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  • Continuidade do arranjo
  • “ANCIÃOS” DO ISRAEL ESPIRITUAL
  • Habilitações para a posição
Despertai! — 1977
g77 22/7 pp. 22-24

Ajuda ao Entendimento da Bíblia

(Matéria selecionada de Aid to Bible Understanding, Edição de 1971.)

AMÓS, LIVRO DE. A profecia deste livro hebraico da Bíblia foi dirigida primariamente para o reino setentrional de Israel. Pelo que parece, foi primeiro proferida oralmente, durante os reinados de Jeroboão II e Uzias, respectivamente reis de Israel e Judá, cujos períodos de reinado coincidiram entre 829 e 803 A. E. C. (Amós 1:1) Por volta de 803, foi submetida à escrita, presumivelmente após o profeta voltar de Judá. Quanto aos pormenores sobre o próprio profeta, veja AMÓS N.º 1.

A canonicidade deste livro, ou sua afirmação de ter direito a um lugar na Bíblia, jamais foi questionada. Desde os tempos primitivos, foi aceito pelos judeus e aparece nos primeiros catálogos cristãos. Justino, o Mártir, do segundo século E. C., citou Amós em seu Diálogo com Trifo. O próprio livro se acha em completo acordo com o restante da Bíblia, conforme indicado pelas muitas referências do escritor à história bíblica e às leis de Moisés. (Amós 1:11; 2:8-10; 4:11; 5:22, 25; 8:5) Os cristãos da primeira centúria aceitaram os escritos de Amós como Escritura inspirada, como, por exemplo, o mártir Estêvão (Atos 7:42, 43; Amós 5:25-27), e Tiago, meio-irmão de Jesus (Atos 15:13-19; Amós 9:11, 12), que apontaram o cumprimento de algumas das profecias.

Outros eventos históricos atestam, de forma similar, a veracidade do profeta. É assunto histórico que todas as nações pagãs condenadas por Amós foram, no devido tempo, devoradas pelo fogo destruidor. A altamente fortificada cidade de Samaria mesma foi cercada e caiu em 740 A. E. C., e o exército assírio conquistador levou os habitantes “para o exílio além de Damasco”, conforme predito por Amós. (Amós 5:27; 2 Reis 17:5, 6) Judá, ao sul, recebeu semelhantemente sua punição devida, quando foi destruída em 607 A. E. C. (Amós 2:5) E, fiel à palavra de Jeová mediante Amós, os descendentes cativos tanto de Judá como de Israel voltaram em 537 para reconstruir sua terra natal. — Amós 9:14; Esd. 3:1.

A arqueologia bíblica também confirma Amós como sendo verdadeiro historiador de seu tempo, quando ao descrever o luxo ostentoso dos ricos, referiu-se a suas “casas de marfim” e “leitos de marfim”. (Amós 3:15; 6:4) Comentando algumas destas descobertas, afirma certa autoridade: “É de grande interesse que se descobriram numerosos marfins na escavação de Samaria. Estes se acham na maioria, em forma de placas ou pequenos painéis de relevo, e, presumivelmente, estavam certa vez presos a mobília e embutidos em painéis de parede.” (Light from Ancient Past, Finegan, 1959, págs. 187, 188) Outra autoridade afirma: “Os famosos marfins de Samaria incluem milhares de fragmentos. . . . Estes pequenos objetos; modelados no 9.º ou 8.º séculos A. C., colocam os modernos em contato com o que . . . o protestador profeta Amós conhecia das ‘casas de marfim’, as mobílias orladas de marfim e os palácios apainelados do Rei Acabe. (Amós 3:15; 6:4). Estes fragmentos de marfim, que se acham entre as descobertas mais valiosas das dispendiosas escavações de Samaria, certa vez formavam guarnições e incrustações para divãs, tronos e escabelos.” — Harper’s Bible Dictionary, 1952, p. 295.

O espírito de Jeová moveu Amós a empregar linguagem simples, direta e pitoresca, de modo dignificante, adequado a um profeta de Deus. As palavras simples, as palavras poderosas, as palavras cheias de significado, foram escolhidas, de modo que tanto os em altas posições como os humildes pudessem entender e captar o sentido daquilo que ele dizia. Ele usou uma variedade de ilustrações, algumas com sabor rural para dar vitalidade e força à sua mensagem. (Amós 2:13; 4:2; 9:9) Os eventos históricos são relembrados com exatidão. (1:9, 11, 13; 4:11) Fazem-se alusões a práticas e costumes das pessoas. (2:8; 6:4-6) No todo, trata-se duma composição de forma e propósito definidos.

Como um dos servos de Jeová, Amós magnificou a Palavra e o Nome, a justiça e a soberania do Onipotente. Vinte e uma vezes, ele se refere ao “Soberano Senhor Jeová”, em aditamento às sessenta e quatro outras vezes em que usa o Nome Divino. Ele descreve como “o Soberano Senhor, Jeová dos exércitos”, é infinitamente grande, que nada se acha além do Seu alcance ou poder. (Amós 9:2-5) Até mesmo o sol, a lua, as constelações e os elementos estão sujeitos às ordens de Jeová. (5:8; 8:9) Portanto, não é nada para Deus demonstrar sua supremacia sobre as nações. — 1:3-5; 2:1-3; 9:7.

Em harmonia com o significado de seu nome, Amós apresentou uma mensagem de peso, carregada de ais e de denúncias contra as nações pagãs, bem como contra Judá e Israel. Ele também apresentou confortadora mensagem de restauração, em que os fiéis a Jeová poderiam depositar sua esperança.

ESBOÇO DO CONTEÚDO

I. O julgamento que se acercava (1:1 a 2:16)

A. Síria, Filístia, Tiro, Edom, Amom, Moabe (1:1 a 2:3)

1. Síria, Filístia e Tiro pelo tratamento cruel dado a Israel

2. Edom (aparentado mediante Esaú), Amom (aparentado mediante Ló), pelo ódio e maus tratos de seus irmãos israelitas; Moabe por queimar os ossos do rei de Edom para obter cal

B. Judá e Israel por causa de revoltas e crassas violações da lei de Deus (2:4-16)

II. Publicar o julgamento (3:1 a 6:14)

A. Jeová revela o julgamento, avisa por seus profetas (3:1 a 4:3)

1. Como a buzina tocada e o rugido do leão, as notícias deixarão as pessoas com medo

2. O julgamento virá certamente, com grande calamidade

B. Israel impenitente, rebelde, apesar dos atos disciplinares de Jeová (4:4-13)

C. Os ais devidos à casa de Israel (5:1 a 6:14)

1. Bondoso apelo de Jeová para que Israel fizesse o bem é ignorado

2. Israel não encontrará nenhuma via de escape

3. Jeová não aceitará seus sacrifícios e cânticos

4. Príncipes de Samaria vivem no luxo tirando da mente o dia calamitoso, portanto, irão ao exílio à frente dos exilados

5. Destruição será cabal

III. Visões e profecias mostram estar perto o fim de Israel (7:1 a 8:14)

A. Destruição figurada por gafanhotos, sustada graças à intercessão do profeta (7:1-3)

B. Sustado também o simbólico fogo destruidor (7:4-6)

C. O prumo; nenhuma outra desculpa para Israel, assim Amós não intercede (7:7-9)

D. Sacerdote de Betel ordena que Amós pare de profetizar, Amós profetiza a calamidade para ele quando vier a destruição (7:10-17)

E. Um cesto de frutas de verão, significando o fim próximo de Israel (8:1-3)

F. A fome de ouvir as palavras de Jeová (8:4-14)

IV. Destruição do reino pecaminoso e reconstrução da barraca (casa real) de Davi (9:1-15)

A. Nenhum lugar para pecadores se esconderem (9:1-10)

B. Prosperidade e a segurança permanente para cativos reajuntados (9:11-15)

Veja o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, págs. 142-144, sobre a profecia de Amós.

ANCIÃO [Heb., zaqén; gr., presby’teros]. Esses termos não só são usados para pessoas de idade avançada (Gên. 18:11; Deu. 28:50, 1 Sam. 2:22, 1 Tim. 5:1, 2), ou para a mais velha dentre duas pessoas (Luc. 15:25), mas também se aplicam, em sentido especial, aos que detêm uma posição de autoridade e responsabilidade numa comunidade ou nação. O uso destes termos, neste último sentido, predomina totalmente, tanto nas Escrituras Hebraicas como nas Gregas.

O homem idoso era costumeiramente tido em alta estima desde os tempos antigos, sendo respeitado por sua experiência e seu conhecimento, e pela sabedoria e juízo são que tais podem trazer. Eliú refletiu esta atitude respeitosa ao dizer aos três companheiros de Jó: “Sou jovem em dias, e vos sois idosos. Por isso recuei e tive medo de vos declarar o meu conhecimento. Eu disse: ‘Falem os próprios dias, e que a multidão dos anos dê a conhecer a sabedoria.’” (Jó 32:6, 7 compare com Jó 12:12, 20.) No pacto da Lei, Deus forneceu a ordem: “Deves levantar-te diante do cabelo grisalho e tens de mostrar consideração para com a pessoa dum homem idoso, e tens de ter temor de teu Deus. Eu sou Jeová.” (Lev. 19:32, compare com Provérbios 20:29.) O próprio Jeová Deus é mencionado como o “Antigo de Dias”, pois, embora seja perene no sentido de ser eterno, ele já viveu mais tempo do que qualquer outro no universo. — Dan. 7:9, 13, 22; Sal. 90:2; Hab. 1:12.

Reconhecendo a vantagem do homem mais idoso sobre o homem mais moço, as pessoas de muitas nações se submeteram à direção de seus anciãos, quer dos que eram os membros mais idosos das linhagens familiares quer os que eram mais notáveis em suas qualidades de conhecimento e sabedoria. Como resultado, a expressão “ancião” adquiriu duplo significado, aplicando-se quer no sentido físico, quer como nome duma posição ou cargo. Assim, a palavra árabe shelkh, a latina senator, e a anglo-saxônica alderman, significam todas, basicamente, “ancião”, mas eram usadas além do seu significado comum para servir como títulos daqueles que exerciam a chefia entre o povo. Assim, também, o contexto da Bíblia indica que as referências aos “[anciãos] (“dignitários”, Jerusalem Bible) da terra do Egito”, “os [anciãos] de Moabe e os [anciãos] de Midiã” não abrangem todo varão idoso daquelas nações, mas se aplicam aos que serviam como conselho para dirigir e orientar os assuntos nacionais; eram os “príncipes [sarím, “grandes”, Matos Soares]” daquelas nações. — Gên. 50:7; Núm. 22:4, 7, 8, 13-15; Sal. 105:17, 21, 22 (104:22, So), compare com Josué 9:3-6, 11.

Do mesmo modo, as expressões “os [anciãos] de Israel”, “os [anciãos] da assembléia”, os “[anciãos] do meu povo”, “os [anciãos] do pais” são usadas neste sentido oficial, não se aplicando a todo varão idoso da nação de Israel. (Núm. 16:25; Lev. 4:15; 1 Sam. 15:30; 1 Reis 20:7, 8) Nos relativamente poucos casos em que zeqením (“anciãos”) aparece sem palavras qualificativas, deve-se depender do contexto para determinar se a aplicação é meramente a varões idosos ou aos em posição oficial de chefia.

ANCIÃOS DE ISRAEL

No Egito, os descendentes de Jacó se tornaram mui numerosos, atingindo, evidentemente, os milhões. (Veja ÊXODO) Já antes do Êxodo, o povo possuía membros representativos, seus “anciãos”, que lhe apresentavam os assuntos, agiam como seus porta-vozes e faziam decisões. Instruiu-se a Moisés que apresentasse sua comissão a estes “anciãos” quando voltasse ao Egito, e estes, ou pelo menos os principais dentre eles, o acompanharam quando se dirigiu a Faraó. (Êxo. 3:16, 18) Obviamente, isto não incluiu a todos os homens idosos israelitas, no sentido físico. (Compare com Êxodo 12:21; 18:12.) Ilustrando a diferença entre o sentido físico e o oficial há a ordem de Deus a Moisés: “Ajunta-me setenta homens dos anciãos] de Israel, os quais deveras sabes que são [anciãos] do povo e oficiais deles”, a fim de que Deus pudesse retirar um pouco do espírito que estava sobre Moisés e colocá-lo sobre os setenta. (Núm. 11:16, 17, 24, 25) Quando Moisés, como representante de Deus, apresentou o pacto da Lei à nação, foram os “anciãos” oficiais que representaram o povo ao entrarem nessa relação pactuada com Jeová. (Êxo. 19:3-8) Setenta de tais “anciãos”, junto com Moisés, Arão, Nadabe e Abiú, testemunharam uma visão da glória de Jeová em relação com a inauguração do pacto. — Êxo. 24:1-11; Deu. 5:23.

As referências a “todo o Israel, seus [anciãos] e seus cabeças, e seus juízes, e seus oficiais” (Jos. 23:2; 24:1), aos “[anciãos] de Israel e todos os cabeças das tribos, os maiorais das casas paternas” (2 Crô. 5:2) , não significam que os “cabeças”, “juízes”, “oficiais” e “maiorais” fossem diferentes dos “anciãos”, mas, antes, indicam que os assim denominados de modo específico detinham determinados cargos no corpo de anciãos. — Compare com Êxodo 18:24-27; 2 Reis 19:2.

Parece que o escopo de autoridade dos “anciãos” variava, assim como, no deserto, havia “chefes” de dez, de cinqüenta, de cem e de mil. (Êxo. 18:25) Uma vez situados em Canaã, os corpos de “anciãos” funcionavam em cada cidade. (Jos. 20:4; Juí. 8:14, 16) Sem dúvida, nem todos eles serviam quais “anciãos” para as tribos (Deu. 31:28; 1 Sam. 30:26; 2 Sam. 19:11) ou para a nação como um todo. Os que serviam em base nacional podem ser indicados pelas expressões “[anciãos] de Israel” (1 Sam. 4:3; 8:4) “[anciãos] do país” (1 Reis 20:7), “[anciãos] da assembléia” (Juí. 21:16), ou, depois da divisão do reino, “[anciãos] de Judá e de Jerusalém” para o reino meridional. (2 Reis 23:1). Alguns dos deveres dos “anciãos” foram delineados no pacto da Lei; eles atuavam como um corpo de superintendentes em suas respectivas comunidades, fornecendo juízes e oficiais para a administração da justiça e a manutenção da paz, da boa ordem e da saúde espiritual da comunidade. — Deu. 16:18-20; 19:12; 21:2-7, 19, 20; 22:15; 25:7-9; 27:1; 31:9; compare com Rute 4:1-11; 1 Sam. 16:4, 5.

Como os reis e sacerdotes de Israel, os “anciãos” como um todo se provaram infiéis em sua responsabilidade para com Deus e o povo. (1 Reis 21:8-14; Isa. 9:15, 16; Eze. 7:26; 14:1-3) Devido a perderem o apoio de Deus, ‘rapazes se tornariam os seus príncipes’ e ‘o de pouca estima arremeteria contra o que devia ser honrado’. (Isa. 3:1-5) Assim, as Escrituras Hebraicas sublinham que não é suficiente apenas a idade que “as cãs são uma coroa de beleza” apenas quando “se acham no caminho da justiça”. (Pro. 16:31) Não são “apenas os abundantes em dias que se mostram sábios, nem somente os idosos que entendem o juízo” mas aqueles que, junto com sua experiência, são guiados pelo espírito de Deus e que obtiveram entendimento de sua Palavra. — Jó 32:8, 9; Sal. 119:100; Pro. 3:5-7; Ecl. 4:13.

Continuidade do arranjo

A direção por parte do corpo de “anciãos” continuou por toda a história daquela nação, mesmo durante o exílio babilônico e após a restauração em Judá. (Jer. 29:1; Esd. 6:7; 10:7, 8, 14) Quando Jesus estava na terra, “anciãos” (presby’teroi) estavam ativos nos assuntos públicos, nas cidades (Luc. 7:3-5) e numa base nacional. Foi a “assembléia dos [anciãos]” (Presbytérion) em Jerusalém que constituiu uma das principais fontes de oposição à pregação de Jesus e seus discípulos. (Mat. 16:21; 21:23; Atos 4:5, 8, 23; 22:5; 25:14-16) De novo, é provável que as referências aos ‘[anciãos] e principais sacerdotes e escribas’ não signifiquem que os principais sacerdotes e escribas não fossem considerados quais “anciãos”, antes, porém, que são distinguidos pelo seu cargo específico, ao passo que os outros são abrangidos pela denominação geral de “anciãos”. Em Jerusalém, os anciãos, principais sacerdotes e escribas, juntos, formavam o Sinédrio, ou supremo tribunal judaico, que julgou Jesus (Mar. 15:1; Luc. 22:52, 66) e Estêvão. — Atos 6:12-15.

“ANCIÃOS” DO ISRAEL ESPIRITUAL

Vistas neste fundo histórico, não é difícil entender as referências a “anciãos” (presby’teroi) da congregação cristã. Como se dava no Israel carnal, assim também, no Israel espiritual, os “anciãos” eram os responsáveis de dirigirem a congregação. E, como no caso de zaqén, nas Escrituras Hebraicas, assim também, nas Escrituras Gregas Cristãs, o sentido do termo presby’teros (“ancião”) depende do contexto. Em alguns casos, o termo é usado em contraste com homens mais jovens ou como paralelo às mulheres mais idosas sem indício de estar envolvido o governo congregacional; por isso, refere-se então simplesmente a homens de idade madura. (Atos 2:17, 18; 1 Tim. 5:1, 2) É também usado para referir-se aos ‘homens dos tempos antigos’. (Heb. 11:2) Na ampla maioria dos casos, contudo, é usado em sentido governamental descrevendo o cargo ou posição daqueles que dirigem a congregação.

Assim, em alguns textos, os “anciãos” são chamados epískopoi ou “superintendentes” (“bispos”, Almeida). Paulo usou este termo ao falar aos “anciãos” da congregação de Éfeso, e aplicou-o a tais pessoas em sua carta a Tito. (Atos 20:17, 28; Tito 1:5, 7) Os dois termos, por conseguinte, referem-se ambos à mesma posição, presby’teros indicando as qualidades maduras daquele assim designado, e epískopos os deveres inerentes à designação.

Referindo-se ao uso destes termos nos primeiros séculos da Era Comum, a Biblical, Theological and Ecclesiastical Cyclopaedia (Ciclopédia Bíblica, Teológica e Eclesiástica) de M’Clintock e Strong (Vol. I, págs. 819, 820), declara: “A era que seguiu a dos apóstolos testemunhou gradual mudança na aplicação das palavras, e, nas epístolas de Inácio, mesmo em sua forma menos interpolada ou mais mutilada, o bispo [epískopos] é reconhecido como distinto e superior aos presbíteros [anciãos] . . . Nas de Clemente de Roma, contudo as duas palavras ainda são consideradas intercambiáveis.”

Habilitações para a posição

Que a idade (no sentido físico dos anos vividos) era um fator para habilitar-se a servir como “ancião” no Israel carnal é evidente. (Compare com 1 Reis 12:6-13; Isaías 3:4, 5.) Assim, também, os “anciãos” ou “superintendentes” do Israel espiritual não eram simples rapazes, conforme evidenciado pela referência do apóstolo a terem esposas e filhos. (1 Tim. 3:2, 4, 5; Tito 1:5, 6; compare também com 1 Pedro 5:5.) Todavia, a idade física não era fator único e primário conforme observado pelas demais habilitações delineadas (1 Tim. 3:2-7; Tito 1:6-9), nem se estipula qualquer nível específico de idade. Timóteo, que teve que ver com a designação de “anciãos”, era, obviamente, também reconhecido como um deles, ele mesmo, embora fosse comparativamente jovem do ponto de vista daqueles tempos. — 1 Tim. 4:12.

Assim, a madureza espiritual era o fator inicial, pois apenas aqueles assim habilitados podiam começar a satisfazer o padrão delineado pelos “anciãos” do Israel carnal na nova nação espiritual. Muitos, na primitiva congregação cristã, eram espiritualmente como “pequeninos em Cristo”, não sendo ainda “plenamente desenvolvidos na capacidade de entendimento”. Poderiam ter conhecimento dos ensinos básicos do arrependimento de obras mortas, de fé para com Deus, de batismos, da imposição das mãos, da ressurreição, e do julgamento eterno, mas ainda não estavam habilitados para servir quais instrutores de outros na congregação. (1 Cor. 3:1, 2; 14:20; Heb. 5:10-14; 6:1, 2 compare com Efésios 4:11-16.) Além de alguém ter alcançado a madureza espiritual, a habilidade de ensinar, de exortar e de repreender desempenhavam claramente papel principal em alguém ser reconhecido como “ancião” na congregação. (1 Tim. 3:2; Tito 1:9) Como “pastores”, os “anciãos” seriam os principais responsáveis pela alimentação espiritual do rebanho, bem como de cuidar dos enfermos espiritualmente e de proteger o rebanho contra a invasão de elementos lupinos. — Atos 20:28-35; Tia. 5:14, 15; 1 Ped. 5:2-4.

(Continua)

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