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  • “Lembrem-se do que aconteceu no passado”: por quê?

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  • “Lembrem-se do que aconteceu no passado”: por quê?
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1996
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1996
w96 1/12 pp. 29-31

“Lembrem-se do que aconteceu no passado”: por quê?

“LEMBREM-SE do que aconteceu no passado.” Este conselho do apóstolo Paulo, escrito por volta de 61 EC, foi dado aos cristãos hebreus na Judéia. (Hebreus 10:32, A Bíblia na Linguagem de Hoje) O que o levou a fazer esse comentário? Por que aqueles adoradores de Jeová, no primeiro século, não deviam esquecer o passado? Podemos tirar proveito de acatar um lembrete semelhante hoje em dia?

Ao longo dos séculos, os escritores da Bíblia inúmeras vezes alertaram contra desconsiderar ou não dar atenção ao passado. Épocas e eventos passados deviam ser lembrados e considerados. O próprio Jeová disse: “Lembrai-vos das primeiras coisas de há muito tempo, que eu sou o Divino e não há outro Deus, nem alguém semelhante a mim.” (Isaías 46:9) Examinaremos três motivos convincentes para acatarmos esse conselho.

Estímulo e encorajamento

Em primeiro lugar, isso pode ser uma grande fonte de estímulo e encorajamento. Paulo escreveu sua carta à congregação dos hebreus a concristãos cuja fé era provada diariamente com a oposição dos judeus. Vendo a necessidade que tinham de desenvolver perseverança, Paulo disse: “Persisti em lembrar-vos dos dias anteriores, em que, depois de terdes sido esclarecidos, perseverastes em uma grande competição, debaixo de sofrimentos.” (Hebreus 10:32) Lembrar atos de lealdade do passado, na guerra espiritual, serviria para infundir-lhes a coragem de que necessitavam para terminar a corrida. Semelhantemente, o profeta Isaías escreveu: “Lembrai-vos disso, para que cobreis ânimo.” (Isaías 46:8) Foi pensando num efeito desejável similar a esse que Jesus Cristo disse à congregação em Éfeso: “Portanto, lembra-te do que tens decaído [o amor que tinhas no princípio], e arrepende-te e pratica as ações anteriores.” — Revelação (Apocalipse) 2:4, 5.

O conselho de ‘lembrar-se dos dias da antiguidade, considerar os anos atrás, de geração a geração’ sempre era dado nos discursos de Moisés a Israel, ao convocar a nação a manifestar lealdade a Jeová com destemor. (Deuteronômio 32:7) Note suas palavras em Deuteronômio 7:18: “Não deves ter medo delas [as nações cananéias]. Deves terminantemente lembrar-te do que Jeová, teu Deus, fez a Faraó e a todo o Egito.” O objetivo de Israel recordar os atos salvadores de Jeová a seu favor era que isso induzisse o povo a continuar aderindo às leis de Deus. — Deuteronômio 5:15; 15:15.

Infelizmente, os israelitas muitas vezes caíram no erro do esquecimento. Com que resultado? “Vez após vez punham Deus à prova e penavam ao próprio Santo de Israel. Não se lembraram da sua mão, do dia em que os remiu do adversário.” (Salmo 78:41, 42) Eles terminaram sendo rejeitados por Jeová por se esquecerem de Suas ordens. — Mateus 21:42, 43.

Um excelente exemplo foi dado pelo salmista que escreveu: “Lembrar-me-ei das práticas de Jah; pois, vou lembrar-me da tua maravilha de outrora. E meditarei certamente em toda a tua atividade e vou ocupar-me com as tuas ações.” (Salmo 77:11, 12) Meditando no serviço leal já prestado e nos atos de amor de Jeová, somos imbuídos do estímulo, do encorajamento e do apreço de que necessitamos. Além disso, quando nos ‘lembramos dos dias anteriores’, isso pode dissipar o cansaço e estimular-nos a fazer tudo o que podemos e a ser perseverantes e fiéis.

Aprendemos com os erros do passado

Em segundo lugar, não esquecer o que passou pode ser um meio de aprender com os erros do passado e suas conseqüências. Com isso em mente, Moisés aconselhou os israelitas: “Lembra-te: Não te esqueças de como indignaste Jeová, teu Deus, no ermo. Desde o dia em que saíste da terra do Egito até que chegastes a este lugar, mostrastes-vos rebeldes no vosso comportamento para com Jeová.” (Deuteronômio 9:7) O resultado dessa desobediência dos israelitas foi, como salientou Moisés, que ‘Jeová, seu Deus, os fez andar quarenta anos no ermo’. Por que eles foram incentivados a lembrar-se disso? Foi para humilhá-los e para que isso lhes servisse de correção de sua rebeldia, de modo que ‘guardassem os mandamentos de Jeová, seu Deus, andando nos seus caminhos e temendo-o’. (Deuteronômio 8:2-6) Eles haviam de aprender no sentido de não repetir os erros do passado.

Um escritor comentou: “A pessoa circunspecta tira partido da experiência pessoal; o sábio, da experiência dos outros.” Moisés apelou ao povo de Israel que considerasse seus próprios erros do passado para disso tirar proveito, mas o conselho do apóstolo Paulo — à congregação coríntia no primeiro século e, por extensão, a nós — foi aprender uma lição do mesmo registro histórico. Ele escreveu: “Ora, estas coisas lhes aconteciam [aos israelitas] como exemplos e foram escritas como aviso para nós, para quem já chegaram os fins dos sistemas de coisas.” (1 Coríntios 10:11) Jesus Cristo tinha em mente ainda outro acontecimento bíblico do passado e a necessidade de aprender uma lição disso ao dizer: “Lembrai-vos da mulher de Ló.” (Lucas 17:32; Gênesis 19:1-26) O poeta e filósofo inglês Samuel Taylor Coleridge escreveu: “Se o homem pudesse aprender da História, que lições ela nos poderia ensinar!”

Modéstia e gratidão

Em terceiro lugar, lembrar o que passou pode produzir em nós modéstia e gratidão, qualidades que agradam a Deus. Ao nos alegrarmos com os muitos aspectos do nosso paraíso espiritual, que é de âmbito mundial, que nunca nos esqueçamos de que ele repousa sobre certas qualidades. São a lealdade, o amor, a abnegação, o denodo diante das adversidades, a perseverança, a longanimidade e a fé, qualidades manifestadas pelos irmãos e irmãs cristãos que décadas atrás deram início à obra em vários países. Encerrando o relato da história moderna do povo de Deus no México, o Anuário das Testemunhas de Jeová de 1995 disse: “Aos que apenas recentemente se associam com as Testemunhas de Jeová talvez surpreendam as provações com que se confrontaram os que participaram em iniciar a obra no México. Estão acostumados com um paraíso espiritual em que há uma abundância de alimento espiritual, em que há centenas de milhares de associados tementes a Deus e em que se realiza o serviço prestado a Deus de forma bem organizada.”

Aqueles primeiros desbravadores em muitos casos trabalhavam sozinhos ou em pequenos grupos isolados. Enfrentavam solidão, privações e outras severas provas de integridade enquanto perseveravam em proclamar a mensagem do Reino. Embora muitos desses servos do passado já tenham morrido, como é reconfortante saber que Jeová se lembra do seu serviço fiel! O apóstolo Paulo confirmou isso, ao escrever: “Deus não é injusto, para se esquecer de vossa obra e do amor que mostrastes ao seu nome.” (Hebreus 6:10) Se Jeová se lembra com apreço, não devemos fazer o mesmo num espírito de gratidão?

Quem conhece a verdade há pouco tempo pode assimilar essa perspectiva histórica lendo o livro Testemunhas de Jeová — Proclamadores do Reino de Deus.a Além disso, se temos o privilégio de pertencer a uma família ou a uma congregação cristã cujos membros incluem irmãos e irmãs que servem a Deus já por muito tempo, somos incentivados, no espírito de Deuteronômio 32:7, a ‘lembrar-nos dos dias da antiguidade, considerar os anos atrás, de geração a geração; perguntar ao pai, que nos poderá contar; aos homens idosos, que nos poderão dizer’.

De fato, lembrar de atos passados de devoção piedosa pode estimular-nos a continuar perseverando com alegria no serviço cristão. Além disso, a história tem lições que precisamos aprender. E meditar no nosso paraíso espiritual abençoado por Deus produz as belas qualidades da modéstia e da gratidão. Isso mesmo: “Lembrem-se do que aconteceu no passado!”

[Nota(s) de rodapé]

a Publicado pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados.

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