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A generosidade recompensaA Sentinela — 1976 | 1.° de dezembro
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para a sua família. — 1 Tim. 5:8.
Não obstante, mesmo aquele que tem pouco em sentido material pode ser generoso. Talvez tenha oportunidades de passar tempo com aqueles que se sentem solitários. Talvez possa animá-los com palavras. Ou poderá participar com outros em alguma atividade edificante, mesmo que seja um simples passeio por um parque ou bosque. Também, poderá contribuir com sua força física por fazer coisas pessoais e úteis para os outros.
De modo que, se alguém tiver limitações, mesmo assim poderá usufruir o efeito sadio de ser “dador animado”. (2 Cor. 9:7) Se ele for generoso com aquilo que possuir e usar de discernimento ao presentear outros, será recompensado com alegria e satisfação íntimas. Ficará contente, sabendo que agiu em harmonia com a vontade de Deus. Por isso, poderá ter a certeza de que continuará a ter a bênção, a orientação e o cuidado de Deus.
Sim, quando estamos profundamente interessados no bem-estar dos outros, somos induzidos a fazer algo a respeito das necessidades deles, contribuindo generosamente com nosso tempo, nossa energia e nossos bens. Fazendo assim, continuaremos a ter ricas recompensas como servos aprovados de Deus.
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Glória — o que é? Como influi nos homens?A Sentinela — 1976 | 1.° de dezembro
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Glória — o que é? Como influi nos homens?
QUANDO ouve as palavras “glória”, “glorioso” ou outros termos relacionados, que idéias lhe vêm à mente? Este assunto deve interessar aos estudantes da Bíblia, porque diversas formas da palavra “glória” ocorrem mais de 450 vezes na Bíblia Sagrada. Qual é o significado de glória?
A Bíblia menciona a glória de vários modos diferentes. Nas Escrituras Hebraicas, a palavra na língua original que na maioria é traduzida por glória é kabhódh. Seu significado básico é “peso, fardo”. De modo que a glória da pessoa pode referir-se a bens materiais, visto que esses fazem com que ela se pareça ponderosa ou impressiva.
A GLÓRIA DE DEUS
A Bíblia menciona freqüentemente a glória em conexão com Deus. Quanto ao seu significado, nestes casos, diz o Dicionário Teológico do Novo Testamento (em inglês): “Se kabhódh, quando se refere ao homem, indica aquilo que o torna impressivo e exige reconhecimento, quer em termos de bens materiais, quer em notoriedade [dignidade ou importância], com relação a Deus, indica aquilo que torna Deus impressionante para o homem”.
Neste sentido, a grande hoste de corpos celestes, no nosso universo, “declaram a glória de Deus”. (Sal. 19:1) Manifestações temíveis, incluindo um “fogo devorador”, eram evidência da “glória de Jeová” no monte Sinai, na ocasião em que se deu a lei mosaica. (Êxo. 24:16-18) As Escrituras declaram também que “Cristo foi levantado dentre os mortos por intermédio da glória [doxa, equivalente grego de kabhódh] do Pai”. (Rom. 6:4) Em todos esses casos, glória refere-se à evidência impressionante da onipotência de Deus.
Outro significado de glória aparece em Lucas 2:9: “E, repentinamente estava parado ao lado deles o anjo de Jeová, e a glória de Jeová reluzia em volta deles, e ficaram muito temerosos.” Neste caso, glória significa ‘brilho”, “esplendor”. No mesmo sentido, a Bíblia fala sobre a glória do sol, da lua e das estrelas. — 1 Cor. 15:40, 41.
GLÓRIA E JESUS CRISTO
A Palavra de Deus menciona a glória muitas vezes em conexão com Jesus Cristo. A Bíblia diz sobre o primeiro milagre de Jesus, que ele “tornou manifesta a sua glória”. (João 2:11) A glória, neste caso, era evidência do poder milagroso que identificava a Jesus como sendo o prometido Messias.
Jesus usou o termo em outro sentido quando orou a Deus: “De modo que agora, Pai, glorifica-me junto de ti com a glória que eu tive junto de ti antes de haver mundo.” (João 17:5) Jesus referiu-se ali ao estado enaltecido que havia usufruído no céu, antes de vir à terra. Em resposta a essa oração, Deus “glorificou o seu Servo, Jesus”, ressuscitando-o e levando-o de volta ao céu. (Atos 3:13-15) Mas Jesus havia de ter uma glorificação ainda maior.
A narrativa de Lucas, sobre a transfiguração de Jesus, reza: “Enquanto orava, a aparência do seu rosto tornou-se diferente e a sua vestimenta tornou-se resplendentemente branca. Também, eis que dois homens conversavam com ele, sendo eles Moisés e Elias. Estes apareceram com glória e começaram a falar sobre a sua partida, que ele estava destinado a cumprir em Jerusalém. Ora, Pedro e os com ele estavam premidos de sono; mas, ao acordarem plenamente, viram a glória dele.” (Luc. 9:29-32) O apóstolo Pedro explicou que esta visão tinha que ver com uma glória notável, ou com “magnificência” régia, que Jesus havia de receber na sua “presença” invisível no poder do Reino. — 2 Ped. 1:16.
E há ainda outra maneira em que Jesus Cristo dará evidência de glória. A Bíblia prediz para a geração que vive durante a presença de Jesus uma “grande tribulação”, que apresentará uma tremenda demonstração “da glória da sua força, no tempo em que ele vem para ser glorificado em conexão com os seus santos.” — Mat. 24:21, 22; 2 Tes. 1:9, 10.
GLÓRIA QUE AFETA A HUMANIDADE
As Escrituras fazem referência à glória com relação à humanidade. Por exemplo, veja o que o apóstolo Paulo escreveu em Romanos 3:23: “Todos pecaram e não atingem a glória de Deus.” Como surgiu essa situação?
A Palavra de Deus conta que o primeiro casal humano, Adão e Eva, desobedeceram à ordem de Deus, de não comer do fruto da árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau. (Gên. 2:15-17; 3:1-6) Por comerem, deixaram de refletir na devida medida os atributos perfeitos de Deus, à cuja imagem o homem foi criado. (Gên. 1:26, 27) Visto que todos os descendentes de Adão herdaram o pecado e sua conseqüência, a morte, cada membro da família humana deixa de refletir devidamente a glória de Deus. — Rom. 5:12; 6:23.
A fim de restaurar à raça humana a perfeição, Deus tomou o propósito de abençoar certos dentre a humanidade com glória celestial. (Rom. 8:18, 19) Segundo a Bíblia, o Criador levará ao céu 144.000 pessoas, que haviam vivido como humanos na terra. (Rev. 14:1-5) Estes formarão, junto com Cristo Jesus, o corpo celestial dum Reino, para governar a terra. — Rev. 5:9, 10.
SUA CONDUTA E A GLÓRIA DE DEUS
Como devem os cristãos comportar-se, enquanto aguardam as futuras bênçãos, quer no céu, quer na terra? Neste respeito, o escritor bíblico, inspirado, aconselha: “Portanto, quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei todas as coisas para a glória de Deus.” (1 Cor. 10:31) Neste caso, a glória manifesta-se através da honra ou do louvor que as pessoas dão a Deus. Mostrando que a conduta do cristão é realmente significativa neste respeito, Jesus disse: “Deixai brilhar a vossa luz perante os homens, para que vejam as vossas obras excelentes e dêem glória ao vosso Pai, que está nos céus.” — Mat. 5:16.
Mas, há uma espécie de glória que os verdadeiros adoradores de Deus querem evitar. Por quê? Considere o que o apóstolo João escreveu a respeito de Jesus: “Muitos dos próprios governantes depositavam realmente fé nele, mas, por causa dos fariseus, não o confessavam, a fim de que não fossem expulsos da sinagoga; pois amavam mais a glória dos homens do que mesmo a glória de Deus.” (João 12:42, 43) Os cristãos, especialmente os superintendentes e os que ‘procuram alcançar’ tal cargo, devem acautelar-se contra buscar a aclamação de homens. (1 Tim. 3:1) Em vez disso, precisam seguir o exemplo perfeito de Jesus, que disse: “Não aceito glória de homens.” — João 5:41; 1 Tes. 2:5, 6.
“DE GLÓRIA EM GLÓRIA”
As Escrituras exortam os adoradores de Deus a fazer contínuo progresso em refletir a glória de Deus. Neste respeito, o apóstolo Paulo recorreu à experiência de Moisés, quando este desceu do monte Sinai, depois de ter recebido pela segunda vez duas tábuas de pedra, inscritas com os Dez Mandamentos. Nesta ocasião, a face de Moisés brilhava com raios de glória tão fortes, que era necessário que Moisés velasse o rosto ao falar com os israelitas. (Êxo. 34:29-35) Paulo argumentou: “Se o código que administra a morte e que foi gravado com letras de pedras veio a existir em glória, de modo que os filhos de Israel não podiam fitar atentamente os olhos no rosto de Moisés, por causa da glória do seu rosto, glória que havia de ser eliminada, por que não deve a administração do espírito ser com muito mais glória? Porque, se o código que administrava a condenação era glorioso, muito mais abundará com glória a administração da justiça.” — 2 Cor. 3:7-9.
Em contraste com a glória literal que acompanhou a outorga do código da lei mosaica, os 144.000 que estão no “novo pacto”, predito por Jeremias, precisam brilhar com a glória espiritual que reflete as qualidades da personalidade de Deus dum modo sem precedentes. (Jer. 31:31-34) Visto que o novo pacto provê tanto o “perdão de pecados” como um “sacerdócio real”, para a bênção de toda a humanidade, excede em muito os benefícios do pacto da Lei. (Atos 5:31; 1 Ped. 2:9; Êxo. 19:5, 6) Também, os que estão no novo pacto adoram a Deus “com espírito”. (João 4:23, 24) Quer dizer, sua adoração é com espírito animado, motivada do íntimo, em vez de por uma legislação escrita. (2 Cor. 3:3) Nisto se evidencia, deveras, uma glória superior, ou uma manifestação da personalidade perfeita de Deus.
Contrastando a ação de Moisés, que velou seu rosto, com as atividades dos cristãos que estão no “novo pacto”, Paulo escreveu: “E todos nós, ao passo que com rostos desvelados refletimos como espelhos a glória de Jeová, somos transformados na mesma imagem, de glória em glória, exatamente como feito por Jeová, o Espírito.” — 2 Cor. 3:18.
Os cristãos precisam sempre progredir em refletir a glória de Deus. Um modo importante de fazer isso é por falar com denodo sobre o propósito de Deus, de abençoar toda a humanidade por meio do sacerdócio real, celestial. Acatam também a admoestação bíblica: “Revesti-vos da nova personalidade, a qual, por intermédio do conhecimento exato, está sendo renovada segundo a imagem Daquele que a criou.” (Col. 3:10) Ao passo que os adoradores de Deus conjugam a pregação zelosa dos propósitos de Deus com a harmonização progressiva de sua vida com os princípios bíblicos, eles progridem “de glória em glória” e aumentam sua glorificação de Deus.
Está aguardando o tempo em que Deus restaurará a perfeição humana à humanidade, quando esta não ‘deixará de atingir a glória de Deus’? (Rom. 3:23) Neste caso, faça tudo o que puder agora para refletir a glória de Deus pela conduta excelente, que se harmoniza com os princípios bíblicos.
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‘Como mudas de oliveiras ao redor da minha mesa’A Sentinela — 1976 | 1.° de dezembro
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‘Como mudas de oliveiras ao redor da minha mesa’
Conforme narrado por Porfirio Caicedo, da Colômbia
DE ACORDO com o critério expresso no Salmo cento e vinte e oito, da Bíblia, Sal 128 versículos três e quatro, sou um homem muito abençoado. Diz ali: “Tua esposa será como uma videira frutífera, nas partes mais recônditas da tua casa. Teus filhos serão como mudas de oliveiras ao redor da tua mesa. Eis que assim será abençoado o varão vigoroso que teme a Jeová.”
Acontece que sou pai de dezoito filhos. Minha querida esposa Belén (Belém), minha “videira frutífera”, deu-me doze filhos e seis filhas.
Minha própria vida começou há sessenta e quatro anos atrás, na cidade de Líbano, Tolima, na Colômbia. Eu era o mais jovem de doze filhos. Visto que meu pai faleceu quando eu ainda era bebê, quando cheguei aos doze anos de idade tive de ir trabalhar numa fundição, para ajudar a sustentar minha mãe e minha irmã mais nova. Depois, aos vinte e seis anos, casei-me com Belén, e pouco depois nos mudamos para Bogotá, a capital.
Por meio dum curso por correspondência, melhorei minhas habilitações como carpinteiro e marceneiro, especializando-me na fabricação de matrizes ou moldes de madeira para fundição de metais. A fim de poder exercer supervisão melhor sobre os meus filhos em crescimento, abri a minha pequena oficina em casa. No entanto, até ficar conhecido na minha profissão, tive de procurar outra fonte de renda. Por isso, quando não havia matrizes para fabricar, produzi violões, bandolins e violinos.
Estudar sempre me fascinou. Este é um dos motivos pelos quais, até onde me posso lembrar, sempre fui alérgico às religiões do mundo. Sua mistificação ritualística nunca satisfez meu anseio de saber.
Em contraste com isso, descobri algo de real valor em dois livros que adquiri de uma Testemunha de Jeová, quando este homem visitou minha oficina, certo dia em 1950. Eu quis aprender; as Testemunhas tinham algo para me ensinar — de modo claro e simples, sem misticismo. Com o meu estudo da Bíblia com ele, passei a lançar uma base para a devida educação dos meus filhos.
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