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  • A família de Jeová usufrui uma preciosa união
    A Sentinela — 1996 | 15 de julho
    • A família de Jeová usufrui uma preciosa união

      “Eis que quão bom e quão agradável é irmãos morarem juntos em união!” — SALMO 133:1.

      1. Em que situação se encontram hoje muitas famílias?

      AS FAMÍLIAS, hoje em dia, passam por uma crise. Em muitas delas, o relacionamento marital está a ponto de se desfazer. O divórcio fica cada vez mais comum, e muitos filhos de casais divorciados sofrem grande tristeza. Milhões de famílias são infelizes e desunidas. No entanto, há uma família que sabe o que é verdadeira alegria e genuína união. É a família universal de Jeová Deus. Nela há miríades de anjos invisíveis que executam suas tarefas designadas em harmonia com a vontade divina. (Salmo 103:20, 21) Mas, será que há na Terra uma família que usufrui tal união?

      2, 3. (a) Quem faz agora parte da família universal de Deus, e a que poderíamos comparar hoje todas as Testemunhas de Jeová? (b) Que perguntas consideraremos agora?

      2 O apóstolo Paulo escreveu: “Dobro os joelhos diante do Pai, a quem toda família no céu e na terra deve o seu nome.” (Efésios 3:14, 15) Todas as linhagens das famílias na Terra devem o seu nome a Deus, porque ele é o Criador. Embora não haja famílias humanas no céu, em sentido figurativo Deus está casado com sua organização celestial, e Jesus terá uma noiva espiritual, unida com ele nos céus. (Isaías 54:5; Lucas 20:34, 35; 1 Coríntios 15:50; 2 Coríntios 11:2) Os ungidos fiéis, na Terra, fazem agora parte da família universal de Deus, e as “outras ovelhas” de Jesus, que têm esperança terrestre, são seus prospectivos membros. (João 10:16; Romanos 8:14-17; A Sentinela, 15 de janeiro de 1996, página 31.) No entanto, todas as Testemunhas de Jeová podem hoje ser comparadas a uma unida família mundial.

      3 Faz você parte da maravilhosa família internacional dos servos de Deus? Em caso afirmativo, usufrui uma das maiores bênçãos que se pode ter. Milhões de pessoas confirmarão que a família global de Jeová — Sua organização visível — é um oásis de paz e união no meio dum deserto mundial de lutas e de desunião. Como se pode descrever a união da família mundial de Jeová? E quais são os fatores que promovem tal união?

      Quão bom e quão agradável!

      4. Como expressaria, nas suas próprias palavras, o que o Salmo 133 diz sobre a união fraternal?

      4 O salmista Davi apreciava profundamente a união fraternal. Foi até mesmo inspirado a cantar sobre ela! Imagine-o com a sua harpa, cantando: “Eis que quão bom e quão agradável é irmãos morarem juntos em união! É como óleo bom sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, que desce até o colar da sua veste. É como o orvalho do Hermom que desce sobre as montanhas de Sião. Pois ali Jeová ordenou que estivesse a bênção, sim, vida por tempo indefinido.” — Salmo 133:1-3.

      5. Com base no Salmo 133:1, 2, que comparação se pode fazer entre os israelitas e os atuais servos de Deus?

      5 Essas palavras aplicavam-se à união fraternal usufruída pelo antigo povo de Deus, os israelitas. Quando se encontravam em Jerusalém para as suas três festividades anuais, moravam juntos em união. Embora procedessem de várias tribos, eram uma só família. Estarem juntos tinha um efeito salutar sobre eles, como um refrescante óleo de unção, de aroma agradável. Quando um óleo desse tipo era derramado sobre a cabeça de Arão, escorria pela barba e até o colarinho da sua veste. Para os israelitas, estarem juntos exercia uma boa influência que permeava o povo reunido como um todo. Desfaziam-se mal-entendidos e promovia-se a união. Uma união similar existe hoje na família global de Jeová. A associação regular tem um efeito espiritual, salutar, sobre os seus membros. Eliminam-se mal-entendidos ou dificuldades com a aplicação do conselho da Palavra de Deus. (Mateus 5:23, 24; 18:15-17) O povo de Jeová aprecia muito o encorajamento mútuo resultante da sua união fraternal.

      6, 7. Como era a união de Israel semelhante ao orvalho do monte Hermom, e onde se pode hoje encontrar a bênção de Deus?

      6 Que similaridade havia entre Israel morar junto em união e o orvalho do monte Hermom? Ora, visto que o cume deste monte se encontra a uns 2.800 metros acima do nível do mar, ele está coberto de neve quase o ano inteiro. O cume nevado do Hermom provoca a condensação da névoa noturna, produzindo assim o orvalho abundante que preserva a vegetação durante o longo período de estio. Correntes de ar frio que descem da cordilheira do Hermom podem levar essa névoa para o sul até a região de Jerusalém, onde se condensa como orvalho. De modo que o salmista estava certo em falar de ‘o orvalho do Hermom descer sobre o monte Sião’. Que excelente lembrete da influência revigorante e unificadora que existe na família dos adoradores de Jeová!

      7 Antes de se formar a congregação cristã, o centro da adoração verdadeira era Sião, ou Jerusalém. Portanto, era ali que Jeová ordenou que estivesse a bênção. Visto que a Fonte de todas as bênçãos residia de modo representativo no santuário em Jerusalém, as bênçãos emanavam dali. Portanto, uma vez que a adoração verdadeira não depende mais de determinado lugar, a bênção, o amor e a união dos servos de Deus podem ser encontrados hoje em toda a Terra. (João 13:34, 35) Quais são alguns dos fatores que promovem tal união?

      Fatores que promovem a união

      8. O que aprendemos de João 17:20, 21, sobre a união?

      8 A união dos adoradores de Jeová baseia-se na obediência à Palavra de Deus, entendida de modo correto, incluindo os ensinos de Jesus Cristo. Por Jeová enviar seu Filho ao mundo para dar testemunho da verdade e ter uma morte sacrificial, abriu-se o caminho para a formação da unida congregação cristã. (João 3:16; 18:37) Que teria de haver união genuína entre os membros dela tornou-se claro quando Jesus orou: “Faço solicitação, não somente a respeito destes, mas também a respeito daqueles que depositam fé em mim por intermédio da palavra deles; a fim de que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em união comigo e eu estou em união contigo, para que eles também estejam em união conosco, a fim de que o mundo acredite que me enviaste.” (João 17:20, 21) Os seguidores de Jesus conseguiram uma união similar à existente entre Deus e seu Filho. Isto se deu porque seguiram a Palavra de Deus e os ensinos de Jesus. A mesma atitude é um dos principais fatores da união da atual família mundial de Jeová.

      9. Que papel desempenha o espírito santo na união do povo de Jeová?

      9 Outro fator que unifica o povo de Jeová Deus é que temos o Seu espírito santo, ou força ativa. Este nos habilita a entender a verdade revelada da Palavra de Jeová e assim a servi-lo de forma unida. (João 16:12, 13) O espírito ajuda-nos a evitar obras carnais, que causam desunião, tais como discórdias, ciúmes, acessos de ira e contendas. Em vez disso, o espírito de Deus produz em nós os frutos unificadores de amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura e autodomínio. — Gálatas 5:19-23.

      10. (a) Que paralelo podemos traçar entre o amor existente numa família humana, unida, e o amor evidente entre os devotados a Jeová? (b) Como expressou um membro do Corpo Governante seus sentimentos a respeito de se reunir com seus irmãos espirituais?

      10 Os membros duma família unida amam uns aos outros e se sentem felizes de estar juntos. De forma comparável, os da família unificada dos adoradores de Jeová amam a ele, o Filho dele e os concrentes. (Marcos 12:30; João 21:15-17; 1 João 4:21) Assim como os membros duma amorosa família gostam de tomar refeições juntos, os devotados a Deus têm prazer em estar presentes nas reuniões cristãs, em assembléias e em congressos, para tirar proveito da boa associação e do excelente alimento espiritual. (Mateus 24:45-47; Hebreus 10:24, 25) Um membro do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová certa vez expressou isso do seguinte modo: “Para mim, reunir-me com os irmãos é um dos maiores prazeres da vida e uma fonte de encorajamento. Prezo muito ser um dos primeiros a chegar ao Salão do Reino, e ser um dos últimos a sair, se possível. Sinto alegria íntima quando falo com o povo de Deus. Quando me acho entre eles, sinto-me à vontade como se fossem minha família.” É assim que você se sente? — Salmo 27:4.

      11. Que obra dá felicidade especial às Testemunhas de Jeová e o que resulta de tornarmos o serviço de Deus o ponto focal na vida?

      11 Uma família unida sente-se feliz de fazer as coisas junta. De forma similar, os que são da família dos adoradores de Jeová sentem-se felizes em fazer unidos sua obra de pregar o Reino e fazer discípulos. (Mateus 24:14; 28:19, 20) A participação regular nela achega-nos mais às outras Testemunhas de Jeová. Tornarmos o serviço de Deus o ponto focal na nossa vida e apoiarmos todas as atividades do Seu povo também promove o espírito de família entre nós.

      A ordem teocrática é essencial

      12. Quais são as características duma família feliz e unida, e que arranjo promovia a união nas congregações cristãs no primeiro século?

      12 A família que tem liderança firme, mas amorosa, e que é ordeira, tem toda probabilidade de ser unida e feliz. (Efésios 5:22, 33; 6:1) Jeová é Deus de ordem e de paz, e todos os da sua família o consideram como o “Supremo”. (Daniel 7:18, 22, 25, 27; 1 Coríntios 14:33) Reconhecem também que ele designou seu Filho, Jesus Cristo, herdeiro de todas as coisas e lhe delegou toda a autoridade no céu e na Terra. (Mateus 28:18; Hebreus 1:1, 2) A congregação cristã, com Cristo por Cabeça, é uma organização ordeira e unida. (Efésios 5:23) Para supervisionar as atividades das congregações no primeiro século, havia um corpo governante, composto dos apóstolos e de outros “anciãos” espiritualmente maduros. As congregações individuais tinham superintendentes, ou anciãos, e servos ministeriais, designados. (Atos 15:6; Filipenses 1:1) Obedecer aos que tomavam a dianteira promovia a união. — Hebreus 13:17.

      13. Como atrai Jeová as pessoas e com que resultado?

      13 Mas, sugere toda essa ordem que a união dos adoradores de Jeová pode ser atribuída a uma liderança firme, impessoal? De forma alguma! Não há nada desamoroso relacionado com Jeová Deus e sua organização. Ele atrai pessoas por mostrar amor, e cada ano centenas de milhares delas tornam-se voluntária e alegremente parte da organização de Jeová por serem batizadas em símbolo da sua dedicação de todo o coração a Deus. Seu espírito é semelhante ao de Josué, que exortou os companheiros israelitas: “Escolhei hoje para vós a quem servireis . . . Mas, quanto a mim e aos da minha casa, serviremos a Jeová.” — Josué 24:15.

      14. Por que podemos dizer que a organização de Jeová é teocrática?

      14 Por fazermos parte da família de Jeová, não somos apenas alegres, mas também sentimo-nos seguros. Isto se dá porque a organização dele é teocrática. O Reino de Deus é uma teocracia (do grego the·ós, deus, e krá·tos, governo). É o governo de Deus, estatuído e estabelecido por ele. A “nação santa”, ungida, de Jeová está submissa ao seu governo e por isso também é teocrática. (1 Pedro 2:9) Por termos o Grande Teocrata, Jeová, como nosso Juiz, Legislador e Rei, temos todos os motivos para sentir-nos seguros. (Isaías 33:22) Mas, e caso surjam disputas e ameacem nossa alegria, segurança e união?

      O corpo governante age

      15, 16. Que disputa surgiu no primeiro século, e por quê?

      15 Para preservar a união duma família, ocasionalmente pode ser necessário resolver uma disputa. Suponhamos, então, que se tinha de resolver um problema espiritual para preservar a união da família de adoradores de Deus no primeiro século EC. O que se fazia? O corpo governante agia tomando decisões em questões espirituais. Temos um registro bíblico de tal ação.

      16 Por volta de 49 EC, o corpo governante se reuniu em Jerusalém para resolver um problema sério e assim preservar a união da “família de Deus”. (Efésios 2:19) Uns 13 anos antes, o apóstolo Pedro havia pregado a Cornélio, e os primeiros gentios, ou pessoas das nações, tornaram-se crentes batizados. (Atos, capítulo 10) Durante a primeira viagem missionária de Paulo, muitos gentios adotaram o cristianismo. (Atos 13:1-14:28) De fato, formara-se uma congregação de cristãos gentios na Antioquia da Síria. Alguns cristãos judeus achavam que os gentios convertidos deviam ser circuncidados e guardar a Lei mosaica, mas outros discordavam disso. (Atos 15:1-5) Esta disputa podia ter levado a uma completa desunião, ou mesmo à formação de congregações separadas de judeus e de gentios. Por isso, o corpo governante agiu prontamente para preservar a união cristã.

      17. Que proceder teocrático, harmonioso, é descrito no capítulo 15 de Atos?

      17 Segundo diz Atos 15:6-22, “os apóstolos e os anciãos ajuntaram-se para considerar esta questão”. Havia também outros presentes, inclusive uma delegação de Antioquia. Primeiro, Pedro explicou que ‘por intermédio da sua boca, pessoas das nações ouviram as boas novas e creram’. Daí, “a multidão inteira” ficou escutando Barnabé e Paulo relatar “os muitos sinais e portentos que Deus fizera por intermédio deles entre as nações”, ou os gentios. Tiago sugeriu então como se poderia resolver a questão. Depois de o corpo governante ter tomado a decisão, somos informados: “Pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos, junto com toda a congregação, enviar a Antioquia homens escolhidos dentre eles, junto com Paulo e Barnabé.” Esses “homens escolhidos” — Judas e Silas — levaram uma carta encorajadora aos concrentes.

      18. Que decisão tomou o corpo governante referente à Lei mosaica, e como afetou isso os cristãos judeus e gentios?

      18 A carta que anunciava a decisão do corpo governante começava com as palavras: “Os apóstolos e os anciãos, irmãos, aos irmãos em Antioquia, e Síria, e Cilícia, que são das nações: Cumprimentos!” Outros estiveram presentes nessa reunião histórica, mas parece que o corpo governante se compunha de “os apóstolos e os anciãos”. O espírito de Deus os guiava, pois a carta declara: “Pareceu bem ao espírito santo e a nós mesmos não vos acrescentar nenhum fardo adicional, exceto as seguintes coisas necessárias: de persistirdes em abster-vos de coisas sacrificadas a ídolos, e de sangue, e de coisas estranguladas, e de fornicação.” (Atos 15:23-29) Não se exigia que os cristãos fossem circuncidados e que guardassem a Lei mosaica. Esta decisão ajudou os cristãos judeus e gentios a agir e a falar em união. As congregações se alegraram e a preciosa união continuou, assim como se dá hoje na família global de Deus, sob a orientação espiritual do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová. — Atos 15:30-35.

      Sirva em união teocrática

      19. Por que prospera a união na família dos adoradores de Jeová?

      19 A união prospera quando os membros duma família cooperam entre si. O mesmo se dá na família dos adoradores de Jeová. Os anciãos e outros na congregação do primeiro século, por serem teocráticos, serviam a Deus em plena cooperação com o corpo governante e aceitavam as decisões dele. Com a ajuda do corpo governante, os anciãos ‘pregavam a palavra’ e os membros das congregações, em geral, ‘falavam de acordo’. (2 Timóteo 4:1, 2; 1 Coríntios 1:10) De modo que se apresentavam as mesmas verdades bíblicas no ministério e nas reuniões cristãs, tanto em Jerusalém, em Antioquia, em Roma, em Corinto, como em outras partes. Tal união teocrática existe hoje.

      20. Que temos de fazer para preservar nossa união cristã?

      20 Para preservarmos nossa união, todos nós, os que somos parte da família global de Jeová, devemos esforçar-nos a demonstrar amor teocrático. (1 João 4:16) Precisamos sujeitar-nos à vontade de Deus e mostrar profundo respeito pelo “escravo fiel” e pelo Corpo Governante. Assim como nossa dedicação a Deus, nossa obediência, naturalmente, é voluntária e alegre. (1 João 5:3) Como o salmista relacionou bem a alegria com a obediência! Ele cantou: “Louvai a Jah! Feliz o homem que teme a Jeová, de cujos mandamentos se tem agradado muito.” — Salmo 112:1.

      21. Como podemos mostrar que somos teocráticos?

      21 Jesus, Cabeça da congregação, é plenamente teocrático e sempre faz a vontade de seu Pai. (João 5:30) Portanto, sigamos este Exemplo que temos por fazer de forma teocrática e unida a vontade de Jeová em plena cooperação com a Sua organização. Então, com alegria e gratidão de coração, podemos repetir o cântico do salmista: “Eis que quão bom e quão agradável é irmãos morarem juntos em união!”

  • Preserve a união nestes últimos dias
    A Sentinela — 1996 | 15 de julho
    • Preserve a união nestes últimos dias

      “Comportai-vos da maneira digna das boas novas . . . firmes em um só espírito, com uma só alma esforçando-vos lado a lado pela fé das boas novas.” — FILIPENSES 1:27.

      1. Que contraste há entre as Testemunhas de Jeová e o mundo?

      ESTAMOS “nos últimos dias”. Sem dúvida, vivemos em “tempos críticos, difíceis de manejar”. (2 Timóteo 3:1-5) Neste “tempo do fim”, com a instabilidade da sociedade humana, as Testemunhas de Jeová se destacam em nítido contraste por causa da sua paz e união. (Daniel 12:4) Mas requer-se de cada um que pertence à família global dos adoradores de Jeová que se esforce a preservar esta união.

      2. O que disse Paulo a respeito de preservar a união, e que pergunta consideraremos?

      2 O apóstolo Paulo admoestou concristãos a preservarem a união. Ele escreveu: “Comportai-vos da maneira digna das boas novas acerca do Cristo, a fim de que, quer eu vá e vos veja, quer esteja ausente, eu ouça falar das coisas que se referem a vós, de que vos mantendes firmes em um só espírito, com uma só alma esforçando-vos lado a lado pela fé das boas novas, e que em nenhum sentido estais sendo amedrontados pelos vossos oponentes. Esta mesma coisa é para eles prova de destruição, mas para vós, de salvação; e esta indicação é de Deus.” (Filipenses 1:27, 28) As palavras de Paulo mostram claramente que temos de trabalhar juntos como cristãos. Então, o que nos ajudará a preservar nossa união cristã nestes tempos difíceis?

      Submeta-se à vontade divina

      3. Quando e como foi que os primeiros gentios incircuncisos se tornaram seguidores de Cristo?

      3 Um modo de preservarmos nossa união é por submeter-nos sempre à vontade divina. Isso talvez requeira um ajuste de nosso modo de pensar. Considere os primeiros discípulos judeus de Jesus Cristo. Quando o apóstolo Pedro pregou pela primeira vez a gentios incircuncisos, em 36 EC, Deus concedeu espírito santo a essas pessoas das nações, e elas foram batizadas. (Atos, capítulo 10) Até então, somente judeus, prosélitos do judaísmo e samaritanos, tinham-se tornado seguidores de Jesus Cristo. — Atos 8:4-8, 26-38.

      4. Depois de explicar o que tinha acontecido com Cornélio, o que disse Pedro, e que prova constituiu isso para os discípulos judeus de Jesus?

      4 Quando os apóstolos e outros irmãos em Jerusalém souberam da conversão de Cornélio e de outros gentios, ficaram interessados em ouvir o relatório de Pedro. Depois de o apóstolo explicar o que tinha acontecido com Cornélio e com outros gentios crentes, ele concluiu com as palavras: “Se Deus, portanto, deu a mesma dádiva gratuita [do espírito santo] a eles [esses gentios crentes] como também dera a nós [judeus], os que temos crido no Senhor Jesus Cristo, quem era eu para poder obstar a Deus?” (Atos 11:1-17) Isso constituiu uma prova para os seguidores judeus de Jesus Cristo. Submeter-se-iam à vontade de Deus e aceitariam os crentes gentios como companheiros na adoração? Ou haveria perigo para a união dos servos terrestres de Jeová?

      5. Como reagiram os apóstolos e outros irmãos ao fato de Deus ter dado aos gentios a oportunidade de se arrependerem, e o que podemos aprender desta atitude?

      5 O relato diz: “Ora, quando [os apóstolos e outros irmãos] ouviram estas coisas, assentiram e glorificaram a Deus, dizendo: ‘Pois bem, Deus tem concedido também a pessoas das nações o arrependimento com a vida por objetivo.’” (Atos 11:18) Esta atitude preservou e promoveu a união dos seguidores de Jesus. Em pouco tempo, a pregação seguiu avante entre os gentios, ou pessoas das nações, e Jeová abençoou essas atividades. Nós mesmos devemos assentir quando se pede nossa cooperação relacionada com a formação duma nova congregação ou quando se faz algum ajuste teocrático sob a orientação do espírito santo de Deus. Nossa cooperação de todo o coração agradará a Jeová e nos ajudará a preservar nossa união nestes últimos dias.

      Apegue-se à verdade

      6. Que efeito tem a verdade sobre a união dos adoradores de Jeová?

      6 Nós, como parte da família de adoradores de Jeová, preservamos a união porque todos nós somos “ensinados por Jeová” e nos apegamos firmemente à sua verdade revelada. (João 6:45; Salmo 43:3) Visto que nossos ensinos se baseiam na Palavra de Deus, todos falamos de acordo. Aceitamos de bom grado o alimento espiritual tornado disponível por Jeová através do “escravo fiel e discreto”. (Mateus 24:45-47) Esse ensino uniforme nos ajuda a preservar a união mundial.

      7. Quando pessoalmente tivermos dificuldade de entender certo assunto, o que devemos e o que não devemos fazer?

      7 O que devemos fazer quando pessoalmente tivermos dificuldade em entender ou em aceitar certo assunto? Devemos orar, pedindo sabedoria, e fazer uma pesquisa nas Escrituras e nas publicações cristãs. (Provérbios 2:4, 5; Tiago 1:5-8) Conversar com um ancião talvez ajude. Se o assunto ainda não puder ser entendido, talvez seja melhor no momento deixar a questão como está. Talvez se publiquem mais informações sobre o assunto e então ficará mais fácil de entender. No entanto, seria errado tentar convencer outros na congregação a aceitar nossa própria opinião divergente. Isto significaria semear discórdia, não empenhar-se para preservar a união. Seria muito melhor ‘estar andando na verdade’ e incentivar outros a fazer o mesmo! — 3 João 4.

      8. Que atitude é apropriado ter para com a verdade?

      8 No primeiro século, Paulo disse: “Atualmente vemos em contorno indefinido por meio dum espelho de metal, mas então será face a face. Atualmente eu sei em parte, mas então saberei exatamente, assim como também sou conhecido exatamente.” (1 Coríntios 13:12) Embora os primeiros cristãos não discernissem todos os pormenores, permaneceram unificados. Nós temos agora um entendimento muito mais claro do propósito de Jeová e da sua Palavra de verdade. Portanto, sejamos gratos pela verdade que recebemos por meio do “escravo fiel”. E sejamos gratos por Jeová nos conduzir por meio da sua organização. Embora nem sempre tenhamos o mesmo grau de conhecimento, não ficamos espiritualmente famintos ou sedentos. Antes, nosso Pastor, Jeová, nos mantém unificados e cuida bem de nós. — Salmo 23:1-3.

      Use a língua de modo correto!

      9. Como se pode usar a língua para promover a união?

      9 O uso da língua para encorajar outros é um modo importante de promover a união e o espírito de fraternidade. Aquela carta que resolveu a questão da circuncisão, enviada pelo corpo governante do primeiro século, foi fonte de encorajamento. Depois de a lerem, os discípulos gentios em Antioquia “alegraram-se com o encorajamento”. Judas e Silas, enviados de Jerusalém com a carta, “encorajaram os irmãos com muitas dissertações e os fortaleceram”. Sem dúvida, a presença de Paulo e de Barnabé também encorajou e fortaleceu os concrentes em Antioquia. (Atos 15:1-3, 23-32) Podemos praticamente fazer o mesmo quando nos congregamos em reuniões cristãs e ‘nos encorajamos uns aos outros’ pela nossa presença e por comentários edificantes. — Hebreus 10:24, 25.

      10. Para preservar a união, o que talvez se tenha de fazer em caso de injúria?

      10 No entanto, o uso errado da língua pode ameaçar nossa união. “A língua é um membro pequeno, contudo, faz grandes fanfarrices”, escreveu o discípulo Tiago. “Vede quão pouco fogo é preciso para incendiar um bosque tão grande!” (Tiago 3:5) Jeová odeia os que causam contendas. (Provérbios 6:16-19) Conversa assim pode causar desunião. Que dizer então quando se injuria, quer dizer, se insulta alguém ou se sujeita a pessoa a ultrajes? Os anciãos tentarão ajudar o transgressor. Todavia, o injuriador impenitente deve ser desassociado, a fim de se preservar a paz, a ordem e a união da congregação. Afinal, Paulo escreveu: “[Cessai] de ter convivência com qualquer que se chame irmão, que for . . . injuriador, . . . nem sequer comendo com tal homem.” — 1 Coríntios 5:11.

      11. Por que é a humildade importante quando tivermos dito algo que causou tensão entre nós e um concrente?

      11 Refrearmos a língua ajuda-nos a preservar a união. (Tiago 3:10-18) Mas, suponhamos que algo que tenhamos dito causou tensão entre nós e um concristão. Não seria apropriado tomar a iniciativa de fazer as pazes com nosso irmão, pedindo desculpas, se for necessário? (Mateus 5:23, 24) É verdade que isso exige humildade mental, pois Pedro escreveu: “Cingi-vos de humildade mental uns para com os outros, porque Deus se opõe aos soberbos, mas dá benignidade imerecida aos humildes.” (1 Pedro 5:5) A humildade nos induzirá a ‘buscar a paz’ com nossos irmãos, admitindo nossos erros e pedindo as devidas desculpas. Isto ajudará a manter a união da família de Jeová. — 1 Pedro 3:10, 11.

      12. Como podemos usar a língua para promover e preservar a união do povo de Jeová?

      12 Podemos promover o espírito de família entre os que estão na organização de Jeová se usarmos a língua de modo correto. Visto que era isso o que Paulo fazia, ele podia lembrar aos tessalonicenses: “Sabeis muito bem que, assim como o pai faz com os seus filhos, nós exortávamos a cada um de vós, e vos confortávamos e vos dávamos testemunho, com o fim de que prosseguísseis andando dum modo digno de Deus.” (1 Tessalonicenses 2:11, 12) Por ter dado um bom exemplo nesse respeito, Paulo podia exortar os concristãos a ‘falar consoladoramente às almas deprimidas’. (1 Tessalonicenses 5:14) Imagine quanto bem podemos fazer por usar a língua para consolar, para encorajar e para edificar outros. Deveras, “uma palavra no tempo certo, oh! quão boa ela é!” (Provérbios 15:23) Além disso, palavras assim ajudam a promover e a preservar a união do povo de Jeová.

      Seja perdoador!

      13. Por que devemos perdoar?

      13 Perdoar um ofensor que pediu desculpas é essencial se havemos de preservar a união cristã. E quantas vezes devemos perdoar? Jesus disse a Pedro: ‘Não até sete vezes, mas até setenta e sete vezes.’ (Mateus 18:22) Se não perdoarmos, agiremos contra os nossos próprios interesses. Em que sentido? Ora, hostilidade e guardar ressentimento nos privarão da paz mental. E se ficarmos conhecidos pela nossa insensibilidade e pela disposição de não perdoar, nós mesmos podemos ser rejeitados pelos outros. (Provérbios 11:17) Guardar ressentimento desagrada a Deus e pode levar a um grave pecado. (Levítico 19:18) Lembre-se de que João, o Batizador, foi decapitado numa trama urdida pela iníqua Herodias, que “nutria ressentimento” contra ele. — Marcos 6:19-28.

      14. (a) O que nos ensina Mateus 6:14, 15, sobre o perdão? (b) Será que sempre temos de esperar que alguém nos peça desculpas antes de lhe perdoar?

      14 A oração-modelo de Jesus inclui as palavras: “Perdoa-nos os nossos pecados, pois nós mesmos também perdoamos a todo aquele que está em dívida conosco.” (Lucas 11:4) Se não perdoarmos, correremos o risco de que Jeová Deus, algum dia, não mais perdoe os nossos pecados, pois Jesus disse: “Se perdoardes aos homens as suas falhas, também o vosso Pai celestial vos perdoará; ao passo que, se não perdoardes aos homens as suas falhas, tampouco o vosso Pai vos perdoará as vossas falhas.” (Mateus 6:14, 15) Portanto, se realmente quisermos fazer a nossa parte em preservar a união na família de adoradores de Jeová, perdoaremos, talvez simplesmente esquecendo-nos da ofensa que pode ter sido um ato impensado e não de propósito. Paulo disse: “Continuai a suportar-vos uns aos outros e a perdoar-vos uns aos outros liberalmente, se alguém tiver razão para queixa contra outro. Assim como Jeová vos perdoou liberalmente, vós também o fazei.” (Colossenses 3:13) Por perdoarmos, ajudamos a preservar a preciosa união da organização de Jeová.

      A união e decisões pessoais

      15. O que ajuda aos do povo de Jeová preservar a união ao tomarem decisões pessoais?

      15 Deus nos deu livre-arbítrio, com o privilégio e a responsabilidade de tomar decisões pessoais. (Deuteronômio 30:19, 20; Gálatas 6:5) No entanto, conseguimos preservar a nossa união por acatarmos as leis e os princípios da Bíblia. Nós os levamos em conta ao tomar decisões pessoais. (Atos 5:29; 1 João 5:3) Suponhamos que surja a questão da neutralidade. Podemos tomar uma decisão pessoal, esclarecida, por lembrar que ‘não fazemos parte do mundo’ e que ‘forjamos das nossas espadas relhas de arado’. (João 17:16; Isaías 2:2-4) De forma similar, quando temos de tomar uma decisão pessoal a respeito de nosso relacionamento com o Estado, consideramos o que a Bíblia diz sobre pagar “a Deus as coisas de Deus”, ao passo que nos sujeitamos “às autoridades superiores” em assuntos seculares. (Lucas 20:25; Romanos 13:1-7; Tito 3:1, 2) De fato, levar em conta as leis e os princípios da Bíblia, ao tomar decisões pessoais, ajuda a preservar a nossa união cristã.

      16. Como podemos ajudar a preservar a união ao tomar decisões que não envolvem leis ou princípios bíblicos? Queira ilustrar isso.

      16 Podemos ajudar a preservar a união cristã até mesmo quando tomamos uma decisão inteiramente pessoal que não envolve leis ou princípios bíblicos. De que forma? Por mostrar preocupação amorosa com os outros que talvez sejam afetados pela nossa decisão. Como ilustração: na congregação da antiga Corinto surgiu uma questão a respeito da carne sacrificada a ídolos. Naturalmente, o cristão não participaria numa cerimônia idólatra. Mas, não era pecado comer sobras de carne desse tipo, devidamente sangrada, vendida num açougue público. (Atos 15:28, 29; 1 Coríntios 10:25) No entanto, a consciência de alguns cristãos ficou perturbada com a questão de comer essa carne. Por isso, Paulo exortou outros cristãos a evitar fazê-los tropeçar. De fato, ele escreveu: “Se o alimento fizer o meu irmão tropeçar, nunca mais comerei carne alguma, para que eu não faça meu irmão tropeçar.” (1 Coríntios 8:13) Portanto, mesmo quando não envolve leis ou princípios bíblicos, como é amoroso ter consideração com os outros ao tomarmos decisões pessoais que poderiam afetar a união da família de Deus!

      17. O que é aconselhável fazer quando temos de tomar decisões pessoais?

      17 Se não tivermos certeza de qual o proceder a adotar, é sábio decidir dum modo que nos deixe com a consciência limpa, e os outros devem respeitar a nossa decisão. (Romanos 14:10-12) Naturalmente, quando temos de tomar uma decisão pessoal, devemos buscar a orientação de Jeová por meio de oração. Assim como o salmista, podemos orar com confiança: “Inclina-me teu ouvido. . . . Pois tu és meu rochedo e minha fortaleza; e tu me guiarás e me conduzirás por causa do teu nome.” — Salmo 31:2, 3.

      Preserve sempre a união cristã

      18. Como ilustrou Paulo a união da congregação cristã?

      18 No capítulo 12 de 1 Coríntios, Paulo usou o corpo humano para ilustrar a união da congregação cristã. Enfatizou a interdependência e a importância de cada membro. “Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo?” perguntou Paulo. “Agora, porém, são muitos membros, contudo um só corpo. O olho não pode dizer à mão: ‘Não tenho necessidade de ti’; ou, novamente, a cabeça não pode dizer aos pés: ‘Não tenho necessidade de vós.’” (1 Coríntios 12:19-21) De modo similar, nem todos nós, na família dos adoradores de Jeová, temos a mesma função. No entanto, somos unidos, e precisamos uns dos outros.

      19. Como podemos tirar proveito das provisões espirituais de Deus, e o que disse certo irmão idoso a respeito disso?

      19 Assim como o corpo precisa de alimento, cuidado e orientação, nós precisamos das provisões espirituais que Deus nos dá por meio da sua Palavra, do seu espírito e da sua organização. Para tirar proveito destas provisões, temos de fazer parte da família terrestre de Jeová. Depois de muitos anos no serviço de Deus, um irmão escreveu: “Sou mui grato de ter vivido no conhecimento dos propósitos de Jeová desde aqueles dias de pouco antes de 1914, quando nem tudo estava tão claro . . . até o dia atual, em que a verdade brilha como o sol ao meio-dia. Se há alguma coisa de suma importância para mim, esta é a questão de conservar-me bem achegado à organização visível de Jeová. As minhas primeiras experiências me ensinaram quão imprudente é confiar em raciocínios humanos. Quando tomei mentalmente uma resolução neste sentido, determinei permanecer com a fiel organização. De que outra maneira se pode obter o favor e as bênçãos de Jeová?”

      20. O que devemos estar decididos a fazer quanto à nossa união como povo de Jeová?

      20 Jeová chamou seu povo para fora da escuridão e da desunião do mundo. (1 Pedro 2:9) Ele nos acolheu numa bendita união consigo mesmo e com nossos concrentes. Esta união existirá no novo sistema de coisas, agora tão próximo. Portanto, nestes últimos dias críticos, continuemos a ‘revestir-nos de amor’ e a fazer tudo o que podemos para promover e preservar nossa preciosa união. — Colossenses 3:14.

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