-
Superintendentes viajantes são dádivas em homensA Sentinela — 1996 | 15 de novembro
-
-
Superintendentes viajantes são dádivas em homens
“Quando ele ascendeu ao alto, levou consigo cativos; deu dádivas em homens.” — EFÉSIOS 4:8.
1. Que serviço novo foi anunciado nesta revista em 1894?
HÁ MAIS de um século, A Sentinela (em inglês) anunciou algo novo. Foi descrito como “Outra Modalidade de Serviço”. De que tratava esta nova atividade? Era a inauguração hodierna do serviço de superintendentes viajantes. O número de 1.º de setembro de 1894 desta revista explicou que, daí em diante, irmãos habilitados visitariam grupos de Estudantes da Bíblia ‘com o fim de edificá-los na verdade’.
2. Quais são os deveres dos superintendentes de circuito e de distrito?
2 No primeiro século EC, as congregações cristãs foram visitadas por superintendentes tais como Paulo e Barnabé. Esses homens fiéis tinham por objetivo “edificar” as congregações. (2 Coríntios 10:8) Hoje em dia, somos abençoados por termos milhares de homens que fazem isso de forma sistemática. O Corpo Governante das Testemunhas de Jeová designou-os para serem superintendentes de circuito e de distrito. O superintendente de circuito serve cerca de 20 congregações, passando uma semana em cada uma, aproximadamente duas vezes por ano, examinando registros, proferindo discursos e participando no ministério de campo, junto com os publicadores do Reino locais. O superintendente de distrito é o presidente de cada uma das assembléias de circuito anuais de diversos circuitos, participando no ministério de campo com as congregações anfitriãs, e ele dá encorajamento em discursos bíblicos.
Seu espírito abnegado
3. Por que é preciso que os superintendentes viajantes tenham um espírito abnegado?
3 Os superintendentes viajantes estão constantemente de mudança. Isto já por si só requer um espírito abnegado. Viajar de uma congregação para outra muitas vezes pode ser difícil, mas esses homens e suas esposas o fazem com uma atitude alegre. Certo superintendente de circuito disse: “Minha esposa me apóia muito e não se queixa . . . Ela merece ser elogiada pelo seu espírito abnegado.” Alguns superintendentes de circuito viajam mais de 1.000 quilômetros entre as congregações. Muitos andam de automóvel, mas outros vão de um lugar para outro em transportes públicos, de bicicleta, a cavalo ou a pé. Um superintendente de circuito africano até mesmo precisa vadear um rio, carregando a esposa sobre os ombros, para chegar a certa congregação. O apóstolo Paulo, nas suas viagens missionárias, teve de agüentar calor e frio, fome e sede, noites sem dormir, diversos perigos e perseguição violenta. Também teve “ansiedade por todas as congregações” — algo que hoje é comum entre os superintendentes viajantes. — 2 Coríntios 11:23-29.
4. Como podem problemas de saúde afetar a vida dos superintendentes viajantes e de suas esposas?
4 Assim como Timóteo, companheiro de Paulo, os superintendentes viajantes e suas esposas às vezes têm problemas com a saúde. (1 Timóteo 5:23) Isto lhes causa tensão adicional. A esposa de um superintendente de circuito explica: “Estar sempre com os irmãos quando não me sinto bem me causa tensão. Em vista do começo da menopausa, acho isso especialmente difícil. Ter de arrumar as malas toda semana e mudar para outro lugar já é um grande desafio. Freqüentemente, tenho de parar e orar a Jeová, pedindo que me dê força para continuar.”
5. Apesar de diversas provações, que espírito têm mostrado os superintendentes viajantes e suas esposas?
5 Apesar de problemas com a saúde e de outras provações, os superintendentes viajantes e suas esposas se alegram com o seu serviço e demonstram amor abnegado. Alguns deles têm arriscado a vida para prover ajuda espiritual em épocas de perseguição ou de guerra. Nas visitas às congregações, eles mostram ter um espírito similar ao de Paulo, que disse aos cristãos tessalonicenses: “Tornamo-nos meigos entre vós, como a mãe lactante que acalenta os seus próprios filhos. Tendo assim terna afeição por vós, de bom grado não só vos conferimos as boas novas de Deus, mas também as nossas próprias almas, porque viestes a ser amados por nós.” — 1 Tessalonicenses 2:7, 8.
6, 7. Que influência positiva podem exercer os superintendentes viajantes que trabalham arduamente?
6 Assim como outros anciãos na congregação cristã, os superintendentes viajantes “trabalham arduamente no falar e no ensinar”. Todos esses anciãos devem ser “contados dignos de dupla honra”. (1 Timóteo 5:17) Seu exemplo pode ser benéfico quando, depois de ‘contemplarmos em que resulta a sua conduta, imitamos a sua fé’. — Hebreus 13:7.
7 Que influência exerceram certos anciãos viajantes sobre outros? “Que maravilhosa influência o irmão P—— exerceu na minha vida!”, escreveu uma Testemunha de Jeová. “Ele foi superintendente viajante no México a partir do ano de 1960. Quando eu era criança, aguardava as visitas dele com muita expectativa e alegria. Quando eu tinha dez anos, ele me disse: ‘Você também vai ser superintendente de circuito.’ Nos difíceis anos da adolescência, eu freqüentemente o procurava porque ele sempre tinha conselhos sábios. Sua vida era pastorear o rebanho! Agora que eu sou superintendente de circuito, procuro sempre dedicar tempo aos jovens e sugerir-lhes alvos teocráticos, assim como ele fazia para mim. Mesmo nos últimos anos da sua vida, apesar de problemas por causa duma deficiência cardíaca, o irmão P—— sempre procurava dizer algumas palavras animadoras. Apenas um dia antes do seu falecimento, em fevereiro de 1995, ele me acompanhou num dia de assembléia especial e sugeriu alvos excelentes a um irmão que é arquiteto. Este irmão enviou imediatamente uma petição para servir em Betel.”
Eles são apreciados
8. Quem são as “dádivas em homens”, descritos no capítulo 4 de Efésios, e como beneficiam a congregação?
8 Os superintendentes viajantes e os outros anciãos, privilegiados com designações de serviço pela benignidade imerecida de Deus, são chamados de “dádivas em homens”. Jesus, como representante de Jeová e Cabeça da congregação, providenciou esses homens espirituais para que nós fôssemos individualmente edificados e atingíssemos a madureza. (Efésios 4:8-15) Toda dádiva merece uma expressão de apreço. É especialmente assim quando se trata duma dádiva que nos fortalece para continuarmos a servir a Jeová. Então, como podemos demonstrar nosso apreço pelo serviço dos superintendentes viajantes? De que forma podemos mostrar que ‘temos em estima a homens desta sorte’? — Filipenses 2:29.
9. Como podemos mostrar que apreciamos os superintendentes viajantes?
9 Quando se anuncia a visita do superintendente de circuito, podemos começar a fazer planos para ter plena participação nas atividades da congregação durante aquela semana. Talvez possamos reservar tempo extra para apoiar os arranjos de serviço de campo durante a visita. Ou talvez seja possível que sirvamos como pioneiros auxiliares durante aquele mês. Certamente, desejaremos pôr em prática as sugestões do superintendente de circuito para melhorar nosso ministério. Tal espírito receptivo nos beneficiará e lhe assegurará que sua visita é útil. É verdade que os superintendentes viajantes visitam a congregação para nos edificar, mas eles também precisam ser edificados espiritualmente. Houve ocasiões em que Paulo sentiu a necessidade de ser animado, e ele muitas vezes pediu a concristãos que orassem por ele. (Atos 28:15; Romanos 15:30-32; 2 Coríntios 1:11; Colossenses 4:2, 3; 1 Tessalonicenses 5:25) Os atuais superintendentes viajantes precisam igualmente das nossas orações e do nosso encorajamento.
10. O que podemos fazer para que o serviço dos superintendentes viajantes os alegre?
10 Já dissemos ao superintendente de circuito e sua esposa quanto apreciamos a visita deles? Agradecemos-lhe o conselho útil que nos dá? Deixamo-lo saber quando as suas sugestões sobre o serviço de campo aumentam a nossa alegria no ministério? Neste caso, isso contribuirá para a alegria dele no serviço. (Hebreus 13:17) Um superintendente de circuito, na Espanha, comentou especificamente quanto ele e sua esposa prezam os bilhetes de agradecimento que recebem após visitar congregações. “Guardamos esses cartões e os lemos quando nos sentimos desanimados”, diz ele. “Realmente nos animam.”
11. Por que devemos dizer às esposas dos superintendentes de circuito e de distrito que elas são amadas e apreciadas?
11 A esposa do superintendente viajante certamente se sente animada com palavras de elogio. Ela tem feito grandes sacrifícios para ajudar o marido neste campo de serviço. Essas irmãs fiéis renunciam ao seu desejo natural de ter seu próprio lar e, em muitos casos, também de ter filhos. A filha de Jefté foi uma das servas de Jeová que renunciou voluntariamente à possibilidade de ter marido e filhos, por causa dum voto feito por seu pai. (Juízes 11:30-39) Como era encarado o sacrifício dela? Juízes 11:40 declara: “As filhas de Israel subiam de ano em ano para decantar a filha de Jefté, o gileadita, por quatro dias no ano.” É excelente quando fazemos questão de dizer às esposas dos superintendentes de circuito e de distrito que elas são amadas e apreciadas!
‘Não se esqueça da hospitalidade’
12, 13. (a) Qual é a base bíblica para se ser hospitaleiro para com os superintendentes viajantes e suas esposas? (b) Ilustre em que sentido essa hospitalidade pode ser mutuamente benéfica.
12 Ser hospitaleiro é outra maneira de se mostrar amor e apreço aos que estão no serviço cristão de viajantes. (Hebreus 13:2) O apóstolo João elogiou Gaio por ser hospitaleiro para com os que visitavam a congregação como missionários viajantes. João escreveu: “Amado, estás fazendo uma obra fiel naquilo que fazes para os irmãos, e ainda por cima estranhos, os quais deram testemunho do teu amor perante a congregação. A estes, por favor, encaminha na sua jornada duma maneira digna de Deus. Porque foi a favor do nome dele que saíram, não tomando nada das pessoas das nações. Nós, portanto, temos a obrigação de receber a tais de modo hospitaleiro, para que nos tornemos colaboradores na verdade.” (3 João 5-8) Hoje em dia, podemos promover a atividade da pregação do Reino por sermos similarmente hospitaleiros para com os superintendentes viajantes e suas esposas. Naturalmente, os anciãos locais devem certificar-se de que as acomodações sejam satisfatórias, mas um superintendente de distrito disse: “Nosso relacionamento com os irmãos não se pode basear no que alguém possa fazer por nós. Nem queremos dar esta impressão. Temos de estar dispostos a aceitar a hospitalidade de qualquer de nossos irmãos, rico ou pobre.”
13 A hospitalidade pode ser mutuamente benéfica. “Na minha família, tínhamos por costume convidar os superintendentes viajantes para se hospedarem conosco”, lembra-se Jorge, ex-superintendente de circuito que agora serve em Betel. “Acho que estas visitas me ajudavam mais do que eu me dava conta. Durante a minha adolescência, eu passava por dificuldades espirituais. Isto preocupava minha mãe, mas ela não sabia exatamente como ajudar e por isso pediu ao superintendente de circuito que conversasse comigo. No começo, eu o evitava, visto que tinha medo de ser criticado. Entretanto, o seu jeito amigo por fim me cativou. Numa segunda-feira, convidou-me para tomarmos café juntos. Abri-lhe o coração, por ter certeza de que estava sendo compreendido. Ele escutou com atenção. Forneceu sugestões práticas que realmente funcionaram, e eu passei a progredir espiritualmente.”
14. Por que devemos ter apreço pelos anciãos viajantes, em vez de criticá-los?
14 O superintendente de circuito procura ser espiritualmente prestimoso, tanto a jovens como a idosos. Por isso, certamente devemos mostrar que apreciamos seus esforços. Mas, o que aconteceria se o criticássemos por causa dos seus pontos fracos ou se o comparássemos desfavoravelmente com outros que visitaram a congregação? É provável que ficaria muito desanimado. Não foi animador para Paulo ouvir seu serviço ser criticado. Pelo visto, alguns cristãos coríntios faziam observações depreciativas sobre a sua aparência e a sua habilidade como orador. Ele mesmo citou esses críticos como dizendo: “As suas cartas são ponderosas e vigorosas, mas a sua presença em pessoa é fraca e a sua palavra, desprezível.” (2 Coríntios 10:10) Felizmente, porém, os superintendentes viajantes costumam ouvir palavras amorosas de apreço.
15, 16. Como afeta os superintendentes viajantes e suas esposas o amor e o zelo demonstrados pelos concrentes?
15 Um superintendente de circuito, na América Latina, segue um dia inteiro trilhas lamacentas para visitar seus irmãos e irmãs espirituais, que vivem numa zona controlada por guerrilheiros. “É tocante ver como os irmãos mostram seu apreço pela visita”, escreve ele. “Embora eu tenha de fazer grandes esforços para chegar lá, enfrentando muitos perigos e dificuldades, tudo isso é compensado pelo amor e pelo zelo dos irmãos.”
16 Outro superintendente de circuito, na África, escreve: “Por causa do amor que os irmãos nos têm, gostávamos muito do território da Tanzânia! Os irmãos estavam dispostos a aprender de nós, e sentiam-se felizes de nos receber nos seus lares.” Havia um relacionamento achegado e feliz entre o apóstolo Paulo, e Áquila e Prisca, um casal cristão do primeiro século. Deveras, Paulo disse a respeito deles: “Dai os meus cumprimentos a Prisca e Áquila, meus colaboradores em Cristo Jesus, que, pela minha alma, arriscaram os seus próprios pescoços, aos quais não somente eu, mas também todas as congregações das nações expressamos agradecimentos.” (Romanos 16:3, 4) Os superintendentes viajantes e suas esposas são gratos por terem por amigos os atuais Áquilas e Priscas, que não poupam esforços para mostrar hospitalidade e oferecer companheirismo.
Eles fortalecem as congregações
17. Por que se pode dizer que o arranjo dos superintendentes viajantes é sábio, e de onde obtêm eles suas instruções?
17 Jesus disse: “A sabedoria é provada justa pelas suas obras.” (Mateus 11:19) A sabedoria do arranjo dos superintendentes viajantes é evidente, porque ajuda a fortalecer as congregações do povo de Deus. Durante a segunda viagem missionária de Paulo, ele e Silas foram bem-sucedidos ao passarem “pela Síria e pela Cilícia, fortalecendo as congregações”. O livro de Atos nos informa: “Enquanto viajavam através das cidades, entregavam aos que estavam ali, para a sua observância, os decretos decididos pelos apóstolos e anciãos, que estavam em Jerusalém. Portanto, as congregações continuavam deveras a ser firmadas na fé e a aumentar em número, dia a dia.” (Atos 15:40, 41; 16:4, 5) Os atuais superintendentes viajantes recebem instruções espirituais por meio das Escrituras e das publicações do “escravo fiel e discreto”, assim como todos os outros cristãos. — Mateus 24:45.
18. Como são as congregações fortalecidas pelos superintendentes viajantes?
18 Deveras, os anciãos viajantes têm de continuar a alimentar-se à mesa espiritual de Jeová. Precisam estar bem familiarizados com os métodos e as orientações adotadas pela organização de Deus. Esses homens podem então ser uma verdadeira bênção para os outros. Por meio do seu excelente exemplo de zelo no serviço de campo, podem ajudar os concrentes a melhorar no ministério cristão. Os discursos baseados na Bíblia, proferidos por esses anciãos visitantes, edificam espiritualmente os ouvintes. Por ajudarem outros a aplicar os conselhos da Palavra de Deus, a servir em harmonia com o povo de Jeová em toda a Terra e a usar as provisões espirituais feitas por Deus por meio do “escravo fiel”, os superintendentes viajantes fortalecem as congregações que têm o privilégio de visitar.
19. Que questões restam a ser consideradas?
19 Quando a organização de Jeová instituiu o serviço dos anciãos viajantes entre os Estudantes da Bíblia, há uns cem anos, esta revista declarou: “Estaremos atentos aos resultados e à orientação adicional do Senhor.” A orientação de Jeová se tem manifestado claramente. Por causa das Suas bênçãos e sob a supervisão do Corpo Governante, este serviço foi expandido e refinado no decorrer dos anos. Em resultado disso, as congregações das Testemunhas de Jeová em toda a Terra são firmadas na fé e aumentam em número, dia a dia. É evidente que Jeová está abençoando o espírito abnegado dessas dádivas em homens. Mas como podem os superintendentes viajantes executar seu serviço com bom êxito? Quais são seus objetivos? Como podem fazer o maior bem?
-
-
O serviço dos superintendentes viajantes como mordomos fiéisA Sentinela — 1996 | 15 de novembro
-
-
O serviço dos superintendentes viajantes como mordomos fiéis
“Na proporção em que cada um recebeu um dom, usai-o em ministrar uns aos outros como mordomos excelentes da benignidade imerecida de Deus, expressa de vários modos.” — 1 PEDRO 4:10.
1, 2. (a) Como definiria a palavra “mordomo”? (b) Quem está incluído entre os mordomos usados por Deus?
JEOVÁ usa todos os cristãos fiéis como mordomos. Freqüentemente, o mordomo é alguém encarregado duma casa. Pode também cuidar dos negócios de seu senhor. (Lucas 16:1-3; Gálatas 4:1, 2) Jesus chamou o corpo dos seus ungidos leais na Terra de “o mordomo fiel”. A este mordomo ele confiou “todos os seus bens”, inclusive as atividades da pregação do Reino. — Lucas 12:42-44; Mateus 24:14, 45.
2 O apóstolo Pedro disse que todos os cristãos são mordomos da benignidade imerecida de Deus, expressa de vários modos. Cada cristão tem seu lugar para executar fielmente o serviço de mordomo. (1 Pedro 4:10) Os anciãos cristãos, designados, são mordomos, e entre eles há os superintendentes viajantes. (Tito 1:7) Como devem ser encarados esses anciãos viajantes? Que qualidades e objetivos devem ter? E como podem produzir o maior bem?
Gratos pelo serviço que prestam
3. Por que podem os superintendentes viajantes ser chamados de “mordomos excelentes”?
3 Um casal cristão escreveu a um superintendente viajante e sua esposa: “Gostaríamos de expressar nossa gratidão por todo o tempo e amor que nos deram. Nós, como família, tiramos muito proveito de todo o encorajamento e conselho que recebemos. Sabemos que temos de continuar a crescer espiritualmente, mas com a ajuda de Jeová, e havendo irmãos e irmãs como vocês, as dores do crescimento são mais fáceis de suportar.” Expressões tais como esta são freqüentes, porque os superintendentes têm interesse pessoal nos concrentes, assim como um bom mordomo cuida bem das necessidades de uma família. Alguns são notáveis oradores. Muitos sobressaem na pregação, ao passo que outros são conhecidos por sua cordialidade e compaixão. Por cultivarem e usarem tais dons em ministrar a outros, os superintendentes viajantes podem de direito ser chamados de “mordomos excelentes”.
4. Que questão consideraremos agora?
4 “O que se procura nos mordomos é que o homem seja achado fiel”, escreveu o apóstolo Paulo. (1 Coríntios 4:2) Ministrar a concristãos, cada semana numa congregação diferente, é um privilégio único e alegre. No entanto, constitui também uma grande responsabilidade. Então, como podem os superintendentes viajantes cuidar com fidelidade e bom êxito do seu serviço de mordomo?
Bem-sucedidos como mordomos
5, 6. Por que, na vida dum superintendente viajante, é muito importante ele confiar em Jeová com oração?
5 Confiar em Jeová com oração é essencial, se os superintendentes viajantes querem ser mordomos bem-sucedidos. Por causa da sua programação e de muitas responsabilidades, eles às vezes podem sentir-se sobrecarregados. (Note 2 Coríntios 5:4.) Por isso, precisam agir em harmonia com o cântico do salmista Davi: “Lança teu fardo sobre o próprio Jeová, e ele mesmo te susterá. Nunca permitirá que o justo seja abalado.” (Salmo 55:22) Consoladoras também são estas palavras de Davi: “Bendito seja Jeová, que diariamente carrega o fardo para nós.” — Salmo 68:19.
6 Como conseguiu Paulo ter a força para cuidar das suas responsabilidades espirituais? “Para todas as coisas tenho força em virtude daquele que me confere poder”, escreveu ele. (Filipenses 4:13) Deveras, Jeová Deus foi a Fonte da força de Paulo. Pedro aconselhou de modo similar: “Se alguém ministrar, ministre ele como dependente da força que Deus fornece; para que, em todas as coisas, Deus seja glorificado por intermédio de Jesus Cristo.” (1 Pedro 4:11) Um irmão, que por muitos anos foi superintendente viajante, salientou a necessidade de se confiar em Deus, declarando: “Sempre recorra a Jeová para resolver problemas e procure a ajuda da Sua organização.”
7. Que papel desempenha o equilíbrio no serviço do superintendente viajante?
7 O superintendente viajante precisa ter equilíbrio para ser bem-sucedido. Assim como os outros cristãos, esforça-se a ‘se certificar das coisas mais importantes’. (Filipenses 1:10)a Quando os anciãos locais têm perguntas sobre determinado assunto, é sábio que consultem o superintendente de circuito visitante. (Provérbios 11:14; 15:22) É provável que as observações equilibradas dele e seu conselho bíblico sejam muito úteis à medida que os anciãos continuam a cuidar do assunto depois de ele deixar a congregação. Mais ou menos neste mesmo sentido, Paulo disse a Timóteo: “As coisas que ouviste de mim, com o apoio de muitas testemunhas, destas coisas encarrega homens fiéis, os quais, por sua vez, estarão adequadamente habilitados para ensinar outros.” — 2 Timóteo 2:2.
8. Por que são essenciais o estudo da Bíblia, a pesquisa e a meditação?
8 Requer estudo da Bíblia, pesquisa e meditação para se dar conselho bom. (Provérbios 15:28) Um superintendente de distrito disse: “Na reunião com os anciãos, não devemos ter medo de admitir que não sabemos a resposta a determinada pergunta.” Esforçar-se de ter “a mente de Cristo” no assunto possibilita dar um conselho baseado na Bíblia, que ajuda outros a fazer a vontade de Deus. (1 Coríntios 2:16) O superintendente viajante precisa às vezes escrever à Sociedade Torre de Vigia para pedir orientação. De qualquer modo, a fé em Jeová e o amor à verdade são muito mais importantes do que a impressão que se dá ou a eloqüência que se tem. Em vez de vir com “extravagância de linguagem ou de sabedoria”, Paulo iniciou seu ministério em Corinto “em fraqueza, e em temor, e com muito tremor”. Será que isso o fez ineficaz? Ao contrário, ajudou os coríntios a ter fé, ‘não na sabedoria de homens, mas no poder de Deus’. — 1 Coríntios 2:1-5.
Outras qualidades vitais
9. Por que precisam os superintendentes viajantes ter empatia?
9 A empatia ajuda os superintendentes viajantes a obter bons resultados. Pedro exortou todos os cristãos a ‘compartilhar os sentimentos’, ou ser “simpatizantes”. (1 Pedro 3:8, nota, NM com Referências) Certo superintendente de circuito acha que é preciso ‘estar interessado em todos da congregação e ser genuinamente atencioso’. Paulo escreveu num espírito similar: “Alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram.” (Romanos 12:15) Essa atitude induz os superintendentes viajantes a fazer esforços sérios para entender os problemas e a situação dos concrentes. Podem então dar conselhos bíblicos edificantes, que podem resultar num grande bem, quando aplicados. Um superintendente de circuito, que sobressai em mostrar empatia, recebeu a seguinte carta de uma congregação perto de Turim, na Itália: “Se quiser ser interessante, interesse-se; se quiser agradar, seja agradável; se quiser ser amado, seja amável; se quiser ser ajudado, esteja pronto para ajudar. Isto é o que aprendemos do irmão.”
10. O que disseram alguns superintendentes de circuito e de distrito sobre ser humilde, e que exemplo deu Jesus neste respeito?
10 Serem humildes e acessíveis ajuda os superintendentes viajantes a realizar um grande bem. Um superintendente de circuito observou: “É muito importante manter uma atitude humilde.” Ele acautelaria os novos superintendentes viajantes: “Não se deixem indevidamente influenciar por irmãos mais abastados, por causa do que estes podem fazer por vocês, nem limitem sua amizade apenas a tais, mas esforcem-se sempre a tratar os outros com imparcialidade.” (2 Crônicas 19:6, 7) E o superintendente viajante realmente humilde não terá um conceito exagerado da sua própria importância como representante da Sociedade. Certo superintendente de distrito comentou apropriadamente: “Seja humilde e esteja disposto a escutar os irmãos. Seja sempre acessível.” Jesus Cristo, o maior homem que já viveu, poderia ter deixado os outros sentir-se constrangidos, mas era tão humilde e acessível, que até as crianças se sentiam à vontade com ele. (Mateus 18:5; Marcos 10:13-16) Os superintendentes viajantes querem que as crianças, os adolescentes e os idosos — de fato, todos na congregação — se sintam à vontade para se dirigir a eles.
11. Quando é necessário pedir desculpas, que efeito pode isso ter?
11 É claro que “todos nós tropeçamos muitas vezes”, e nenhum superintendente viajante está isento de cometer enganos. (Tiago 3:2) Quando comete um erro, um sincero pedido de desculpas dá aos outros anciãos um exemplo de humildade. De acordo com Provérbios 22:4, “o resultado da humildade e do temor [reverente] de Jeová é riquezas, e glória, e vida”. E não precisam todos os servos de Deus ‘ser humildes ao andar com o seu Deus’? (Miquéias 6:8, edição de 1960, em inglês) Quando perguntaram a um superintendente de circuito que conselho daria a um novo ancião viajante, ele comentou: “Tenha muito respeito e consideração para com todos os irmãos, e considere-os como melhores do que você. Aprenderá muito dos irmãos. Continue humilde. Seja você mesmo. Não assuma ares de grandeza.” — Filipenses 2:3.
12. Por que é muito importante o zelo pelo ministério cristão?
12 Ser o superintendente viajante zeloso no ministério cristão dá peso às suas palavras. Na realidade, quando ele e sua esposa dão exemplo de zelo na evangelização, os anciãos, as esposas e os demais na congregação são incentivados a serem zelosos no seu ministério. “Seja zeloso no serviço”, instou certo superintendente de circuito. Ele acrescentou: “Verifiquei que, em geral, quanto mais zelosa a congregação é no ministério, menos problemas ela tem.” Outro superintendente de circuito observou: “Acredito que, se os anciãos trabalharem no campo com os irmãos e as irmãs, e os ajudarem a ter prazer no ministério, isso resultará em paz mental e na maior satisfação de se servir a Jeová.” O apóstolo Paulo ‘ficou denodado para falar as boas novas de Deus aos tessalonicenses, com bastante luta’. Não é de admirar que estes tivessem boas lembranças da visita e da pregação dele, e que ansiassem vê-lo de novo! — 1 Tessalonicenses 2:1, 2; 3:6.
13. O que leva o superintendente viajante em conta quando trabalha com concristãos no serviço de campo?
13 Quando o superintendente viajante trabalha com concristãos no ministério de campo, ele leva em conta as circunstâncias e as limitações deles. Embora suas sugestões possam ser úteis, ele sabe que alguns talvez fiquem nervosos ao pregarem com um ancião experiente. Em certos casos, portanto, pode ser mais útil dar encorajamento em vez de conselho. Quando ele acompanha publicadores ou pioneiros a um estudo bíblico, esses talvez prefiram que ele o dirija. Isto poderá familiarizá-los com alguns modos de melhorar seus métodos de ensino.
14. Por que se pode dizer que superintendentes viajantes zelosos estimulam outros a ser zelosos?
14 Superintendentes viajantes zelosos estimulam outros a ser zelosos. Um superintendente de circuito, em Uganda, atravessou a floresta densa por uma hora acompanhando um irmão para um estudo bíblico em que havia pouco progresso. Durante a caminhada, choveu tão fortemente, que eles chegaram lá ensopados. Quando os seis membros da família souberam que o visitante era superintendente viajante, ficaram muito impressionados. Eles sabiam que os ministros da sua igreja nunca mostrariam tanto interesse no rebanho. No domingo seguinte, assistiram pela primeira vez à reunião e expressaram o desejo de tornar-se Testemunhas de Jeová.
15. Que boa experiência teve um superintendente de circuito zeloso, no México?
15 No estado mexicano de Oaxaca, um superintendente de circuito fez um esforço que realmente não se esperava dele. Fez arranjos para ficar na cela duma prisão por quatro noites, a fim de visitar um grupo de sete presidiários que se haviam tornado publicadores do Reino. Acompanhou esses presos por alguns dias quando iam dar testemunho de cela em cela e dirigir estudos bíblicos. Por causa do interesse demonstrado, alguns desses estudos continuaram noite adentro. “No fim da visita, os presidiários e eu sentimos muita alegria em resultado do encorajamento mútuo”, escreve este superintendente zeloso.
16. Por que é tão proveitoso quando os superintendentes viajantes e suas esposas dão encorajamento?
16 Os superintendentes viajantes procuram ser encorajadores. Quando Paulo visitou as congregações na Macedônia, ele ‘encorajou-as com muitas palavras’. (Atos 20:1, 2) Palavras de encorajamento podem ajudar muito em encaminhar tanto jovens como idosos para objetivos espirituais. Numa grande congênere da Sociedade Torre de Vigia, uma pesquisa informal revelou que foram os superintendentes de circuito que tinham encorajado quase 20 por cento dos voluntários a empreender o serviço de tempo integral. A esposa do superintendente de circuito, pelo seu bom exemplo como proclamadora do Reino por tempo integral, também mostra ser uma grande fonte de encorajamento.
17. O que acha certo superintendente de circuito idoso do seu privilégio de prestar ajuda a outros?
17 Especialmente os mais idosos e as almas deprimidas precisam de encorajamento. Certo superintendente de circuito idoso escreve: “A faceta do meu serviço que dá uma indizível alegria íntima é o privilégio de prestar ajuda aos inativos e aos fisicamente fracos no rebanho de Deus. As palavras de Romanos 1:11, 12, têm para mim um significado especial, visto que me dá imenso encorajamento e força, ao passo que ‘confiro algum dom espiritual a tais, a fim de que sejam firmados’.”
As recompensas do seu serviço alegre
18. Quais são os objetivos bíblicos dos superintendentes viajantes?
18 Os superintendentes viajantes têm o desejo sincero de ajudar os concrentes. Querem fortalecer as congregações e edificá-las espiritualmente. (Atos 15:41) Certo superintendente viajante trabalha arduamente “para dar encorajamento e revigoramento, e promover o desejo de cumprir o ministério e continuar a viver segundo a verdade”. (3 João 3) Outro procura firmar os concrentes na fé. (Colossenses 2:6, 7) Lembre-se de que o superintendente viajante é “genuíno companheiro de jugo”, não amo da fé dos outros. (Filipenses 4:3; 2 Coríntios 1:24) Sua visita é uma ocasião de encorajamento e de atividades extras, bem como uma oportunidade para o corpo de anciãos examinar o progresso feito e para considerar objetivos futuros. Pelas palavras e pelo exemplo dele, os publicadores de congregação, os pioneiros, os servos ministeriais e os anciãos podem esperar ser edificados e estimulados para a obra à frente. (Note 1 Tessalonicenses 5:11.) Portanto, apóie de todo o coração as visitas do superintendente de circuito e tire pleno proveito do serviço prestado pelo superintendente de distrito.
19, 20. Que recompensa tiveram superintendentes viajantes e suas esposas pelo seu serviço fiel?
19 Os superintendentes viajantes e suas esposas são ricamente recompensados pelo seu serviço fiel, e podem estar certos de que Jeová os abençoará pelo bem que fazem. (Provérbios 19:17; Efésios 6:8) Georg e Magdalena são um casal idoso que serviu por muitos anos no serviço de viajantes. Num congresso em Luxemburgo, Magdalena foi abordada por uma pessoa a quem ela dera testemunho mais de 20 anos antes. O interesse desta judia na verdade foi despertado pela publicação bíblica que Magdalena deixou com ela, e, com o tempo, ela foi batizada. Georg foi abordado por uma irmã espiritual que se lembrava da visita dele à sua casa quase 40 anos antes. A apresentação entusiástica que ele fizera das boas novas por fim induziram tanto a ela como a seu marido a aceitar a verdade. Nem é preciso dizer que Georg e Magdalena ficaram mais do que alegres.
20 O ministério frutífero de Paulo em Éfeso deu-lhe alegria e talvez o tenha induzido a citar as palavras de Jesus: “Há mais felicidade em dar do que há em receber.” (Atos 20:35) Visto que o serviço de viajante envolve constantemente contribuir algo, os empenhados nele sentem-se felizes, em especial quando ficam sabendo dos bons resultados do seu trabalho. Certo superintendente de circuito, que havia ajudado um ancião desanimado, foi mais tarde informado numa carta: “O irmão foi um grande ‘auxílio fortificante’ na minha vida espiritual — muito mais do que imagina . . . Nunca saberá plenamente quanta ajuda deu a um hodierno Asafe, cujos ‘pés quase se tinham apartado’.” — Colossenses 4:11; Salmo 73:2.
21. Por que diria que 1 Coríntios 15:58 se aplica às atividades dos superintendentes viajantes?
21 Um cristão idoso, que por anos esteve no serviço de circuito, gosta de pensar em 1 Coríntios 15:58, onde Paulo exorta: “Tornai-vos constantes, inabaláveis, tendo sempre bastante para fazer na obra do Senhor, sabendo que o vosso labor não é em vão em conexão com o Senhor.” Os superintendentes viajantes certamente têm muito para fazer na obra do Senhor. E como somos gratos de que eles servem com muito prazer como mordomos fiéis da benignidade imerecida de Jeová!
-