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Despertai! — 1980
g80 8/3 pp. 24-28

Ajuda ao Entendimento da Bíblia

[Matéria selecionada, condensada, de Aid to Bible Understanding, Edição de 1971.]

OSÉIAS, LIVRO DE. [Continuação]

ESBOÇO DO CONTEÚDO

I. Adultério e restauração de Israel; o paralelo (1:1 a 3:5)

A. Esposa de Oséias e filhos que ela tem (1:1-9)

1. Deus ordena a Oséias que tome ‘uma esposa e filhos de fornicação, porque Israel se desvia de seguir a Jeová’ (1:2)

2. Oséias obedece, tomando Gômer como esposa

a. Ela lhe dá um filho, Jezreel (1:3-5)

b. Ela dá à luz uma filha, chamada Lo-Ruama, pois Jeová não mostrará misericórdia a Israel, embora a mostre a Judá (1:6, 7)

c. Gômer tem um filho, chamado Lo-Ami, “porque vós não sois meu povo” (1:8, 9)

B. Predita a restauração; Israel e Judá serão “reunidos em união” (1:10 a 2:1)

C. Jeová punirá Israel pela fornicação e retirará bênçãos mal utilizadas na adoração de Baal (2:2-13)

D. Restauração de Israel a Jeová como marido e Deus (2:14-23)

1. Ela será sua noiva em justiça, juízo (retidão), benevolência, misericórdias e fidelidade (2:14-20)

2. Bênçãos serão restauradas, e em harmonia com o significado de Jezreel, ‘Deus semeará Israel como semente e lhe mostrará misericórdia’ (2:21-23)

E. Como esposa adúltera redimida de Oséias, ‘Israel voltará e procurará por Jeová e por Davi, seu rei’ (3:1-5)

II. Julgamentos proféticos contra Efraim (Israel) e Judá pela infidelidade a Jeová (4:1 a 13:16)

A. Deus exigirá prestação de contas com Israel e Judá por seu erro (4:1 a 5:15)

1. Violência prevalece em Israel e conhecimento de Deus é rejeitado pelo povo, resultando na rejeição divina (4:1-8)

2. Jeová exigirá prestação de contas por sua idolatria e meretrício (4:9-19)

3. Líderes e povo não reconheceram a Jeová; Efraim e Judá sentirão julgamento de Deus (5:1-15)

B. Insta-se com povo para que volte para Jeová; buscam alianças mundanas e obtêm retribuição divina (6:1 a 8:14)

1. Faz-se apelo para voltarem para Jeová para serem curados (6:1-3)

2. Benevolência deles é fugidia, ao passo que Jeová se deleite na benevolência, não em sacrifícios, no “conhecimento de Deus antes do que de holocaustos” (6:4-6)

3. Infringiram o Seu pacto e praticaram iniqüidade (6:7 a 7:7)

4. Efraim foi ao Egito e à Assíria em busca de ajuda, ao invés de a Jeová, e Ele o disciplinará por seu erro (7:8-16)

5. Semearam vento e ceifarão um tufão; Israel tem de ser tragada e cidades de Judá serão queimadas (8:1-14)

C. Pecaminosidade de Efraim resultará em rejeição por parte de Deus, “e tornar-se-ão fugitivos entre as nações” (9:1-17)

D. Israel, “uma videira em degeneração”, sofrerá ruína (10:1-15)

E. Amor de Jeová por Israel (11:1-11)

1. Deus amou Israel desde sua infância (11:1-4)

2. Predito o exílio na Assíria devido à infidelidade, mas haverá também uma restauração (11:5-11)

F. Iniqüidade de Efraim e suas conseqüências (11:12 a 13:16)

1. Efraim pratica mentira e decepção, volta-se para Assíria e Egito (11:12 a 12:1)

2. Jacó, fiel antepassado de Efraim, é exemplo que deveria mover Efraim a voltar para Deus (12:2-14)

3. Efraim praticou idolatria e esqueceu-se de Jeová, que lhe trará ruína, mas também os remirá da morte e do Seol (13:1-14)

4. “O vento de Jeová” virá e Samaria cairá (13:15, 16)

III. Volta para Jeová e seus resultados (14:1-9)

A. Instado Israel a voltar para Jeová com ‘novilhos de lábios’, reconhecendo que Assíria não o salvará, e abandonando a idolatria (14:1-3)

B. Jeová sarará a infidelidade deles, lhes mostrará amor e lhes concederá sua bênção (14:4-8)

C. Caminhos de Jeová são retos; justos andarão neles, mas transgressores tropeçarão neles (14:9)

Veja o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, págs. 137-139.

JOEL, LIVRO DE. Um livro inspirado das Escrituras Hebraicas, escrito por “Joel, filho de Petuel”. (Joel 1:1) Virtualmente nada se sabe da vida deste profeta. Por suas referências a Judá, a Jerusalém e à casa de Jeová ali, pode-se inferir que profetizou em Judá, e que talvez morasse em Jerusalém. (Joel 1:9, 14; 2:17, 32; 3:1 , 2, 16-20) Ter ele mencionado a “baixada de Jeosafá” (Joel 3:2, 12) dá a entender que escreveu seu livro depois de Jeosafá ter começado a reger. Mas o período exato envolvido é duvidoso.

TEMPO DA ESCRITA

Os peritos atribuem diversamente ao livro de Joel datas anteriores a 800 A.E.C. ou posteriores a 500 A.E.C. A respeito de seus argumentos a favor de uma composição posterior ou anterior do livro, The International Standard Bible Encyclopaedia (Vol. III, p. 1690) observa: “Muitos dos argumentos aduzidos são da espécie negativa, i. e., a consideração daquilo que o profeta não menciona ou a que não se refere [inclusive os caldeus, os assírios, um rei judeu e o reino das dez tribos], e o argumento do silêncio é notoriamente precário.” Similarmente, não se pode estabelecer com certeza se Joel citava outros profetas ou foi citado por eles. Uma data após o exílio babilônico seria indicada se Joel (Joel 2:32) citava Obadias (17). Por outro lado, não só Obadias, mas até mesmo o bem anterior profeta Amós (compare Joel 3:16 com Amós 1:2) talvez tenha citado Joel. Isto significaria que Joel deve ter escrito seu livro o mais tardar no tempo de Uzias (Amós 1:1), talvez em cerca de 820 A.E.C. Embora não seja conclusivo, o lugar ocupado pelo livro de Joel no cânon hebraico, entre Oséias e Amós, parece favorecer o período anterior.

AUTENTICIDADE

Os judeus não questionaram a canonicidade do livro de Joel, mas o colocaram em segundo lugar entre os “Profetas Menores”. Também se harmoniza por completo com o restante das Escrituras, como é evidente do número de paralelismos entre Joel e outros livros da Bíblia. (Confronte Joel 2:2 com Sofonias 1:14, 15; Joel 2:4, 5, 10 com Revelação 9:2, 7-9; Joel 2:11 com Malaquias 4:5; Joel 2:12 com Jeremias 4:1; Joel 2:13 com Êxodo 34:6, Números 14:18, Salmo 86:15, e Sal. 106:45; Joel 2:31 com Isaías 13:9, 10, Mateus 24:29, 30, e Revelação 6:12-17.) O cumprimento das profecias de Joel fornece ainda outro argumento em favor de sua autenticidade. Conforme predito, Tiro, Filístia e Edom experimentaram os julgamentos de Jeová. (Joel 3:4, 19; para pormenores, veja EDOM, EDOMITA; FILÍSTIA, FILISTEUS; TIRO.) No dia de Pentecostes do ano 33 E.C., o apóstolo Pedro mostrou que o derramamento do espírito de Deus sobre os discípulos de Jesus Cristo era um cumprimento da profecia de Joel. (Joel 2:28-32; Atos 2:17-21) Mais tarde, o apóstolo Paulo aplicou as palavras proféticas encontradas em Joel 2:32 tanto aos judeus como aos não-judeus que invocavam a Jeová com fé. — Rom. 10:12, 13.

ESBOÇO DO CONTEÚDO

I. Palavra de Jeová sobre grave praga de insetos (1:1-14)

A. Uma praga tão grande a ponto de ser mencionada pelas gerações vindouras (1:1-4)

1. Ébrios deviam acordar, uivar e chorar por causa da devastação, causada pela “nação” sem número, desnuda a terra, cortando por completo o suprimento de vinho doce (1:5-8)

2. Trigo, cevada, videira e árvores atingidas a tal ponto que oferta de cereais e oferta de bebidas cessam na casa de Jeová, fazendo que sacerdotes pranteiem (1:9-12)

B. Instados os sacerdotes a vestir serapilheira, santificar tempo de jejum, ajuntar anciãos à casa de Jeová e clamar a Ele por socorro (1:13, 14)

II. “Está próximo o dia de Jeová” (1:15-20)

A. Dia de Jeová assinalado por invasão de “sua força militar”, povo numeroso e poderoso, aparentando cavalos; “adiante dele um fogo devora e atrás dele uma chama consome” (2:1-11)

B. Convocação para todos retornarem a Jeová com coração completo, visto que Ele é clemente, misericordioso, vagaroso em irar-se e abundante em benevolência e responderá a oração de seu povo arrependido (2:12-19)

1. Jeová dispersará “nortenho” em favor deles (2:20)

2. Abençoará seu povo arrependido com safras abundantes, compensará danos causados pela grande força militar dos insetos e, depois disso, derramará seu espírito sobre toda sorte de carne (2:21-29)

C. Portentos nos céus e na terra precederão a vinda do dia de Jeová (2:30, 31)

D. Os que invocam o nome de Jeová escaparão de seu dia atemorizante (2:32)

III. Quando restaurados os cativos de Judá e Jerusalém, nações serão julgadas pela violência causada a eles (3:1-3)

A. Por venderem judeus, Tiro, Sídon e Filístia terão seus filhos e filhas vendidos às mãos dos judeus que, por sua vez, os venderão a homens de Sabá (3:4-8)

B. Nações se prepararão para a guerra e descerão à baixada de Jeosafá, para ali sofrer tratamento como num lagar (3:9-15)

1. Jeová protegerá seu povo ao executar julgamento sobre nações (3:16)

2. Julgamento resultará em seu povo vir a conhecê-lo como seu Deus, e Jerusalém se tornar lugar santo, sem nenhum estranho passar por ela (3:17)

C. Egito se tornará baldio desolado e Edom um ermo, mas a terra de Judá produzirá abundantemente, e será habitada por tempo indefinido, o sangue de seus habitantes sendo considerado inocente por Jeová (3:18-21)

Veja o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, págs. 139-141.

OBADIAS, LIVRO DE. O mais curto livro profético das Escrituras Hebraicas. Escrito por Obadias (a respeito de quem nada, exceto o nome, é conhecido), este livro contém uma proclamação do julgamento de Jeová contra Edom, apresenta a razão para tal julgamento e aponta para a restauração da “casa de Jacó”. A extinção dos edomitas como povo, e a restauração dos israelitas à sua terra confirma o cumprimento exato da profecia de Obadias. — Oba. 17, 18; veja EDOM, EDOMITAS.

A ocasião da profecia foi o tratamento ‘nada fraterno’ que os edomitas deram aos “filhos de Judá” quando estes sofreram derrota. Os edomitas, através de seu ancestral, Esaú, eram aparentados aos israelitas. Os edomitas regozijaram-se com a calamidade de Judá, participaram em tomar despojos dos judeus, impediram-nos de fugir da terra e até mesmo os entregaram ao inimigo. (Oba. 12-14) Como se evidencia por uma comparação da profecia de Obadias com as palavras de Jeremias (Jer. 25:15-17, 21, 27-29; 49:7-22) e de Ezequiel (Eze. 24:12-14; 35:1-15), isto deve ter acontecido em conexão com a destruição de Jerusalém pelos exércitos babilônicos, e, por conseguinte, colocaria a composição do livro por volta do ano 607 A.E.C.

Visto que muitas das coisas preditas na profecia de Obadias também foram preditas no livro de Jeremias, isto tornava duplamente certo o cumprimento da palavra de Jeová a respeito de Edom. — Confronte com Gênesis 41:32.

ESBOÇO DO CONTEÚDO

I. Calamidade para Edom (vs. 1-9)

A. Posição aparentemente segura de Edom não impedirá derrota (vs. 1-4; coteje com Jeremias 49:14-16)

B. Um ladrão só rouba o que quer, e vindimadores deixam rebuscas, mas Edom (Esaú) e seus tesouros escondidos serão vasculhados, sem que nada seja despercebido (vs. 5, 6, compare com Jeremias 49:9, 10)

C. Sobrevirá a calamidade às mãos daqueles que estão em pacto com edomitas (aparentemente os babilônios, a quem haviam entregue os fugitivos judeus) (v. 7; coteje com Jeremias 25:17-21; Jer. 38:22)

D. Sábios de Edom serão destruídos e homens poderosos ficarão aterrorizados (vs. 8, 9; compare com Jeremias 49:7)

II. Razão da calamidade; violência cometida contra descendentes de Jacó (vs. 10-16. confronte com Joel 3:14, 19; Jeremias 49:12)

III. Restauração da “casa de Jacó”; desolação completa da “casa de Esaú” (vs. 17-21; compare com Joel 2:32; Jeremias 49:18; Malaquias 1:2-4; Zacarias 14:9)

Veja o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, págs. 144-146.

ABA. Esta palavra aramaica aparece três vezes nas Escrituras, sempre em forma transliterada do grego original, e, na maioria das traduções em português. Cada vez, é seguida de imediato pela tradução ho patér em grego, “Pai” em português. Em cada caso, é usada com referência ao Pai celeste, Jeová.

A palavra ’abbá’ em aramaico significa “pai” e corresponde ao hebraico ’av (pai), mas é a forma enfática ou definida de ’av = “o pai”. Era o nome íntimo usado pelas crianças para seu pai, e inclui parte da intimidade da palavra portuguesa “papá”, ao passo que retém a dignidade da palavra “pai”, sendo tanto informal como respeitosa. Era, por conseguinte, um termo carinhoso de se dirigir ao pai, ao invés de um título, e achava-se entre as primeiras palavras que uma criança aprendia a falar. Segundo a Gemara judaica, os escravos domésticos não tinham permissão de usar a expressão ’abbá’ quando se dirigiam ao chefe da casa.

Marcos registra que Jesus usou tal termo ao orar a Jeová Deus em Getsêmani, pouco antes de sua morte, dizendo: “Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; remove de mim este copo. Contudo, não o que eu quero, mas o que tu queres.” (Mar. 14:36) Eis aqui o fervoroso apelo de um filho a um pai querido, seguido rapidamente pela garantia de que, em qualquer caso, ele permaneceria obediente. As duas outras ocorrências são nas cartas de Paulo, em Romanos 8:15 e Gálatas 4:6. Em ambos os lugares, a palavra é usada em relação com os cristãos chamados para ser filhos de Deus, gerados pelo espírito, e indica a intimidade de sua relação com seu Pai. Ao passo que são “escravos de Deus” e foram “comprados por um preço”, todavia, são também filhos na casa dum Pai amoroso, e, pelo espírito santo, mediante seu Senhor Jesus, tornam-se positivamente cônscios desta condição. (Rom. 6:22; 1 Cor. 7:23; Rom. 8:15; Gál. 4:6) Ao invés de o verem como sendo apenas uma tradução do aramaico para o grego, alguns vêem no uso de tanto ’Abbá’ como “Pai” juntos, primeiro, o crédito, a confiança e a submissão de um filho, seguidos pelo apreço maduro da relação filial e de suas responsabilidades. Parece evidente destes textos que, nos tempos apostólicos, os cristãos utilizavam o termo ’Abbá’ em suas orações a Deus.

ABEL [um fôlego; vapor; transitoriedade].

O segundo filho de Adão e sua esposa, Eva, e o irmão mais novo do primogênito deles, Caim. (Gên. 4:2) É provável que, enquanto ainda vivia, Abel tivesse irmãs, visto que o registro menciona o nascimento de filhas dos pais dele. (Gên. 5:1-4) Quando homem adulto, tornou-se pastor de ovelhas; seu irmão tornou-se lavrador. — Gên. 4:2.

Depois de um período indefinido de tempo, Abel fez uma oferenda a Jeová Deus. Caim também fez. Cada um trouxe do que possuía: Abel, das primícias de seus rebanhos; Caim, de seus produtos agrícolas. (Gên. 4:3, 4) Ambos criam em Deus. Sem dúvida aprenderam a respeito Dele de seus pais, e devem ter sabido por que estavam todos fora do Jardim do Éden, sendo-lhes negada a entrada nele. Suas oferendas indicam o reconhecimento de sua condição alienada e expressam desejar o favor de Deus. Deus expressou favor para com a oferenda de Abel, mas não para com a de Caim. O registro não mostra como se manifestaram tal aprovação e rejeição. Mas o motivo de Deus aprovar somente a oferenda de Abel é esclarecido por escritos posteriores. O apóstolo Paulo alista Abel como o primeiro homem de fé, em Hebreus 11:4, e mostra que isto resultou em seu sacrifício ser de “maior valor” do que a oferenda de Caim. Em contraste, 1 João 3:11, 12 mostra ter sido má a atitude de coração de Caim; e sua rejeição posterior do conselho e do aviso de Deus, bem como seu homicídio premeditado de seu irmão, Abel, demonstraram isto.

Ao passo que não se pode dizer que Abel tinha qualquer presciência do eventual desenrolar da promessa divina em Gênesis 3:15 a respeito do “descendente” prometido, todavia, sua oferenda das primícias de seu rebanho certamente era apropriada, e, sem dúvida, foi também um fator na expressão da aprovação de Deus. Ao Dador da vida, Abel apresentou a vida como sua dádiva, embora fosse apenas dentre seus rebanhos. — Compare com João 1:36.

Jesus mostra que Abel foi o primeiro mártir e objeto de perseguição religiosa movida por seu intolerante irmão, Caim. Ao assim fazer, Jesus fala de Abel como vivendo na “fundação do mundo”. (Luc. 11:48-51) A palavra “mundo” neste texto provém do grego kósmos, e, em seu uso aqui, significa o ‘mundo da humanidade’. Com a expressão “a fundação [grego, katabolés] do mundo”, Jesus se referia manifestamente ao nascimento dos filhos da parte de Adão e Eva, destarte produzindo um mundo da humanidade. Paulo inclui Abel entre a “nuvem de testemunhas” dos tempos pré-cristãos. — Heb. 11:4; 12:1.

Por causa de sua fé e da aprovação divina, das quais o registro continua a dar testemunho, poder-se-ia dizer que Abel, “embora morto, ainda fala”. (Heb. 11:4) Em Hebreus 12:24, o apóstolo se refere a “Jesus, o mediador dum novo pacto, e ao sangue de aspersão, que fala melhor do que o sangue de Abel”. O sangue de Abel, embora derramado em martírio, não resgatou nem redimiu a ninguém, assim como não o fez o sangue de suas ovelhas sacrificadas. Seu sangue, com efeito, clamava a Deus por vingança contra o assassino Caim. O sangue de Jesus, aqui representado como validando o novo pacto, fala de modo melhor do que o de Abel, no sentido de que clama a Deus por misericórdia para com todas as pessoas de fé como Abel, e é o meio pelo qual seu resgate é possível.

Visto que Sete nasceu, evidentemente, pouco depois da morte de Abel, e quando Adão tinha 130 anos, é possível que Abel tivesse até 100 anos na ocasião de seu martírio. — Gên. 5:3.

AVES. As aves são vertebrados peníferos, de sangue quente, e são ovíparas, isto é, põem ovos. Há cerca de trezentas referências a aves na Bíblia, sendo citadas especificamente cerca de trinta variedades diferentes. Faz-se referência a seu vôo, amiúde para escapar dos seus inimigos (Sal. 11:1; Prov. 26:2; 27:8; Isa. 31:5; Osé. 9:11); o empoleirar-se em árvores (Sal. 104:12; Mat. 13:32); seus ninhos (Sal. 84:3; Eze. 31:6); seus usos, especialmente de pombos e rolas em sacrifício (Lev. 1:14; 14:4-7, 49-53), como alimento (Nee. 5:18), inclusive seus ovos (Isa. 10:14; Luc. 11:11, 12); e a provisão de Deus e seu cuidado delas. — Mat. 6:26; 10:29; compare com Deuteronômio 22:6, 7.

Dentre os termos gerais usados na Bíblia que se aplicam a aves, a palavra hebraica ‘ohph é a mais freqüente. Significa basicamente qualquer criatura voadora, alada (Gên. 1:21), e, assim, poderá incluir não só as aves, mas também os insetos alados. (Compare com Levítico 11:13, 21-23.) G. Driver sugere que ‘ohph seja onomatopéico, imitando-se o som feito pelas asas da ave ao baterem no ar.

O hebraico tsippóhr também ocorre num grande número de textos, e é um termo genérico, aplicável às aves em geral. (Gên. 7:14) Tsippóhr significa literalmente “chilreador” ou “gorjeador”, e, por isso, o nome imita o som “tsip”, tão caraterístico de tantas espécies pequenas, especialmente do pardal.

Um terceiro termo hebraico ‘áyit se aplica unicamente a aves de rapina. Entende-se que ‘áyit significa “o gritador” (coteje com o uso do verbo em 1 Samuel 25:14, “lançou” ou “gritou”), e descrevia apropriadamente muitas das aves carnívoras com seus gritos estridentes. — Jer. 12:9.

Nas Escrituras Gregas encontram-se dois termos gerais: órneon, que significa simplesmente “ave” (Rev. 18:2), e ptenós, que significa “voador”. — 1 Cor. 15:39.

Em Atos 17:18, os filósofos atenienses se referiram ao apóstolo Paulo como “paroleiro”. A palavra grega aqui (spermológos) significa literalmente um corvo que apanha sementes, ao passo que, figuradamente, era usada para uma pessoa que apanha migalhas por mendigar ou roubar, ou, como no caso citado, um que repete migalhas de conhecimento; um tagarela fútil.

As aves acham-se entre as mais primitivas coisas vivas, conscientes, da terra, vindo a existir no quinto “dia” criativo, junto com as criaturas marinhas. (Gên. 1:20-23) As “criaturas voadoras” então criadas incluíam não só pequenas aves, mas também criaturas voadoras muito grandes, e também muitas formas de vida de insetos.

(Continua)

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