BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • Fim da ameaça nuclear?
    Despertai! — 1999 | 22 de agosto
    • Além do mais, mesmo com enormes reduções, os Estados Unidos e a Rússia ainda possuem espantosos arsenais de ogivas nucleares. Segundo um grupo de pesquisas chamado Comissão de Política Nuclear, umas 5.000 armas nucleares estão atualmente de prontidão. “Portanto”, diz um relatório do grupo, “se fosse dada uma ordem de disparo nas circunstâncias atuais, 4.000 ogivas [mísseis balísticos intercontinentais] (2.000 de cada lado) poderiam estar rumando para seus alvos em questão de minutos e mais 1.000 ogivas [mísseis balísticos lançados de submarino] poderiam estar a caminho dos alvos logo a seguir”.

      Esse arsenal cria a possibilidade de uma guerra acidental, ou mesmo premeditada. “Um acidente fatal poderia mergulhar o mundo no caos de uma catástrofe termonuclear, contra a vontade de líderes políticos”, alertou o renomado estrategista russo Vladimir Belous. Assim, embora a Guerra Fria possa ter terminado, a ameaça de um holocausto nuclear realmente não acabou. Mas quão grande é essa ameaça? Será que a Terra algum dia ficará livre das armas nucleares? Os próximos artigos abordarão essas perguntas.

  • A ameaça nuclear ainda não acabou!
    Despertai! — 1999 | 22 de agosto
    • Apesar do esvaziamento da Guerra Fria, o espectro do MAD ainda assombra a humanidade. Os estoques de armas nucleares americanos e russos foram reduzidos drasticamente (segundo alguns até à metade), sim, mas ainda existem milhares de ogivas nucleares. Pode, portanto, acontecer um lançamento de foguetes acidental, ou não-autorizado. E, visto que ambas as nações ainda temem um ataque, mesmo que isso pareça improvável, muitos mísseis são mantidos prontos para o disparo.

      É verdade que em 1994 as potências americana e russa concordaram em parar de apontar seus mísseis estratégicos uma para a outra. “Essa mudança, embora seja bem-vinda, tem pouca ou nenhuma importância militar”, observa Scientific American. “Os controladores de mísseis podem realimentar os computadores de direcionamento com as coordenadas do alvo em questão de segundos.”

      Novas armas à vista?

      Não se deve desperceber que a pesquisa e o desenvolvimento de armas nucleares continua. Nos Estados Unidos, por exemplo, o orçamento anual para essas armas é de uns 4,5 bilhões de dólares! Em 1997, o jornal The Toronto Star publicou: “Paradoxalmente, para manter a sua máquina de guerra nuclear os EUA gastam agora mais do que durante a guerra fria. E parte desse dinheiro destina-se a programas com fins ambíguos, que, segundo os críticos, carregam as sementes de uma nova corrida armamentista global.”

      Por exemplo, provocou muita polêmica o projeto multibilionário do governo americano para o controle e administração de seu arsenal nuclear (Stockpile Stewardship and Management Program). Embora o objetivo declarado desse programa seja a manutenção das armas nucleares existentes, os críticos dizem que serve também a objetivos mais sinistros. Diz a revista Bulletin of the Atomic Scientists: “Há planos para reformas, modificações, atualizações e substituições — não apenas para prolongar a vida útil do arsenal nuclear . . . mas também para ‘melhorá-lo’.”

      Em 1997, causou furor o desenvolvimento da bomba nuclear B-61, que tem capacidade de perfurar o solo antes de detonar, podendo assim destruir centros de comando, fábricas e laboratórios subterrâneos. Embora seus defensores digam que seja apenas um aprimoramento de uma bomba antiga, os opositores afirmam que é mesmo uma bomba nova — uma crassa violação de promessas do governo americano de não mais desenvolver armas nucleares.

      Seja como for, Ted Taylor, físico nuclear na Universidade de Princeton, observou: “Acredito que o tipo de pesquisa em curso (nos EUA) também está em curso na Rússia, na França, na Alemanha e em outros países, e acho que alguns de nossos projetos estão empurrando o mundo para uma nova corrida armamentista.” Os críticos afirmam também que a pesquisa, o desenvolvimento e o projeto de novas armas são promovidos ativamente pelos próprios projetistas de armas. Egos feridos, queda de prestígio e dificuldades financeiras podem ser uma forte motivação para esses hábeis cientistas promoverem o ressurgimento da pesquisa armamentista.

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar