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Um remédio prático para aliviar o estresseA Sentinela — 2001 | 15 de dezembro
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Um remédio prático para aliviar o estresse
“Vinde a mim, todos os que estais labutando e que estais sobrecarregados, e eu vos reanimarei.” — MATEUS 11:28.
1, 2. (a) O que há na Bíblia que ajuda a aliviar o estresse excessivo? (b) Quão eficazes foram os ensinos de Jesus?
VOCÊ provavelmente concorda que não é nada bom sofrer estresse demais; isso causa aflição. A Bíblia salienta que toda a criação humana está tão sobrecarregada que muitos esperam ansiosamente ser aliviados da atual vida estressante. (Romanos 8:20-22) Mas as Escrituras mostram também como podemos conseguir desde já um considerável alívio do estresse. Isto se consegue por seguir o conselho e o exemplo de um homem jovem, que viveu há 20 séculos. Ele era carpinteiro, mas amava as pessoas mais do que seu ofício. Quando falava, tocava-lhes o coração, cuidava das suas necessidades, ajudava os fracos e consolava os deprimidos. Ainda mais, ele ajudava muitos a alcançar o potencial espiritual deles. Ficavam assim aliviados do estresse excessivo, como você também pode ficar. — Lucas 4:16-21; 19:47, 48; João 7:46.
2 Este homem, Jesus de Nazaré, não era orientado pela erudição sofisticada que alguns procuravam conseguir em Roma, Atenas ou Alexandria da antiguidade. Mesmo assim, seus ensinos são famosos. Tinham um tema: o governo por meio do qual Deus regerá a nossa Terra com êxito. Jesus explicava também princípios básicos para se viver — princípios que deveras são valiosos hoje em dia. Aqueles que aprendem e aplicam o que Jesus ensinou obtêm benefícios imediatos, inclusive alívio do estresse excessivo. Não apreciaria isso?
3. Que convite grandioso fez Jesus?
3 Você talvez tenha dúvidas. ‘Será que alguém que viveu há tanto tempo pode ser agora significativo na minha vida?’ Pois bem, escute as palavras convidativas de Jesus: “Vinde a mim, todos os que estais labutando e que estais sobrecarregados, e eu vos reanimarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, pois sou de temperamento brando e humilde de coração, e achareis revigoramento para as vossas almas. Pois o meu jugo é benévolo e minha carga é leve.” (Mateus 11:28-30) O que queria dizer com isso? Examinemos essas palavras em alguns pormenores e vejamos como tornam possível o alívio do estresse opressivo.
4. A quem falou Jesus, e por que seus ouvintes talvez achassem difícil fazer o que lhes pedia?
4 Jesus falou a muitos que procuravam desesperadamente fazer o que era lícito, mas que estavam “sobrecarregados”, porque os líderes judaicos tornavam a religião muito pesada. (Mateus 23:4) Eles destacavam infindáveis regras para praticamente todos os aspectos da vida. Não ficaria você estressado ao sempre ouvir “não deve” fazer isso ou aquilo? Em contraste com isso, o convite de Jesus era para se ter a verdade, a justiça e uma vida melhor por escutá-lo. Deveras, o modo de se conhecer o verdadeiro Deus envolvia prestar atenção a Jesus Cristo, porque nele os humanos podiam — e ainda podem — ver como Jeová é. Jesus disse: “Quem me tem visto, tem visto também o Pai.” — João 14:9.
É a sua vida estressante demais?
5, 6. Como se comparam as condições de trabalho e os salários nos dias de Jesus com os nossos?
5 Este assunto talvez o interesse, porque o seu emprego ou a situação da família podem ser muito estressantes para você. Ou você pode ter outras responsabilidades que parecem ser esmagadoras. Neste caso, você é como aquelas pessoas sinceras com quem Jesus se encontrou e a quem ajudou. Por exemplo, considere o problema de conseguir o sustento. Muitos lutam com isso hoje em dia, e o mesmo se dava no tempo de Jesus.
6 Lá naquele tempo, o trabalhador labutava 12 horas por dia, 6 dias por semana, usualmente para ganhar apenas um denário por dia. (Mateus 20:2-10) Como se compara isso com o seu salário ou o de seus amigos? Pode ser difícil comparar os salários antigos com os dos tempos modernos. Um modo de conseguir fazer isso é por considerar o seu poder aquisitivo, o que se pode comprar com o dinheiro. Um erudito diz que, nos dias de Jesus, um pão feito com quatro copos de farinha de trigo equivalia ao salário de uma hora de trabalho. Outro erudito diz que um copo de vinho bom equivalia a duas horas de trabalho. Considerando estes pormenores, pode perceber que as pessoas, naquele tempo, trabalhavam longas e árduas horas para conseguir o sustento. Precisavam de alívio e de ânimo, assim como nós. Se você estiver empregado, talvez seja pressionado a produzir mais. Muitas vezes não temos tempo para tomar decisões com a devida ponderação. Você talvez admita que anseia obter alívio.
7. Qual era a reação à mensagem de Jesus?
7 É evidente que o convite de Jesus, feito a todos os ‘que estavam labutando e que estavam sobrecarregados’, deve ter sido grandemente apreciado por muitos que o ouviam. (Mateus 4:25; Marcos 3:7, 8) E lembre-se de que Jesus acrescentou a promessa: “Eu vos reanimarei.” Esta mesma promessa vigora hoje. Pode favorecer a nós, se ‘estivermos labutando e estivermos sobrecarregados’. E pode favorecer nossos entes queridos, cuja situação provavelmente é similar.
8. Como a criação de filhos e a idade avançada aumentam o estresse?
8 Há outras pressões que as pessoas enfrentam. Criar filhos constitui um grande desafio. Até mesmo ser criança pode ser um desafio. Um número cada vez maior de pessoas de todas as idades se confrontam com problemas de saúde mental e física. E embora muitos vivam mais tempo, os idosos têm problemas peculiares com que lidar, apesar dos avanços da medicina. — Eclesiastes 12:1.
Trabalhar sob o jugo
9, 10. Na antiguidade, de que o jugo era símbolo, e por que Jesus convidou pessoas a tomarem sobre si o jugo dele?
9 Notou que, nas palavras citadas de Mateus 11:28, 29, Jesus disse: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim”? Lá naquele tempo, o homem comum talvez achasse que estava trabalhando sob um jugo. Desde a antiguidade, o jugo tem sido símbolo de escravidão ou servidão. (Gênesis 27:40; Levítico 26:13; Deuteronômio 28:48) Muitos dos diaristas a quem Jesus se dirigiu trabalhavam literalmente com um jugo sobre os ombros, carregando fardos pesados. Dependendo do formato do jugo, podia ser menos desconfortável para o pescoço e os ombros, ou podia esfolá-los. Jesus, como carpinteiro, talvez fabricasse jugos, e ele deve ter sabido fabricar um que era “benévolo”. Pode ter revestido os pontos de contato com couro ou pano, para tornar o jugo o mais confortável possível.
10 Quando Jesus disse: “Tomai sobre vós o meu jugo”, ele pode ter-se comparado a alguém que fornecia jugos bem feitos, que seriam ‘benévolos’ para o pescoço e os ombros do trabalhador. De modo que Jesus acrescentou: “Minha carga é leve.” Isto significava que a barra do jugo não era incômoda para usar, nem o trabalho era escravizante. É verdade que Jesus, por convidar seus ouvintes a aceitar seu jugo, não estava oferecendo alívio imediato de todas as condições opressivas então existentes. Mesmo assim, o ponto de vista diferente que apresentou podia dar-lhes considerável ânimo. Eles ficariam também aliviados por ajustarem seu modo de vida e a maneira de fazerem as coisas. Mais importante, terem uma esperança clara e sólida os ajudaria a achar a vida menos estressante.
Você pode ficar reanimado
11. Por que Jesus não estava apenas sugerindo uma troca de jugos?
11 Queira notar que Jesus não estava dizendo que as pessoas trocariam um jugo por outro. Roma ainda controlaria o país, assim como os governos atuais estão no controle onde quer que os cristãos vivam. A tributação romana, no primeiro século, não ia cessar. Os problemas de saúde e de economia ainda continuariam. A imperfeição e o pecado ainda afetariam as pessoas. Mesmo assim, elas podiam ficar reanimadas por adotarem o ensino de Jesus, assim como nós podemos ficar.
12, 13. O que destacou Jesus como dando reanimação, e como reagiram alguns?
12 Uma aplicação importante da ilustração de Jesus a respeito do jugo tem a ver com a obra de fazer discípulos. Não há dúvida de que a atividade principal de Jesus era a de ensinar outros, dando ênfase ao Reino de Deus. (Mateus 4:23) Portanto, quando ele disse: “Tomai sobre vós o meu jugo”, isto certamente envolvia seguir o seu exemplo nesta atividade. O registro evangélico mostra que Jesus motivou homens sinceros a mudarem de atividade, uma grande preocupação na vida de muitos. Lembre-se de como convocou Pedro, André, Tiago e João: “Vinde após mim, e eu farei que vos torneis pescadores de homens.” (Marcos 1:16-20) Demonstrou àqueles pescadores como seria gratificante se, sob sua orientação e ajuda, eles fizessem o mesmo trabalho que ele fazia e que ocupava o primeiro lugar na sua vida.
13 Alguns dos seus ouvintes judeus entenderam o que ele queria dizer e agiram concordemente. Imagine a cena à beira do lago, que lemos em Lucas 5:1-11. Quatro pescadores haviam trabalhado a noite inteira sem pescar nada. De repente, suas redes se encheram! Isto não aconteceu por acaso; era o resultado da intervenção de Jesus. Quando olharam para a margem, viram uma multidão de pessoas vivamente interessadas nos ensinos de Jesus. Isto ajudou a explicar o que Jesus disse àqueles quatro: ‘Doravante apanhareis vivos a homens.’ Qual foi a reação deles? “Trouxeram . . . os barcos de volta à terra, abandonaram tudo e o seguiram.”
14. (a) Como podemos hoje em dia ficar reanimados? (b) Que boas novas reanimadoras foram proclamadas por Jesus?
14 Basicamente, você pode reagir de modo similar. A obra de ensinar a verdade bíblica às pessoas ainda continua. Cerca de seis milhões de Testemunhas de Jeová no mundo todo aceitaram o convite de Jesus, de ‘tomar sobre si o jugo dele’; tornaram-se “pescadores de homens”. (Mateus 4:19) Alguns fazem disso sua ocupação por tempo integral; outros fazem o que podem parte do tempo. Todos acham isso reanimador, de modo que sua vida fica menos estressante. Envolve fazer o que gostam, falar a outros sobre as boas novas — “as boas novas do reino”. (Mateus 4:23) Sempre dá prazer falar de boas novas, mas especialmente destas boas novas. A Bíblia contém a matéria primária de que precisamos para convencer muitos de que eles podem levar uma vida menos estressante. — 2 Timóteo 3:16, 17.
15. Como pode você beneficiar-se dos ensinos de Jesus a respeito de como viver?
15 Até certo ponto, mesmo os que apenas começaram a aprender algo sobre o Reino de Deus tiraram proveito dos ensinos de Jesus sobre como viver. Muitos podem verazmente dizer que os ensinos de Jesus os reanimaram e lhes ajudaram a mudar de modo de vida. Você pode verificar isso por si mesmo por examinar alguns princípios a respeito de como viver apresentados nos relatos sobre a vida e o ministério de Jesus, especialmente nos Evangelhos escritos por Mateus, Marcos e Lucas.
Um modo de ficar reanimado
16, 17. (a) Onde poderá você encontrar alguns dos ensinos básicos de Jesus? (b) O que é preciso fazer para ficar reanimado por meio da aplicação dos ensinos de Jesus?
16 Na primavera de 31 EC, Jesus fez um discurso que até hoje é famoso no mundo inteiro. Costuma ser chamado de Sermão do Monte. Está registrado nos capítulos 5 a 7 de Mateus, e no capítulo 6 de Lucas, e resume muitos dos seus ensinos. Em outras partes dos Evangelhos poderá encontrar outros ensinos de Jesus. Grande parte das coisas que ele disse se explicam por si mesmas, embora pô-las em prática pode ser desafiador. Por que não lê esses capítulos com cuidado e reflexão? Deixe que o poder das idéias dele influencie seu modo de pensar e sua atitude.
17 É óbvio que os ensinos de Jesus podem ser organizados de modos diferentes. Agrupemos os ensinos básicos de modo a ter um para cada dia do mês, com o objetivo de pô-los em operação na nossa vida. Como? Bem, não passe por eles depressa demais. Lembre-se do governante rico que perguntou a Jesus Cristo: “Por fazer o que hei de herdar a vida eterna?” Quando Jesus recapitulou os requisitos vitais da Lei de Deus, o homem respondeu que já os cumpria. Mesmo assim, deu-se conta de que precisava fazer mais. Jesus o exortou a fazer mais esforço em aplicar os princípios piedosos de modo prático, para ser um discípulo ativo. Pelo visto, o homem não estava disposto a fazer tanto. (Lucas 18:18-23) Por conseguinte, quem hoje quer aprender os ensinos de Jesus precisa lembrar-se de que há uma diferença entre concordar com eles e aplicá-los ativamente, reduzindo assim o estresse.
18. Ilustre como poderá usar o quadro acompanhante de modo proveitoso.
18 Para começar a examinar e a aplicar os ensinos de Jesus, note o ponto 1 no quadro acompanhante. Refere-se a Mateus 5:3-9. Francamente, qualquer um de nós poderia gastar bastante tempo meditando nos conselhos maravilhosos apresentados nesses versículos. No entanto, examinando-os como um todo, o que conclui você a respeito de atitude? Se realmente quiser superar os efeitos de excessivo estresse na sua vida, o que poderá ajudá-lo? Como poderá sair-se melhor por intensificar sua atenção a assuntos espirituais, permitindo que ocupem mais os seus pensamentos? Existe uma preocupação na vida a que você deve dar menos importância, a fim de dar mais atenção a questões espirituais? Se fizer isso, terá mais felicidade agora.
19. O que poderá fazer para obter mais perspicácia e entendimento?
19 Agora, dê um passo mais adiante. Por que não conversar sobre estes versículos com outro servo de Deus, talvez com seu cônjuge, um parente achegado ou um amigo? (Provérbios 18:24; 20:5) Lembre-se de que o governante rico perguntou a alguém — Jesus — sobre o assunto relacionado. A resposta poderia ter aumentado sua perspectiva de felicidade e de vida duradoura. O companheiro de adoração com quem você considerar esses versículos não será como Jesus; mesmo assim, a conversa sobre os ensinos de Jesus beneficiará a ambos. Procure fazer isso logo.
20, 21. Que programa poderá seguir para aprender os ensinos de Jesus, e como poderá avaliar seu progresso?
20 Veja de novo o quadro acompanhante, “Ensinos que o ajudarão”. Estes ensinos estão agrupados para que você tenha pelo menos um deles por dia a considerar. Primeiro, poderá ler o que Jesus disse nos versículos citados. Depois, reflita nas palavras dele. Pense em como poderá aplicá-las na sua vida. Se achar que já está fazendo isso, pense em que mais poderá fazer para viver segundo este ensino divino. Procure aplicá-lo durante aquele dia. Se notar dificuldades para entendê-lo ou para ver como poderá aplicá-lo, use mais um dia para isso. No entanto, lembre-se de que não precisa dominá-lo antes de seguir avante. No dia seguinte, poderá considerar outro ensino. No fim de uma semana, poderá reexaminar quão bem-sucedido você foi em adotar quatro ou cinco ensinos de Jesus. Na segunda semana, acrescente mais, dia após dia. Se achar que deixou de aplicar algum ensino, não fique desanimado. Isto acontecerá com cada cristão. (2 Crônicas 6:36; Salmo 130:3; Eclesiastes 7:20; Tiago 3:8) Prossiga na terceira e na quarta semana.
21 Depois de mais ou menos um mês, talvez tenha abrangido todos os 31 pontos. De qualquer modo, como se sentirá em resultado disso? Não se sentirá um pouco mais feliz, talvez mais descontraído? Mesmo que faça apenas pouco progresso, é provável que sentirá menos estresse, ou pelo menos lidará melhor com ele, e terá um método para prosseguir. Não se esqueça de que há muitos outros pontos excelentes nos ensinos de Jesus que não constam na lista. Por que não procura alguns deles e tenta pô-los em prática? — Filipenses 3:16.
22. Qual pode ser o resultado de se seguir os ensinos de Jesus, mas que aspecto adicional merece ser estudado?
22 Poderá ver que o jugo de Jesus, embora tenha peso, é deveras benévolo. A carga dos seus ensinos e do discipulado é leve. O apóstolo João, querido amigo de Jesus, depois de 60 anos de experiência pessoal, concordou com isso: “O amor de Deus significa o seguinte: que observemos os seus mandamentos; contudo, os seus mandamentos não são pesados.” (1 João 5:3) Você pode ter a mesma confiança. Quanto mais tempo aplicar os ensinos de Jesus, tanto mais constatará que aquilo que torna a vida de muitos estressante demais hoje em dia, não será tão aflitivo para você. Descobrirá que obteve considerável alívio. (Salmo 34:8) No entanto, há ainda outro aspecto do jugo benévolo de Jesus que você precisa considerar. Jesus mencionou também que ele é “de temperamento brando e humilde de coração”. Como se enquadra isso na questão de aprender de Jesus e o imitar? Consideraremos isso no artigo seguinte. — Mateus 11:29.
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Um remédio prático para aliviar o estresseA Sentinela — 2001 | 15 de dezembro
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[Destaque na página 14]
O texto do ano para as Testemunhas de Jeová durante 2002 será: “Vinde a mim, . . . e eu vos reanimarei.” — Mateus 11:28.
[Quadro/Foto nas páginas 12, 13]
Ensinos que o ajudarão
Que proveito você pode tirar dos capítulos 5 a 7 de Mateus? Estes capítulos contêm ensinos dados pelo Instrutor-Mestre, Jesus, num monte da Galiléia. Leia os versículos citados abaixo, usando seu próprio exemplar da Bíblia, e faça a si mesmo as perguntas relacionadas.
1. 5:3-9 O que me diz isso a respeito da minha atitude geral? Como posso esforçar-me para ter mais felicidade? Como posso dar mais atenção às minhas necessidades espirituais?
2. 5:25, 26 O que é melhor do que imitar o espírito contencioso de muitos? — Lucas 12:58, 59.
3. 5:27-30 O que destacam as palavras de Jesus a respeito de fantasias românticas? Evitá-las contribuirá de que maneira para a minha felicidade e paz mental?
4. 5:38-42 Por que devo esforçar-me a evitar a ênfase que a sociedade moderna dá a se ser muito agressivo?
5. 5:43-48 De que proveito será para mim conhecer melhor aqueles com quem me associo e que eu talvez tenha achado serem inimigos? O que isso poderá fazer para reduzir ou eliminar o estresse?
6. 6:14, 15 Se às vezes não estou inclinado a perdoar, seria o motivo básico disso a inveja ou o ressentimento? Como posso mudar?
7. 6:16-18 Tenho a inclinação de me preocupar mais com as aparências do que com quem sou no íntimo? O que me devia preocupar mais?
8. 6:19-32 Como me pode afetar ficar preocupado demais com dinheiro e com o que possuo? Refletir sobre o que me ajudará a continuar equilibrado neste respeito?
9. 7:1-5 Como me sinto quando estou com pessoas de atitude condenatória e crítica, que sempre acham defeitos? Por que é importante que eu evite ser assim?
10. 7:7-11 Se a persistência convém quando faço pedidos a Deus, que dizer dela em outros aspectos da vida? — Lucas 11:5-13.
11. 7:12 Embora eu conheça a Regra de Ouro, com que freqüência aplico este conselho nos tratos com outros?
12. 7:24-27 Visto que sou responsável por orientar a minha própria vida, como posso preparar-me melhor para enfrentar tempestades de dificuldades e ondas de problemas? Por que devo refletir sobre isso agora? — Lucas 6:46-49.
Ensinos adicionais que posso considerar:
13. 8:2, 3 Como posso mostrar compaixão pelos menos favorecidos, assim como Jesus mostrou muitas vezes?
14. 9:9-38 Que papel desempenha na minha vida eu ser misericordioso, e como posso ser ainda mais?
15. 12:19 Aprendendo da profecia a respeito de Jesus, esforço-me a evitar discussões contenciosas?
16. 12:20, 21 O que posso fazer de bem por não esmagar outros quer com palavras quer com ações?
17. 12:34-37 De que eu falo na maior parte do tempo? Sei que, quando espremo uma laranja, sai suco; portanto, por que devo refletir no que há dentro de mim, no meu coração? — Marcos 7:20-23.
18. 15:4-6 Em vista dos comentários de Jesus, o que noto a respeito de ter cuidado amoroso para com os idosos?
19. 19:13-15 Para fazer o que devo tomar tempo?
20. 20:25-28 Por que não é proveitoso exercer autoridade à força? Como posso imitar Jesus neste respeito?
Idéias adicionais, registradas por Marcos:
21. 4:24, 25 De que importância é minha maneira de tratar os outros?
22. 9:50 Se aquilo que digo e faço for de bom gosto, qual será provavelmente o bom resultado disso?
Para finalizar, alguns ensinos registrados por Lucas:
23. 8:11, 14 Se eu deixar que preocupações, riquezas e prazeres dominem a minha vida, que resultado isso pode ter?
24. 9:1-6 Embora Jesus tivesse a capacidade de curar doentes, a que ele dava prioridade?
25. 9:52-56 Fico logo ofendido? Evito o espírito de retaliação?
26. 9:62 Como devo encarar a minha responsabilidade de falar sobre o Reino de Deus?
27. 10:29-37 Como posso provar que para os outros sou um próximo, não um estranho?
28. 11:33-36 Que mudanças posso fazer para simplificar minha vida?
29. 12:15 Qual é a relação entre a vida e os bens que se possuem?
30. 14:28-30 Por tomar tempo para avaliar com cuidado as decisões a tomar, o que poderei evitar, e com que proveito?
31. 16:10-12 Que benefícios posso obter de uma vida de integridade?
[Fotos na página 10]
A obra que salva vidas, sob o jugo de Jesus, é reanimadora
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“Aprendei de mim”A Sentinela — 2001 | 15 de dezembro
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“Aprendei de mim”
“Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, pois sou de temperamento brando e humilde de coração, e achareis revigoramento para as vossas almas.” — MATEUS 11:29.
1. Por que aprendermos de Jesus pode ser agradável e enriquecedor?
JESUS CRISTO sempre pensava, ensinava e agia de forma apropriada. Seu tempo na Terra foi curto, mas teve uma carreira recompensadora e gratificante, e continuou a sentir-se feliz. Fez discípulos e lhes ensinou como adorar a Deus, amar a humanidade e vencer o mundo. (João 16:33) Encheu-lhes o coração de esperança e “lançou luz sobre a vida e a incorrupção por intermédio das boas novas”. (2 Timóteo 1:10) Se você se considera um dos discípulos dele, o que acha que significa ser discípulo dele? Por considerarmos o que Jesus disse a respeito de discípulos, podemos aprender como enriquecer nossa vida. Isto envolve aceitar o ponto de vista dele e aplicar princípios básicos. — Mateus 10:24, 25; Lucas 14:26, 27; João 8:31, 32; 13:35; 15:8.
2, 3. (a) O que significa ser discípulo de Jesus? (b) Por que é importante que nos perguntemos: ‘Discípulo de quem me tornei?’
2 Nas Escrituras Gregas Cristãs, a palavra traduzida “discípulo” refere-se basicamente a alguém que fixa a mente em algo, ou alguém que aprende. Uma palavra relacionada ocorre no nosso texto temático, Mateus 11:29: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, pois sou de temperamento brando e humilde de coração, e achareis revigoramento para as vossas almas.” Deveras, o discípulo é um aprendiz. Os Evangelhos costumam aplicar a palavra “discípulo” aos seguidores achegados de Jesus, que viajavam com ele enquanto pregava e foram instruídos por ele. Algumas pessoas talvez tenham simplesmente aceitado os ensinos de Jesus, mesmo secretamente. (Lucas 6:17; João 19:38) Os escritores dos Evangelhos também mencionaram “os discípulos de João [Batista] e os discípulos dos fariseus”. (Marcos 2:18) Visto que Jesus acautelou seus seguidores a “que se vigiassem . . . do ensino dos fariseus”, podemos perguntar-nos: ‘Discípulo de quem me tornei?’ — Mateus 16:12.
3 Se formos discípulos de Jesus e se tivermos aprendido dele, então outros deviam sentir-se espiritualmente reanimados na nossa presença. Deviam perceber que nos tornamos pessoas de temperamento mais brando e de coração mais humilde. Se no nosso emprego tivermos responsabilidades de gerenciamento, se formos pais ou se tivermos obrigações de pastoreio na congregação cristã, será que os que estão aos nossos cuidados acham que os tratamos assim como Jesus tratou aqueles que estavam aos seus cuidados?
Como Jesus tratava as pessoas
4, 5. (a) Por que não é difícil saber como Jesus tratava os que tinham problemas? (b) O que se deu com Jesus enquanto jantava na casa de um fariseu?
4 Temos de saber como Jesus tratava as pessoas, especialmente as que tinham problemas graves. Isso não deve ser difícil de saber; a Bíblia contém muitos relatórios sobre os encontros de Jesus com as pessoas, algumas delas passando por aflições. Notemos também como os líderes religiosos, especialmente os fariseus, tratavam os que tinham problemas similares. O contraste será esclarecedor.
5 No ano 31 EC, enquanto Jesus estava numa viagem de pregação na Galiléia, ‘certo fariseu pediu a Jesus que jantasse com ele’. Jesus não hesitou em aceitar o convite. “Concordemente, entrou na casa do fariseu e recostou-se à mesa. E eis que uma mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que ele estava recostado numa refeição na casa do fariseu e trouxe um vaso de alabastro com óleo perfumado, e, postando-se atrás, aos pés dele, chorava e principiava a molhar os pés dele com as suas lágrimas, e enxugava-os com os cabelos da sua cabeça. Beijava também ternamente os pés dele e untava-os com o óleo perfumado.” — Lucas 7:36-38.
6. Por que podia a mulher “pecadora” estar na casa do fariseu?
6 Pode imaginar isso? Certa obra de referência afirma: “A mulher (v. 37) aproveitou-se dos costumes sociais que permitiam que pessoas necessitadas visitassem um banquete assim para receber algumas das sobras.” Isto talvez explique como alguém podia entrar sem ser convidado. Pode ter havido outros que esperavam recolher algo no fim da refeição. Todavia, o comportamento desta mulher foi incomum. Não ficou só observando de lado, esperando o fim da refeição. Ela tinha má reputação, sendo “pecadora” de alguma fama, de modo que Jesus sabia ‘dos pecados dela, embora fossem muitos’. — Lucas 7:47.
7, 8. (a) Como teríamos, talvez, reagido em circunstâncias tais como as mencionadas em Lucas 7:36-38? (b) Como reagiu Simão?
7 Imagine que você vivesse lá naquele tempo e estivesse no lugar de Jesus. Como teria reagido? Teria-se sentido constrangido quando esta mulher se chegasse a você? Como o afetaria tal situação? (Lucas 7:45) Teria ficado chocado, horrorizado?
8 Se você tivesse estado entre os convidados, teria tido uma opinião pelo menos similar à de Simão, o fariseu? “À vista disso, o fariseu que o convidara [Jesus] dizia no seu íntimo: ‘Este homem, se fosse profeta, saberia quem e que espécie de mulher é que o toca, que ela é pecadora.’” (Lucas 7:39) Jesus, em contraste, era um homem de profunda compaixão. Compreendeu a aflição da mulher e percebeu a angústia dela. Não somos informados sobre como ela caiu numa vida de pecado. Se ela era mesmo prostituta, os homens da cidade, judeus dedicados, pelo visto não a tinham ajudado.
9. Como reagiu Jesus, e com que possível resultado?
9 Jesus, porém, queria ajudá-la. Disse-lhe: “Teus pecados estão perdoados.” Depois acrescentou: “Tua fé te salvou; vai em paz.” (Lucas 7:48-50) O relato termina com isso. Alguém talvez objete dizendo que Jesus não fez muita coisa por ela. Basicamente, despediu-a com a sua bênção. Acha provável que ela tenha voltado ao seu lastimável modo de vida? Embora não possamos afirmar o que ela fez, note o que Lucas diz a seguir. Ele conta que Jesus viajava “de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e declarando as boas novas do reino”. Lucas relatou também que “certas mulheres” acompanhavam Jesus e seus discípulos, e ‘lhes ministravam dos bens delas’. Não se pode excluir a possibilidade de que esta mulher arrependida e apreciativa estava então entre elas, empreendendo um modo piedoso de vida com a consciência limpa, um renovado senso de objetivo e com um amor muito mais profundo a Deus. — Lucas 8:1-3.
A diferença entre Jesus e os fariseus
10. Por que é proveitoso considerar o relato sobre Jesus e a mulher na casa de Simão?
10 O que podemos aprender deste relato vívido? Emociona-nos, não é verdade? Imagine estar na casa de Simão. Como se sentiria? Reagiria assim como Jesus, ou se sentiria um pouco como o anfitrião fariseu dele? Jesus era o Filho de Deus, de modo que não podemos sentir e agir exatamente como ele. Por outro lado, não queremos logo pensar que somos como Simão, o fariseu. Poucos se orgulhariam de serem farisaicos.
11. Por que não queremos ser considerados fariseus?
11 À base do estudo da evidência bíblica e secular, podemos chegar à conclusão de que os fariseus se tinham em alta estima como guardiães do bem público e do bem-estar nacional. Não os satisfazia que a Lei de Deus fosse fundamentalmente clara e de fácil compreensão. Sempre que lhes parecia que a Lei não era específica, procuravam preencher as aparentes falhas com aplicações específicas, para eliminar qualquer necessidade da consciência. Esses líderes religiosos procuravam inventar um preceito para governar a conduta em todas as situações, mesmo que triviais.a
12. Que conceito tinham os fariseus a respeito de si mesmos?
12 O historiador judeu Josefo, do primeiro século, torna óbvio que os fariseus se consideravam bondosos, gentis, justos e plenamente habilitados para a sua tarefa. Sem dúvida, alguns deles chegavam perto disso. Você talvez pense em Nicodemos. (João 3:1, 2; 7:50, 51) Com o tempo, alguns deles adotaram o modo cristão de viver. (Atos 15:5) O apóstolo cristão Paulo escreveu a respeito de certos judeus, tais como os fariseus:
“Têm zelo de Deus, mas não segundo o conhecimento exato.” (Romanos 10:2) No entanto, os Evangelhos os apresentam da forma como o povo os encaravam — orgulhosos, arrogantes, auto-justos, críticos, condenadores e degradadores.
O conceito de Jesus
13. O que disse Jesus a respeito dos fariseus?
13 Jesus censurava os escribas e os fariseus como sendo hipócritas. “Amarram cargas pesadas e as põem nos ombros dos homens, mas eles mesmos não estão dispostos nem a movê-las com o dedo.” Deveras, a carga era pesada, e o jugo imposto às pessoas era duro. Jesus passou a chamar os escribas e os fariseus de “tolos”. O tolo é uma ameaça para a comunidade. Jesus também chamou os escribas e os fariseus de “guias cegos” e afirmou que eles haviam ‘desconsiderado os assuntos mais importantes da Lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fidelidade’. Quem gostaria de ser considerado por Jesus como fariseu? — Mateus 23:1-4, 16, 17, 23.
14, 15. (a) O modo de Jesus tratar Mateus Levi revela o que sobre os modos de agir dos fariseus? (b) Que lições importantes podemos aprender deste relato?
14 Quase todos os leitores dos relatos evangélicos podem reconhecer a natureza crítica da maioria dos fariseus. Depois de Jesus convidar Mateus Levi, o cobrador de impostos, para se tornar discípulo, Levi fez para ele uma grande festa de recepção. O relato diz: “Em vista disso, os fariseus e seus escribas começaram a murmurar aos discípulos dele, dizendo: ‘Por que é que comeis e bebeis com os cobradores de impostos e os pecadores?’ Em resposta, Jesus disse-lhes: ‘ . . . Eu não vim chamar os que são justos, mas sim pecadores ao arrependimento.’” — Lucas 5:27-32.
15 O próprio Levi entendeu então algo que Jesus disse naquela ocasião: “Ide, pois, e aprendei o que significa: ‘Misericórdia quero, e não sacrifício.’” (Mateus 9:13) Embora os fariseus afirmassem crer nos escritos dos profetas hebreus, eles não aceitavam esta declaração tirada de Oséias 6:6. Se haviam de errar, certificavam-se de que o fariam do lado da obediência à tradição. Cada um de nós poderia perguntar-se: ‘Será que eu tenho a reputação de me apegar fanaticamente a certas regras, tais como as que refletem opiniões pessoais ou modos comuns de encarar um assunto? Ou acham outros que sou primariamente misericordioso e bondoso?’
16. Qual era a maneira farisaica de agir, e como podemos evitar ser como os fariseus?
16 Criticar, criticar, criticar. Esta era a maneira farisaica de agir. Os fariseus procuravam qualquer falha — real ou imaginária. Mantinham as pessoas na defensiva e chamavam atenção às falhas delas. Os fariseus se orgulhavam de pagar o dízimo das menores plantas, tais como a hortelã, o endro e o cominho. Exibiam sua piedade pela vestimenta que usavam e procuravam dirigir a nação. Certamente, se as nossas ações hão de estar em harmonia com o exemplo de Jesus, temos de evitar a tendência de sempre procurar e destacar as falhas de outros.
Como Jesus resolvia problemas?
17-19. (a) Explique como Jesus lidou com uma situação que poderia ter tido sérias conseqüências. (b) O que tornou aquela situação aflitiva e desagradável? (c) Se você tivesse estado lá quando a mulher se aproximou de Jesus, como teria reagido?
17 O modo de Jesus resolver problemas era bem diferente daquele dos fariseus. Considere como Jesus resolveu uma situação que poderia ter sido muito séria. Envolvia uma mulher que por 12 anos padecia dum fluxo de sangue. Pode ler o relato em Lucas 8:42-48.
18 O relato de Marcos diz que a mulher estava “amedrontada e trêmula”. (Marcos 5:33) Por quê? Sem dúvida porque sabia que havia violado a Lei de Deus. Segundo Levítico 15:25-28, uma mulher com um fluxo de sangue fora do comum era impura por todo o tempo que isso durasse, e mais uma semana. Tudo em que ela tocasse e toda pessoa que entrasse em contato com ela ficava aviltada. Para chegar a Jesus, esta mulher tinha de dar um jeito de passar pelo meio da multidão. Ao examinarmos o relato hoje, 2.000 anos depois, nosso coração se compadece da aflição dela.
19 Se você estivesse lá naquela ocasião, como teria encarado a situação? O que teria dito? Note como Jesus tratou aquela mulher de modo bondoso, amoroso e atencioso, nem mesmo aludindo a qualquer problema que ela pode ter causado. — Marcos 5:34.
20. Se Levítico 15:25-28 fosse um requisito atual, com que desafio nos confrontaríamos?
20 Podemos aprender algo deste acontecimento? Suponhamos que você seja ancião numa congregação, que Levítico 15:25-28 ainda seja um requisito cristão e que uma mulher cristã tivesse violado esta lei, sentindo-se desnorteada e abandonada. Como você reagiria? Será que a humilharia publicamente com um conselho crítico? “Ora”, você diz, “eu nunca faria isso! Seguindo o exemplo de Jesus, faria todo esforço para ser bondoso, amoroso, solícito e atencioso”. Muito bem! Mas o desafio é fazer isso, imitando o modelo de Jesus.
21. O que Jesus ensinava às pessoas a respeito da Lei?
21 Essencialmente, as pessoas se sentiam revigoradas, animadas e encorajadas por Jesus. Onde a Lei de Deus era específica, o que ela dizia vigorava. Se a aplicação fosse mais generalizada, a consciência delas entraria em ação e poderiam mostrar seu amor a Deus pelas decisões que tomavam. A Lei dava-lhes margem para viver e agir. (Marcos 2:27, 28) Deus amava os do seu povo, esforçava-se constantemente a favor deles e estava disposto a ser misericordioso quando falhavam. Jesus também era assim. — João 14:9.
Os resultados dos ensinos de Jesus
22. Que atitude mental obtiveram os discípulos de Jesus por aprenderem dele?
22 Os que escutavam a Jesus e se tornavam seus discípulos apreciavam a verdade da declaração dele: “O meu jugo é benévolo e minha carga é leve.” (Mateus 11:30) Nunca se sentiam sobrecarregados, importunados ou criticados por ele. Sentiam-se mais livres, felizes e confiantes quanto ao seu relacionamento com Deus e de um com o outro. (Mateus 7:1-5; Lucas 9:49, 50) Aprenderam dele que ser líder espiritual requer que se seja reanimador para com outros, mostrando humildade de espírito e de coração. — 1 Coríntios 16:17, 18; Filipenses 2:3.
23. Estarem com Jesus ensinou aos discípulos que lição importante e os ajudou a chegar a que conclusões?
23 Além disso, muitos ficaram profundamente impressionados com a importância de continuarem em união com Cristo e adotarem a sua atitude. Ele disse aos seus discípulos: “Assim como o Pai me tem amado e eu vos tenho amado, permanecei no meu amor. Se observardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu tenho observado os mandamentos do Pai e permaneço no seu amor.” (João 15:9, 10) Se haviam de ser bem-sucedidos como ministros e servos de Deus, teriam de aplicar diligentemente o que aprenderam de Jesus, tanto em pregar como em ensinar publicamente as maravilhosas boas novas de Deus, bem como na maneira de lidar com a família e os amigos. Ao passo que a fraternidade aumentasse e se tornasse congregações, eles teriam de lembrar-se vez após vez de que o modo de agir dele era o certo. O que lhes ensinava era a verdade, e a vida que haviam notado que ele levava era deveras a vida a ser seguida. — João 14:6; Efésios 4:20, 21.
24. Que exemplos dados por Jesus devemos seguir?
24 Ao refletir agora em algumas das coisas que consideramos, vê de que forma você pode melhorar? Concorda que Jesus sempre pensava, ensinava e agia de modo correto? Então, anime-se! As palavras encorajadoras que ele dirigiu a nós são: “Se sabeis estas coisas, felizes sois se as fizerdes.” — João 13:17.
[Nota(s) de rodapé]
a “A natureza da diferença [entre Jesus e os fariseus] só é esclarecida à luz de dois entendimentos contrários a respeito de Deus. Para os fariseus, Deus é primariamente alguém que faz exigências; para Jesus, ele é bondoso e compassivo. Naturalmente, o fariseu não negava a bondade e o amor de Deus, mas para ele, estes eram expressos na dádiva da Tora [Lei] e na possibilidade de se cumprir o que se exigia nela. . . . A aderência à tradição oral, com suas regras para a interpretação da lei, era encarada pelo fariseu como o modo de cumprir a Tora. . . . Elevar Jesus o mandamento duplo de amar (Mat. 22:34-40) para o nível duma norma de interpretação e de ele rejeitar a natureza restritiva da tradição oral . . . levou-o a estar em conflito com a casuística farisaica.” — The New International Dictionary of New Testament Theology.
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