      Preparar a mente dos ouvintes antes de ler um texto bíblico.

      Por que é importante?

      A introdução eficaz de um texto bíblico pode ajudar os ouvintes a entender seu real significado.

      AS ESCRITURAS são a base do ensino nas nossas reuniões congregacionais. Textos bíblicos também constituem uma parte importante da mensagem que pregamos. O quanto enriquecem a palestra, porém, depende em parte da introdução que lhes é dada.

      Não basta apenas mencionar o texto e pedir que alguém o acompanhe na leitura. Ao fazer a introdução de um texto, procure atingir dois objetivos: (1) criar expectativa e (2) focalizar atenção no motivo de usar o texto. Esses objetivos podem ser atingidos de várias maneiras.

      Faça uma pergunta. Isso será mais eficaz se a resposta não for óbvia para a assistência. Procure formular a pergunta de modo que induza as pessoas a raciocinar. Jesus fazia isso. Quando os fariseus o abordaram no templo e testaram publicamente Seu entendimento das Escrituras, Jesus perguntou-lhes: “Que pensais do Cristo? De quem é ele filho?” Eles responderam: “De Davi.” Daí, Jesus lhes perguntou: “Como é, então, que Davi, por inspiração, lhe chama ‘Senhor’?” Em seguida, citou o Salmo 110:1. Os fariseus foram silenciados. Mas a multidão ouviu Jesus com prazer. — Mat. 22:41-46.

      No ministério de campo poderá usar perguntas introdutórias, como estas: “Você e eu temos nome. Será que Deus tem nome? A resposta está no Salmo 83:18.” “Haverá algum dia um só governo para toda a humanidade? Note a resposta em Daniel 2:44.” “A Bíblia trata realmente de condições existentes hoje? Compare o que diz 2 Timóteo 3:1-5 com as condições que você conhece.” “Será que o sofrimento e a morte acabarão algum dia? A resposta da Bíblia está em Revelação 21:4, 5.”

      Num discurso, perguntas bem elaboradas na introdução de textos podem motivar os ouvintes a encará-los com renovado interesse, mesmo os mais conhecidos. Mas farão isso? Muito dependerá de se as suas perguntas serão, ou não, de real interesse para eles. Mesmo que o assunto seja de interesse dos ouvintes, a mente deles pode vaguear na leitura de textos que já ouviram muitas vezes. Para evitar isso, deve-se dar ao assunto a atenção necessária a fim de tornar a introdução atraente.

      Apresente um problema. Pode-se apresentar um problema e, em seguida, dirigir a atenção para um texto que ajude a solucioná-lo. Não crie expectativas irrealistas na assistência. Não raro um texto oferece apenas parte da solução. Contudo, poderá pedir aos ouvintes que observem, na leitura do texto, que orientação se pode extrair dele para lidar com a situação.

      De modo similar, pode-se mencionar um princípio de conduta piedosa e depois usar um relato bíblico que ilustre a sabedoria de segui-lo. Se o texto contiver dois (ou talvez mais) pontos específicos relacionados com o assunto, alguns oradores pedem que a assistência fique alerta para observá-los. Se um problema parecer difícil demais para determinada assistência, pode-se estimular o raciocínio apresentando várias alternativas e daí permitir que o texto e sua aplicação forneçam a solução.

      Cite a Bíblia como autoridade. Se você já suscitou interesse no assunto e apresentou um ou mais conceitos sobre algum aspecto dele, poderá introduzir um texto dizendo simplesmente: “Note o que a Palavra de Deus diz sobre esse ponto.” Isso mostra por que a informação que você vai ler tem peso.

      Jeová usou homens como João, Lucas, Paulo e Pedro para escrever partes da Bíblia. Mas eles foram apenas escritores; o Autor é Jeová. Em especial ao falar com pessoas que não são estudantes das Escrituras Sagradas, fazer a introdução de um texto dizendo “Pedro escreveu”, ou “Paulo disse”, pode não ter a mesma força que uma introdução que identifique o texto como a palavra de Deus. Vale notar que, em certos casos, Jeová instruiu Jeremias a iniciar proclamações dizendo: “Ouvi a palavra de Jeová.” (Jer. 7:2; 17:20; 19:3; 22:2) Quer usemos o nome de Jeová ao introduzir textos, quer não, antes de terminar a palestra devemos frisar que aquilo que está na Bíblia é a Sua palavra.

      Leve em conta o contexto. Deve-se levar em conta o contexto ao decidir como introduzir um texto bíblico. Em alguns casos, você se referirá diretamente ao contexto; em outros, este pode influir no que vai dizer. Por exemplo, faria a introdução das palavras do fiel Jó da mesma maneira que introduziria a declaração de um dos falsos consoladores? O livro de Atos foi escrito por Lucas, mas ele cita, entre outros, Tiago, Pedro, Paulo, Filipe, Estêvão e anjos, bem como Gamaliel e outros judeus que não eram cristãos. A quem você vai atribuir o texto que citar? Lembre-se, por exemplo, que nem todos os salmos foram compostos por Davi, e que nem todo o livro de Provérbios foi escrito por Salomão. É também proveitoso saber a quem o escritor bíblico se dirigia e qual era o assunto em questão.

      Mencione outras informações históricas. Isso é especialmente eficaz se puder mostrar que as circunstâncias da época do relato bíblico são similares às que você está considerando. Em outros casos, é necessário fornecer certas informações para se entender determinado texto. Se você usar Hebreus 9:12, 24 numa palestra sobre o resgate, por exemplo, antes de ler o texto talvez seja necessário explicar algo a respeito do compartimento mais interno do tabernáculo, que, segundo as Escrituras, prefigura o lugar em que Jesus entrou ao ascender ao céu. Mas não inclua tantas informações a ponto de obscurecer o texto que estiver introduzindo.

      Para melhorar a maneira de fazer introdução de textos, analise o que oradores experientes fazem. Note os diferentes métodos que eles usam. Analise a eficiência desses métodos. Ao preparar suas palestras, identifique os textos-chave e analise especialmente o que se pretende com cada um deles. Planeje bem a introdução individual deles, para que surtam o melhor efeito possível. Depois, faça o mesmo com os demais textos que usará. Ao passo que esse aspecto de sua apresentação melhorar, você estará focalizando maior atenção na Palavra de Deus.

      COMO FAZER

      • Ao escolher um método que suscite interesse, leve em conta o que os ouvintes já sabem e o que pensam do assunto.

      • Saiba com certeza o que se pretende com cada um dos textos, e faça com que seus comentários introdutórios reflitam isso.

      EXERCÍCIO: Escolha um texto que você ache que poderá ser usado com proveito no seu território. Planeje (1) que pergunta ou problema apresentará para criar expectativa no morador e (2) como focalizará a atenção no motivo de você ler o texto.

  • Leitura de textos com ênfase adequada
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    • ESTUDO 21

      Leitura de textos com ênfase adequada

      O que você deve fazer?

      Enfatizar as palavras e as expressões que destaquem sua linha de raciocínio. Ler com sentimento apropriado.

      Por que é importante?

      A ênfase adequada realça a plena força dos textos bíblicos que são lidos.

      AO FALAR a outros sobre os propósitos de Deus, em particular ou da tribuna, a palestra deve centralizar-se na Palavra de Deus. Em geral, isso envolve ler textos na Bíblia, algo que deve ser bem-feito.

      A ênfase adequada envolve sentimento. Os textos devem ser lidos com sentimento. Veja alguns exemplos. Ao ler o Salmo 37:11, a sua voz deve exprimir a expectativa feliz da paz prometida ali. Ao ler Revelação 21:4, sobre o fim do sofrimento e da morte, a voz deve refletir terno apreço pelo alívio maravilhoso predito ali. Revelação 18:2, 4, 5, com seu apelo para sair da pecadora “Babilônia, a Grande”, deve ser lido com tom de urgência. Naturalmente, o sentimento expresso deve ser de coração, mas sem exagero. A carga adequada de emoção é determinada pelo próprio texto e pelo modo como é usado.

      Enfatize as palavras certas. Se os seus comentários a respeito de certo versículo girarem em torno de apenas parte dele, você deve destacar essa parte ao lê-lo. Por exemplo, ao ler Mateus 6:33 você não daria ênfase primária a “Sua justiça” ou a “todas estas outras coisas”, se a sua intenção fosse analisar o que significa “buscar primeiro o reino”.

      Num discurso na Reunião de Serviço, você talvez pretenda ler Mateus 28:19. Que palavras deveria enfatizar? Se sua intenção for incentivar diligência em iniciar estudos bíblicos domiciliares, enfatize “fazei discípulos”. Mas se pretende considerar o dever cristão de ensinar a verdade bíblica a uma população imigrante, por exemplo, ou incentivar certos publicadores a servir onde a necessidade é maior, poderá enfatizar “pessoas de todas as nações”.

      Muitas vezes, um texto é usado para responder a uma pergunta ou apoiar um argumento que outros consideram polêmico. Se todas as ideias no texto receberem a mesma ênfase, os ouvintes talvez não percebam a relação. O ponto talvez seja óbvio para você, mas não para eles.

      Por exemplo, se ao ler o Salmo 83:18 numa Bíblia que contém o nome divino, você colocar toda a ênfase na palavra “Altíssimo”, o morador talvez não capte o fato, aparentemente óbvio, de que Deus tem nome. Deve-se frisar o nome “Jeová”. Mas, se o mesmo texto for usado numa palestra sobre a soberania de Jeová, a ênfase primária deverá ser em “Altíssimo”. Similarmente, ao usar Tiago 2:24 para mostrar a importância de conjugar a fé com a ação, dar ênfase primária a “declarado justo”, em vez de a “obras”, pode levar o ouvinte a desperceber o ponto.

      Outro bom exemplo se encontra em Romanos 15:7-13. É parte duma carta do apóstolo Paulo a uma congregação composta de gentios e de judeus naturais. O apóstolo argumenta que o ministério de Cristo não beneficia só os judeus circuncisos, mas também pessoas de outras nações, para que “as nações glorificassem a Deus pela sua misericórdia”. Depois, Paulo cita quatro textos, chamando a atenção a essa oportunidade para as nações. Como você deveria ler essas citações, de modo a frisar o que Paulo tinha em mente? Se desejar assinalar palavras ou expressões para serem enfatizadas, poderá fazer isso em “as nações” no versículo 9, “ó nações” no versículo 10, “ó todas as nações” e “todos os povos” no versículo 11, e “nações” no versículo 12. Tente ler Romanos 15:7-13 com essa ênfase. Ao fazer isso, a linha de argumento de Paulo ficará mais clara e mais fácil de entender.

      Métodos de ênfase. As palavras que transmitem a ideia que se deseja destacar podem ser enfatizadas de muitas maneiras. Os métodos devem ser coerentes com o texto bíblico e com o caráter geral da palestra. A seguir, algumas sugestões.

      Ênfase vocal. Isso envolve qualquer mudança na voz que destaque na sentença a palavra ou as expressões que transmitem a ideia desejada. Pode-se dar ênfase por aumentar — ou diminuir — o volume da voz. Em muitas línguas, uma mudança no tom da voz acrescenta ênfase. Em outras, porém, isso pode mudar totalmente o sentido. A diminuição de ritmo em expressões-chave acrescenta-lhes peso. Nos idiomas que não permitem a entonação como meio de ressaltar certas palavras, deve-se fazer o que for costumeiro nesse idioma a fim de obter os resultados desejados.

      Pausas. Isso pode ser feito antes ou depois de ler a parte principal do texto, ou em ambos os momentos. Pausar antes de ler uma ideia principal cria expectativa; pausar depois aprofunda a impressão causada. No entanto, se houver muitas pausas, nada se destacará.

      Repetição. Pode-se enfatizar um ponto específico por parar e ler de novo a palavra ou a frase em questão. Um método preferível, em muitos casos, é ler o texto inteiro e, em seguida, repetir a expressão-chave.

      Gestos. Movimentos do corpo, bem como expressões faciais, podem muitas vezes acrescentar emoção a uma palavra ou frase.

      Tom da voz. Em alguns idiomas, certas palavras podem ser lidas num tom que influi no significado e as destaca. Também aqui se deve ter discrição, em especial no uso de sarcasmo.

      Quando outros leem textos. Ao ler um texto, o morador talvez acentue as palavras erradas, ou nenhuma. O que se pode fazer? Via de regra, é melhor esclarecer o sentido por meio de uma aplicação do texto. Depois da aplicação, pode-se dirigir atenção especial diretamente às palavras na Bíblia que transmitem o ponto.

      COMO DESENVOLVER O USO DE ÊNFASE

      • Com relação a qualquer texto que pretenda ler, pergunte-se: ‘Que sentimento ou emoção expressam essas palavras? Como devo transmiti-los?’

      • Analise os textos que pretende usar. A respeito de cada um deles, pergunte-se: ‘A que objetivo servirá esse texto? Que palavras devem ser enfatizadas para atingir esse objetivo?’

      EXERCÍCIOS: (1) Analise um texto que você pretende usar no serviço de campo. Treine a leitura com sentimento apropriado. Tendo em mente como pretende usá-lo, leia o texto em voz alta com ênfase na(s) palavra(s) certa(s). (2) Numa publicação de estudo corrente, escolha um parágrafo que contenha textos transcritos. Analise como são usados. Assinale as palavras que transmitem a ideia do argumento. Leia o parágrafo inteiro em voz alta, acentuando adequadamente os textos.

  • Aplicação correta dos textos
    Beneficie-se da Escola do Ministério Teocrático
    • ESTUDO 22

      Aplicação correta dos textos

      O que você deve fazer?

      Certificar-se de que todas as aplicações de textos bíblicos se harmonizem com o contexto e com a Bíblia como um todo. As aplicações devem harmonizar-se também com o que o “escravo fiel e discreto” tem publicado.

      Por que é importante?

      É algo sério ensinar a Palavra de Deus. A vontade de Deus é que as pessoas venham a ter “um conhecimento exato da verdade”. (1 Tim. 2:3, 4) Isso nos impõe o dever de ensinar corretamente a Palavra de Deus.

      ENSINAR requer mais do que apenas ler versículos da Bíblia. O apóstolo Paulo escreveu ao seu associado Timóteo: “Faze o máximo para te apresentar a Deus aprovado, obreiro que não tem nada de que se envergonhar, manejando corretamente a palavra da verdade.” — 2 Tim. 2:15.

      Isso significa que a nossa explanação dos versículos tem de ser coerente com o que a própria Bíblia ensina. Exige levar em conta o contexto, em vez de simplesmente selecionar expressões que nos agradem e acrescentar nossas próprias ideias. Por meio do profeta Jeremias, Jeová alertou contra os profetas que diziam falar “da boca de Jeová”, mas que, na realidade, apresentavam “a visão do seu próprio coração”. (Jer. 23:16) O apóstolo Paulo alertou os cristãos contra a contaminação da Palavra de Deus com filosofias humanas, ao escrever: “Temos renunciado às coisas dissimuladas, que são vergonhosas, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus.” Naqueles dias, vendedores de vinho desonestos adicionavam água ao vinho para que rendesse mais e os lucros aumentassem. Nós não adulteramos a Palavra de Deus por misturá-la com filosofias humanas. “Não somos vendedores ambulantes da palavra de Deus, assim como muitos homens são”, declarou Paulo, “mas falamos em sinceridade, sim, como enviados por Deus, sob a vista de Deus, em companhia de Cristo”. — 2 Cor. 2:17; 4:2.

      Ocasionalmente, você talvez cite um texto para realçar um princípio. A Bíblia está repleta de sólidos princípios orientadores para lidar com uma ampla variedade de situações. (2 Tim. 3:16, 17) Mas é preciso certificar-se de explicar corretamente o texto e de não usá-lo de maneira errada, dando a impressão de que ele diz o que você quer que diga. (Sal. 91:11, 12; Mat. 4:5, 6) A aplicação tem de estar em harmonia com o propósito de Jeová e ser coerente com a inteira Palavra de Deus.

      ‘Manejar corretamente a palavra da verdade’ inclui também captar o espírito do que a Bíblia diz. Ela não é um “cassetete” para golpear os outros. Os instrutores religiosos que se opunham a Jesus Cristo citavam as Escrituras, mas fechavam os olhos a assuntos mais relevantes, que envolviam a justiça, a misericórdia e a fidelidade — qualidades exigidas por Deus. (Mat. 22:23, 24; 23:23, 24) Ao ensinar a Palavra de Deus, Jesus refletia a personalidade de seu Pai. O zelo de Jesus pela verdade era conjugado com profundo amor pelas pessoas a quem ensinava. Devemos procurar seguir seu exemplo. — Mat. 11:28.

      Como podemos ter certeza de que estamos aplicando corretamente um texto? Ler regularmente a Bíblia ajuda. Temos também de valorizar a provisão divina do “escravo fiel e discreto”, o corpo de cristãos ungidos pelo espírito, por meio do qual Jeová supre de alimento espiritual a família da fé. (Mat. 24:45) O estudo pessoal, bem como a frequência às reuniões congregacionais, nos ajudarão a nos beneficiar do ensino fornecido por meio da classe do escravo fiel e discreto.

      Se o livro Raciocínios à Base das Escrituras estiver disponível no seu idioma e você aprender a usá-lo com perícia, terá à sua disposição a orientação necessária para a aplicação correta de centenas de textos que são frequentemente usados no nosso ministério. Se planejar usar um texto pouco conhecido, a modéstia o induzirá a fazer a pesquisa necessária para que, ao falar, possa manejar corretamente a palavra da verdade. — Pro. 11:2.

      Faça aplicação clara. Ao ensinar outros, certifique-se de que vejam claramente a relação entre o assunto em pauta e os textos usados. Se você introduzir o texto com uma pergunta, os ouvintes devem poder ver como ele responde a essa pergunta. Se usar o texto para apoiar uma declaração, certifique-se de que o estudante veja claramente como o texto prova o ponto em questão.

      Apenas ler o texto — mesmo com ênfase — em geral não basta. Lembre-se, a pessoa mediana não conhece bem a Bíblia, e provavelmente não entenderá o ponto com uma única leitura. Dirija a atenção à parte do texto que se aplica diretamente ao que você está considerando.

      Isso em geral exige que se isolem palavras-chave, aquelas que se aplicam diretamente ao ponto em consideração. O método mais simples é repetir essas palavras que transmitem o sentido. Se estiver falando com apenas uma pessoa, poderá fazer perguntas que a ajudem a identificar as palavras-chave. Ao falar a um grupo, alguns oradores preferem alcançar seu objetivo usando sinônimos ou repetindo a ideia. Mas, se você escolher esse método, cuide de que os ouvintes não percam de vista a relação entre o ponto em questão e as palavras do texto.

      Tendo isolado as palavras-chave, você lançou um bom fundamento. Prossiga, complementando o assunto. Você deixou claro na introdução do texto por que o está usando? Nesse caso, saliente como as palavras que foram destacadas se relacionam com a expectativa que você criou nos ouvintes. Explique claramente qual é essa relação. Mesmo que não tenha feito a introdução do texto de maneira tão clara, deve haver alguma complementação.

      Os fariseus fizeram a Jesus uma pergunta que achavam ser difícil, a saber: “É lícito que um homem se divorcie de sua esposa por qualquer motivo?” Jesus baseou a resposta em Gênesis 2:24. Note que ele focalizou a atenção em apenas uma parte do texto e, em seguida, deu a explicação necessária. Tendo destacado que o homem e sua esposa se tornam “uma só carne”, Jesus concluiu: “Portanto, o que Deus pôs sob o mesmo jugo, não o separe o homem.” — Mat. 19:3-6.

      Quanta explicação se deve dar para tornar clara a aplicação de um texto? O que deve determinar isso é o tipo de assistência e a importância do ponto em questão. Procure sempre falar com simplicidade e sem rodeios.

      Raciocine à base das Escrituras. A respeito do ministério do apóstolo Paulo em Tessalônica, Atos 17:2, 3 nos diz que ele ‘raciocinava à base das Escrituras’. Esta é uma habilidade que todo servo de Jeová deve procurar desenvolver. Por exemplo, Paulo relacionou fatos da vida e do ministério de Jesus, mostrou que esses haviam sido preditos nas Escrituras Hebraicas e, em seguida, concluiu enfaticamente: “Este é o Cristo, este Jesus, que eu vos publico.”

      Quando escreveu aos hebreus, Paulo citou muitas vezes as Escrituras Hebraicas. Para enfatizar ou esclarecer determinado ponto, com frequência ele isolava uma palavra ou uma frase curta e, em seguida, explicava seu significado. (Heb. 12:26, 27) No relato em Hebreus, capítulo 3, Paulo citou o Salmo 95:7-11. Note que, em seguida, ele se deteve em explicar três partes desse trecho: (1) a referência ao coração (Heb. 3:8-12), (2) o significado da expressão “hoje” (Heb. 3:7, 13-15; 4:6-11) e (3) o significado da declaração: “Não entrarão no meu descanso” (Heb. 3:11, 18, 19; 4:1-11). Procure seguir esse exemplo sempre que esclarecer a aplicação de um texto bíblico.

      Observe a eficiência com que Jesus raciocinou à base das Escrituras, no relato em Lucas 10:25-37. Certo homem versado na Lei perguntou: “Instrutor, por fazer o que hei de herdar a vida eterna?” Em resposta, Jesus primeiro pediu ao homem que expressasse o seu próprio conceito a respeito e, em seguida, frisou a importância de fazer o que a Palavra de Deus diz. Quando ficou claro que o homem não entendia o ponto, Jesus se deteve na explicação de uma única palavra do texto — “próximo”. Em vez de simplesmente defini-la, ele usou uma ilustração para ajudar o homem a chegar por si mesmo à conclusão correta.

      É evidente que, ao responder a perguntas, Jesus não citava textos que simplesmente dessem uma resposta direta e óbvia. Ele analisava o que esses diziam e então os aplicava ao assunto em questão.

      Quando a esperança da ressurreição foi questionada pelos saduceus, Jesus focalizou a atenção numa parte específica de Êxodo 3:6. Mas não se limitou a citar o texto. Ele raciocinou a respeito dele para mostrar claramente que a ressurreição é parte do propósito de Deus. — Mar. 12:24-27.

      Dominar a arte de raciocinar correta e eficazmente à base das Escrituras contribuirá de forma decisiva para você se tornar um instrutor perito.

      COMO DESENVOLVER ESSA HABILIDADE

      • Leia a Bíblia com regularidade. Estude cuidadosamente A Sentinela e prepare-se bem para as reuniões congregacionais.

      • Certifique-se de saber o significado de todas as palavras nos textos que pretende usar. Leia com cuidado o texto, para entender corretamente o que diz.

      • Acostume-se a fazer pesquisas nas publicações cristãs.

      EXERCÍCIO: Raciocine a respeito do significado de 2 Pedro 3:7. Será que esse texto prova que a Terra será destruída por fogo? (Ao definir “terra”, considere também o que significa “céus”. Que textos mostram que “terra” pode ser usado em sentido figurado? Quem, ou o que, será realmente destruído, conforme declara o versículo 7? Como isso se harmoniza com o que ocorreu nos dias de Noé, conforme mencionado nos versículos 5 e 6?)

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