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    Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
    • Capítulo 40

      Machucada a cabeça da serpente

      Visão 14 — Revelação 20:1-10

      Assunto: O lançamento de Satanás no abismo, o Reinado Milenar, a prova final da humanidade e a destruição de Satanás

      Tempo do cumprimento: Desde o fim da grande tribulação até a destruição de Satanás

      1. Como o cumprimento da primeira profecia bíblica tem se desenvolvido?

      LEMBRA-SE da primeira profecia bíblica? Ela foi proferida por Jeová Deus quando ele disse à Serpente: “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre o teu descendente e o seu descendente. Ele te machucará a cabeça e tu lhe machucarás o calcanhar.” (Gênesis 3:15) Agora o cumprimento dessa profecia atinge seu clímax! Traçamos a história da guerra de Satanás contra a organização-mulher celestial de Jeová. (Revelação 12:1, 9) O descendente terrestre da Serpente, com sua religião, sua política e seu alto comércio, tem movido uma cruel perseguição ao descendente da mulher, a Jesus Cristo e a seus 144.000 seguidores ungidos, aqui na Terra. (João 8:37, 44; Gálatas 3:16, 29) Satanás infligiu a Jesus uma morte agonizante. Mas esta mostrou ser como um ferimento no calcanhar, porque Deus ressuscitou seu Filho fiel no terceiro dia. — Atos 10:38-40.

      2. Como a Serpente é machucada, e o que acontece com o descendente terrestre da Serpente?

      2 Que dizer da Serpente e do seu descendente? Por volta de 56 EC, o apóstolo Paulo escreveu uma longa carta aos cristãos em Roma. Em conclusão, ele os incentivou por dizer: “O Deus que dá paz, por sua parte, esmagará em breve a Satanás debaixo dos vossos pés.” (Romanos 16:20) Esse machucar é mais do que apenas superficial. Satanás há de ser esmagado! Paulo usou aqui uma palavra grega, syn·trí·bo, que significa machucar até deixar como geleia, pisotear, destruir completamente por esmagamento. No que se refere ao descendente humano da Serpente, este está prestes a sofrer uma verdadeira praga no dia do Senhor, culminando, na grande tribulação, no completo esmagamento de Babilônia, a Grande, e dos sistemas políticos do mundo, junto com seus apoiadores financeiros e militares. (Revelação, capítulos 18 e 19) Jeová leva assim a um clímax a inimizade entre os dois descendentes. O Descendente da mulher de Deus triunfa sobre o descendente terrestre da Serpente, e este descendente deixa de existir!

      Satanás Lançado no Abismo

      3. O que João nos informa sobre o que vai acontecer a Satanás?

      3 O que aguarda então ao próprio Satanás e seus demônios? João informa-nos: “E eu vi descer do céu um anjo com a chave do abismo e uma grande cadeia na mão. E ele se apoderou do dragão, a serpente original, que é o Diabo e Satanás, e o amarrou por mil anos. E lançou-o no abismo, e fechou e selou este sobre ele, para que não mais desencaminhasse as nações até que tivessem terminado os mil anos. Depois destas coisas terá de ser solto por um pouco.” — Revelação 20:1-3.

      4. Quem é o anjo com a chave do abismo, e como sabemos isso?

      4 Quem é esse anjo? Ele deve ter um tremendo poder para ser capaz de eliminar o arqui-inimigo de Jeová. Possui “a chave do abismo e uma grande cadeia”. Não nos relembra isso uma visão anterior? Claro que sim, o rei sobre os gafanhotos é chamado de “o anjo do abismo”! (Revelação 9:11) Observamos aqui novamente o Principal Vindicador de Jeová, o glorificado Jesus Cristo, em ação. Esse arcanjo que lançou Satanás fora do céu, que julgou Babilônia, a Grande, e que eliminou “os reis da terra, e os seus exércitos”, no Armagedom, certamente não se eximiria, deixando um anjo inferior aplicar o golpe de mestre, de lançar Satanás no abismo! — Revelação 12:7-9; 18:1, 2; 19:11-21.

      5. Como o anjo do abismo lida com Satanás, o Diabo, e por quê?

      5 Quando o grande dragão cor de fogo foi expulso do céu, ele foi chamado de “a serpente original, o chamado Diabo e Satanás, que está desencaminhando toda a terra habitada”. (Revelação 12:3, 9) Agora, no ponto em que está para ser apanhado e lançado no abismo, ele é novamente descrito em detalhes como o “dragão, a serpente original, que é o Diabo e Satanás”. Esse infame devorador, enganador, caluniador e opositor é posto em cadeias e lançado “no abismo”, o qual é fechado e selado firmemente, ‘para que não mais desencaminhe as nações’. Esse lançamento de Satanás no abismo é por mil anos, tempo em que a sua influência sobre a humanidade não será mais do que a de um prisioneiro num calabouço profundo. O anjo do abismo retira Satanás completamente de qualquer contato com o Reino de justiça. Que alívio para a humanidade!

      6. (a) Que evidência há de que os demônios também vão para o abismo? (b) O que poderá começar então, e por quê?

      6 O que acontece com os demônios? Eles também foram ‘reservados para o julgamento’. (2 Pedro 2:4) Satanás é chamado de “Belzebu, o governante dos demônios”. (Lucas 11:15, 18; Mateus 10:25) Em vista da sua longa colaboração com Satanás, não se lhes devia dar o mesmo julgamento? O abismo tem sido por muito tempo motivo de medo para esses demônios; em certa ocasião, quando confrontados por Jesus, eles “suplicavam-lhe que não lhes ordenasse que se afastassem para o abismo”. (Lucas 8:31) Mas, quando Satanás for lançado no abismo, seus anjos certamente também serão lançados no abismo com ele. (Veja Isaías 24:21, 22.) Depois de Satanás e seus demônios terem sido lançados no abismo, poderá começar o Reinado Milenar de Jesus Cristo.

      7. (a) Em que estado Satanás e seus demônios estarão enquanto no abismo, e como sabemos isso? (b) O Hades e o abismo são a mesma coisa? (Queira ver a nota.)

      7 Será que Satanás e seus demônios serão ativos no abismo? Ora, lembre-se da fera cor de escarlate, de sete cabeças, que “era, mas não é, contudo, está para ascender do abismo”. (Revelação 17:8) Enquanto no abismo, ela ‘não era’. Não funcionava, estava imobilizada, e para todos os efeitos e objetivos estava morta. Do mesmo modo, falando de Jesus, o apóstolo Paulo disse: “‘Quem descerá ao abismo?’ isto é, para fazer subir a Cristo dentre os mortos.” (Romanos 10:7) Enquanto naquele abismo, Jesus estava morto.a É razoável concluir-se, então, que Satanás e seus demônios estarão num estado de inatividade semelhante à morte durante os mil anos que estiverem no abismo. Que boas novas para os que amam a justiça!

      Juízes por Mil Anos

      8, 9. O que João nos informa agora sobre os sentados em tronos, e quem são esses?

      8 Após os mil anos, Satanás é solto do abismo por pouco tempo. Por quê? Antes de dar a resposta, João traz novamente à nossa atenção o começo desse período. Lemos: “E eu vi tronos, e havia os que se assentavam neles, e foi-lhes dado poder para julgar.” (Revelação 20:4a) Quem são os sentados em tronos e que governam nos céus junto com o glorificado Jesus?

      9 Eles são “os santos” que Daniel descreveu como governando no Reino junto com Aquele que é “semelhante a um filho de homem”. (Daniel 7:13, 14, 18) São os mesmos que os 24 anciãos sentados em tronos celestiais na própria presença de Jeová. (Revelação 4:4) Eles incluem os 12 apóstolos, aos quais Jesus dera a promessa: “Na recriação, quando o Filho do homem se assentar no seu glorioso trono, vós, os que me seguistes, também estareis sentados em doze tronos, julgando as doze tribos de Israel.” (Mateus 19:28) Eles incluem também Paulo, bem como os cristãos coríntios que permaneceram fiéis. (1 Coríntios 4:8; 6:2, 3) Incluem também os membros da congregação de Laodiceia, que venceram. — Revelação 3:21.

      10. (a) Como João descreve agora os 144.000 reis? (b) Em vista do que João nos dissera anteriormente, quem está incluído nos 144.000 reis?

      10 Tronos — 144.000 deles — estão preparados para esses vencedores ungidos, “comprados dentre a humanidade como primícias para Deus e para o Cordeiro”. (Revelação 14:1, 4) “Sim”, prossegue João, “vi as almas dos executados com o machado, pelo testemunho que deram de Jesus e por terem falado a respeito de Deus, e os que não tinham adorado nem a fera nem a imagem dela, e que não tinham recebido a marca na sua testa e na sua mão”. (Revelação 20:4b) Entre esses reis, portanto, estão os ungidos mártires cristãos que anteriormente, por ocasião da abertura do quinto selo, perguntaram a Jeová quanto tempo ele esperaria até vingar o sangue deles. Naquele tempo, receberam uma comprida veste branca e se lhes disse que esperassem mais um pouco. Mas agora, com a devastação de Babilônia, a Grande, a destruição das nações pelo Rei dos reis e Senhor dos senhores, e o lançamento de Satanás no abismo, eles foram vingados. — Revelação 6:9-11; 17:16; 19:15, 16.

      11. (a) Como devemos entender a expressão “executados com o machado”? (b) Por que se pode dizer que todos os 144.000 têm uma morte sacrificial?

      11 Será que todos esses 144.000 juízes régios foram fisicamente “executados com o machado”? É provável que relativamente poucos deles tenham sido executados assim literalmente. Essa expressão, porém, sem dúvida destina-se a abranger todos aqueles cristãos ungidos que sofrem martírio de um modo ou de outro.b (Mateus 10:22, 28) Satanás, certamente, gostaria de ter executado a todos eles com o machado, mas, na realidade, nem todos os irmãos ungidos de Jesus morrem como mártires. Muitos deles falecem de doença ou de velhice. Esses, porém, também pertencem ao grupo visto agora por João. A morte de todos eles, em certo sentido, é sacrificial. (Romanos 6:3-5) Além disso, nenhum deles fazia parte do mundo. Portanto, todos eles foram odiados pelo mundo e, de fato, estão mortos aos olhos dele. (João 15:19; 1 Coríntios 4:13) Nenhum deles adorou a fera ou a imagem dela, e quando morreram, nenhum deles tinha a marca da fera. Todos eles morreram como vencedores. — 1 João 5:4; Revelação 2:7; 3:12; 12:11.

      12. O que João relata a respeito dos 144.000 reis, e quando é que passam a viver?

      12 Agora, esses vencedores reviveram! João relata: “E passaram a viver e reinaram com o Cristo por mil anos.” (Revelação 20:4c) Significa isso que esses juízes só são ressuscitados depois da destruição das nações e do lançamento de Satanás e seus demônios no abismo? Não. A maioria deles já estão bem vivos, visto que cavalgaram com Jesus contra as nações no Armagedom. (Revelação 2:26, 27; 19:14) Deveras, Paulo indicou que a ressurreição deles começou logo após o início da presença de Jesus em 1914, e que alguns são ressuscitados antes de outros. (1 Coríntios 15:51-54; 1 Tessalonicenses 4:15-17) Portanto, passarem a viver ocorre durante um período de tempo, ao passo que recebem individualmente a dádiva da vida imortal nos céus. — 2 Tessalonicenses 1:7; 2 Pedro 3:11-14.

      13. (a) Como devemos encarar os mil anos durante os quais os 144.000 governam, e por quê? (b) Como Pápias de Hierápolis encarava os mil anos? (Queira ver a nota na página 290.)

      13 Reinarão e julgarão por mil anos. Trata-se de mil anos literais, ou devemos encará-los simbolicamente como um longo período indefinido? “Milhares” pode referir-se a um grande número indefinido, como em 1 Samuel 21:11. Mas aqui os “mil” são literais, visto que aparecem três vezes em Revelação 20:5-7 como “os mil anos”. Paulo chamou esse tempo de julgamento de “um dia”, ao declarar: “Ele [Deus] fixou um dia em que se propôs julgar em justiça a terra habitada.” (Atos 17:31) Visto que Pedro nos diz que para Jeová um só dia é como mil anos, é apropriado que esse Dia de Julgamento seja de mil anos literais.c — 2 Pedro 3:8.

      Os Demais Mortos

      14. (a) Que declaração João insere a respeito dos “demais mortos”? (b) De que modo as expressões feitas pelo apóstolo Paulo lançam uma luz sobre a expressão ‘passar a viver’?

      14 No entanto, a quem julgarão esses reis se, conforme o apóstolo João aqui insere, “(os demais mortos não passaram a viver até terem terminado os mil anos)”? (Revelação 20:5a) Novamente, a expressão “passaram a viver” tem de ser entendida em harmonia com o contexto. Essa expressão pode ter diversos sentidos, em diferentes circunstâncias. Por exemplo, Paulo disse a respeito de seus concristãos ungidos: “É a vós que Deus vivificou, embora estivésseis mortos nas vossas falhas e pecados.” (Efésios 2:1) Sim, os cristãos ungidos com o espírito foram ‘vivificados’, mesmo lá no primeiro século, sendo declarados justos à base da sua fé no sacrifício de Jesus. — Romanos 3:23, 24.

      15. (a) Que posição perante Deus as testemunhas pré-cristãs de Jeová usufruíam? (b) Como é que as outras ovelhas ‘passam a viver’, e quando possuirão a Terra no sentido mais pleno?

      15 De modo similar, as testemunhas pré-cristãs de Jeová foram declaradas justas quanto a ter amizade com Deus; e Abraão, Isaque e Jacó são mencionados como “vivos”, embora estivessem fisicamente mortos. (Mateus 22:31, 32; Tiago 2:21, 23) Todavia, eles e todos os outros que são ressuscitados, bem como a grande multidão de outras ovelhas fiéis que sobrevive ao Armagedom, e quaisquer filhos que lhes nasçam no novo mundo, ainda terão de ser elevados à perfeição humana. Isso será realizado por Cristo e seus reis e sacerdotes associados durante o Dia de Julgamento de mil anos, à base do sacrifício resgatador de Jesus. No fim daquele Dia, “os demais mortos” terão passado “a viver” no sentido de que serão humanos perfeitos. Conforme veremos, terão de passar então por uma prova final, mas enfrentarão essa prova como humanos aperfeiçoados. Ao passarem pela prova, Deus os declarará dignos de viver para sempre, justos no mais pleno sentido. Terão o pleno cumprimento da promessa: “Os próprios justos possuirão a terra e residirão sobre ela para todo o sempre.” (Salmo 37:29) Que deleitoso futuro aguarda a humanidade obediente!

      A Primeira Ressurreição

      16. Como João descreve a ressurreição daqueles que reinam com Cristo, e por quê?

      16 Voltando agora àqueles que “passaram a viver e reinaram com o Cristo por mil anos”, João escreve: “Esta é a primeira ressurreição.” (Revelação 20:5b) Em que sentido é a primeira? Ela é a primeira ressurreição quanto ao tempo, porque aqueles que a terão são “primícias para Deus e para o Cordeiro”. (Revelação 14:4) Ela é também primeira em importância, visto que aqueles que participam nela tornam-se corregentes de Jesus no seu Reino celestial e julgam os demais da humanidade. Por fim, é a primeira em qualidade. À parte do próprio Jesus Cristo, os levantados na “primeira ressurreição” são as únicas criaturas de que se fala na Bíblia como recebendo imortalidade. — 1 Coríntios 15:53; 1 Timóteo 6:16.

      17. (a) Como João descreve a perspectiva bendita dos cristãos ungidos? (b) O que é “a segunda morte”, e por que ela “não tem autoridade” sobre os 144.000 vencedores?

      17 Que bendita perspectiva têm esses ungidos! Conforme João declara: “Feliz e santo é todo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes a segunda morte não tem autoridade.” (Revelação 20:6a) Como Jesus prometera aos cristãos em Esmirna, esses vencedores, que participam na “primeira ressurreição”, não estarão em perigo de sofrer dano causado pela “segunda morte”, a qual significa o aniquilamento, a destruição, sem esperança de ressurreição. (Revelação 2:11; 20:14) A segunda morte ‘não terá autoridade’ sobre esses vencedores, porque eles se terão revestido de incorrupção e de imortalidade. — 1 Coríntios 15:53.

      18. O que João diz agora a respeito dos novos governantes da Terra, e o que eles realizarão?

      18 Quão diferentes dos reis da Terra durante o período de autoridade de Satanás! Esses têm governado no máximo por uns meros 50 ou 60 anos, e a grande maioria apenas por poucos anos. Muitos deles têm oprimido a humanidade. De qualquer modo, que proveito permanente poderiam as nações derivar de governantes em constante mudança, com políticas sempre diferentes? Em contraste, João diz a respeito dos novos governantes da Terra: “Mas serão sacerdotes de Deus e do Cristo, e reinarão com ele durante os mil anos.” (Revelação 20:6b) Junto com Jesus, constituirão o único governo durante mil anos. Seu serviço sacerdotal, na aplicação do mérito do perfeito sacrifício humano de Jesus, soerguerá os humanos obedientes à perfeição espiritual, moral e física. Seu serviço régio resultará no estabelecimento duma sociedade humana global que refletirá a justiça e a santidade de Jeová. Eles, como juízes por mil anos, junto com Jesus, orientarão amorosamente os humanos dóceis em direção ao alvo da vida eterna. — João 3:16.

      A Prova Final

      19. Qual será a condição da Terra e a condição da humanidade no fim do Reinado Milenar, e o que Jesus fará então?

      19 Até o fim do Reinado Milenar, toda a Terra terá se tornado igual ao Éden original. Será um verdadeiro paraíso. A humanidade perfeita não mais precisará dum sumo sacerdote para interceder por ela perante Deus, visto que todos os vestígios do pecado de Adão terão sido eliminados e o último inimigo, a morte, terá sido reduzido a nada. O Reino de Cristo terá conseguido realizar o propósito de Deus, de criar um só mundo com um só governo. Nesse ponto, Jesus ‘entregará o reino ao seu Deus e Pai’. — 1 Coríntios 15:22-26; Romanos 15:12.

      20. O que João nos diz sobre o que acontecerá quando chegar o tempo para a prova final?

      20 Chega agora o tempo para uma prova final. Será que esse mundo aperfeiçoado da humanidade, em contraste com os primeiros humanos no Éden, se manterá firme na sua integridade? João informa-nos sobre o que acontece: “Ora, assim que tiverem terminado os mil anos, Satanás será solto de sua prisão, e ele sairá para desencaminhar aquelas nações nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a fim de ajuntá-los para a guerra. O número destes é como a areia do mar. E avançaram sobre a largura da terra e cercaram o acampamento dos santos e a cidade amada.” — Revelação 20:7-9a.

      21. Como Satanás agirá no seu último esforço, e por que não nos deve surpreender que alguns seguirão a Satanás, mesmo depois do Reinado Milenar?

      21 Qual será o resultado do último esforço de Satanás? Ele engana “aquelas nações nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue”, e as conduz à “guerra”. Quem é que ousaria tomar o lado de Satanás depois de mil anos de alegre e edificante governo teocrático? Ora, não se esqueça de que Satanás conseguiu desencaminhar os perfeitos Adão e Eva, enquanto eles usufruíam a vida no Paraíso do Éden. E ele conseguiu desviar anjos celestiais, que haviam visto os maus resultados da rebelião original. (2 Pedro 2:4; Judas 6) De modo que não nos deve surpreender que alguns humanos perfeitos sejam engodados para seguir a Satanás mesmo depois de deleitosos mil anos de governo do Reino de Deus.

      22. (a) O que a expressão “aquelas nações nos quatro cantos da terra” indica? (b) Por que os rebeldes são chamados de “Gogue e Magogue”?

      22 A Bíblia chama esses rebeldes de “nações nos quatro cantos da terra”. Isso não significa que a humanidade terá sido novamente dividida em entidades nacionais mutuamente incompatíveis. Indica apenas que esses se separarão dos justos e leais de Jeová, e que manifestarão o mesmo espírito mau que as nações demonstram hoje. Eles ‘inventarão um ardil maligno’, assim como fez Gogue de Magogue na profecia de Ezequiel, com o objetivo de destruir o governo teocrático na Terra. (Ezequiel 38:3, 10-12) Por isso são chamados de “Gogue e Magogue”.

      23. O que o fato de o número dos rebeldes ser “como a areia do mar” indica?

      23 O número dos que se juntam a Satanás na sua revolta será “como a areia do mar”. Quantos serão? Não há número predeterminado. (Veja Josué 11:4; Juízes 7:12.) O número total, final, dos rebeldes dependerá de como cada pessoa reagirá aos ardis enganosos de Satanás. Sem dúvida, porém, haverá um número considerável, visto que se considerarão bastante fortes para vencer “o acampamento dos santos e a cidade amada”.

      24. (a) O que é “a cidade amada”, e como pode ser cercada? (b) O que é representado pelo “acampamento dos santos”?

      24 “A cidade amada” deve ser a cidade mencionada pelo glorificado Jesus Cristo aos seus seguidores, em Revelação 3:12, e que ele chama de “cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu da parte do meu Deus”. Visto que ela é uma organização celestial, como podem essas forças terrestres ‘cercá-la’? No sentido de que cercam “o acampamento dos santos”. Qualquer acampamento se encontra fora duma cidade; portanto, “o acampamento dos santos” deve representar aqueles que estão na Terra, fora do lugar celestial da Nova Jerusalém, que lealmente apoiam o arranjo governamental de Jeová. Quando os rebeldes sob as ordens de Satanás atacarem esses fiéis, o Senhor Jesus considerará isso como um ataque contra ele mesmo. (Mateus 25:40, 45) “Aquelas nações” tentarão eliminar tudo o que a Nova Jerusalém celestial tiver realizado em tornar a Terra um paraíso. Portanto, ao atacarem “o acampamento dos santos”, eles também estarão atacando “a cidade amada”.

      O Lago de Fogo e Enxofre

      25. Como João descreve o resultado do ataque dos rebeldes contra “o acampamento dos santos”, e o que isso significará para Satanás?

      25 Esse último esforço de Satanás será bem-sucedido? Certamente que não — assim como tampouco o será o ataque que Gogue de Magogue está prestes a lançar contra o Israel espiritual nos nossos dias! (Ezequiel 38:18-23) João descreve vividamente o resultado: “Mas desceu fogo do céu e os devorou. E o Diabo que os desencaminhava foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde já estavam tanto a fera como o falso profeta.” (Revelação 20:9b-10a) Em vez de Satanás, a serpente original, ser apenas lançado no abismo, dessa vez ele será realmente esmagado, pulverizado, completamente aniquilado como que por fogo, deixando de existir.

      26. Por que o “lago de fogo e enxofre” não pode ser um lugar literal de tormento?

      26 Já notamos que o “lago de fogo e enxofre” não pode ser um literal lugar de tormento. (Revelação 19:20) Se Satanás tivesse de sofrer por toda a eternidade uma tortura agonizante, Jeová teria de preservá-lo vivo. No entanto, a vida é uma dádiva, não uma punição. A morte é a punição pelo pecado, e, segundo a Bíblia, as criaturas mortas não sentem nenhuma dor. (Romanos 6:23; Eclesiastes 9:5, 10) Além disso, lemos mais adiante que a própria morte, junto com o Hades, é lançada nesse mesmo lago de fogo e enxofre. A morte e o Hades certamente não podem sentir dor! — Revelação 20:14.

      27. Como aquilo que aconteceu a Sodoma e Gomorra nos ajuda a entender a expressão lago de fogo e enxofre?

      27 Tudo isso reforça o conceito de que o lago de fogo e enxofre é simbólico. Ademais, a menção de fogo e enxofre faz lembrar a sorte das antigas Sodoma e Gomorra, destruídas por Deus por causa da sua grave iniquidade. Quando o tempo delas chegou, “Jeová fez . . . chover enxofre e fogo sobre Sodoma e sobre Gomorra, da parte de Jeová, desde os céus”. (Gênesis 19:24) Aquilo que sobreveio àquelas duas cidades é chamado de “punição judicial do fogo eterno”. (Judas 7) Contudo, essas duas cidades não sofreram tormento eterno. Antes, elas foram eliminadas, obliteradas para sempre, junto com seus habitantes depravados. Essas cidades não existem hoje, e ninguém pode dizer com certeza onde elas se encontravam.

      28. O que é o lago de fogo e enxofre, e em que sentido é dessemelhante da morte, do Hades e do abismo?

      28 Em harmonia com isso, a própria Bíblia explica o sentido do lago de fogo e enxofre: “Este significa a segunda morte, o lago de fogo.” (Revelação 20:14) Trata-se evidentemente da mesma coisa que a Geena mencionada por Jesus, o lugar em que os iníquos são destruídos, não torturados, para sempre. (Mateus 10:28) É a destruição completa, total, sem esperança de ressurreição. Assim, ao passo que há chaves para a morte, para o Hades e para o abismo, não se faz menção duma chave para abrir o lago de fogo e enxofre. (Revelação 1:18; 20:1) Ele nunca soltará os seus cativos. — Veja Marcos 9:43-47.

      Atormentados Dia e Noite, Para Todo o Sempre

      29, 30. O que João diz sobre o Diabo, bem como sobre a fera e o falso profeta, e como se deve entender isso?

      29 Referindo-se ao Diabo, bem como à fera e ao falso profeta, João nos diz agora: “E serão atormentados dia e noite, para todo o sempre.” (Revelação 20:10b) O que significa isso? Conforme já mencionado, não é lógico dizer que símbolos, tais como a fera e o falso profeta, bem como a morte e o Hades, possam sofrer tortura de modo literal. Portanto, não temos nenhum motivo para crer que Satanás sofrerá por toda a eternidade. Ele será aniquilado.

      30 A palavra grega usada aqui para “tormento”, ba·sa·ní·zo, significa primariamente “testar (metais) com a pedra de toque”. “Interrogar por meio de tortura” é outra acepção. (The New Thayer’s Greek-English Lexicon of the New Testament) No contexto, o uso dessa palavra grega indica que aquilo que acontecerá a Satanás servirá para toda a eternidade como pedra de toque para a questão da legitimidade e da justiça do domínio de Jeová. Essa questão do domínio soberano terá sido resolvida de uma vez para sempre. Nunca mais terá de ser testado um desafio à soberania de Jeová por algum período extenso para mostrar que é errado. — Veja Salmo 92:1, 15.

      31. Como duas palavras gregas, relacionadas com aquela que significa “tormento”, nos ajudam a entender a punição sofrida por Satanás, o Diabo?

      31 Além disso, a palavra relacionada, ba·sa·ni·stés, “atormentador”, é usada na Bíblia para significar “carcereiro”. (Mateus 18:34, Interlinear do Reino, em inglês) Em harmonia com isso, Satanás será encarcerado para sempre no lago de fogo; ele nunca será solto. Finalmente, na versão Septuaginta, grega, que João conhecia bem, a palavra relacionada bá·sa·nos é usada para se referir à humilhação que leva à morte. (Ezequiel 32:24, 30) Isso nos ajuda a ver que a punição sofrida por Satanás é uma morte humilhante, eterna, no lago de fogo e enxofre. Suas obras morrem junto com ele. — 1 João 3:8.

      32. Que punição os demônios sofrerão, e como sabemos isso?

      32 Outrossim, nesse versículo não se mencionam os demônios. Serão eles soltos com Satanás no fim dos mil anos e sofrerão então a punição da morte eterna junto com ele? A evidência responde que sim. Na parábola das ovelhas e dos cabritos, Jesus disse que os cabritos iriam “para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos”. (Mateus 25:41) A expressão “fogo eterno” deve referir-se ao lago de fogo e enxofre no qual Satanás há de ser lançado. Os anjos do Diabo foram expulsos do céu junto com ele. Evidentemente, eles foram ao abismo com ele no começo do Reinado Milenar. De maneira coerente, pois, serão também destruídos com ele no lago de fogo e enxofre. — Mateus 8:29.

      33. Que pormenor final de Gênesis 3:15 se cumprirá então, e que assunto o espírito de Jeová traz agora à atenção de João?

      33 Dessa maneira, cumpre-se o último pormenor da profecia registrada em Gênesis 3:15. Quando Satanás for lançado no lago de fogo, ele ficará morto como uma serpente a que se esmigalhou a cabeça com um salto de ferro. Ele e seus demônios terão desaparecido para sempre. Não há mais menção deles no livro de Revelação. Agora, depois de profeticamente tê-los eliminado, o espírito de Jeová traz à atenção um assunto de premente interesse para aqueles que prezam a esperança terrestre: o que resultará para a humanidade do reinado celestial do “Rei dos reis” e “com ele os chamados, e escolhidos, e fiéis”? (Revelação 17:14) Para responder, João nos leva novamente de volta ao começo do Reinado Milenar.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Outros textos dizem que Jesus esteve no Hades enquanto morto. (Atos 2:31) No entanto, não devemos concluir disso que o Hades e o abismo sempre sejam a mesma coisa. Ao passo que a fera e Satanás vão ao abismo, fala-se apenas de humanos como indo ao Hades, onde dormem na morte até a sua ressurreição. — Jó 14:13; Revelação 20:13.

      b O machado (em grego: pé·le·kus) parece ter sido o instrumento tradicional de execução em Roma, embora já nos dias de João em geral se usasse mais a espada. (Atos 12:2) Portanto, a palavra grega usada aqui, pe·pe·le·kis·mé·non (“executados com o machado”), significa simplesmente “executados”.

      c É interessante notar que Eusébio, historiador do quarto século, relata que Pápias de Hierápolis, que se julga ter recebido parte de seu conhecimento bíblico de discípulos de João, o escritor de Revelação, acreditava num literal Reinado Milenar de Cristo (embora Eusébio discordasse fortemente dele). — The History of the Church (A História da Igreja), Eusébio, III, 39.

  • O dia de julgamento de Deus — seu jubiloso resultado!
    Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
    • Capítulo 41

      O dia de julgamento de Deus — seu jubiloso resultado!

      Visão 15 — Revelação 20:11–21:8

      Assunto: A ressurreição geral, o Dia de Julgamento, e as bênçãos de novos céus e uma nova terra

      Tempo do cumprimento: O Reinado Milenar

      1. (a) O que a humanidade perdeu quando Adão e Eva pecaram? (b) Que propósito de Deus não mudou, e como sabemos isso?

      NÓS, como humanos, fomos criados para viver para sempre. Se Adão e Eva tivessem obedecido às ordens de Deus, eles nunca teriam morrido. (Gênesis 1:28; 2:8, 16, 17; Eclesiastes 3:10, 11) Mas, quando pecaram, perderam a perfeição e a vida tanto para si mesmos como para seus descendentes, e a morte passou a reinar sobre a humanidade como inimigo implacável. (Romanos 5:12, 14; 1 Coríntios 15:26) Não obstante, o propósito de Deus, de ter humanos perfeitos vivendo para sempre na Terra paradísica, não mudou. Por causa do seu grande amor à humanidade, ele enviou à Terra seu Filho unigênito, Jesus, o qual deu a sua vida humana perfeita como resgate para “muitos” dos descendentes de Adão. (Mateus 20:28; João 3:16) Jesus pode agora usar esse mérito legal do seu sacrifício para restituir aos humanos crentes a vida em perfeição numa Terra paradísica. (1 Pedro 3:18; 1 João 2:2) Que grandioso motivo para a humanidade ‘jubilar e alegrar-se’! — Isaías 25:8, 9.

      2. O que João relata em Revelação 20:11, e o que é o “grande trono branco”?

      2 Estando Satanás restrito ao abismo, começa o glorioso Reinado Milenar de Jesus. É agora o “dia” em que Deus “se propôs julgar em justiça a terra habitada, por meio dum homem a quem designou”. (Atos 17:31; 2 Pedro 3:8) João declara: “E eu vi um grande trono branco e o que estava sentado nele. De diante dele fugiam a terra e o céu, e não se achou lugar para eles.” (Revelação 20:11) O que é esse “grande trono branco”? Não pode ser outro senão o tribunal de “Deus, o Juiz de todos”. (Hebreus 12:23) Ele julgará agora a humanidade quanto a quem será beneficiado pelo sacrifício resgatador de Jesus. — Marcos 10:45.

      3. (a) O que se indica por dizer-se que o trono de Deus é “grande” e “branco”? (b) Quem julgará no Dia de Julgamento, e à base de quê?

      3 O trono de Deus é “grande”, enfatizando a grandiosidade de Jeová como Soberano Senhor, e é “branco”, o que traz à atenção sua impecável justiça. Ele é o derradeiro Juiz da humanidade. (Salmo 19:7-11; Isaías 33:22; 51:5, 8) Todavia, delegou a obra de julgar a Jesus Cristo: “O Pai não julga a ninguém, mas tem confiado todo o julgamento ao Filho.” (João 5:22) Jesus é acompanhado por seus 144.000 associados, sendo que “foi-lhes dado poder para julgar . . . por mil anos”. (Revelação 20:4) Mesmo assim, é pelas normas de Jeová que se decidirá o que acontecerá a cada indivíduo durante o Dia de Julgamento.

      4. O que significa que “fugiam a terra e o céu”?

      4 Em que sentido “fugiam a terra e o céu”? Trata-se do mesmo céu que se afastou como um rolo por ocasião da abertura do sexto selo — os poderes governantes, humanos, que “estão sendo guardados para o fogo e estão sendo reservados para o dia do julgamento e da destruição dos homens ímpios”. (Revelação 6:14; 2 Pedro 3:7) A terra é o sistema organizado que existe sob essa governança. (Revelação 8:7) A destruição da fera e dos reis da Terra, e dos seus exércitos, junto com os que tinham recebido a marca da fera e os que prestavam adoração à sua imagem, assinala a fuga desses céu e terra. (Revelação 19:19-21) Uma vez executado o julgamento na terra e no céu de Satanás, o Grande Juiz decreta outro Dia de Julgamento.

      O Dia de Julgamento de Mil Anos

      5. Depois da fuga da velha terra e do velho céu, quem resta para ser julgado?

      5 Quem resta ser julgado depois da fuga da velha terra e do velho céu? Não o restante ungido dos 144.000, porque eles já foram julgados e selados. Se alguns dos ungidos ainda estiverem vivos na Terra após o Armagedom, terão de morrer pouco depois e receber sua recompensa celestial por meio da ressurreição. (1 Pedro 4:17; Revelação 7:2-4) Todavia, os milhões da grande multidão, que então já terão saído da grande tribulação, estarão conspicuamente em pé “diante do trono”. Esses já foram considerados justos para a sobrevivência por causa da sua fé no sangue derramado de Jesus, mas o julgamento deles tem de continuar durante os mil anos, ao passo que Jesus prossegue guiando-os a “fontes de águas da vida”. Daí, restabelecidos à perfeição humana e depois provados, serão declarados justos no mais pleno sentido. (Revelação 7:9, 10, 14, 17) Os filhos que sobreviverem à grande tribulação, e quaisquer filhos que nascerem aos da grande multidão durante o Milênio, terão de ser julgados similarmente durante os mil anos. — Veja Gênesis 1:28; 9:7; 1 Coríntios 7:14.

      6. (a) Que aglomeração João observa, e o que é indicado pelas palavras “os grandes e os pequenos”? (b) Sem dúvida, como serão trazidos de volta os milhões de pessoas que estão na memória de Deus?

      6 No entanto, João observa uma aglomeração de pessoas muito mais numerosa do que a da grande multidão sobrevivente. Seu número ascenderá a bilhões! “E eu vi os mortos, os grandes e os pequenos, em pé diante do trono, e abriram-se rolos.” (Revelação 20:12a) “Os grandes e os pequenos” abrangem os humanos de destaque, bem como os de menos destaque, que viveram e morreram na Terra durante os últimos 6.000 anos. No Evangelho que o apóstolo João escreveu pouco depois de Revelação, Jesus disse a respeito do Pai: “E deu-lhe [a Jesus] autoridade para julgar, porque é Filho do homem. Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz e sairão.” (João 5:27-29) Que projeto estupendo — anular as mortes e os sepultamentos ocorridos no decorrer de toda a história! Sem dúvida, esses incontáveis milhões que estão na memória de Deus serão gradualmente trazidos de volta, para que os da grande multidão — que em comparação são muito poucos — possam cuidar dos problemas que surjam por esses ressuscitados, no começo, talvez terem a tendência de seguir seu antigo estilo de vida, com as fraquezas e atitudes carnais deste.

      Quem É Ressuscitado e Julgado?

      7, 8. (a) Que rolo é aberto, e o que acontece depois? (b) Para quem não haverá ressurreição?

      7 João acrescenta: “Mas outro rolo foi aberto; é o rolo da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas escritas nos rolos, segundo as suas ações. E o mar entregou os mortos nele, e a morte e o Hades entregaram os mortos neles, e foram julgados individualmente segundo as suas ações.” (Revelação 20:12b, 13) É deveras um espetáculo empolgante! ‘O mar, a morte e o Hades’ desempenham cada um o seu papel, mas note que esses termos não se excluem mutuamente.a Jonas, quando estava no ventre dum peixe e, portanto, no meio do mar, falou de si mesmo como estando no Seol, ou Hades. (Jonas 2:2) A pessoa que está nas garras da morte adâmica provavelmente também está no Hades. Essas palavras proféticas oferecem forte garantia de que ninguém passará despercebido.

      8 Naturalmente, há um número desconhecido daqueles que não serão ressuscitados. Entre esses estariam os escribas e os fariseus impenitentes que rejeitaram a Jesus e os apóstolos, o religioso “homem que é contra a lei”, e cristãos ungidos “que se afastaram”. (2 Tessalonicenses 2:3; Hebreus 6:4-6; Mateus 23:29-33) Jesus falou também de pessoas caprinas, no fim do mundo, que irão “para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos”, a saber, “para o decepamento eterno”. (Mateus 25:41, 46) Não haverá ressurreição para tais!

      9. Como o apóstolo Paulo indica que alguns serão especialmente favorecidos na ressurreição, e quem está incluído entre esses?

      9 Por outro lado, alguns serão especialmente favorecidos na ressurreição. O apóstolo Paulo indicou isso ao dizer: “Eu tenho esperança para com Deus . . . de que há de haver uma ressurreição tanto de justos como de injustos.” (Atos 24:15) No que se refere à ressurreição terrestre, os “justos” incluirão homens e mulheres fiéis da antiguidade — Abraão, Raabe, e muitos outros — que foram declarados justos quanto a ter amizade com Deus. (Tiago 2:21, 23, 25) Nesse mesmo grupo estarão também aquelas outras ovelhas justas que morreram fiéis a Jeová nos tempos modernos. É provável que todos esses mantenedores da integridade sejam ressuscitados no início do Reinado Milenar de Jesus. (Jó 14:13-15; 27:5; Daniel 12:13; Hebreus 11:35, 39, 40) Sem dúvida, muitos desses justos ressuscitados receberão privilégios especiais de supervisão na enorme obra de restauração no Paraíso. — Salmo 45:16; veja Isaías 32:1, 16-18; 61:5; 65:21-23.

      10. Dentre aqueles que hão de ser ressuscitados, quem são os “injustos”?

      10 Quem, porém, são os “injustos” mencionados em Atos 24:15? Esses incluem as grandes massas da humanidade que faleceram no decorrer da história, especialmente os que viveram ‘em tempos de ignorância’. (Atos 17:30) Esses, por causa do lugar onde nasceram ou da época em que viveram, não tiveram nenhuma oportunidade de aprender a obediência à vontade de Jeová. Além disso, poderá haver alguns que ouviram a mensagem de salvação, mas não a aceitaram plenamente na época, ou que faleceram antes de progredir até a dedicação e o batismo. Na ressurreição, eles terão de fazer ajustes adicionais no seu modo de pensar e de viver, se hão de tirar proveito dessa oportunidade de obter a vida eterna.

      O Rolo da Vida

      11. (a) O que é “o rolo da vida”, e os nomes de quem são registrados nesse rolo? (b) Por que o rolo da vida será aberto durante o Reinado Milenar?

      11 João fala do “rolo da vida”. Esse é um registro daqueles que têm a perspectiva de receber de Jeová a vida eterna. Os nomes dos irmãos ungidos de Jesus, da grande multidão e dos fiéis homens da antiguidade, tais como Moisés, foram registrados nesse rolo. (Êxodo 32:32, 33; Daniel 12:1; Revelação 3:5) Por enquanto, nenhum dos “injustos” ressuscitados tem seu nome inscrito no rolo da vida. De modo que o rolo da vida será aberto durante o Reinado Milenar para permitir que se inscrevam nele os nomes de outros que se tornam habilitados. Aqueles cujo nome não é inscrito no rolo, ou livro, da vida são ‘lançados no lago de fogo’. — Revelação 20:15; veja Hebreus 3:19.

      12. O que determinará se a pessoa terá seu nome inscrito no rolo da vida que for aberto, e como o Juiz designado por Jeová deu o exemplo?

      12 Então, que fator determinará se alguém terá seu nome inscrito no rolo da vida aberto naquele tempo? O fator-chave será o mesmo que o dos dias de Adão e Eva: a obediência a Jeová. Conforme o apóstolo João escreveu a amados concristãos: “O mundo está passando, e assim também o seu desejo, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” (1 João 2:4-7, 17) Na questão da obediência, o Juiz designado por Jeová deu o exemplo: “Embora [Jesus] fosse Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu; e, depois de ter sido aperfeiçoado, tornou-se responsável pela salvação eterna de todos os que lhe obedecem.” — Hebreus 5:8, 9.

      Abrem-se Outros Rolos

      13. De que modo os ressuscitados terão de mostrar obediência e que princípios terão de seguir?

      13 De que modo precisam esses ressuscitados demonstrar sua obediência? O próprio Jesus indicou os dois grandes mandamentos, dizendo: “O primeiro é: ‘Ouve, ó Israel: Jeová, nosso Deus, é um só Jeová, e tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de toda a tua mente, e de toda a tua força.’ O segundo é este: ‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.’” (Marcos 12:29-31) Precisam também seguir os bem estabelecidos princípios de Jeová, tais como repudiar o furto, a mentira, o assassinato e a imoralidade. — 1 Timóteo 1:8-11; Revelação 21:8.

      14. Que outros rolos são abertos, e o que eles contêm?

      14 No entanto, João acaba de mencionar outros rolos que serão abertos durante o Reinado Milenar. (Revelação 20:12) Quais são eles? Ocasionalmente, Jeová tem dado instruções específicas para determinadas situações. Por exemplo, nos dias de Moisés, ele proveu uma série detalhada de leis que significavam vida para os israelitas, se obedecessem a elas. (Deuteronômio 4:40; 32:45-47) Durante o primeiro século, deram-se novas instruções para ajudar os fiéis a seguir os princípios de Jeová sob o sistema cristão de coisas. (Mateus 28:19, 20; João 13:34; 15:9, 10) Agora, João relata que os mortos hão de ser “julgados pelas coisas escritas nos rolos, segundo as suas ações”. Portanto, é evidente que a abertura desses rolos divulgará requisitos pormenorizados de Jeová para a humanidade durante os mil anos. Por aplicarem na sua vida os regulamentos e os mandamentos desses rolos, os humanos obedientes poderão prolongar seus dias, alcançando por fim a vida eterna.

      15. Que espécie de campanha educativa será necessária durante o período da ressurreição, e como a ressurreição provavelmente ocorrerá?

      15 Quanta necessidade haverá duma extensiva campanha de educação teocrática! Em 2005, as Testemunhas de Jeová dirigiram mundialmente, em média, 6.061.534 estudos bíblicos. Mas, durante a ressurreição, sem dúvida serão dirigidos incontáveis milhões de estudos, baseados na Bíblia e nos novos rolos! Todos os do povo de Deus terão de tornar-se instrutores e fazer empenho nesse sentido. Os ressuscitados, ao passo que progredirem, sem dúvida participarão nesse vasto programa de ensino. É provável que a ressurreição ocorra de modo tal que os vivos possam ter a alegria de acolher e instruir anteriores membros da família e conhecidos, os quais, por sua vez, poderão acolher e instruir mais outros. (Veja 1 Coríntios 15:19-28, 58.) Os mais de seis milhões de Testemunhas de Jeová, hoje ativas na divulgação da verdade, estão lançando um bom alicerce para os privilégios que esperam ter durante o período da ressurreição. — Isaías 50:4; 54:13.

      16. (a) Os nomes de quem não serão inscritos no rolo, ou livro, da vida? (b) Quem são aqueles cuja ressurreição mostrará ser “de vida”?

      16 Com respeito à ressurreição terrestre, Jesus disse que ‘os que fizeram boas coisas saem para uma ressurreição de vida, os que praticaram coisas ruins, para uma ressurreição de julgamento’. Aqui são contrastados “vida” e “julgamento”, mostrando que os ressuscitados que “praticaram coisas ruins” depois de terem sido instruídos nas Escrituras inspiradas e nos rolos são julgados indignos da vida. Seus nomes não serão inscritos no rolo, ou livro, da vida. (João 5:29) Isso se aplicará também a todo aquele que antes seguiu um rumo fiel, mas que, por algum motivo, se desvia durante o Reinado Milenar. Nomes podem ser apagados. (Êxodo 32:32, 33) Por outro lado, aqueles que obedientemente seguirem as coisas escritas nos rolos manterão seus nomes incluídos no registro escrito, o rolo da vida, e continuarão a viver. Para eles, a ressurreição terá sido “de vida”.

      O Fim da Morte e do Hades

      17. (a) Que ação maravilhosa é descrita por João? (b) Quando o Hades é esvaziado? (c) Quando é que a morte adâmica é ‘lançada no lago de fogo’?

      17 A seguir, João descreve algo realmente maravilhoso! “E a morte e o Hades foram lançados no lago de fogo. Este significa a segunda morte, o lago de fogo. Outrossim, todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.” (Revelação 20:14, 15) Ao fim do Dia de Julgamento milenar, “a morte e o Hades” serão completamente eliminados. Por que isso envolve mil anos? O Hades, a sepultura comum de toda a humanidade, é esvaziado quando o último daqueles que estão na memória de Deus for ressuscitado. Mas, enquanto houver humanos manchados pelo pecado herdado, ainda estarão sob a morte adâmica. Todos os ressuscitados na Terra, bem como os da grande multidão que sobreviveram ao Armagedom, terão de obedecer ao que está escrito nos rolos, até que o mérito do resgate de Jesus tenha sido aplicado para remover plenamente a doença, a velhice e outros defeitos herdados. Daí, a morte adâmica, junto com o Hades, serão “lançados no lago de fogo”. Terão desaparecido para sempre!

      18. (a) Como o apóstolo Paulo descreve o êxito do reinado de Jesus? (b) O que Jesus faz com a aperfeiçoada família humana? (c) Que outras coisas ocorrem no fim dos mil anos?

      18 Assim se completará o programa que o apóstolo Paulo descreve na sua carta aos coríntios: “Pois ele [Jesus] tem de reinar até que Deus lhe tenha posto todos os inimigos debaixo dos seus pés. Como último inimigo, a morte [adâmica] há de ser reduzida a nada.” O que acontece então? “Quando todas as coisas lhe tiverem sido sujeitas, então o próprio Filho também se sujeitará Àquele que lhe sujeitou todas as coisas.” Em outras palavras, Jesus irá “entregar o reino ao seu Deus e Pai”. (1 Coríntios 15:24-28) Sim, Jesus, depois de ter vencido a morte adâmica por meio do mérito do seu sacrifício resgatador, entregará a aperfeiçoada família humana ao seu Pai, Jeová. Evidentemente, é nesse ponto, no fim dos mil anos, que Satanás é solto e que se realiza a prova final, para determinar os nomes de quem continuarão permanentemente registrados no rolo da vida. ‘Esforce-se vigorosamente’ para que o seu nome esteja entre esses! — Lucas 13:24; Revelação 20:5.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Os ressuscitados do mar não incluem os corruptos habitantes da Terra que pereceram no Dilúvio dos dias de Noé; aquela destruição foi definitiva, assim como será a execução do julgamento por Jeová na grande tribulação. — Mateus 25:41, 46; 2 Pedro 3:5-7.

  • Um novo céu e uma nova terra
    Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
    • Capítulo 42

      Um novo céu e uma nova terra

      1. O que João descreve ao passo que o anjo o leva de volta ao início do Reinado Milenar?

      ESTA gloriosa visão continua a desenrolar-se ao passo que o anjo leva João de volta ao início do Reinado Milenar. O que ele descreve? “E eu vi um novo céu e uma nova terra; pois o céu anterior e a terra anterior tinham passado, e o mar já não é.” (Revelação 21:1) Apresenta-se um panorama cativante!

      2. (a) Como a profecia de Isaías a respeito de novos céus e uma nova terra se cumpriu nos judeus restabelecidos em 537 AEC? (b) Como sabemos que haverá uma aplicação adicional da profecia de Isaías, e como essa promessa se cumpre?

      2 Centenas de anos antes dos dias de João, Jeová dissera a Isaías: “Pois eis que crio novos céus e uma nova terra; e não haverá recordação das coisas anteriores, nem subirão ao coração.” (Isaías 65:17; 66:22) Essa profecia cumpriu-se inicialmente quando os judeus fiéis voltaram para Jerusalém, em 537 AEC, depois dum exílio de 70 anos em Babilônia. Naquele restabelecimento, eles constituíam uma sociedade purificada, “uma nova terra”, sob um novo sistema governamental, “novos céus”. O apóstolo Pedro, porém, apontou para uma aplicação adicional desta profecia, dizendo: “Mas, há novos céus e uma nova terra que aguardamos segundo a sua promessa, e nestes há de morar a justiça.” (2 Pedro 3:13) João mostra agora que essa promessa se cumpre durante o dia do Senhor. “O céu anterior e a terra anterior”, o organizado sistema de coisas de Satanás, com sua estrutura governamental influenciada por Satanás e seus demônios, desaparecerá. O turbulento “mar” da humanidade iníqua e rebelde deixará de existir. No seu lugar haverá “um novo céu e uma nova terra” — uma nova sociedade terrestre sob um novo governo, o Reino de Deus. — Veja Revelação 20:11.

      3. (a) O que João descreve, e o que é a Nova Jerusalém? (b) Como é que a Nova Jerusalém ‘desce do céu’?

      3 João prossegue: “Vi também a cidade santa, Nova Jerusalém, descendo do céu, da parte de Deus, e preparada como noiva adornada para seu marido.” (Revelação 21:2) A Nova Jerusalém é a noiva de Cristo, composta dos cristãos ungidos que permanecem fiéis até a morte e que são ressuscitados para se tornarem reis e sacerdotes junto com o glorificado Jesus. (Revelação 3:12; 20:6) Assim como a Jerusalém terrestre se tornou a sede do governo no Israel antigo, assim a magnífica Nova Jerusalém e seu Noivo constituem o governo do novo sistema de coisas. Este é o novo céu. A ‘noiva desce do céu’, não em sentido literal, mas no sentido de fixar a atenção na Terra. A noiva do Cordeiro há de ser sua ajudadora leal em gerir um governo justo sobre toda a humanidade. É deveras uma bênção para a nova terra!

      4. Que promessa similar àquela feita à recém-formada nação de Israel é feita por Deus?

      4 João nos diz adicionalmente: “Com isso ouvi uma voz alta do trono dizer: ‘Eis que a tenda de Deus está com a humanidade, e ele residirá com eles e eles serão os seus povos. E o próprio Deus estará com eles.’” (Revelação 21:3) Quando Jeová fez o pacto da Lei com a então nova nação de Israel, ele prometeu: “Hei de pôr meu tabernáculo no vosso meio e minha alma não vos abominará. E deveras andarei no vosso meio e mostrarei ser vosso Deus, e vós, da vossa parte, mostrareis ser meu povo.” (Levítico 26:11, 12) Agora, Jeová faz uma promessa similar aos humanos fiéis. Durante o Dia de Julgamento de mil anos, eles se tornarão um povo muito especial para ele.

      5. (a) Como Deus residirá com a humanidade durante o Reinado Milenar? (b) Como Deus residirá entre a humanidade depois do Reinado Milenar?

      5 Durante o Reinado Milenar, Jeová “residirá” no meio da humanidade num arranjo temporário, estando representado por seu Filho régio, Jesus Cristo. No fim do Reinado Milenar, porém, quando Jesus entregar o Reino ao seu Pai, não haverá necessidade de um representante ou intercessor régio. Jeová residirá espiritualmente com “os seus povos” de maneira permanente e direta. (Veja João 4:23, 24.) Que elevado privilégio para a humanidade restabelecida!

      6, 7. (a) Que grandiosas promessas João revela, e quem usufruirá as bênçãos? (b) Como Isaías descreve um paraíso que é tanto espiritual como literal?

      6 João prossegue, dizendo: “E enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.” (Revelação 21:4) Novamente, trazem-se à nossa lembrança anteriores promessas inspiradas. Isaías também aguardava o tempo em que não haveria mais morte, nem pranto, e em que o pesar seria substituído pela exultação. (Isaías 25:8; 35:10; 51:11; 65:19) João confirma agora que essas promessas têm um maravilhoso cumprimento durante o Dia de Julgamento de mil anos. As bênçãos serão primeiro usufruídas pelos da grande multidão. “O Cordeiro, que está no meio do trono”, continuando a pastoreá-los, “os guiará a fontes de águas da vida. E Deus enxugará toda lágrima dos olhos deles”. (Revelação 7:9, 17) Mas, finalmente, todos os ressuscitados que exercerem fé nas provisões de Jeová estarão ali junto com eles, usufruindo um paraíso tanto espiritual como literal.

      7 “Naquele tempo”, diz Isaías, “abrir-se-ão os olhos dos cegos e destapar-se-ão os próprios ouvidos dos surdos”. Sim, “naquele tempo o coxo estará escalando como o veado e a língua do mudo gritará de júbilo”. (Isaías 35:5, 6) Naquele tempo, também, “hão de construir casas e as ocuparão; e hão de plantar vinhedos e comer os seus frutos. Não construirão e outro terá morada; não plantarão e outro comerá. Porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore; e meus escolhidos usufruirão plenamente o trabalho das suas próprias mãos”. (Isaías 65:21, 22) De modo que não serão desarraigados da Terra.

      8. O que o próprio Jeová diz com respeito à fidedignidade dessas grandiosas promessas?

      8 Que vislumbres magníficos nos enchem a mente ao passo que meditamos nessas promessas! Provisões maravilhosas aguardam a humanidade fiel sob o amoroso governo do céu. São essas promessas boas demais para ser verídicas? Trata-se apenas de sonhos dum velho, exilado na ilha de Patmos? O próprio Jeová responde: “E O que estava sentado no trono disse: ‘Eis que faço novas todas as coisas.’ Ele diz também: ‘Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.’ E ele me disse: ‘Estão feitas! Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim.’” — Revelação 21:5, 6a.

      9. Por que o cumprimento dessas bênçãos futuras pode ser encarado como absolutamente certo?

      9 É como se o próprio Jeová assinasse uma fiança, ou um título de propriedade, para a humanidade fiel, referente a essas bênçãos futuras. Quem se atreve a questionar tal Fiador? Ora, essas promessas de Jeová são tão certas, que ele fala como se já se tivessem cumprido: “Estão feitas!” Não é Jeová “o Alfa e o Ômega . . .  , Aquele que é, e que era, e que vem, o Todo-poderoso”? (Revelação 1:8) De fato, ele o é! Ele mesmo declara: “Sou o primeiro e sou o último, e além de mim não há Deus.” (Isaías 44:6) Como tal, ele pode inspirar profecias e cumpri-las em todos os pormenores. Quanto isso fortalece a fé! De modo que ele promete: “Eis que faço novas todas as coisas”! Em vez de questionar se essas maravilhas realmente vão acontecer, certamente deveríamos perguntar-nos: ‘O que eu mesmo preciso fazer para herdar tais bênçãos?’

      “Água” Para os Sedentos

      10. Que “água” Jeová oferece, e o que é representado por ela?

      10 É o próprio Jeová quem declara: “A todo aquele que tiver sede darei gratuitamente da fonte da água da vida.” (Revelação 21:6b) Para saciar essa sede, a pessoa tem de estar cônscia da sua necessidade espiritual e estar disposta a aceitar a “água” que Jeová provê. (Isaías 55:1; Mateus 5:3) Que “água”? O próprio Jesus respondeu a essa pergunta quando deu testemunho a uma mulher junto a uma fonte em Samaria. Ele lhe disse: “Quem beber da água que eu lhe der, nunca mais ficará com sede, mas a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água que borbulha para dar vida eterna.” Essa “fonte de água da vida” flui de Deus por meio de Cristo como Sua provisão para restabelecer a humanidade em perfeição de vida. Iguais à mulher samaritana, quão ávidos devemos nós estar para beber fartamente dessa fonte! E, iguais àquela mulher, quão dispostos devemos estar de largar os interesses mundanos a favor de divulgar a outros as boas novas! — João 4:14, 15, 28, 29.

      Aqueles Que Vencem

      11. Que promessa Jeová faz, e a quem essas palavras se aplicam primeiro?

      11 Aqueles que bebem dessa “água” refrescante devem também vencer, conforme Jeová prossegue dizendo: “Todo aquele que vencer herdará estas coisas, e eu serei o seu Deus e ele será o meu filho.” (Revelação 21:7) Essa promessa é similar às promessas encontradas nas mensagens às sete congregações; portanto, essas palavras devem aplicar-se em primeiro lugar a discípulos ungidos. (Revelação 2:7, 11, 17, 26-28; 3:5, 12, 21) Os irmãos espirituais de Cristo, no decorrer dos séculos, têm ansiosamente aguardado o privilégio de fazer parte da Nova Jerusalém. Se vencerem, assim como Jesus venceu, cumprir-se-ão as suas esperanças. — João 16:33.

      12. Como a promessa de Jeová em Revelação 21:7 se cumprirá para com os da grande multidão?

      12 Os da grande multidão de todas as nações também aguardam o cumprimento dessa promessa. Eles também têm de vencer, servindo lealmente a Deus até saírem da grande tribulação. Daí entrarão na sua herança terrestre, ‘o reino preparado para eles desde a fundação do mundo’. (Mateus 25:34) Estes e outros das ovelhas terrestres do Senhor, que passarem com êxito pela prova no fim dos mil anos, serão chamados de “santos”. (Revelação 20:9) Usufruirão uma relação sagrada e filial com seu Criador, Jeová Deus, como membros da Sua organização universal. — Isaías 66:22; João 20:31; Romanos 8:21.

      13, 14. Que práticas temos de evitar resolutamente para herdar as grandiosas promessas de Deus, e por quê?

      13 Em vista dessa grandiosa perspectiva, quão importante é que as Testemunhas de Jeová permaneçam agora limpas das coisas degradantes do mundo de Satanás! Precisamos ser fortes, resolutos e determinados a que o Diabo nunca nos rebaixe arrastando-nos para o grupo que o próprio Jeová aqui descreve: “Mas, quanto aos covardes, e aos que não têm fé, e aos que são repugnantes na sua sujeira, e aos assassinos, e aos fornicadores, e aos que praticam o espiritismo, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, terão o seu quinhão no lago que queima com fogo e enxofre. Este significa a segunda morte.” (Revelação 21:8) Sim, o prospectivo herdeiro tem de evitar as práticas que sujaram este velho sistema de coisas. Ele tem de vencer por permanecer fiel apesar de toda pressão e tentação. — Romanos 8:35-39.

      14 Embora a cristandade afirme ser a noiva de Cristo, ela é caracterizada pelas práticas repugnantes que João aqui descreve. De modo que ela vai para a destruição eterna junto com o restante de Babilônia, a Grande. (Revelação 18:8, 21) Do mesmo modo, quaisquer dos ungidos ou da grande multidão que adotarem a prática de tais transgressões, ou começarem a incentivar outros a praticá-las, enfrentarão a destruição eterna. Se persistirem nessas ações, não herdarão as promessas. E, na nova terra, quaisquer que tentarem introduzir tais práticas serão logo destruídos, sofrendo a segunda morte, sem esperança de ressurreição. — Isaías 65:20.

      15. Quem se destaca como vencedor, e com que visão Revelação é levada a um clímax sublime?

      15 Quem se destaca como vencedor são o Cordeiro, Jesus Cristo, e sua noiva de 144.000, a Nova Jerusalém. Quão apropriado é, então, que Revelação seja levada a um clímax sublime por uma derradeira vista transcendente da Nova Jerusalém! João descreve agora uma última visão.

  • Um novo céu e uma nova terra
    Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
    • [Fotos na página 302]

      Na sociedade da nova terra haverá trabalho e associação alegres para todos

  • A deslumbrante cidade
    Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
    • Capítulo 43

      A deslumbrante cidade

      Visão 16 — Revelação 21:9–22:5

      Assunto: A descrição da Nova Jerusalém

      Tempo do cumprimento: Depois da grande tribulação e do lançamento de Satanás no abismo

      1, 2. (a) Aonde um anjo leva João para ver a Nova Jerusalém, e que contraste observamos aqui? (b) Por que este é o grandioso clímax de Revelação?

      UM ANJO havia levado João ao ermo para mostrar-lhe Babilônia, a Grande. Agora, um do mesmo grupo angélico leva João a um alto monte. Que contraste ele vê ali! Não há ali nenhuma cidade impura, imoral, tal como a meretriz babilônica, mas a Nova Jerusalém — pura, espiritual, santa — e ela desce do próprio céu. — Revelação 17:1, 5.

      2 Nem mesmo a Jerusalém terrestre teve alguma vez tal glória. João informa-nos: “E veio um dos sete anjos que tinham as sete tigelas cheias das últimas sete pragas, e falou comigo, dizendo: ‘Vem para cá, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro.’ Levou-me assim no poder do espírito para um grande e alto monte, e mostrou-me a cidade santa de Jerusalém descendo do céu, da parte de Deus, e tendo a glória de Deus.” (Revelação 21:9-11a) Do ponto de observação daquele alto monte João examina a bela cidade em todos os seus lindos pormenores. Homens de fé estiveram em viva expectativa da vinda dela, desde a queda da humanidade no pecado e na morte. Por fim, aqui está ela! (Romanos 8:19; 1 Coríntios 15:22, 23; Hebreus 11:39, 40) É uma magnífica cidade espiritual, composta de 144.000 leais mantenedores da integridade, deslumbrante na sua santidade e refletindo a própria glória de Jeová. Este é o grandioso clímax de Revelação!

      3. Como João descreve a beleza da Nova Jerusalém?

      3 A Nova Jerusalém é de uma empolgante beleza: “Seu resplendor era semelhante a uma pedra mui preciosa, como pedra de jaspe, brilhando como cristal. Tinha uma grande e alta muralha, e tinha doze portões, e, junto aos portões, doze anjos, e havia nomes inscritos, os quais são os das doze tribos dos filhos de Israel. Ao leste havia três portões, e ao norte havia três portões, e ao sul havia três portões, e ao oeste havia três portões. A muralha da cidade tinha também doze pedras de alicerce, e sobre elas os doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.” (Revelação 21:11b-14) Quão apropriado é que a primeira impressão que João registra seja de uma resplandecente luminosidade! Radiante como noiva, a Nova Jerusalém é consorte apropriada para Cristo. Ela deveras resplandece, assim como é próprio para uma criação do “Pai das luzes celestiais”. — Tiago 1:17.

      4. O que indica que a Nova Jerusalém não é a nação carnal de Israel?

      4 Nos seus 12 portões há inscritos os nomes das 12 tribos de Israel. Portanto, essa simbólica cidade compõe-se dos 144.000, que foram selados “de toda tribo dos filhos de Israel”. (Revelação 7:4-8) Em harmonia com isso, as pedras de alicerce têm inscritos nelas os nomes dos 12 apóstolos do Cordeiro. Sim, a Nova Jerusalém não é a nação carnal de Israel, fundada nos 12 filhos de Jacó. Ela é o Israel espiritual, fundada nos “apóstolos e profetas”. — Efésios 2:20.

      5. O que denota a “grande e alta muralha” da Nova Jerusalém e haver anjos postados em cada entrada dela?

      5 A cidade simbólica tem uma enorme muralha. Nos tempos antigos, as muralhas das cidades eram construídas para segurança, a fim de manter os inimigos fora. A “grande e alta muralha” da Nova Jerusalém mostra que ela é espiritualmente segura. Nenhum inimigo da justiça, nenhum impuro ou desonesto, jamais conseguirá entrar nela. (Revelação 21:27) Mas, para aqueles que são admitidos nela, entrar nessa bela cidade é como entrar no Paraíso. (Revelação 2:7) Depois da expulsão de Adão, postaram-se querubins diante do Paraíso original, a fim de manter fora os humanos impuros. (Gênesis 3:24) De modo similar, há anjos postados em cada uma das entradas da santa cidade de Jerusalém, para garantir a segurança espiritual da cidade. De fato, no decorrer dos últimos dias, anjos têm resguardado de contaminação babilônica a congregação de cristãos ungidos, a qual se torna a Nova Jerusalém. — Mateus 13:41.

      A Medição da Cidade

      6. (a) Como João descreve a medição da cidade, e o que essa medição indica? (b) O que pode explicar que a medida usada era “segundo a medida de homem, sendo também a de anjo”? (Queira ver a nota de rodapé.)

      6 João prossegue com o seu relato: “Ora, aquele que falava comigo segurava como medida uma cana de ouro, para medir a cidade, e os seus portões, e a sua muralha. E a cidade é quadrada, e o seu comprimento é tão grande como a sua largura. E ele mediu a cidade com a cana, doze mil estádios; o comprimento, e a largura, e a altura dela são iguais. Ele mediu também a sua muralha, cento e quarenta e quatro côvados, segundo a medida de homem, sendo também a de anjo.” (Revelação 21:15-17) Quando se mediu o santuário do templo, isso garantiu o cumprimento dos propósitos de Jeová para com ele. (Revelação 11:1) Agora, medir o anjo a Nova Jerusalém mostra quão imutáveis são os propósitos de Jeová para com essa gloriosa cidade.a

      7. O que é notável a respeito das medidas da cidade?

      7 Que cidade notável! Ela é um perfeito cubo de 12.000 estádios (cerca de 2.220 quilômetros) de perímetro, cercada por uma muralha de 144 côvados, ou 64 metros, de altura. Nenhuma cidade literal poderia ter tais medidas. Abrangeria um território cerca de 14 vezes maior do que o do moderno Israel, e se elevaria a quase 560 quilômetros para dentro do espaço sideral! Revelação foi dada em sinais. Portanto, o que nos dizem essas medidas a respeito da Nova Jerusalém celestial?

      8. O que denotam (a) a muralha da cidade, de 144 côvados de altura, (b) a medida da cidade, de 12.000 estádios, e (c) ter a cidade a forma de um perfeito cubo?

      8 A muralha de 144 côvados de altura nos lembra que a cidade se compõe de 144.000 filhos de Deus, adotados espiritualmente. O número 12, que aparece na medida da cidade, de 12.000 estádios — com comprimento, largura e altura iguais — é usado figurativamente em contextos organizacionais nas profecias bíblicas. Portanto, a Nova Jerusalém é um arranjo organizacional de projeto sublime para a realização do propósito eterno de Deus. A Nova Jerusalém, junto com o Rei Jesus Cristo, é a organização do Reino de Jeová. Há também o formato da cidade: um perfeito cubo. No templo de Salomão, o Santíssimo, contendo uma representação simbólica da presença de Jeová, era um perfeito cubo. (1 Reis 6:19, 20) Quão apropriado é, assim, que a Nova Jerusalém, iluminada pela glória do próprio Jeová, seja vista como perfeito cubo em larga escala! Todas as suas medidas estão em perfeito equilíbrio. É uma cidade sem irregularidades ou defeitos. — Revelação 21:22.

      Preciosos Materiais de Construção

      9. Como João descreve os materiais de construção da cidade?

      9 João continua com a sua descrição: “Ora, a estrutura da sua muralha era de jaspe, e a cidade era de ouro puro, como vidro límpido. E os alicerces da muralha da cidade estavam adornados com toda sorte de pedra preciosa: o primeiro alicerce era jaspe, o segundo, safira, o terceiro, calcedônia, o quarto, esmeralda, o quinto, sardônio, o sexto, sárdio, o sétimo, crisólito, o oitavo, berilo, o nono, topázio, o décimo, crisópraso, o undécimo, jacinto, o duodécimo, ametista. Também, os doze portões eram doze pérolas; cada um dos portões era de uma só pérola. E a rua larga da cidade era ouro puro, como vidro transparente.” — Revelação 21:18-21.

      10. O que denota a cidade estar construída com jaspe, ouro e “toda sorte de pedra preciosa”?

      10 A estrutura da cidade é deveras deslumbrante. Em vez de materiais de construção comuns, terrestres, tais como argila ou pedra, lemos sobre jaspe, ouro refinado e “toda sorte de pedra preciosa”. Quão apropriadamente isso retrata materiais de construção celestiais! Nada poderia ser mais magnífico. A antiga arca do pacto estava revestida de ouro puro, e, na Bíblia, esse elemento frequentemente representa coisas boas e valiosas. (Êxodo 25:11; Provérbios 25:11; Isaías 60:6, 17) Mas a inteira Nova Jerusalém, e mesmo sua rua larga, são construídas com “ouro puro, como vidro transparente”, retratando uma beleza e um valor intrínseco, que foge à imaginação.

      11. O que garante que os que compõem a Nova Jerusalém brilharão com a mais elevada pureza espiritual?

      11 Nenhum fundidor humano poderia produzir ouro de tal pureza. Mas Jeová é o Refinador Mestre. Ele está assentado “como refinador e purificador de prata”, e ele refina os membros individuais, fiéis, do Israel espiritual “como o ouro e como a prata”, removendo deles todas as impurezas. Somente aqueles que realmente tiverem sido refinados e purificados constituirão finalmente a Nova Jerusalém, e é desse modo que Jeová constrói a cidade com materiais de construção vivos, que brilham com a mais elevada excelência de pureza espiritual. — Malaquias 3:3, 4.

      12. O que é indicado por (a) estarem os alicerces da cidade adornados com 12 pedras preciosas, e (b) os portões da cidade serem pérolas?

      12 Até mesmo os alicerces da cidade são belos, adornados com 12 pedras preciosas. Isso traz à mente o antigo sumo sacerdote judeu, o qual, em dias cerimoniosos, usava um éfode incrustado de 12 pedras preciosas diferentes, parecidas às descritas aqui. (Êxodo 28:15-21) Isso certamente não é mera coincidência! Antes, enfatiza a função sacerdotal da Nova Jerusalém, de que Jesus, o grande Sumo Sacerdote, é a “lâmpada”. (Revelação 20:6; 21:23; Hebreus 8:1) Também, é por meio da Nova Jerusalém que os benefícios do ministério sumo sacerdotal de Jesus são canalizados para a humanidade. (Revelação 22:1, 2) Os 12 portões da cidade, cada um deles uma pérola de grande beleza, fazem lembrar a ilustração de Jesus, que comparou o Reino a uma pérola de grande valor. Todos os que entrarem por esses portões terão mostrado verdadeiro apreço por valores espirituais. — Mateus 13:45, 46; compare isso com Jó 28:12, 17, 18.

      Uma Cidade de Luz

      13. O que João diz a seguir a respeito da Nova Jerusalém, e por que a cidade não precisa dum templo literal?

      13 No tempo de Salomão, um templo construído na maior elevação da cidade, no monte Moriá, ao norte, destacava-se na cidade. Mas que dizer da Nova Jerusalém? João diz: “E não vi templo nela, pois Jeová Deus, o Todo-poderoso, é o seu templo, também o Cordeiro o é. E a cidade não tinha necessidade do sol, nem da lua, para brilhar sobre ela, pois a glória de Deus a iluminava, e a sua lâmpada era o Cordeiro.” (Revelação 21:22, 23) Na verdade, não há nenhuma necessidade de construir ali um templo literal. O antigo templo judaico era apenas um modelo, e a realidade daquele modelo, o grande templo espiritual, existe desde que Jeová ungiu a Jesus como Sumo Sacerdote em 29 EC. (Mateus 3:16, 17; Hebreus 9:11, 12, 23, 24) Um templo também pressupõe uma classe sacerdotal oferecendo a Jeová sacrifícios a favor do povo. Mas todos os que fazem parte da Nova Jerusalém são sacerdotes. (Revelação 20:6) E o grande sacrifício, a vida humana perfeita de Jesus, foi oferecido de uma vez para sempre. (Hebreus 9:27, 28) Além disso, Jeová está pessoalmente acessível a todos os que moram na cidade.

      14. (a) Por que a Nova Jerusalém não precisa que o sol e a lua raiem sobre ela? (b) O que a profecia de Isaías predisse a respeito da organização universal de Jeová, e como isso envolve a Nova Jerusalém?

      14 No monte Sinai, quando a glória de Jeová passou por Moisés, isso fez com que o rosto de Moisés brilhasse tanto, que ele teve de cobri-lo diante de seus companheiros israelitas. (Êxodo 34:4-7, 29, 30, 33) Pode imaginar, então, o brilho duma cidade permanentemente iluminada pela glória de Jeová? Tal cidade não teria período noturno. Não teria necessidade de sol e lua literais. Irradiaria luz eternamente. (Veja 1 Timóteo 6:16.) A Nova Jerusalém é banhada por essa espécie de brilho radiante. De fato, essa noiva e seu Rei Noivo tornam-se a capital da organização universal de Jeová — a “mulher” dele, “a Jerusalém de cima” — a respeito da qual Isaías profetizou: “Para ti, o sol não mais se mostrará uma luz de dia, e para claridade, a própria lua não mais te dará luz. E Jeová terá de tornar-se para ti uma luz de duração indefinida, e teu Deus, a tua beleza. Não mais se porá o teu sol, nem minguará a tua lua; pois o próprio Jeová se tornará para ti uma luz de duração indefinida e terão acabado os dias do teu pranto.” — Isaías 60:1, 19, 20; Gálatas 4:26.

      Uma Luz Para as Nações

      15. Que palavras de Revelação a respeito da Nova Jerusalém são similares à profecia de Isaías?

      15 Essa mesma profecia predisse também: “E nações hão de ir à tua luz e reis à claridade do teu raiar.” (Isaías 60:3) Revelação mostra que essas palavras incluiriam a Nova Jerusalém: “E as nações andarão por meio da sua luz, e os reis da terra lhe trarão a sua glória. E os seus portões de modo algum se fecharão de dia, porque não haverá ali noite. E trarão a ela a glória e a honra das nações.” — Revelação 21:24-26.

      16. Quem são as “nações” que andarão por meio da luz da Nova Jerusalém?

      16 Quem são essas “nações” que andam por meio da luz da Nova Jerusalém? São pessoas, outrora parte das nações deste mundo iníquo, que reagem favoravelmente à luz lançada por meio dessa gloriosa cidade celestial. As que mais se destacam entre elas são as da grande multidão, que já saíram “de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas”, adorando a Deus dia e noite em associação com os da classe de João. (Revelação 7:9, 15) Depois de a Nova Jerusalém descer do céu e de Jesus usar as chaves da morte e do Hades para ressuscitar os mortos, juntar-se-ão a elas milhões de outras pessoas, originárias das “nações”, que passam a amar a Jeová e o Filho dele, o Marido-Cordeiro da Nova Jerusalém. — Revelação 1:18.

      17. Quem são “os reis da terra” que ‘trazem a sua glória’ à Nova Jerusalém?

      17 Então, quem são “os reis da terra” que “lhe trarão a sua glória”? Não são os reis literais da Terra, como grupo, porque eles desaparecem na destruição ao lutarem contra o Reino de Deus no Armagedom. (Revelação 16:14, 16; 19:17, 18) São esses reis pessoas em altos postos, das nações, que se tornam parte da grande multidão, ou são reis ressuscitados que se sujeitam ao Reino de Deus no novo mundo? (Mateus 12:42) Dificilmente, porque, na maior parte, a glória de tais reis era mundana e já desapareceu há muito tempo. “Os reis da terra”, portanto, que trazem sua glória à Nova Jerusalém, devem ser os 144.000, que são ‘comprados dentre toda tribo, e língua, e povo, e nação’, para reinarem com o Cordeiro, Jesus Cristo. (Revelação 5:9, 10; 22:5) Trazem à cidade a sua glória dada por Deus para aumentar o resplendor dela.

      18. (a) Quem ficará excluído da Nova Jerusalém? (b) Somente quem terá permissão de entrar na cidade?

      18 João prossegue: “Mas, tudo o que não for sagrado, e todo aquele que praticar uma coisa repugnante e a mentira, de modo algum entrará nela; somente os escritos no rolo da vida do Cordeiro entrarão.” (Revelação 21:27) Nada maculado pelo sistema de coisas de Satanás pode ter parte na Nova Jerusalém. Embora os portões dela estejam permanentemente abertos, ninguém que “praticar uma coisa repugnante e a mentira” terá permissão de entrar. Não haverá apóstatas naquela cidade, nem quaisquer membros de Babilônia, a Grande. E se alguém tentar dessacrar a cidade por corromper seus futuros membros enquanto eles ainda estão na Terra, os esforços dele fracassarão. (Mateus 13:41-43) Apenas “os escritos no rolo da vida do Cordeiro”, os 144.000, entrarão finalmente na Nova Jerusalém.b — Revelação 13:8; Daniel 12:3.

      O Rio de Água da Vida

      19. (a) Como João descreve que a Nova Jerusalém canaliza bênçãos para a humanidade? (b) Quando corre o “rio de água da vida”, e como sabemos isso?

      19 A deslumbrante Nova Jerusalém canalizará grandiosas bênçãos para a humanidade na Terra. Isso é o que João fica sabendo a seguir: “E ele me mostrou um rio de água da vida, límpido como cristal, correndo desde o trono de Deus e do Cordeiro, pelo meio de sua rua larga.” (Revelação 22:1, 2a) Quando corre esse “rio”? Visto que corre “desde o trono de Deus e do Cordeiro”, só pode ser depois do começo do dia do Senhor em 1914. Esse foi o tempo para o evento proclamado pelo toque da sétima trombeta e do grandioso anúncio: “Agora se realizou a salvação, e o poder, e o reino de nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo.” (Revelação 11:15; 12:10) Durante o tempo do fim, o espírito e a noiva têm convidado os de disposição correta a tomar de graça a água da vida. A água desse rio continuará à disposição de pessoas assim até o fim do atual sistema, e ainda depois no novo mundo, quando a Nova Jerusalém ‘descer do céu da parte de Deus’. — Revelação 21:2.

      20. O que indica que certa medida de água da vida já está disponível?

      20 Essa não é a primeira vez que se oferece água vitalizadora à humanidade. Quando Jesus esteve na Terra, ele falou sobre água que dava vida eterna. (João 4:10-14; 7:37, 38) Além disso, João está prestes a ouvir o amoroso convite: “O espírito e a noiva estão dizendo: ‘Vem!’ E quem ouve diga: ‘Vem!’ E quem tem sede venha; quem quiser tome de graça a água da vida.” (Revelação 22:17) Esse convite está sendo feito mesmo agora, indicando que certa medida de água da vida já está disponível. Mas no novo mundo, essas águas correrão desde o trono de Deus e pelo meio da Nova Jerusalém como verdadeiro rio.

      21. O que o “rio de água da vida” representa, e como a visão que Ezequiel teve desse rio nos ajuda a saber isso?

      21 O que é esse “rio de água da vida”? Água literal é um elemento vital para a vida. Sem alimento, o homem pode sobreviver por algumas semanas, mas sem água ele morre em cerca de uma semana. A água é também agente de limpeza e é vital para a saúde. Assim a água da vida deve representar algo essencial à vida e à saúde da humanidade. Ao profeta Ezequiel também se concedeu uma visão desse “rio de água da vida”, e, na sua visão, o rio corria desde o templo e desembocava no Mar Morto. Daí, milagre dos milagres! Aquele corpo de água sem vida, quimicamente saturado, foi convertido em água doce, pululando de peixes! (Ezequiel 47:1-12) Sim, o rio da visão restaura a vida a algo anteriormente morto, confirmando que o rio de água da vida representa a provisão de Deus, por meio de Jesus Cristo, para devolver a vida humana perfeita à raça humana ‘morta’. Esse rio é “límpido como cristal”, mostrando a pureza e a santidade das provisões de Deus. Não é como as “águas” sangrentas e mortíferas da cristandade. — Revelação 8:10, 11.

      22. (a) Onde nasce o rio, e por que isso é apropriado? (b) O que está envolvido na água da vida, e o que está incluído nesse rio simbólico?

      22 O rio nasce do “trono de Deus e do Cordeiro”. Isso é apropriado, visto que a base das provisões vitalizadoras de Jeová é o sacrifício resgatador, e este foi provido porque Jeová “amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna”. (João 3:16) A água da vida envolve também a Palavra de Deus, chamada de água na Bíblia. (Efésios 5:26) Entretanto, o rio de água da vida não inclui apenas a verdade, mas também todas as outras provisões de Jeová, baseadas no sacrifício de Jesus, para recuperar humanos obedientes do pecado e da morte, e para conceder-lhes a vida eterna. — João 1:29; 1 João 2:1, 2.

      23. (a) Por que é apropriado que o rio de água da vida corra pelo meio da rua larga da Nova Jerusalém? (b) Que promessa divina feita a Abraão será cumprida quando a água da vida fluir abundantemente?

      23 Durante o Reinado Milenar, os benefícios do resgate são aplicados plenamente por meio do sacerdócio de Jesus e de seus 144.000 subsacerdotes. Assim, é apropriado que o rio de água da vida corra pelo meio da rua larga da Nova Jerusalém. Esta é composta do Israel espiritual, o qual, junto com Jesus, constitui o verdadeiro descendente de Abraão. (Gálatas 3:16, 29) Portanto, quando a água da vida corre em abundância pelo meio da rua larga da cidade simbólica, “todas as nações da terra” terão plena oportunidade de abençoar a si mesmas por meio do descendente de Abraão. A promessa que Jeová fez a Abraão será plenamente cumprida. — Gênesis 22:17, 18.

      Árvores da Vida

      24. O que João vê agora em ambas as margens do rio de água da vida, e o que elas representam?

      24 Na visão de Ezequiel, o rio tornava-se até mesmo uma torrente, e o profeta viu crescer em ambas as margens dele toda espécie de árvores frutíferas. (Ezequiel 47:12) Mas o que é que João vê? O seguinte: “E deste lado do rio e daquele lado havia árvores da vida, produzindo doze safras de frutos, dando os seus frutos cada mês. E as folhas das árvores eram para a cura das nações.” (Revelação 22:2b) Essas “árvores da vida” também devem representar parte da provisão de Jeová para dar vida eterna à humanidade obediente.

      25. Que abundante provisão Jeová faz para os humanos dóceis no Paraíso global?

      25 Que abundante provisão feita por Jeová para os humanos dóceis! Eles não somente podem tomar dessas refrescantes águas, mas podem apanhar dessas árvores uma contínua variedade de frutos sustentadores. Quem dera que nossos primeiros pais tivessem ficado satisfeitos com uma similar provisão “desejável” no Paraíso do Éden! (Gênesis 2:9) Mas agora há aqui um Paraíso global, e Jeová até mesmo faz provisões por meio das folhas dessas árvores simbólicas para “a cura das nações”.c A aplicação calmante dessas folhas simbólicas, muito superior a qualquer remédio, herbáceo ou outro, hoje aplicado, levará a humanidade crente à perfeição espiritual e física.

      26. O que as árvores da vida podem incluir, e por quê?

      26 Essas árvores, bem regadas pelo rio, podem incluir os 144.000 membros da esposa do Cordeiro. Enquanto na Terra, eles também bebem da provisão de vida feita por Deus por meio de Jesus Cristo. É interessante que esses irmãos de Jesus, gerados pelo espírito, são profeticamente chamados de “grandes árvores de justiça”. (Isaías 61:1-3; Revelação 21:6) Já produziram muito fruto espiritual para o louvor de Jeová. (Mateus 21:43) E, durante o Reinado Milenar, participarão em conferir as provisões do resgate que servirão para ‘curar as nações’ do pecado e da morte. — Veja 1 João 1:7.

      Não Haverá Mais Noite

      27. Que bênçãos adicionais para os privilegiados a entrar na Nova Jerusalém João menciona, e por que se diz que “não haverá mais nenhuma maldição”?

      27 Poder entrar na Nova Jerusalém — certamente, não pode haver privilégio mais maravilhoso do que esse! Imagine só — os anteriormente humildes e imperfeitos humanos seguirão a Jesus para o céu, a fim de se tornar parte de tal arranjo glorioso! (João 14:2) João fornece uma ideia sobre as bênçãos a serem usufruídas por eles, dizendo: “E não haverá mais nenhuma maldição. Mas o trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade e os seus escravos lhe prestarão serviço sagrado; e verão o seu rosto, e o seu nome estará nas testas deles.” (Revelação 22:3, 4) Quando o sacerdócio israelita se tornou corrupto, incorreu na maldição de Jeová. (Malaquias 2:2) A “casa” de Jerusalém, sem fé, foi declarada por Jesus como abandonada. (Mateus 23:37-39) Mas na Nova Jerusalém, “não haverá mais nenhuma maldição”. (Veja Zacarias 14:11.) Todos os seus habitantes foram testados no fogo de provações aqui na Terra, e tendo obtido a vitória, ter-se-ão revestido de incorrupção e de imortalidade’. No caso deles, Jeová sabe, assim como sabia no caso de Jesus, que nunca se afastarão. (1 Coríntios 15:53, 57) Além disso, haverá ali “o trono de Deus e do Cordeiro”, tornando a posição da cidade segura por toda a eternidade.

      28. Por que os membros da Nova Jerusalém têm o nome de Deus escrito na testa, e que emocionante perspectiva se lhes apresenta?

      28 Iguais ao próprio João, todos os futuros membros daquela cidade celestial são “escravos” de Deus. Como tais, têm o nome de Deus escrito com destaque na sua testa, identificando-o como seu Dono. (Revelação 1:1; 3:12) Eles acharão ser um inestimável privilégio prestar-lhe serviço sagrado como parte da Nova Jerusalém. Enquanto Jesus estava na Terra, ele fez uma emocionante promessa a tais prospectivos governantes, dizendo: “Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.” (Mateus 5:8) Quão felizes serão esses escravos por realmente verem e adorarem a Jeová em pessoa!

      29. Por que João diz a respeito da Nova Jerusalém celestial que “tampouco haverá mais noite”?

      29 João prossegue: “Tampouco haverá mais noite, e eles não têm necessidade de luz de lâmpada, nem têm eles luz do sol, porque Jeová Deus lançará luz sobre eles.” (Revelação 22:5a) A antiga Jerusalém, igual a qualquer outra cidade na Terra, dependia da luz do sol de dia, e da luz da lua e de luz artificial à noite. Mas, na Nova Jerusalém celestial, tal iluminação não será necessária. A cidade será iluminada pelo próprio Jeová. “Noite” pode também ser usada em sentido figurativo, referindo-se a uma adversidade ou à separação de Jeová. (Miqueias 3:6; João 9:4; Romanos 13:11, 12) Nunca poderia haver tal espécie de noite na gloriosa e radiante presença do Deus todo-poderoso.

      30. Como João conclui a magnífica visão, e o que Revelação nos assegura?

      30 João encerra o relato dessa magnífica visão por dizer a respeito desses escravos de Deus: “E eles reinarão para todo o sempre.” (Revelação 22:5b) É verdade que, no fim dos mil anos, os benefícios do resgate terão sido inteiramente aplicados, e Jesus apresentará ao seu Pai uma raça humana aperfeiçoada. (1 Coríntios 15:25-28) O que Jeová tem em mente para Jesus e os 144.000 depois disso, não sabemos. Mas Revelação assegura-nos que o privilegiado serviço sagrado deles a Jeová continuará por toda a eternidade.

      O Clímax Feliz de Revelação

      31. (a) Que culminação é marcada pela visão da Nova Jerusalém? (b) O que a Nova Jerusalém realiza para outros fiéis da humanidade?

      31 A realização dessa visão da Nova Jerusalém, a noiva do Cordeiro, é o clímax feliz indicado por Revelação, e isso apropriadamente. Todos os concristãos de João no primeiro século, aos quais o livro foi inicialmente dirigido, esperavam entrar nessa cidade como imortais corregentes espirituais de Jesus Cristo. O restante dos cristãos ungidos ainda vivos hoje na Terra tem a mesma esperança. Assim, Revelação avança para o seu grandioso clímax, ao passo que a noiva completa é unida ao Cordeiro. A seguir, por meio da Nova Jerusalém, aplicar-se-ão à humanidade os benefícios do sacrifício resgatador de Jesus, para que finalmente todos os fiéis entrem na vida eterna. Dessa maneira, a noiva, a Nova Jerusalém, como ajudadora leal do seu Noivo, o Rei, participará em edificar para toda a eternidade uma nova terra justa — tudo para a glória de nosso Soberano Senhor Jeová. — Mateus 20:28; João 10:10, 16; Romanos 16:27.

      32, 33. O que aprendemos de Revelação, e qual deve ser nossa reação de coração?

      32 Quanta alegria sentimos, assim, ao nos aproximarmos do fim da nossa consideração do livro de Revelação! Vimos serem totalmente frustrados os esforços finais de Satanás e seu descendente, e executados plenamente os julgamentos justos de Jeová. Babilônia, a Grande, tem de desaparecer para sempre, seguida por todos os outros elementos irremediavelmente corruptos do mundo de Satanás. O próprio Satanás e seus demônios serão lançados no abismo e mais tarde destruídos. A Nova Jerusalém governará com Cristo desde os céus, ao prosseguir a ressurreição e o julgamento, e a humanidade aperfeiçoada finalmente passará a usufruir vida eterna na Terra paradísica. Quão vividamente Revelação retrata todas essas coisas! Quanto isso fortalece nossa determinação de ‘declarar estas boas novas eternas como boas notícias a toda nação, tribo, língua e povo’ hoje na Terra! (Revelação 14:6, 7) Você se empenha plenamente nessa grande obra?

      33 Com o coração cheio de gratidão, demos atenção às palavras concludentes de Revelação.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Ser a medida usada “segundo a medida de homem, sendo também a de anjo”, pode ter que ver com o fato de que a cidade é composta dos 144.000, os quais originalmente eram humanos, mas que se tornam criaturas espirituais entre os anjos.

      b Note que o “rolo da vida do Cordeiro” contém apenas os nomes dos 144.000 do Israel espiritual. Difere assim do “rolo da vida” que inclui aqueles que recebem a vida na Terra. — Revelação 20:12.

      c Note que a expressão “as nações” frequentemente se refere àqueles que não pertencem ao Israel espiritual. (Revelação 7:9; 15:4; 20:3; 21:24, 26) O uso da expressão aqui não sugere que a humanidade continuará a ficar organizada em grupos nacionais separados durante o Reinado Milenar.

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