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  • Um Deus que merece nossa confiança
    A Sentinela — 1976 | 1.° de julho
    • Um Deus que merece nossa confiança

      AS PROMESSAS humanas muitas vezes são indignas de confiança. Apesar disso, ainda há pessoas que confiam nelas. Por quê? Nossa confiança baseia-se na maior parte nos seus antecedentes de fidedignidade e confiança. Sabemos que uma série de coisas podem impedi-los de cumprir o que prometeram. Mas, não deixemos que tais possibilidades nos impeçam de confiar neles.

      Que dizer de nosso Criador? Merece ele confiança muito maior? Sim, ele nos forneceu uma base para termos a certeza de que nada jamais impedirá o cumprimento mesmo de uma só de suas promessas. Os antecedentes de Jeová Deus, como Cumpridor de sua palavra, não contêm nem mesmo uma só falha. Tome o caso dos israelitas no tempo de Josué. Eles testemunhavam o cumprimento da promessa de Deus, de que receberiam a terra de Canaã — promessa feita ao seu antepassado Abraão mais de quatrocentos anos antes. (Gên. 15:13-21) Também, em cumprimento da promessa de Deus feita mediante Moisés, e com ajuda e proteção divina, conseguiram tomar posse de Canaã apesar da ferrenha oposição de nações mais fortes. (Deu. 7:17-21; 11:23) Relembrando o que Jeová Deus havia feito, Josué podia dizer aos israelitas: “Não falhou nem uma única de todas as boas promessas que Jeová fizera à casa de Israel; tudo se cumpriu.” — Jos. 21:45.

      NENHUM OBSTÁCULO PODE IMPEDIR O CUMPRIMENTO

      Quão diferente é com o homem! A menos que possa cumprir sua promessa num prazo comparativamente curto, poderá ser impedido por circunstâncias imprevistas. Sua palavra de promessa poderá tornar-se palavra morta. Mas, no caso do Deus eterno, sua palavra de promessa está sempre ‘viva e poderosa’. (Heb. 4:12) Nada pode impedir seu cumprimento.

      Jeová declarou por meio de seu profeta Isaías (55:10, 11): “Assim como desce dos céus a chuvada e a neve, e não volta àquele lugar, a menos que realmente sature a terra e a faça produzir e brotar, e se dê de fato semente ao semeador e pão ao comedor, assim mostrará ser a minha palavra que sai da minha boca. Não voltará a mim sem resultados, mas certamente fará aquilo em que me agradei e terá êxito certo naquilo para que a enviei.

      Uma vez que a chuva ou a neve comecem a cair, quem pode impedir que a precipitação pluvial penetre no solo! A água que desce em forma de neve ou chuva forçosamente alcança seu objetivo. Junto com os nutrientes no solo, provê às plantas o necessário para crescerem e produziram fruto. No caso dos cereais, parte da semente produzida pode ser reservada para a semeadura na próxima estação, e uma parte muito maior pode ser transformada em farinha para fazer pão. Assim se alcança o derradeiro objetivo da precipitação pluvial.

      De modo similar, cada pormenor das promessas de Deus será cumprido, não importa quais os obstáculos que possam interpor-se no caminho. Isto foi bem ilustrado no caso da palavra específica de promessa em consideração no capítulo 55 de Isaías. Os Isa 55 versículos 12 e 13 rezam: “Saireis com alegria e sereis trazidos para dentro com paz. Os próprios montes e morros ficarão animados diante de vós com clamor jubilante, e as próprias árvores do campo, todas, baterão palmas. Em lugar da moita de silvas subirá o junípero. Em lugar da urtiga subirá a murta.”

      Esta promessa referia-se ao tempo então futuro, em que a terra desolada de Judá, cheia de silvas e urtigas, seria novamente cultivada e habitada. O cumprimento desta promessa, porém, pode ter parecido quase impossível aos israelitas, levados ao exílio em Babilônia. A capital do Império Caldeu, Babilônia, estava muito fortificada e segundo todas as aparências era inexpugnável. Enquanto governasse a dinastia babilônica, não haveria esperança de ficarem alguma vez livres. Aquela dinastia foi descrita nas Escrituras como tendo a reputação de ‘fazer o solo produto como o ermo, derrotando as suas próprias cidades e não abrindo aos seus prisioneiros ou exilados o caminho para casa’. — Isa. 14:17.

      No entanto, este enorme obstáculo não impediu o cumprimento da promessa. De repente, em uma só noite, a grande Babilônia caiu diante dos medos e dos persas, sob o comando de Ciro. Pouco depois, Ciro emitiu um decreto que habilitou os exilados judeus a voltar para a terra desolada de Judá, a fim de reconstruir o templo de Jeová em Jerusalém. — 2 Crô. 36:22, 23.

      FORNECIDA GARANTIA ADICIONAL

      Outro motivo pelo qual podemos ter a máxima confiança nas promessas de Deus é que está em jogo seu próprio nome ou reputação quanto à sua palavra. No caso da promessa que fez a Abraão, por exemplo, ele até mesmo acrescentou seu juramento. Somos informados em Hebreus 6:13: “Quando Deus fez a sua promessa a Abraão, uma vez que não podia jurar por ninguém maior, jurou por si mesmo.”

      O espantoso desta promessa juramentada é que seu cumprimento não dependia exclusivamente de Jeová Deus. Por que não? Porque havia de ser por intermédio do “descendente” de Abraão que ‘todas as nações da terra haviam de abençoar a si mesmas’. (Gên. 22:18) O “descendente” primário de Abraão mostrou ser Jesus Cristo. (Gál. 3:16) Como tal, será que ele manteria integridade perfeita enquanto na terra? O cumprimento da promessa de Deus dependia disso.

      Jesus Cristo manteve a sua perfeição até à própria morte. Por isso, é certo o cumprimento da promessa feita a Abraão, bem como de todas as outras promessas de Deus. Agora não há dúvida sobre a identidade daquele que é primariamente o descendente de Abraão, nem sobre a possibilidade de ele se mostrar impróprio para ser aquele por meio de quem todas as nações abençoariam a si mesmas. Em 2 Coríntios 1:20 temos a seguinte garantia fortalecedora da fé: “Não importa quantas sejam as promessas de Deus, elas se tornaram Sim por meio dele. Portanto, também por intermédio dele se diz o Amém a Deus, para glória por nosso intermédio.”

      Jesus Cristo é até mesmo corretamente chamado de “Amém”, o que literalmente significa “certo”, “verdadeiramente”, “assim seja” e “verdade”. (Rev. 3:14) Como tal, ele é mais do que apenas alguém que fala a verdade. Seu proceder na vida, de perfeita integridade como homem, inclusive sua morte sacrificial, confirmou e tornou possível a realização de todas as promessas de seu Pai. Todas as promessas de Deus têm cumprimento em Jesus Cristo. — João 14:6.

      Foi Jeová Deus quem tornou possível que seu Filho viesse a ser o descendente primário de Abraão, por fazer com que nascesse milagrosamente da virgem Maria, que era descendente de Abraão por meio da linhagem real de Davi. Jeová, como Pai amoroso, sentiu vivamente o terrível sofrimento a que seu Filho ficou sujeito na terra. Contudo, estava disposto a fazer o sacrifício supremo, entregando seu Filho a favor do mundo. Por isso não podemos imaginar que Jeová Deus deixe agora de algum modo de cumprir sua palavra, depois de ter lançado um sólido alicerce para seu cumprimento, às custas da vida de seu mui querido Filho. Como salientou o apóstolo Paulo: “Aquele que nem mesmo poupou o seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, por que não nos dará também com ele bondosamente todas as outras coisas?” — Rom. 8:32.

      Sim, como poderia alguém temer que talvez alguma promessa de Deus fique sem cumprimento? Jeová Deus já fez o sacrifício supremo. Sua palavra e seu juramento a Abraão não se mostraram mentira, mas, sim, verdade absoluta No decorrer da história humana, Jeová demonstrou sua fidedignidade. Nunca deixou de cumprir sua palavra de promessa. Deveras, Jeová é um Deus que merece nossa absoluta confiança. Ele não nos falhará. Portanto, esforcemo-nos arduamente a não falhar a ele, e empenhemos a manter uma condição aprovada perante ele.

  • Vivem segundo a Bíblia
    A Sentinela — 1976 | 1.° de julho
    • Vivem segundo a Bíblia

      ● Tudo o que um inválido veterano de guerra, no estado de Nova Iorque, sabia sobre as testemunhas cristãs de Jeová era o conceito delas a respeito da neutralidade e da continência à bandeira. Como ele se expressou, estas eram coisas “que não têm probabilidade de agradar à maioria das pessoas”. Mas, pela palestra com um amigo que estudava com as Testemunhas de Jeová, ele ficou induzido a querer saber mais sobre elas. Escreve agora: “Eu esperava encontrar uma corja de fanáticos de olhar desvairado; em vez disso, vi que as Testemunhas de Jeová são pessoas gentis e decentes, que apresentam tranqüila mas vigorosamente os princípios da fé segundo a qual vivem: uma fé constante e coerente.”

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1976 | 1.° de julho
    • Perguntas dos Leitores

      ● Será que a maneira em que a Tradução do Novo Mundo na edição em inglês verte João 1:1 não viola as regras da gramática grega ou esta em conflito com a adoração de apenas um só Deus?

      A Tradução do Novo Mundo, na edição em inglês, verte João 1:1 do seguinte modo: “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era um deus.” Alguns objetaram à tradução de “um deus”, que aparece na parte final deste versículo. Afirmam que os tradutores erraram ao colocarem “um” antes de “deus”. Trata-se realmente duma tradução errônea?

      Embora a língua grega não tenha artigo indefinido que corresponda a “um” em inglês (ou português, língua em que não surge o caso levantado quanto ao inglês), ela tem o artigo definido ho, muitas vezes vertido em inglês por “the” (“o”). Por exemplo, ho Khristós, “o Cristo”, ho Ky’rios, “o Senhor”, ho Theós, literalmente, “o Deus”.

      Freqüentemente, porém, ocorrem em grego substantivos sem o artigo. Os gramáticos chamam estes substantivos de “anartros”, significando “usados sem artigo” ou “sem articulação”. É de interesse notar que, na parte final de João 1:1, a palavra grega para “deus”, theós, não tem na frente dela o artigo definido ho. Como vertem os tradutores tais substantivos gregos anartros em inglês?

      Muitas vezes acrescentam o artigo indefinido, inglês, “a” (“um”) para dar à passagem o devido sentido. Por exemplo, na parte final de João 9:17, o texto grego diz literalmente, segundo a tradução interlinear, literal, do clérigo Alfred Marshall, D. Litt.: “E ele disse [,] — Um profeta ele é.” Não há artigo definido diante da palavra grega para “profeta”. Portanto, o tradutor verteu a palavra por “um profeta”, assim como fazem muitas outras traduções em inglês. — Authorized Version, New American Standard Bible, e também as traduções de Charles B. Williams e William F. Beck.

      Isto não significa, porém, que, cada vez que no texto grego ocorre um substantivo anartro deva aparecer em inglês com o artigo indefinido. Os tradutores vertem estes substantivos de vários modos, às vezes com o artigo “the” (“o”), entendendo que são definidos, embora o artigo definido esteja faltando. Em Mateus 27:40, por exemplo, diversas versões inglesas da Bíblia vertem a frase por “o Filho de Deus”, embora a palavra grega para “filho” esteja sem artigo definido.

      Que dizer de João 1:1? A tradução interlinear

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