-
Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1978 | 1.° de agosto
-
-
espirituais, ao chegar a certa idade, e lança vitupério sobre a família e a congregação, surge uma séria dúvida sobre se o pai está ‘presidindo de maneira excelente à própria família’. Precisa-se ter então cuidado de não desculpar a situação simplesmente por indicar exemplos bíblicos daqueles que não foram bons, tais como Esaú, os filhos de Samuel e outros. (Gên. 25:27-34; 26:34, 35; 1 Sam. 8:2, 3, 5) Deve ser lembrado que a maioria dos mencionados na Bíblia, como se desviando, eram adultos, plenamente aptos para fazerem as suas próprias decisões. Não estavam sujeitos à mesma espécie de autoridade e orientação que os filhos menores num lar, e é destes que estamos tratando aqui.
Em vista do perigo espiritual que pode resultar para a congregação, quando os filhos de anciãos ou servos ministeriais se empenham em transgressão que deveras é grave, os homens, cujos filhos estiverem envolvidos nisso, deverão cooperar plenamente com o corpo de anciãos em descobrir os fatos. Não devem minimizar tal grave transgressão de seus filhos, nem tentar ocultá-la, a fim de manterem seu cargo. Também, devem evitar indevida dureza para com os filhos. (Efé. 6:4) Estes pais devem estar sinceramente interessados em ajudar seus filhos transviados em sentido espiritual, ao ponto que as circunstâncias permitirem. A preocupação primária deve ser com a condição espiritual de sua família, e não se eles poderão continuar a servir num cargo designado. — Veja 1 Timóteo 5:8.
Portanto, se uma grave transgressão de filhos no lar suscitar sérias dúvidas na congregação sobre se o homem preside de maneira excelente à sua família, ele não deverá continuar a servir como ancião ou como servo ministerial. Quando o homem serve como ancião e seus co-anciãos permitem que seu critério e sua decisão sejam influenciados por amizade ou sentimentalismo, a ponto de desconsiderarem princípios bíblicos, especialmente então pode a continuação dele como ancião, embora desqualificado, ser espiritualmente prejudicial para a congregação. Isto se dá porque pode minar o respeito pelo corpo inteiro de anciãos. Pode fornecer a outros filhos na congregação uma desculpa para se empenharem em transgressão. Por isso, convém lembrar-se de que nem a capacidade do homem como orador ou organizador, nem sua personalidade agradável, são realmente o ponto em questão. O fator determinante é se ele desempenha seu papel como pai, de maneira excelente. Somente se o desempenhar poderá continuar a servir. Naturalmente, neste caso, o corpo de anciãos deve evitar ser indevidamente crítico e censurador no exame de sua situação familiar.
-
-
“Dar pontapés contra as aguilhadas”A Sentinela — 1978 | 1.° de agosto
-
-
“Dar pontapés contra as aguilhadas”
ANTES de sua conversão, Paulo (Saulo) perseguia ferrenhamente os verdadeiros servos de Deus. Revelando-se a Paulo, Jesus Cristo disse: “Saulo, Saulo, por que me persegues? Duro te é persistir em dar pontapés contra as aguilhadas.” (Atos 26:14) O que queria Jesus dizer com isso?
Jesus Cristo considera aquilo que se faz aos seus seguidores como feito a ele mesmo. (Mat. 25:40, 45) Portanto, Paulo, perseguindo os cristãos, realmente perseguia a Cristo. Estava lutando contra algo que tinha o apoio de Deus, fazendo-o para o seu próprio prejuízo. Podia-se corretamente dizer que Paulo dava “pontapés contra as aguilhadas”. A aguilhada é uma vara pontuda, às vezes com ferrão metálico na ponta, usada para tanger o gado ou um animal usado na lavoura. O animal obstinado que resiste às picadas da aguilhada por dar pontapés contra ela não obtêm alívio, mas apenas se prejudica. De modo similar, Paulo não tirava proveito de perseguir os que Deus havia aprovado. Seus esforços, neste respeito, eram tão infrutíferos como os dum animal de tração contra as picadas da aguilhada.
-