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Despertai! — 1980
g80 22/1 pp. 21-24

Ajuda ao Entendimento da Bíblia

[A matéria abaixo foi extraída de Aid to Bible Understanding, Edição de 1971.]

JEREMIAS, LIVRO DE. [Continuação do Esboço do Conteúdo.]

IV. Profecias de restauração (30:1 a 33:26)

A. Israel e Judá retornarão à terra (30:1-10)

B. Nações que oprimem Jerusalém serão destruídas, Jerusalém sofrerá, então será reedificada (30:11-24)

C. Jeová trará e fixará seu povo espalhado; então cada um responderá apenas pelos seus próprios pecados (31:1-30)

D. Novo pacto; jamais inteira semente de Israel será rejeitada (31:31-40)

E. Durante sítio, primo de Jeremias o visita quando preso no Pátio da Guarda; Jeremias, como resgatador, compra campo do tio paterno em Anatote; símbolo da certeza da restauração (32:1-44)

F. Jerusalém será curada, e tornar-se-á exultação; renovo justo da linhagem de Davi executará justiça sobre a descendência de Abraão (33:1-26)

V. Outras profecias durante reinados de Jeoiaquim e Zedequias (34:1 a 36:32)

A. Diz-se a Zedequias que será capturado, terá morte pacífica em Babilônia (34:1-7)

B. Quando Nabucodonosor cerca Jerusalém, Zedequias e príncipes libertam seus servos hebreus segundo a Lei (34:8-10)

C. Príncipes voltam atrás e escravizam de novo seus irmãos; por conseguinte Jeová dá liberdade à espada, à pestilência, à fome (34:11-22)

D. Recabitas provam-se fiéis sob prova; usados como exemplos para infiel Jerusalém; Jeová pactua que sempre terão homem de pé diante dele (35:1-19)

E. Conforme ordenado no quarto ano de Jeoiaquim, Jeremias dita para Baruque, que duas vezes escreve livro de todas as palavras de Jeová fornecidas a ele até à data (36:1-32)

1. Baruque lê rolo no templo, durante um dia de jejum realizado no nono mês do quinto ano (36:4-10)

2. Palavras relatadas a Jeoiaquim; príncipes realizam audiência privada com Baruque; Jeremias, Baruque, ocultam-se da busca contra eles ordenada pelo rei (36:11-19, 26)

3. Jeudi lê rolo, Jeoiaquim o queima (36:20-25)

4. Condenado Jeoiaquim; Jeremias reescreve rolo, com adições (36:27-32)

VI. Eventos dos últimos dias de Jerusalém (37:1 a 45:5)

A. Durante retirada temporária de babilônios, Jeremias é preso ao tentar ir a Anatote; colocado na casa dos grilhões, transferido por Zedequias para Pátio da Guarda (37:1-21)

B. Jeremias lançado na cisterna, liberto por Ebede-Meleque; levado ao Pátio da Guarda, aconselha Zedequias a submeter-se a Babilônia (38:1-28)

C. Queda de Jerusalém; cegado o rei Zedequias; incendiado cidade (39:1 a 40:12)

1. Promete-se sobrevivência a Ebede-Meleque (39:15-18)

2. Liberto Jeremias por ordem de Nabucodonosor; permanece sob Gedalias (39:11-14; 40:1-10)

3. Voltam judeus de muitas terras (40:11, 12)

D. Baalis, rei de Amom, envia Ismael para assassinar Gedalias, o governador; Ismael executa ordem e também mata homens de Gedalias, mas Joanã o faz fugir; povo prepara-se a ir para Egito (40:13 a 41:18)

E. Jeremias aconselha a não ir para Egito, mas povo vai, levando Jeremias à força (42:1 a 43:7)

F. Em Tafnes, Egito, Jeremias profetiza que Nabucodonosor derrotará o Egito e a calamidade para os judeus ali; povo assevera que continuará a fazer sacrifícios à “rainha dos céus”; predita a derrota do Faraó Hofra (43:8 a 44:30)

G. Jeová avisa Baruque a não continuar procurando grandes coisas para si e o conforta com promessa de libertação (45:1-5)

VII. Profecias contra as nações (46:1 a 51:64)

A. Faraó Neco é derrotado em Carquemis; Egito cairá nas mãos de Nabucodonosor (46:1-28)

B. Filisteus cairão diante de Faraó (47:1-7)

C. Moabe assumiu ares contra Jeová e zombou dele; seu deus, Quemós, e seus sacerdotes e príncipes irão ao exílio; todavia, cativos de Moabe serão ajuntados mais tarde (48:1-47)

D. Amom, que tomou cidades israelitas, será desolado; seu deus, Malcão, irá ao exílio, mas os cativos de Amom serão ajuntados mais tarde (49:1-6)

E. Edom será como Sodoma e Gomorra (49:7-22)

F. Damasco sofrerá derrota (49:23-27)

G. Quedar e Hazor cairão diante de Nabucodonosor (49:28-33)

H. Elão será abalada, mas cativos serão depois ajuntados (49:34-39)

I. Babilônia e seus deuses irão ao cativeiro (50:1 a 51:64)

1. Filhos de Israel serão libertos para retornar a Sião (50:1-9, 19, 20)

2. Caldéia será ermo desolado, jamais habitado, porque exultou ao saquear Israel, não deixava cativos sair (50:1-13, 33-39)

3. Povo do norte, destro no arco e no dardo, devastará Babilônia como aconteceu com Sodoma e Gomorra (50:14-32, Jer. 50:40 a 51:5)

4. Ordem de fugir de Babilônia; ela embriagou outras nações; agora não será curada (51:6-10)

5. Medos, Ararate, Mini, Asquenaz, convocados contra Babilônia (51:11-29)

6. Trancas de Babilônia serão quebradas, cidade capturada em cada extremidade (51:30-33)

7. Deus dirige causa jurídica de Sião devido à culpa de sangue de Babilônia contra ela (51:34-58)

8. Jeremias escreve calamidades de Babilônia em um livro, é levado para Babilônia, lido e jogado no Eufrates por Seraías (51:59-64)

VIII. Epílogo (52:1-34)

A. Sítio de Jerusalém, desde o décimo mês, nono ano de Zedequias, até nono dia, quarto mês, do décimo primeiro ano; cai Jerusalém (52:1-7)

B. Queimado templo, demolidas muralhas, no décimo dia, quinto mês, do décimo nono ano de Nabucodonosor, Zedequias é cegado e levado para Babilônia, povo exilado, deixados humildes (52:8-16)

C. Inventário dos bens do templo levados para Babilônia (52:17-23)

D. Sacerdote principal e outros homens de destaque executados em Ribla (52:24-27)

E. Recapitulação de todos exilados levados por Nabucodonosor em seu sétimo, décimo oitavo e vigésimo terceiro anos (52:28-34)

F. No trigésimo sétimo ano de seu exílio, Joaquim é liberto da prisão, mas mantido em Babilônia (52:31-34)

Veja o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, págs. 119-124.

LAMENTAÇÕES, LIVRO DE. Nos tempos bíblicos, compunham-se lamentações ou endechas, que eram entoadas para os amigos falecidos (2 Sam. 1:17-27), para nações devastadas (Amos 5:1, 2) e cidades arruinadas (Eze. 27:2, 32-36). O livro de Lamentações fornece um exemplo inspirado de tal composição lamentosa. Consiste em cinco poemas líricos (em cinco capítulos) que lamentam a destruição de Jerusalém às mãos babilônias, em 607 A.E.C.

O livro reconhece que Jeová trouxe com justiça a punição sobre Jerusalém e Judá devido ao erro de seu povo. (Lam. 1:5, 18) Também sublinha a benevolência e misericórdia de Deus, e mostra que Jeová é bom para aquele que espera nele. — Lam. 3:22, 25.

NOME

No hebraico, este livro é chamado pela palavra inicial ’Ehkháh, que significa “Como!” Os tradutores da Versão dos Setenta chamaram o livro de Thrénoi, que significa “Endechas, Lamentos”. No Talmude, é identificado pelo termo Qinóhth, que significa “Endechas; Elegias”, e é chamado por Jerônimo de Lamentationes (latim). O nome português, “Lamentações”, provém deste último título.

LUGAR NO CÂNON BÍBLICO

No cânon hebraico, o livro de Lamentações é usualmente contado entre os cinco Meghillóhth (Rolos), consistindo em O Cântico de Salomão, Rute, Lamentações, Eclesiastes e Ester. No entanto, nas cópias antigas das Escrituras Hebraicas, diz-se que o livro de Lamentações seguia o livro de Jeremias, como o faz nas Bíblias atuais em português.

ESCRITOR

Na Versão dos Setenta este livro é introduzido pelas palavras: “E sucedeu que, depois de Israel ter sido levado cativo, e Jerusalém ficar desolada, que Jeremias se sentou chorando, e lamentou com esta lamentação sobre Jerusalém, e disse.” Os Targuns também identificam Jeremias como o escritor, introduzindo-o como segue: “Jeremias, o profeta e grande sacerdote, disse.” A introdução da Vulgata é: “E ocorreu que, depois de Israel ter sido levado ao cativeiro e Jerusalém ficar deserta, Jeremias, o profeta, sentou-se chorando e lamentou com esta lamentação sobre Jerusalém; e, suspirando com espírito amargo, e soluçando penosamente, disse.”

ESTILO

Os cinco capítulos do livro de Lamentações consistem em cinco poemas, os primeiros quatro sendo acrósticos. O alfabeto hebraico tem vinte e duas letras distintas (consoantes) e, em cada um dos primeiros quatro capítulos de Lamentações 1-4, os versos sucessivos começam com uma das vinte e duas letras do alfabeto hebraico. Os Lam. capítulos um, dois e Lam. quatro têm, cada um, vinte e dois versos, dispostos em forma alfabética, conforme o alfabeto hebraico, o verso um começando com a primeira letra hebraica, álefe, o verso dois começando com a segunda letra, bete, e assim por diante, até o fim do alfabeto. O capítulo três possui sessenta e seis versos e, nele, três versos sucessivos começam com a mesma letra hebraica, antes de passar para a letra seguinte.

Nos capítulos dois, três e quatro, há uma inversão das letras aine e pê (ali não se acham na mesma ordem como em Lamentações, capítulo um e no Salmo 119). Mas isto não significa que o escritor inspirado de Lamentações tenha cometido um erro. Tem-se observado, numa consideração do assunto: “A irregularidade em pauta permite, menos ainda, ser atribuída a uma falha por parte do compositor . . ., pois a irregularidade é repetida em três poemas. É, ao invés, ligada a outra circunstância. Pois verificamos em outros poemas alfabéticos também, especialmente os mais antigos, muitos desvios da regra, o que inegavelmente prova que os compositores só se alinham vigorosamente à ordem do alfabeto enquanto se ajustasse ao transcurso do pensamento, sem qualquer artificialidade.” [Biblical Comentary on the Old Testament (Comentário Bíblico Sobre o Antigo Testamento), de C. F. Kell e F. Delitzsch, As Profecias de Jeremias, Vol. II, p. 338] Entre os exemplos então citados acham-se o Salmo 34, onde o verso da vau está faltando, e o Salmo 145, que omite o verso da letra nune. O fato de que não existe estrita aderência ao arranjo alfabético das letras hebraicas nestes escritos inspirados não nos deve causar preocupação. O uso dos acrósticos sem dúvida servia como ajuda para a memória, mas a mensagem era de importância primária, e o conteúdo de idéias tinha precedência sobre qualquer artifício literário.

Lamentações, capítulo cinco, não é um poema acróstico, embora contenha deveras vinte e dois versos, o mesmo número que as letras distintas do alfabeto hebraico.

TEMPO DE COMPOSIÇÃO

A qualidade vívida de Lamentações mostra que o livro foi escrito pouco depois da queda de Jerusalém, em 607 A.E.C., enquanto os eventos do sítio e incêndio de Jerusalém pelos babilônios ainda estavam frescos na mente de Jeremias. Há acordo geral de que o livro de Lamentações foi anotado logo depois da queda de Jerusalém, e é razoável concluir-se que a escrita do mesmo terminou em 607 A.E.C.

CUMPRIMENTO DA PROFECIA

Cumpridas na experiência de Jerusalém, conforme vividamente representadas no livro de Lamentações, foram as palavras de Deuteronômio 28:63-65. O cumprimento de várias outras profecias e avisos divinos também é indicado neste livro. Por exemplo, compare Lamentações 1:2 com Jeremias 30:14; Lamentações 2:17 com Levítico 26:17; Lamentações 2:20 com Deuteronômio 28:53.

CONTEÚDO

No primeiro capítulo, começando com o verso doze, Jeremias personifica Jerusalém, a “mulher” do pacto de Deus, Sião, como falando. (Isa. 62:1-6) Ela está agora desolada, como que enviuvada e despojada de seus filhos, uma mulher cativa colocada sob trabalhos forçados como escrava. No capítulo dois, Jeremias mesmo fala. No capítulo três, Jeremias extravasa seus sentimentos, transferindo-os para a figura da nação como “um varão vigoroso”. No capítulo quatro, Jeremias continua seu lamento. No quinto capítulo, os habitantes de Jerusalém são representados como que falando. As expressões de reconhecimento do pecado, a esperança e confiança em Jeová, e o desejo de voltar-se para o caminho correto, conforme representados em todo ele, não eram os reais sentimentos da maioria do povo. No entanto, havia um restante como Jeremias. Assim, o conceito expresso no livro de Lamentações é uma avaliação verdadeira da situação de Jerusalém conforme Deus a via.

O livro de Lamentações é, por conseguinte, um registro verdadeiro e valioso, inspirado por Deus.

ESBOÇO DO CONTEÚDO

I. Jerusalém é personificada como viúva, sentada solitária em seu pesar (1:1-22)

A. Outrora princesa, agora escrava; seus “amantes” a abandonaram; seu povo tornou-se cativo do adversário (1:1-7)

B. Pecaminosidade de Jerusalém a tornou coisa abominável; violado pelas nações seu santuário, e prevalece a fome (1:8-11)

C. Ela brada que Jeová está alerta às transgressões dela; o próprio Jeová é aquele que justamente trouxe calamidade sobre ela por rebelar-se contra ele (1:12-20)

D. Ela pede a Ele que retribua aos inimigos exultantes dela, lidando tão severamente com eles como fez com ela (1:21, 22)

II. Jeová executou o juízo contra Jerusalém (2:1-22)

A. Derrubou-a “do céu para a terra”, não se lembrando de seu “escabelo”, tornou-se como um inimigo (2:1-5)

B. Jeová fez que se esquecessem a festividade e o sábado, e repetiu seu santuário; em sua ira, não respeitou nem rei nem sacerdote (2:6, 7)

C. Deus trouxe ruína; há pranto devido ao colapso de Sião, seus profetas tiveram visões de coisas fúteis, desencaminhantes; não expuseram o erro dela (2:8-14)

D. Transeuntes admiram-se, e inimigos vangloriam-se do estado desolado dela (2:15-17)

E. Jeremias concita Jerusalém a derramar seu coração a Jeová (2:18, 19)

F. Jerusalém é representada como suplicando ajuda de Deus por causa das atrocidades cometidas em Sua cidade e santuário (2:20-22)

III. Como “varão vigoroso”, a nação lamenta, expressa confiança na misericórdia de Jeová e no resgate do seu povo (3:1-66)

A. Ele descreve grande aflição sofrida, o resultado da fúria de Jeová (3:1-18)

B. Determina mostrar atitude de espera, aceitar jugo disciplinar (3:19-30)

1. Sabe que Jeová mostrará misericórdia, não foi de seu próprio coração que Jeová afligiu (3:31-33)

2. Como homem pecaminoso, não pode queixar-se contra atos justos de Deus (3:34-39)

C. Concita nação a pesquisar seus próprios caminhos, retornar a Jeová que até este ponto bloqueou aproximação e oração (3:40-45)

D. Recapitula opressão (3:46-54)

E. Apela para Jeová com certeza de que Jeová responderá (3:55-58)

F. Expressa fé na justiça e retribuição de Jeová contra inimigos maldosos (3:59-66)

IV. Angústia que acompanha sítio e cativeiro (4:1-22)

A. Glória do templo ficou ofuscada; “filhos” de Sião são de pouco valor, e sede e fome predominam (4:1-5)

B. Punição pelo pecado maior do que o de Sodoma; “aspecto (dos nazireus) ficou mais escuro do que o próprio negrume”, e fome fez com que mulheres comessem seus próprios filhos (46-10)

C. Ira de Jeová foi derramada para consumir Sião coisa incrível para os habitantes da terra (4:11, 12)

D. Profetas e sacerdotes responsáveis pelo derramamento de sangue (4:13-16)

E. Nenhuma salvação proveio de se voltar para os homens (4:17)

F. Inimigos perseguem sem misericórdia; até ei davídico é capturado (4:18-20)

G. Que Edom exulte agora; mas erro de Sião já foi pago, agora Edom obterá atenção por seus pecados (4:21, 22)

V. Petição feita a Jeová para libertação da desolação e cativeiro (5:1-22)

A. Pede-se a Jeová que se lembre de seu povo ‘orfanado’ (5:1-5)

B. Deram a mão ao Egito e Assíria em busca de pão e tiveram de suportar os erros de seus antepassados (5:6, 7)

C. Meros servos regem sobre eles; esposas e virgens, príncipes, velhos e jovens foram rebaixados; seu coração enfermou por causa de suas circunstâncias (5:8-18)

D. Suplicam que Jeová os traga de volta a si mesmo, embora os tenha rejeitado em indignação (5:19-22)

Veja o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, págs. 124-126.

EZEQUIEL, LIVRO DE. Esta notável profecia traz o nome do profeta a quem foi dada esta série de avisos e visões proféticos. Ezequiel, filho de Buzi, um sacerdote, talvez tenha terminado o livro em Babilônia, no ano 591 A.E.C. Abrange um período de aproximadamente vinte e dois anos, de 613 a cerca de 591 A.E.C. — Eze. 1:1-3; 29:17.

O livro de Ezequiel se distingue por visões, símiles, alegorias ou parábolas, e especialmente pela representação de ações simbólicas, como no caso em que Deus disse a Ezequiel que gravasse num tijolo um esboço de Jerusalém, e então representasse um pretenso sítio contra ela como sinal para Israel. (4:1-17) Outras ações simbólicas foram a junção de duas varetas, representando as duas casas de Israel (37:15-23), e cavar Ezequiel um buraco na parede e sair com sua bagagem, representando o cativeiro de Jerusalém. (12:3-13) A ilustração de Oolá e Oolibá é uma das vívidas alegorias do livro. (Cap. 23) Outra caraterística notável do livro de Ezequiel é o cuidado meticuloso que Ezequiel exerceu em datar suas profecias, fornecendo não só o ano do exílio do Rei Joaquim, mas também o mês e o dia do mês. — 1:1, 2; 29:1; 30:20; 31:1; 32:1; 40:1.

AUTENTICIDADE

A prova da autenticidade do livro pode ser achada no cumprimento de suas profecias. (Como exemplos, veja TIRO; EDOM, EDOMITAS; AMONITAS, Despertai! de 8/10/77, p. 24.) Testemunho adicional da autenticidade deste livro provém da arqueologia. O famoso arqueólogo norte-americano, W. F. Albright, escreveu em seu livro The Bible After Twenty Years of Archaeology (A Bíblia Após Vinte Anos de Arqueologia): “Dados arqueológicos têm demonstrado a originalidade substancial dos Livros de Jeremias e Ezequiel, de Esdras e Neemias, além de dúvida, têm confirmado o quadro tradicional de eventos, bem como sua ordem.”

A autenticidade do livro de Ezequiel é apoiada por sua harmonia com os outros livros da Bíblia, embora não seja transcrito ou citado diretamente por nenhum dos escritores das Escrituras Gregas Cristãs. Alusões a algumas de suas declarações e expressões similares, todavia, são encontradas profusamente. Ezequiel e Jesus falam do ressecamento duma árvore seivosa. (Eze. 17:24; Luc. 23:31) Tanto Ezequiel como Jesus falaram dum julgamento das pessoas como ovelhas e cabritos. (Eze. 34:17; Mat. 25:32, 33) O livro de Revelação usa muitas ilustrações similares às de Ezequiel. — Compare Ezequiel 1:28 — Revelação 4:3; Ezequiel 10:3, 4 — Revelação 15:8; Ezequiel 12:25 — Revelação 10:6; Ezequiel 37:10 — Revelação 11:11.

Deve-se notar que entre os papiros bíblicos gregos Chester Beatty existe um códice que contém, entre outros trechos da Bíblia, Ezequiel, Daniel e Ester. Todos eles se encontram em um só códice, provavelmente consistindo originalmente de cento e dezoito folhas. É uma cópia escrita por dois escribas, provavelmente na primeira metade do terceiro século, indicando a substancial solidez do livro de Ezequiel assim como chegou até nós.

Visto que Jeremias e Ezequiel eram contemporâneos, suas profecias têm muitas coisas em comum. (Compare Ezequiel 18:2 — Jeremias 31:29; Ezequiel 24:3 — Jeremias 1:13; Ezequiel 34:2 — Jeremias 23:1.) Daniel e Ezequiel, também contemporâneos, possuem similaridades de expressão em seus escritos. Ezequiel, enquanto amarrado com cordas, profetizou sobre o reino de Judá e designou um ano em cumprimento para cada dia da profecia. (Eze. 4:4-8) Semelhantemente, Daniel falou dum tronco de árvore cintado, e uma caraterística de um dia por um ano, uma profecia relativa ao reino. (Dan. 4:23) Outra profecia sobre tempo, de Daniel, foi a das setenta semanas, em relação à vinda do Messias, o Líder, também usando um dia para simbolizar um ano no seu cumprimento. — Dan. 9:24-27.

[Continua]

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