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UgandaAnuário das Testemunhas de Jeová de 2010
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A TRADUÇÃO DE PUBLICAÇÕES ACELERA A COLHEITA
Ao passo que o inglês é falado no país inteiro, o luganda é a língua local mais comum, e 30 idiomas são falados por vários grupos étnicos. Assim, um fator importante que contribuiu para acelerar o crescimento da obra em tempos recentes foram os esforços para traduzir as publicações nesses idiomas.
“Embora minha mãe assistisse fielmente às reuniões”, disse Fred Nyende, “ela tirava muito mais proveito delas quando eu traduzia os artigos de estudo do inglês para o luganda. Eu nem me dava conta de que isso estava me preparando para um dia fazer um trabalho de tradução muito maior.” O que Fred queria dizer?
Logo depois de Fred começar o serviço de pioneiro em 1984, pediu-se a ele que ensinasse o luganda aos missionários. No ano seguinte, ele foi convidado a se tornar membro da equipe de tradução para o luganda. No início, cada tradutor trabalhava em casa usando seu tempo livre. Mais tarde, a equipe pôde trabalhar junto por tempo integral numa pequena sala anexa a um lar missionário. É interessante que, durante a proscrição em meados dos anos 70, alguns números de A Sentinela haviam sido traduzidos para o luganda e mimeografados. Mas, depois de algum tempo, esse projeto foi descontinuado. Foi apenas em 1987 que A Sentinela foi novamente publicada em luganda. Desde então, a equipe de tradução foi ampliada e os tradutores trabalham duro para fornecer outras publicações para o número cada vez maior de congregações nesse idioma. Atualmente, quase metade das congregações do país é da língua luganda.
Com o tempo, nossas publicações foram traduzidas para outras línguas. Agora há equipes permanentes trabalhando por tempo integral na tradução do acholi, luconzo e runyankore. Também algumas publicações foram traduzidas para os idiomas ateso, lugbara, madi e rutoro.
A equipe do acholi fica em Gulu, e a do runyankore, em Mbarara. Dessa forma, o escritório das equipes se localiza onde o respectivo idioma predomina. Isso ajuda os tradutores a continuar usando sua língua materna e a produzir uma tradução que seja de fácil compreensão. Ao mesmo tempo, as congregações locais se beneficiam com a presença dos tradutores.
Sem dúvida, o trabalho de tradução requer recursos consideráveis e grande esforço. Os aplicados tradutores ugandenses, assim como outras equipes no mundo inteiro, receberam treinamento avançado em tradução e compreensão de texto. Os resultados mais do que compensaram o esforço e os recursos gastos — como nunca antes, pessoas em Uganda de várias “tribos, e povos, e línguas” se beneficiam de ler as verdades da Bíblia em seu próprio idioma. (Rev. 7:9, 10) Em resultado, em 2003, houve mais de 3 mil pregadores do Reino em Uganda e, apenas três anos depois, em 2006, esse número subiu para 4.005.
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[Fotos na página 118]
Equipes de tradução
Luganda
Acholi
Luconzo
Runyankore
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