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A união identifica a adoração verdadeiraA Sentinela — 2010 | 15 de setembro
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A união identifica a adoração verdadeira
“Pô-los-ei em união, como o rebanho no redil.” — MIQ. 2:12.
1. Que prova da sabedoria de Deus se vê na criação?
CERTO salmista exclamou: “Quantos são os teus trabalhos, ó Jeová! A todos eles fizeste em sabedoria. A terra está cheia das tuas produções.” (Sal. 104:24) A sabedoria de Deus é evidente na interdependência dos milhões de variedades de plantas, insetos, animais e bactérias na espantosamente complexa rede biológica da Terra. Também, no seu corpo, milhares de diferentes mecanismos — de grandes órgãos a minúsculas máquinas moleculares nas células — todos funcionam juntos para fazer de você uma pessoa completa e saudável.
2. Conforme ilustrado na página 13, por que a união entre os cristãos deve ter parecido um milagre?
2 Ao criar a humanidade, Jeová queria que ela fosse interdependente. A raça humana exibe uma ampla variedade de aparências, personalidades e habilidades. Além disso, ele dotou os primeiros humanos de qualidades divinas que os habilitariam a cooperar uns com os outros e a ser interdependentes. (Gên. 1:27; 2:18) No entanto, o mundo da humanidade em geral está agora afastado de Deus e nunca, como um todo, foi capaz de conviver em união. (1 João 5:19) Por conseguinte, considerando que a congregação cristã do primeiro século se compunha de pessoas de formações tão diversas como escravos efésios, mulheres gregas de destaque, judeus bem instruídos e ex-adoradores de ídolos, a sua união com certeza parecia um milagre. — Atos 13:1; 17:4; 1 Tes. 1:9; 1 Tim. 6:1.
3. Como a Bíblia ilustra a união dos cristãos, e o que consideraremos neste artigo?
3 A adoração verdadeira habilita as pessoas a cooperar de modo tão harmonioso como os membros do nosso próprio corpo. (Leia 1 Coríntios 12:12, 13.) Algumas perguntas que consideraremos neste artigo são: Como a adoração verdadeira une as pessoas? Por que Jeová é o único que pode unir milhões de pessoas de todas as nações? Que obstáculos à união Jeová nos ajuda a vencer? E, com respeito à união, como o cristianismo verdadeiro difere da cristandade?
Como a adoração verdadeira une as pessoas?
4. Como a adoração verdadeira une as pessoas?
4 Os praticantes da adoração verdadeira reconhecem que, por ter criado todas as coisas, Jeová é o legítimo Soberano do Universo. (Rev. 4:11) Assim, embora os cristãos genuínos vivam em muitas sociedades e sob diferentes circunstâncias, todos eles obedecem às mesmas leis de Deus e seguem os mesmos princípios bíblicos. Todos os adoradores verdadeiros se dirigem apropriadamente a Jeová como “Pai”. (Isa. 64:8; Mat. 6:9) Portanto, são todos irmãos espirituais e usufruem a bela união descrita pelo salmista: “Eis que quão bom e quão agradável é irmãos morarem juntos em união!” — Sal. 133:1.
5. Que qualidade contribui para a união dos adoradores verdadeiros?
5 Embora sejam imperfeitos, os cristãos verdadeiros adoram juntos em união porque aprenderam a amar uns aos outros. Jeová os ensina a amar de uma maneira que só ele é capaz. (Leia 1 João 4:7, 8.) A sua Palavra diz: “Revesti-vos das ternas afeições de compaixão, benignidade, humildade mental, brandura e longanimidade. Continuai a suportar-vos uns aos outros e a perdoar-vos uns aos outros liberalmente, se alguém tiver razão para queixa contra outro. Assim como Jeová vos perdoou liberalmente, vós também o fazei. Além de todas estas coisas, porém, revesti-vos de amor, pois é o perfeito vínculo de união.” (Col. 3:12-14) Esse vínculo perfeito de união — o amor — é a qualidade que mais identifica os cristãos verdadeiros. Você não tem visto, por experiência própria, que essa união é um aspecto distintivo da adoração verdadeira? — João 13:35.
6. Como a esperança do Reino nos ajuda a ter união?
6 A união dos adoradores verdadeiros também se deve ao fato de que consideram o Reino de Deus a única esperança para a humanidade. Eles sabem que esse Reino em breve substituirá os governos humanos e abençoará a humanidade obediente com paz genuína e sem fim. (Isa. 11:4-9; Dan. 2:44) De modo que os cristãos acatam o que Jesus disse sobre seus seguidores: “Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.” (João 17:16) Os cristãos verdadeiros permanecem neutros nos conflitos do mundo. Assim sendo, mesmo quando pessoas ao seu redor estão em guerra, eles continuam unidos.
A única fonte de instrução espiritual
7, 8. De que modo a instrução bíblica contribui para a nossa união?
7 Os cristãos do primeiro século eram unidos porque recebiam encorajamento da mesma fonte. Reconheciam que Jesus ensinava e dirigia a congregação por meio de um corpo governante, composto dos apóstolos e anciãos em Jerusalém. Esses homens devotados baseavam suas decisões na Palavra de Deus e enviavam superintendentes viajantes para transmitir suas instruções às congregações em muitos países. A Bíblia diz a respeito de alguns desses superintendentes: “Enquanto viajavam através das cidades, entregavam aos que estavam ali, para a sua observância, os decretos decididos pelos apóstolos e anciãos, que estavam em Jerusalém.” — Atos 15:6, 19-22; 16:4.
8 Também hoje, um Corpo Governante composto de cristãos ungidos por espírito contribui para a união da congregação mundial. O Corpo Governante produz publicações espiritualmente animadoras em muitas línguas. Esse alimento espiritual baseia-se na Palavra de Deus. Portanto, o ensino não é de homens, mas de Jeová. — Isa. 54:13.
9. De que modo a obra que Deus nos confiou nos ajuda a ser unidos?
9 Os superintendentes cristãos também promovem a união por tomarem a dianteira na pregação. O espírito de companheirismo que une os que trabalham juntos no serviço de Deus é muito mais forte que o espírito que une pessoas do mundo que apenas se socializam. A congregação cristã não foi fundada para funcionar como clube social, mas para honrar a Jeová e realizar uma obra: pregar as boas novas, fazer discípulos e edificar a congregação. (Rom. 1:11, 12; 1 Tes. 5:11; Heb. 10:24, 25) Assim, o apóstolo Paulo podia dizer a respeito dos cristãos: “[Vós] vos mantendes firmes em um só espírito, com uma só alma esforçando-vos lado a lado pela fé das boas novas.” — Fil. 1:27.
10. Quais são alguns dos fatores que contribuem para a nossa união como povo de Deus?
10 Concordemente, como povo de Jeová, somos unidos porque aceitamos a soberania de Jeová, amamos nossos irmãos, temos como esperança o Reino de Deus e respeitamos aqueles que Deus usa para tomar a dianteira entre nós. Jeová nos ajuda a superar certas atitudes, resultantes de nossa imperfeição, que poderiam ameaçar nossa união. — Rom. 12:2.
Como superar o orgulho e o ciúme
11. Por que o orgulho causa divisão, e como Jeová nos ajuda a superá-lo?
11 O orgulho divide as pessoas. O orgulhoso gosta de se achar superior e, em geral, sente prazer egoísta em se jactar. Mas isso não raro obstrui a união; os que ouvem a jactância talvez sintam ciúme. O discípulo Tiago diz francamente: “Todo esse orgulho é iníquo.” (Tia. 4:16) É desamoroso tratar os outros como inferiores. Algo extraordinário é que Jeová — por lidar com pessoas imperfeitas como nós — é um exemplo de humildade. Davi escreveu a respeito de Deus: “É a tua humildade que me engrandece.” (2 Sam. 22:36) A Palavra de Deus nos ajuda a vencer o orgulho por nos ensinar a ter um modo de pensar correto. Paulo foi inspirado a perguntar: “Quem te faz diferir de outro? Deveras, o que tens que não tenhas recebido? Se, agora, deveras o tens recebido, por que te jactas como se não o tivesses recebido?” — 1 Cor. 4:7.
12, 13. (a) Por que é fácil sentir ciúme? (b) O que resulta de se adotar o conceito de Jeová sobre outros?
12 O ciúme é outro obstáculo comum à união. Por causa da imperfeição herdada, todos nós temos “a tendência de invejar”, e até mesmo cristãos veteranos podem ocasionalmente sentir ciúme das circunstâncias, dos bens, dos privilégios ou das habilidades de outros. (Tia. 4:5) Por exemplo, um irmão que tem esposa e filhos talvez sinta ciúme dos privilégios de um ministro de tempo integral, sem se dar conta de que esse mesmo ministro talvez sinta certo ciúme dele como chefe de família que tem filhos. Como podemos evitar que esse tipo de ciúme perturbe a nossa união?
13 Como ajuda para evitar o ciúme, tenha em mente que a Bíblia compara os membros ungidos da congregação cristã a partes do corpo humano. (Leia 1 Coríntios 12:14-18.) Embora o coração não seja visível como o olho, por exemplo, não são ambos valiosos para você? Do mesmo modo, Jeová valoriza todos os membros da congregação, ainda que alguns, por certo tempo, possam ter mais destaque do que outros. Portanto, tenhamos o conceito de Jeová sobre nossos irmãos. Em vez de invejá-los, mostremos preocupação e interesse pessoal por eles. Agirmos assim contribui para marcar a diferença entre os cristãos verdadeiros e os das religiões da cristandade.
A cristandade — marcada pela divisão
14, 15. Como o cristianismo apóstata se tornou desunido?
14 A união dos cristãos genuínos se contrasta com as discórdias entre as religiões da cristandade. No quarto século, o cristianismo apóstata já estava tão disseminado que um imperador romano pagão assumiu o seu controle, contribuindo para o desenvolvimento da cristandade. Daí, em sucessivos cismas, muitos reinos se apartaram de Roma e formaram sua própria religião estatal.
15 Muitos desses reinos guerrearam entre si por séculos. Nos séculos 17 e 18, pessoas na Grã-Bretanha, na França e nos Estados Unidos promoveram a devoção aos seus respectivos Estados, de modo que o nacionalismo se tornou como que uma religião. Nos séculos 19 e 20, o nacionalismo passou a dominar a mentalidade da maioria da humanidade. Por fim, as religiões da cristandade se dividiram em numerosas seitas, a maioria das quais tolera o nacionalismo. Os frequentadores de igreja até mesmo têm ido à guerra contra seus concrentes de outras nações. Hoje, a cristandade está dividida tanto por crenças sectárias como pelo nacionalismo.
16. Que tipo de questões dividem os membros da cristandade?
16 No século 20, algumas das centenas de seitas da cristandade iniciaram o movimento ecumênico na busca de união. Mas depois de muitas décadas de esforços, poucas religiões se uniram numa só, e os religiosos ainda estão divididos em assuntos como evolução, aborto, homossexualidade e ordenação de mulheres. Em certas partes da cristandade, líderes religiosos tentam juntar pessoas de diferentes seitas por minimizar a importância de doutrinas que antes causavam divisão. No entanto, minimizar a importância de doutrinas enfraquece a fé das pessoas e certamente não une a casa dividida da cristandade.
Triunfo sobre o nacionalismo
17. Segundo predito, como a adoração verdadeira uniria pessoas “na parte final dos dias”?
17 Embora a humanidade nunca antes estivesse tão terrivelmente desunida como agora, a união ainda distingue os adoradores verdadeiros. O profeta Miqueias predisse: “Pô-los-ei em união, como o rebanho no redil.” (Miq. 2:12) Miqueias predisse o enaltecimento da adoração verdadeira acima de todas as outras formas de adoração, fossem elas de deuses falsos ou do Estado como deus. Ele escreveu: “Na parte final dos dias terá de acontecer que o monte da casa de Jeová ficará firmemente estabelecido acima do cume dos montes e certamente se elevará acima dos morros; e a ele terão de afluir os povos. Porque todos os povos, da sua parte, andarão cada um no nome de seu deus; mas nós, da nossa parte, andaremos no nome de Jeová, nosso Deus.” — Miq. 4:1, 5.
18. A adoração verdadeira nos tem ajudado a fazer que mudanças?
18 Miqueias falou também sobre como a adoração verdadeira uniria anteriores inimigos. “[Pessoas de] muitas nações certamente irão e dirão: ‘Vinde, e subamos ao monte de Jeová e à casa do Deus de Jacó; e ele nos instruirá sobre os seus caminhos e nós andaremos nas suas veredas.’ . . . E terão de forjar das suas espadas relhas de arado, e das suas lanças, podadeiras. Não levantarão espada, nação contra nação, nem aprenderão mais a guerra.” (Miq. 4:2, 3) Aqueles que abandonam a adoração de deuses feitos pelo homem ou a adoração de nações e passam a adorar a Jeová desfrutam de uma união global. Deus os instrui nos caminhos do amor.
19. A união de milhões de pessoas na adoração verdadeira é clara evidência de quê?
19 A união global dos cristãos verdadeiros hoje é sem igual e uma evidência clara de que Jeová continua a orientar seu povo por meio de seu espírito. Pessoas de todas as nações estão sendo unidas numa escala sem precedentes na história humana. Trata-se de um notável cumprimento do que está implícito em Revelação 7:9, 14, e indica que os anjos de Deus em breve soltarão os “ventos” que destruirão o atual sistema mundial perverso. (Leia Revelação 7:1-4, 9, 10, 14.) Não é um privilégio estar unido na fraternidade mundial? Como cada um de nós pode contribuir para essa união? Veremos isso no próximo artigo.
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A união cristã glorifica a DeusA Sentinela — 2010 | 15 de setembro
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A união cristã glorifica a Deus
‘Diligenciem observar a unidade do espírito.’ — EFÉ. 4:3.
1. Como os cristãos do primeiro século em Éfeso glorificaram a Deus?
A UNIÃO da congregação cristã na antiga Éfeso glorificava o Deus verdadeiro, Jeová. Naquele próspero centro comercial, alguns cristãos com certeza eram ricos donos de escravos, ao passo que outros eram escravos e provavelmente muito pobres. (Efé. 6:5, 9) Alguns eram judeus que aprenderam a verdade nos três meses em que o apóstolo Paulo falou na sinagoga deles. Outros haviam sido adoradores de Ártemis e praticantes de artes mágicas. (Atos 19:8, 19, 26) Obviamente, o cristianismo genuíno agrupou pessoas de muitas formações diferentes. Paulo reconheceu que Jeová era glorificado por meio da união da congregação. Ele escreveu: “A ele seja a glória por meio da congregação.” — Efé. 3:21.
2. O que ameaçava a união dos cristãos em Éfeso?
2 No entanto, a abençoada união da congregação em Éfeso estava ameaçada. Paulo alertou os anciãos: “Dentre vós mesmos surgirão homens e falarão coisas deturpadas, para atrair a si os discípulos.” (Atos 20:30) Além disso, alguns irmãos ainda não haviam abandonado por completo o espírito de desunião, que, como Paulo alertara, “opera nos filhos da desobediência”. — Efé. 2:2; 4:22.
Uma carta que destaca a união
3, 4. Como a carta de Paulo aos efésios enfatiza a união?
3 Paulo sabia que a contínua cooperação harmoniosa entre os cristãos depende de cada um fazer esforço sincero para promover a união. Deus o inspirou a escrever uma carta aos efésios na qual a união era um dos assuntos principais. Por exemplo, Paulo escreveu sobre o propósito de Deus de “ajuntar novamente todas as coisas no Cristo”. (Efé. 1:10) Ele também comparou os cristãos às diferentes pedras que compõem uma edificação. “O edifício inteiro, sendo harmoniosamente conjuntado, desenvolve-se num templo santo para Jeová.” (Efé. 2:20, 21) Além do mais, Paulo destacou a união existente entre cristãos judeus e gentios e lembrou os irmãos de sua origem em comum. Ele se referiu a Jeová como “Pai, a quem toda família no céu e na terra deve o seu nome”. — Efé. 3:5, 6, 14, 15.
4 Ao examinarmos o capítulo 4 de Efésios, veremos por que a união exige esforço, como Jeová nos ajuda a nos unir, e que atitudes nos ajudarão a permanecer unidos. Que acha de ler o capítulo inteiro e assim se beneficiar ainda mais do estudo?
Por que a união exige esforço sério
5. Por que os anjos de Deus podem servir em união, mas por que para nós isso pode ser mais desafiador?
5 Paulo exortou seus irmãos efésios a ‘diligenciar observar a unidade do espírito’. (Efé. 4:3) Para entender a necessidade de esforço nesse sentido, considere o caso dos anjos de Deus. Não existem duas coisas vivas na Terra que sejam absolutamente iguais, de modo que é razoável concluir que Jeová abençoou cada um de seus milhões de anjos com características ímpares. (Dan. 7:10) No entanto, eles podem servir a Jeová em união porque todos o obedecem e fazem a Sua vontade. (Leia Salmo 103:20, 21.) Os anjos fiéis têm diversos atributos, já os cristãos, além de certos atributos, têm vários defeitos. Isso pode aumentar o desafio de manter a união.
6. Que atitudes nos ajudarão a ter prazer em cooperar com irmãos que tenham defeitos diferentes dos nossos?
6 Pessoas imperfeitas que tentam cooperar entre si podem facilmente encontrar dificuldades. Por exemplo, que dizer se um irmão brando, mas que muitas vezes chega atrasado, serve a Jeová com um irmão pontual, mas que se irrita com facilidade? Cada qual acha que a conduta do outro deixa a desejar, mas talvez se esqueça de que aspectos de sua própria conduta também são inadequados. Como dois irmãos assim podem servir juntos em harmonia? Note como as atitudes que Paulo recomendou nas suas palavras a seguir os ajudariam. Daí reflita sobre como podemos promover a união por cultivar essas atitudes. Paulo escreveu: “Suplico-vos que andeis dignamente . . . com completa humildade mental e brandura, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, diligenciando observar a unidade do espírito no vínculo unificador da paz.” — Efé. 4:1-3.
7. Por que é vital esforçar-se pela união com outros cristãos imperfeitos?
7 É vital aprender a servir a Deus em união com outras pessoas imperfeitas, pois existe um só corpo de adoradores verdadeiros. “Há um só corpo e um só espírito, assim como também fostes chamados em uma só esperança a que fostes chamados; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos.” (Efé. 4:4-6) O espírito e as bênçãos de Jeová estão ligados à única associação de irmãos que ele usa. Mesmo que alguém na congregação nos aborreça, a que outro lugar poderíamos ir? Em nenhuma outra parte ouviríamos declarações de vida eterna. — João 6:68.
“Dádivas em homens” promovem a união
8. O que Cristo usa para nos fortalecer contra influências divisórias?
8 Paulo usou um costume dos soldados da antiguidade para ilustrar como Jesus tem provido “dádivas em homens” para ajudar a unir a congregação. Um soldado vitorioso talvez trouxesse para casa um prisioneiro estrangeiro como escravo para ajudar a esposa nas tarefas domésticas. (Sal. 68:1, 12, 18) De modo similar, a vitória de Jesus sobre o mundo lhe rendeu muitos escravos voluntários. (Leia Efésios 4:7, 8.) Como ele usou esses prisioneiros, por assim dizer? “Ele deu alguns como apóstolos, alguns como profetas, alguns como evangelizadores, alguns como pastores e instrutores, visando o reajustamento dos santos para a obra ministerial, para a edificação do corpo do Cristo, até que todos alcancemos a unidade na fé.” — Efé. 4:11-13.
9. (a) Como as “dádivas em homens” ajudam a manter nossa união? (b) Por que todo membro da congregação deve contribuir para sua união?
9 Como pastores amorosos, essas “dádivas em homens” ajudam a manter nossa união. Por exemplo, se um ancião de congregação observa dois irmãos ‘atiçarem competição entre si’, ele pode contribuir muito para a união da congregação por dar conselhos em particular, visando ‘reajustá-los num espírito de brandura’. (Gál. 5:26–6:1) Como instrutores, essas “dádivas em homens” nos ajudam a edificar uma fé firme com base nos ensinos bíblicos. Assim eles promovem a união e nos ajudam a avançar à madureza cristã. Paulo escreveu que isso se dá “a fim de que não sejamos mais pequeninos, jogados como que por ondas e levados para cá e para lá por todo vento de ensino, pela velhacaria de homens, pela astúcia em maquinar o erro”. (Efé. 4:13, 14) Todo cristão deve contribuir para a união da fraternidade, assim como cada membro do nosso corpo colabora com os outros membros por ajudar a suprir o necessário. — Leia Efésios 4:15, 16.
Cultive novas atitudes
10. Como a conduta imoral pode ameaçar a nossa união?
10 Você notou que o capítulo 4 da carta de Paulo aos efésios mostra que praticar o amor é a chave para alcançar a união como cristãos maduros? Ele mostra também o que está envolvido no amor. Uma das coisas é que seguir o caminho do amor não admite a fornicação e a conduta desenfreada. Paulo exortou seus irmãos a não ‘andar assim como as nações andam’. Essas pessoas estavam “além de todo o senso moral” e ‘entregavam-se à conduta desenfreada’. (Efé. 4:17-19) O mundo imoral em que vivemos ameaça a nossa união. A fornicação está presente nas piadas, nas canções e na diversão, e as pessoas a praticam secreta ou abertamente. No entanto, mesmo flertar, que pode indicar que você sente atração física por alguém com quem não tem intenção de se casar, pode afastá-lo de Jeová e da congregação. Por quê? Porque facilmente resulta em fornicação. Também, o flerte que leva uma pessoa casada a cometer adultério pode cruelmente separar os filhos de seus pais e o parceiro inocente de seu cônjuge. Sem dúvida uma divisão! Não é de admirar que Paulo escrevesse: “Vós não aprendestes que o Cristo seja assim.” — Efé. 4:20, 21.
11. Que mudança a Bíblia incentiva os cristãos a fazer?
11 Paulo frisou que devemos eliminar raciocínios que causam divisão e, em vez disso, cultivar atitudes que nos possibilitem conviver harmoniosamente com outros. Ele disse: “Deveis pôr de lado a velha personalidade que se conforma ao vosso procedimento anterior e que está sendo corrompida segundo os . . . desejos enganosos [da velha personalidade]; . . . deveis ser feitos novos na força que ativa a vossa mente, e que vos deveis revestir da nova personalidade, que foi criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade.” (Efé. 4:22-24) Como podemos ‘ser feitos novos na força que ativa a nossa mente’? Se meditarmos com apreço sobre o que aprendemos da Palavra de Deus e do bom exemplo de cristãos maduros, poderemos pelo nosso esforço adquirir a nova personalidade “criada segundo a vontade de Deus”.
Cultive um novo modo de falar
12. De que modo falar a verdade promove a união, e por que alguns acham difícil não mentir?
12 Falar a verdade é vital para os que se pertencem uns aos outros numa família ou numa congregação. Falar com franqueza, sinceridade e bondade pode unir as pessoas. (João 15:15) Mas que dizer se uma pessoa mente para seu irmão? Quando o irmão descobre isso, o vínculo de união entre eles se enfraquece. Pode-se entender por que Paulo escreveu: “Falai a verdade, cada um de vós com o seu próximo, porque somos membros que se pertencem uns aos outros.” (Efé. 4:25) Quem está acostumado a mentir, talvez desde criança, pode achar difícil falar a verdade. Mas Jeová apreciará seu esforço e o ajudará.
13. Como se pode largar a linguagem abusiva?
13 Jeová nos ensina a promover o respeito e a união tanto na congregação como na família por estabelecer limites bem definidos quanto ao nosso modo de falar. “Não saia da vossa boca nenhuma palavra pervertida . . . Sejam tirados dentre vós toda a amargura maldosa, e ira, e furor, e brado, e linguagem ultrajante, junto com toda a maldade.” (Efé. 4:29, 31) Uma das maneiras de evitar a linguagem ofensiva é cultivar uma atitude mais respeitosa para com outros. Por exemplo, um homem que fala de modo abusivo com a esposa deve se esforçar em mudar de atitude, em especial depois de aprender que Jeová honra as mulheres. Deus até mesmo unge algumas delas com espírito santo, dando-lhes a perspectiva de reinar com Cristo. (Gál. 3:28; 1 Ped. 3:7) De modo similar, espera-se que a mulher que costuma gritar com o marido mude de proceder depois que aprende como Jesus se controlava quando era provocado. — 1 Ped. 2:21-23.
14. Por que é perigoso dar vazão à ira?
14 A linguagem abusiva tem muito a ver com deixar de controlar a ira. Isso também pode desunir pessoas que se pertencem umas às outras. A ira é como um fogo. Facilmente foge ao controle, causando tragédias. (Pro. 29:22) Quem tem bons motivos para expressar seu desagrado tem de controlar bem a sua ira para não prejudicar relações valiosas. Os cristãos devem se esforçar em perdoar, sem guardar ressentimento nem ficar falando sobre o assunto. (Sal. 37:8; 103:8, 9; Pro. 17:9) Paulo aconselhou os efésios: “Ficai furiosos, mas não pequeis; não se ponha o sol enquanto estais encolerizados, nem deis margem ao Diabo.” (Efé. 4:26, 27) Não controlar a ira daria ao Diabo uma oportunidade de semear a desunião e até mesmo o conflito na congregação.
15. Que efeito pode ter pegar o que não nos pertence?
15 Respeitar a propriedade de outros contribui para a união na congregação. Lemos: “O gatuno não furte mais.” (Efé. 4:28) Há um senso geral de confiança entre o povo de Jeová. O cristão que abusa dessa confiança, pegando o que não lhe pertence, prejudica essa união feliz.
O amor a Deus nos une
16. Como podemos usar linguagem edificante para fortalecer a nossa união?
16 A união da congregação cristã resulta de todos serem motivados — pelo amor a Deus — a tratar outros com amor. O apreço pela bondade de Jeová nos leva a nos esforçar arduamente em aplicar este conselho: “[Falai a palavra] que for boa para a edificação, conforme a necessidade, para que confira aos ouvintes aquilo que é favorável. . . . Tornai-vos benignos uns para com os outros, ternamente compassivos, perdoando-vos liberalmente uns aos outros, assim como também Deus vos perdoou liberalmente por Cristo.” (Efé. 4:29, 32) Na sua bondade, Jeová perdoa pessoas imperfeitas como nós. Não devemos nós também perdoar outros quando manifestam suas imperfeições?
17. Por que devemos nos esforçar arduamente para promover a união?
17 A união do povo de Deus glorifica a Jeová. O seu espírito nos move de diferentes maneiras a promover a união. Certamente não desejamos resistir a essa direção do espírito. Paulo escreveu: “Não contristeis o espírito santo de Deus.” (Efé. 4:30) A união é um tesouro que convém proteger. Ela dá alegria a todos os que a usufruem e glória a Jeová. “Portanto, tornai-vos imitadores de Deus, como filhos amados, e prossegui andando em amor.” — Efé. 5:1, 2.
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