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1920 — Cem Anos AtrásA Sentinela (Estudo) — 2020 | outubro
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Em setembro de 1920, os Estudantes da Bíblia lançaram o número 27 da revista A Idade de Ouro. Foi uma edição especial que expôs a perseguição que os Estudantes da Bíblia tinham sofrido em 1918. O Encouraçado, mencionado antes, rodou dia e noite para imprimir mais de 4 milhões de cópias dessa revista.
Foto de Emma Martin dos arquivos da polícia
Os leitores dessa revista ficaram sabendo do caso incomum envolvendo a irmã Emma Martin. Ela servia como colportora em San Bernardino, na Califórnia. Em 17 de março de 1918, ela e três irmãos, Edward Hamm, Edward Sonnenburg e Ernest Stevens, tinham ido assistir a uma pequena reunião com os Estudantes da Bíblia.
Mas um homem na assistência não estava lá para aprender sobre a Bíblia. Ele mesmo admitiu mais tarde: “Eu fui a essa reunião . . . por ordem da promotoria. Fui lá com o objetivo de encontrar provas.” E ele conseguiu a “prova” que procurava: um exemplar do Mistério Consumado. Poucos dias depois, a irmã Emma e os outros três irmãos foram detidos e acusados de violar a Lei de Espionagem por terem distribuído o livro proibido.
Emma e seus amigos foram declarados culpados e sentenciados a três anos de prisão. Em 17 de maio de 1920, depois de várias tentativas frustradas de recorrer da decisão, eles foram para a prisão. Mas logo a situação deles mudaria para melhor.
Em 20 de junho de 1920, o irmão Rutherford falou sobre esse caso em um congresso em San Francisco. As pessoas na assistência ficaram chocadas com essa injustiça e concordaram que um telegrama fosse enviado para o presidente dos Estados Unidos. O telegrama dizia: ‘Nós consideramos injusta a sentença dada à Sra. Martin sob a acusação de ter violado a Lei de Espionagem. As autoridades federais usaram seu poder para tramar contra a Sra. Martin e depois abrir um processo que pudesse enviá-la para a prisão. Tal atitude é indecente.’
Logo no dia seguinte, o presidente Woodrow Wilson ordenou a anulação imediata das sentenças da irmã Emma e dos outros três irmãos. Aquela prisão injusta finalmente chegou ao fim.
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