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Levar o lugar santo à condição corretaA Sentinela — 1972 | 15 de junho
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Levar o lugar santo à condição correta
“Até duas mil e trezentas noitinhas e manhãs; e o lugar santo certamente será levado à sua condição correta.” — Dan. 8:14.
1. Após séculos de existência da cristandade, em que sentido é ela desapontadora, e perto do fim de que período se encontra ela?
AO PASSO que o tempo avança rapidamente, são cada vez mais as pessoas que se convencem de que a cristandade não é o lugar ou o santuário da adoração pura do único Deus vivente e verdadeiro. O lugar de Sua adoração devia ser santo, e a cristandade está longe de ser isso. Depois de dezesseis séculos de existência, poderia esperar-se algo melhor do que a sua condição ímpia, pois ela afirma adorar este Deus verdadeiro, o Criador do céu e da terra. Depois de todas aquelas perturbações religiosas que ocorreram, é agora evidente que a cristandade não foi ‘levada à sua condição correta’ ou ‘restabelecida ao seu estado legítimo’. (Revised Standard Version) É evidente que a cristandade se encontra no seu “tempo do fim” e este está chegando ao término. — Dan. 12:4.
2. Para sabermos o cumprimento de que profecia de Daniel teremos de procurar em outra parte, em vez de na cristandade?
2 É necessário que procuremos em outra parte, em vez de na cristandade, para saber onde o “lugar santo” ou “santuário” do Deus Altíssimo foi “levado à sua condição correta” ou “justificado”. — Dan. 8:14; Trinitária.
3. Onde se encontra o centro da teocracia, e que boa definição do termo “teocracia” nos fornece certa enciclopédia?
3 Segundo as Escrituras Sagradas, o “santuário” de Deus é seu templo de adoração. É seu “palácio”, segundo outro significado da palavra usada nas Escrituras para “templo” (heikhál, em Hebraico). (Mal. 3:1; Sal. 45:15) É nele que ele reina sobre o seu povo dedicado. Para este é o Deus Governante ou Teocrata. É dali que exerce a regência ou o governo teocrático. É o centro de sua teocracia. Uma boa definição deste termo governamental “teocracia” é fornecida pela Cyclopœdia de M’Clintock e Strong, Volume 10, página 317, que diz: “Forma de governo tal como prevalecia entre os antigos judeus, na qual Jeová, o Deus do universo, era reconhecido diretamente como seu governante civil supremo e cujas leis eram tomadas como os estatutos do reino. Este princípio é estabelecido repetidas vezes no código mosaico e vigorava continuamente depois disso.”
4. Portanto que perguntas surgem quanto ao “lugar santo” ou ‘santuário” de Jeová, e por que se interessam nas respostas as pessoas que se sentem perturbadas quanto às questões religiosas?
4 Em vista do precedente, de que modo precisaria o “lugar santo” ou “santuário” de Jeová Deus ser “levado à sua condição correta”? Quando ocorreria isso ou quando ocorreu? Isto é algo que influi na adoração verdadeira, na religião correta, e todos os que se sentem perturbados com todos os distúrbios religiosos e a confusão e desilusão de hoje em dia têm bons motivos para estarem interessados nas respostas a estas perguntas.
5. Nos últimos anos de que potência mundial obteve Daniel a visão, e em que circunstâncias?
5 Quem foi usado para trazer esta questão à nossa atenção foi o antigo profeta Daniel. Isto foi há tanto tempo quanto no sexto século antes de nossa Era Comum, ou mais de vinte e cinco séculos atrás. Daniel encontrava-se então no exílio em Babilônia e estava à serviço do Rei Nabonido, pai de Belsazar, que agia como co-regente. O Império Babilônico, Terceira Potência Mundial da história bíblica, estava então nos seus últimos anos, pois Daniel prossegue dizendo: “No terceiro ano do reino de Belsazar, o rei, apareceu-me uma visão, a mim, Daniel, depois daquela que me apareceu no início.” — Dan. 8:1.
O “LUGAR SANTO” OU “SANTUÁRIO”
6. Antes de Daniel ser levado ao exílio, onde adorava o seu Deus, e perdeu Deus o seu verdadeiro templo com o que aconteceu onze anos depois?
6 Antes de ter sido levado ao exílio no ano 617 A. E. C., Daniel havia adorado seu Deus Jeová no templo em Jerusalém. Mas, cerca de onze anos depois, em 607 A. E. C., o Rei Nabucodonosor, avô de Belsazar, havia destruído a cidade de Jerusalém e seu templo construído pelo Rei Salomão. Aquele templo glorioso realmente não havia sido moradia do Deus de Daniel, Jeová, mas havia sido representativo dela. Por isso, na destruição do templo de Jerusalém pelos babilônios, em 607 A. E. C., a verdadeira moradia ou o Palácio de Deus realmente não foi destruído. — 1 Reis 8:27; Atos 7:48; 17:24.
7. O que representava aquele templo em Jerusalém e o sacrifício de quem se apresentou no Santíssimo dele?
7 Aquele templo terrestre não representava nem tipificava a congregação cristã estabelecida 639 anos depois, na cidade reconstruída de Jerusalém, no dia de Pentecostes de 33 E. C. Não, mas representava ou tipificava o templo celestial ou palácio de Jeová, no qual ele reina de modo supremo acima dos querubins vivos que o assistem. Conforme se declara belamente no Salmo 99:1: “O próprio Jeová se tornou rei. Agitem-se os povos. Ele está sentado sobre os querubins. Estremeça a terra.” Foi ali, no Santíssimo do templo de Jeová, que Jesus Cristo apresentou o seu sacrifício depois de subir ao céu.
8, 9. (a) Quem entrava no Santíssimo do templo terreno, e para fazer o quê? (b) O que diz Hebreus 9:1, 24-28 sobre os serviços prestados por Jesus Cristo como Sumo Sacerdote espiritual?
8 Na antiga Jerusalém, antes de sua destruição pelos babilônios, o sumo sacerdote judaico apresentava o sangue dos sacrifícios do Dia da Expiação cada ano em 10 de tisri, aspergindo o sangue diante do propiciatório de ouro sobre o qual havia esculpido dois querubins de ouro, acima dos quais aparecia a luz Xequiná, para representar a presença invisível de Jeová ali. (Êxo. 25:17-22; Lev. 16:11-17; Núm. 7:89; 1 Sam. 4:4; 2 Sam. 6:2) Por outro lado, Jesus Cristo não era sacerdote levita da família de Arão e não entrava no Santíssimo do templo mundano, terreno, em Jerusalém. Por isso lemos sobre o seu serviço como Sumo Sacerdote espiritual de Jeová:
9 “Cristo entrou, não num lugar santo feito por mãos, que é uma cópia da realidade, mas no próprio céu, para aparecer agora por nós perante a pessoa de Deus. . . . Mas agora ele se manifestou uma vez para sempre, na terminação dos sistemas de coisas, para remover o pecado por intermédio do sacrifício de si mesmo. . . . assim também foi oferecido o Cristo uma vez para sempre, para levar os pecados de muitos.” — Heb. 9:1, 24-28.
10. Quando empreendeu Jesus na terra seu proceder sacrificial, e semelhante a que antigo sacerdote tornou-se ele?
10 Na terra, Jesus depôs o seu perfeito sacrifício humano, adotando este proceder de auto-sacrifício na ocasião em que foi batizado em água por João Batista, em 29 E. C. O espírito de Deus desceu ali sobre Jesus, gerando-o para a vida espiritual como Filho espiritual de Deus. Ao mesmo tempo, aquele espírito ungiu-o como Sumo Sacerdote espiritual e Rei espiritual à semelhança do Rei Melquisedeque da antiga cidade de Salém.
11. (a) Em que nova relação entrou então Jesus e por meio de que foi representado o estado em que ele andava então? (b) Então, o que o separava da vida espiritual nos céus?
11 Daquele tempo em diante, João Batista falava do ungido Jesus como sendo “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”, e também como sendo “o Filho de Deus”. (João 1:29-51; Mat. 3:13-17) Por causa desta sua nova relação espiritual com Jeová Deus no céu, Jesus Cristo andava como que naquele estado espiritual representado pelo primeiro compartimento do templo, chamado O Santo, embora ainda cumprisse seu proceder sacrificial na terra. A carne perfeita de Jesus, igual à cortina ou ao véu que separava o Santo do Santíssimo do templo, era o que o separava durante a sua vida humana na carne daquela vida espiritual nos céus invisíveis onde se encontra Deus pessoalmente. Ele atravessou este “véu” ao morrer como homem e ser ressuscitado como espírito.
12. À maneira de quem se tornou Jesus Cristo sumo sacerdote, e o que representava a cortina interna do templo?
12 Sobre isso se escreveu aos hebreus cristianizados, os descendentes naturais do patriarca Abraão: “Desta maneira Deus, quando se propôs demonstrar mais abundantemente aos herdeiros da promessa [feita a Abraão] a imutabilidade do seu conselho, interveio com um juramento [para apoiar a promessa], a fim de que, por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, nós, os que fugimos para o refúgio, tenhamos forte encorajamento para nos apegar à esperança que se nos apresenta. Temos esta esperança como âncora para a alma, tanto segura como firme, e ela penetra até o interior da cortina, onde um precursor entrou a nosso favor, Jesus, que se tornou sumo sacerdote para sempre à maneira de Melquisedeque.” (Heb. 6:17-20) “Portanto, irmãos, visto que temos denodo para com o caminho de entrada no lugar santo, pelo sangue de Jesus que ele inaugurou para nós como caminho novo e vivente através da cortina, isto é, sua carne, e visto que temos um grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos.” — Heb. 10:19-22.
13. Segundo o testemunho de 1 Pedro 3:18, que espécie de ressurreição teve Jesus, e quem deve participar com ele nesta espécie de ressurreição?
13 O apóstolo Pedro atesta que Jesus Cristo foi ressuscitado como criatura espiritual por ter deposto sua vida humana em sacrifício, a fim de passar pela “cortina, isto é, sua carne”, escrevendo: “Ora, até mesmo Cristo morreu uma vez para sempre quanto aos pecados, um justo pelos injustos, a fim de conduzir-vos a Deus, sendo morto na carne, mas vivificado no espírito.” (1 Ped. 3:18) De modo que deixou sua carne para sempre para trás e ascendeu ao céu com o “sangue”, quer dizer, com o valor de seu perfeito sacrifício humano. Ali, como Sumo Sacerdote, apresentou este mérito resgatador perante a pessoa de Deus, portanto, no Santíssimo antitípico. Todos os seguidores dedicados e batizados de suas pisadas, os gerados pelo espírito de Deus e ungidos com espírito de Deus, têm a esperança de compartilhar na ressurreição de Jesus e participar com ele nos céus espirituais como herdeiros de Deus e co-herdeiros de Jesus Cristo. — Rom. 8:14-17.
14. (a) Onde são representados como andando os seguidores ungidos das pisadas de Cristo? (b) Por que podem ser chamados de “exército” e também de “lugar estabelecido do seu santuário”?
14 Estes cristãos gerados pelo espírito, enquanto ainda na terra, em carne, servem como sub-sacerdotes naquela condição espiritual prefigurada pelo primeiro compartimento, O Santo, do templo. (1 Ped. 2:5-9) Desta maneira, embora ainda na terra, servem a Jeová Deus no seu ‘lugar santo” ou “santuário”. Visto que estes sub-sacerdotes espirituais somarão por fim 144.000, podem ser chamados de “exército” e também de “povo constituído dos santos”. Visto que Jeová Deus chama esta terra de seu “escabelo”, tais 144.000 poderiam ser chamados de ‘lugar estabelecido do seu santuário”. Pelo menos o representam, porque são os súditos e representantes terrestres da Teocracia de Jeová.a Também, enquanto estão na carne, no escabelo de Deus, são representados como estando no pátio interno do templo destinado aos sacerdotes, onde estava situado o altar dos sacrifícios. — Dan. 8:11, 24.
DEITADO ABAIXO O LUGAR DO SEU SANTUÁRIO
15, 16. (a) Em que estão interessados os do restante ungido e outros estudantes da Bíblia quanto à visão de Daniel, e que dois animais viu ele? (b) O que fez um animal ao outro, e o que aconteceu com o vencedor?
15 Atualmente, depois de mais de dezenove séculos de escolha destes 144.000 co-herdeiros teocráticos de Jesus Cristo, existe na terra apenas um restante destes herdeiros do reino celestial de Deus. Estes cristãos ungidos, junto com todos os outros estudantes da Bíblia, estão interessados em examinar de novo a visão que o profeta Daniel teve durante aqueles dias finais da Potência Mundial Babilônica. Ele conta em Daniel 8:2-6 como um carneiro de dois chifres é atacado por um bode peludo de um só chifre entre os olhos. Daniel 8:7, 8, prossegue:
16 “E eu o vi atingir o carneiro, e começou a mostrar amargura para com ele, e passou a golpear o carneiro e a quebrar-lhe os dois chifres, e mostrou-se não haver poder no carneiro para se manter de pé diante dele. De modo que o lançou por terra e o pisoteou, e o carneiro não mostrou ter alguém que o livrasse da sua mão. E o bode dos caprídeos, da sua parte, assumiu ares de grandeza, em extremo; mas, assim que se tornou forte, foi quebrado o grande chifre, e passaram a subir de modo proeminente quatro em lugar dele, em direção aos quatro ventos dos céus.”
17. Para que tempo se reserva a visão, e o que disse o anjo quanto a que representavam os chifres do carneiro e depois os chifres que se desenvolveram daquele do bode?
17 Nem Daniel, nem nós somos deixados a adivinhar o significado desta visão. Daniel foi informado por meios angélicos: “Entende, ó filho do homem, que a visão é para o tempo do fim. . . . Eis que te faço saber o que ocorrerá na parte final da verberação, porque é para o tempo designado do fim. O carneiro que viste, tendo dois chifres, representa os reis da Média e da Pérsia. E o bode peludo representa o rei da Grécia; e quanto ao chifre grande que havia entre os seus olhos, este representa o primeiro rei. E que este foi quebrado, de modo que por fim se ergueram quatro em seu lugar, haverá quatro reinos que se erguerão de sua nação, mas não com o seu poder.” — Dan. 8:15-22.
18. Após a queda de que potência mundial se aplica a visão, quem eram os chifres simbólicos do “carneiro” e quem era o único chifre simbólico do “bode”?
18 Portanto, esta profecia começa a aplicar-se depois de Dario, o Medo, e Ciro, o Persa, terem causado a queda de Babilônia, no outono do ano 539 A. E. C. e se estabelecer o Império Medo-Persa como Quarta Potência Mundial da história bíblica. Este Império, que chegou a ter o tamanho do de Babilônia, para o leste, para o oeste e para o sul, continuou na dominação mundial de 539 a 331 A. E. C. (Dan. 5:1-6:28; 11:1, 2) A Grécia, sob a liderança de Alexandre, o rei macedônio, terminou a conquista do Império Persa no ano 331 A. E. C. De modo que aquele chifre grande entre os olhos do bode peludo representava este “primeiro rei”, Alexandre Magno. Foi assim que o Império Grego, que se expandiu rapidamente para o leste até o rio Indo, da Índia, ascendeu à posição da Quinta Potência Mundial da história bíblica.
19. Como foi quebrado o “chifre grande”, e, em seu lugar, quem se tornaram os simbólicos quatro chifres?
19 A morte por malária, na cidade de Babilônia, no ano 323 A. E. C., acabou cedo com o império de Alexandre. Assim, o “chifre grande” foi quebrado no auge de seu poderio imperial. Finalmente, depois de anos de manobras da parte dos generais militares de Alexandre, vieram à existência quatro reinos helênicos, nenhum deles, naturalmente, com o “poder” de Alexandre. De modo que por volta do ano 301 A. E. C., o General Ptolomeu Lago reinava sobre o Egito e a Palestina; o General Seleuco Nicátor reinava sobre a Mesopotâmia e a Síria; o General Cassandro dominava a Macedônia e a Grécia, e o General Lisímaco dominava a Trácia européia e a Ásia Menor. Falando-se simbolicamente, em lugar do único chifre grande surgiram quatro “chifres” menores, provando a profecia bíblica como verdadeira e infalível. — Dan. 11:3, 4.
20. (a) Em que período ainda não havia entrado o cumprimento da visão? (b) O que se desenvolveu de um dos quatro chifres, e com que êxito agiu?
20 Entretanto, o cumprimento da profecia não avançara então para o “tempo do fim”, a “parte final da verberação”. (Dan. 8:17, 19) Que previsão da história do mundo mostra a seguir a visão de Daniel? Escrevendo sobre os quatro chifres de reinos helênicos, Daniel diz: “E de um deles saiu outro chifre, um pequeno, e este se tornava muito maior para o sul, e para o nascente, e para o Ornato. E tornava-se cada vez maior até atingir o exército dos céus, de modo que fez alguns dos exércitos e algumas das estrelas cair para a terra, e foi pisoteá-los. E assumiu ares de grandeza para com o Príncipe do exército, e foi-lhe tirado o sacrifício contínuo e foi deitado abaixo o lugar estabelecido do seu santuário. E aos poucos foi entregue o próprio exército, junto com o sacrifício contínuo, por causa da transgressão; e ele continuou a lançar a verdade por terra, e agiu e foi bem sucedido.” — Dan. 8:9-12.
21. O que disse o anjo sobre as atividades do simbólico chifre pequeno, e como terminaria?
21 Recebemos um indício inspirado do significado desta visão profética, pois, novamente por meios angélicos, Daniel é informado a respeito dos quatro reinos helênicos: “E na parte final do reino deles, completando os transgressores a sua ação, erguer-se-á um rei de semblante feroz e entendendo declarações ambíguas. E seu poder terá de tornar-se grande, mas não pelo seu próprio poder. E causará a ruína dum modo prodigioso, e certamente se mostrará bem sucedido e agirá com eficiência. E realmente arruinará poderosos, também o povo constituído dos santos. E, segundo a sua perspicácia, certamente fará também o engano bem sucedido na sua mão. E no seu coração assumirá ares de grandeza e arruinará a muitos durante a sua despreocupação. E por-se-á de pé contra o Príncipe dos príncipes, mas será destroçado sem mão.
22. O que disse o anjo que Daniel devia fazer, que influiria no entendimento da parte final da visão?
22 O significado desta parte da visão devia ser selado para o nosso entendimento, pois Daniel foi informado: “E a coisa vista a respeito da noitinha e da manhã, que se viu, ela é verdadeira. E tu, da tua parte, mantém em segredo a visão, porque é ainda para muitos dias.” — Dan. 8:23-26.
23. (a) Quem é o “Príncipe do exército” e quem é o “Príncipe dos príncipes”? (b) Historicamente, de que “chifre” simbólico se desenvolveu o ‘chifre pequeno’?
23 Certamente, já passaram agora estes “muitos dias”. Por isso perguntamos: O que revela a história mundial quanto ao cumprimento desta visão profética? O anjo explicou que o “Príncipe do exército” é o “Príncipe dos príncipes”. Este é o Teocrata celestial, Jeová Deus. Ele é o Príncipe entre todos os que se chamam “príncipes” na terra. Nenhum deles pode comparar-se com Ele e manter-se de pé diante Dele. Nem mesmo o simbólico ‘chifre pequeno’, aquele “rei de semblante feroz”, pode fazer isso. Quem é então este feroz poder político? Segundo a história, derivava-se de um dos quatro “chifres” simbólicos, do mais ocidental, a saber, do reino helênico do General Cassandro, da Macedônia e Grécia. Mais tarde, este reino foi absorvido pelo reino do General Lisímaco, rei da Trácia e da Ásia Menor. Isto deixava então apenas três “chifres” simbólicos. Mas no segundo século antes de nossa Era Comum, aqueles domínios helênicos ocidentais foram absorvidos por Roma.
24. (a) Como se tornou Roma a Sexta Potência Mundial da história bíblica? (b) Apesar de sua atuação anticristã, por que não podia o Império Romano ser o simbólico ‘chifre pequeno’?
24 No primeiro século antes de nossa Era Comum, a Roma imperial apossou-se dos domínios helênicos orientais e finalmente dos domínios meridionais. Roma tornou-se assim a Sexta Potência Mundial da história bíblica, no ano 30 A. E. C. Portanto, mostrou ser o Império Romano aquele ‘chifre pequeno’, aquele “rei de semblante feroz”? Não! Pois não continuou a existir até o “tempo designado do fim”. Segundo o que o anjo disse a Daniel, é então que deve ocorrer o cumprimento da profecia. (Dan. 8:19) Naturalmente, o Império Romano perseguiu cruelmente os seguidores de Jesus Cristo, gerados pelo espírito, os quais adoravam e serviam a Jeová no seu “santuário” espiritual. Estes se encontravam na condição espiritual representada pelo Santo do templo terrestre. Diz-se que Roma matou os apóstolos Pedro e Paulo, após o grande incêndio em Roma, pelo qual o Imperador Nero culpou os cristãos. Também, Revelação 1:9 mostra que o Império Romano exilou o apóstolo João para a ilha penal de Patmos. Mas esta perseguição cessou pouco antes da pretensa conversão do Imperador Constantino. Contudo, isto foi dezesseis séculos antes do “tempo do fim”, que começou no fim dos Tempos dos Gentios em 1914 E. C. Até mesmo o Santo Império Romano perdeu o poder muito antes do ano de 1914.
25. (a) Que relação tinha o ‘chifre pequeno’ com o Império Romano, e o que mostrou ser? (b) De que modo era um “rei de semblante feroz”?
25 Então, o que é que a história mostra ser o simbólico ‘chifre pequeno’, aquele “rei de semblante feroz”? É uma ramificação noroeste do Império Romano, a saber, a Britânia, visto que havia províncias romanas no que agora é a Inglaterra até a primeira parte do terceiro século E. C. No decorrer dos séculos seguintes, a Inglaterra veio a ser a sede de um império, o qual, a partir do século dezessete incluía colônias na América do Norte. Até o ano 1763, o Império Britânico havia derrotado a Espanha e a França, ambas as quais eram partes poderosas do Santo Império Romano. A partir de então, o Império Britânico mostrou ser dono dos mares e a Sétima Potência Mundial da profecia bíblica. Mesmo depois de as treze colônias americanas se separarem para estabelecer os Estados Unidos da América, o Império Britânico aumentou ao ponto de abranger um quarto da superfície da terra e um quarto de sua população. A Sétima Potência Mundial obteve poder ainda maior quando os Estados Unidos da América colaboraram com a Grã-Bretanha para formar a Potência Mundial Dupla Anglo-Americana. Tanto econômica como militarmente era deveras um “rei de semblante feroz”.
26. De que modo se tornou o simbólico ‘chifre pequeno’ grande “para o Ornato” surgindo por isso que pergunta quanto a ser o Ornato o local de cumprimento de profecia?
26 No ano de 1917, esta Potência Mundial Dupla Anglo-Americana se tornou “muito maior . . . para o Ornato”. Como? Com a captura de Jerusalém em 9 de dezembro e a vinda da Palestina sob o domínio britânico. No ano de 1920, a Liga das Nações entregou o mandato da Palestina à Grã-Bretanha, o que continuou até 14 de maio de 1948. Nos tempos bíblicos, a Terra da Promessa que Jeová deu ao seu povo escolhido era tão bela que era chamada de Ornato, isto é, da terra inteira. Em Ezequiel 20:6, 15, Jeová a chama de “ornato de todas as terras”. Foi literalmente ali que “foi deitado abaixo o lugar estabelecido do seu santuário” pelo simbólico “chifre, um pequeno”? Para sabermos isso, teremos de examinar os fatos físicos deste “tempo do fim”.
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O significado de sua “condição correta” para nós hojeA Sentinela — 1972 | 15 de junho
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O significado de sua “condição correta” para nós hoje
1. Que conflito começou em 1914, e por que não constituía surpresa para os estudantes dedicados e batizados da Bíblia?
NO ANO de 1914 E. C., o ano lunar sagrado em Jerusalém começou em 19 de nisã, que correspondia a 27/28 de março, de por do sol a por do sol. Em meados daquele ano irrompeu a primeira guerra mundial na humanidade. Ela não era inteiramente inesperada pelos estudantes da Bíblia, que se haviam desassociado da cristandade, na qual se iniciou a Primeira Guerra Mundial. Por que não? Porque estes estudantes dedicados e batizados da Bíblia haviam durante décadas salientado que os “tempos dos gentios”, conforme preditos por Jesus Cristo na sua profecia sobre o “fim do mundo”, terminariam em princípios do outono (hemisfério setentrional) daquele ano de 1914. (Luc. 21:24; Mat. 24:3, Almeida) Os Tempos dos Gentios haviam começado por volta dos meados do mês lunar de tisri do ano 607 A. E. C., de modo que os seus 2.520 anos de duração acabariam em 1914, por volta de 15 de tisri, que correspondia a 4/5 de outubro. Naquele tempo, o Império Britânico e os outros impérios da cristandade já estavam envolvidos na guerra. O outro membro da Potência Mundial Dupla Anglo-Americana entrou na guerra na primavera de 1917.
2. (a) Que arranjo internacional entrou em vigor com a ratificação do Tratado de Paz em 1919? (b) O que aconteceu à adoração pública, aberta, de Jeová no seu “santuário” durante a Primeira Guerra Mundial, e o que se fez neste respeito em 1919?
2 No outono de 1918, a Potência Mundial Dupla Anglo-Americana e seus aliados saíram vitoriosos do conflito mundial. Em 1919, assinou-se e ratificou-se o Tratado de Paz de Paris, e junto com ele entrou em vigor a parte do Tratado conhecida como o Pacto da Liga das Nações. Naquele tempo, havia um restante de cristãos dedicados, batizados e gerados pelo espírito, os quais adoravam a Jeová no seu “santuário” ou “lugar santo”. Durante a guerra mundial, foram severamente perseguidos e impedidos na sua adoração, na cristandade, inclusive nos domínios da Potência Mundial Dupla Anglo-Americana, a Sétima Potência Mundial da profecia bíblica. Na primavera de 1919, Jeová Deus os revivificou de sua condição espiritual prostrada e os reuniu para a adoração corajosa e aberta no seu santuário. Empreenderam novamente, de modo público, a pregação das boas novas do reino de Deus, conforme predita em Mateus 24:14.
3. Em que atitude para com a Liga das Nações não participaram com a cristandade os do restante e como sendo profeticamente o que identificaram eles a Liga em 1921?
3 Reconheciam que eram embaixadores do reino messiânico de Jeová, que fora estabelecido nos céus no fim dos Tempos dos Gentios em 1914. Por conseguinte, os deste restante de adoradores no Seu santuário não participaram com a cristandade em aclamar a Liga das Nações como se fosse a “expressão política do reino de Deus na terra”. Em meados de 1919, mesmo antes de serem ratificados o Tratado de Paz de Paris e seu Pacto da Liga das Nações pelo número mínimo essencial de países, os do restante declararam que este substituto político do reino de Deus não tinha o apoio de Jeová e certamente fracassaria. Em apoio bíblico adicional disso, a revista A Sentinela expressou-se francamente. No seu número inglês de 19 de janeiro de 1921, na página 12, e sob o subtítulo “Falado por Daniel”, apresentou motivos para se crer que a organização mundial de paz e segurança, a Liga das Nações, era a “abominação da desolação” predita por Jesus Cristo em Mateus 24:15, Almeida.
4. (a) Onde e em que ano foi esta organização humana em prol de paz e segurança mundiais identificada como sendo uma potência mundial? (b) O que lhe aconteceu por causa da Segunda Guerra Mundial, mas de que modo continua a funcionar?
4 De 25 a 31 de maio de 1926, os do restante ungido realizaram uma assembléia internacional em Londres, na Inglaterra. Ali se expôs, no discurso público, que a organização humana de paz e segurança mundiais era a simbólica fera cor de escarlate, de sete cabeças e dez chifres, retratada em Revelação 17:3-11. Como tal, era a Oitava Potência Mundial da profecia bíblica.a Assim como aquela profecia predissera, essa organização internacional na forma da Liga das Nações deixou de funcionar com o irrompimento da Segunda Guerra Mundial em 1939; mas ela foi revivificada em 1945 na forma da organização das Nações Unidas. A Oitava Potência Mundial continua assim a funcionar até agora.
5. Em 1926, com que questão desafiadora foi confrontado o restante ungido, e por que não era presunçoso ao adotar um novo nome, em 1931?
5 Alguns meses antes do congresso histórico de Londres, em 1926, o maior nome do universo, o do grande Teocrata, Jeová, começou a destacar-se. Foi acentuado quando A Sentinela, no seu número inglês de 1.º de janeiro de 1926, confrontou os seus leitores com o artigo de destaque intitulado “Quem Honrará a Jeová?”. Àquela pergunta desafiadora responderam os do restante ungido tanto em palavras como em atos. Durante os anos subseqüentes, passaram a provar quem é que honravam por divulgarem mundialmente o nome e o reino messiânico de Jeová. Esta obra de publicidade assinalava-os de fato como sendo verdadeiras testemunhas de Jeová. Portanto, quem os pode acusar de serem presunçosos, porque os deste restante adotaram em 26 de julho de 1931, num congresso internacional em Columbus, Ohio, a designação de “testemunhas de Jeová”? Ninguém! Sendo na terra adoradores no Seu santuário, estavam no “lugar estabelecido do seu santuário”.
6. A seguir, que tipo de regência veio a destacar-se, e quem devia modelar sua vida e sua organização congregacional segundo esta regência?
6 A seguir, numa época excelente, sob orientação divina, veio a destacar-se a questão da Teocracia, quer dizer, da regência de Deus! Tal regência, por certo, devia aplicar-se à organização visível dos que adoravam a Jeová no seu santuário. Ele é que deveras devia ser ali o Regente como Deus. Todos os adoradores no seu santuário deviam amoldar sua vida e sua organização congregacional à Teocracia do Deus Altíssimo, o Soberano do universo.
7. Por que se tornou uma decisão favorável para com a teocracia mais vital para os do restante ungido e seus companheiros, e quando se forneceram as instruções para orientá-los?
7 A decisão dos do restante a favor disso tornou-se mais vital ao passo que o totalitarismo político e as ditaduras se espalharam de país em país e o estado político se estabeleceu de modo nacionalista como Deus para ser adorado pelos seus cidadãos. As condições mundiais exigiam cada vez mais que os do restante ungido e seus companheiros dedicados declarassem àquelas autoridades e aos juízes que se opunham a eles e os oprimiam: “Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens.” (Atos dos Apóstolos 5:29) Por fim, quinze meses antes de começar a Segunda Guerra Mundial e sujeitar grande parte do mundo à lei marcial, eliminando a Liga das Nações, vieram instruções oficiais sobre a organização teocrática.
8. Em 1938, o que foi publicado nos números de 1.º e 15 de junho da Sentinela em inglês, e o que propunha a resolução?
8 No número inglês de 1° de junho de 1938 da Sentinela publicou-se a primeira parte do artigo intitulado “Organização”. Emocionava os adoradores no santuário de Jeová ler as seguintes sentenças no parágrafo inicial: “A organização de Jeová não é de modo algum democrática. Jeová é supremo, e seu governo ou organização é estritamente teocrático. Esta conclusão não pode ser contradita com êxito.” O número inglês de 15 de junho de 1938 da Sentinela publicou a segunda parte de “organização” e apresentou uma resolução a ser adotada pelas congregações das testemunhas de Jeová, cujo parágrafo inicial rezava: “Nós, a companhia do povo de Deus tirado para seu nome, e agora em . . . . . . . . . . ., reconhecemos que o governo de Deus é pura teocracia e que Cristo Jesus está no templo e em pleno cargo e domínio tanto da organização visível de Jeová como da invisível.” (A Torre de Vigia, número de junho-julho de 1938, páginas 83 e 95) Isto exigia designações teocráticas, de cima para baixo, de todos os servos atuantes em todas as congregações.
9. (a) Que questão suscitou o irrompimento da Segunda Guerra Mundial, em 1939, para o povo de Jeová, organizado teocraticamente, e por quê? (b) Quando e como veio a resposta, e em que sentido?
9 A Segunda Guerra Mundial, irrompendo em 1.º de setembro de 1939, apesar da Liga das Nações, encontrou o povo de Jeová organizado de modo teocrático. Qual devia ser a sua atitude teocrática para com esta segunda guerra mundial, a qual, assim como a primeira, irrompeu na cristandade? Não havia margem para transigência da parte deles assim como acontecerá durante a primeira guerra mundial. Não era então nenhum caso de incerteza e indecisão. A Liga das Nações havia recebido o golpe de morte mas o reino messiânico de Jeová dos céus ainda existia e reinava. Visto que as testemunhas de Jeová haviam continuado a proclamar o reino sem cessar até então, não podiam tomar o partido de nenhum dos reinos deste mundo não-teocrático neste novo conflito. Apenas dois meses depois de os exércitos nazistas de Hitler terem invadido a Polônia, precipitando a Segunda Guerra Mundial, os do restante ungido de Jeová deram um devido aviso ao mundo em guerra. Como? Pela publicação do artigo principal intitulado “Neutralidade” no número inglês de 19 de novembro de 1939 de A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová. (A Torre de Vigia Anunciando o Reino de Jeová, de fevereiro de 1940) Salientando bem qual era a guerra teocrática nos dias do antigo Israel, este artigo declarava “‘A Cristandade’ não Teocrática”. Nós somos neutros para com as guerras dela.
10. Indicativo do que faria a Potência Mundial Dupla Anglo-Americana, o que disse Daniel 8:10-12 sobre o que o ‘chifre pequeno’ faria?
10 Como iria então reagir o enormemente crescido ‘chifre pequeno’, a Potência Mundial Dupla Anglo-Americana, para com a atitude teocrática tomada pelos do restante ungido de Jeová e seus leais companheiros dedicados? A profecia de Daniel 8:10-12 previra isso infalivelmente, dizendo: “E tornava-se cada vez maior até atingir o exército dos céus, de modo que fez alguns do exército e algumas das estrelas cair para a terra, e foi pisoteá-los. E assumiu ares de grandeza para com o Príncipe do exército, e foi-lhe tirado o sacrifício contínuo e foi deitado abaixo o lugar estabelecido do seu santuário. E aos poucos foi entregue o próprio exército, junto com o sacrifício contínuo, por causa da transgressão; e ele continuou a lançar a verdade por terra, e agiu e foi bem sucedido.”
DEITADO ABAIXO O ‘LUGAR DO SEU SANTUÁRIO’!
11, 12. (a) O que significava tal conduta do ‘chifre pequeno’ com relação a Jeová? (b) Que breve comentário explicativo fez sobre isso o anjo Gabriel?
11 É fácil de ver que a ação assim descrita significava a invasão do domínio legítimo ou dos interesses do Deus Altíssimo, Criador do “exército dos céus” e das “estrelas”, e até mesmo a retirada dos sacrifícios regularmente oferecidos a ele como “sacrifício contínuo” de sua adoração. O breve comentário do anjo Gabriel sobre isso nos ajuda a compreender corretamente a profecia, pois diz:
12 “E [o rei de semblante feroz] realmente arruinará poderosos, e também o povo constituído dos santos. E, segundo a sua perspicácia, certamente fará também o engano bem sucedido na sua mão. E no seu coração assumirá ares de grandeza e arruinará a muitos durante a sua despreocupação. E por-se-á de pé contra o Príncipe dos príncipes, mas será destroçado sem mão.” — Dan. 8:24, 25.
13. Durante a Segunda Guerra Mundial, como agiu a Sétima Potencial Mundial para com Jeová, até mesmo lançando por terra o “exército dos céus”, sim, as “estrelas”?
13 Durante a Segunda Guerra Mundial, a Sétima Potência Mundial da história bíblica arruinou a muitos, sim, até mesmo a poderosos. Não teve respeito para com a verdadeira teocracia. Na Comunidade Britânica de Nações e nos Estados Unidos fez vigorar a lei marcial e a mobilização total para o bom êxito dos seus objetivos de guerra e para alcançar o domínio do mundo sobre o reino messiânico de Deus. Assim assumiu ares de grandeza até mesmo contra o Príncipe dos príncipes, Jeová, o “Príncipe” Soberano de todo o universo. Seu “exército dos céus”, quer dizer, os do restante ungido de Jeová, que serviam como subsacerdotes no Seu “santuário” espiritual, foi lançado por terra por esta Potência Mundial Anglo-Americana, menosprezando a sua qualidade de embaixadores do reino messiânico de Deus. Mesmo os que eram como “estrelas” nas congregações das testemunhas de Jeová foram considerados como inferiores, como não sendo portadores de luz espiritual para as suas congregações, como não sendo superintendentes” espirituais com direito à isenção do recrutamento militar, mas como sendo apenas leigos terrenos, sem designação teocrática. (Rev. 1:20; 2:1) Por causa da propaganda de guerra, da elevada febre de guerra e do nacionalismo delirante, o “povo constituído dos santos” foi cruelmente perseguido.
14. Como foi deitado abaixo o “lugar estabelecido do seu santuário”?
14 Visto que estes representavam o “lugar estabelecido do . . . santuário” de Jeová, este lugar foi deitado abaixo quando foram derrubados. Isto afetou seus sacrifícios espirituais a Jeová Deus.
15. De que modo tirou a Sétima Potência Mundial o “sacrifício contínuo”?
15 Lembre-se de que no santuário do templo de Jeová, no antigo Israel, havia um “sacrifício contínuo” oferecido no pátio interno, na forma do sacrifício de um carneirinho a Deus, cada noitinha e cada manhã. (Êxo. 29:38-42) Do mesmo modo, da parte dos do restante espiritual que adoravam no “santuário” de Jeová, havia sacrifícios de natureza espiritual oferecidos a Ele à noitinha e de manhã, diariamente, continuamente. Entre estes “sacrifícios” contínuos destacavam-se os frutos dos seus lábios na proclamação pública do nome de Jeová e do seu reino messiânico, seu governo teocrático. Este “sacrifício contínuo” espiritual foi tirado pela Sétima Potência Mundial por meio de suas medidas de guerra e restrições, impondo-se até mesmo proscrições às próprias testemunhas de Jeová ou à sua pregação de casa em casa. Foram obrigados a agir às ocultas. Homens e mulheres foram encarcerados por se apegarem à neutralidade cristã.
16. Que ataques duros fez a Sétima Potência Mundial por intermédio da Comunidade Britânica de Nações estorvando a oferta do “sacrifício contínuo”?
16 A história mostra claramente até que ponto foi o furor do “rei de semblante feroz”. Atacou duramente as testemunhas de Jeová em todo o mundo durante os dias tenebrosos da Segunda Guerra Mundial, especialmente em países associados com a comunidade britânica de nações. Em 4 de julho de 1940, o Domínio do Canadá, parte da Comunidade, proscreveu a obra das testemunhas de Jeová. No mesmo ano, a Nova Zelândia proscreveu a proclamação pública do nome de Jeová. Por volta do mesmo tempo, proscreveu-se a obra na Costa do Ouro (Gana). Daí em diante, o “sacrifício contínuo”, os frutos dos lábios, sofriam realmente interferência. A obra foi proscrita na Austrália e em Fidji, em janeiro de 1941. A África do Sul, país mais sulino da África, agiu oficialmente contra a obra em 1941. As proscrições se espalharam quase que através de todas as possessões britânicas na África, inclusive a Nigéria, em 17 de junho de 1941. As possessões britânicas na Ásia também adotaram ações similares. A obra foi proscrita na Birmânia, em Ceilão e na Índia, em 1941. Em 1942, destacou-se na Grã-Bretanha a questão da neutralidade. Quando entrou em vigor o serviço militar obrigatório, os jovens testemunhas de Jeová se recusaram a empenhar-se na guerra. Os tribunais britânicos que fizeram os julgamentos condenaram 1.593 homens e mulheres, mandando a maioria deles à prisão. Dentre estes, 334 mulheres serviram sentenças nas prisões. Isto teve o efeito de tirar do serviço muitos proclamadores ativos da oferta pública do sacrifício de louvor a Deus.
17. Anos antes disso, como se haviam empenhado as forças nazi-fascistas-católicas em deitar abaixo o “lugar estabelecido do seu santuário”?
17 Apenas alguns anos antes disso, a onda de guerra nazi-fascista-católica avançou através da Europa. Impuseram-se restrições legais e encarceramentos às testemunhas de Jeová, fechando-se uma sucursal após outra da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados. Exercia-se pressão para deitar abaixo “o lugar estabelecido do seu santuário”.b
18. Que dificuldades tiveram as testemunhas de Jeová nos Estados Unidos da América durante os anos de 1940 à 1943?
18 Nos Estados Unidos, embora a obra das testemunhas de Jeová não fosse oficialmente proscrita, houve muitas tentativas de silenciar as testemunhas. Em todos os então 48 estados, recorreu-se a distúrbios em muitos lugares. Para atiçar o fogo da violência e do ódio, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos, em 3 de junho de 1940, numa decisão de 8 a 1, decidiu que a cerimônia da continência à bandeira era compulsória para os cidadãos do país. Qualquer escolar que se negasse a realizar o ato estava sujeito a ser expulso da escola. Depois disso, a perseguição das testemunhas de Jeová se tornou desenfreada. Em 16 de junho de 1940, o Procurador Geral, numa transmissão de rádio por uma rede de emissoras de costa a costa, da National Broadcasting Company, disse: “As testemunhas de Jeová foram repetidas vezes atacadas e espancadas. Não haviam cometido nenhum crime; mas as turbas achavam que sim, e aplicavam punição como turbas. O Procurador Geral ordenou uma investigação imediata destes ultrajes.” Foi só em 14 de junho de 1943, quando o Supremo Tribunal dos Estados Unidos revogou a sua decisão na questão da continência à bandeira, que começou a diminuir a perseguição intensa nos Estados Unidos.c
19. A julgar pelo número das sucursais da Sociedade e pela proporção de aumento nos publicadores do Reino, como evidenciava isso que a ‘oferta do sacrifício contínuo’ sofria restrições?
19 É também muito interessante notar-se que em 1938, no ano antes do irrompimento da Segunda Guerra Mundial, a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados tinha 39 sucursais em toda a terra, para fornecer supervisão à obra das testemunhas de Jeová. Por volta de 1942, havia cerca de 106.000 testemunhas de Jeová pregando as boas novas do Reino em toda a terra, mas o número das sucursais tinha diminuído a 25. A pressão já era então grande, e vigorava a proscrição na maior parte da terra. Nos próximos três anos, a guerra mais violenta da história viu maior intensificação da perseguição das testemunhas de Jeová. Por causa da proscrição da obra, fecharam-se mais sucursais, até que em 1943 houve apenas 21 filiais funcionando em todo o mundo. As testemunhas de Jeová se apegavam tenazmente à sua designação dada por Deus de pregar as boas novas, mas de 1942, quando tinham 106.000 publicadores, até o fim de 1944, aumentaram apenas em cerca de 4.000. Deveras, a ‘oferta do sacrifício contínuo’ ficou restrita.
“ATÉ QUANDO?”
20. Quando o “exército” dos adoradores de Jeová e o “sacrifício contínuo” foram entregues por causa de transgressão, qual era a “transgressão que causa desolação” cometida pela Sétima Potência Mundial?
20 Daniel 8:12 diz que o “exército” espiritual dos adoradores no santuário de Jeová, junto com o “sacrifício contínuo”, seriam entregues “por causa da transgressão”. Qualquer que tenha sido a medida de “transgressão” da parte das testemunhas de Jeová contra ele, houve inconfundivelmente uma transgressão da parte do simbólico ‘chifre pequeno’, a Sétima Potência Mundial. É evidentemente a isso que se refere a pergunta suscitada pelo anjo aos ouvidos de Daniel quando perguntou: “Até quando durará a visão do sacrifício contínuo e da transgressão que causa desolação, para fazer tanto do lugar santo como do exército algo a ser pisoteado?” (Dan. 8:13) Por causar que se tirasse o “sacrifício contínuo” e então se pisoteasse o “lugar santo” teocrático de Jeová, como representado pelo seu restante ungido de subsacerdotes, a Sétima Potência Mundial certamente cometia uma “transgressão que causa desolação”. Era a desolação dos interesses terrestres da teocracia e da adoração no templo de Jeová. Era uma “transgressão” sacrílega em coisas sagradas para Jeová Deus.
21. Com que mais parece relacionar-se a expressão “transgressão que causa desolação” quanto a algo de que a Sétima Potência Mundial era culpada?
21 Além disso, esta expressão, “transgressão que causa desolação” parece relacionar com ela outra coisa de que a Sétima Potência Mundial era culpada. De que se tratava? Do estabelecimento de alguma coisa em substituição ao “sacrifício contínuo” tirado, a saber, a “abominação da desolação” ou “a coisa repugnante que causa desolação”. (Mat. 24:15; Dan. 11:31, Almeida; Tradução do Novo Mundo) Conforme predita, esta “abominação da desolação” foi identificada publicamente em 1921 como sendo a organização internacional em prol de paz mundial, que de 1919 a 1939 era a Liga das Nações. Ela foi estabelecida para a adoração internacional, igual a uma “imagem” da ‘fera” política, em oposição ao oferecimento do “sacrifício contínuo” no “santuário” de Jeová. — Rev. 13:1-15.
22. Quando e por que foi ao “abismo” a animalesca Oitava Potência Mundial?
22 Conforme se predisse em Revelação 17:7, 8, esta animalesca Oitava Potência Mundial foi ao “abismo” de incapacidade semelhante à morte, no irrompimento da Segunda Guerra Mundial. Seu apoiador e promotor principal, o Império Britânico, foi incapaz de mantê-la viva em face da agressão militar do nazismo e do fascismo apoiados pela Ação Católica.
23. Depois de os Estados Unidos se virem obrigados a entrar na Segunda Guerra Mundial o que aconteceu em janeiro de 1942, mostrando que a “imagem” idólatra de adoração internacional não ficou fora das cogitações?
23 Entretanto, esta “imagem” idólatra de adoração internacional não foi deixada fora das cogitações daqueles que assumiam ares de grandeza contra o Príncipe dos príncipes, Jeová, o Grande Teocrata. No domingo, 7 de dezembro de 1941, o membro americano da Sétima Potência Mundial entrou obrigado na Segunda Guerra Mundial ao lado do membro britânico da Potência Mundial Anglo-Americana. Veja, então, o que aconteceu com respeito a estes idólatras da organização humana em prol de paz e segurança mundiais. As chamadas “Potências do Eixo” do nazismo, do fascismo e do imperialismo oriental ainda avançavam agressivamente, quando ocorreu um evento significativo na sexta-feira, 2 de janeiro de 1942. Qual foi? Segundo a Cronologia dos eventos de 1942, conforme publicada no The Americana Annual, “todas as vinte e seis nações em guerra com as potências do Eixo comprometeram-se a não fazer nenhum armistício ou nenhuma paz em separado e a empregar todos os recursos militares ou econômicos contra o inimigo, numa ‘Declaração de Nações Unidas’, assinada em Washington”. — Americana Annual de 1943, página 737.d
24. Aparentemente, o que planejava fazer então a animalesca Oitava Potência Mundial, e como foi o povo de Jeová alertado a isso por Ele em 20 de setembro de 1942?
24 A animalesca Oitava Potência Mundial aparentemente se mexia lá embaixo no “abismo” e planejava subir dele para adoração internacional. Jeová Deus alertou seu povo a isso por meio de seu espírito santo e através de sua Palavra profética. Por conseguinte, no domingo, 20 de setembro de 1942, no dia final da “Assembléia Teocrática do Novo Mundo”, na cidade-chave de Cleveland, Ohio, E. U. A., o presidente da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (dos E. U. A.) proferiu o discurso público “Paz — Pode Durar?” Este discurso, que foi transmitido por telefone e rádio a cinqüenta e uma cidades nos Estados Unidos e foi proferido em assembléias simultâneas na América do Norte e do Sul, na Europa, na África e no Havaí, citando Revelação 17:7, 8 e declarando que acabaria a Segunda Guerra Mundial, sendo sucedida por uma paz durante a qual subiria do “abismo” a fera cor de escarlate, a organização internacional em prol de paz e segurança mundiais. Depois disso, esta “abominação da desolação” funcionaria até que Jeová Deus a destruísse por meio de seu Rei reinante, Jesus Cristo. — Rev. 17:12-14.e
25. Da parte de que potência Mundial era isso uma “transgressão”, e contra quem se erguia?
25 É inegável, portanto, que houve uma “transgressão” da parte do simbólico ‘chifre pequeno’, a Potência Mundial Dupla Anglo-Americana, ao se empenhar pelo restabelecimento da “imagem” idólatra da “fera” política a ser adorada por todos os povos após a Segunda Guerra Mundial. Foi assim que usou de perspicácia e fez o engano ser bem sucedido “na sua mão”. Isto se dava ao mesmo tempo em que causava empecilhos ao “sacrifício contínuo” e pisoteava o “lugar santo” de Jeová. Esta foi realmente uma “transgressão”. Não foi nada menos do que erguer-se contra o Príncipe dos príncipes, Jeová, cujos adoradores no seu “santuário” sofriam oposição, opressão e perseguição. O predito “rei de semblante feroz” aproveitou-se de todos os que se entregavam a um falso senso de “despreocupação” e continuou “a lançar a verdade por terra”, especialmente a verdade quanto ao Governo Teocrático de Jeová Deus mediante Jesus Cristo. — Dan. 8:17, 25.
“DUAS MIL E TREZENTAS NOITINHAS E MANHÃS”
26. Qual foi a pergunta suscitada a respeito do “sacrifício contínuo” e da “transgressão”, e que resposta deu ao anjo?
26 Lembre-se agora da pergunta que o anjo suscitou aos ouvidos de Daniel: “Até quando durará a visão do sacrifício contínuo e da transgressão que causa desolação, para fazer tanto do lugar santo como do exército [de servos do templo] algo a ser pisoteado?” A isto se dá a resposta angélica: “Até duas mil e trezentas noitinhas e manhãs; e o lugar santo certamente será levado à sua condição correta.” — Dan. 8:13, 14.
27. O mais cedo, a partir de quando começariam a contar as 2.300 noitinhas e manhãs, e por quê? E quando era isso, segundo o calendário lunar judaico?
27 Quando começaram estas 2.300 noitinhas e manhãs? Se soubermos isso, poderemos descobrir quando terminam e assim quando o “lugar santo” de Jeová é “levado à sua condição correta” ou “restabelecido ao seu estado legítimo”. (Revised Standard Version)f Se o “lugar santo” de Jeová há de ser “levado” ou “restabelecido” ao que deve ser, então teremos de contar os dias desde o tempo em que anteriormente estava na “condição correta”, do ponto de vista de Jeová. O mais cedo foi em 1° de junho de 1938, quando a revista oficial do restante ungido dos subsacerdotes de Jeová no Seu santuário, a saber, A Sentinela, publicou em inglês a Parte Um do artigo intitulado “Organização”, especificando mais plenamente os requisitos teocráticos para ela. Se fizermos o cálculo segundo o calendário lunar judaico usado no tempo da visão de Daniel, séculos antes de se introduzirem o calendário juliano e o calendário gregoriano, então o 19 de junho de 1938 cai no segundo dia do mês lunar de sivã de 1938. Quatorze dias depois, ou 15 de junho de 1938, quando se publicou a Parte Dois do artigo “Organização” junto com a sua Resolução, cai em 16 de sivã de 1938. (Publicados em português no número de junho-julho de 1938.) Portanto, voltando à nossa pergunta:
28, 29. (a) Contado a partir do período crítico, quando terminaram aqueles 2.300 dias? (b) Que acontecimentos importantes ocorreram então com referência à Oitava Potência Mundial?
28 Se contarmos a partir do período crítico em que se começou a estabelecer mais plenamente a organização teocrática nas congregações das testemunhas de Jeová, quando terminaram os 2.300 dias?
29 Lembre-se de que se trata dum período profético. Por isso está envolvido um ano profético de 360 dias. (Rev. 11:2, 3; 12:6, 14) Portanto, 2.300 dias eqüivaleriam a seis anos lunares, quatro meses lunares e vinte dias. Este período de tempo, contado a partir de 2 de sivã (19 de junho) de 1938 terminaria em 21 de tisri (8 de outubro) de 1944, ou, quando contado a partir de 16 de sivã (15 de junho) de 1938, então terminaria em 5 de chesvã (22 de outubro) de 1944.g Neste tempo específico, os acontecimentos mundiais se aproximavam mais da saída da animalesca Oitava Potência Mundial do abismo, pouco depois da Segunda Guerra Mundial, esta vez na forma da organização das Nações Unidas em prol de paz e segurança mundiais. The Americana Annual (Anuário da Enciclopédia Americana), na sua cronologia para 1944, relata acontecimentos notáveis nas seguintes datas:
9 de outubro — Estados Unidos, Grã-Bretanha, Rússia Soviética e China anunciam a decisão da conferência de Dumbarton Oaks de recomendar a criação de uma organização internacional de segurança a ser chamada de “As Nações Unidas” e a receber poderes para “tomar ação por meio de forças aéreas, navais e terrestres conforme for necessário para manter ou para restabelecer a paz e a segurança internacionais.”
23 de outubro — O Secretário de Estado Interino Edward R. Stettinius Jr. anuncia o reconhecimento oficial estadunidense do Governo Provisório Francês, dando à França uma categoria elevada entre as Nações Unidas e preparando o caminho para uma rápida reconstrução; os governos da União Soviética, do Reino Unido e do Canadá fizeram anúncios similares. — The Americana Annual de 1945, página 730.
30. Por volta daquele tempo, em que direção progrediam então os acontecimentos no domínio teocrático, por exemplo, em Buffalo, Nova Iorque, em agosto?
30 Nesta época, a maré da Segunda Guerra Mundial já se virara definitivamente a favor dos Aliados, já tendo os exércitos aliados invadido a Alemanha hitlerista. Mas o que acontecia no domínio teocrático dos adoradores de Jeová no Seu “santuário”, naquele ano de 1944? Ali progrediam os acontecimentos a um estado notável até o fim dos 2.300 dias. Era o trigésimo ano a partir do nascimento do reino messiânico de Deus nos céus, no fim dos Tempos dos Gentios em 1914. De 9 a 13 de agosto realizou-se em Buffalo, Nova Iorque, como cidade-chave, a Assembléia Teocrática de Anunciadores Unidos, com a qual estavam ligadas outras dezesseis cidades estadunidenses, por telefone. Em 12 de agosto, o presidente da Sociedade Torre de Vigia (dos E. U. A.) dirigiu-se aos congressistas falando sobre o tema “Será Pregado Este Evangelho”, e depois deste discurso, apresentou-se ao público presente o livro de 384 páginas intitulado “Está Próximo o Reino”. Dois dias antes, houve outro lançamento nesta assembléia. Tratava-se da Versão Normal Americana da Bíblia em inglês, a qual destaca o nome de Jeová e que tinha sido impressa nas próprias prensas da Sociedade.
31, 32. (a) Que acontecimentos assinalaram os primeiros dois dias da assembléia de três dias em Pittsburgo, na Pensilvânia, em 1944? (b) Por que era o dia final daquela assembléia, 2 de outubro, digno de nota quanto à organização teocrática?
31 De 30 de setembro a 2 de outubro de 1944 realizou-se uma assembléia extraordinária de serviço em Pittsburgo, na Pensilvânia, E. U. A., onde se encontra a sede social da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (de Pensilvânia). No primeiro dia, o presidente da Sociedade falou aos 5.000 reunidos sobre o assunto “O Alinhamento Teocrático Hoje”. No dia seguinte, o discurso público era sobre o tema “Um só Mundo, Um só Governo”. A assembléia ordinária anual da Sociedade foi adiada para o dia seguinte, segunda-feira, 2 de outubro. Esta assembléia ordinária, que começou às 10 horas, foi digna de nota. Por quê?
32 Após a eleição dos diretores e funcionários da Sociedade pelos membros ali presentes, tomaram-se em consideração seis emendas propostas para os Estatutos da Sociedade, que era uma sociedade de Pensilvânia, estatuída sessenta anos antes, no ano 1884. Estas emendas alterariam os Artigos 2, 3, 5, 7, 8 e 10. A primeira resolução de emenda adotada propunha a ampliação dos objetivo da Sociedade, a fim de se empenhar devidamente na grande obra mundial que jazia à frente. Esta emenda introduziu também o nome de Deus Jeová nos Estatutos. A Terceira Emenda eliminava o requisito original dos estatutos que fazia a participação como membro na Sociedade dependente das contribuições monetárias da pessoa à Sociedade; daí em diante, o número dos membros seria limitado a não mais de 500, todos os quais seriam escolhidos à base de seu serviço ativo a Jeová. Conforme dizia A Sentinela de 1° de novembro de 1944, em inglês, no seu relatório: “Esta emenda terá o efeito de aproximar os estatutos ao máximo ao arranjo teocrático permitido pela lei do país.” Adotaram-se todas as seis resoluções de emendas.
33. Quando se tornaram estas emendas parte dos Estatutos da Sociedade, e como instrumento de quem tem a Sociedade servido desde então?
33 Tornou-se necessário obter a aprovação do tribunal estadual para tornar todas estas emendas legais. No ano seguinte (1945), as Emendas foram devidamente registradas e se tornaram assim parte dos Estatutos. A Sociedade Torre de Vigia (Watch Tower Society), com tais Estatutos emendados, tem servido desde então como pessoa jurídica do restante ungido que adora a Jeová no seu “santuário” ou “Lugar santo”.
34. (a) Bem na hora, que informação foi depois publicada na Sentinela? (b) O que se dizia sobre “presidente” e “corpo governante”?
34 Bem na hora, embora os do restante ungido não se apercebessem disso então, publicou-se na Sentinela de 15 de outubro de 1944, em inglês, o artigo principal intitulado “Organizados para a Obra Final”. (Em português, no número de outubro de 1945.) Logo a seguir, no número inglês de 19 de novembro, publicou-se o artigo principal anunciando “A Organização Teocrática em Ação”. (Em português, em outubro e novembro de 1945.) Debaixo dos respectivos subtítulos, este artigo tratava dos assuntos ‘Presidente”, “Diakonos, Servo”, “Requisitos”, “Corpo Governante” e “Procedimento Teocrático”. O termo “presidente” não se referia aqui ao presidente da Sociedade Torre de Vigia, mas o parágrafo 12 disse: “Os anciãos nas congregações, que eram também superintendentes espirituais delas, presidiam às reuniões dos discípulos. Qualquer ancião dirigindo dessa maneira uma reunião seria o presidente da assembléia nessa ocasião.” Debaixo do subtítulo “Corpo Governante”, os parágrafos 33 e 34 diziam: “No primeiro século foi especialmente o grupo dos apóstolos, junto com o corpo dos anciãos que associaram consigo em Jerusalém, que perfaziam o corpo regente visível da organização teocrática de Jeová na terra. . . . Esse corpo governante não se compunha de homens perfeitos.”
35. Que dizia o artigo seguinte, “O Alinhamento Teocrático Hoje”, sobre o “corpo governante”?
35 No artigo seguinte a este, no mesmo número da Sentinela, a saber, “O Alinhamento Teocrático Hoje”, o parágrafo 3 dizia: “O corpo governante visível da organização teocrática é e tem de ser designado somente por Jeová Deus, o Regente Supremo, e Cristo Jesus, a Cabeça da Sua igreja. Seu propósito é emitir direções e provisões espirituais a todo o povo de Deus. Atuando em conformidade com o corpo governante, toda a organização teocrática e seus associados funcionam em unidade através da terra.”
“VERDADEIRA”
36. Conforme ilustra a Tabela na página oposta, o que indica toda esta combinação de acontecimentos significativos no tempo crítico?
36 O que indica, então, toda esta combinação de acontecimentos significativos no tempo crítico? Evidentemente o seguinte: que o “santuário” ou “lugar santo” foi ‘levado à sua condição correta’ na hora certa, no fim de 2.300 noitinhas e manhãs, em princípios do último trimestre (8-22 de outubro) do ano 1944. É como o anjo disse a Daniel: “E a coisa vista a respeito da noitinha e da manhã, que se viu, ela é verdadeira.” (Dan. 8:26) Magnificara-se a teocracia que pertence universalmente a Jeová Deus. Acima de todos os outros lugares é no “santuário” ou “lugar santo” de Jeová que deve prevalecer a Sua teocracia. E realmente tem prevalecido ali, notavelmente desde o começo do último trimestre de 1944.
37. Durante a Segunda Guerra Mundial, em que respeito foram postos à prova os do restante ungido dos subsacerdotes espirituais no santuário de Jeová, e o que conseguiram fazer?
37 Durante a Segunda Guerra Mundial fora deitado abaixo o “lugar estabelecido do seu santuário”, conforme representado pelo restante dos “santos” de Jeová. A atitude e organização teocrática deste restante ungido de subsacerdotes espirituais foi certamente submetida a uma severa prova a partir de junho de 1938. Não importa quão bem sucedidos foram a Potência Mundial Dupla Anglo-Americana e seus aliados em tirar o “sacrifício contínuo” da adoração pública e do serviço de Jeová, tornava muito difícil para os “santos’‵ teocráticos obedecer a Deus como governante antes que aos homens. Todavia, apesar disso, conseguiram manter a Teocracia dentro de Seu santuário.
38. (a) Foram os do restante dos “santos” enganados pelas medidas políticas tomadas pela Sétima Potência Mundial durante a Segunda Guerra Mundial? (b) Como mostraram se importava ou não que ainda restavam cerca de dez meses de prova na guerra mundial depois de outubro de 1944?
38 A “transgressão que causa desolação”, especialmente as medidas adotadas pela Potência Mundial Dupla Anglo-Americana mesmo já durante a Segunda Guerra Mundial para tirar a “abominação da desolação” do “abismo”, não enganaram os do restante dos “santos”, nem os desviaram de sua adoração teocrática de Jeová no Seu santuário. No fim dos 2.300 dias de grande prova mostraram-se mais fortes a favor do Governo Teocrático de Jeová por Cristo do que antes. É verdade que depois de outubro de 1944 restaram ainda cerca de dez meses antes de terminarem a Segunda Guerra Mundial e suas pressões. Mas, no auge daqueles 2.300 dias, haviam tomado uma posição organizada a favor da regência de Deus no Seu santuário, e até hoje sustentam inabalavelmente tal regência teocrática. A história revela isso!h
39. Durante aqueles 2.300 dias, estavam os do restante sozinhos no empenho de levar o “lugar santo” à sua condição correta, e que visão teve o apóstolo João neste respeito?
39 Durante aqueles 2.300 dias de provação, os do restante ungido das testemunhas de Jeová não estiveram sozinhos no empenho de levar o “lugar santo” dele à sua condição correta, sob orientação divina. Têm tido companheiros e apoiadores leais no “santuário” espiritual de Jeová. Quem? O apóstolo João teve uma previsão deles, dizendo: “Eis uma grande multidão, que nenhum homem podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, trajados de compridas vestes brancas; e havia palmas nas suas mãos. E gritavam com voz alta, dizendo: ‘Devemos a salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro.’ . . . ‘Estes são os que saem da grande tribulação, e lavaram as suas vestes compridas e as embranqueceram no sangue do Cordeiro. É por isso que estão diante do trono de Deus; e prestam-lhe serviço sagrado, dia e noite, no seu templo.’” (Rev. 7:9-15) Estes seguidores dedicados e batizados do Cordeiro Jesus Cristo são tão teocráticos como os do restante ungido dos “santos” de Jeová.
40. No fim do “tempo designado do fim”, o que acontecerá à Sétima Potencial Mundial e seus amigos e inimigos, e qual será a situação da Teocracia de Jeová e da sua organização teocrática na terra?
40 Dentro em pouco, no fim deste “tempo designado do fim”, o profético “rei de semblante feroz”, a Sétima Potência Mundial, será “destroçado” na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, e junto com ele todos os seus amigos e inimigos políticos. Esta destruição será realizada “sem mão”, não se levantando nenhuma mão das testemunhas cristãs de Jeová para realizar isso. (Rev. 16:14, 16; Dan. 8:19) Mas a Teocracia de Jeová, à qual os adoradores fiéis aderiram persistentemente no Seu “santuário”, permanecerá e triunfará. Sua organização teocrática visível na terra continuará a prevalecer sobre toda a terra e unirá para sempre toda a humanidade obediente na adoração e no serviço do único Teocrata, Jeová.
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