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    A Sentinela — 2006 | 15 de abril
    • “Eu estou convosco”

      ‘O mensageiro de Jeová prosseguiu dizendo: . . . “‘Eu estou convosco’, é a pronunciação de Jeová.”’ — AGEU 1:13.

      1. A que paralelo profético para os nossos dias Jesus se referiu?

      VIVEMOS numa época momentosa da História. Como prova o cumprimento de profecias bíblicas, desde 1914 estamos no “dia do Senhor”. (Revelação [Apocalipse] 1:10) Provavelmente você já estudou esse assunto, de modo que sabe que Jesus comparou os “dias do Filho do homem” no poder do Reino aos “dias de Noé” e aos “dias de Ló”. (Lucas 17:26, 28) Assim, a Bíblia indica que se trata de um paralelo profético. Mas existe outro paralelo que merece nossa séria consideração.

      2. Que missão Jeová deu a Ageu e a Zacarias?

      2 Vejamos uma situação que existia nos dias dos profetas hebreus Ageu e Zacarias. Que mensagem, com significado específico para o povo de Jeová atual, transmitiram esses dois profetas fiéis? Ageu e Zacarias eram ‘mensageiros de Jeová’ para os judeus depois que estes voltaram do cativeiro em Babilônia. Eles foram encarregados de assegurar aos israelitas o apoio de Deus na reconstrução do templo. (Ageu 1:13; Zacarias 4:8, 9) Embora os livros de Ageu e de Zacarias sejam pequenos, são parte de ‘toda a Escritura inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, repreender, endireitar as coisas e disciplinar em justiça’. — 2 Timóteo 3:16.

      Livros que devem nos interessar

      3, 4. Por que as mensagens de Ageu e de Zacarias devem nos interessar?

      3 As mensagens de Ageu e de Zacarias certamente foram benéficas para os judeus de seus dias, e suas profecias tiveram um cumprimento naquele tempo. Mas por que podemos ter certeza de que esses dois livros devem ser de interesse para nós hoje? Temos uma pista em Hebreus 12:26-29. Ali o apóstolo Paulo cita Ageu 2:6, que fala de Deus ‘fazer tremer os céus e a terra’. Esse tremor iria, por fim, “subverter o trono de reinos e aniquilar a força dos reinos das nações”. — Ageu 2:22.

      4 Depois de citar Ageu, Paulo diz o que acontecerá com “os reinos das nações” e fala da superioridade do Reino inabalável que os cristãos ungidos receberão. (Hebreus 12:28) Vemos, assim, que as profecias de Ageu e de Zacarias apontavam para um tempo que ainda estava no futuro quando o livro de Hebreus foi escrito, no primeiro século da Era Comum. Ainda existe na Terra um restante de cristãos ungidos, que são herdeiros do Reino messiânico junto com Jesus. Portanto, Ageu e Zacarias com certeza têm significado para os nossos dias.

      5, 6. Que eventos levaram às profecias de Ageu e de Zacarias?

      5 O livro de Esdras fornece algum fundo histórico. Depois da volta dos judeus do cativeiro em Babilônia, em 537 AEC, o Governador Zorobabel e o Sumo Sacerdote Josué (ou Jesua) supervisionaram o lançamento do alicerce do novo templo, em 536 AEC. (Esdras 3:8-13; 5:1) Embora isso causasse muita alegria, os judeus logo ficaram com medo. Os opositores, “o povo da terra”, diz Esdras 4:4, ‘enfraqueciam continuamente as mãos do povo de Judá e o desalentavam com respeito à construção’. Esses inimigos, em especial os samaritanos, fizeram acusações falsas contra os judeus. Tais opositores induziram o rei da Pérsia a proibir a construção do templo. — Esdras 4:10-21.

      6 O entusiasmo inicial pelas obras do templo diminuiu. Os judeus voltaram-se para interesses pessoais. No entanto, em 520 AEC, 16 anos após o lançamento do alicerce, Jeová convocou Ageu e Zacarias para incentivar o povo a reiniciar as obras. (Ageu 1:1; Zacarias 1:1) Reanimados pelos mensageiros de Deus e com clara evidência do apoio de Jeová, os judeus reiniciaram as obras do templo e o terminaram em 515 AEC. — Esdras 6:14, 15.

      7. Que similaridade a situação nos dias dos profetas tem com os tempos modernos?

      7 Você sabe o que tudo isso significa para nós? Temos um trabalho a realizar com relação à pregação das “boas novas do reino”. (Mateus 24:14) Essa obra recebeu ênfase especial depois da Primeira Guerra Mundial. Como os judeus do passado que foram libertados do cativeiro literal em Babilônia, o povo de Jeová atual foi libertado do cativeiro à Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa. Os ungidos de Deus dedicaram-se com afinco a pregar, ensinar e encaminhar pessoas à adoração verdadeira. Essa obra continua em escala ainda maior, e você talvez participe nela. Agora é o tempo para ela ser realizada, pois o fim deste perverso sistema mundial está próximo. Essa obra, designada por Deus, tem de continuar até que ele intervenha nos assuntos humanos na “grande tribulação”. (Mateus 24:21) Isso eliminará a perversidade e permitirá que a adoração verdadeira floresça em toda a Terra.

      8. Por que podemos confiar que Deus apóia a nossa obra?

      8 Como mostram as profecias de Ageu e de Zacarias, podemos ter certeza do apoio e das bênçãos de Jeová ao nos dedicarmos de coração a esse trabalho. Apesar dos esforços de alguns de reprimir os servos de Deus, ou de proibir sua obra designada, nenhum governo tem conseguido impedir o progresso da evangelização. Lembre-se de como Jeová tem abençoado a obra do Reino com aumentos ao longo das décadas após a Primeira Guerra Mundial e até os nossos dias. Mas ainda há muito que fazer.

      9. A que situação do passado devemos dar atenção, e por quê?

      9 De que modo aquilo que aprendemos de Ageu e de Zacarias nos estimula ainda mais a obedecer ao mandamento divino de pregar e ensinar? Vejamos algumas lições que podemos tirar desses dois livros bíblicos. Considere, por exemplo, certos detalhes ligados à construção do templo confiada aos judeus que haviam retornado para Jerusalém, depois do exílio em Babilônia. Como vimos, eles não perseveraram nesse trabalho. Depois de lançarem o alicerce, desanimaram. Que conceito errado haviam desenvolvido? E o que podemos aprender disso?

      O conceito correto

      10. Que conceito errado os judeus desenvolveram, e com que resultado?

      10 Os judeus que haviam retornado diziam: “Não chegou o tempo” para a construção do templo. (Ageu 1:2) No entanto, quando começaram a construção, com o lançamento do alicerce em 536 AEC, eles não diziam isso. Mas deixaram que a oposição de povos vizinhos e a interferência do governo logo os desanimasse. Os judeus passaram a interessar-se mais nas suas próprias casas e no seu próprio conforto. Considerando o contraste entre suas casas decoradas com painéis de madeira excelente e o templo não-terminado, Jeová perguntou: “É tempo de vós mesmos morardes nas vossas casas apaineladas enquanto esta casa está devastada?” — Ageu 1:4.

      11. Por que Jeová precisou aconselhar os judeus nos dias de Ageu?

      11 De fato, as prioridades dos judeus haviam mudado. Em vez de dar primazia ao propósito de Jeová de reconstruir o templo, os do povo de Deus concentravam seus interesses em si mesmos e nas suas casas. O trabalho na casa de adoração de Deus estava abandonado. As palavras de Jeová em Ageu 1:5 incentivavam os judeus: “Fixai o vosso coração nos vossos caminhos.” Jeová lhes dizia que parassem e pensassem no que estavam fazendo, e observassem como estavam sendo afetados por não darem prioridade à construção do templo.

      12, 13. Como Ageu 1:6 descreve a situação dos judeus, e o que significa esse versículo?

      12 Como você pode imaginar, as prioridades mal-estabelecidas dos judeus os afetaram. Note o conceito de Deus em Ageu 1:6: “Semeastes muita semente, mas pouco se recolhe. Come-se, mas não é até à saciedade. Bebe-se, mas não a ponto de se ficar embriagado. Põe-se roupa, mas ninguém se aquece; e quem se assalaria, assalaria-se por uma bolsa furada.”

      13 Os judeus estavam na terra que Deus lhes dera, mas esta não produzia tão bem quanto gostariam. Jeová retinha suas bênçãos, conforme alertara. (Deuteronômio 28:38-48) Sem o seu apoio, os judeus semeavam, mas colhiam pouco. Os alimentos eram escassos. Sem a bênção divina, não havia roupas de inverno suficientes. Até parecia que o dinheiro que recebiam entrava num saco furado, sem beneficiar o assalariado. Mas que dizer da expressão: “Bebe-se, mas não a ponto de se ficar embriagado”? Não pode significar que embriagar-se seria prova das bênçãos de Deus; ele condena a embriaguez. (1 Samuel 25:36; Provérbios 23:29-35) A expressão, na verdade, é mais uma indicação de que os judeus não tinham as bênçãos de Deus. Por mais vinho que produzissem, não seria suficiente para se embriagarem. A Bíblia Nova Vida traduz Ageu 1:6 assim: “Bebeis, mas não dá para saciar-vos.”

      14, 15. Que lição aprendemos de Ageu 1:6?

      14 A lição que devemos aprender de tudo isso não diz respeito a projeto ou decoração de casa. Muito antes do exílio, o profeta Amós havia repreendido os ricos em Israel por causa de suas “casas de marfim” e por ‘se deitarem em leitos de marfim’. (Amós 3:15; 6:4) As belas casas e os lindos móveis não duraram muito. Foram saqueados por conquistadores inimigos. No entanto, anos mais tarde, após um exílio de 70 anos, muitos servos de Deus não haviam aprendido a lição. Será que nós aprenderemos? Seria bom cada um se perguntar: ‘Sinceramente, quanta importância dou à minha casa e sua decoração? Que dizer de buscar mais instrução secular para desenvolver uma carreira, embora isso tome muito tempo por vários anos, excluindo aspectos importantes da minha vida espiritual?’ — Lucas 12:20, 21; 1 Timóteo 6:17-19.

      15 O que lemos em Ageu 1:6 deve fazer-nos lembrar da necessidade de termos as bênçãos de Deus na nossa vida. Aqueles judeus do passado não as tinham, para seu prejuízo. Quer tenhamos muitos bens materiais, quer não, sem as bênçãos de Jeová certamente sofreremos prejuízo espiritual. (Mateus 25:34-40; 2 Coríntios 9:8-12) Mas como podemos receber tais bênçãos?

      Jeová ajuda por meio de seu espírito

      16-18. No contexto do passado, qual é o significado de Zacarias 4:6?

      16 O profeta companheiro de Ageu, Zacarias, foi movido a destacar os próprios meios pelos quais Jeová motivou e abençoou os fiéis naquele tempo. Isso indica como você também será abençoado. Lemos: “‘Não por força militar, nem por poder, mas por meu espírito’, disse Jeová dos exércitos.” (Zacarias 4:6) É provável que já tenha ouvido muitas vezes a citação desse texto, mas que significado ele tinha para os judeus nos dias de Ageu e Zacarias? E que importância tem para você?

      17 Lembre-se de que as palavras inspiradas de Ageu e de Zacarias tiveram um efeito maravilhoso naquele tempo. O que esses dois profetas disseram reanimou os judeus fiéis. Ageu começou a profetizar no sexto mês de 520 AEC, e Zacarias no oitavo mês daquele ano. (Zacarias 1:1) Como se vê em Ageu 2:18, as obras no alicerce do templo foram reiniciadas para valer no nono mês. Desse modo, os judeus foram estimulados à ação e obedeceram a Jeová confiantes no seu apoio. As palavras em Zacarias 4:6 se referem a esse apoio.

      18 Quando os judeus voltaram para sua terra de origem, em 537 AEC, eles não tinham forças militares. Mas Jeová os protegeu e guiou na jornada de Babilônia para Jerusalém. E seu espírito dirigia as coisas quando, pouco tempo depois, eles iniciaram as obras do templo. Quando recomeçassem a trabalhar de todo o coração, Deus os apoiaria por meio de seu espírito santo.

      19. Que forte influência o espírito de Deus venceu?

      19 Por meio de uma série de oito visões, Zacarias recebeu a garantia de que Jeová estaria com seu povo, que terminaria fielmente as obras do templo. A quarta visão, registrada no capítulo 3, mostra que Satanás combatia com vigor os esforços dos judeus de terminar a construção do templo. (Zacarias 3:1) Satanás com certeza não se agradaria de ver o Sumo Sacerdote Josué oficiar em favor do povo num novo templo. Apesar dos empenhos do Diabo de impedir os judeus de construir o templo, o espírito de Jeová cumpriria um papel vital na remoção de obstáculos e no revigoramento dos judeus até o fim das obras.

      20. Como o espírito santo ajudou os judeus a realizar a vontade de Deus?

      20 Parecia haver um obstáculo intransponível de oposição criado por autoridades que haviam conseguido uma proibição da obra. Mas Jeová prometeu que esse aparente “monte” seria removido e se tornaria uma “planície”. (Zacarias 4:7) E isso aconteceu! Numa investigação, o Rei Dario I descobriu um memorando de Ciro que autorizava os judeus a reconstruir o templo. De modo que Dario revogou a proibição e autorizou o uso de dinheiro do tesouro real para ajudar os judeus a financiar as obras. Que reviravolta espantosa! Será que o espírito de Deus teve algo a ver com isso? Sem dúvida. O templo foi terminado em 515 AEC, o sexto ano do reinado de Dario I. — Esdras 6:1, 15.

      21. (a) Nos tempos antigos, em que sentido Deus fez “tremer todas as nações”, e como saíram “as coisas desejáveis”? (b) Como isso se cumpre nos tempos modernos?

      21 Em Ageu 2:5, o profeta lembrou os judeus do pacto que Deus fizera com eles no monte Sinai, ocasião em que “todo o monte tremia muitíssimo”. (Êxodo 19:18) Nos dias de Ageu e Zacarias, Jeová causaria outro abalo, descrito em linguagem figurada nos versículos 6 e 7. O Império Persa enfrentaria instabilidade, mas as obras do templo iriam até o fim. Não-judeus, “as coisas desejáveis de todas as nações”, glorificariam a Jeová junto com os judeus nesse local de adoração. De maneira mais grandiosa em nossos tempos, Deus fez ‘tremer as nações’ por meio de nossa pregação cristã e “as coisas desejáveis de todas as nações” têm vindo adorar a Deus junto com o restante ungido. Realmente, os ungidos e as outras ovelhas juntos estão ‘enchendo de glória a casa de Jeová’. Esses adoradores verdadeiros aguardam o tempo em que Jeová ‘fará tremer os céus e a terra’ em outro sentido. Isso será feito para derrubar e aniquilar o poder dos reinos das nações. — Ageu 2:22.

      22. Em que sentido tem ocorrido o ‘tremor’ das nações, com que resultados, e o que ainda vai acontecer?

      22 Sabemos dos abalos que têm ocorrido em diferentes segmentos simbolizados pelos ‘céus, terra, mar e solo seco’. Um deles foi o lançamento de Satanás, o Diabo, e seus demônios para as vizinhanças da Terra. (Revelação 12:7-12) Além disso, a pregação liderada pelos ungidos de Deus certamente ‘tem feito tremer’ os segmentos terrenos deste sistema mundial. (Revelação 11:18) Apesar disso, “uma grande multidão” das coisas desejáveis de todas as nações tem se juntado ao Israel espiritual em servir a Jeová. (Revelação 7:9, 10) A grande multidão trabalha junto com os cristãos ungidos em pregar as boas novas de que Deus, em breve, ‘fará tremer’ as nações no Armagedom. Isso abrirá o caminho para levar a adoração verdadeira à perfeição em toda a Terra.

  • “Sejam fortes as vossas mãos”
    A Sentinela — 2006 | 15 de abril
    • “Sejam fortes as vossas mãos”

      “Sejam fortes as vossas mãos, vós os que nestes dias estais ouvindo estas palavras da boca dos profetas.” — ZACARIAS 8:9.

      1, 2. Por que os livros de Ageu e de Zacarias merecem nossa atenção?

      AS PROFECIAS de Ageu e de Zacarias foram escritas há uns 2.500 anos, mas certamente são importantes para sua vida. Os relatos bíblicos nesses dois livros não são mera história. Fazem parte de ‘todas as coisas escritas outrora para a nossa instrução’. (Romanos 15:4) Muito do que lemos neles faz-nos lembrar de situações reais que têm surgido desde o estabelecimento do Reino no céu, em 1914.

      2 Referindo-se a eventos e circunstâncias vivenciadas pelo povo de Deus muito tempo antes de seus dias, o apóstolo Paulo declarou: “Estas coisas lhes aconteciam como exemplos e foram escritas como aviso para nós, para quem já chegaram os fins dos sistemas de coisas.” (1 Coríntios 10:11) Assim, pode-se perguntar: ‘Que valor os livros de Ageu e de Zacarias têm para os nossos dias?’

      3. Em que Ageu e Zacarias concentraram sua atenção?

      3 Como vimos no artigo anterior, as profecias de Ageu e de Zacarias focalizam a época em que os judeus, depois de terem sido libertados do cativeiro em Babilônia, voltaram para a terra que Deus lhes tinha dado. Os dois profetas deram atenção à reconstrução do templo. Os judeus lançaram seu alicerce em 536 AEC. Embora alguns judeus idosos se comovessem lembrando do passado, no geral houve muitos ‘gritos de alegria’. Na realidade, porém, algo ainda mais significativo tem ocorrido nos nossos tempos. Como assim? — Esdras 3:3-13.

      4. O que aconteceu pouco depois da Primeira Guerra Mundial?

      4 Pouco depois da Primeira Guerra Mundial, os ungidos de Jeová foram libertados do cativeiro à Babilônia, a Grande. Essa foi uma importante indicação do apoio de Jeová. Antes, parecia que os líderes religiosos e seus associados políticos haviam acabado com a pregação pública e a obra de ensino dos Estudantes da Bíblia. (Esdras 4:8, 13, 21-24) No entanto, Jeová Deus eliminou os obstáculos à obra de pregar e fazer discípulos. Ao longo das décadas desde 1919, a obra do Reino tem aumentado e nada tem sido capaz de impedir seu avanço.

      5, 6. Para que grande realização aponta Zacarias 4:7?

      5 Podemos ter certeza de que a pregação e o ensino realizados pelos servos obedientes de Jeová nos nossos dias continuarão tendo Seu apoio. Em Zacarias 4:7 lemos: “Ele certamente produzirá a pedra de remate. Será aclamada: ‘Quão encantadora! Quão encantadora!’” Para que grande realização em nossos dias isso aponta?

      6 Zacarias 4:7 aponta para o tempo em que a adoração verdadeira do Soberano Senhor será levada a seu estado perfeito nos pátios terrestres de seu templo espiritual. Esse templo é a provisão de Jeová para que possamos adorá-lo com base no sacrifício propiciatório de Jesus Cristo. É verdade que o grande templo espiritual já existe desde o primeiro século EC. No entanto, a adoração verdadeira no seu pátio terrestre ainda precisa ser levada à perfeição. Milhões de adoradores servem agora no pátio terrestre do templo espiritual. Esses, e um grande número de ressuscitados, serão levados à perfeição durante o Reinado Milenar de Jesus Cristo. No fim dos mil anos, apenas adoradores verdadeiros de Deus permanecerão na Terra purificada.

      7. Qual é o papel de Jesus em levar a adoração verdadeira a seu estado perfeito nos nossos dias, e por que isso deve nos incentivar?

      7 O Governador Zorobabel e o Sumo Sacerdote Josué presenciaram o fim das obras do templo, em 515 AEC. Zacarias 6:12, 13 predisse que Jesus desempenharia um papel similar, levando a adoração verdadeira a seu estado perfeito: “Assim disse Jeová dos exércitos: ‘Aqui está o homem cujo nome é Renovo. E ele brotará de seu próprio lugar e certamente construirá o templo de Jeová. E . . . ele, da sua parte, levará a dignidade; e terá de assentar-se e governar no seu trono, e terá de tornar-se sacerdote sobre o seu trono.’” Considerando que Jesus — que está no céu e torna realidade o “Renovo” na linhagem de reis davídicos — apóia a obra do Reino no templo espiritual, será que alguém poderia impedir o avanço dessa obra? De forma alguma! Não é isso um incentivo para levarmos avante o nosso ministério sem nos deixar desviar pelas preocupações do dia-a-dia?

      Prioridades

      8. Por que temos de dar à obra no templo espiritual o primeiro lugar na nossa vida?

      8 Para termos o apoio e as bênçãos de Jeová, precisamos dar à obra no templo espiritual o primeiro lugar na nossa vida. Diferentemente dos judeus que diziam “não chegou o tempo”, temos de nos lembrar de que estamos nos “últimos dias”. (Ageu 1:2; 2 Timóteo 3:1) Jesus predisse que seus seguidores leais pregariam as boas novas do Reino e fariam discípulos. Temos de ter cuidado para não negligenciar nosso privilégio de serviço. A obra de pregação e ensino, interrompida temporariamente pela oposição do mundo, foi reiniciada em 1919, mas ainda não terminou. Esteja certo, porém, de que será terminada.

      9, 10. De que depende recebermos, ou não, as bênçãos de Jeová, e o que isso significa para nós?

      9 As nossas bênçãos serão proporcionais à diligência com que trabalhamos — como povo e individualmente. Note a promessa de Jeová que nos dá essa certeza. Depois que os judeus voltaram a adorá-lo de toda a alma e reiniciaram com zelo as obras no alicerce do templo, Jeová disse: “A partir deste dia concederei bênção.” (Ageu 2:19) Eles recuperariam plenamente Seu favor. Veja agora as bênçãos contidas nesta promessa de Deus: “Haverá a semente de paz; a própria videira dará os seus frutos, e a própria terra dará a sua produção, e os próprios céus darão o seu orvalho; e eu hei de fazer os remanescentes deste povo herdar todas estas coisas.” — Zacarias 8:9-13.

      10 Assim como Jeová abençoou aqueles judeus em sentido espiritual e material, ele nos abençoará se, com diligência e alegria, realizarmos o trabalho que ele nos confiou. Essas bênçãos incluem paz entre nós, segurança, prosperidade e crescimento espiritual. Mas esteja certo de que as bênçãos contínuas de Deus dependem de realizarmos o trabalho no templo espiritual do modo como ele deseja.

      11. Que análise podemos fazer de nós mesmos?

      11 Agora é o tempo para ‘fixar o coração nos nossos caminhos’. (Ageu 1:5, 7) Devemos tirar tempo para analisar quais são as nossas prioridades na vida. As bênçãos de Jeová sobre nós hoje dependem de até que ponto glorificamos seu nome e levamos avante a obra no seu templo espiritual. Você talvez se pergunte: ‘Será que minhas prioridades mudaram? Como se compara meu zelo por Jeová, pela verdade e pela sua obra com o zelo que eu tinha quando fui batizado? Será que meu interesse por uma vida confortável está afetando a atenção que dou a Jeová e ao seu Reino? Estaria o medo do homem — o receio do que os outros poderiam pensar — de alguma forma me restringindo? — Revelação (Apocalipse) 2:2-4.

      12. Que situação entre os judeus destaca Ageu 1:6, 9?

      12 Não queremos que, por negligência de nossa parte na obra de glorificar o seu nome, Deus retenha suas ricas bênçãos. Lembre-se de que, depois de um bom começo, os judeus que haviam voltado do exílio ‘corriam cada um em prol de sua própria casa’, como relata Ageu 1:9. Eles se preocupavam mais com as suas próprias necessidades diárias e estilo de vida. Por isso, ‘pouco se recolhia’, resultando em falta de alimentos, bebida e roupas quentes. (Ageu 1:6) Jeová reteve suas bênçãos. Podemos tirar uma lição disso?

      13, 14. Como podemos aplicar a lição que tiramos de Ageu 1:6, 9, e por que isso é importante?

      13 Não concorda que para sermos abençoados por Jeová temos de evitar buscar nossos próprios interesses em detrimento de sua adoração? Como, por exemplo, quando a atividade ou o interesse que desvia nossa atenção envolve busca de riqueza, planos de enriquecimento rápido, ambiciosos projetos de obter educação superior para seguir uma carreira neste sistema ou cursos de aperfeiçoamento pessoal.

      14 Tais coisas podem não ser erradas em si mesmas. Mas consegue discernir que, do ponto de vista da vida eterna, elas são de fato “obras mortas”? (Hebreus 9:14) Como assim? São espiritualmente mortas, vãs e infrutíferas. Se a pessoa insiste nelas, tais obras podem levar à morte espiritual. Isso aconteceu com alguns cristãos ungidos nos dias dos apóstolos. (Filipenses 3:17-19) E tem acontecido com algumas pessoas nos nossos tempos. Talvez conheça alguns que, aos poucos, se afastaram das atividades cristãs e da congregação; agora não demonstram nenhuma inclinação para voltar ao serviço de Jeová. Certamente esperamos que essas pessoas voltem para Jeová, mas o fato é que se empenhar por “obras mortas” pode resultar na perda do favor e das bênçãos de Jeová. Você sabe o quanto isso pode ser triste. Significaria perder a alegria e a paz produzidas pelo espírito de Deus. E imagine a perda que seria não se beneficiar da calorosa fraternidade cristã. — Gálatas 1:6; 5:7, 13, 22-24.

      15. Como Ageu 2:14 mostra a seriedade de nossa adoração?

      15 Esse assunto é muito sério. Com base em Ageu 2:14, veja como Jeová encarou os judeus que negligenciavam Sua casa de adoração, preferindo apainelar suas próprias casas, quer em sentido literal, quer simbólico. “‘Assim é este povo e assim é esta nação diante de mim’, é a pronunciação de Jeová, ‘e assim é todo o trabalho das suas mãos e tudo o que apresentam ali. É impuro.’” Qualquer sacrifício que, por mera formalidade, os judeus sem zelo oferecessem no altar temporário em Jerusalém seria inaceitável enquanto eles negligenciassem a adoração verdadeira. — Esdras 3:3.

      Garantia de apoio

      16. Com base nas visões dadas a Zacarias, que certeza os judeus podiam ter?

      16 Os judeus obedientes que trabalharam na reconstrução do templo de Deus tinham a garantia do apoio divino, como Jeová indicou por meio de uma série de oito visões dadas a Zacarias. A primeira delas garantia o término do templo e prosperidade para Jerusalém e Judá, contanto que os judeus executassem obedientemente o trabalho. (Zacarias 1:8-17) A segunda visão prometia o fim de todos os governos que se opunham à adoração verdadeira. (Zacarias 1:18-21) Outras visões garantiam: proteção divina na construção, afluência de pessoas de muitas nações na terminada casa de adoração de Jeová, verdadeira paz e segurança, eliminação de obstáculos aparentemente intransponíveis na realização da obra designada por Deus, eliminação da perversidade e supervisão e proteção angélicas. (Zacarias 2:5, 11; 3:10; 4:7; 5:6-11; 6:1-8) Pode-se entender por que, com tais garantias de apoio divino, os obedientes ajustaram seu estilo de vida e deram atenção especial à obra para a qual Deus os havia libertado.

      17. Em vista da garantia que temos, o que devemos nos perguntar?

      17 De modo similar, a garantia que temos do infalível triunfo da adoração verdadeira deve estimular-nos à atividade e motivar-nos a pensar seriamente na casa de adoração de Jeová. Pergunte-se: ‘Se eu acredito que agora é o tempo para pregar as boas novas do Reino e fazer discípulos, será que meus alvos e estilo de vida se harmonizam com a minha convicção? Dedico uma boa quantidade de tempo ao estudo da Palavra profética de Deus, fazendo disso meu interesse e assunto de conversa com companheiros cristãos e com outras pessoas?’

      18. O que nos reserva o futuro, segundo Zacarias, capítulo 14?

      18 Zacarias referiu-se à destruição de Babilônia, a Grande, seguida da guerra do Armagedom. Lemos: “Terá de tornar-se um dia conhecido como pertencente a Jeová. Não será dia, nem será noite; e terá de suceder que ao tempo da noitinha ficará claro.” De fato, o dia de Jeová será um dia escuro e sombrio para seus inimigos na Terra. Mas significará luz e favor contínuos para os adoradores fiéis de Jeová. Zacarias descreveu também como tudo no novo mundo proclamará a santidade de Jeová. A adoração verdadeira no grande templo espiritual de Deus será a única forma de adoração na Terra. (Zacarias 14:7, 16-19) Que garantia! Presenciaremos o cumprimento das coisas preditas e veremos a vindicação da soberania de Jeová. Esse ‘dia pertencente a Jeová’ será muito especial!

      Bênçãos permanentes

      19, 20. Por que você acha animador o texto de Zacarias 14:8, 9?

      19 Depois desse acontecimento fantástico, Satanás e seus demônios serão confinados num abismo de inatividade. (Revelação 20:1-3, 7) Em seguida, fluirão bênçãos durante o Reinado Milenar de Cristo. Zacarias 14:8, 9 diz: “Naquele dia terá de acontecer que sairão de Jerusalém águas vivas, metade delas para o mar oriental e metade delas para o mar ocidental. Isto se dará no verão e no inverno. E Jeová terá de tornar-se rei sobre toda a terra. Naquele dia Jeová mostrará ser um só e seu nome um só.”

      20 “Águas vivas”, ou “um rio de água da vida”, que simbolizam as provisões de Jeová para sustentar a vida, fluirão continuamente do trono do Reino messiânico. (Revelação 22:1, 2) Uma grande multidão de adoradores de Jeová, que terá sobrevivido ao Armagedom, será beneficiada com a libertação da condenação da morte adâmica. Até mesmo os que já morreram serão beneficiados por meio da ressurreição. Assim se iniciará uma nova fase do domínio de Jeová sobre a Terra. Os humanos em todo o mundo reconhecerão a Jeová como Soberano Universal, o único a ser adorado.

      21. Qual deve ser a nossa decisão?

      21 Considerando tudo o que Ageu e Zacarias predisseram e tudo o que se cumpriu, temos sólidos motivos para levar avante a obra que Deus nos encarregou de realizar nos pátios terrestres de seu templo espiritual. Até que a adoração verdadeira seja levada a seu estado perfeito, façamos todos um esforço de manter os interesses do Reino como coisa principal na nossa vida. Zacarias 8:9 nos exorta: “Sejam fortes as vossas mãos, vós os que nestes dias estais ouvindo estas palavras da boca dos profetas.”

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