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Como a ganância nos afetaDespertai! — 1997 | 8 de janeiro
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Os famintos e agonizantes
Gananciosos interesses nacionais impedem os esforços governamentais de realmente ajudar os pobres. Já em 1952, o cientista e especialista em nutrição, Sir John Boyd Orr, dizia: “Os governos estão preparados para unir homens e recursos para uma guerra mundial, mas as Grandes Potências não estão preparadas para se unir na erradicação da fome e da pobreza do mundo.” — Food Poverty & Power (Pobreza de Alimentos & Poder), de Anne Buchanan.
Alguma ajuda é dada, naturalmente. Mas, qual é a realidade da vida da maioria pobre e abandonada da população mundial? Segundo um relatório recente, apesar da maior oferta de alimentos em certas regiões, a “fome e a desnutrição ainda castigam a maioria dos pobres do mundo . . . Um quinto [mais de um bilhão] de pessoas da população mundial passa fome todos os dias”. O relatório acrescenta: “Além disso, 2 bilhões de pessoas sofrem de ‘fome oculta’ [desnutrição] devido a . . . deficiências [dietéticas] que podem causar graves distúrbios.” (Developed to Death—Rethinking Third World Development [Desenvolvido a Ponto de Morrer — Repensando o Desenvolvimento do Terceiro Mundo]) Esses números certamente mereciam ser manchetes!
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Como a ganância nos afetaDespertai! — 1997 | 8 de janeiro
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O crescente abismo entre ricos e pobres
O jornal The New York Times publicou que James Gustave Speth, um dos diretores do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, declarou que “uma emergente elite global . . . está juntando grande riqueza e poder, ao passo que mais da metade da humanidade é excluída”. Esse perigoso abismo entre ricos e pobres se evidencia ainda mais nas suas palavras: “Mais da metade das pessoas no planeta ainda têm renda inferior a dois dólares por dia — mais de 3 bilhões de pessoas.” Disse mais: “Para os pobres neste mundo de duas classes, isso é um terreno fértil para desesperança, ira e frustração.”
Essa desesperança aumenta com o fato de que muitos ricos parecem não se sensibilizar nem ter compaixão ante os sofrimentos das massas pobres e famintas.
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