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Criei meus filhos na África em tempos difíceisDespertai! — 1999 | 22 de outubro
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Quando Bertie foi solto da prisão, decidimos mudar-nos para Bulawayo, pois a mina não estava produzindo bem. Bertie conseguiu um emprego na ferrovia e eu aumentava nossa renda com minhas novas habilidades como costureira.
O trabalho de rebitador que Bertie fazia na ferrovia era considerado essencial, de modo que ele foi isento do serviço militar.
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Após o fim da guerra, Bertie pediu que a ferrovia o transferisse para Umtali (hoje Mutare), uma bela cidade na fronteira com Moçambique. Queríamos servir onde havia maior necessidade de pregadores do Reino e Umtali parecia o lugar perfeito visto que não havia ali nenhuma Testemunha de Jeová. Durante nossa breve estada, todos da família Holtshauzen, com cinco filhos, tornaram-se Testemunhas de Jeová. Atualmente, há 13 congregações na cidade.
Em 1947, nossa família analisou a possibilidade de Bertie voltar ao serviço de pioneiro. Lyall, que voltara do serviço de pioneiro na África do Sul, apoiou a idéia. Na época, Donovan era pioneiro naquele país. Quando a filial na Cidade do Cabo ficou sabendo do desejo de Bertie de ser pioneiro novamente, pediram-lhe que, em vez disso, abrisse um depósito de publicações em Bulawayo. Assim, ele pediu demissão da ferrovia e voltamos para lá.
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Mudança para a Rodésia do Sul
Com o tempo, um irmão de Bertie, Jack, nos convidou para nos juntarmos a ele no seu negócio de mineração de ouro perto de Filabusi, Rodésia do Sul. Eu e Bertie viajamos para lá com Peter, então com um ano, enquanto minha mãe temporariamente tomava conta de Lyall e Donovan.
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Eu e Bertie na prisão
Uma vez por mês, viajávamos para a cidade de Bulawayo, a cerca de 80 quilômetros, para vender ouro no banco. Íamos também a Gwanda, cidadezinha mais próxima de Filabusi, para comprar alimentos e outros artigos necessários e para participar na pregação. Em 1940, um ano depois de irromper a Segunda Guerra Mundial, a nossa obra de pregação foi proscrita na Rodésia do Sul.
Pouco depois, fui presa enquanto pregava em Gwanda. Na época eu esperava meu terceiro filho, Estrella. Enquanto aguardava a decisão da minha apelação, Bertie foi preso por pregar e enviado para Salisbury, a mais de 300 quilômetros de onde morávamos.
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Daí, em 1950, a filial foi transferida para Salisbury, capital da Rodésia do Sul, e nos mudamos para lá também. Compramos uma casa grande na qual moramos durante muitos anos. Sempre havia pioneiros e visitantes em nossa casa, de modo que veio a ser conhecida como “Hotel McLuckie”.
Em 1953, eu e Bertie assistimos ao congresso internacional das Testemunhas de Jeová no Estádio Ianque, em Nova York. Que ocasião inesquecível! Cinco anos depois, Lyall, Estrella, Lindsay e Jeremy, de um ano e quatro meses, assistiram conosco a todos os oito dias do grande congresso internacional de 1958 no Estádio Ianque e no vizinho Campo de Pólo.
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Bertie trabalhou cerca de 14 anos na filial de Salisbury, indo e voltando para casa todos os dias, até que decidimos servir onde havia mais necessidade: nas ilhas Seychelles.
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Retorno perigoso
De volta a Mombaça, pegamos nosso carro e rumamos para o sul ao longo da arenosa estrada costeira. Em Tanga, o motor do carro estragou. Estávamos quase sem dinheiro, mas um parente e outra Testemunha de Jeová nos ajudaram. Enquanto estávamos em Mombaça, um irmão se ofereceu para financiar nossas despesas se fôssemos para o norte, pregar na Somália. Mas eu não estava me sentindo bem, de modo que só queríamos voltar à Rodésia do Sul.
Cruzamos Tanganica até a Niassalândia e descemos pelo lado oeste do lago Niassa (hoje lago Malaui). Passei tão mal que pedi a Bertie que me largasse à beira da estrada para morrer. Estávamos perto da cidade de Lilongwe, de modo que ele me levou ao hospital ali. Injeções de morfina me deram algum alívio. Visto que eu não podia continuar a viagem de carro, Bertie e as crianças foram para Blantyre, a quase 400 quilômetros. Um parente providenciou que, poucos dias depois, eu fosse de avião para lá. De Blantyre, voei de volta para Salisbury, enquanto Bertie e as crianças faziam o resto da viagem de carro.
Como ficamos aliviados ao chegar a Salisbury, à casa de nossa filha Pauline e seu marido! Em 1963, nasceu nosso último filho, Andrew. Ele tinha um pulmão em colapso e imaginava-se que ele não sobreviveria, mas felizmente sobreviveu.
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