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O julgamento da infame meretrizRevelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
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Capítulo 33
O julgamento da infame meretriz
Visão 11 — Revelação 17:1-18
Assunto: Babilônia, a Grande, monta uma fera cor de escarlate, a qual finalmente se volta contra ela e a devasta
Tempo do cumprimento: De 1919 até a grande tribulação
1. O que um dos sete anjos revela a João?
A IRA justa de Jeová tem de ser derramada totalmente, sete tigelas dela! Quando o sexto anjo derramou a sua tigela no local da antiga Babilônia, isso simbolizava apropriadamente a praga que Babilônia, a Grande, está sofrendo ao passo que os eventos avançam rapidamente em direção à guerra final do Armagedom. (Revelação 16:1, 12, 16) Provavelmente, é esse mesmo anjo que agora revela por que e como Jeová executa seus justos julgamentos. João fica cheio de admiração diante do que ouve e vê a seguir: “E um dos sete anjos, que tinham as sete tigelas, veio e falou comigo, dizendo: ‘Vem, mostrar-te-ei o julgamento da grande meretriz que está sentada sobre muitas águas, com a qual os reis da terra cometeram fornicação, enquanto que os que habitam na terra se embriagaram com o vinho da fornicação dela.’” — Revelação 17:1, 2.
2. Que evidência há de que a “grande meretriz” (a) não é a Roma antiga, (b) não é o alto comércio e (c) é uma entidade religiosa?
2 A “grande meretriz”! Por que tal apelido chocante? Quem é ela? Alguns identificaram essa meretriz simbólica com a Roma antiga. Mas Roma era uma potência política. Essa meretriz comete fornicação com os reis da Terra, evidentemente incluindo os reis de Roma. Além disso, depois da destruição dela, “os reis da terra” são mencionados como lamentando o desaparecimento dela. Portanto, ela não pode ser uma potência política. (Revelação 18:9, 10) Além disso, visto que também é lamentada pelos comerciantes do mundo, ela não pode representar o alto comércio. (Revelação 18:15, 16) Lemos, porém, que ‘todas as nações foram desencaminhadas pelas práticas espíritas dela’. (Revelação 18:23) Isso torna claro que a grande meretriz deve ser uma entidade religiosa, mundial.
3. (a) Por que a grande meretriz deve simbolizar mais do que apenas a Igreja Católica Romana ou mesmo toda a cristandade? (b) Que doutrinas babilônicas podem ser encontradas na maioria das religiões orientais, bem como nas seitas da cristandade? (c) O que o cardeal católico romano John Henry Newman admitiu a respeito da origem de muitas das doutrinas, cerimônias e práticas da cristandade? (Veja a nota na página 236.)
3 Que entidade religiosa? É ela a Igreja Católica Romana, como alguns têm afirmado? Ou é ela toda a cristandade? Não, ela deve ser ainda maior do que essas, para poder desencaminhar todas as nações. Ela, de fato, é o inteiro império mundial da religião falsa. Sua origem nos mistérios de Babilônia é evidenciada por terem as religiões em toda a Terra muitas doutrinas e práticas babilônicas em comum. Por exemplo, a crença na inerente imortalidade da alma humana, num inferno de tormento e numa trindade de deuses é encontrada na maioria das religiões orientais, bem como nas seitas da cristandade. A religião falsa, produzida há mais de 4.000 anos na antiga cidade de Babilônia, desenvolveu-se na hodierna monstruosidade, apropriadamente chamada Babilônia, a Grande.a No entanto, por que é descrita pelo repugnante termo de “grande meretriz”?
4. (a) De que maneiras o Israel antigo cometeu fornicação? (b) De que modo destacado Babilônia, a Grande, tem cometido fornicação?
4 Babilônia (ou Babel, significando “Confusão”) atingiu seu apogeu de grandeza no tempo de Nabucodonosor. Era um estado político-religioso com mais de mil templos e capelas. Seu sacerdócio exercia grande poder. Embora Babilônia há muito tenha deixado de existir como potência mundial, a religiosa Babilônia, a Grande, existe e, seguindo o modelo antigo, ela ainda procura influenciar e amoldar os assuntos políticos. Mas será que Deus aprova o envolvimento da religião na política? Nas Escrituras Hebraicas, diz-se que Israel se prostituía quando se envolvia com a adoração falsa, e quando, em vez de confiar em Jeová, se aliava com as nações. (Jeremias 3:6, 8, 9; Ezequiel 16:28-30) Babilônia, a Grande, também comete fornicação. Notavelmente, ela tem feito tudo o que lhe parece conveniente para obter influência e poder sobre os reis governantes da Terra. — 1 Timóteo 4:1.
5. (a) De que destaque os clérigos religiosos gostam? (b) Por que o desejo de ter destaque no mundo está em contradição direta com as palavras de Jesus Cristo?
5 Hoje em dia, líderes religiosos frequentemente se candidatam a altos cargos governamentais, e, em alguns países, participam no governo, até mesmo ocupando cargos ministeriais. Em 1988, dois bem conhecidos clérigos protestantes candidataram-se à presidência dos Estados Unidos. Líderes de Babilônia, a Grande, gostam de estar em destaque; suas fotos muitas vezes são publicadas pela imprensa, em associação com destacados políticos. Em contraste com isso, Jesus evitou o envolvimento político e disse a respeito de seus discípulos: “Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.” — João 6:15; 17:16; Mateus 4:8-10; veja também Tiago 4:4.
‘Meretrício’ Hodierno
6, 7. (a) Como é que o Partido Nazista de Hitler assumiu o poder na Alemanha? (b) Como a concordata feita entre o Vaticano e a Alemanha nazista ajudou Hitler no seu empenho pela dominação do mundo?
6 A grande meretriz, por sua intromissão na política, tem causado indizíveis dores à humanidade. Tome, por exemplo, os fatos por detrás da ascensão de Hitler ao poder na Alemanha — fatos repulsivos, que alguns gostariam de eliminar dos livros de história. Em maio de 1924, o Partido Nazista ocupava 32 cadeiras no Reichstag (parlamento) alemão. Até maio de 1928, essas haviam diminuído para 12 cadeiras. No entanto, em 1930 sobreveio ao mundo a Grande Depressão; aproveitando a sua onda, os nazistas se recuperaram notavelmente, obtendo 230 dentre 608 cadeiras nas eleições alemãs de julho de 1932. Pouco depois, o ex-chanceler Franz von Papen, Cavaleiro Papal, veio em ajuda dos nazistas. Segundo historiadores, Von Papen visionava um novo Sacro Império Romano. Seu próprio curto período como chanceler havia sido um fracasso, de modo que agora esperava obter poder por meio dos nazistas. Até janeiro de 1933, ele granjeara dos barões industriais apoio para Hitler, e, por meio de intrigas astutas, assegurou que Hitler se tornasse chanceler da Alemanha em 30 de janeiro de 1933. Ele mesmo tornou-se vice-chanceler e foi usado por Hitler para obter o apoio dos setores católicos da Alemanha. Dois meses depois de ascender ao poder, Hitler dissolveu o parlamento, mandou milhares de líderes oposicionistas para campos de concentração e iniciou uma campanha aberta de opressão dos judeus.
7 Em 20 de julho de 1933, o interesse do Vaticano no crescente poder do nazismo se demonstrou quando o Cardeal Pacelli (que mais tarde se tornou o Papa Pio XII) assinou em Roma uma concordata entre o Vaticano e a Alemanha nazista. Von Papen assinou o documento como representante de Hitler, e Pacelli conferiu ali a Von Papen a alta condecoração papal da Grã-Cruz da Ordem de Pio.b Tibor Koeves, no seu livro Satan in Top Hat (Satanás de Cartola), escreve sobre isso, declarando: “A Concordata foi uma grande vitória para Hitler. Deu-lhe o primeiro apoio moral recebido do mundo exterior, e isto da fonte mais elevada.” A concordata exigia que o Vaticano retirasse seu apoio do Partido do Centro, católico, da Alemanha, aprovando assim o “estado total” de Hitler, de um só partido.c Além disso, o Artigo 14 declarava: “As nomeações de arcebispos, bispos e semelhantes só serão efetivadas depois de o governador, empossado pelo Reich, ter devidamente verificado que não haja dúvida com respeito a considerações políticas gerais.” Até o fim de 1933 (proclamado “Ano Santo” pelo Papa Pio XI), o apoio do Vaticano havia-se tornado um dos grandes fatores no empenho de Hitler pela dominação do mundo.
8, 9. (a) Como o Vaticano, bem como a Igreja Católica e seu clero, reagiram à tirania nazista? (b) Que declaração os bispos católicos alemães fizeram no começo da Segunda Guerra Mundial? (c) Em que resultaram os relacionamentos político-religiosos?
8 Embora uns poucos sacerdotes e freiras protestassem contra as atrocidades de Hitler — e sofressem por isso — o Vaticano, bem como a Igreja Católica e seu exército de clérigos, deram apoio quer ativo quer tácito à tirania nazista, que eles consideravam como um baluarte contra o avanço do comunismo mundial. Na sua situação privilegiada no Vaticano, o Papa Pio XII, sem críticas, deixou prosseguir o Holocausto contra os judeus e as cruéis perseguições movidas às Testemunhas de Jeová e a outros. É irônico que o Papa João Paulo II, em visita à Alemanha, em maio de 1987, glorificasse a posição antinazista de um único sacerdote sincero. O que faziam os outros milhares de sacerdotes alemães durante o reinado de terror de Hitler? Uma pastoral emitida pelos bispos católicos alemães, em setembro de 1939, no começo da Segunda Guerra Mundial, esclarece esse ponto. Rezava em parte: “Nesta hora decisiva, admoestamos nossos soldados católicos a cumprir com seu dever em obediência ao Führer e a estar prontos para sacrificar toda a sua individualidade. Apelamos para os fiéis, para se juntarem em orações fervorosas, a fim de que a Providência Divina leve esta guerra a um bendito êxito.”
9 Essa diplomacia católica ilustra a espécie de meretrício em que a religião se tem empenhado no decorrer dos últimos 4.000 anos, ao cortejar o Estado político, a fim de conseguir poder e vantagens. Tais relacionamentos político-religiosos têm fomentado guerras, perseguições e miséria humana em vasta escala. Quão feliz se pode sentir a humanidade de que o julgamento de Jeová contra a grande meretriz é iminente. Que seja logo executado!
Sentada Sobre Muitas Águas
10. Quais são as “muitas águas” das quais Babilônia, a Grande, espera proteção, e o que está acontecendo com elas?
10 A antiga Babilônia estava localizada sobre muitas águas — o rio Eufrates e numerosos canais. Estes eram uma proteção para ela, bem como uma fonte de comércio que produzia riquezas, até que se secaram numa única noite. (Jeremias 50:38; 51:9, 12, 13) Babilônia, a Grande, também espera que “muitas águas” a protejam e enriqueçam. Essas águas simbólicas são “povos, e multidões, e nações, e línguas”, quer dizer, todos os bilhões de humanos sobre os quais ela tem dominado e dos quais obtém o seu sustento material. Mas essas águas também se estão secando, ou seja, estão retirando seu apoio. — Revelação 17:15; compare isso com Salmo 18:4; Isaías 8:7.
11. (a) Como é que a antiga Babilônia ‘embriagava toda a terra’? (b) Como é que Babilônia, a Grande, tem ‘embriagado toda a terra’?
11 Além disso, a antiga Babilônia foi descrita como “um copo de ouro na mão de Jeová, embriagando toda a terra”. (Jeremias 51:7) A antiga Babilônia obrigou nações vizinhas a engolir expressões da ira de Jeová quando ela as conquistou militarmente, tornando-as tão fracas como bêbedos. Nesse respeito, ela era instrumento de Jeová. Babilônia, a Grande, também tem feito conquistas a ponto de se tornar um império mundial. Mas ela certamente não é instrumento de Deus. Antes, ela tem servido “os reis da terra” com os quais comete fornicação religiosa. Ela tem satisfeito esses reis por usar as doutrinas mentirosas e práticas escravizadoras dela para manter as massas do povo, “os que habitam na terra”, fracas como homens bêbedos, passivamente subservientes aos seus governantes.
12. (a) De que modo um segmento de Babilônia, a Grande, no Japão, foi responsável por grande parte do derramamento de sangue na Segunda Guerra Mundial? (b) Como as “águas” que apoiavam Babilônia, a Grande, no Japão se retiraram, e com que resultado?
12 O Japão xintoísta é um notável exemplo disso. O soldado japonês doutrinado achava ser a maior honra dar a sua vida pelo imperador — a suprema deidade xintoísta. Durante a Segunda Guerra Mundial, cerca de 1.500.000 soldados japoneses morreram em batalha; quase todos eles achando desonroso render-se. Mas, em consequência da derrota do Japão, o Imperador Hirohito se viu compelido a renunciar à pretensão de ser uma divindade. Isso resultou numa notável retirada das “águas” que apoiavam o segmento xintoísta de Babilônia, a Grande — lamentavelmente só depois de o xintoísmo ter aprovado o derramamento de rios de sangue na guerra no Pacífico! Esse enfraquecimento da influência xintoísta também abriu caminho, nos últimos anos, para mais de 200.000 japoneses, que na grande maioria antes eram xintoístas e budistas, se tornarem ministros dedicados e batizados do Soberano Senhor Jeová.
A Meretriz Monta Uma Fera
13. Que espantoso espetáculo João observa quando o anjo o leva no poder do espírito a um ermo?
13 Que mais revela a profecia sobre a grande meretriz e sua sorte? Conforme João narra a seguir, surge outra cena vívida: “E ele [o anjo] me levou no poder do espírito para um ermo. E avistei uma mulher sentada numa fera cor de escarlate, que estava cheia de nomes blasfemos e que tinha sete cabeças e dez chifres.” — Revelação 17:3.
14. Por que é apropriado que João seja levado para um ermo?
14 Por que é João levado a um ermo? Uma anterior pronúncia de ruína contra a antiga Babilônia foi descrita como “contra o ermo do mar”. (Isaías 21:1, 9) Esta deu o devido aviso de que, apesar de todas as defesas aquosas dela, a antiga Babilônia se tornaria uma desolação sem vida. Portanto, é apropriado que João seja levado na sua visão a um ermo, para ver a sorte de Babilônia, a Grande. Ela também tem de ficar desolada e erma. (Revelação 18:19, 22, 23) João fica espantado, porém, com o que vê ali. A grande meretriz não está sozinha! Está sentada numa monstruosa fera!
15. Que diferenças há entre a fera de Revelação 13:1 e a de Revelação 17:3?
15 Esta fera tem sete cabeças e dez chifres. Trata-se, assim, da mesma fera que João vira anteriormente, que também tem sete cabeças e dez chifres? (Revelação 13:1) Não, pois há diferenças. Esta fera é de cor de escarlate, e, dessemelhantemente da fera anterior, não se diz que tem diademas. Em vez de ter nomes blasfemos apenas nas suas sete cabeças, ela está “cheia de nomes blasfemos”. Todavia, tem de haver uma relação entre esta nova fera e a anterior; as similaridades entre elas são demasiadamente evidentes para serem coincidência.
16. Qual é a identidade da fera cor de escarlate, e o que se declarou sobre o objetivo dela?
16 Então, o que é esta nova fera cor de escarlate? Ela deve ser a imagem da fera que fora produzida às instâncias da fera anglo-americana, a qual tem dois chifres, igual a um cordeiro. Depois de feita a imagem, concedeu-se a essa fera de dois chifres dar fôlego à imagem da fera. (Revelação 13:14, 15) João vê agora a imagem viva e respirando. Ela retrata a organização da Liga das Nações a que a fera de dois chifres deu existência em 1920. O Presidente Wilson, dos Estados Unidos, tinha a visão de que a Liga “fosse um foro de dispensação de justiça para todos os homens, e que extirpasse para sempre a ameaça de guerra”. Quando ela foi ressuscitada após a Segunda Guerra Mundial como Nações Unidas, seu objetivo, segundo os estatutos, era “manter a paz e a segurança internacionais”.
17. (a) Em que sentido a simbólica fera cor de escarlate está cheia de nomes blasfemos? (b) Quem monta a fera cor de escarlate? (c) Como a religião babilônica se vinculou à Liga das Nações e sua organização sucessora desde o começo?
17 Em que sentido está a fera simbólica cheia de nomes blasfemos? No sentido de que os homens estabeleceram esse ídolo multinacional como substituto do Reino de Deus — para realizar o que Deus diz que somente o seu Reino pode realizar. (Daniel 2:44; Mateus 12:18, 21) O notável da visão de João, porém, é que Babilônia, a Grande, monta a fera cor de escarlate. Fiel à profecia, a religião babilônica, especialmente na cristandade, vinculou-se à Liga das Nações e sua organização sucessora. Já em 18 de dezembro de 1918, a entidade agora conhecida como Conselho Nacional das Igrejas de Cristo na América adotou uma declaração que dizia em parte: “Tal Liga não é apenas uma conveniência política; é antes a expressão política do Reino de Deus na Terra. . . . A Igreja pode contribuir o espírito de boa vontade, sem o qual nenhuma Liga das Nações pode perdurar. . . . A Liga das Nações está arraigada no Evangelho. Igual ao Evangelho, seu objetivo é ‘paz na terra, boa vontade para com os homens’.”
18. Como os clérigos da cristandade mostraram seu apoio à Liga das Nações?
18 Em 2 de janeiro de 1919, o jornal San Francisco Chronicle saiu com a manchete de primeira página: “Papa Pede Adoção da Liga das Nações de Wilson.” Em 16 de outubro de 1919, apresentou-se ao Senado dos Estados Unidos uma petição assinada por 14.450 clérigos das principais denominações religiosas, instando com aquele organismo a “ratificar o tratado de paz de Paris, englobando o pacto da liga das nações”. Embora o Senado dos Estados Unidos deixasse de ratificar o tratado, os clérigos da cristandade continuaram a fazer campanha em prol da Liga. E como a Liga foi inaugurada? Um despacho noticioso procedente da Suíça, com data de 15 de novembro de 1920, rezava: “A abertura da primeira sessão da Liga das Nações foi anunciada esta manhã às onze horas pelo toque dos sinos de todas as igrejas em Genebra.”
19. Quando a fera cor de escarlate surgiu, que proceder os da classe de João adotaram?
19 Será que os da classe de João, aquele único grupo na Terra que entusiasticamente aceitava o recente Reino messiânico, participaram com a cristandade em prestar homenagem à fera cor de escarlate? Longe disso! No domingo, 7 de setembro de 1919, o congresso do povo de Jeová em Cedar Point, Ohio, EUA, destacava o discurso público “A Esperança Para a Humanidade Angustiada”. No dia seguinte, o Star-Journal de Sandusky noticiou que J. F. Rutherford, falando a quase 7.000 pessoas, havia afirmado que “é certo . . . que o desagrado do Senhor recairá sobre a Liga, porque os clérigos — católicos e protestantes — que afirmam ser representantes de Deus, abandonaram o plano Dele e endossaram a Liga das Nações, aclamando-a como a expressão política do reino de Cristo na Terra”.
20. Por que era blasfêmia que os clérigos aclamassem a Liga das Nações como “a expressão política do Reino de Deus na Terra”?
20 O triste fracasso da Liga das Nações deveria ter indicado aos clérigos que tais organismos feitos pelo homem não fazem parte do Reino de Deus na Terra. Quanta blasfêmia é afirmar que são! Faz parecer como se Deus fosse partícipe no colossal fracasso que a Liga veio a ser. Quanto a Deus, “perfeita é a sua atuação”. O Reino celestial de Jeová, sob Cristo — e não um conjunto de políticos altercantes, muitos deles ateus — é o meio pelo qual ele trará paz e fará com que se realize a sua vontade na Terra, assim como no céu. — Deuteronômio 32:4; Mateus 6:10.
21. O que mostra que a grande meretriz apoia e admira a organização sucessora da Liga, as Nações Unidas?
21 Que dizer da organização sucessora da Liga, as Nações Unidas? Desde que foi concebido, esse organismo também tem a grande meretriz montada nas costas, visivelmente associada com ela e tentando dirigir o seu destino. Por exemplo, no seu 20.º aniversário, em junho de 1965, representantes da Igreja Católica Romana e da Igreja Ortodoxa Oriental, junto com protestantes, judeus, hindus, budistas e muçulmanos — reputadamente representando dois bilhões da população da Terra — reuniram-se em San Francisco (Califórnia) para solenizar seu apoio e sua admiração à ONU. Em visita à ONU, em outubro de 1965, o Papa Paulo VI descreveu-a como a “maior de todas as organizações mundiais”, e acrescentou: “Os povos da Terra voltam-se para as Nações Unidas como sendo a última esperança de concórdia e paz.” Outro visitante papal, o Papa João Paulo II, dirigiu-se à ONU em outubro de 1979, dizendo: “Faço votos que as Nações Unidas permaneçam sempre o supremo foro da paz e da justiça.” Significativamente, no seu discurso o papa falou muito pouco sobre Jesus Cristo e o Reino de Deus. Durante a sua visita aos Estados Unidos, em setembro de 1987, conforme noticiado pelo jornal The New York Times, “João Paulo falou extensivamente sobre o papel positivo das Nações Unidas na promoção . . . duma ‘nova solidariedade mundial’”.
Um Nome, Um Mistério
22. (a) Em que espécie de animal a grande meretriz escolheu montar? (b) Como João descreve a meretriz simbólica, Babilônia, a Grande?
22 O apóstolo João há de saber logo que a grande meretriz escolhera um animal perigoso para montar. Primeiro, porém, sua atenção se volta para a própria Babilônia, a Grande. Ela está ricamente adornada, mas como é repulsiva! “E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlate, e estava adornada de ouro, e de pedra preciosa, e de pérolas, e tinha na sua mão um copo de ouro cheio de coisas repugnantes e das coisas impuras da sua fornicação. E na sua testa havia escrito um nome, um mistério: ‘Babilônia, a Grande, a mãe das meretrizes e das coisas repugnantes da terra.’ E eu vi que a mulher estava embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus.” — Revelação 17:4-6a.
23. Qual é o nome inteiro de Babilônia, a Grande, e qual é o significado dele?
23 Conforme era costume na Roma antiga, essa prostituta é identificada pelo nome na testa.d É um longo nome: “Babilônia, a Grande, a mãe das meretrizes e das coisas repugnantes da terra.” Esse nome é “um mistério”, algo com sentido oculto. Mas, no tempo devido de Deus, o mistério havia de ser explicado. De fato, o anjo dá a João informações suficientes que permitem aos servos de Jeová hoje discernir o pleno significado desse nome descritivo. Reconhecemos Babilônia, a Grande, como a totalidade da religião falsa. Ela é “a mãe das meretrizes”, porque todas as individuais religiões falsas do mundo, incluindo as muitas seitas da cristandade, são como filhas dela, imitando-a em cometer meretrício espiritual. Ela é também a mãe de “coisas repugnantes” no sentido de que deu à luz uma prole revoltante tal como a idolatria, o espiritismo, a adivinhação, a astrologia, a quiromancia, sacrifícios humanos, prostituição em templos, embriaguez em honra de falsos deuses, e outras práticas obscenas.
24. Por que é apropriado que se veja Babilônia, a Grande, vestida “de púrpura e de escarlate” e “adornada de ouro, e de pedra preciosa, e de pérolas”?
24 Babilônia, a Grande, está vestida “de púrpura e de escarlate”, as cores de realeza, e está “adornada de ouro, de pedra preciosa, e de pérolas”. Quão apropriado! Basta refletir em todos os suntuosos prédios, nas estátuas e nas pinturas raras, nos ícones de valor inestimável, e em outra parafernália religiosa, bem como na astronômica quantidade de propriedades e de dinheiro, que as religiões deste mundo têm acumulado. Quer no Vaticano, quer no império do televangelismo, sediado nos Estados Unidos, quer nos exóticos wats e templos do Oriente, Babilônia, a Grande, tem acumulado — e às vezes perdido — uma fabulosa fortuna.
25. (a) O que é simbolizado pelo conteúdo do “copo de ouro cheio de coisas repugnantes”? (b) Em que sentido a meretriz simbólica está embriagada?
25 Note agora o que a meretriz tem na mão. João deve ter-se espantado diante do que viu — um copo de ouro “cheio de coisas repugnantes e das coisas impuras da sua fornicação”! Trata-se do copo do “vinho da ira da sua fornicação”, com que ela tem embriagado todas as nações. (Revelação 14:8; 17:4) Por fora parece precioso, mas o seu conteúdo é repugnante, impuro. (Veja Mateus 23:25, 26.) Contém todas as práticas e mentiras imundas que a grande meretriz tem usado para seduzir as nações e trazê-las sob a sua influência. Ainda mais revoltante, João vê que a própria meretriz está embriagada, bêbeda do sangue dos servos de Deus! De fato, lemos mais tarde que “nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra”. (Revelação 18:24) Que maciça culpa pelo derramamento de sangue!
26. Que evidência há de culpa pelo derramamento de sangue, por parte de Babilônia, a Grande?
26 No decorrer dos séculos, o império mundial da religião falsa tem derramado oceanos de sangue. Por exemplo, no Japão medieval, templos em Kyoto foram transformados em fortalezas, e monges-guerreiros, invocando “o santo nome de Buda”, combatiam-se uns aos outros até as ruas estarem cheias de sangue. No século 20, os clérigos da cristandade marcharam junto com os exércitos de seus respectivos países, e estes massacraram uns aos outros, com a perda de pelo menos cem milhões de vidas. Em outubro de 1987, o ex-presidente Nixon, dos Estados Unidos, disse: “O século 20 tem sido o mais sangrento da história. Mais pessoas foram mortas nas guerras deste século do que em todas as guerras travadas antes do início do século.” As religiões do mundo são julgadas adversamente por Deus por causa da sua participação em tudo isso; Jeová detesta “mãos que derramam sangue inocente”. (Provérbios 6:16, 17) Anteriormente, João ouvira um clamor do altar: “Até quando, Soberano Senhor, santo e verdadeiro, abster-te-ás de julgar e vingar o nosso sangue dos que moram na terra?” (Revelação 6:10) Babilônia, a Grande, a mãe das meretrizes e das coisas repugnantes da Terra, estará profundamente envolvida quando chegar o tempo para se responder a essa pergunta.
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Solucionado um espantoso mistérioRevelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
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Capítulo 34
Solucionado um espantoso mistério
1. (a) Como João reage ao ver a grande meretriz e sua pavorosa cavalgadura, e por quê? (b) Como os da classe de João hoje reagem diante dos acontecimentos que se desenrolam em cumprimento da visão profética?
QUAL é a reação de João ao ver a grande meretriz e sua pavorosa cavalgadura? Ele mesmo responde: “Pois bem, ao avistá-la, fiquei admirado com grande espanto.” (Revelação 17:6b) A mera imaginação humana nunca poderia inventar tal espetáculo. Mas ali está — lá fora num ermo — uma devassa prostituta sentada numa horripilante fera! (Revelação 17:3) Os da classe de João hoje também se admiram com grande espanto ao passo que os eventos se desenrolam em cumprimento da visão profética. Se as pessoas do mundo pudessem vê-la, exclamariam: ‘Incrível!’ e os governantes do mundo repetiriam isso: ‘Inconcebível!’ Mas a visão torna-se uma assustadora realidade em nossos dias. Os do povo de Deus já tiveram uma notável participação no cumprimento da visão, e isso lhes assegura que a profecia prosseguirá até o seu assombroso clímax.
2. (a) Em resposta ao espanto de João, o que o anjo lhe diz? (b) O que se revelou aos da classe de João, e como se tem feito isso?
2 O anjo nota o espanto de João: “E o anjo disse-me, assim”, prossegue João: “Por que te admiras? Eu te direi o mistério da mulher e da fera que a carrega, que tem as sete cabeças e os dez chifres.” (Revelação 17:7) Ah! o anjo vai agora desvendar o mistério! Ele explica ao espantado João as diversas facetas da visão e os eventos dramáticos que estão para desenrolar-se. Do mesmo modo, tem-se dado entendimento da profecia aos da vigilante classe de João, ao passo que hoje servem sob direção angélica. “Não pertencem a Deus as interpretações?” Iguais ao fiel José, acreditamos que pertencem a Ele. (Gênesis 40:8; veja Daniel 2:29, 30.) Os do povo de Deus se acham como que colocados no centro do palco, ao passo que Jeová lhes interpreta o sentido da visão e o impacto dela nas suas vidas. (Salmo 25:14) Bem na hora certa, abriu ao entendimento deles o mistério da mulher e da fera. — Salmo 32:8.
3, 4. (a) Que discurso público foi proferido por N. H. Knorr em 1942, e como esse discurso identificou a fera cor de escarlate? (b) Que palavras proferidas pelo anjo a João foram consideradas por N. H. Knorr?
3 De 18 a 20 de setembro de 1942, no auge da Segunda Guerra Mundial, as Testemunhas de Jeová, nos Estados Unidos, realizaram sua Assembleia Teocrática do Novo Mundo. A cidade-chave, Cleveland, Ohio, foi interligada por telefone com outras 50 cidades de congresso, tendo um auge de assistência de 129.699. Onde as condições do tempo de guerra o permitiam, outros congressos repetiram o programa, em todo o mundo. Naquela época, muitos do povo de Jeová esperavam que a guerra avançasse progressivamente até a guerra do Armagedom, de Deus; por isso, o título do discurso público: “Paz — Pode Durar?”, suscitou muita curiosidade. Como podia o novo presidente da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA), N. H. Knorr, ousar falar sobre paz, quando parecia que o extremo oposto estava reservado para as nações?a O motivo era que os da classe de João prestavam “mais do que a costumeira atenção” à Palavra profética de Deus. — Hebreus 2:1; 2 Pedro 1:19.
4 Quanta luz lançou o discurso “Paz — Pode Durar?” sobre a profecia? Identificando claramente a fera cor de escarlate de Revelação 17:3 como a Liga das Nações, N. H. Knorr passou a considerar a carreira tormentosa dela à base das seguintes palavras do anjo a João: “A fera que viste era, mas não é, contudo, está para ascender do abismo, e há de ir para a destruição.” — Revelação 17:8a.
5. (a) Como se deu que “a fera . . . era” e depois “não é”? (b) Como N. H. Knorr respondeu à pergunta: “Permanecerá a Liga na cova?”
5 “A fera . . . era.” Sim, havia existido como Liga das Nações de 10 de janeiro de 1920 em diante, tendo numa ou noutra ocasião 63 nações participantes. Mas, um atrás do outro, o Japão, a Alemanha e a Itália se retiraram dela, e a ex-União Soviética foi excluída da Liga. Em setembro de 1939, o ditador nazista da Alemanha desencadeou a Segunda Guerra Mundial.b A Liga das Nações, tendo fracassado em manter a paz no mundo, virtualmente mergulhou num abismo de inatividade. Por volta de 1942, já ficara extinta. Nem antes disso, nem numa data posterior — mas bem naquele tempo crítico — Jeová interpretou ao seu povo a plena profundidade do significado da visão! Na Assembleia Teocrática do Novo Mundo, N. H. Knorr podia declarar, em harmonia com a profecia, que “a fera . . . não é”. Ele fez então a pergunta: “Permanecerá a Liga na cova?” Citando Revelação 17:8, ele respondeu: “A associação das nações mundiais se tornará a levantar.” E assim veio a ser — em vindicação da Palavra profética de Jeová!
Ascendendo do Abismo
6. (a) Quando foi que a fera cor de escarlate ascendeu do abismo, e com que novo nome? (b) Por que as Nações Unidas são realmente uma revivificação da fera cor de escarlate?
6 A fera cor de escarlate de fato ascendeu do abismo. Em 26 de junho de 1945, com grande estardalhaço, em San Francisco, EUA, 50 nações votaram aceitar a Carta da organização das Nações Unidas. Esse organismo devia “manter a paz e a segurança internacionais”. Havia muitas similaridades entre a Liga e a ONU. A Enciclopédia Delta Universal observa: “Sob certos aspectos, a ONU se parece com a Liga das Nações, que se organizou depois da Primeira Guerra Mundial . . . Muitas das nações que fundaram a ONU haviam fundado também a Liga das Nações. Do mesmo modo que a liga, a ONU foi instituída para ajudar a manter a paz entre as nações. Os principais órgãos da ONU são parecidos com os da liga.” A ONU, portanto, é realmente uma revivificação da fera cor de escarlate. Seu rol de membros, de umas 190 nações, ultrapassa em muito o das 63 da Liga; também assumiu responsabilidades mais amplas do que sua predecessora.
7. (a) Em que sentido é que os que moram na Terra se admiraram grandemente da revivificada fera cor de escarlate? (b) Que objetivo tem eludido a ONU, e o que o secretário-geral dela disse nesse respeito?
7 No começo, expressaram-se grandes esperanças com respeito à ONU. Isso se deu em cumprimento das palavras do anjo: “E quando virem que a fera era, mas não é, contudo estará presente, os que moram na terra se admirarão grandemente, mas os nomes deles não foram inscritos no rolo da vida desde a fundação do mundo.” (Revelação 17:8b) Os que moram na Terra têm admirado esse novo colosso, que opera desde a sua imponente sede junto ao Rio East, em Nova York. Mas a verdadeira paz e segurança eludiram a ONU. Durante grande parte do século 20, manteve-se a paz mundial apenas com a ameaça duma “destruição mútua assegurada” — em inglês com a sigla de MAD (“Mutual Assured Destruction”) — e a corrida armamentista tem continuado a aumentar astronomicamente. Depois de quase 40 anos de esforços das Nações Unidas, seu secretário-geral na época, Javier Pérez de Cuéllar, lamentou em 1985: “Vivemos em mais uma era de fanáticos, e não sabemos o que fazer a respeito disso.”
8, 9. (a) Por que a ONU não possui as soluções para os problemas do mundo, e o que ocorrerá em breve a ela, segundo o decreto de Deus? (b) Por que é que os fundadores e os admiradores da ONU não terão seus nomes registrados no “rolo da vida” de Deus? (c) O que o Reino de Jeová realizará com bom êxito?
8 A ONU não possui as soluções. E por que não? Porque o Dador da vida de toda a humanidade não é o dador da vida da ONU. A duração da vida desta será curta, porque, segundo o decreto de Deus, ela “há de ir para a destruição”. Os fundadores e os admiradores da ONU não têm seus nomes registrados no rolo da vida de Deus. Como poderiam homens pecaminosos, mortais, muitos deles zombando do nome de Deus, realizar por meio da ONU aquilo que Jeová Deus declarou que está prestes a realizar, não por meios humanos, mas por meio do Reino de seu Cristo? — Daniel 7:27; Revelação 11:15.
9 A ONU, na realidade, é uma imitação blasfema do Reino messiânico de Deus, o qual é regido pelo Seu Príncipe da Paz, Jesus Cristo — de cujo domínio principesco não haverá fim. (Isaías 9:6, 7) Mesmo que a ONU conseguisse arranjar uma paz temporária, logo irromperiam de novo algumas guerras. Essa é a natureza de homens pecaminosos. “Os nomes deles não foram inscritos no rolo da vida desde a fundação do mundo.” O Reino de Jeová por Cristo não somente estabelecerá paz eterna na Terra, mas, à base do sacrifício resgatador de Jesus, ressuscitará os mortos, os justos e os injustos que estão na memória de Deus. (João 5:28, 29; Atos 24:15) Isso inclui todos os que permaneceram firmes apesar dos ataques de Satanás e seu descendente, e outros que ainda terão de mostrar-se obedientes. É óbvio que o rolo da vida de Deus nunca conterá os nomes de empedernidos adeptos de Babilônia, a Grande, nem de quaisquer que continuarem a adorar a fera. — Êxodo 32:33; Salmo 86:8-10; João 17:3; Revelação 16:2; 17:5.
Paz e Segurança — Esperança Vã
10, 11. (a) O que a ONU proclamou em 1986, e qual foi o resultado? (b) Quantas “famílias religiosas” se reuniram em Assis, Itália, para orar pela paz, e Deus responde a tais orações? Queira explicar isso.
10 Num empenho de reforçar as esperanças da humanidade, as Nações Unidas proclamaram 1986 o “Ano Internacional da Paz”, com o tema de “Salvaguardar a Paz e o Futuro da Humanidade”. As nações em guerra foram exortadas a depor as armas pelo menos por um ano. Qual foi a reação delas? Segundo um relatório do Instituto Internacional de Pesquisa sobre a Paz, cinco milhões de pessoas foram mortas em resultado de guerras só no ano de 1986! Embora se emitissem algumas moedas especiais e selos comemorativos, a maioria das nações pouco fez para seguir o ideal da paz naquele ano. Não obstante, as religiões do mundo — sempre ansiosas de boa afinidade com a ONU — empreenderam a divulgação daquele ano de diversas maneiras. Em 1.º de janeiro de 1986, o Papa João Paulo II elogiou o trabalho da ONU e dedicou o novo ano à paz. E em 27 de outubro ele reuniu os líderes de muitas das religiões do mundo em Assis, na Itália, para orarem pela paz.
11 Deus responde a tais orações pela paz? Ora, a que Deus oravam aqueles líderes religiosos? Se perguntasse a eles, cada grupo daria uma resposta diferente. Existe algum panteão de milhões de deuses que possam ouvir e atender petições feitas de muitas maneiras diferentes? Muitos dos participantes adoravam a Trindade da cristandade.c Budistas, hindus e outros entoavam orações a inúmeros deuses. Ao todo, estavam reunidas 12 “famílias religiosas”, representadas por notabilidades tais como o arcebispo anglicano de Cantuária, o Dalai Lama do budismo, um metropolitano ortodoxo russo, o presidente da Associação dos Santuários Xintoístas de Tóquio, animistas africanos e dois índios americanos, usando cocares. Era um grupo pelo menos bem colorido, ótimo para uma cobertura pela TV. Um grupo orou incessantemente por 12 horas seguidas. (Veja Lucas 20:45-47.) Mas será que essas orações ascenderam acima das nuvens de chuva que pairavam sobre a reunião? Não, pelos seguintes motivos:
12. Por que motivos Deus não respondeu às orações pela paz, feitas pelos líderes religiosos do mundo?
12 Em contraste com os que ‘andam no nome de Jeová’, nenhum desses religiosos estava orando a Jeová, o Deus vivente, cujo nome aparece umas 7.000 vezes no texto original da Bíblia. (Miqueias 4:5; Isaías 42:8, 12)d Como grupo, eles não se dirigiram a Deus em nome de Jesus, visto que a maioria deles nem mesmo crê em Jesus Cristo. (João 14:13; 15:16) Nenhum deles faz a vontade de Deus para os nossos dias, que é proclamar mundialmente o entrante Reino de Deus — não a ONU — como verdadeira esperança da humanidade. (Mateus 7:21-23; 24:14; Marcos 13:10) Na maior parte, suas organizações religiosas se envolveram nas guerras sangrentas da história, incluindo as duas guerras mundiais do século 20. Deus diz a tais: “Embora façais muitas orações, não escuto; as vossas próprias mãos se encheram de derramamento de sangue.” — Isaías 1:15; 59:1-3.
13. (a) Por que é significativo que os líderes das religiões do mundo se aliassem à ONU em clamar por paz? (b) Os clamores por paz culminarão em que clímax divinamente predito?
13 Além disso, é profundamente significativo que os líderes religiosos do mundo se aliem às Nações Unidas em clamar pela paz neste tempo. Eles gostariam de influenciar a ONU para obter algumas vantagens, especialmente nesta era moderna, quando tantos do seu povo estão abandonando a religião. Iguais aos líderes infiéis no antigo Israel, clamam: “‘Há paz! Há paz!’ quando não há paz.” (Jeremias 6:14) Sem dúvida, seus clamores por paz continuarão, aumentando em apoio do clímax sobre o qual o apóstolo Paulo profetizou: “O dia de Jeová vem exatamente como ladrão, de noite. Quando estiverem dizendo: ‘Paz e segurança!’ então lhes há de sobrevir instantaneamente a repentina destruição, assim como as dores de aflição vêm sobre a mulher grávida, e de modo algum escaparão.” — 1 Tessalonicenses 5:2, 3.
14. Em que forma o clamor por “paz e segurança” pode ser dado, e como se pode evitar ser enganado por ele?
14 Em anos recentes políticos têm usado a frase “paz e segurança” para descrever vários planos humanos. Será que esses esforços da parte de líderes do mundo constituem o início do cumprimento de 1 Tessalonicenses 5:3? Ou Paulo se referia a um evento específico de dimensões tão dramáticas que atrairia a atenção do mundo todo? Em geral, só se consegue entender plenamente profecias da Bíblia depois que elas se cumprem ou quando estão em vias de se cumprir. Assim, teremos de esperar para ver. Enquanto isso, os cristãos sabem que, mesmo que pareça que as nações tenham alcançado certa medida de paz e segurança, basicamente nada vai mudar. Ainda haverá egoísmo, ódio, crime, colapso da família, imoralidade, doença, tristeza e morte. Esse é o motivo pelo qual nenhum clamor por “paz e segurança” vai desencaminhar você se continuar atento ao significado dos acontecimentos mundiais e acatar os avisos proféticos da Palavra de Deus. — Marcos 13:32-37; Lucas 21:34-36.
[Nota(s) de rodapé]
a J. F. Rutherford faleceu em 8 de janeiro de 1942, e N. H. Knorr o sucedeu na presidência da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA).
b Em 20 de novembro de 1940, a Alemanha, a Itália, o Japão e a Hungria candidataram-se a uma “nova Liga das Nações”, seguindo-se quatro dias depois a irradiação, desde o Vaticano, duma Missa e duma oração em prol duma paz religiosa e de uma nova ordem de coisas. Essa “nova Liga” nunca se concretizou.
c O conceito da Trindade provém da antiga Babilônia, onde o deus-sol Xamaxe, o deus-lua Sin e a deusa-estrela Istar eram adorados como tríade. O Egito seguiu o mesmo padrão, adorando Osíris, Ísis e Hórus. O principal deus da Assíria, Assur, é retratado com três cabeças. Seguindo o mesmo modelo, há igrejas católicas em que podem ser encontradas imagens que apresentam Deus com três cabeças.
d O Terceiro Novo Dicionário Internacional de Webster de 1993, em inglês, define Jeová Deus como “uma suprema deidade reconhecida e a única deidade adorada pelas Testemunhas de Jeová”.
[Quadro na página 250]
O Paradoxo de “Paz”
Embora 1986 tenha sido proclamado pela ONU o Ano Internacional da Paz, aumentou a suicida corrida armamentista. A publicação World Military and Social Expenditures 1986 (Gastos Militares e Sociais do Mundo 1986) fornece os seguintes pormenores que fazem pensar:
Em 1986, os gastos militares globais atingiram 900 bilhões de dólares.
Os gastos militares globais de uma só hora teriam sido suficientes para imunizar os 3,5 milhões de pessoas que anualmente morriam de doenças infecciosas evitáveis.
Em escala mundial, uma pessoa em cinco vivia em esmagadora pobreza. Todas essas pessoas famintas poderiam ter sido alimentadas durante um ano com o dinheiro que o mundo gastava com armamentos em dois dias.
A energia explosiva nos depósitos mundiais de armas nucleares era 160.000.000 de vezes maior do que a da explosão de Chernobyl.
Havia possibilidade de se lançar uma bomba nuclear com potência explosiva mais de 500 vezes maior do que a da bomba lançada sobre Hiroshima, em 1945.
Arsenais nucleares continham o equivalente a mais de um milhão de Hiroshimas. Representavam 2.700 vezes a energia explosiva liberada na Segunda Guerra Mundial, na qual morreram 38 milhões de pessoas.
As guerras tornaram-se mais frequentes e mais mortíferas. As mortes causadas pelas guerras ascenderam a 4,4 milhões no século 18, a 8,3 milhões no século 19, a 98,8 milhões nos primeiros 86 anos do século 20. Desde o século 18, as mortes causadas por guerras aumentaram mais de seis vezes mais rápido do que a população do mundo. Houve dez vezes mais mortes por guerra no século 20 do que no século 19.
[Fotos na página 247]
Conforme se profetizou a respeito da fera cor de escarlate, a Liga das Nações foi para o abismo durante a Segunda Guerra Mundial, mas foi revivificada como Nações Unidas
[Fotos na página 249]
Em apoio do ‘Ano da Paz’ da ONU, representantes das religiões do mundo ofereceram uma babel de orações em Assis, Itália, mas nem um único deles orou ao Deus vivente, Jeová
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A execução de Babilônia, a GrandeRevelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
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Capítulo 35
A execução de Babilônia, a Grande
1. Como o anjo descreve a fera cor de escarlate, e que espécie de sabedoria é necessária para entender os símbolos de Revelação?
DESCREVENDO adicionalmente a fera cor de escarlate de Revelação 17:3, o anjo diz a João: “Aqui é que está a inteligência que tem sabedoria: As sete cabeças significam sete montes, onde a mulher está sentada no cume. E há sete reis: cinco já caíram, um é, o outro ainda não chegou, mas, quando chegar, tem de permanecer por pouco tempo.” (Revelação 17:9, 10) Aqui, o anjo está transmitindo sabedoria de cima, a única sabedoria que pode elucidar os símbolos de Revelação. (Tiago 3:17) Essa sabedoria esclarece os da classe de João e seus companheiros sobre a seriedade dos tempos em que vivemos. Edifica em corações dedicados um apreço pelos julgamentos de Jeová, agora prestes a serem executados, e inculca um salutar temor de Jeová. Conforme diz Provérbios 9:10: “O temor de Jeová é o início da sabedoria, e o conhecimento do Santíssimo é o que é entendimento.” O que nos revela a sabedoria divina sobre a fera?
2. Qual é o significado das sete cabeças da fera cor de escarlate, e em que sentido é que “cinco já caíram, um é”?
2 As sete cabeças daquela fera representam sete “montes”, ou sete “reis”. Ambas as expressões são usadas na Bíblia para referir-se a poderes governamentais. (Jeremias 51:24, 25; Daniel 2:34, 35, 44, 45) Na Bíblia mencionam-se seis potências mundiais como tendo impacto nos assuntos do povo de Deus: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma. Dessas, cinco já haviam surgido e desaparecido no tempo em que João recebeu Revelação, ao passo que Roma ainda era uma potência mundial bem presente. Isso corresponde bem às palavras, “cinco [reis] já caíram, um é”. Mas que dizer do “outro” que ainda havia de chegar?
3. (a) Como ocorreu a divisão do Império Romano? (b) Que acontecimentos ocorreram no Ocidente? (c) Como o Sacro Império Romano deve ser encarado?
3 O Império Romano durou centenas de anos, e até mesmo se expandiu, após os dias de João. Em 330 EC, o Imperador Constantino mudou a capital, de Roma para Bizâncio, cidade à qual deu o novo nome de Constantinopla. Em 395 EC, o Império Romano foi dividido em parte oriental e parte ocidental. Em 410 EC, a própria Roma caiu diante de Alarico, rei dos visigodos (tribo germânica que se havia convertido para o tipo ariano de “cristianismo”). Tribos germânicas (também “cristãs”) conquistaram a Espanha e grande parte do território de Roma no Norte da África. Durante séculos houve convulsões, desassossego e reajustes na Europa. No Ocidente surgiram imperadores de fama, tais como Carlos Magno, que no nono século formou uma aliança com o Papa Leão III, e Frederico II, que reinou no século 13. Mas o domínio deles, embora chamado Sacro Império Romano, era muito menor do que o anterior Império Romano no seu apogeu. Era mais uma restauração ou uma continuação dessa antiga potência, do que um novo império.
4. Que êxitos o Império Oriental teve, mas o que aconteceu com grande parte dos anteriores territórios da Roma antiga na África do Norte, na Espanha e na Síria?
4 O Império oriental de Roma, com sede em Constantinopla, continuou numa relação um pouco estremecida com o Império ocidental. No sexto século, o imperador oriental Justiniano I conseguiu reconquistar grande parte da África do Norte, e ele interveio também na Espanha e na Itália. No sétimo século, Justiniano II recuperou para o Império regiões da Macedônia que haviam sido conquistadas por tribos eslavas. Por volta do oitavo século, porém, grande parte dos anteriores territórios da Roma antiga na África do Norte, na Espanha e na Síria vieram a estar sob o novo império islâmico e assim saíram do controle tanto de Constantinopla como de Roma.
5. Embora a cidade de Roma caísse em 410 EC, como se deu que se passaram muitos séculos até todos os traços do Império Romano político desaparecerem do cenário do mundo?
5 A própria cidade de Constantinopla resistiu por mais algum tempo. Sobreviveu a frequentes ataques de persas, árabes, búlgaros e russos, até que finalmente caiu em 1203 — não diante de muçulmanos, mas diante dos cruzados vindos do oeste. Em 1453, porém, veio sob o poder do governante otomano, muçulmano, Maomé II, e logo se tornou a capital do Império Otomano, ou Turco. Assim, embora a cidade de Roma tivesse caído em 410 EC, levou muitos séculos para desaparecerem do cenário do mundo todos os traços do Império Romano político. E, mesmo assim, sua influência ainda era discernível nos impérios religiosos baseados no papado de Roma e nas igrejas ortodoxas orientais.
6. Que impérios inteiramente novos se desenvolveram, e qual deles tornou-se o mais bem-sucedido?
6 Por volta do século 15, porém, alguns países desenvolviam impérios inteiramente novos. Embora algumas dessas novas potências imperiais fossem situadas no território de antigas colônias de Roma, seus impérios não eram simples continuações do Império Romano. Portugal, Espanha, França e Holanda tornaram-se todos sedes de domínios bem extensos. Mas a mais bem-sucedida era a Britânia (Grã-Bretanha), que passou a presidir a um enorme império, no qual ‘o sol nunca se punha’. Esse império, em épocas diferentes, estendeu-se sobre grande parte da América do Norte, da África, da Índia e do Sudeste da Ásia, bem como do vasto Pacífico Sul.
7. Como uma espécie de potência mundial dupla veio à existência e, segundo João disse, por quanto tempo continuaria a sétima ‘cabeça’, ou potência mundial?
7 Por volta do século 19, algumas das colônias na América do Norte já se haviam separado da Grã-Bretanha para formar os independentes Estados Unidos da América. Politicamente, continuaram alguns conflitos entre a nova nação e o país de origem. Não obstante, a Primeira Guerra Mundial obrigou ambos os países a reconhecer seus interesses comuns e cimentou uma relação especial entre eles. Assim veio à existência uma espécie de potência mundial dupla, composta dos Estados Unidos da América, agora a nação mais rica do mundo, e a Grã-Bretanha, sede do maior império do mundo. Essa, então, é a sétima ‘cabeça’, ou potência mundial, que continua no tempo do fim e nos territórios em que as atuais Testemunhas de Jeová se estabeleceram primeiro. Em comparação com o longo reinado da sexta cabeça, a sétima permanece apenas “por pouco tempo”, até que o Reino de Deus destrua todas as entidades nacionalistas.
Por Que É Chamada de Oitavo Rei?
8, 9. Do que o anjo chamou a simbólica fera cor de escarlate, e de que modo ela procedeu das sete?
8 O anjo explica mais a João: “E a fera que era, mas não é, é ela mesma também um oitavo rei, mas procede dos sete, e vai para a destruição.” (Revelação 17:11) A simbólica fera cor de escarlate “procede” das sete cabeças; isto é, nasce, ou deve sua existência a essas cabeças da original ‘fera do mar’, da qual a fera cor de escarlate é uma imagem. Em que sentido? Pois bem, em 1919, a potência anglo-americana era a cabeça em ascensão. As anteriores seis cabeças haviam caído, e a posição de potência mundial dominante passara para essa cabeça dupla e se centralizava então nela. Essa sétima cabeça, como representante atual da série de potências mundiais, foi a força motivadora no estabelecimento da Liga das Nações, e ainda é a maior promotora e sustentadora financeira das Nações Unidas. Assim, em símbolo, a fera cor de escarlate — o oitavo rei — “procede” das originais sete cabeças. Encarada assim, a declaração de que procedia das sete harmoniza-se com a anterior revelação de que a fera de dois chifres, semelhante a um cordeiro (a Potência Mundial Anglo-Americana, a sétima cabeça daquela fera original), instou em que se fizesse a imagem e deu-lhe vida. — Revelação 13:1, 11, 14, 15.
9 Adicionalmente, os membros originais da Liga das Nações incluíam, junto com a Grã-Bretanha, governos que dominavam nas sedes de algumas das anteriores cabeças, a saber, a Grécia, o Irã (Pérsia) e a Itália (Roma). Por fim, governos que dominavam o território controlado pelas anteriores seis potências mundiais passaram a ser membros apoiadores da imagem da fera. Nesse sentido, também, se pode dizer que essa fera cor de escarlate procedia das sete potências mundiais.
10. (a) Como se pode dizer que a fera cor de escarlate “é ela mesma também um oitavo rei”? (b) Como um líder da ex-União Soviética expressou apoio às Nações Unidas?
10 Note que a fera cor de escarlate “é ela mesma também um oitavo rei”. De modo que as Nações Unidas, hoje, estão projetadas para se parecerem a um governo mundial. Ocasionalmente até mesmo têm agido como tal, enviando exércitos ao campo para resolver disputas internacionais, como na Coreia, na península do Sinai, em alguns países africanos e no Líbano. Mas elas são apenas a imagem dum rei. Iguais a uma imagem religiosa, não exercem nenhuma influência ou poder reais à parte daqueles de que foram investidas por aqueles que lhes deram existência e que as adoram. Ocasionalmente, essa fera simbólica parece fraca; mas nunca sentiu a espécie de abandono geral por parte de membros orientados por ditadores, que lançou a Liga das Nações cambaleante no abismo. (Revelação 17:8) Embora tivesse opiniões radicalmente diferentes em outros campos, um destacado líder da ex-União Soviética, em 1987, juntou-se aos papas de Roma em expressar apoio à ONU. Exortou até mesmo a que houvesse “um compreensivo sistema de segurança internacional” baseado na ONU. Conforme João logo fica sabendo, virá o tempo em que a ONU agirá com considerável autoridade. Daí, por sua vez, esta “vai para a destruição”.
Dez Reis por Uma Hora
11. O que o anjo de Jeová diz sobre os dez chifres da simbólica fera cor de escarlate?
11 No capítulo precedente de Revelação, o sexto e o sétimo anjo derramaram tigelas da ira de Deus. Fomos assim avisados de que os reis da Terra estão sendo ajuntados para a guerra de Deus no Armagedom e que ‘Babilônia, a Grande, há de ser lembrada à vista de Deus’. (Revelação 16:1, 14, 19) Agora ficaremos sabendo em mais pormenores como os julgamentos de Deus serão executados neles. Ouça novamente o anjo de Jeová falar a João. “E os dez chifres que viste significam dez reis, os quais ainda não receberam um reino, mas eles recebem autoridade como reis por uma hora, junto com a fera. Estes têm um só pensamento, e assim, dão o seu poder e autoridade à fera. Estes batalharão contra o Cordeiro, mas, porque ele é Senhor dos senhores e Rei dos reis, o Cordeiro os vencerá. Também o farão com ele os chamados, e escolhidos, e fiéis.” — Revelação 17:12-14.
12. (a) O que os dez chifres retratam? (b) Em que sentido é que os simbólicos dez chifres ‘ainda não haviam recebido um reino’? (c) Em que sentido os simbólicos dez chifres têm agora “um reino”, e por quanto tempo?
12 Os dez chifres retratam todos os poderes políticos que atualmente dominam no cenário do mundo e que apoiam a imagem da fera. Muito poucos dos países agora existentes eram conhecidos nos dias de João. E aqueles que eram, tais como o Egito e a Pérsia (Irã), têm hoje uma estrutura política totalmente diferente. Por isso, no primeiro século, os ‘dez chifres ainda não haviam recebido um reino’. Mas agora, no dia do Senhor, eles têm “um reino”, ou autoridade política. Com o colapso dos grandes impérios coloniais, especialmente desde a Segunda Guerra Mundial, nasceram muitas novas nações. Estas, bem como as potências há mais tempo estabelecidas, têm de governar junto com a fera por pouco tempo — apenas “por uma hora” — antes de Jeová dar fim a toda autoridade política do mundo no Armagedom.
13. De que modo os dez chifres têm “um só pensamento”, e que atitude para com o Cordeiro isso assegura?
13 Hoje, o nacionalismo é uma das maiores forças motivadoras desses dez chifres. Eles têm “um só pensamento” no sentido de quererem preservar sua soberania nacional, em vez de aceitar o Reino de Deus. Este foi seu objetivo ao apoiarem a Liga das Nações e a organização das Nações Unidas — preservar a paz mundial e assim resguardar sua própria existência. Essa atitude assegura que os chifres se oporão ao Cordeiro, o “Senhor dos senhores e Rei dos reis”, porque é do propósito de Jeová que Seu Reino sob Jesus Cristo em breve substitua todos esses reinos. — Daniel 7:13, 14; Mateus 24:30; 25:31-33, 46.
14. Como é possível que os governantes do mundo batalhem contra o Cordeiro, e qual será o resultado?
14 Naturalmente, não há nada que os governantes deste mundo possam fazer contra o próprio Jesus. Ele está no céu, bem fora do alcance deles. Mas os irmãos de Jesus, os remanescentes da semente da mulher, ainda estão na Terra e são aparentemente vulneráveis. (Revelação 12:17) Muitos dos chifres já lhes têm demonstrado amarga hostilidade, e assim têm batalhado contra o Cordeiro. (Mateus 25:40, 45) Em breve, porém, virá o tempo em que o Reino de Deus “esmiuçará e porá termo a todos estes reinos”. (Daniel 2:44) Nessa ocasião, os reis da Terra lutarão até o fim contra o Cordeiro, conforme logo veremos. (Revelação 19:11-21) Mas aprendemos aqui o bastante para dar-nos conta de que as nações não serão bem-sucedidas. Embora elas e a fera cor de escarlate, a ONU, tenham “um só pensamento”, não podem derrotar o grande “Senhor dos senhores e Rei dos reis”, nem podem derrotar ‘os chamados, e escolhidos, e fiéis com ele’, os quais incluem os seguidores ungidos dele ainda na Terra. Estes também terão vencido por manterem a integridade em resposta às acusações vis de Satanás. — Romanos 8:37-39; Revelação 12:10, 11.
A Devastação da Meretriz
15. O que o anjo diz a respeito da meretriz e sobre a atitude e a ação dos dez chifres e da fera para com ela?
15 Os do povo de Deus não são os únicos alvos da inimizade dos dez chifres. O anjo chama agora de novo a atenção de João para a meretriz: “E ele me diz: ‘As águas que viste, onde a meretriz está sentada, significam povos, e multidões, e nações, e línguas. E os dez chifres que viste, e a fera, estes odiarão a meretriz e a farão devastada e nua, e comerão as suas carnes e a queimarão completamente no fogo.’” — Revelação 17:15, 16.
16. Por que Babilônia, a Grande, não poderá confiar nas suas águas para ter apoio protetor quando os governos políticos se voltarem contra ela?
16 Assim como a antiga Babilônia confiava nas suas defesas de água, Babilônia, a Grande, confia hoje no seu enorme rol de membros, de “povos, e multidões, e nações, e línguas”. O anjo apropriadamente traz estes à nossa atenção antes de falar sobre um acontecimento chocante: os governos políticos desta Terra se voltarão violentamente contra Babilônia, a Grande. O que todos esses “povos, e multidões, e nações, e línguas” farão então? O povo de Deus já está avisando Babilônia, a Grande, de que as águas do rio Eufrates se secarão. (Revelação 16:12) Essas águas finalmente se esgotarão completamente. Não poderão dar nenhum apoio eficaz à repugnante velha meretriz, na sua hora de maior necessidade. — Isaías 44:27; Jeremias 50:38; 51:36, 37.
17. (a) Por que é que a riqueza de Babilônia, a Grande, não a salvará? (b) Como o fim de Babilônia, a Grande, não será nada dignificante? (c) Além dos dez chifres, ou nações individuais, quem mais se juntará à devastação de Babilônia, a Grande?
17 A imensa riqueza material de Babilônia, a Grande, certamente não a salvará. Pode até mesmo apressar a destruição dela, porque a visão mostra que, quando a fera e os dez chifres expressarem seu ódio a ela, eles a despojarão de suas vestes régias e de todas as suas joias. Saquearão a riqueza dela. Eles “a farão . . . nua”, expondo à vergonha o verdadeiro caráter dela. Que devastação! O fim dela também não será nada dignificante. Eles a destruirão, “comerão as suas carnes”, reduzindo-a a um esqueleto sem vida. Por fim “a queimarão completamente no fogo”. Ela será queimada como se fosse portadora duma praga, sem mesmo um enterro decente! Não serão apenas as nações, conforme representadas pelos dez chifres, que destruirão a grande meretriz, mas “a fera”, significando a própria ONU, juntar-se-á a elas nessa devastação. Ela dará sua sanção à destruição da religião falsa. Muitas das mais de 190 nações da ONU, pelo seu modo de votar, já demonstraram certa hostilidade à religião, especialmente à da cristandade.
18. (a) Que potencial para as nações se voltarem contra a religião babilônica já tem sido observado? (b) Qual será o motivo básico do ataque total contra a grande meretriz?
18 Por que é que as nações tratarão sua anterior amante de modo tão ultrajante? Já vimos na história recente o potencial de tal virada contra a religião babilônica. A oposição do governo oficial já reduziu tremendamente a influência da religião em países tais como a ex-União Soviética e a China. Em setores protestantes da Europa, apatia e dúvida generalizadas têm esvaziado as igrejas, a ponto de a religião estar praticamente morta. O vasto império católico está sendo dilacerado por rebeliões e desacordos, que seus líderes não conseguiram acalmar. No entanto, não devemos perder de vista o fato de que esse ataque final, total, contra Babilônia, a Grande, vem como expressão do inalterável julgamento de Deus contra a grande meretriz.
Execução do Pensamento de Deus
19. (a) Como pode a execução do julgamento de Jeová contra a grande meretriz ser ilustrada pelo julgamento dele executado na Jerusalém apóstata em 607 AEC? (b) O que a condição desolada e desabitada de Jerusalém depois de 607 AEC prefigurou para os nossos dias?
19 Como executará Jeová tal julgamento? Isso pode ser ilustrado pela ação de Jeová contra o seu povo apóstata, na antiguidade, a respeito do qual ele disse: “Nos profetas de Jerusalém vi coisas horríveis, cometendo eles adultério e andando em falsidade; e eles fortaleceram as mãos dos malfeitores para que não recuassem cada um da sua própria maldade. Para mim, todos eles se tornaram como Sodoma, e os habitantes dela, como Gomorra.” (Jeremias 23:14) Em 607 AEC, Jeová usou Nabucodonosor para ‘despir de suas vestes, tirar os seus objetos de beleza e deixar nua e despida’ aquela cidade espiritualmente adúltera. (Ezequiel 23:4, 26, 29) A Jerusalém daquele tempo era modelo da cristandade atual e, conforme João viu em visões anteriores, Jeová aplicará uma punição similar à cristandade e ao restante da religião falsa. A condição desolada e desabitada de Jerusalém após 607 AEC mostra como se parecerá a cristandade religiosa depois de ter sido despojada da sua riqueza e de ter sido exposta à vergonha. E ao restante de Babilônia, a Grande, não irá melhor.
20. (a) Como João mostra que Jeová novamente usará governantes humanos para executar julgamento? (b) Qual é o “pensamento” de Deus? (c) De que modo as nações executarão o ‘um só pensamento’ delas, mas o pensamento de quem será realmente executado?
20 Jeová usará novamente governantes humanos para executar o julgamento. “Porque Deus pôs nos seus corações executarem o pensamento dele, sim, executarem um só pensamento deles por darem o seu reino à fera, até que se tenham efetuado as palavras de Deus.” (Revelação 17:17) Qual é o “pensamento” de Deus? Providenciar que os executores de Babilônia, a Grande, se juntem, a fim de destruí-la por completo. Naturalmente, o motivo de os governantes a atacarem será o de executar seu próprio “um só pensamento”. Acharão ser do interesse nacionalista deles voltar-se contra a grande meretriz. Eles talvez venham a encarar a continuada existência da religião organizada dentro das suas fronteiras como ameaça à sua soberania. Mas será Jeová quem realmente manobrará a questão; eles executarão o pensamento dele por destruir com um só golpe a Sua secular inimiga adúltera! — Veja Jeremias 7:8-11, 34.
21. Visto que a fera cor de escarlate será usada para destruir Babilônia, a Grande, o que evidentemente farão as nações com respeito às Nações Unidas?
21 Sim, as nações usarão a fera cor de escarlate, as Nações Unidas, para destruir Babilônia, a Grande. Não agirão por iniciativa própria, porque Jeová porá no coração delas, ‘sim, executarem um só pensamento delas por darem o seu reino à fera’. Quando chegar o tempo, as nações evidentemente verão a necessidade de fortalecer as Nações Unidas. Dar-lhes-ão como que dentes, concedendo-lhes toda autoridade e poder que possuem para que elas possam voltar-se contra a religião falsa e combatê-la com bom êxito “até que se tenham efetuado as palavras de Deus”. A antiga meretriz chegará assim ao seu fim completo. Que bom é ficar livre dela!
22. (a) Em Revelação 17:18, o que é indicado pelo modo em que o anjo conclui seu testemunho? (b) Como as Testemunhas de Jeová reagem ao desvendamento do mistério?
22 Como que para salientar a certeza da execução do julgamento de Jeová no império mundial da religião falsa, o anjo conclui seu testemunho por dizer: “E a mulher que viste significa a grande cidade que tem um reino sobre os reis da terra.” (Revelação 17:18) Igual à Babilônia do tempo de Belsazar, Babilônia, a Grande, foi ‘pesada na balança e achada em falta’. (Daniel 5:27, Almeida, atualizada) A execução dela será rápida e terminante. E como as Testemunhas de Jeová reagem ao desvendamento do mistério da grande meretriz e da fera cor de escarlate? Mostram ter zelo em proclamar o dia do julgamento de Jeová, respondendo “com graça” aos que sinceramente buscam a verdade. (Colossenses 4:5, 6; Revelação 17:3, 7) Conforme mostrará o nosso próximo capítulo, todos os desejosos de sobreviver quando a grande meretriz for executada terão de agir, e agir depressa!
[Fotos na página 252]
A Sucessão de Sete Potências Mundiais
EGITO
ASSÍRIA
BABILÔNIA
MEDO-PÉRSIA
GRÉCIA
ROMA
ANGLO-AMÉRICA
[Foto na página 254]
“É ela mesma também um oitavo rei”
[Foto na página 255]
Virando as costas para o Cordeiro, “dão o seu poder e autoridade à fera”
[Foto na página 257]
A cristandade, como parte principal de Babilônia, a Grande, se parecerá à Jerusalém antiga em total ruína
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Devastada a grande cidadeRevelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
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Capítulo 36
Devastada a grande cidade
Visão 12 — Revelação 18:1–19:10
Assunto: A queda e a destruição de Babilônia, a Grande; o anúncio do casamento do Cordeiro
Tempo do cumprimento: Desde 1919 até depois da grande tribulação
1. O que marcará o início da grande tribulação?
REPENTINA, chocante, devastadora — assim será a extinção de Babilônia, a Grande! Será um dos mais catastróficos acontecimentos de toda a história, marcando o início da “grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo, não, nem tampouco ocorrerá de novo”. — Mateus 24:21.
2. Embora impérios políticos tenham ascendido e caído, que espécie de império tem perdurado?
2 A religião falsa já existe por muito tempo. Existe sem interrupção desde os dias do sanguinário Ninrode, que se opôs a Jeová e fez os homens construir a Torre de Babel. Quando Jeová confundiu a língua daqueles rebeldes e os espalhou pela Terra, eles levaram consigo a religião falsa de Babilônia. (Gênesis 10:8-10; 11:4-9) Desde então, ascenderam e caíram impérios políticos, mas a religião babilônica tem perdurado. Ela tem assumido muitos aspectos e formas, tornando-se um império mundial de religião falsa, a profetizada Babilônia, a Grande. Sua parte mais destacada é a cristandade, que se desenvolveu duma fusão de anteriores ensinos babilônicos com doutrinas “cristãs” apóstatas. Por causa da muito longa história de Babilônia, a Grande, muitos acham difícil de crer que ela seja alguma vez destruída.
3. Como Revelação confirma a condenação da religião falsa?
3 Portanto, é apropriado que Revelação confirme a condenação da religião falsa por oferecer-nos duas descrições detalhadas da queda desta e dos eventos subsequentes que levam à sua desolação total. Nós já a vimos como a “grande meretriz” que por fim é devastada por seus anteriores amantes do domínio político. (Revelação 17:1, 15, 16) Agora, em mais outra visão, devemos encará-la como cidade, como o antítipo religioso da antiga Babilônia.
Babilônia, a Grande, Sofre Uma Queda
4. (a) Que visão João vê a seguir? (b) Como podemos identificar o anjo, e por que é apropriado que ele anuncie a queda de Babilônia, a Grande?
4 João prossegue com o relato, dizendo-nos: “Depois destas coisas vi outro anjo descer do céu, com grande autoridade; e a terra ficou iluminada com a sua glória. E ele clamou com forte voz, dizendo: ‘Caiu! Caiu Babilônia, a Grande.’” (Revelação 18:1, 2a) É a segunda vez que João ouve esse anúncio angélico. (Veja Revelação 14:8.) Desta vez, porém, seu significado é enfatizado pela magnificência do anjo celestial, porque a glória dele ilumina toda a Terra! Quem é ele? Séculos antes, o profeta Ezequiel, relatando uma visão celestial, declarou que “a própria terra brilhava por causa da sua glória [a de Jeová]”. (Ezequiel 43:2) O único anjo a brilhar com glória comparável à de Jeová seria o Senhor Jesus, que “é o reflexo da sua glória [a de Deus] e a representação exata do seu próprio ser”. (Hebreus 1:3) Em 1914, Jesus tornou-se Rei nos céus, e desde aquele tempo exerce autoridade sobre a Terra como Rei e Juiz associado de Jeová. Portanto, é apropriado que ele anuncie a queda de Babilônia, a Grande.
5. (a) A quem o anjo usa na proclamação da queda de Babilônia, a Grande? (b) O que aconteceu com a cristandade ao começar o julgamento dos que professavam ser “a casa de Deus”?
5 A quem esse anjo com grande autoridade usa na proclamação de tal espantosa notícia perante a humanidade? Ora, o próprio povo que é solto em resultado daquela queda, os remanescentes dos ungidos na Terra, a classe de João. De 1914 a 1918, eles sofreram muito às mãos de Babilônia, a Grande, mas, em 1918, o Senhor Jeová e seu “mensageiro do pacto [abraâmico]”, Jesus Cristo, começaram o julgamento com “a casa de Deus”, os que professavam ser cristãos. De modo que a cristandade apóstata foi levada a julgamento. (Malaquias 3:1; 1 Pedro 4:17) A enorme culpa de sangue em que ela incorreu durante a Primeira Guerra Mundial, sua cumplicidade na perseguição das testemunhas fiéis de Jeová e seus credos babilônicos não a ajudaram neste tempo de julgamento; tampouco qualquer outra parte de Babilônia, a Grande, mereceu a aprovação de Deus. — Veja Isaías 13:1-9.
6. Por que se pode dizer que Babilônia, a Grande, já havia caído por volta de 1919?
6 De modo que por volta de 1919 Babilônia, a Grande, já havia caído, o que abriu o caminho para os do povo de Deus serem soltos e restabelecidos, como que num só dia, na sua terra de prosperidade espiritual. (Isaías 66:8) Por volta daquele ano, Jeová Deus e Jesus Cristo, o Dario Maior e o Ciro Maior, já haviam manobrado os assuntos para que a religião falsa não mais exercesse domínio sobre os do povo de Jeová. Ela não mais podia impedi-los de servir a Jeová, e de divulgar a todos os que ouvissem, que a meretrícia Babilônia, a Grande, está condenada e que é iminente a vindicação da soberania de Jeová! — Isaías 45:1-4; Daniel 5:30, 31.
7. (a) Embora Babilônia, a Grande, não fosse destruída em 1919, como Jeová a encarava? (b) Quando Babilônia, a Grande, caiu em 1919, que resultou disso para o povo de Jeová?
7 É verdade que Babilônia, a Grande, não foi destruída em 1919 — assim como tampouco a antiga cidade de Babilônia foi destruída em 539 AEC, quando caiu diante dos exércitos de Ciro, o persa. Mas, do ponto de vista de Jeová, essa organização havia caído. Ela foi judicialmente condenada, à espera da execução; portanto, a religião falsa não mais podia manter cativos os do povo de Jeová. (Veja Lucas 9:59, 60.) Estes foram soltos para servir como o escravo fiel e discreto do Amo para prover alimento espiritual no tempo apropriado. Haviam recebido o julgamento de ter agido “muito bem” e foram comissionados para se atarefar de novo na obra de Jeová. — Mateus 24:45-47; 25:21, 23; Atos 1:8.
8. Que acontecimento o vigia de Isaías 21:8, 9 proclama, e quem é hoje prefigurado por aquele vigia?
8 Milênios atrás, Jeová usara outros profetas para predizer esse evento momentoso. Isaías falou sobre um vigia que “passou a clamar como leão: ‘Ó Jeová, sobre a torre de vigia estou de pé continuamente, de dia, e no meu posto de vigilância estou postado todas as noites’”. E que evento esse vigia discerniu e proclamou com coragem leonina? O seguinte: “Ela caiu! Babilônia caiu, e todas as imagens entalhadas dos seus deuses ele [Jeová] destroçou no chão!” (Isaías 21:8, 9) Esse vigia prefigura mui apropriadamente a atual bem desperta classe de João, ao passo que esta usa a revista A Sentinela e outras publicações teocráticas para divulgar a notícia de que Babilônia caiu.
Declínio de Babilônia, a Grande
9, 10. (a) Que declínio a influência da religião babilônica tem sofrido desde a Primeira Guerra Mundial? (b) Como o poderoso anjo descreve a condição decaída de Babilônia, a Grande?
9 A queda da antiga Babilônia, em 539 AEC, foi o começo dum longo declínio, que terminou com a desolação dela. De modo similar, desde a Primeira Guerra Mundial, a influência da religião babilônica declinou notavelmente em escala global. No Japão, a adoração xintoísta do imperador foi proscrita depois da Segunda Guerra Mundial. Na China, o governo comunista controla todas as nomeações e atividades religiosas. No protestante norte da Europa, a maioria das pessoas tornou-se indiferente à religião. E a Igreja Católica Romana recentemente tem sido enfraquecida por cismas e dissensões internas no seu domínio global. — Veja Marcos 3:24-26.
10 Todas essas tendências, sem dúvida, fazem parte da ‘secagem do rio Eufrates’ em preparação para o vindouro ataque militarista contra Babilônia, a Grande. Essa ‘secagem’ reflete-se também no anúncio feito pelo papa em outubro de 1986, de que a igreja ‘novamente tem de tornar-se mendicante’ — por causa de enormes déficits. (Revelação 16:12) Especialmente desde 1919, Babilônia, a Grande, tem ficado exposta ao olhar público como baldio espiritual, assim como o poderoso anjo aqui anuncia: “E ela se tornou moradia de demônios, e guarida de toda exalação impura, e guarida de toda ave impura e odiada!” (Revelação 18:2b) Dentro em pouco, ela será literalmente tal baldio, tão desolada como as ruínas de Babilônia no Iraque da atualidade. — Veja também Jeremias 50:25-28.
11. Em que sentido Babilônia, a Grande, tornou-se “moradia de demônios” e ‘guarida de toda exalação impura e de todas as aves impuras’?
11 A palavra “demônios”, aqui, é provavelmente um reflexo da palavra para “demônios caprinos” (se‘i·rím), encontrada na descrição que Isaías fez da Babilônia caída: “E ali se hão de deitar os frequentadores de regiões áridas, e suas casas terão de encher-se de corujões. E ali terão de residir avestruzes, e os próprios demônios caprinos saltitarão por ali.” (Isaías 13:21) Isso talvez não se refira a demônios literais, mas sim a animais peludos, habitantes do deserto, cuja aparência talvez fizesse os espectadores pensar em demônios. Nas ruínas de Babilônia, a Grande, a existência figurativa de tais animais, junto com o ar estagnado, viciado (“exalação impura”), e as aves impuras, indica a sua condição espiritualmente morta. Ela não oferece nenhuma perspectiva de vida à humanidade. — Veja Efésios 2:1, 2.
12. Como a situação de Babilônia, a Grande, se enquadra na profecia do capítulo 50 de Jeremias?
12 A situação dela enquadra-se também na profecia de Jeremias: “‘Há uma espada contra os caldeus’, é a pronunciação de Jeová, ‘e contra os habitantes de Babilônia, e contra os seus príncipes, e contra os seus sábios. . . . Há uma devastação sobre as suas águas e elas terão de secar-se. Pois é uma terra de imagens entalhadas, e por causa das suas visões aterradoras continuam a agir como doidos. Por isso morarão os frequentadores de regiões áridas com os animais uivantes, e terão de morar nela avestruzes, e nunca mais se morará nela, nem residirá ela de geração em geração.’” A idolatria e as ladainhas não podem salvar Babilônia, a Grande, da retribuição semelhante à derrubada de Sodoma e Gomorra por Deus. — Jeremias 50:35-40.
Vinho Apaixonante
13. (a) Como é que o poderoso anjo traz à atenção a ampla extensão do meretrício de Babilônia, a Grande? (b) Que imoralidade prevalecente na antiga Babilônia é também encontrada em Babilônia, a Grande?
13 A seguir, o poderoso anjo traz à atenção a ampla extensão do meretrício de Babilônia, a Grande, proclamando: “Pois todas as nações caíram vítimas por causa do vinho apaixonante de sua fornicação,a e os reis da terra cometeram fornicação com ela, e os comerciantes viajantes da terra ficaram ricos devido ao poder de sua impudente luxúria.” (Revelação 18:3) Ela tem doutrinado todas as nações da humanidade nos seus modos religiosos impuros. Na antiga Babilônia, segundo o historiador grego Heródoto, toda mulher tinha de se oferecer pelo menos uma vez na vida como prostituta em adoração no templo. Repugnante corrupção sexual é retratada até hoje nas esculturas danificadas na guerra, em Angkor Wat, em Kampuchea, e nos templos em Khajuraho, na Índia, que mostram o deus hindu Vixenu (Visnu) rodeado por cenas eróticas repugnantes. Nos Estados Unidos, a revelação de imoralidade que abalou o mundo dos televangelistas em 1987, e novamente em 1988, bem como a revelação de ampla prática de homossexualismo por ministros religiosos, ilustram que mesmo a cristandade tolera chocantes excessos de fornicação literal. No entanto, todas as nações se tornaram vítimas duma espécie ainda mais grave de fornicação.
14-16. (a) Que relacionamento político-religioso, espiritualmente ilícito, desenvolveu-se na Itália fascista? (b) Quando a Itália invadiu a Abissínia, que declarações os bispos da Igreja Católica Romana fizeram?
14 Já examinamos o ilícito relacionamento político-religioso que projetou Hitler no poder na Alemanha nazista. Outras nações também sofreram por causa da intromissão da religião em assuntos seculares. Por exemplo, na Itália fascista, em 11 de fevereiro de 1929, o Tratado de Latrão foi assinado por Mussolini e pelo Cardeal Gasparri, tornando a Cidade do Vaticano um estado soberano. O Papa Pio XI afirmou que ele havia “devolvido a Itália a Deus, e Deus à Itália”. Era isso verdade? Considere o que aconteceu seis anos mais tarde. Em 3 de outubro de 1935, a Itália invadiu a Abissínia (Etiópia), alegando que esta era ‘uma terra bárbara que ainda praticava a escravatura’. Na realidade, quem estava sendo bárbaro? Condenou a Igreja Católica as barbaridades de Mussolini? Ao passo que o papa emitia declarações ambíguas, seus bispos eram bastante expressivos em abençoar as forças armadas da sua “pátria” italiana. No livro The Vatican in the Age of the Dictators (O Vaticano na Era dos Ditadores), Anthony Rhodes conta:
15 “Na sua Pastoral de 19 de outubro [de 1935], o Bispo de Udine [Itália] escreveu: ‘Não é nem oportuno, nem apropriado expressar-nos sobre o certo e o errado do caso. Nosso dever como italianos, e ainda mais, como cristãos, é contribuir para o sucesso das nossas armas.’ O Bispo de Pádua escreveu em 21 de outubro: ‘Nas horas difíceis que atravessamos, pedimos-lhes ter fé nos nossos estadistas e nas nossas forças armadas.’ Em 24 de outubro, o Bispo de Cremona consagrou diversas bandeiras regimentais e disse: ‘A bênção de Deus esteja sobre estes soldados que, em solo africano, conquistarão terras novas e férteis para o gênio italiano, levando-lhes assim a cultura romana e cristã. Que a Itália mais uma vez se destaque como mentor cristão do mundo inteiro.’”
16 A Abissínia foi estuprada, com a bênção dos clérigos católicos romanos. Podia algum deles, em qualquer sentido, afirmar que eles eram iguais ao apóstolo Paulo em estar ‘limpos do sangue de todos os homens’? — Atos 20:26.
17. Como a Espanha sofreu porque seus clérigos deixaram de ‘forjar das suas espadas relhas de arado’?
17 Acrescente à Alemanha, à Itália e à Abissínia outra nação que foi vítima da fornicação de Babilônia, a Grande — a Espanha. A Guerra Civil de 1936-39, naquele país, em parte teve início porque o governo democrático estava adotando medidas para reduzir o enorme poder da Igreja Católica Romana. Quando a guerra começou, o líder fascista católico das forças revolucionárias, Franco, descreveu-se como “o Generalíssimo cristão da Santa Cruzada”, título que mais tarde abandonou. Várias centenas de milhares de espanhóis morreram na luta. À parte disso, segundo cálculos conservadores, os nacionalistas de Franco haviam assassinado 40.000 membros da Frente Popular, ao passo que estes últimos haviam assassinado 8.000 clérigos — frades, sacerdotes, freiras e noviças. Tal é o horror e a tragédia duma guerra civil, ilustrando a sabedoria de se acatar as palavras de Jesus: “Devolve a espada ao seu lugar, pois todos os que tomarem a espada perecerão pela espada.” (Mateus 26:52) Quão repugnante é que a cristandade se envolva em tal maciço derramamento de sangue! Seus clérigos deveras fracassaram completamente quanto a “forjar das suas espadas relhas de arado”! — Isaías 2:4.
Os Comerciantes Viajantes
18. Quem são “os comerciantes viajantes da terra”?
18 Quem são “os comerciantes viajantes da terra”? Sem dúvida, nós os chamaríamos hoje de negociantes, gigantes comerciais e manipuladores do alto comércio. Isto não quer dizer que seja errado empenhar-se em negócios legítimos. A Bíblia provê conselho sábio para homens de negócios, advertindo contra a desonestidade, a ganância e coisas assim. (Provérbios 11:1; Zacarias 7:9, 10; Tiago 5:1-5) O lucro maior é a “devoção piedosa junto com a autossuficiência”. (1 Timóteo 6:6, 17-19) Entretanto, o mundo de Satanás não adota princípios justos. Prevalece a corrupção. Ela pode ser encontrada na religião, na política — e no alto comércio. De vez em quando, os veículos noticiosos expõem escândalos, tais como o peculato por parte de altas autoridades governamentais e o tráfico ilegal de armas.
19. Que fato sobre a economia do mundo ajuda a explicar o motivo de os comerciantes da Terra merecerem menção desfavorável em Revelação?
19 O comércio internacional de armas ascende a mais de 1.000.000.000.000 de dólares por ano, enquanto centenas de milhões de humanos ficam privados das necessidades da vida. Isto já é bastante ruim. Mas os armamentos parecem ser um dos sustentáculos básicos da economia do mundo. Em 11 de abril de 1987, um artigo publicado na revista Spectator de Londres noticiou: “Contando apenas as indústrias diretamente relacionadas, estão envolvidos uns 400.000 empregos nos EUA e 750.000 na Europa. Mas, o que é bastante curioso, ao passo que aumenta o papel socioeconômico da fabricação de armas, a questão real, de se os fabricantes estão bem protegidos, passou para o segundo plano.” Obtêm-se enormes lucros ao se negociarem bombas e outros armamentos em toda a Terra, mesmo com inimigos em potencial. Algum dia, essas bombas talvez voltem num ardente holocausto para destruir os que as venderam. Que paradoxo! Acrescente a isso os subornos que cercam a indústria de armamentos. Só nos Estados Unidos, segundo a revista Spectator: “Todo ano, o Pentágono inexplicavelmente perde armas e equipamentos no valor de 900 milhões de dólares.” Não é de admirar que os comerciantes da Terra sejam mencionados desfavoravelmente em Revelação!
20. Que exemplo mostra o envolvimento da religião em práticas comerciais corruptas?
20 Conforme predito pelo glorioso anjo, a religião se tem envolvido profundamente em tais práticas comerciais corruptas. Por exemplo, houve o envolvimento do Vaticano no colapso do Banco Ambrosiano, da Itália, em 1982. O caso se tem arrastado pelos anos 80, deixando por responder a pergunta: para onde foi o dinheiro? Em fevereiro de 1987, magistrados milaneses emitiram ordens de prisão contra três clérigos do Vaticano, incluindo um arcebispo norte-americano, sob acusações de serem cúmplices numa falência fraudulenta, mas o Vaticano rejeitou o pedido de extradição. Em julho de 1987, no meio duma avalanche de protestos, as ordens de prisão foram revogadas pela mais elevada Corte de Apelação da Itália, à base dum antigo tratado entre o Vaticano e o governo italiano.
21. Como sabemos que Jesus não tinha nenhuma ligação com as práticas comerciais questionáveis dos seus dias, mas o que observamos hoje na religião babilônica?
21 Será que Jesus tinha alguma ligação com as práticas comerciais questionáveis dos seus dias? Não. Ele nem mesmo possuía bens, já que ‘não tinha nem onde deitar a cabeça’. Um jovem governante rico foi aconselhado por Jesus: “Vende todas as coisas que tens e distribui aos pobres, e terás um tesouro nos céus; e vem ser meu seguidor.” Essa era uma excelente admoestação, porque poderia ter resultado em ele se livrar de todas as ansiedades com assuntos comerciais. (Lucas 9:58; 18:22) Em contraste, a religião babilônica frequentemente tem ligações condenáveis com o alto comércio. Por exemplo, em 1987, o Albany Times Union noticiou que o administrador financeiro da arquidiocese católica de Miami, Flórida, EUA, admitiu que a igreja possuía ações de empresas que produzem armas nucleares, filmes classificados como impróprios para menores e cigarros.
“Saí Dela, Povo Meu”
22. (a) O que uma voz saída do céu diz? (b) O que motivou o regozijo por parte do povo de Deus em 537 AEC e em 1919 EC?
22 As próximas palavras de João apontam para um cumprimento adicional do modelo profético: “E ouvi outra voz saída do céu dizer: ‘Saí dela, povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte das suas pragas.’” (Revelação 18:4) Profecias sobre a queda da antiga Babilônia, nas Escrituras Hebraicas, também incluem a ordem de Jeová ao seu povo: “Ponde-vos em fuga do meio de Babilônia.” (Jeremias 50:8, 13) De modo similar, em vista da vindoura desolação de Babilônia, a Grande, insta-se agora com o povo de Deus para que fuja. Em 537 AEC, a oportunidade de fugir de Babilônia foi motivo de grande regozijo por parte dos israelitas fiéis. Do mesmo modo, a soltura dos do povo de Deus do cativeiro babilônico em 1919 levou a um regozijo por parte deles. (Revelação 11:11, 12) E desde aquele tempo, milhões de outros têm obedecido à ordem de fugir.
23. Como a voz saída do céu enfatiza a urgência em fugir de Babilônia, a Grande?
23 É realmente tão urgente fugir de Babilônia, a Grande, e retirar-se da associação qual membro das religiões do mundo e fazer uma separação total? Sim, porque temos de adotar o conceito que Deus forma dessa antiquíssima monstruosidade religiosa, Babilônia, a Grande. Ele não mediu palavras ao chamá-la de grande meretriz. De modo que agora a voz saída do céu informa João adicionalmente sobre essa prostituta: “Pois os pecados dela acumularam-se até o céu, e Deus se lembrou dos atos injustos dela. Fazei-lhe assim como ela mesma fez, e fazei-lhe duas vezes tanto, sim, duas vezes o número de coisas que ela fez; no copo em que ela pôs a mistura, ponde duas vezes tanto da mistura para ela. Ao ponto que ela se glorificou e viveu em impudente luxúria, a tal ponto dai-lhe tormento e pranto. Porque ela está dizendo no seu coração: ‘Estou sentada como rainha, e não sou viúva, e nunca verei pranto.’ É por isso que as pragas dela virão num só dia, morte, e pranto, e fome, e ela será completamente queimada em fogo, porque Jeová Deus, quem a julga, é forte.” — Revelação 18:5-8.
24. (a) O povo de Deus tem de fugir de Babilônia, a Grande, para evitar o quê? (b) Aqueles que deixam de fugir de Babilônia, a Grande, compartilham com ela em que pecados?
24 Essas são palavras fortes! De modo que se exige ação. Jeremias, nos seus dias, instou com os israelitas para que agissem, dizendo: “Fugi do meio de Babilônia . . . pois é o tempo de vingança de Jeová. Há um tratamento que ele lhe retribui. Saí do meio dela, ó meu povo, e ponde cada um a sua alma a salvo da ira ardente de Jeová.” (Jeremias 51:6, 45) De modo similar, a voz saída do céu avisa o povo de Deus hoje em dia para que fuja de Babilônia, a Grande, a fim de não receber parte das pragas dela. Os julgamentos de Jeová, semelhantes a pragas, sobre este mundo, incluindo sobre Babilônia, a Grande, estão sendo proclamados agora. (Revelação 8:1–9:21; 16:1-21) Os do povo de Deus precisam separar-se da religião falsa, se eles mesmos não quiserem sofrer essas pragas e por fim morrer junto com ela. Além disso, permanecerem naquela organização os tornaria compartilhadores nos pecados dela. Seriam tão culpados como ela de adultério espiritual e de derramar o sangue “de todos os que foram mortos na terra”. — Revelação 18:24; veja Efésios 5:11; 1 Timóteo 5:22.
25. De que maneira o povo de Deus saiu da antiga Babilônia?
25 No entanto, como é que o povo de Deus sai de Babilônia, a Grande? No caso da antiga Babilônia, os judeus tiveram de fazer a viagem literal desde a cidade de Babilônia de volta até a Terra Prometida. Mas havia mais envolvido. Isaías disse profeticamente aos israelitas: “Desviai-vos, desviai-vos, saí de lá, não toqueis em nada impuro; saí do meio dela, mantende-vos puros, vós os que carregais os utensílios de Jeová.” (Isaías 52:11) Sim, tinham de abandonar todas as práticas religiosas, impuras, da religião babilônica, que pudessem macular sua adoração de Jeová.
26. Como os cristãos coríntios obedeceram às palavras: ‘Saí do meio deles e cessai de tocar em coisa impura’?
26 O apóstolo Paulo citou as palavras de Isaías na carta aos coríntios, dizendo: “Não vos ponhais em jugo desigual com incrédulos. Pois, que associação tem a justiça com o que é contra a lei? Ou que parceria tem a luz com a escuridão? . . . ‘Portanto, saí do meio deles e separai-vos’, diz Jeová, ‘e cessai de tocar em coisa impura’.” Os cristãos coríntios não precisavam sair de Corinto para obedecer a essa ordem. Todavia, tinham de evitar literalmente os templos impuros da religião falsa, bem como separar-se espiritualmente dos atos impuros daqueles idólatras. Em 1919, os do povo de Deus começaram a fugir dessa maneira de Babilônia, a Grande, purificando-se de todos os resíduos de ensinos e práticas impuros. Assim podiam servir a Ele como o Seu purificado povo. — 2 Coríntios 6:14-17; 1 João 3:3.
27. Que paralelos existem entre os julgamentos expressos contra a antiga Babilônia e os contra Babilônia, a Grande?
27 A queda e a subsequente desolação da antiga Babilônia foram a punição pelos seus pecados. “Porque o julgamento dela atingiu até os céus.” (Jeremias 51:9) De modo similar, os pecados de Babilônia, a Grande, “acumularam-se até o céu”, de modo a chegar à atenção do próprio Jeová. Ela é culpada de injustiça, idolatria, imoralidade, opressão, roubo e assassinato. A queda da antiga Babilônia foi em parte vingança por aquilo que ela havia feito ao templo de Jeová e aos Seus verdadeiros adoradores. (Jeremias 50:8, 14; 51:11, 35, 36) A queda de Babilônia, a Grande, e sua consequente destruição são igualmente expressões de vingança por aquilo que ela tem feito aos verdadeiros adoradores no decorrer dos séculos. De fato, sua derradeira destruição é o começo do “dia de vingança da parte de nosso Deus”. — Isaías 34:8-10; 61:2; Jeremias 50:28.
28. Que norma de justiça Jeová aplica a Babilônia, a Grande, e por quê?
28 Sob a Lei mosaica, quando um israelita furtava algo de seu conterrâneo, ele tinha de pagar pelo menos o dobro em compensação. (Êxodo 22:1, 4, 7, 9) Na vindoura destruição de Babilônia, a Grande, Jeová aplicará uma comparável norma de justiça. Ela há de receber em dobro aquilo que fez. Não se terá nenhuma misericórdia, porque Babilônia, a Grande, não teve nenhuma misericórdia com as suas vítimas. Ela se nutria como parasita dos povos da Terra, a fim de manter-se em “impudente luxúria”. Agora ela é que sofrerá e pranteará. A antiga Babilônia achava que se encontrava numa situação absolutamente segura, gabando-se: “Não estarei sentada como viúva e não conhecerei a perda de filhos.” (Isaías 47:8, 9, 11) Babilônia, a Grande, também se sente segura. Mas a destruição dela, decretada por Jeová, que “é forte”, ocorrerá depressa, como que “num só dia”!
[Nota(s) de rodapé]
a Nota na Tradução do Novo Mundo com Referências.
[Quadro na página 263]
“Os Reis . . . Cometeram Fornicação com Ela”
No começo do século 19, comerciantes europeus contrabandeavam grandes quantidades de ópio para a China. Em março de 1839, autoridades chinesas tentaram impedir esse tráfico ilegal por confiscar de comerciantes britânicos 20.000 caixotes da droga. Isto levou a uma tensão entre a Grã-Bretanha e a China. Ao passo que as relações entre os dois países se deterioravam, alguns missionários protestantes incitavam a Grã-Bretanha a recorrer à guerra, com declarações tais como a seguinte:
“Como essas dificuldades alegram meu coração, porque eu acho que o governo inglês talvez se enfureça, e Deus, no Seu poder, talvez rompa as barreiras que impedem que o evangelho de Cristo entre na China.” — Henrietta Shuck, missionária dos Batistas do Sul.
Por fim, irrompeu a guerra — a guerra que hoje é conhecida como a Guerra do Ópio. Missionários incentivavam a Grã-Bretanha de todo o coração com comentários tais como estes:
“Sinto-me impelido a encarar o atual estado de coisas não tanto como um assunto de ópio ou um assunto inglês, quanto o grande desígnio da Providência, de tornar a iniquidade do homem subserviente aos Seus propósitos de misericórdia para com a China, em romper através da sua muralha de exclusão.” — Peter Parker, missionário congregacionalista.
Outro missionário congregacionalista, Samuel W. Williams, acrescentou: “A mão de Deus é evidente em tudo o que transpirou de maneira notável, e não duvidamos de que Aquele que disse que Ele veio trazer a espada à terra, chegou aqui, e isso para a destruição veloz dos Seus inimigos e para o estabelecimento do Seu próprio reino. Ele derrubará e derrubará até que estabeleça o Príncipe da Paz.”
A respeito da horrenda matança dos naturais da China, o missionário J. Lewis Shuck escreveu: “Considero tais cenas . . . como os instrumentos diretos do Senhor na eliminação do lixo que impede o avanço da Verdade Divina.”
O missionário congregacionalista Elijah C. Bridgman acrescentou: “Deus frequentemente fez uso do braço forte do poder civil com o fim de preparar o caminho para o Seu reino . . . O instrumento usado nestes grandes momentos é humano; o poder orientador é divino. O sublime governador de todas as nações tem empregado a Inglaterra para punir e humilhar a China.” — Citações tiradas de “Fins e Meios”, 1974, um ensaio de Stuart Creighton Miller publicado em The Missionary Enterprise in China and America (O Empreendimento Missionário na China e na América; um Estudo de Harvard, editado por John K. Fairbank).
[Quadro na página 264]
“Os Comerciantes Viajantes . . . Ficaram Ricos”
“Entre 1929 e o irrompimento da Segunda Guerra Mundial, [Bernadino] Nogara [administrador financeiro do Vaticano] destinou algum capital do Vaticano e agentes do Vaticano para trabalharem em campos diversificados da economia da Itália — em especial na energia elétrica, nas comunicações telefônicas, em instituições de crédito e em bancos, em pequenas estradas de ferro e na produção de implementos agrícolas, de cimento e de fibras têxteis sintéticas. Muitas dessas especulações comerciais deram bom resultado.
“Nogara assumiu o controle de várias empresas, incluindo La Società Italiana della Viscosa, La Supertessile, La Società Meridionale Industrie Tessili e La Cisaraion. Fundindo-as numa só empresa, que ele chamou de CISA-Viscosa e colocou sob o comando do Barão Francesco Maria Oddasso, um dos leigos de maior confiança do Vaticano, Nogara manobrou então a absorção da nova empresa pela maior manufatureira têxtil da Itália, a SNIA-Viscosa. Por fim, a participação do Vaticano na SNIA-Viscosa aumentou cada vez mais e, com o tempo, o Vaticano assumiu o controle dela — como atesta o fato de que o Barão Oddasso subsequentemente tornou-se vice-presidente dela.
“Assim penetrou Nogara na indústria têxtil. Ele penetrou em outras indústrias de maneiras diversas, pois Nogara tinha muitos truques escondidos. Este desprendido homem . . . provavelmente fez mais para infundir vida na economia da Itália do que qualquer outro empresário por si só na história da Itália . . . Benito Mussolini nunca conseguiu realmente estabelecer o império com que sonhava, mas possibilitou ao Vaticano e a Bernadino Nogara criar um domínio de outra espécie.” — The Vatican Empire (O Império do Vaticano), de Nino Lo Bello, páginas 71-73.
Este é apenas um exemplo da íntima cooperação entre os comerciantes da Terra e Babilônia, a Grande. Não é de admirar que esses comerciantes prantearão quando seu sócio comercial deixar de existir!
[Foto na página 259]
Ao passo que os humanos se espalhavam por toda a Terra, levavam consigo a religião babilônica
[Foto na página 261]
A classe de João, qual vigia, proclama que Babilônia caiu
[Foto na página 266]
As ruínas da antiga Babilônia pressagiam a vindoura ruína de Babilônia, a Grande
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Pranto e regozijo pelo fim de BabilôniaRevelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
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Capítulo 37
Pranto e regozijo pelo fim de Babilônia
1. Como “os reis da terra” reagirão à repentina destruição de Babilônia, a Grande?
O FIM de Babilônia é uma boa notícia para o povo de Jeová, mas como é encarado pelas nações? João nos informa: “E os reis da terra, que cometeram fornicação com ela e viveram em impudente luxúria, chorarão e baterão em si mesmos de pesar por causa dela, ao olharem para a fumaça do incêndio dela, enquanto estão parados à distância, por causa do seu temor do tormento dela,dizendo: ‘Ai, ai, ó grande cidade, Babilônia, forte cidade, porque numa só hora chegou o teu julgamento!’” — Revelação 18:9, 10.
2. (a) Visto que os simbólicos dez chifres da fera cor de escarlate destroem Babilônia, a Grande, por que é que “os reis da terra” lamentam o fim dela? (b) Por que é que os reis pesarosos param à distância da cidade condenada?
2 A reação das nações talvez pareça surpreendente em vista do fato de Babilônia ser destruída pelos simbólicos dez chifres da fera cor de escarlate. (Revelação 17:16) Porém, quando Babilônia tiver desaparecido, “os reis da terra” evidentemente se darão conta de quão útil ela fora para eles em manter o povo apaziguado e em sujeição. Os clérigos têm proclamado as guerras como sagradas, têm atuado como agentes de recrutamento e, na pregação, têm exortado os jovens a ir para as frentes de batalha. A religião tem provido uma fachada de santidade, atrás da qual governantes corruptos oprimem o povo comum. (Veja Jeremias 5:30, 31; Mateus 23:27, 28.) Note, porém, que esses reis pesarosos estão agora parados a certa distância daquela cidade condenada. Não se aproximam o suficiente para ajudá-la. Lamentam vê-la desaparecer, mas não o bastante para se arriscar a agir em favor dela.
Comerciantes Choram e Pranteiam
3. Quem mais lamenta o desaparecimento de Babilônia, a Grande, e que motivos João apresenta para isso?
3 Os reis da Terra não são os únicos a lamentar o desaparecimento de Babilônia, a Grande. “Também os comerciantes viajantes da terra estão chorando e pranteando por causa dela, porque não há mais ninguém para comprar todo o seu estoque, todo um estoque de ouro, e de prata, e de pedra preciosa, e de pérolas, e de linho fino, e de púrpura, e de seda, e de escarlate; e tudo em matéria de madeira fragrante, e toda sorte de objeto de marfim, e toda sorte de objeto feito da madeira mais preciosa, e de cobre, e de ferro, e de mármore; também canela, e especiaria indiana, e incenso, e óleo perfumado, e olíbano, e vinho, e azeite de oliveira, e flor de farinha, e trigo, e gado, e ovelhas, e cavalos, e carros, e escravos, e almas humanas. Sim, o fruto excelente que a tua alma desejou afastou-se de ti [Babilônia, a Grande], e todas as coisas delicadas e as coisas suntuosas pereceram de ti, e nunca mais as acharão.” — Revelação 18:11-14.
4. Por que “os comerciantes viajantes” choram e pranteiam o fim de Babilônia, a Grande?
4 Sim, Babilônia, a Grande, era amiga íntima e boa freguesa dos comerciantes ricos. Por exemplo, os mosteiros, os conventos e as igrejas da cristandade, no decorrer dos séculos, têm adquirido enormes quantidades de ouro, prata, pedras preciosas, madeiras valiosas e outras formas de riqueza material. Além disso, a religião tem concedido sua bênção às ondas de compras e às bebedeiras associadas com a celebração do Natal, que desonra a Cristo, e de outros chamados dias santificados. Os missionários da cristandade têm penetrado em terras distantes, abrindo novos mercados para “os comerciantes viajantes” deste mundo. No Japão do século 17, o catolicismo, que viera junto com os comerciantes, até mesmo se envolveu em guerras feudais. Narrando uma batalha decisiva sob as muralhas do castelo de Osaka, The Encyclopædia Britannica declara: “As tropas de Tokugawa viram-se lutando contra um adversário cujas bandeiras ostentavam a cruz e imagens do Salvador e de São Tiago, santo padroeiro da Espanha.” A facção vitoriosa perseguiu e praticamente acabou com o catolicismo naquele país. A participação da igreja nos atuais assuntos do mundo tampouco lhe trará bênção.
5. (a) Como a voz saída do céu descreve adicionalmente o pranto dos “comerciantes viajantes”? (b) Por que é que os comerciantes também estão “parados à distância”?
5 A voz saída do céu diz adicionalmente: “Os comerciantes viajantes destas coisas, que se tornaram ricos por meio dela, estarão parados à distância por causa do seu temor do tormento dela, e chorarão e prantearão, dizendo: ‘Ai, ai — a grande cidade, trajada de linho fino, e de púrpura, e de escarlate, e ricamente adornada de enfeite de ouro, e pedra preciosa, e pérola, porque tais grandes riquezas foram devastadas numa só hora!’” (Revelação 18:15-17a) Com a destruição de Babilônia, a Grande, os “comerciantes” pranteiam a perda desta sócia comercial. Deveras, para eles é “ai, ai”. Note, porém, que o motivo de prantearem é inteiramente egoísta e que eles — iguais aos reis — estão “parados à distância”. Não se chegam perto o bastante para ser de ajuda para Babilônia, a Grande.
6. Como a voz saída do céu descreve o pranto de capitães de navios e de marujos, e por que eles choram?
6 O relato prossegue: “E todo capitão de navio e todo homem que viaja para alguma parte, e os marujos, e todos os que vivem do mar, estavam parados à distância e clamavam ao olharem para a fumaça do incêndio dela, dizendo: ‘Que cidade é semelhante à grande cidade?’ E lançavam pó sobre as suas cabeças e clamavam, chorando e pranteando, e dizendo: ‘Ai, ai — a grande cidade, na qual todos os que têm barcos no mar ficaram ricos em razão da sua preciosidade, porque ela foi devastada numa só hora!’” (Revelação 18:17b-19) A antiga Babilônia era uma cidade comercial e tinha uma grande frota de navios. De modo similar, Babilônia, a Grande, faz volumosos negócios por meio das “muitas águas” do seu povo. Isso provê emprego a muitos dos seus súditos religiosos. Que golpe econômico será para estes a destruição de Babilônia, a Grande! Nunca mais haverá um meio de vida semelhante ao provido por ela.
Regozijo Pelo Aniquilamento Dela
7, 8. Como a voz saída do céu culmina a sua mensagem a respeito de Babilônia, a Grande, e quem agirá segundo estas palavras?
7 Quando a antiga Babilônia foi derrubada pelos medos e pelos persas, Jeremias disse profeticamente: “E os céus e a terra, e tudo o que neles há, hão de gritar de júbilo sobre Babilônia.” (Jeremias 51:48) Ao ser destruída Babilônia, a Grande, a voz do céu culmina sua mensagem, dizendo a respeito de Babilônia, a Grande: “Alegra-te por causa dela, ó céu, e também vós, santos, e vós, apóstolos, e vós, profetas, porque por vós Deus exigiu dela judicialmente a punição!” (Revelação 18:20) Jeová e os anjos se deleitarão de ver o aniquilamento da antiga inimiga de Deus, como o farão também os apóstolos e os primitivos profetas cristãos, que então já terão sido ressuscitados e estarão ocupando sua posição no arranjo dos 24 anciãos. — Veja Salmo 97:8-12.
8 De fato, todos os “santos” — quer ressuscitados para o céu, quer ainda sobrevivendo na Terra — clamarão de alegria, assim como fará também a grande multidão associada de outras ovelhas. Com o tempo serão ressuscitados todos os fiéis homens da antiguidade para o novo sistema de coisas, e eles também participarão no regozijo. Os do povo de Deus não se têm tentado vingar dos seus perseguidores religiosos falsos. Têm-se lembrado das palavras de Jeová: “A vingança é minha; eu pagarei de volta, diz Jeová.” (Romanos 12:19; Deuteronômio 32:35, 41-43) Pois bem, Jeová já fez agora a retribuição. Todo o sangue derramado por Babilônia, a Grande, terá sido vingado.
Lançada Uma Grande Mó
9, 10. (a) O que um anjo forte faz e diz agora? (b) Que ato similar ao realizado pelo anjo forte de Revelação 18:21 ocorreu no tempo de Jeremias, e o que isso garantiu? (c) O que a ação tomada pelo anjo forte visto por João garante?
9 O que João vê a seguir confirma que o julgamento de Jeová contra Babilônia, a Grande, é terminante: “E um anjo forte levantou uma pedra semelhante a uma grande mó e lançou-a no mar, dizendo: ‘Assim, com um lance rápido, Babilônia, a grande cidade, será lançada para baixo, e ela nunca mais será achada.’” (Revelação 18:21) No tempo de Jeremias, realizou-se um ato similar, de forte sentido profético. Jeremias foi inspirado a escrever num livro “toda a calamidade que viria sobre Babilônia”. Ele entregou o livro a Seraías e mandou-o viajar para Babilônia. Ali, seguindo as instruções de Jeremias, Seraías leu uma declaração contra aquela cidade: “Ó Jeová, tu mesmo falaste contra este lugar, a fim de decepá-lo para que não venha a haver nele nenhum habitante, nem homem nem mesmo animal doméstico, mas para que ela se torne meros baldios desolados por tempo indefinido.” Seraías atou então uma pedra ao livro e o lançou no rio Eufrates, dizendo: “Assim afundará Babilônia e nunca mais se levantará por causa da calamidade que trago sobre ela.” — Jeremias 51:59-64.
10 Lançar-se o livro com a pedra presa nele dentro do rio era garantia de que Babilônia mergulharia no esquecimento, para nunca mais se restabelecer. Ver o apóstolo João um anjo forte realizar um ato similar é igualmente uma forte garantia de que o propósito de Jeová para com Babilônia, a Grande, será executado. A atual condição completamente arruinada da antiga Babilônia atesta fortemente o que sobrevirá à religião falsa no futuro próximo.
11, 12. (a) Como o anjo forte se dirige agora a Babilônia, a Grande? (b) Como Jeremias profetizou a respeito da Jerusalém apóstata, e o que isso indicava para os nossos dias?
11 O anjo forte dirige-se agora a Babilônia, a Grande, dizendo: “E nunca mais se ouvirá em ti o som de cantores ao acompanhamento de harpas, e de músicos, e de flautistas, e de trombeteiros, e jamais se achará de novo em ti artífice algum de qualquer profissão, e jamais se ouvirá de novo em ti o som da mó, e jamais brilhará de novo em ti a luz de lâmpada, e jamais se ouvirá de novo em ti a voz de noivo e de noiva; porque os teus comerciantes viajantes eram os dignitários da terra, pois todas as nações foram desencaminhadas pelas tuas práticas espíritas.” — Revelação 18:22, 23.
12 Jeremias profetizou em termos comparáveis a respeito da Jerusalém apóstata: “Eu vou destruir dentre eles o som de exultação e o som de alegria, a voz do noivo e a voz da noiva, o som do moinho manual e a luz da lâmpada. E toda esta terra terá de tornar-se um lugar devastado, um assombro.” (Jeremias 25:10, 11) A cristandade, como parte principal de Babilônia, a Grande, tornar-se-á uma ruína sem vida, conforme foi tão vividamente retratado pela condição desolada de Jerusalém depois de 607 AEC. A cristandade, que antes se alegrava animadamente e estava cheia do barulho cotidiano, encontrar-se-á vencida e abandonada.
13. Que repentina mudança sobrevém a Babilônia, a Grande, e que efeito tem sobre os seus “comerciantes viajantes”?
13 De fato, conforme o anjo aqui diz a João, toda a Babilônia, a Grande, se transformará dum poderoso império internacional num baldio árido e deserto. Seus “comerciantes viajantes”, incluindo milionários de alta categoria, usaram a religião dela para fins pessoais ou como fachada, e os clérigos acharam lucrativo compartilhar o destaque com eles. Mas, esses comerciantes não mais terão Babilônia, a Grande, por cúmplice. Ela não mais enganará as nações da Terra com as suas práticas religiosas, místicas.
Uma Pavorosa Culpa de Sangue
14. Que motivos o anjo forte apresenta para a severidade do julgamento de Jeová, e o que Jesus disse similarmente quando esteve na Terra?
14 Em conclusão, o anjo forte diz por que Jeová julga tão severamente a Babilônia, a Grande: “Sim”, diz o anjo, “nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra”. (Revelação 18:24) Quando Jesus esteve na Terra, ele disse aos líderes religiosos em Jerusalém que eles eram responsáveis por “todo o sangue justo derramado na terra, desde o sangue do justo Abel” em diante. Concordemente, aquela geração pervertida foi destruída em 70 EC. (Mateus 23:35-38) Hoje, outra geração de sectários religiosos tem culpa de derramar sangue pela perseguição que tem movido aos servos de Deus.
15. De que duas maneiras a Igreja Católica na Alemanha nazista foi responsável de derramar sangue?
15 Guenter Lewy, no seu livro The Catholic Church and Nazi Germany (A Igreja Católica e a Alemanha Nazista), escreve: “Quando as Testemunhas de Jeová, em 13 de abril [de 1933], foram suprimidas na Baviera, a Igreja até mesmo aceitou a tarefa de que foi incumbida pelo Ministério de Educação e Religião de denunciar qualquer membro da seita que ainda praticasse a religião proibida.” A Igreja Católica, portanto, tem parte na responsabilidade de milhares de Testemunhas de Jeová terem sido mandadas para campos de concentração; suas mãos estão manchadas pelo sangue vital de centenas de Testemunhas de Jeová executadas. Quando jovens Testemunhas de Jeová, tais como Wilhelm Kusserow, mostraram que podiam morrer corajosamente quando executados por um pelotão de fuzilamento, Hitler decidiu que o pelotão de fuzilamento era bom demais para objetores por motivo de consciência; de modo que o irmão de Wilhelm, Wolfgang, à idade de 20 anos, morreu executado por guilhotina. Ao mesmo tempo, a Igreja Católica incentivava jovens católicos alemães a morrer no exército pela pátria. A culpa que a Igreja tem por sangue derramado é bem evidente!
16, 17. (a) Que culpa de sangue tem de ser atribuída a Babilônia, a Grande, e como o Vaticano se tornou culpado de derramar o sangue dos judeus que morreram nos pogrons nazistas? (b) Qual é uma das maneiras em que a religião falsa é culpada de matar milhões de pessoas em centenas de guerras na atualidade?
16 Entretanto, a profecia diz que Babilônia, a Grande, deve ser responsabilizada pelo sangue de “todos os que foram mortos na terra”. Certamente tem sido assim em tempos modernos. Por exemplo, visto que a intriga católica ajudou Hitler a ascender ao poder na Alemanha, o Vaticano compartilha a terrível culpa de sangue com respeito aos seis milhões de judeus que morreram nos pogrons nazistas. Além disso, em nossos dias bem mais de cem milhões de pessoas já foram mortas em centenas de guerras. Cabe a responsabilidade disso à religião falsa? Sim, de duas maneiras.
17 Uma maneira é que muitas guerras se relacionam com disputas religiosas. Por exemplo, a violência na Índia, entre muçulmanos e hindus, em 1946-48, tinha motivação religiosa. Perderam-se centenas de milhares de vidas. O conflito entre Iraque e Irã, nos anos 80, relacionava-se com disputas sectárias, causando a morte de centenas de milhares. A violência entre católicos e protestantes na Irlanda do Norte tem ceifado milhares de vidas. Pesquisando este campo, o colunista C. L. Sulzberger disse em 1976: “É uma verdade funesta de que provavelmente metade ou mais das guerras travadas atualmente ao redor do mundo ou são claramente conflitos religiosos ou estão envolvidas em disputas religiosas.” De fato, tem sido assim durante toda a história turbulenta de Babilônia, a Grande.
18. Qual é a segunda maneira em que as religiões do mundo são culpadas de derramar sangue?
18 Qual é a segunda maneira? Do ponto de vista de Jeová, as religiões do mundo são culpadas de derramar sangue porque não ensinaram convincentemente aos seus seguidores a verdade do que Jeová requer dos seus servos. Não ensinaram convincentemente às pessoas que os verdadeiros adoradores de Deus têm de imitar a Jesus Cristo e têm de mostrar amor aos outros, não importa qual a nacionalidade deles. (Miqueias 4:3, 5; João 13:34, 35; Atos 10:34, 35; 1 João 3:10-12) Visto que as religiões que compõem Babilônia, a Grande, não têm ensinado estas coisas, seus adeptos têm sido tragados pelo redemoinho das guerras internacionais. Isso ficou bem evidente nas duas guerras mundiais da primeira metade do século 20, que tiveram começo na cristandade e resultaram em pessoas da mesma religião se matarem umas às outras! Se todos os que afirmavam ser cristãos tivessem aderido aos princípios bíblicos, essas guerras nunca teriam acontecido.
19. Que pavorosa culpa de sangue Babilônia, a Grande, leva?
19 Jeová deita a culpa por todo este derramamento de sangue em Babilônia, a Grande. Se os líderes religiosos, e especialmente os da cristandade, tivessem ensinado à sua gente a verdade bíblica, esse derramamento de sangue em massa nunca teria ocorrido. Deveras, pois, direta ou indiretamente, Babilônia, a Grande — a grande meretriz e império mundial da religião falsa — tem de prestar contas a Jeová não só pelo “sangue dos profetas, e dos santos”, que ela perseguiu e matou, mas também pelo sangue “de todos os que foram mortos na terra”. Babilônia, a Grande, de fato, tem uma pavorosa culpa de sangue. Já vai tarde, na destruição final dela!
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