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  • Você seguirá a amorosa orientação de Jeová?
    A Sentinela — 2011 | 15 de julho
    • Você seguirá a amorosa orientação de Jeová?

      “Tenho odiado toda vereda falsa.” — SAL. 119:128.

      1, 2. (a) Ao pedir informações sobre como chegar a certo lugar, que tipo de alerta você aprecia, e por quê? (b) Que tipo de alertas Jeová dá aos que o servem, e por quê?

      IMAGINE o seguinte: você precisa viajar a certo lugar. Para saber como chegar lá, você pede informações a um amigo de confiança que conhece o caminho. Ao lhe orientar, ele talvez diga: “Cuidado nesse desvio. Há ali uma placa com indicação errada. Muita gente se perde nesse local.” Não se sentiria grato por esse interesse e não acataria o alerta? De certa maneira, Jeová é como esse amigo. Ele nos dá boas orientações sobre como chegar ao nosso destino — a vida eterna — mas também nos alerta sobre más influências que poderiam nos levar a pegar um caminho errado. — Deut. 5:32; Isa. 30:21.

      2 Neste artigo e no próximo veremos algumas influências sobre as quais o nosso Amigo, Jeová Deus, nos alerta. Tenhamos em mente que ele nos dá esses alertas porque nos ama e se preocupa conosco. Ele quer que cheguemos ao nosso destino. Ele fica triste quando vê pessoas cederem às más influências e se perderem no caminho. (Eze. 33:11) Neste artigo, vamos falar de três influências negativas. A primeira é uma força externa, a segunda uma força interna e a terceira nem é real, mas é muito perigosa. Temos de saber que influências são essas e como nosso Pai celestial nos ensina a resistir a elas. Certo salmista inspirado disse a Jeová: “Tenho odiado toda vereda falsa.” (Sal. 119:128) Você sente o mesmo? Vejamos como intensificar esse sentimento e agir de acordo com ele.

      Não acompanhe “a multidão”

      3. (a) Por que pode ser arriscado seguir outros viajantes quando não se sabe ao certo que caminho tomar? (b) Que princípio importante se encontra em Êxodo 23:2?

      3 Numa viagem longa, o que você faria se não soubesse ao certo que caminho tomar? Poderia ser tentado a seguir outros viajantes, em especial se visse muitos deles tomarem o mesmo rumo. Isso seria arriscado. Afinal, aqueles viajantes talvez não estivessem indo para o mesmo lugar que você, ou talvez também estivessem perdidos. Nesse respeito, veja um princípio básico numa das leis dadas ao Israel antigo. Os juízes ou testemunhas que atuassem num julgamento eram alertados do perigo de “acompanhar a multidão”. (Leia Êxodo 23:2.) Sem dúvida, é muito fácil humanos imperfeitos cederem à pressão popular, pervertendo a justiça. Mas será que o princípio de não acompanhar a multidão se aplica apenas a assuntos judiciais? Não.

      4, 5. Que pressão para acompanhar a multidão Josué e Calebe sofreram, mas como puderam resistir?

      4 Na verdade, a pressão de fazer o que os outros fazem pode nos afetar nas mais variadas situações. Ela pode surgir de repente e ser muito difícil de enfrentar. Como exemplo disso, veja a pressão popular sofrida por Josué e Calebe. Eles faziam parte de um grupo de 12 homens enviados para espionar a Terra Prometida. Na volta, dez deles deram informações muito negativas e desanimadoras. Chegaram a dizer que alguns dos habitantes daquele lugar eram gigantes descendentes dos nefilins (filhos da união entre anjos rebeldes e mulheres). (Gên. 6:4) Mas era uma afirmação absurda. Esses híbridos perversos foram exterminados muitos séculos antes, no Dilúvio, não sobrando nem um único descendente deles. No entanto, até as mais infundadas ideias podem influenciar os fracos na fé. As informações negativas daqueles dez espias rapidamente espalharam o medo e o pânico entre o povo. A maioria logo se convenceu de que seria um erro entrar na Terra Prometida, como Jeová havia ordenado. O que Josué e Calebe fizeram nessa situação explosiva? — Núm. 13:25-33.

      5 Eles não ‘acompanharam a multidão’. Embora os israelitas odiassem ouvir isso, esses dois homens falaram a verdade e apegaram-se a ela — mesmo sob a ameaça de serem mortos por apedrejamento. De onde tiraram essa coragem? Sem dúvida, boa parte veio de sua fé. Pessoas de fé veem nitidamente a diferença entre as infundadas afirmações humanas e as promessas sagradas de Jeová. Mais tarde, esses dois homens falaram da reputação de Jeová como cumpridor de todas as suas promessas. (Leia Josué 14:6, 8; 23:2, 14.) Josué e Calebe apegavam-se ao seu Deus fiel e não queriam de forma alguma magoá-lo por acompanhar uma multidão sem fé. De modo que permaneceram firmes, deixando-nos um excelente exemplo. — Núm. 14:1-10.

      6. De que maneiras talvez nos sintamos pressionados a acompanhar a multidão?

      6 Você se sente, às vezes, pressionado a “acompanhar a multidão”? Pessoas afastadas de Jeová e que zombam de Seus padrões de moral certamente constituem uma vasta multidão hoje em dia. Na questão do entretenimento, por exemplo, essa multidão muitas vezes promove ideias infundadas. Talvez insista em dizer que a imoralidade, a violência e o espiritismo, tão comuns em programas de televisão, filmes e jogos eletrônicos, são inofensivos. (2 Tim. 3:1-5) Na escolha de entretenimento, para si ou para sua família, você permite que a consciência deturpada de outros influencie suas decisões e molde sua consciência? Não seria isso, na realidade, acompanhar a multidão?

      7, 8. (a) Como treinamos as “faculdades perceptivas”, e por que esse treinamento é mais proveitoso do que seguir um grande número de regras rígidas? (b) Por que você acha animador o exemplo de muitos jovens cristãos?

      7 Jeová nos deu uma dádiva preciosa para nos ajudar a tomar decisões: as nossas “faculdades perceptivas”. Mas elas precisam ser treinadas “pelo uso”. (Heb. 5:14) Acompanhar a multidão não ajudaria a treinar nossas faculdades perceptivas; nem o faria, por outro lado, um grande número de regras rígidas sobre assuntos de consciência. É por isso que, por exemplo, o povo de Jeová não recebe uma lista de filmes, livros e sites na internet que deve evitar. Visto que o mundo muda tão rapidamente, uma lista assim logo ficaria defasada. (1 Cor. 7:31) Pior ainda, isso nos privaria da tarefa vital de pesar bem os princípios bíblicos, com oração, e daí tomar decisões à base desses princípios. — Efé. 5:10.

      8 Naturalmente, em certos casos as nossas decisões com base na Bíblia podem nos tornar impopulares. Os cristãos na escola talvez enfrentem forte pressão da “multidão” para ver e fazer o que todo mundo está vendo e fazendo. (1 Ped. 4:4) Portanto, é maravilhoso ver cristãos jovens e idosos imitarem a fé de Josué e Calebe, recusando-se a acompanhar a multidão.

      Não siga ‘seu coração e seus olhos’

      9. (a) Por que poderia ser perigoso, numa viagem, simplesmente seguir as nossas vontades e impulsos? (b) Por que a lei em Números 15:37-39 era importante para o povo de Deus no passado?

      9 A segunda influência perigosa que analisaremos é de origem interna. Para ilustrar: se você estivesse viajando para certo lugar, pensaria em dispensar o mapa e simplesmente seguir seus impulsos — pegando qualquer estrada que parecesse oferecer belas paisagens? É óbvio que ceder a tais impulsos o impediria de atingir seu objetivo. Nesse respeito, veja outra das leis de Jeová ao Israel antigo. Muitos hoje talvez achem difícil entender uma lei que mandava colocar franjas e cordéis azuis nas roupas. (Leia Números 15:37-39.) Mas você vê a importância dessa lei? Obedecê-la ajudou o povo de Deus a se manter diferente e separado das nações pagãs ao seu redor. Isso era vital para ganhar e manter a aprovação de Jeová. (Lev. 18:24, 25) No entanto, essa lei revela também uma perigosa influência interna que pode nos desviar de nosso destino, a vida eterna. Como assim?

      10. Como Jeová mostrou que conhece bem a natureza humana?

      10 Note o que Jeová apresentou ao seu povo como motivo por trás dessa lei: “Não deveis estar seguindo os vossos corações e os vossos olhos, os quais estais seguindo em relações imorais.” Jeová conhece bem a natureza humana. Ele sabe muito bem como é fácil o nosso coração, ou nosso íntimo, ser seduzido pelo que os nossos olhos veem. De modo que a Bíblia nos alerta: “O coração é mais traiçoeiro do que qualquer outra coisa e está desesperado. Quem o pode conhecer?” (Jer. 17:9) Consegue ver, então, como foi oportuno o alerta de Jeová aos israelitas? Ele se apercebia de que eles tenderiam a olhar para os povos pagãos vizinhos e a deixar-se seduzir pelo que vissem. Poderiam ser tentados a querer se parecer com eles e, daí, a pensar, sentir e agir como eles. — Pro. 13:20.

      11. Como os nossos sentidos poderiam nos seduzir?

      11 Hoje é ainda mais fácil que o nosso coração traiçoeiro seja seduzido pelos nossos sentidos. Vivemos num mundo que favorece a satisfação dos desejos da carne. Como então aplicar o princípio por trás de Números 15:39? Considere: digamos que as pessoas na escola, no trabalho ou onde você mora estejam se vestindo de modo cada vez mais provocante. Isso pode afetar você? Sente-se tentado a ‘seguir seu coração e seus olhos’ e, assim, ser seduzido pelo que vê? Daí, será tentado a baixar seus próprios padrões e se vestir de maneira similar? — Rom. 12:1, 2.

      12, 13. (a) O que devemos fazer se os nossos olhos tendem a olhar para o que não devem? (b) O que pode nos mover a evitar ser uma causa de tentação para outros?

      12 Precisamos com urgência cultivar autocontrole. Se os nossos olhos tendem a olhar para o que não devem, lembremo-nos da firme decisão do fiel Jó, que fez o seguinte pacto com os seus olhos: decididamente não mostrar interesse romântico por uma mulher que não fosse sua esposa. (Jó 31:1) O Rei Davi também decidiu: “Não porei diante dos meus olhos nenhuma coisa imprestável.” (Sal. 101:3) Consideramos “coisa imprestável” tudo aquilo que pode prejudicar nossa consciência e nossa relação com Jeová. Inclui qualquer tentação que agrade aos olhos e ameace seduzir o coração a fazer o que é errado.

      13 Por outro lado, jamais desejaríamos nos tornar, em certo sentido, uma “coisa imprestável” para outros, por lhes servir de tentação para fazer o que é errado. Por isso, levamos a sério o conselho inspirado da Bíblia de nos vestir de modo ‘bem arrumado e modesto’. (1 Tim. 2:9) Não se pode definir que algo é modesto simplesmente com base no nosso próprio critério. Temos de levar em conta a consciência e a sensibilidade dos outros, colocando a paz mental e o bem-estar deles acima de nossas preferências. (Rom. 15:1, 2) A congregação cristã é abençoada com muitos milhares de jovens exemplares nesse sentido. Eles nos dão muito orgulho por não ‘seguirem seu coração e seus olhos’ e preferirem agradar a Jeová em tudo — até mesmo no modo de se vestir.

      Não vá atrás de “irrealidades”

      14. Que alerta sobre “irrealidades” foi dado por Samuel?

      14 Imagine uma pessoa atravessando um grande deserto. O que aconteceria se ela se desviasse da rota por causa de uma miragem? Ir atrás dessa ilusão poderia custar-lhe a vida. Jeová conhece muito bem esse perigo. Veja um exemplo. Os israelitas queriam ser como as nações vizinhas, que tinham reis humanos. Desejar isso era um grande erro, pois significava rejeitar a Jeová como Rei. Embora Jeová lhes permitisse ter um rei humano, ele fez com que seu profeta Samuel os alertasse claramente do perigo de ir atrás de “irrealidades”. — Leia 1 Samuel 12:21.

      15. De que maneira os israelitas foram atrás de irrealidades?

      15 Será que aquelas pessoas achavam que um rei humano poderia ser, de alguma forma, mais real e confiável do que Jeová? Se era isso o que pensavam, elas estavam realmente indo atrás de uma irrealidade. E corriam o risco de ir atrás de muitas outras ilusões satânicas. Reis humanos facilmente as conduziriam à idolatria. Os idólatras cometem o erro de achar que certos objetos — como deuses de madeira ou de pedra — são, de alguma maneira, mais reais e confiáveis do que o Deus invisível, Jeová, que criou todas as coisas. Mas, como disse o apóstolo Paulo, os ídolos ‘nada são’. (1 Cor. 8:4) Não podem ver, ouvir, falar ou agir. Você poderia vê-los e tocar neles, mas, caso adorasse um deles, certamente estaria indo atrás de uma irrealidade — uma ilusão que só levaria ao desastre. — Sal. 115:4-8.

      16. (a) Como Satanás seduz muitos a ir atrás de irrealidades? (b) Por que podemos dizer que, especialmente em comparação com Jeová Deus, as coisas materiais são irrealidades?

      16 Satanás ainda sabe muito bem como convencer pessoas a ir atrás de irrealidades. Por exemplo, ele seduz muitos a buscar segurança nas coisas materiais. Dinheiro, bens e bons empregos parecem oferecer vantagens. Mas que solução real os bens materiais oferecem em caso de doença grave, colapso da economia ou desastre natural? O que oferecem quando a pessoa sente um vazio interior, precisando de um objetivo na vida, de orientações e de respostas para as mais importantes perguntas a respeito da existência humana? Que solução podem oferecer diante da morte? Recorrer a coisas materiais para preencher necessidades espirituais, nos deixará desapontados. Bens materiais não salvam; são irrealidades. No fim das contas, eles não podem nem mesmo prover plena segurança física, pois não têm como prolongar indefinidamente a curta existência humana nem evitar as doenças e a morte. (Pro. 23:4, 5) Quanto mais real, portanto, é nosso Deus, Jeová! Apenas uma forte relação com ele pode nos dar verdadeira segurança. Que bênção valiosa! Jamais o abandonemos por ir atrás de irrealidades.

      17. O que você fará com relação às influências negativas que consideramos?

      17 Não acha que é uma grande bênção ter a Jeová como Amigo e Guia na jornada da vida? Acatar continuamente seus amorosos alertas contra três más influências — a multidão, o nosso coração e as irrealidades — aumenta a probabilidade de chegarmos ao nosso destino: a vida eterna. No próximo artigo veremos mais três alertas de Jeová para nos ajudar a odiar e a evitar “toda vereda falsa” que a tantos desencaminha. — Sal. 119:128.

  • Você acatará os claros alertas de Jeová?
    A Sentinela — 2011 | 15 de julho
    • Você acatará os claros alertas de Jeová?

      “Este é o caminho. Andai nele.” — ISA. 30:21.

      1, 2. O que Satanás está decidido a fazer, e como a Palavra de Deus nos ajuda?

      UMA placa de indicação incorreta numa rodovia não apenas desencaminha; é potencialmente perigosa. Digamos que um amigo o alertasse de que uma pessoa má alterou uma placa para prejudicar viajantes incautos. Você não acataria o alerta?

      2 Satanás é sem dúvida um inimigo perverso, decidido a nos desencaminhar. (Rev. 12:9) As más influências que estudamos no artigo anterior se originam dele e visam a nos desviar do caminho que leva à vida eterna. (Mat. 7:13, 14) Felizmente, nosso bondoso Deus nos alerta de não seguirmos as enganadoras ‘placas’ de Satanás. Vejamos agora mais três de suas influências negativas. Ao considerarmos como a Palavra de Deus nos ajuda a não nos desviar, podemos imaginar Jeová caminhando atrás de nós e nos indicando a direção certa, dizendo: “Este é o caminho. Andai nele.” (Isa. 30:21) Refletir sobre os claros alertas de Jeová fortalecerá nossa determinação de acatá-los.

      Não siga “falsos instrutores”

      3, 4. (a) Em que sentido os falsos instrutores são como poços vazios? (b) De onde muitas vezes os falsos instrutores se originam, e o que eles querem?

      3 Imagine-se viajando numa terra árida. Você vê um poço à distância e corre para lá, esperando encontrar água para matar a sede. Mas o poço está vazio. Que desapontamento! Falsos instrutores são como poços vazios. Todos os que os procuram em busca de águas da verdade ficam muito desapontados. Por meio dos apóstolos Paulo e Pedro, Jeová nos alerta contra falsos instrutores. (Leia Atos 20:29, 30; 2 Pedro 2:1-3.) Quem são esses instrutores? As expressões inspiradas desses dois apóstolos ajudam a identificar a origem dos falsos instrutores e como eles agem.

      4 Paulo disse aos anciãos da congregação de Éfeso: “Dentre vós mesmos surgirão homens e falarão coisas deturpadas.” Dirigindo-se aos cristãos, Pedro escreveu: “Haverá falsos instrutores entre vós.” Então, de onde vêm os falsos instrutores? Podem surgir de dentro da congregação. São apóstatas.a O que querem? Eles não se contentam em apenas deixar a organização que um dia talvez tenham amado. O seu objetivo, como Paulo explicou, é “atrair a si os discípulos”. Note o artigo definido na expressão “os discípulos”. Em vez de procurar fazer seus próprios discípulos, os apóstatas tentam arrastar consigo os discípulos de Cristo. Como “lobos vorazes”, os falsos instrutores buscam devorar membros desavisados da congregação, destruindo a sua fé e os afastando da verdade. — Mat. 7:15; 2 Tim. 2:18.

      5. Que métodos os falsos instrutores usam?

      5 Como os falsos instrutores agem? Os seus métodos revelam astúcia. Eles ‘introduzem quietamente’ ideias corrompedoras. Assim como os contrabandistas, eles operam de modo clandestino, introduzindo sutilmente conceitos apóstatas. E, assim como um astuto falsificador tenta passar documentos falsificados, os apóstatas usam “palavras simuladas”, ou argumentos falsos, tentando passar por verdades seus conceitos inventados. Eles espalham “ensinos enganosos”, ‘deturpando as Escrituras’ para acomodar suas próprias ideias. (2 Ped. 2:1, 3, 13; 3:16) Obviamente, os apóstatas não desejam o nosso melhor. Segui-los nos desviaria do caminho para a vida eterna.

      6. Que conselhos claros a Bíblia nos dá a respeito de falsos instrutores?

      6 Como nos proteger dos falsos instrutores? Os conselhos da Bíblia sobre como lidar com eles são claros. (Leia Romanos 16:17; 2 João 9-11.) “Que os eviteis”, diz a Palavra de Deus. Outras traduções dizem “afastem-se deles” e ‘desviem-se deles’. Não há nada ambíguo nesses conselhos inspirados. Suponha que um médico lhe recomendasse evitar o contato com alguém infectado com uma mortífera doença contagiosa. Você entenderia as palavras do médico e seguiria estritamente o seu conselho. Os apóstatas estão mentalmente ‘doentes’ e tentam contaminar outros com os seus ensinos desleais. (1 Tim. 6:3, 4, Bíblia Pastoral) Jeová, o Grande Médico, diz que devemos evitar o contato com os apóstatas. Sabemos o que ele quer dizer, mas estamos decididos a acatar seu alerta em todos os sentidos?

      7, 8. (a) O que está envolvido em evitar os falsos instrutores? (b) Por que você está decidido a adotar uma posição firme contra os falsos instrutores?

      7 O que está envolvido em evitar falsos instrutores? Nós não os recebemos em casa nem os cumprimentamos. Não lemos as suas publicações, não assistimos às suas apresentações na televisão, não acessamos os seus sites na internet nem adicionamos comentários aos seus blogs. Por que adotamos uma posição tão firme? Por causa do amor. Nós amamos o “Deus da verdade”, de modo que não nos interessamos em ensinos distorcidos contrários às verdades da Palavra de Deus. (Sal. 31:5; João 17:17) Além disso, nós amamos a organização de Jeová, por meio da qual aprendemos coisas maravilhosas — como o nome de Deus e seu significado, o Seu propósito para a Terra, a condição dos mortos e a esperança da ressurreição. Você se lembra de como se sentiu quando aprendeu essas e outras verdades preciosas? Por que, então, deixar-se contaminar por alguém que tenta denegrir a organização por meio da qual você aprendeu essas verdades? — João 6:66-69.

      8 Não importa o que os falsos instrutores digam, nós não os seguiremos! Por que recorrer a tais poços vazios só para ser enganado e ficar desapontado? Em vez disso, estejamos decididos a permanecer leais a Jeová e à organização que tem um longo histórico de saciar a nossa sede com as puras e refrescantes águas da verdade da inspirada Palavra de Deus. — Isa. 55:1-3; Mat. 24:45-47.

      Não siga “histórias falsas”

      9, 10. Que alerta Paulo deu a Timóteo a respeito de “histórias falsas”, e a que ele talvez se referisse? (Veja também a nota.)

      9 Em certos casos, pode ser fácil perceber que uma placa foi adulterada e que está indicando o caminho errado. Às vezes, porém, pode ser difícil notar o engano. É assim também com as influências negativas de Satanás; algumas são mais óbvias do que outras. O apóstolo Paulo nos alerta contra uma das estratégias enganosas de Satanás: “histórias falsas”. (Leia 1 Timóteo 1:3, 4.) Para não nos desviar do caminho para a vida eterna, temos de saber o que são histórias falsas e como evitar ‘prestar atenção’ a elas.

      10 O alerta de Paulo a respeito de histórias falsas aparece na sua primeira carta a Timóteo, um superintendente cristão que fora encarregado de manter a pureza da congregação e de ajudar os irmãos a permanecer fiéis. (1 Tim. 1:18, 19) Paulo usou uma palavra grega que pode se referir a ficção, mito ou falsidade. De acordo com a The International Standard Bible Encyclopaedia (Enciclopédia Bíblica Padrão Internacional), essa palavra se refere a “uma história (religiosa) sem ligação com a realidade”. Talvez Paulo se referisse a mentiras religiosas promovidas por histórias sensacionalistas ou lendas fantasiosas.b Essas histórias apenas ‘fornecem questões para pesquisa’ — isto é, levantam questões supérfluas que levam a pesquisas inúteis. Histórias falsas são uma manobra do arquienganador, Satanás, que usa mentiras religiosas e mitos ímpios para desviar os desprevenidos. O conselho de Paulo é claro: não preste atenção a histórias falsas!

      11. Como Satanás usa astutamente a religião falsa para desencaminhar as pessoas, e que alerta nos ajudará a não ser desencaminhados?

      11 Quais seriam alguns exemplos de histórias falsas que poderiam desviar os desprevenidos? Em princípio, a expressão “histórias falsas” pode aplicar-se a qualquer mentira ou mito religioso que poderia nos ‘desviar da verdade’. (2 Tim. 4:3, 4) Satanás, que finge ser um “anjo de luz”, usa astutamente a religião falsa para desencaminhar as pessoas. (2 Cor. 11:14) Sob a falsa aparência de cristianismo, a cristandade ensina doutrinas — como a Trindade, o inferno de fogo e a imortalidade da alma — envoltas em mitos e falsidades. Além disso, a cristandade promove celebrações, como o Natal e a Páscoa, cujas tradições aparentemente inocentes têm raízes na mitologia e no paganismo. Por acatarmos o alerta de Deus de nos manter separados e ‘cessar de tocar em coisa impura’, não seremos desencaminhados por histórias falsas. — 2 Cor. 6:14-17.

      12, 13. (a) Que mentiras Satanás promove, e qual é a verdade a respeito de cada uma delas? (b) Como podemos evitar ser desencaminhados pelas histórias falsas de Satanás?

      12 Satanás promove outras mentiras que podem nos desencaminhar se não tomarmos cuidado. Veja alguns exemplos. Faça o que quiser — você decide o que é certo e o que é errado. Essa ideia é promovida na mídia e no entretenimento. Tal conceito distorcido dos padrões divinos nos pressiona a descartar todas as restrições morais. A verdade é que nós temos uma enorme necessidade de diretrizes morais que só Deus pode prover. (Jer. 10:23) Deus não intervirá no que acontece na Terra. Ser influenciado por esse espírito de ‘viver o presente’ pode nos tornar ‘inativos ou infrutíferos’. (2 Ped. 1:8) A verdade é que o dia de Jeová se aproxima rapidamente, e temos de manter a vigilância. (Mat. 24:44) Deus não se importa com você. Crer nessa mentira satânica pode nos fazer desistir, achando que jamais seremos dignos do amor de Deus. A verdade é que Jeová ama e valoriza cada um de seus adoradores. — Mat. 10:29-31.

      13 Precisamos estar sempre alertas, pois os conceitos e atitudes do mundo de Satanás podem parecer razoáveis à primeira vista. Mas lembre-se de que Satanás é o gênio do engano. Acatar os conselhos e os lembretes da Palavra de Deus é a única maneira de evitar ser desencaminhado pelas satânicas “histórias falsas, engenhosamente inventadas”, ou pelos “mitos artificiosos”, segundo a Bíblia Vozes. — 2 Ped. 1:16.

      Não ‘siga a Satanás’

      14. Que alerta Paulo deu a certas viúvas mais jovens, e por que todos nós precisamos levar a sério as suas palavras?

      14 Imagine uma placa que indicasse “Caminho para Satanás”. Quem de nós seguiria a indicação dessa placa? Ainda assim, Paulo nos alerta sobre várias possibilidades de cristãos dedicados serem ‘desviados para seguir a Satanás’. (Leia 1 Timóteo 5:11-15.) As suas palavras são dirigidas a certas “viúvas mais jovens”, mas os princípios que ele menciona se aplicam a todos nós. Aquelas cristãs no primeiro século talvez não imaginassem estar seguindo a Satanás, mas suas ações indicavam que era justamente isso o que faziam. Como podemos evitar seguir a Satanás, mesmo sem perceber? Examinemos o alerta de Paulo a respeito de tagarelice, ou falar mal dos outros.

      15. Qual é o alvo de Satanás, e como Paulo identifica as táticas dele?

      15 O alvo de Satanás é calar as nossas expressões de fé — que deixemos de pregar as boas novas. (Rev. 12:17) Para esse fim, ele tenta nos envolver em atividades que desperdiçam tempo ou que causam divisão entre nós. Note como Paulo identifica as táticas de Satanás. ‘Ficar desocupado, vadiando.’ Nessa era de tecnologia é fácil desperdiçar nosso tempo e o de outros, enviando, por exemplo, e-mails não essenciais ou até mesmo enganosos. ‘Tagarelar.’ A tagarelice pode levar à calúnia, que muitas vezes causa desavenças. (Pro. 26:20) Sabendo disso ou não, os caluniadores imitam a Satanás, o Diabo.c ‘Intrometer-se nos assuntos dos outros.’ Não temos o direito de dizer a outros como cuidar de seus assuntos pessoais. Todo esse comportamento ocioso e perturbador pode nos desviar da obra que Deus nos encarregou de realizar: a pregação do Reino. Deixar de apoiar ativamente essa obra significa começar a seguir a Satanás. Não há meio-termo. — Mat. 12:30.

      16. Acatar que conselhos pode evitar que sejamos ‘desviados para seguir a Satanás’?

      16 Acatar os conselhos da Bíblia evita que sejamos “desviados para seguir a Satanás”. Veja alguns dos sábios conselhos de Paulo. ‘Tenha bastante para fazer na obra do Senhor.’ (1 Cor. 15:58) Manter-nos ocupados nas atividades do Reino nos protege dos perigos da ociosidade e dos empenhos que desperdiçam tempo. (Mat. 6:33) ‘Fale o que é bom para a edificação.’ (Efé. 4:29) Esteja decidido a não ouvir tagarelice maldosa e a não divulgá-la.d Cultive confiança e respeito em relação aos irmãos. Assim estaremos propensos a dizer coisas que edificam, não que derrubam. ‘Tome por alvo cuidar de seus próprios negócios’, ou assuntos. (1 Tes. 4:11) Interesse-se pelos outros, mas sempre respeitando a privacidade deles e sem lhes roubar a dignidade. Lembre-se, também, de que não devemos impor a outros os nossos conceitos em assuntos que eles precisam decidir por si mesmos. — Gál. 6:5.

      17. (a) Por que Jeová nos alerta sobre o que não devemos seguir? (b) O que você está decidido a fazer com relação ao caminho que Jeová deseja que tomemos?

      17 Somos muito gratos de que Jeová nos diz claramente o que não devemos seguir. Mas nunca se esqueça de que os alertas de Jeová considerados neste artigo e no anterior são motivados pelo seu grande amor por nós. Ele deseja nos poupar da tristeza e da dor que resultam de seguir as enganosas ‘placas’ de Satanás. O caminho que Jeová deseja que tomemos pode ser estreito, mas leva ao melhor destino — a vida eterna. (Mat. 7:14) Jamais vacilemos na nossa determinação de acatar a admoestação de Jeová: “Este é o caminho. Andai nele.” — Isa. 30:21.

      [Nota(s) de rodapé]

      a “Apostasia” é renúncia da adoração verdadeira, afastamento, deserção, rebelião, abandono.

      b Por exemplo, o livro apócrifo de Tobias, escrito por volta do terceiro século AEC, portanto já existente nos dias de Paulo, está repleto de superstições e de histórias absurdas de magia e feitiçaria apresentadas como verdades. — Veja Estudo Perspicaz das Escrituras, Volume 1, página 153.

      c O termo grego para “diabo” é diábolos, que significa “caluniador”. É usado como um outro título de Satanás, o maior caluniador. — João 8:44; Rev. 12:9, 10.

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