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  • Que rumo este mundo está tomando?
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    • Que rumo este mundo está tomando?

      Problemas graves e acontecimentos estarrecedores são notícias comuns em todo o mundo. O que significa isso?

      SEGURANÇA PESSOAL: Bombas explodem em locais públicos. Professores e alunos fuzilados na escola. Bebês raptados ao descuido dos pais. Mulheres e idosos atacados em plena luz do dia.

      CENÁRIO RELIGIOSO: Igrejas apóiam campos opostos na guerra. Clero acusado de genocídio. Sacerdotes abusam sexualmente de menores; a igreja acoberta. Cai o comparecimento às igrejas; templos são vendidos.

      MEIO AMBIENTE: Matas devastadas por interesses comerciais. Pobres arrasam florestas em busca de combustível. Água do subsolo poluída, imprópria para o consumo. Resíduos industriais e pesca predatória acabam com os peixes. Sufocante poluição do ar.

      SUBSISTÊNCIA: Renda per capita na África subsaariana não chega a 500 dólares por ano. Ganância empresarial arruína corporações, deixando milhares de desempregados. Investidores perdem suas economias por causa de fraudes.

      FALTA DE ALIMENTOS: Cerca de 800 milhões de pessoas no mundo vão dormir com fome todos os dias.

      GUERRAS: Mais de 100 milhões de pessoas perderam a vida em guerras no século 20. Estoque de bombas nucleares é suficiente para destruir a humanidade muitas vezes. Guerras civis. O terrorismo ameaça o mundo inteiro.

      EPIDEMIAS E DOENÇAS EM GERAL: A partir de 1918, a gripe espanhola matou 21 milhões de pessoas. A Aids tornou-se “a mais devastadora pandemia na história humana”. O câncer e as doenças do coração causam sofrimento no mundo inteiro.

      Olhe além dessas notícias isoladas. São acontecimentos únicos ou parte de um padrão mundial de verdadeiro significado?

      [Quadro/Foto na página 5]

      Será que Deus realmente se importa?

      Desconsolados por causa de eventos terríveis, ou por uma grave perda pessoal, muitos se perguntam por que Deus não intervém para evitar tais coisas.

      Deus realmente se importa. Ele fornece orientação sólida e alívio genuíno. (Mateus 11:28-30; 2 Timóteo 3:16, 17) Lançou a base para a eliminação permanente da violência, das doenças e da morte. As suas provisões indicam que ele não se importa apenas com o povo de uma nação, mas sim com pessoas de todas as nações, tribos e línguas. — Atos 10:34, 35.

      Quanto nós nos importamos? Você sabe quem é o Criador do céu e da Terra? Qual é o seu nome? Qual é o seu propósito? Ele responde a essas perguntas na Bíblia. Ali ele nos diz que medidas está tomando para acabar com a violência, com as doenças e com a morte. A fim de nos beneficiarmos disso, o que se exige de nós? Temos de aprender a respeito de Deus e de seus propósitos. Como podemos esperar nos beneficiar de suas provisões a menos que tenhamos fé nele? (João 3:16; Hebreus 11:6) É também necessário obedecer aos seus mandamentos. (1 João 5:3) Você tem interesse suficiente nesse sentido?

      Para compreendermos por que Deus permite as condições atuais, é preciso entender uma questão vital. A Bíblia a explica. Na página 15 desta publicação poderá ver de que questão se trata.

  • O que significa tudo isso?
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    • O que significa tudo isso?

      JESUS CRISTO disse que a “terminação do sistema de coisas” seria marcada por guerras, falta de alimentos, epidemias e terremotos. — Mateus 24:1-8; Lucas 21:10, 11.

      Desde 1914, vidas humanas têm sido arruinadas por guerras entre nações e entre grupos étnicos, muitas vezes por causa da interferência de clérigos na política e, agora, por meio de generalizados ataques terroristas.

      Apesar do progresso científico, centenas de milhões de pessoas em toda a Terra sofrem de extrema carência de alimentos. Todos os anos, milhões de pessoas morrem por esse motivo.

      Epidemias também fazem parte do sinal dado por Jesus. Depois da Primeira Guerra Mundial, uma epidemia de gripe espanhola ceifou a vida de mais de 21 milhões de pessoas. Diferentemente de pragas que assolavam áreas específicas no passado, essa epidemia atingiu nações em toda a Terra, até mesmo ilhas remotas. A Aids se alastra por todo o globo, e flagelos como a tuberculose, a malária, a cegueira do rio e a doença de Chagas persistem nos países em desenvolvimento.

      Relata-se que todos os anos ocorrem dezenas de milhares de tremores de terra de intensidade variada. Desastres provocados por terremotos em grandes centros populacionais são notícias freqüentes.

      A Bíblia também predisse: “Sabe, porém, isto, que nos últimos dias haverá tempos críticos, difíceis de manejar. Pois os homens serão amantes de si mesmos, amantes do dinheiro, pretensiosos, soberbos, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, desleais, sem afeição natural, não dispostos a acordos, caluniadores, sem autodomínio, ferozes, sem amor à bondade, traidores, teimosos, enfunados de orgulho, mais amantes de prazeres do que amantes de Deus, tendo uma forma de devoção piedosa, mostrando-se, porém, falsos para com o seu poder; e destes afasta-te.” — 2 Timóteo 3:1-5.

      Você não concorda que vivemos em “tempos críticos, difíceis de manejar”?

      Tem observado que as pessoas são em grande escala ‘amantes de si mesmas, amantes do dinheiro’ e motivadas pelo orgulho?

      Quem negaria que o mundo está repleto de pessoas exigentes, porém ingratas, não dispostas a acordos e desleais?

      Tem notado que a desobediência aos pais e uma chocante falta de afeto têm aumentado vertiginosamente, não apenas em alguns lugares, mas ao redor do globo?

      Sem dúvida, você se apercebe de que vivemos num mundo inebriado de amor pelos prazeres, mas sem amor à bondade. É assim que a Bíblia descreve as atitudes que prevaleceriam nos “últimos dias”.

      Precisamos de mais provas ainda para identificar o tempo em que vivemos? Jesus também predisse que nos últimos dias as boas novas do Reino de Deus seriam pregadas em toda a Terra habitada. (Mateus 24:14) Isso está sendo feito?

      A Sentinela, uma revista bíblica que se dedica a anunciar as boas novas do Reino de Jeová, é impressa em mais línguas do que qualquer outro periódico.

      Todos os anos, as Testemunhas de Jeová dedicam mais de um bilhão de horas ao testemunho pessoal a respeito do Reino de Deus.

      Atualmente, elas imprimem publicações bíblicas em cerca de 400 línguas, até mesmo em línguas faladas por pequenos e remotos grupos populacionais. As Testemunhas de Jeová alcançaram todas as nações com as boas novas; elas pregam também em muitas ilhas e territórios pequenos demais para serem considerados importantes no mundo político. Na maioria dos países, realizam um programa regular de educação bíblica.

      Sem dúvida, as boas novas do Reino de Deus estão sendo pregadas em toda a Terra habitada, não para converter o mundo, mas para dar testemunho. Pessoas em toda a parte estão tendo a oportunidade de mostrar se se importam em saber quem criou os céus e a Terra e se terão respeito pelas Suas leis e demonstrarão amor ao próximo. — Lucas 10:25-27; Revelação (Apocalipse) 4:11.

      Em breve, o Reino de Deus eliminará da Terra todos os maus e a transformará num paraíso global. — Lucas 23:43.

      [Quadro na página 6]

      Últimos dias de quê?

      Não os últimos dias da humanidade. Pois, para aqueles que fazem a vontade de Deus, a Bíblia apresenta a perspectiva de vida eterna. — João 3:16, 36; 1 João 2:17.

      Não os últimos dias da Terra. A Palavra de Deus promete que a Terra habitada durará para sempre. — Salmo 37:29; 104:5; Isaías 45:18.

      Na verdade, estes são os últimos dias do atual violento e desamoroso sistema mundial e daqueles que se apegam às suas práticas. — Provérbios 2:21, 22.

      [Quadro/Foto na página 7]

      A Bíblia é realmente a Palavra de Deus?

      Os profetas bíblicos escreveram repetidas vezes: “Assim disse Jeová.” (Isaías 43:14; Jeremias 2:2) Até mesmo Jesus Cristo, o Filho de Deus, enfatizou que ‘não falava de sua própria iniciativa’. (João 14:10) A Bíblia mesma diz claramente: “Toda a Escritura é inspirada por Deus.” — 2 Timóteo 3:16.

      Nenhum outro livro é publicado em tantas línguas — mais de 2.200, segundo a organização Sociedades Bíblicas Unidas. Nenhum outro livro tem tamanha circulação — agora mais de quatro bilhões de exemplares. Não é isso o que esperaria de uma mensagem de Deus para toda a humanidade?

      Para um estudo mais completo das evidências de que a Bíblia é inspirada por Deus, veja o livro A Bíblia — Palavra de Deus ou de Homem?, publicado pelas Testemunhas de Jeová.

      Se você ler a Bíblia reconhecendo que ela é realmente a Palavra de Deus, será muito beneficiado.

      [Quadro/Fotos na página 8]

      O que é o Reino de Deus?

      É o governo celestial, instituído pelo Deus verdadeiro, Jeová, o Criador do céu e da Terra. — Jeremias 10:10, 12.

      A Bíblia identifica Jesus Cristo como sendo aquele a quem Deus confia esse governo. (Revelação [Apocalipse] 11:15) Quando esteve na Terra, Jesus demonstrou que Deus já lhe havia concedido uma espantosa autoridade — que o capacitava a controlar os elementos naturais, a curar todo tipo de doenças e até mesmo a ressuscitar pessoas. (Mateus 9:2-8; Marcos 4:37-41; João 11:11-44) As inspiradas profecias bíblicas predisseram também que Deus daria a Jesus ‘domínio, dignidade e um reino, para que todos os povos, grupos nacionais e línguas o servissem’. (Daniel 7:13, 14) Esse governo é chamado de Reino dos céus; é a partir do céu que Jesus Cristo exerce agora a sua autoridade.

      [Fotos na página 7]

      Pregação mundial das boas novas

  • Que rumo sua vida está tomando?
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    • Que rumo sua vida está tomando?

      • Muitas pessoas estão tão absortas nos assuntos do dia-a-dia que dão pouca atenção a que rumo estão tomando na vida.

      • A Bíblia nos fala de acontecimentos maravilhosos no futuro. Mas também nos alerta a respeito de uma vindoura convulsão global nas instituições humanas. Para nos beneficiar desse conhecimento e evitar a calamidade, é urgente tomar ação positiva.

      • Há pessoas que sabem o que a Bíblia diz e tentam aplicá-la, mas permitem que as ansiedades da vida as desviem do rumo certo.

      • Você se sente feliz com o rumo que sua vida está tomando? Ao planejar as atividades, leva em conta como elas podem afetar seus alvos de longo prazo na vida?

      [Quadro/Fotos na página 9]

      O que é mais importante para você?

      Que classificação daria às coisas que se seguem? Coloque-as em ordem de prioridade.

      Muitas delas ocupam um devido lugar na vida, mas se tivesse de escolher, o que viria em primeiro lugar? Em segundo? E assim por diante.

      ․․․ Diversão

      ․․․ Meu emprego ou minha carreira

      ․․․ Minha saúde

      ․․․ Minha felicidade

      ․․․ Meu cônjuge

      ․․․ Meus pais

      ․․․ Meus filhos

      ․․․ Boa casa, roupas de qualidade

      ․․․ Ser o melhor em tudo o que eu fizer

      ․․․ Adorar a Deus

      [Quadro nas páginas 10, 11]

      Estão as suas escolhas levando você para onde realmente deseja ir?

      CONSIDERE AS SEGUINTES PERGUNTAS:

      DIVERSÃO: Será que a minha recreação preferida me revigora? Envolve fortes emoções que poderiam prejudicar minha saúde ou até mesmo aleijar-me pelo resto da vida? É um “divertimento” que envolve fortes estímulos por talvez algumas horas, mas que pode resultar em duradoura dor de cabeça? Mesmo que a minha diversão preferida seja sadia, gasto tanto tempo com ela a ponto de relegar coisas mais importantes?

      MEU EMPREGO OU MINHA CARREIRA: Servem como meios de sustento, ou realmente me escravizam? Fazem demandas que estão arruinando a minha saúde? Prefiro trabalhar horas extras a passar tempo com meu cônjuge ou com meus filhos? Se meu empregador exige que eu realize serviços que perturbam a minha consciência, ou que com freqüência excluem interesses espirituais — realizo tais serviços para não perder o emprego?

      MINHA SAÚDE: Não me importo muito com ela, ou procuro sempre preservá-la? É assunto dominante nas minhas conversas? Será que o modo como a trato revela consideração para com minha família?

      MINHA FELICIDADE: Vem em primeiro lugar? Coloco-a acima da felicidade do cônjuge ou da família? A maneira como a busco condiz com o fato de eu ser adorador do Deus verdadeiro?

      MEU CÔNJUGE: Encaro meu cônjuge como companheiro(a) apenas quando isso me convém? Trato meu cônjuge com honra, como alguém merecedor de dignidade pessoal? Minha crença em Deus influi na maneira de encarar meu cônjuge?

      MEUS PAIS: Se sou menor, obedeço aos pais — dirigindo-me a eles com respeito, cumprindo tarefas designadas, voltando para casa na hora em que eles estipularem, evitando amizades e atividades que eles desaprovam? Se sou adulto, ouço meus pais com respeito, dando-lhes ajuda adequada sempre que for necessário? A maneira como os trato é governada pela minha conveniência ou pelos conselhos da Palavra de Deus?

      MEUS FILHOS: Sinto a responsabilidade de ensinar aos filhos os corretos valores morais, ou encarrego a escola de fazer isso? Passo tempo com eles, ou espero que os brinquedos, a TV ou o computador os mantenham ocupados? Disciplino meus filhos de forma coerente quando eles desconsideram os lembretes de Deus, ou faço isso apenas quando estou irritado(a)?

      BOA CASA, ROUPAS DE QUALIDADE: O que determina minha preocupação com a aparência e com os bens — a impressão que espero causar nos outros? O bem-estar da família? O fato de eu ser adorador de Deus?

      SER O MELHOR EM TUDO O QUE EU FIZER: Acho importante que as coisas sejam bem-feitas? Luto para ser sempre o melhor? Fico aborrecido se outra pessoa é melhor do que eu em certas coisas?

      ADORAR A DEUS: Será que ter a aprovação de Deus é mais importante para mim do que ter a aprovação do cônjuge, dos filhos, dos pais ou do empregador? Para ter um estilo de vida confortável estou disposto a colocar o serviço a Deus em segundo plano?

      CONSIDERE COM ATENÇÃO OS CONSELHOS DA BÍBLIA

      Que lugar Deus ocupa na sua vida?

      Eclesiastes 12:13: “Teme o . . . Deus [verdadeiro] e guarda os seus mandamentos. Pois esta é toda a obrigação do homem.”

      PERGUNTE-SE: Será que a minha vida demonstra que é desse modo que eu encaro as coisas? Será que a obediência aos mandamentos de Deus determina como eu cuido dos deveres no lar, no trabalho ou na escola? Ou será que outros interesses, ou as pressões da vida, determinam se reservo, ou não, tempo para Deus?

      Que tipo de relação com Deus você tem?

      Provérbios 3:5, 6: “Confia em Jeová de todo o teu coração e não te estribes na tua própria compreensão. Nota-o em todos os teus caminhos, e ele mesmo endireitará as tuas veredas.”

      Mateus 4:10: “É a Jeová, teu Deus, que tens de adorar e é somente a ele que tens de prestar serviço sagrado.”

      PERGUNTE-SE: É assim que eu penso a respeito de Deus? Será que as minhas atividades do dia-a-dia, e o modo como enfrento as crises, demonstram tal confiança e devoção?

      Que importância você dá à leitura e ao estudo da Bíblia?

      João 17:3: “Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo.”

      PERGUNTE-SE: Será que a importância que eu dou à leitura da Palavra de Deus, junto com meditação, indicam que realmente creio nisso?

      Que importância você dá a assistir às reuniões da congregação cristã?

      Hebreus 10:24, 25: “Consideremo-nos uns aos outros para nos estimularmos ao amor e a obras excelentes, não deixando de nos ajuntar, . . . e tanto mais quanto vedes chegar o dia.”

      Salmo 122:1: “Alegrei-me quando me disseram: ‘Vamos à casa de Jeová.’ ”

      PERGUNTE-SE: Será que a minha maneira de viver revela apreço por essa ordem da Palavra de Deus? No mês passado, faltei a algumas reuniões porque dei preferência a outras atividades?

      Participo zelosamente em falar a outros sobre Deus e seus propósitos?

      Mateus 24:14: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho . . . e então virá o fim.”

      Mateus 28:19, 20: “Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, . . . ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei.”

      Salmo 96:2: “Cantai a Jeová, bendizei o seu nome. Contai de dia em dia as boas novas da salvação por ele.”

      PERGUNTE-SE: Será que essa atividade realmente ocupa na minha vida o lugar que merece? A participação que tenho nessa obra reflete minha convicção da seriedade dos tempos em que vivemos?

  • “A hora do julgamento” chegou
    Mantenha-se Vigilante!
    • “A hora do julgamento” chegou

      REVELAÇÃO (ou Apocalipse), o último livro da Bíblia, nos informa que um anjo voando no meio do céu tem “boas novas eternas para declarar, como boas notícias”. Ele diz com voz alta: “Temei a Deus e dai-lhe glória, porque já chegou a hora do julgamento por ele.” (Revelação 14:6, 7) Essa “hora do julgamento” inclui tanto o pronunciamento como a execução do julgamento divino. Uma “hora” é um período relativamente curto. A execução do julgamento virá como clímax dos “últimos dias”, nos quais vivemos agora. — 2 Timóteo 3:1.

      A “hora do julgamento” é boa notícia para os amantes da justiça. É o tempo em que Deus trará alívio aos seus servos que têm sofrido às mãos deste mundo violento e desamoroso.

      Agora, antes que a “hora do julgamento” termine com a destruição deste sistema mundial, somos exortados: “Temei a Deus e dai-lhe glória.” Você está fazendo isso? Significa muito mais do que dizer: “Eu creio em Deus.” (Mateus 7:21-23; Tiago 2:19, 20) O devido temor a Deus deve tornar-nos reverentes para com ele. Deve fazer com que nos desviemos da maldade. (Provérbios 8:13) Deve ajudar-nos a amar o que é bom e odiar o que é mau. (Amós 5:14, 15) Se honrarmos a Deus, nós o escutaremos com grande respeito. Não estaremos ocupados demais para ler regularmente a sua Palavra, a Bíblia. Confiaremos nele em todos os momentos, e de todo o coração. (Salmo 62:⁠8; Provérbios 3:5, 6) Aqueles que de fato lhe dão honra reconhecem que, como Criador do céu e da Terra, ele é o Soberano Universal, e amorosamente se submetem a ele como Soberano de suas vidas. Se nos dermos conta de que devemos dar mais atenção a esses assuntos, façamos isso sem demora.

      O tempo da execução do julgamento, mencionado pelo anjo, é também chamado de “dia de Jeová”. Um “dia” assim sobreveio à Jerusalém antiga em 607 AEC, visto que seus habitantes não acataram os avisos que Jeová dera por meio de Seus profetas. Por adiarem nas suas mentes o dia de Jeová, eles arriscaram a vida ainda mais. Jeová os havia alertado: “Está próximo e se apressa muitíssimo.” (Sofonias 1:14) Outro “dia de Jeová” sobreveio à antiga Babilônia em 539 AEC. (Isaías 13:1, 6) Confiantes nas suas fortificações e em seus deuses, os babilônios desprezaram os avisos dos profetas de Jeová. Mas numa única noite, a poderosa Babilônia caiu diante dos medos e persas.

      Com o que nos confrontamos hoje? Com mais um, e mais abrangente, “dia de Jeová”. (2 Pedro 3:11-14) A condenação divina contra “Babilônia, a Grande”, já foi pronunciada. De acordo com Revelação 14:8, um anjo declara: “Caiu Babilônia, a Grande.” Isso já aconteceu. Ela não pode mais restringir os adoradores de Jeová. Sua corrupção e seu envolvimento em guerras têm sido amplamente expostos. Agora, sua destruição final está próxima. Por essa razão a Bíblia exorta as pessoas em toda a parte: “Saí dela, [de Babilônia, a Grande]  . . . se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte das suas pragas. Pois os pecados dela acumularam-se até o céu, e Deus se lembrou dos atos injustos dela.” — Revelação 18:4, 5.

      O que é Babilônia, a Grande? É o sistema global de religião que leva a marca da antiga Babilônia. (Revelação, capítulos 17, 18) Veja algumas das similaridades:

      • Os sacerdotes da antiga Babilônia envolviam-se profundamente nos assuntos políticos do país. É assim hoje em grande parte da religião.

      • Os sacerdotes de Babilônia com freqüência promoviam as guerras do país. A religião moderna muitas vezes esteve na vanguarda dos que abençoaram os soldados quando as nações foram à guerra.

      • Os ensinos e as práticas da antiga Babilônia levaram a nação à crassa imoralidade. Hoje, quando os líderes religiosos desprezam as normas morais da Bíblia, a imoralidade se alastra tanto entre o clero como entre os leigos. Digno de nota também é que, visto que Babilônia, a Grande, se prostitui ao mundo e seus sistemas, Revelação a descreve como meretriz.

      • A Bíblia diz também que Babilônia, a Grande, vive em “impudente luxúria”. Na antiga Babilônia, as organizações ligadas a templos adquiriam muitas terras e os sacerdotes se destacavam no comércio. Hoje, além de locais de adoração, Babilônia, a Grande, possui vastas propriedades comerciais. Seus ensinos e dias santificados geram grandes riquezas tanto para si mesma como para outros no mundo dos negócios.

      • O uso de imagens, magia e feitiçaria era comum na antiga Babilônia, como é hoje em muitos lugares. A morte era encarada como passagem para outro tipo de vida. Babilônia estava repleta de templos e de capelas em honra de seus deuses, mas os babilônios se opunham aos adoradores de Jeová. As mesmas crenças e práticas identificam Babilônia, a Grande.

      Nos tempos antigos, Jeová manobrava poderosas nações políticas e militares para punir os que persistentemente desrespeitavam a ele e a seus propósitos. Assim, Samaria foi destruída pelos assírios em 740 AEC. Jerusalém foi devastada pelos babilônios, em 607 AEC, e pelos romanos, em 70 EC. Babilônia, por sua vez, foi conquistada pelos medos e persas em 539 AEC. Para os nossos dias, a Bíblia prediz que governos políticos, como uma fera, atacarão “a meretriz” e a desnudarão, expondo o que ela realmente é. Eles a destruirão por completo. — Revelação 17:⁠16.

      Será que os governantes mundiais realmente farão tal coisa? A Bíblia diz que ‘Deus porá isso nos seus corações’. (Revelação 17:17) Será um acontecimento súbito, espantoso e estarrecedor — não previsível ou gradual.

      Que ação você deve tomar? Pergunte-se: ‘Ainda me apego a uma organização religiosa manchada por ensinos e práticas que a identificam como parte de Babilônia, a Grande?’ Mesmo que não seja membro de uma religião assim, poderá perguntar-se: ‘Será que a atitude dessa religião me influencia?’ Que tipo de atitude? Uma atitude de tolerância para com a lassidão moral, o amor aos bens materiais e aos prazeres em vez de a Deus, ou a deliberada desconsideração (mesmo em coisas aparentemente pequenas) à Palavra de Jeová. Medite bem na sua resposta.

      Para ganharmos o favor de Jeová, é vital que tanto as nossas ações como os desejos do nosso coração provem que de fato não fazemos parte de Babilônia, a Grande. Não há tempo para adiar isso. Alertando-nos de que o fim virá subitamente, a Bíblia diz: “Com um lance rápido, Babilônia, a grande cidade, será lançada para baixo, e ela nunca mais será achada.” — Revelação 18:⁠21.

      Mais coisas vão acontecer. Como outra particularidade dessa ‘hora de julgamento’, Jeová exigirá uma prestação de contas do sistema político mundial, de seus governantes e de todos os que desprezam o governo justo exercido pelo Seu Reino celestial às mãos de Jesus Cristo. (Revelação 13:1, 2; 19:19-21) Na visão profética registrada em Daniel 2:20-45, o governo político desde a antiga Babilônia até o presente é retratado por uma estátua enorme de ouro, prata, cobre, ferro e barro. A respeito dos nossos dias, a profecia diz: “O Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado.” E, a respeito do que esse Reino ainda fará durante a ‘hora de julgamento’ de Jeová, a Bíblia declara: “Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos [criados pelo homem], e ele mesmo ficará estabelecido por tempos indefinidos.” — Daniel 2:44.

      A Bíblia alerta os adoradores verdadeiros contra o amor às “coisas no mundo” — o modo de vida promovido por este mundo afastado do Deus verdadeiro. (1 João 2:15-17) Será que suas decisões e ações mostram que você é incondicionalmente a favor do Reino de Deus? Você de fato o coloca em primeiro lugar na vida? — Mateus 6:33; João 17:16, 17.

      [Quadro na página 14]

      Quando virá o fim?

      “O Filho do homem vem numa hora em que não pensais.” — Mateus 24:44.

      “Mantende-vos vigilantes, porque não sabeis nem o dia nem a hora.” — Mateus 25:13.

      “Não tardará.” — Habacuque 2:3.

      [Quadro na página 14]

      Faria diferença se você soubesse a data do fim?

      Se você soubesse com certeza que a inevitável execução do julgamento divino não viria dentro dos próximos anos, mudaria isso o seu modo de vida? Se o fim deste velho sistema está demorando mais do que você esperava, deixou que isso o fizesse diminuir o passo no serviço de Jeová? — Hebreus 10:36-38.

      Não sabermos exatamente em que dia virá o fim nos dá a oportunidade de mostrar que servimos a Deus com motivação pura. Quem conhece Jeová sabe que uma demonstração de zelo de última hora não o impressionará, pois ele conhece o íntimo da pessoa. — Jeremias 17:10; Hebreus 4:13.

      Quem realmente ama a Jeová, sempre lhe dá prioridade na vida. Assim como outras pessoas, os cristãos verdadeiros em geral também fazem serviço secular. No entanto, seu objetivo não é ficar rico, mas sim ter o necessário para a vida e um pouco de sobra para partilhar com outros. (Efésios 4:28; 1 Timóteo 6:7-12) Eles também gostam de recreação sadia e de uma quebra de rotina, mas seu desejo é ser revigorados e não apenas fazer o que todo mundo está fazendo. (Marcos 6:31; Romanos 12:⁠2) Como no caso de Jesus Cristo, seu prazer é fazer a vontade de Deus. — Salmo 37:4; 40:8.

      Os cristãos verdadeiros desejam viver e servir a Jeová para sempre. Essa perspectiva não é menos preciosa só porque precisam esperar por certas bênçãos um pouco mais tempo do que alguns talvez achassem necessário.

      [Quadro/Foto na página 15]

      A questão da soberania

      Para entender por que Deus permite tanto sofrimento, temos de entender a questão da soberania. O que é soberania? É autoridade suprema.

      Sendo o Criador, Jeová tem o direito de governar a Terra e seus habitantes. No entanto, a Bíblia explica que, bem cedo na história humana, a soberania de Jeová foi desafiada. Satanás, o Diabo, alegou que Jeová era indevidamente restritivo, que Ele havia mentido aos nossos primeiros pais a respeito do que aconteceria se eles desobedecessem à lei de Deus e fizessem as coisas do seu próprio jeito — e que seria realmente melhor se eles governassem a si mesmos à parte de Deus. — Gênesis, capítulos 2, 3.

      Se Deus tivesse destruído imediatamente os rebeldes, isso teria demonstrado Seu poder, mas não teria resolvido as questões levantadas. Em vez de destruir os rebeldes no ato, Jeová tem permitido que toda a criação inteligente veja o desfecho da rebelião. Embora isso tenha vindo acompanhado de sofrimento, também nos deu a oportunidade de ter nascido.

      Além disso, a um grande custo para si mesmo, Jeová amorosamente fez provisões para que as pessoas que lhe obedecessem e exercessem fé no sacrifício de resgate de seu Filho, pudessem ser libertadas do pecado e de suas conseqüências e viver para sempre no Paraíso. Se necessário, isso seria possível por meio da ressurreição.

      Ainda mais, a concessão de tempo para resolver a questão tem dado aos servos de Deus a oportunidade de demonstrar sua capacidade de corresponder ao amor de Deus e de provar sua integridade a Ele, sob qualquer circunstância. A solução da questão da soberania divina — junto com a relacionada questão da integridade humana — é vital para que haja o devido respeito pela lei no Universo. Sem isso, a paz genuína jamais seria possível.a

      [Nota(s) de rodapé]

      a Essas questões e suas implicações são consideradas em mais detalhes no livro Achegue-se a Jeová, publicado pelas Testemunhas de Jeová.

      [Foto]

      O sistema mundial de governo político chegará ao fim

  • Um novo mundo prometido por Deus
    Mantenha-se Vigilante!
    • Um novo mundo prometido por Deus

      A BÍBLIA, a Palavra escrita de Deus, nos enche de esperança quando diz: “Há novos céus e uma nova terra que aguardamos segundo a sua promessa, e nestes há de morar a justiça.” — 2 Pedro 3:13.

      O que são os “novos céus”? A Bíblia associa “céu” a governo. (Atos 7:49) Os “novos céus” constituem um novo governo que administrará a Terra. É novo porque substituirá o sistema político atual; é também um novo passo na realização do propósito de Deus. É o Reino pelo qual Jesus nos ensinou a orar. (Mateus 6:10) Visto que o Originador desse Reino é Deus, e ele mora no céu, é chamado de “reino dos céus”. — Mateus 7:21.

      O que é a “nova terra”? Não é um novo globo, visto que a Bíblia diz claramente que a Terra será habitada para sempre. A “nova terra” será uma nova sociedade humana. Será nova porque os maus terão sido eliminados. (Provérbios 2:21, 22) Todos os que então viverem prestarão honra e obediência ao Criador e viverão em harmonia com os seus requisitos. (Salmo 22:27) Pessoas de todas as nações estão sendo convidadas a aprender tais requisitos e a harmonizar a vida com eles. Você está fazendo isso?

      No novo mundo de Deus, todos respeitarão Seu governo. Será que o amor a Deus inspira você a obedecer a Ele? (1 João 5:3) Isso é evidente no seu lar? No trabalho ou na escola? No seu modo de viver?

      Naquele novo mundo, a sociedade humana estará unida na adoração do Deus verdadeiro. Você adora o Criador do céu e da Terra? Será que sua adoração realmente une você a co-adoradores de todas as nações, raças e línguas? — Salmo 86:9, 10; Isaías 2:2-4; Sofonias 3:9.

      [Quadro na página 17]

      O Deus que promete tais coisas

      Ele é o Criador do céu literal e do planeta Terra. É aquele a quem Jesus Cristo identificou como “único Deus verdadeiro”. — João 17:3.

      A maioria das pessoas honra a deuses de sua própria invenção. Milhões se ajoelham perante imagens sem vida. Outros glorificam instituições humanas, filosofias materialistas ou seus próprios desejos. Até mesmo entre aqueles que afirmam seguir a Bíblia, nem todos honram o nome daquele que ela identifica como ‘Deus verdadeiro’. — Deuteronômio 4:35.

      A respeito de si mesmo, o Criador diz: “Eu sou Jeová. Este é meu nome.” (Isaías 42:5, 8) Esse nome aparece mais de 7.000 vezes na Bíblia, nas línguas originais. Jesus Cristo ensinou seus seguidores a orar: “Nosso Pai nos céus, santificado seja o teu nome.” — Mateus 6:9.

      Que tipo de pessoa é o Deus verdadeiro? Ele descreve a si mesmo como “misericordioso e clemente, vagaroso em irar-se e abundante em benevolência e em verdade”, e que de modo algum deixa de punir quem deliberadamente viola seus mandamentos. (Êxodo 34:6, 7) A história de seus tratos com a humanidade confirma a veracidade dessa descrição.

      Tanto o nome como a pessoa representada por esse nome devem ser santificados, ou tratados como sagrados. Como Criador e Soberano Universal, ele merece nossa obediência e adoração exclusiva. Você lhe concede tais coisas?

      [Quadro/Foto na página 18]

      Que mudanças os “novos céus e uma nova terra” efetuarão?

      A Terra será transformada num Paraíso Lucas 23:43

      Uma sociedade global João 13:35;

      em que pessoas de todas as Revelação (Apocalipse) 7:9, 10

      nações, raças e línguas

      estarão unidas no vínculo do amor

      Paz mundial, segurança Salmo 37:10, 11;

      genuína para todos Miquéias 4:3, 4

      Trabalho satisfatório, Isaías 25:6; 65:17, 21-23

      fartura de alimentos

      Eliminação das doenças, Isaías 25:8;

      da tristeza e da morte Revelação 21:1, 4

      Um mundo unido na adoração do Revelação 15:3, 4

      Deus verdadeiro

      [Quadro/Fotos na página 19]

      Você se beneficiará?

      Deus não pode mentir! — Tito 1:2.

      Jeová diz: “A minha palavra  . . . não voltará a mim sem resultados, mas certamente fará aquilo em que me agradei e terá êxito certo naquilo para que a enviei.” — Isaías 55:11.

      Jeová já está criando “novos céus e uma nova terra”. O governo celestial já está em operação. O alicerce da “nova terra” já foi lançado.

      Depois de mencionar algumas das maravilhas que “um novo céu e uma nova terra” farão pela humanidade, Revelação (Apocalipse) cita as palavras do próprio Deus, o Soberano Universal: “Eis que faço novas todas as coisas.” Ele diz também: “Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.” — Revelação 21:1, 5.

      A pergunta fundamental é: Estamos fazendo os ajustes necessários a fim de sermos considerados dignos de fazer parte dessa “nova terra” que será governada pelos “novos céus”?

  • Terem acatado o alerta salvou-lhes a vida
    Mantenha-se Vigilante!
    • Terem acatado o alerta salvou-lhes a vida

      JESUS CRISTO alertou a respeito do fim do sistema judaico, que se centralizava no templo em Jerusalém. Ele não forneceu a data em que isso aconteceria. Mas falou de eventos que levariam a essa destruição. Exortou seus discípulos a se manterem vigilantes e a sair da zona de perigo.

      Jesus predisse: “Quando virdes Jerusalém cercada por exércitos acampados, então sabei que se tem aproximado a desolação dela.” Ele disse também: “Quando avistardes a coisa repugnante que causa desolação . . . estar em pé num lugar santo, . . . então, os que estiverem na Judéia comecem a fugir para os montes.” Jesus exortou seus discípulos a não retornarem para salvar bens materiais. Para salvar a vida, teriam de fugir com urgência. — Lucas 21:20, 21; Mateus 24:15, 16.

      A fim de acabar com uma revolta prolongada, Céstio Galo chefiou forças romanas contra Jerusalém, em 66 EC. Ele chegou a entrar na cidade e sitiou o templo. A cidade ficou em tumulto. Quem estava vigilante podia ver a iminência do desastre. Mas como fugir? Inesperadamente, Céstio Galo retirou suas tropas. Os judeus revoltosos as perseguiram. Era o momento de fugir de Jerusalém e de toda a Judéia!

      No ano seguinte, as tropas romanas retornaram, comandadas por Vespasiano e seu filho Tito. O país inteiro ficou envolvido na guerra. No início de 70 EC, os romanos cercaram Jerusalém com uma fortificação de estacas pontiagudas. Todas as saídas da cidade foram bloqueadas. (Lucas 19:43, 44) As facções dentro da cidade se massacraram. Os sobreviventes foram mortos pelos romanos ou levados cativos. A cidade e seu templo foram destruídos totalmente. Segundo Josefo, historiador judeu do primeiro século, mais de um milhão de judeus morreram depois de muito sofrimento. O templo jamais foi reconstruído.

      Se os cristãos ainda estivessem em Jerusalém em 70 EC, teriam sido mortos ou escravizados como todos os outros habitantes. No entanto, historiadores antigos relatam que os cristãos haviam acatado o alerta divino e fugido — tanto de Jerusalém como de toda a Judéia — para os montes a leste do rio Jordão. Alguns se estabeleceram em Pela, na província da Peréia. Haviam saído da Judéia e não retornaram. Terem acatado o alerta de Jesus salvou-lhes a vida.

      Você leva a sério alertas de fontes conceituadas?

      Tendo ouvido falar de muitos alertas infundados, muitas pessoas não levam mais a sério nenhum alerta. Contudo, acatar alertas pode salvar sua vida.

      Na China, em 1975, foram dados alertas a respeito de um terremoto. As autoridades tomaram medidas. As pessoas acataram os alertas. Muitos milhares de vidas foram salvas.

      Em abril de 1991 nas Filipinas, os aldeões que moravam nas encostas do monte Pinatubo informaram que o monte estava expelindo vapor e cinzas. Depois de monitorar a situação por dois meses, o Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia alertou a respeito do perigo iminente. Logo, dezenas de milhares de pessoas foram retiradas da área. Cedo no dia 15 de junho, uma poderosa explosão lançou para o ar mais de 8 quilômetros cúbicos de matéria pulverizada, que depois se espalhou pela região. Acatar o alerta salvou milhares de vidas.

      A Bíblia alerta sobre o fim do atual sistema mundial. Vivemos nos últimos dias. Com a proximidade do fim, você se mantém vigilante? Está tomando medidas para ficar fora da zona de perigo? Com senso de urgência, está alertando outros a fazer o mesmo?

      [Foto na página 20]

      Acatar o alerta salvou muitas vidas quando o monte Pinatubo expeliu cinzas vulcânicas

      [Foto na página 21]

      A vida dos cristãos que acataram o alerta de Jesus foi poupada na destruição de Jerusalém, em 70 EC

  • “Não fizeram caso”
    Mantenha-se Vigilante!
    • “Não fizeram caso”

      DESCONSIDERAR alertas pode ser desastroso.

      A cidade de Darwin, na Austrália, preparava-se para certas festividades, em 1974, quando sirenes soaram o alerta da proximidade de um ciclone. Mas por quase 30 anos a cidade não era castigada por um ciclone. Por que agora? A maioria dos moradores só encarou o perigo como realmente grave depois que ventos furiosos começaram a arrancar telhados e paredes das casas em que se abrigavam. Na manhã seguinte, a cidade estava arrasada.

      Na Colômbia, em novembro de 1985, um vulcão entrou em erupção. Neve e gelo derretidos criaram um mar de lama que sepultou mais de 20.000 pessoas na cidade de Armero. Não houve aviso antecipado? A montanha já tremia por meses. Mas, acostumados a viver perto de um vulcão, a maioria das pessoas em Armero não se preocupava com isso. Autoridades foram avisadas de que o desastre era iminente, mas pouco fizeram para alertar o público. Anúncios no rádio tentavam tranqüilizar a população. O alto-falante da igreja foi usado para exortar as pessoas a permanecerem calmas. Durante a noite, houve duas explosões espetaculares. Você teria abandonado seus pertences e fugido? Poucos fizeram isso, até ser tarde demais.

      Os geólogos não raro predizem com notável acerto onde ocorrerão terremotos. Mas dificilmente podem prever com exatidão quando acontecerão. Em 1999, terremotos ao redor do mundo ceifaram 20.000 vidas. Muitos dos que morreram achavam que isso jamais lhes aconteceria.

      Como você reage aos alertas do próprio Deus?

      Com muita antecedência, a Bíblia descreveu vividamente os eventos que identificam os atuais últimos dias. Nesse respeito, ela nos exorta a nos lembrar ‘dos dias de Noé’. “Naqueles dias antes do dilúvio”, as pessoas ocupavam-se com as atividades normais da vida, ainda que, sem dúvida, se preocupassem com a violência prevalecente. Quanto ao alerta que Deus dera por meio de seu servo Noé, elas ‘não fizeram caso, até que veio o dilúvio e as varreu a todas’. (Mateus 24:37-​39) Você teria acatado o alerta? Está acatando hoje?

      E se você tivesse vivido em Sodoma, perto do mar Morto, nos dias de Ló, sobrinho de Abraão? A paisagem rural era paradísica. A cidade era próspera. As pessoas viviam tranqüilas. “Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam, construíam.” Mas a sociedade em que viviam era extremamente imoral. Você teria acatado o alerta quando Ló denunciou a perversidade? Teria escutado quando ele disse que Deus havia determinado destruir a cidade de Sodoma? Ou teria encarado isso como brincadeira, como fizeram os prospectivos genros de Ló? Será que teria começado a fugir, mas depois olhado para trás, como fez a esposa de Ló? Embora outros não tivessem levado a sério o alerta, no dia em que Ló saiu de Sodoma, “choveu do céu fogo e enxofre, e destruiu a todos”. — Lucas 17:28, 29.

      A maioria das pessoas hoje não faz caso. Mas os exemplos acima foram preservados na Palavra de Deus como alerta, para nos incentivar a MANTER A VIGILÂNCIA!

      [Quadro/Foto na página 22]

      Houve realmente um dilúvio global?

      Muitos críticos dizem “Não”. Mas a Bíblia diz “Sim”.

      O próprio Jesus Cristo falou a respeito do Dilúvio, e ele estava vivo quando isso ocorreu, tendo observado-o desde o céu.

      [Quadro/Foto na página 23]

      Sodoma e Gomorra foram realmente destruídas?

      A arqueologia atesta esse evento.

      A história secular o menciona.

      Jesus Cristo confirmou o ocorrido, e em 14 livros da Bíblia há menção do que aconteceu.

  • “Para que não entreis em tentação”
    Mantenha-se Vigilante!
    • “Para que não entreis em tentação”

      “Mantende-vos vigilantes e orai continuamente, para que não entreis em tentação.” — MATEUS 26:41.

      A PRESSÃO era intensa — sem precedentes para ele. Jesus Cristo, o Filho de Deus, aproximava-se do fim de sua vida na Terra. Ele sabia que logo seria preso, condenado à morte e pregado numa estaca. Sabia que todas as suas decisões e ações refletiriam no nome de seu Pai. Jesus sabia também que estavam em jogo as perspectivas de vida eterna da humanidade. Diante de toda essa pressão, o que ele fez?

      2 Jesus foi ao jardim de Getsêmani, junto com os discípulos. Era um dos lugares preferidos de Jesus. Ali, ele se afastou um pouco dos discípulos. Quando estava sozinho, recorreu ao Pai celestial em busca de força, abrindo seu coração numa oração fervorosa — não apenas uma vez, mas três! Embora fosse perfeito, Jesus não achava que podia enfrentar sozinho a pressão. — Mateus 26:36-44.

      3 Hoje nós também estamos sob pressão. Já consideramos nesta publicação evidências de que estamos nos dias finais deste mundo mau. As tentações e pressões do mundo de Satanás aumentam. As decisões e ações de cada um de nós que afirma servir ao Deus verdadeiro refletem no Seu nome e influem profundamente nas nossas perspectivas individuais de ganhar a vida no Seu novo mundo. Nós amamos a Jeová. Queremos ‘perseverar até o fim’ — o fim de nossa vida ou o fim deste sistema mundial, independentemente do que venha primeiro. (Mateus 24:13) Mas como podemos manter o senso de urgência e permanecer vigilantes?

      4 Sabendo que seus discípulos — tanto os daquele tempo como os atuais — também enfrentariam pressões, Jesus exortou: “Mantende-vos vigilantes e orai continuamente, para que não entreis em tentação.” (Mateus 26:41) Que significado essas palavras têm para nós hoje? Que tentações você enfrenta? E como você pode ‘manter-se vigilante’?

      Tentações para fazer o quê?

      5 Todos nós enfrentamos diariamente a tentação de ceder ao “laço do Diabo”. (2 Timóteo 2:26) A Bíblia nos alerta que Satanás mira especialmente os adoradores de Jeová. (1 Pedro 5:8; Revelação [Apocalipse] 12:12, 17) Com que objetivo? Não necessariamente para tirar a nossa vida. Morrermos fiéis a Deus não significa vitória para Satanás. Ele sabe que Jeová, no seu devido tempo, anulará por meio da ressurreição o dano causado pela morte. — Lucas 20:37, 38.

      6 Satanás quer destruir algo ainda mais valioso do que nossa vida atual — nossa integridade a Deus. Ele tenta provar desesperadamente que pode nos desviar de Jeová. Assim, se Satanás conseguisse nos induzir a ser infiéis — pararmos de pregar as boas novas ou abandonarmos os padrões cristãos — isso seria uma vitória para ele! (Efésios 6:11-13) De modo que o “Tentador” nos confronta com tentações. — Mateus 4:3.

      7 As “ciladas” de Satanás são variadas. (Efésios 6:11, Nova Versão Internacional) Talvez nos tente com materialismo, medo, dúvidas, ou busca de prazeres. Mas um de seus métodos mais eficazes é o desânimo. Como astuto oportunista, ele sabe que o desalento pode nos enfraquecer, tornando-nos vulneráveis. (Provérbios 24:10) Assim, em especial quando estamos “quebrantados” emocionalmente, ele nos tenta a desistir. — Salmo 38:8.

      8 À medida que avançamos nos últimos dias, parece que as causas de desânimo aumentam, e não somos imunes a elas. (Veja o quadro “Alguns fatores de desânimo”.) Seja qual for a causa, o desânimo pode minar a nossa força. ‘Comprar todo o tempo oportuno’ para obrigações espirituais — incluindo o estudo da Bíblia, a assistência às reuniões e a participação no ministério — pode ser um desafio se você estiver física, mental e emocionalmente exausto. (Efésios 5:15, 16) Lembre-se de que o Tentador quer que você desista. Mas agora não é tempo de esmorecer ou de perder o senso de urgência com relação à época em que vivemos! (Lucas 21:34-36) Como você pode resistir às tentações e manter-se vigilante? Considere quatro sugestões úteis.

      ‘Ore continuamente’

      9 Busque o apoio de Jeová por meio da oração. Lembre-se do exemplo de Jesus no jardim de Getsêmani. Sob forte tensão emocional, o que ele fez? Buscou a ajuda de Jeová, orando com tanto fervor que “seu suor tornou-se como gotas de sangue caindo ao chão”. (Lucas 22:44) Pense nisso. Jesus sabia muito bem quem era Satanás. Havia observado do céu todas as tentações que ele usa para enlaçar os servos de Deus. Mesmo assim, Jesus não achou que poderia resistir facilmente a qualquer coisa com a qual esse Tentador o confrontasse. Se o Filho de Deus, que era perfeito, viu a necessidade de orar por ajuda e força divinas, quanto mais nós devemos fazer isso! — 1 Pedro 2:21.

      10 Lembre-se também de que, depois de exortar seus discípulos a ‘orar continuamente’, Jesus disse: “O espírito, naturalmente, está ansioso, mas a carne é fraca.” (Mateus 26:41) A que carne Jesus se referia? Certamente não à sua própria; não havia nada de fraco na sua carne humana perfeita. (1 Pedro 2:22) Mas era diferente no caso dos discípulos. Por causa da imperfeição herdada e de tendências pecaminosas, eles teriam necessidade especial de ajuda para resistir às tentações. (Romanos 7:21-24) É por isso que os exortou — e por extensão a todos os cristãos — a orar por ajuda ao enfrentar tentações. (Mateus 6:13) Jeová responde a tais orações. (Salmo 65:2) Como? Pelo menos de duas maneiras.

      11 Primeiro, Deus nos ajuda a identificar as tentações. As tentações de Satanás são como armadilhas colocadas num caminho escuro. Se você não as enxergar, poderá cair nelas. Por meio da Bíblia e de publicações relacionadas, Jeová revela as armadilhas de Satanás, capacitando-nos assim a não ceder à tentação. Ao longo dos anos, por meio da página impressa, de congressos e de assembléias, temos sido repetidas vezes alertados sobre perigos tais como o temor do homem, a imoralidade sexual, o materialismo e outras tentações satânicas. (Provérbios 29:25; 1 Coríntios 10:8-​11; 1 Timóteo 6:9, 10) Não se sente grato a Jeová por nos alertar contra as artimanhas de Satanás? (2 Coríntios 2:11) Todos esses alertas são uma resposta às orações por ajuda para resistir às tentações.

      12 Segundo, Jeová atende às nossas orações por nos dar força para suportar as tentações. Sua Palavra diz: “Deus  . . . não deixará que sejais tentados além daquilo que podeis agüentar, mas, junto com a tentação, ele proverá também a saída.” (1 Coríntios 10:13) Deus jamais permitirá que uma tentação se torne tão grande que nos falte força espiritual para resistir — se continuarmos a confiar nele. De que modo ele ‘provê a saída’ para nós? Ele ‘dá espírito santo aos que lhe pedirem’! (Lucas 11:13) Esse espírito pode nos ajudar a lembrar de princípios bíblicos que reforcem a nossa determinação de fazer o que é direito e nos ajudem a tomar decisões sábias. ( João 14:26; Tiago 1:5, 6) Pode nos ajudar a demonstrar exatamente as qualidades de que precisamos para vencer tendências erradas. (Gálatas 5:22, 23) O espírito de Deus pode até mesmo mover irmãos na fé a ‘se tornarem um auxílio fortificante’ para nós. (Colossenses 4:11) Não se sente grato de que Jeová atende de maneiras tão amorosas às suas orações por ajuda?

      Tenha expectativas realistas

      13 Para nos manter vigilantes, temos de ter expectativas realistas. Por causa das pressões da vida, todos nós nos cansamos às vezes. Mas temos de nos lembrar que Deus nunca prometeu nos dar uma vida sem problemas neste velho sistema. Até mesmo nos tempos bíblicos, os servos de Deus enfrentaram adversidades, como perseguição, pobreza, depressão e doença. — Atos 8:1; 2 Coríntios 8:1, 2; 1 Tessalonicenses 5:14; 1 Timóteo 5:23.

      14 Hoje nós também temos problemas. Talvez soframos perseguição, ansiedade financeira, depressão, doença ou outros padecimentos. Mas se Jeová nos protegesse milagrosamente contra todo e qualquer dano, não daria isso base para Satanás zombar de Jeová? (Provérbios 27:11) Jeová de fato permite que seus servos sejam tentados e provados, em alguns casos mesmo até a morte prematura às mãos de opositores. — João 16:2.

      15 O que, então, Jeová prometeu? Como já vimos, ele prometeu nos dar condições de resistir a qualquer tentação que enfrentemos, contanto que confiemos plenamente nele. (Provérbios 3:5, 6) Por meio de sua Palavra, seu espírito e sua organização, ele nos protege espiritualmente, ajudando-nos a preservar nossa relação com ele. Com essa relação intacta, mesmo se morrermos, seremos vencedores. Nada — nem a morte — pode impedir que Deus recompense seus servos fiéis. (Hebreus 11:6) E, no iminente novo mundo, Jeová não deixará de cumprir todas as suas outras promessas maravilhosas de bênçãos para aqueles que o amam. — Salmo 145:16.

      Tenha em mente as questões

      16 Para perseverar até o fim, é preciso ter em mente as questões envolvidas na razão de Deus ter permitido a maldade. Se os nossos problemas às vezes parecerem arrasadores e nos sentirmos tentados a desistir, faremos bem em lembrar a nós mesmos que Satanás desafiou a legitimidade da soberania de Jeová. O Enganador questionou também a devoção e a integridade dos adoradores de Deus. ( Jó 1:8-11; 2:3, 4) Essas questões, e o modo como Jeová decidiu resolvê-las, são mais relevantes do que qualquer um de nós como pessoa. Como assim?

      17 Ter Deus permitido temporariamente as aflições fez com que houvesse tempo para outros aceitarem a verdade. Pense nisso: Jesus sofreu para que pudéssemos ter vida eterna. ( João 3:16) Não somos gratos por isso? Mas estamos dispostos a suportar aflições por mais um pouco, para que ainda outros possam ganhar a vida eterna? Para perseverar até o fim, temos de reconhecer que a sabedoria de Jeová é muito superior à nossa. (Isaías 55:9) O dia e hora que ele marcou para acabar com a maldade será a melhor época para resolver em definitivo as questões, e também a melhor época para nosso próprio bem-estar eterno. Realmente, como poderia ser diferente? Deus não comete injustiça! — Romanos 9:14-24.

      ‘Achegue-se a Deus’

      18 Para não perdermos o senso de urgência, temos de nos manter achegados a Jeová. Nunca se esqueça de que Satanás faz tudo ao seu alcance para destruir a nossa boa relação com Jeová. Satanás quer que acreditemos que o fim jamais virá, e que é inútil pregar as boas novas ou viver de acordo com as normas bíblicas. Mas ele ‘é mentiroso e pai da mentira’. ( João 8:44) Temos de estar decididos a ‘nos opor’ ao Diabo. Nunca devemos tratar com descaso a nossa relação com Jeová. A Bíblia nos exorta amorosamente: “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós.” (Tiago 4:7, 8) Como podemos nos achegar ainda mais a Jeová?

      19 Meditar com oração é vital. Quando as pressões da vida parecerem sobrepujantes, abra seu coração a Jeová. Quanto mais específico você for, mais fácil será ver Sua resposta aos seus pedidos. A resposta talvez nem sempre seja exatamente aquela que você imaginava, mas, se seu desejo é honrar a Deus e manter a integridade, ele providenciará a ajuda de que você precisa para perseverar. (1 João 5:14) Ao perceber como Deus orienta sua vida, você se achegará ainda mais a ele. Ler e refletir a respeito das qualidades e dos modos de Jeová, revelados na Bíblia, também é essencial. Essa meditação ajuda você a conhecê-Lo melhor; estimula seu coração e aprofunda seu amor a ele. (Salmo 19:14) E esse amor, mais do que qualquer outra coisa, o ajudará a resistir às tentações e a manter-se vigilante. — 1 João 5:3.

      20 Para manter-se achegado a Jeová, é importante também manter-se achegado aos irmãos na fé. Veremos isso na parte final desta publicação.

      PERGUNTAS DE ESTUDO

      • O que Jesus fez quando estava sob extrema pressão pouco antes do fim de sua vida, e que exortação deu aos discípulos? (§§ 1-4)

      • Por que Satanás ataca em especial os adoradores de Jeová, e de que maneiras ele nos tenta? (§§ 5-8)

      • Para resistir às tentações, por que temos de orar continuamente (§§ 9-12), ter expectativas realistas (§§ 13-15), ter sempre em mente as questões envolvidas (§§ 16-17) e ‘achegar-nos a Deus’ (§§ 18-20)?

      [Quadro na página 25]

      Alguns fatores de desânimo

      Doença/idade. Sofrer de doença crônica ou de limitações causadas pela idade avançada pode nos deprimir, por não podermos fazer muito no serviço de Deus. — Hebreus 6:10.

      Desapontamento. Vermos pouca receptividade aos nossos esforços de pregar a Palavra de Deus pode nos desencorajar. — Provérbios 13:12.

      Sentimentos de inutilidade. Após sofrer anos de maus-tratos, a pessoa talvez se convença de que não é amada, nem por Jeová. — 1 João 3:19, 20.

      Sentimentos feridos. Se alguém sofre uma ofensa grave por parte de um irmão na fé talvez fique tão abalado que se sinta tentado a parar de assistir às reuniões cristãs ou de participar no ministério de campo. — Lucas 17:1.

      Perseguição. Talvez você enfrente oposição, perseguição ou zombaria de pessoas de outras crenças. — 2 Timóteo 3:12; 2 Pedro 3:3, 4.

      [Foto na página 26]

      Jesus nos exortou a ‘orar continuamente’ por ajuda na luta contra as tentações

  • “Acima de tudo, tende intenso amor”
    Mantenha-se Vigilante!
    • “Acima de tudo, tende intenso amor”

      “Tem-se aproximado o fim de todas as coisas  . . . Acima de tudo, tende intenso amor uns pelos outros.” — 1 PEDRO 4:7, 8.

      JESUS sabia que as suas últimas horas com os apóstolos seriam preciosas. Sabia também o que estava em reserva para seus seguidores. Eles tinham uma obra colossal a realizar, mas seriam odiados e perseguidos, como ele foi. ( João 15:18-20) Mais de uma vez, naquela última noite juntos, Jesus lembrou-lhes a necessidade de ‘amar uns aos outros’. — João 13:34, 35; 15:12, 13, 17.

      2 O apóstolo Pedro, que estava presente naquela noite, entendeu o ponto. Anos depois, ao escrever um pouco antes da destruição de Jerusalém, ele enfatizou a importância do amor. Aconselhou os cristãos: “Tem-se aproximado o fim de todas as coisas.  . . . Acima de tudo, tende intenso amor uns pelos outros.” (1 Pedro 4:7, 8) As palavras de Pedro têm grande significado para quem vive nos “últimos dias” do atual sistema mundial. (2 Timóteo 3:⁠1) O que é “intenso amor”? Por que é importante ter esse amor ao próximo? E como podemos demonstrar que temos esse amor?

      “Intenso amor” — o que significa?

      3 Muitos pensam que o amor é um sentimento que deve brotar espontaneamente. Mas Pedro não se referia a qualquer tipo de amor; ele falava do amor na sua forma mais sublime. A palavra “amor”, em 1 Pedro 4:⁠8, traduz a palavra grega agape. Esse termo denota amor altruísta governado, ou guiado, por princípios. Certa obra de referência diz: “É possível exigir que se demonstre amor agape, pois não se trata primariamente duma emoção, mas sim duma decisão calculada que resulta em ação.” Visto que temos a tendência inata para o egoísmo, é preciso que sejamos lembrados de nossa obrigação de amar uns aos outros, segundo as diretivas dos princípios divinos. — Gênesis 8:21; Romanos 5:12.

      4 Isso não significa que devemos amar uns aos outros por mero senso de dever. O amor agape não é desprovido de cordialidade e sentimento. Pedro disse que temos de ter “intenso [literalmente, “esticado”] amor uns pelos outros”.a (Nota, NM com Referências) Não obstante, tal amor exige esforço. A respeito da palavra grega traduzida por “intenso”, certo erudito diz: “Ela passa a idéia de músculos retesados de um atleta ao usar sua última reserva de vigor no final duma corrida.”

      5 O nosso amor, portanto, não deve se limitar a fazer apenas o que é fácil, ou restringir-se a uns poucos selecionados. O amor cristão exige esticar o nosso coração, por assim dizer, ou seja, ser amoroso mesmo que fazer isso seja desafiador. (2 Coríntios 6:11-​13) Obviamente, esse tipo de amor é algo que temos de cultivar e aperfeiçoar, assim como um atleta precisa treinar e aprimorar suas habilidades. É vital termos tal amor uns pelos outros. Por quê? Por pelo menos três motivos.

      Por que devemos amar uns aos outros?

      6 Primeiro, “porque o amor [procede] de Deus”. (1 João 4:7) Jeová, a Fonte dessa cativante qualidade, nos amou primeiro. O apóstolo João diz: “Por meio disso é que se manifestou o amor de Deus em nosso caso, porque Deus enviou o seu Filho unigênito ao mundo, para que ganhássemos a vida por intermédio dele.” (1 João 4:9) O Filho de Deus foi ‘enviado’ no sentido de ter-se tornado humano, realizar seu ministério e morrer numa estaca — tudo isso “para que ganhássemos a vida”. Como devemos corresponder a essa expressão superlativa do amor de Deus? João diz: “Se é assim que Deus nos amou, então nós mesmos temos a obrigação de nos amarmos uns aos outros.” (1 João 4:11) Note que João diz “se é assim que Deus nos amou”, ou seja, não apenas a você, mas a nós. O ponto é claro: se Deus ama os nossos irmãos na fé, nós temos de amá-los também.

      7 Segundo, especialmente agora é vital que amemos uns aos outros, ajudando nossos irmãos em necessidade, visto que “tem-se aproximado o fim de todas as coisas”. (1 Pedro 4:7) Vivemos em “tempos críticos, difíceis de manejar”. (2 Timóteo 3:1) As condições mundiais, os desastres naturais e a oposição nos afligem. Em circunstâncias provadoras, temos de nos achegar ainda mais uns aos outros. O amor intenso nos unirá e nos motivará a ‘ter cuidado uns para com os outros’. — 1 Coríntios 12:25, 26.

      8 Terceiro, temos de amar uns aos outros porque não queremos ‘dar margem’ para que o Diabo explore nossas dificuldades. (Efésios 4:27) Ele não hesita em usar as imperfeições de nossos irmãos na fé — suas fraquezas, falhas e erros — como pedras de tropeço. Será que uma observação irrefletida ou uma indelicadeza nos afastariam da congregação? (Provérbios 12:18) Não, se tivermos amor intenso uns pelos outros! Esse amor nos ajuda a manter a paz e a servir a Deus unidamente, “ombro a ombro”. — Sofonias 3:9.

      Como demonstrar amor aos outros

      9 Mostrar amor tem de começar em casa. Jesus disse que seus seguidores genuínos seriam identificados pelo amor entre si. ( João 13:34, 35) O amor tem de ser evidente não apenas na congregação, mas também na família — entre marido e esposa e entre pais e filhos. Não basta sentir amor pelos familiares; é preciso expressá-lo de maneiras positivas.

      10 Como os cônjuges podem mostrar amor entre si? O marido que realmente ama a esposa faz com que ela saiba, por meio de palavras e ações — em público e em particular — de seu profundo afeto por ela. Ele respeita a dignidade da esposa e leva em conta os pensamentos, os pontos de vista e os sentimentos dela. (1 Pedro 3:7) Ele coloca o bem-estar da esposa acima de seu próprio, e faz tudo ao seu alcance para atender às necessidades materiais, espirituais e emocionais dela. (Efésios 5:25, 28) A esposa que realmente ama o marido demonstra-lhe “profundo respeito”, mesmo que ele nem sempre corresponda às suas expectativas. (Efésios 5:22, 33) Ela apóia o marido e lhe é submissa, não faz exigências desarrazoadas, mas coopera com ele em manter em foco os assuntos espirituais. — Gênesis 2:18; Mateus 6:33.

      11 Pais, como podem mostrar amor pelos filhos? A sua disposição de trabalhar arduamente para prover-lhes do sustento é evidência de seu amor. (1 Timóteo 5:8) Mas os filhos precisam mais do que casa, roupa e comida. Para que venham a amar e a servir o Deus verdadeiro, eles precisam de treinamento espiritual. (Provérbios 22:6) Isso significa tirar tempo como família para estudar a Bíblia, participar no ministério e assistir às reuniões cristãs. (Deuteronômio 6:4-7) Ser constante nessas atividades exige considerável sacrifício, especialmente nestes tempos críticos. Seu interesse e empenho em cuidar das necessidades espirituais dos filhos são uma expressão de amor, pois assim vocês demonstram que se interessam pelo bem-estar eterno deles. — João 17:3.

      12 É vital que os pais também mostrem amor por cuidarem das necessidades emocionais dos filhos. As crianças são vulneráveis; seus jovens corações precisam ter certeza do amor de vocês. Digam a elas que vocês as amam e demonstrem muito afeto, pois tais expressões dão a elas a certeza de que merecem ser amadas e que têm valor. Dêem-lhes elogios cordiais e sinceros, pois assim verão que vocês observam e valorizam os esforços delas. Apliquem a disciplina com amor, pois tais corretivos sinalizam para elas que vocês se importam com o tipo de pessoa que estão se tornando. (Efésios 6:4) Todas essas sadias expressões de amor ajudam a criar uma família feliz e bem unida, mais bem preparada para resistir às pressões destes últimos dias.

      13 O amor nos leva a desconsiderar as falhas dos outros. Lembre-se de que ao exortar seus leitores a ter ‘amor intenso uns pelos outros’, Pedro deu o motivo de isso ser tão importante: “Porque o amor cobre uma multidão de pecados.” (1 Pedro 4:8) ‘Cobrir’ pecados não significa ‘encobrir’ pecados graves. Estes são corretamente relatados aos responsáveis na congregação, que cuidam do assunto. (Levítico 5:1; Provérbios 29:24) Seria muito desamoroso — e antibíblico — permitir que pecadores vis continuassem a ferir ou vitimar pessoas inocentes. — 1 Coríntios 5:9-13.

      14 Na maioria dos casos, os erros e falhas de nossos irmãos na fé são pouco importantes. Todos nós às vezes tropeçamos em palavras ou em ações, desapontando ou até mesmo ferindo outros. (Tiago 3:2) Devemos prontamente divulgar os erros dos outros? Esse proceder só serviria para criar rixas na congregação. (Efésios 4:1-3) Se somos governados pelo amor, não ‘divulgamos os defeitos’ de nossos irmãos na fé. (Salmo 50:20) Assim como a massa e a tinta cobrem as imperfeições duma parede, o amor cobre as imperfeições de outros. — Provérbios 17:9.

      15 O amor nos moverá a ajudar os necessitados. Com a contínua piora das condições nestes últimos dias, pode haver ocasiões em que nossos irmãos na fé precisem de ajuda material ou física. (1 João 3:17, 18) Por exemplo, será que um membro da congregação sofreu um grave revés financeiro ou a perda do emprego? Nesse caso, talvez possamos oferecer alguma ajuda material, segundo as nossas possibilidades. (Provérbios 3:27, 28; Tiago 2:14-17) Será que a casa de uma viúva idosa precisa de manutenção? Talvez possamos tomar a iniciativa de ajudar nesse sentido. — Tiago 1:27.

      16 Mostrar amor aos outros não se limita aos que moram na vizinhança. Vez por outra ouvimos relatórios a respeito de servos de Deus em outros países que foram vítimas de fortes tempestades, terremotos ou distúrbios civis. Talvez necessitem desesperadamente de comida, roupa e outros itens. Não importa que sejam de outra raça ou grupo étnico. Temos “amor à associação inteira dos irmãos”. (1 Pedro 2:17) Assim, como as congregações do primeiro século, apoiamos zelosamente os programas de assistência. (Atos 11:27-30; Romanos 15:26) Ao mostrarmos amor em todos esses aspectos, fortalecemos o vínculo que nos une nestes últimos dias. — Colossenses 3:14.

      17 O amor nos move a divulgar as boas novas do Reino. Veja o exemplo de Jesus. Por que ele pregou e ensinou? Ele ‘sentia pena’ das multidões por causa de sua triste condição espiritual. (Marcos 6:34) Eram negligenciadas e desencaminhadas por falsos pastores religiosos, que deviam ter-lhes ensinado verdades espirituais e lhes dado esperança. Assim, movido por profundo e sincero amor e compaixão, Jesus consolou as pessoas com as “boas novas do reino de Deus”. — Lucas 4:16-21, 43.

      18 Hoje, também, muitas pessoas são negligenciadas e desencaminhadas em sentido espiritual, e estão sem esperança. Se, como Jesus, aguçarmos a nossa sensibilidade para com as necessidades espirituais daqueles que ainda não conhecem o Deus verdadeiro, seremos motivados pelo amor e compaixão a transmitir-lhes as boas novas do Reino de Deus. (Mateus 6:9, 10; 24:14) Em vista do pouco tempo que resta, é mais urgente do que nunca divulgar essa mensagem que pode salvar a vida das pessoas. — 1 Timóteo 4:16.

      “Tem-se aproximado o fim de todas as coisas”

      19 Lembre-se de que Pedro introduziu seu conselho de amar uns aos outros com as palavras: “Tem-se aproximado o fim de todas as coisas.” (1 Pedro 4:7) Em breve, Deus substituirá este mundo mau pelo Seu novo mundo justo. (2 Pedro 3:13) Hoje, portanto, não é tempo para se acomodar. Jesus nos exortou: “Prestai atenção a vós mesmos, para que os vossos corações nunca fiquem sobrecarregados com o excesso no comer, e com a imoderação no beber, e com as ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vós instantaneamente como um laço.” — Lucas 21:34, 35.

      20 De todos os modos, portanto, ‘mantenhamo-nos vigilantes’, alertas quanto a onde estamos na corrente do tempo. (Mateus 24:42) Acautelemo-nos contra qualquer tentação de Satanás que nos possa desviar. Jamais permitamos que esse mundo frio e sem amor nos impeça de demonstrar amor pelos outros. Acima de tudo, acheguemo-nos sempre mais ao Deus verdadeiro, Jeová, cujo Reino Messiânico em breve cumprirá Seu propósito glorioso para com a Terra. — Revelação (Apocalipse) 21:4, 5.

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