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  • USO NAS ESCRITURAS GREGAS CRISTÃS
  • PROFECIAS CUMPRIDAS
Despertai! — 1980
g80 22/2 pp. 24-27

Ajuda ao Entendimento da Bíblia

[Matéria selecionada de Aid to Bible Understanding, Edição de 1971.]

DANIEL, LIVRO DE. [Continuação]

VALOR DO LIVRO

Daniel é notável em seu registro dos períodos proféticos de tempo: As sessenta e nove semanas (de anos) desde o decreto para reconstruir Jerusalém até a vinda do Messias, os eventos que ocorreriam dentro da setuagésima semana e a destruição de Jerusalém que se seguiria, os “sete tempos”, que Jesus chamou de “os tempos designados das nações” e indicou que ainda decorriam na época em que estava na terra, tendo sua conclusão numa data muito posterior; e os períodos de 1.290, 1.335 e 2.300 dias, também “um tempo designado, tempos designados e uma metade”, todas essas profecias de tempos sendo vitais para o entendimento dos tratos de Deus com seu povo. A interpretação inspirada, feita pelo anjo, da profecia relativa aos animais como representando potências mundiais (Dan. 2:20, 21) é de grande ajuda para os peritos bíblicos no entendimento do simbolismo das feras de Revelação. — Dan. 4:25; Luc. 21:24.

Daniel também fornece pormenores a respeito da ascensão e a queda das potências mundiais desde o tempo da antiga Babilônia até o tempo em que o reino de Deus as esmaga para sempre. A profecia dirige a atenção para o reino de Deus, às mãos de seu Rei designado e de seus “santos” associados, como o governo que permanecerá para sempre, para a bênção de todos que servem a Deus. — Dan. 2:44; 7:13, 14, 27.

O registro, feito por Daniel, da libertação de seus três companheiros da fornalha ardente por se recusarem a se curvar perante a grande imagem de ouro de Nabucodonosor (cap. 3), é um relato do estabelecimento legal do direito dos adoradores de Jeová de lhe prestarem devoção exclusiva, no domínio da primeira potência mundial, durante os “tempos dos gentios”. Também ajuda os cristãos a discernir que sua sujeição às autoridades superiores, conforme mencionada em Romanos 13:1, é relativa, em harmonia também com as ações dos apóstolos em Atos 4:19, 20 e Atos 5:29. Fortalece os cristãos em sua posição de neutralidade com respeito aos assuntos das nações, revelando que sua neutralidade lhes poderá trazer dificuldades, mas quer Deus os livre nessa ocasião, quer até mesmo permita que sejam mortos por causa de sua integridade, a posição cristã é a de que somente adorarão e servirão a Jeová Deus. — Dan. 3:16-18; veja TEMPOS DESIGNADOS DAS NAÇÕES; FERAS, SIMBÓLICAS, DANIEL N.º 2; SETENTA SEMANAS; o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, págs. 132-136.

ESBOÇO DO CONTEÚDO

I. Treinamento dos cativos reais e nobres trazidos à Babilônia em 617 A.E.C. (cap. 1)

A. Daniel e seus três companheiros solicitam isenção de ingerir o vinho e as iguarias do rei; teste de dez dias prova a superioridade da dieta de legumes e água (1:1-16)

B. Depois de treino por três anos, Daniel e companheiros provam-se mais sábios do que outros “sábios”, mediante a bênção de Deus (1:17-21)

II. Sonho de Nabucodonosor, da imensa imagem “atemorizante” (cap. 2)

A. “Sábios” de Babilônia deixam de contar ou interpretar sonho de Nabucodonosor (2:1-13)

B. Daniel revela e interpreta sonho, dá crédito a Deus (2:14-28)

1. Representa potências mundiais, começando com Babilônia e concluindo com destruição pelo reino de Deus (2:29-45)

2. Daniel é promovido à autoridade sobre todos os sábios e torna-se regente de todo o distrito jurisdicional de Babilônia; três companheiros foram designados a posições administrativas (2:46, 48, 49)

C. Nabucodonosor exalta o Deus de Daniel (2:47)

III. Integridade de Hananias (Sadraque), Misael (Mesaque) e Azarias (Abednego) (cap. 3)

A. Erigida gigantesca imagem de ouro de sessenta côvados (c. 27 metros); todas as autoridades convocadas a inclinar-se perante ela (3:1-7)

B. Três jovens hebreus recusam-se a curvar-se (3:8-18)

1. Lançados em fornalha superaquecida; serviçais mortos pelo calor (3:19-23)

2. Alguém semelhante a “um filho dos deuses” aparece junto com os três homens na fornalha (3:24, 25)

3. Retirados incólumes, não chamuscados (3:26, 27)

C. Nabucodonosor louva a Deus; expede lei proibindo dizer-se algo contra Deus (3:28-30)

IV. Sonho da grande árvore de Nabucodonosor (cap. 4)

A. Altura atinge céus; visível a toda a terra; fornece alimento e abrigo (4:1-12)

B. Vigilante decreta sua derrubada; toco deixado na terra; cintado com bandas de ferro e cobre (4:13-17)

C. Daniel interpreta, aplica a Nabucodonosor (4:18-27)

D. Cumprido na insanidade de Nabucodonosor; torna-se como animal por “sete tempos” (4:28-33)

E. Restaurado à sanidade; restabelecido no trono; Nabucodonosor louva, exalta, glorifica a Deus compreende que Deus é regente entre exército dos céus e reino da humanidade, e o dá a quem quiser (4:34-37)

V. Escrita na parede (cap. 5)

A. Belsazar profana vasos do templo na festa perante 1.000 grandes (5:1-4)

B. Aparece mão, escrevendo no reboco da parede palavras que homens da corte de Belsazar não conseguem ler nem explicar (5:5-9)

C. Rainha aconselha Belsazar a chamar Daniel (5:10-12)

D. Daniel interpreta palavras como significando que reino de Belsazar é dado aos medos e persas; Daniel é constituído terceiro regente no reino (5:13-29)

E. Belsazar é morto naquela noite; Dario, o medo rege (5:30, 31)

VI. Daniel na cova dos leões (cap. 6)

A. Ascensão de Daniel no favor do Rei Dario é invejada por altas autoridades e sátrapas (6:1-3)

1. Procuram enlaçá-lo num ponto da lei do Deus de Daniel (6:4, 5)

2. Induzem Dario a ordenar que nenhuma petição seja feita a qualquer outro deus ou homem exceto ao rei, durante trinta dias (6:6-9)

3. Testada a integridade de Daniel

a. Continua a orar, apesar de decreto (6:10-15)

b. Lançado na cova dos leões; Deus o livra por fechar a boca dos leões (6:16-23)

4. Ardilosos lançados, com filhos e esposas, na cova dos leões, mortos (6:24)

B. Dario expede edito para povo temer o Deus de Daniel (6:25-28)

VII. Marcha das potências mundiais (caps. 7, 8)

A. Potências mundiais, começando com Babilônia, representadas por leão, urso, leopardo e terrível animal, com dez chifres (cap. 7)

B. Chifre pequeno sobrepuja outros três, fala coisas grandiosas (7:8)

1. Tenta mudar tempo designado de Deus para regência do Reino (7:20-22, 24, 25)

2. Combate santos de Deus. Eles são entregues em sua mão por período de três tempos e meio (7:25)

C. Reino entregue por “Antigo de dias” a filho do homem; regência do terrível animal e de seu chifre pequeno é retirada e animal é consignado ao fogo; Reino rege para sempre sobre todos os reinos e regências (7:9-14, 26-28)

D. Carneiro, bode e chifre pequeno representam potências mundiais que sucederão Babilônia (8:1-7)

1. Carneiro de dois chifres = Império Medo-Persa (8:20)

2. Bode = Império Grego (8:21)

3. Império Grego divide-se em quatro reinos (8:8, 22)

4. Chifre pequeno ergue-se contra Príncipe dos príncipes (8:9-11, 23-25)

a. 2.300 dias desde a remoção do “sacrifício contínuo” e da “transgressão que causa desolação” até que o lugar santo fosse levado à condição correta (8:12-14)

b. Chifre destroçado “sem mão” (8:25b)

c. Anjo Gabriel explica que visão não devia ser revelada então, mas é “para muitos dias” (8:26, 27)

VIII. Setenta semanas (de anos) (cap. 9)

A. Daniel discerne estar próxima a libertação dos judeus, após setenta anos (9:1, 2)

B. Confessa pecados nacionais a Deus, suplica perdão por causa do nome de Jeová (9:3-19)

C. Gabriel fornece visão sobre setenta semanas, a contar do decreto para reconstrução de Jerusalém (9:20-25)

1. Sete semanas até Jerusalém ser plenamente reconstruída (9:25)

2. Sessenta e duas outras semanas até o advento do Messias (9:26)

a. Terminadas as transgressões; feita a expiação (9:24a)

b. Justiça eterna introduzida; ungido o Santo dos Santos (9:24b)

3. Pacto (abraâmico) em vigor para judeus exclusivamente por uma semana; decepado na morte o Messias, na metade da semana faz que cessem sacrifício e oferenda (9:26a, 27a)

4. Depois disso, desolados cidade e lugar santo (9:26b, 27b)

IX. Visitado Daniel por anjo enviado com visão da “parte final dos dias” (caps. 10, 11)

A. Anjo sofre oposição do príncipe (demônio) da Pérsia por vinte e um dias; ajudado por Miguel (10:13)

1. Daniel fortalecido a receber visão do anjo que mais tarde tem de lutar com príncipe da Pérsia e enfrentar também príncipe da Grécia (10:7-12, 15-20)

2. Miguel, príncipe do povo de Daniel, coloca-se ao lado do anjo de Deus (10:21)

B. Rei do norte e Rei do sul (cap. 11)

1. Depois da queda do sucessor da Pérsia (Alexandre Magno), reino é dividido, Rei do sul torna-se forte; derrota Rei do norte (11:1-12)

2. Rei do norte terá longo domínio (11:13-26)

3. Rei do sul derrota Rei do norte (11:27-30a)

4. Rei do norte faz aliança com os que deixam o pacto sagrado e combate o povo de Deus, falha em destruí-lo (11:30b-31a, 32)

5. Coisa repugnante que causa desolação ‘constituída em seu lugar’ (11:31b)

6. Povo de Deus sofre grandes provas, mas recebe ajuda (11:33-35)

7. Rei do norte torna-se poderoso, fala contra Deus enaltece-se para ser adorado, mas ele próprio adora deus das fortalezas (11:36-39)

8. No tempo do fim Rei do sul se empenha com Rei do norte em empurrões (11:40a)

a. Rei do norte inunda muitos países, invade terra do Ornato (do povo de Jeová) (11:40b-43)

b. Relatos do oriente e do norte perturbam Rei do norte; ergue tendas entre monte sagrado e mar, chega a seu fim (11:44, 45)

C. Modalidades do tempo do fim (cap. 12)

1. Miguel, príncipe do povo de Daniel, se erguerá (12:1-3)

a. Pior tempo de aflição do mundo (12:1)

b. Muitos despertados para vida de duração indefinida ou para abominação de vitupérios (12:2)

c. Brilham os que têm perspicácia; levam muitos à justiça (12:3)

2. Conhecimento do livro torna-se abundante depois de longo período de selagem (12:4-9)

a. Muitos se purificarão; serão refinados (12:10a)

b. Iníquos não entendem (12:10b)

3. Períodos de tempo

a. Três anos e meio até fim do espatifamento do povo santo (12:7)

b. 1.290 dias desde a remoção do sacrifício contínuo e a constituição da coisa repugnante (12:11)

c. Felicidade no fim dos 1.335 dias (12:12)

4. Daniel morrerá, erguer-se-á para receber sua sorte no fim dos dias (12:13)

OSÉIAS, LIVRO DE. Um livro das Escrituras Hebraicas escrito por “Oséias, filho de Beeri”. (Osé. 1:1) Nele a vida doméstica do escritor é comparada à relação de Deus com Israel. (Caps. 1-3) O livro mostra que a mera cerimônia religiosa formal não é aceita por Jeová. (6:6) Também destaca a misericórdia e benevolência de Deus. — 2:19; 11:1-4; 14:4.

TEMPO E LOCAL DE ESCRITA

Oséias começou a servir qual profeta numa época em que o Rei judeu, Uzias (829-777 A.E.C.) e o Rei Jeroboão II, de Israel (c. 844-803 A.E.C.) eram contemporâneos, e assim, no mais tardar em 803 A.E.C., o fim aparente do reinado de Jeroboão. (Osé. 1:1) O ministério profético de Oséias continuou até o reinado do Rei Ezequias, de Judá, que começou a reger por volta de 746 A.E.C. Por isso, estendeu-se por nada menos de cinqüenta e sete anos, embora, sem dúvida, abrangesse algum tempo dos reinados de Jeroboão e Ezequias, sendo assim um tanto mais longo. Embora Oséias registrasse uma profecia a respeito da destruição de Samaria (Osé. 13:16), não relatou seu cumprimento, o que provavelmente teria feito caso a escrita do livro se tivesse estendido até 740 A. E. C., data da queda de Samaria. Por conseguinte, o livro de Oséias foi evidentemente escrito no distrito de Samaria e terminado algum tempo entre 746 e 740 A. E. C.

CENÁRIO

O livro de Oséias diz respeito, primariamente, ao reino setentrional de Israel, de dez tribos (também chamado “Efraim”, de acordo com sua tribo dominante, tais nomes sendo usados de forma intercambiável no livro). Quando Oséias começou a profetizar, durante o reinado do Rei Jeroboão, Israel gozava de prosperidade material. Mas o povo rejeitava o conhecimento de Deus. (Osé. 4:6) Suas práticas iníquas incluíam atos de derramamento de sangue, roubo, fornicação, adultério e a veneração de Baal e dos ídolos bezerros. (Osé. 2:8, 13; 4:2, 13, 14; 10:5) Depois da morte do Rei Jeroboão, cessou a prosperidade, e temíveis condições passaram a existir, assinaladas pela inquietação e pelos homicídios políticos. (2 Reis 14:29 a 15:30) O fiel Oséias também profetizou no meio de tais circunstâncias. Por fim, em 740 A.E.C., Samaria caiu diante dos assírios, trazendo ao fim o reino de dez tribos. — 2 Reis 17:6.

A ESPOSA E OS FILHOS DE OSÉIAS

Às ordens de Jeová, Oséias tomou para si “uma esposa de fornicação e filhos de fornicação”. (Osé. 1:2) Isto não significa necessariamente que o profeta se casasse com uma prostituta ou uma mulher imoral que já tivesse filhos ilegítimos. Poderá indicar que tal mulher se tornaria adúltera e teria tais filhos depois do casamento com o profeta. Oséias casou-se com Gômer, que “lhe deu à luz um filho”, Jezreel. (1:3, 4) Gômer mais tarde deu à luz uma filha, Lo-Ruama, e, depois disso, um filho, chamado Lo-Ami, ambos sendo possivelmente frutos de seu adultério, visto que nenhuma referência pessoal é feita ao profeta em conexão com tais nascimentos. (1:6, 8, 9) Lo-Ruama significa “a ela não se mostrou misericórdia”, e o significado de Lo-Ami é “não meu povo”, tais nomes indicando a desaprovação de Jeová para com o volúvel Israel. Por outro lado, o nome do primogênito, “Jezreel”, que significa “Deus semeará semente” é aplicado favoravelmente ao povo, numa profecia de restauração. — 2:21-23.

Após tais filhos nascerem, Gômer, pelo que parece, abandonou Oséias em troca de seus amantes, mas não se diz que Oséias depois disso se divorciasse dela. Evidentemente, ela foi mais tarde abandonada pelos seus amantes e ficou reduzida à pobreza e à escravidão, pois Oséias 3:1-3 parece indicar que o profeta a comprou como se fosse escrava e a recebeu de volta como esposa. Seu relacionamento com Gômer se comparava com o de Jeová para com Israel, Deus estando disposto a receber de volta seu povo errante depois que este se arrependesse de seu adultério espiritual. — 2:16, 19, 20; 3:1-5.

Alguns peritos bíblicos têm considerado o casamento de Oséias como visionário, como um transe ou sonho jamais realizado. No entanto, o profeta não disse nem indicou que estava envolvida uma visão ou um sonho. Outros consideraram o casamento como sendo uma alegoria ou parábola. Mas Oséias não usou terminologia simbólica ou figurativa ao considerá-lo. Encará-lo como um relato do casamento real de Oséias com Gômer, e da restauração literal de Gômer ao profeta, dá força e significado à aplicação destas coisas em sentido histórico e atual para Israel. Não distorce o claro relato bíblico, e se harmoniza com a escolha de Israel por parte de Jeová, o subseqüente adultério espiritual daquela nação e a restauração do povo a Deus, ao ter-se arrependido.

ESTILO

O estilo de escrita de Oséias é conciso, até mesmo abrupto, às vezes. Há rápidas mudanças de idéia. O livro contém expressões de grande sentimento e poder, em forma de censura, aviso e exortação, bem como ternos apelos a favor do arrependimento. Nem lhe faltam excelentes figuras de retórica. — 4:16; 5:13, 14; 6:3, 4; 7:4-8, 11, 12; 8:7; 9:10; 10:1, 7, 11-13; 11:3, 4; 13:3, 7, 8, 15; 14:5-7.

CANONICIDADE

O livro de Oséias situa-se em primeiro lugar dentre os chamados “Profetas Menores” nas Bíblias em português, bem como nos textos antigos, hebraicos e da Septuaginta. Jerônimo especificou que uma das divisões dos livros sagrados dos judeus era O Livro dos Doze Profetas que evidentemente incluía o livro de Oséias para completar o número de doze. Melito, do segundo século E. C., deixou um catálogo incluindo estes livros, como também fizeram Orígenes e outros.

HARMONIA COM OUTROS LIVROS DA BÍBLIA

Este livro se harmoniza com as idéias expressas em outras partes da Bíblia. (Por exemplo, compare Oséias 6:1 com Deuteronômio 32:39; Oséias 13:6 com Deuteronômio 8:11-14; 32:15, 18.) O livro de Oséias refere-se a ocorrências registradas em outras partes das Escrituras, tais como incidentes que envolveram Jacó (Osé. 12:2-4, 12; Gên. 25:26; 32:24-29; 29:18-28; 31:38-41), o êxodo de Israel do Egito (Osé. 2:15; 11:1; 12:13), sua infidelidade em relação a Baal de Peor (Osé. 9:10; Núm., cap. 25) e a solicitação daquela nação para ter um Rei humano. — Oséias 13:10, 11; 1 Sam. 8:4, 5, 19-22.

USO NAS ESCRITURAS GREGAS CRISTÃS

Duas vezes Jesus Cristo citou Oséias 6:6 usando as palavras: “Misericórdia quero, e não sacrifícios.” (Mat. 9:13; 12:7) Ele se referiu a Oséias 10:8 quando declarava o julgamento sobre Jerusalém (Luc. 23:30), e esta declaração foi usada em Revelação 6:16. Paulo e Pedro utilizaram ambos Oséias 1:10 e; 2:23. (Rom. 9:25, 26; 1 Ped. 2:10) Paulo citou Oséias 13:14 (LXX) ao considerar a ressurreição, ao perguntar: “Morte, onde está a tua vitória? Morte, onde está o teu aguilhão?” (1 Cor. 15:55) Compare também Oséias 14:2 com Hebreus 13:15.

Tem-se dito com relação ao livro de Oséias: “Poucos livros do A. T. [Antigo Testamento] (além de Isaías e Salmos) são citados tão amiúde no N. T [Novo Testamento]; mais de 30 citações diretas e indiretas de Oséias acham-se contidas nos Evangelhos e nas Epístolas.” — Harper’s Bible Dictionary (Dicionário Bíblico de Harper), 7ª. ed., 1961, p. 269.

PROFECIAS CUMPRIDAS

As palavras proféticas de Oséias 13:16, a respeito da queda de Samaria, se cumpriram. A profecia de Oséias também mostrava que Israel seria abandonada por seus amantes entre as nações. (Osé. 8:7-10) Deveras, não foram de nenhuma ajuda quando Samaria foi destruída e os habitantes de Israel se tornaram cativos assírios em 740 A.E.C. — 2 Reis 17:3-6.

A profecia de Oséias predisse que Deus enviaria um fogo para dentro das cidades de Judá. (Osé. 8:14) No décimo quarto ano do reinado do Rei Ezequias, o Rei assírio, Senaqueribe “subiu . . . contra todas as cidades fortificadas de Judá e passou a tomá-las”. (2 Reis 18:13) No entanto, Oséias também profetizou que Jeová salvaria Judá. (Osé. 1:7) Isto ocorreu quando Deus frustrou o ataque planejado de Senaqueribe contra Jerusalém, o anjo de Jeová destruindo 185.000 homens do exército assírio numa só noite. (2 Reis 19:34, 35) Um “fogo” muito mais desastroso, porém, sobreveio quando Jerusalém e as cidades de Judá foram destruídas pelo Rei Nabucodonosor, de Babilônia, em 607 A.E.C. — 2 Crô. 36:19; Jer. 34:6, 7.

Todavia, em harmonia com as profecias inspiradas da restauração, encontradas no livro de Oséias, um restante do povo de Judá e de Israel foi ajuntado e emergiu da terra do cativeiro, Babilônia, em 537 A.E.C. (Osé. 1:10, 11; 2:14-23; 3:5; 11:8-11; 13:14; 14:1-8; Esd. 3:1-3) Paulo usou Oséias 1:10 e; 2:23 para enfatizar a benignidade imerecida de Deus conforme expressa para com os “vasos de misericórdia”, e Pedro também empregou esses textos. Tais aplicações apostólicas mostram que as profecias também dizem respeito ao ajuntamento misericordioso de um restante espiritual, por parte de Deus. — Rom. 9:22-26; 1 Ped. 2:10.

No livro de Oséias também se encontram profecias messiânicas. Mateus aplicou as palavras de Oséias 11:1 (“Do Egito chamei o meu filho”) ao menino Jesus, que foi levado ao Egito, porém, mais tarde, trazido de volta à Palestina. — Mat. 2:14, 15.

[Continua]

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