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  • g73 8/9 pp. 16-19
  • Está preparada para seu recém-chegado?

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  • Está preparada para seu recém-chegado?
  • Despertai! — 1973
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Despertai! — 1973
g73 8/9 pp. 16-19

Está preparada para seu recém-chegado?

TINHA sido um dia muito duro. Nada parecia dar certo. Os diretores não estavam satisfeitos com os totais de vendas. Os fregueses se queixavam devido a não receberem a tempo os itens pedidos. Uma atmosfera triste prevalecia no escritório o dia inteiro. Eu me sentia deprimido ao guiar meu carro de volta para casa naquela noitinha.

Abrindo o portão que dava para a porta da frente, subitamente despertei com as palavras excitadas de nossa filhinha de dois anos ao correr pela trilha ao meu encontro. Não sei bem o que ela dizia. Isso não tinha importância. Mas, fui de imediato transferido dos domínios da tristeza de nosso escritório para o mundo de nossa filhinha. Que alívio foi chegar em casa! Sim, os filhos, de algum modo, têm um jeitinho especial de fazer-nos esquecer nossos problemas.

Eu e minha esposa já passamos dos trinta anos, mas ambos concordamos que os últimos dois anos em que temos nossa filhinha constituíram verdadeira escola. Na verdade, passamos nossos momentos cansativos, e até frustradores. Às vezes, quase que a “sufocávamos” de tanto afeto e, outras vezes, desejávamos ter feito isso! Mas, elas por elas, achávamos que era uma imensa alegria tê-la conosco.

Está esperando um aumento na família? Está preparada para o recém-chegado? Diz que já tem seis deles? Ótimo! Com sua experiência, sem dúvida poderia acrescentar muita coisa ao seguinte.

Nove Meses de Preparação

A concepção, a gestação e o nascimento são deveras uma maravilha. Os homens provavelmente jamais conseguirão explicar de forma plena o que ocorre nestes nove meses no ventre da mãe. Pense só nisso! Na concepção, esta criaturinha que tanto influirá em sua vida é menor do que o pingo sobre a letra “i”. Três semanas depois, já se tornou do tamanho da letra “t”.

Com cinco meses, o nascituro talvez tenha, de cabeça aos pés, o tamanho da largura da página deste periódico. Outros quatro meses se passam, e todos os 2,70 a 4,50 quilos soltarão um choro que a deixará emocionada e que virtualmente declara: “Aqui estou. Está preparada para mim?” Na realidade, estes nove meses lhe proveram o tempo suficiente para a preparação de sua mente, de suas emoções e de seu corpo para acolher seu novo amiguinho.

Lembre-se, mamãe, de que o que ocorre dentro de si é um processo mui maravilhoso e natural. Não fique preocupada demais com as mudanças em seu corpo. Mas, valerá a pena aprender algo sobre o maravilhoso desenvolvimento, desde a fertilização de um único óvulo até por fim dar à luz um bebê. Uma visita à biblioteca pública ou a uma livraria local a ajudará a obter estas informações. Elas lhe darão uma visão das coisas e a habilitarão a preparar-se para o recém-chegado.

Que nome escolherá? Seu filho será conhecido por ele por longo tempo, de modo que isso deve merecer séria consideração. Alguns pais escolhem nomes da Bíblia. Outros escolhem um nome que tenha uma ligação com a família. Talvez pense num nome que possua algum significado pessoal para vocês mesmos. Alguns pais inventaram um nome original. Mas, não lhe dêem um nome que resultará em ele sentir-se acanhado ou embaraçado ao ficar mais velho. Maer-Salal-Hás-Baz talvez tenha sido apropriado para os israelitas dos tempos bíblicos, mas apresentaria suas dificuldades na maioria dos lugares atualmente! — Isa. 8:1.

Talvez deseje escolher um médico, alguém em quem tenha confiança. Como cristã, desejará um que respeite sua consciência treinada pela Bíblia, que talvez objete a certos processos médicos. O fator RH pode, às vezes, provocar ansiedade, e, assim, é sábio logo no início da sua gravidez verificar se isso poderia constituir um problema em seu caso. No entanto, raramente o primeiro filho apresenta esta complicação do fator RH.

Daí, há a questão das roupinhas a comprar e das fraldas, sendo que precisará muitas delas. Também, terá o bebê em casa ou no hospital? E o leitor, o pai irá estar presente junto à sua esposa no momento do parto? Estas são apenas algumas das muitas coisas que desejarão perguntar a si mesmos e ponderar durante estes nove meses. Mas, há também outras decisões a fazer.

Alimentar no Peito? Vacinas?

Uma decisão a ser feita logo é se o bebê será alimentado no peito ou por mamadeira. É verdade que o uso da mamadeira é menos incomodativo. Muito embora, porém, o leite de vaca possa ser adaptado para suprir adequadamente as necessidades físicas de seu bebê, há uma necessidade emocional vital que a mãe satisfaz quando amamenta seu bebezinho.

Também, nenhum substituto pode satisfazer perfeitamente a nutrição e a proteção que se tencionava que o leite materno provesse ao bebê. Progride do colostro, nos primeiros dois ou três dias, que é um alimento importante para o bebezinho, a um leite que se torna cada vez mais forte, de acordo com as necessidade do bebê. O leite materno possui temperatura constante; é livre de germes; é facilmente digerido; contém todas as vitaminas, e há evidência de que fornece proteção contra as infecções.

Se decidir alimentar no peito seu bebê, talvez tenha algumas dificuldades de início, talvez devido à tensão ou à ansiedade. Não se preocupe. A perseverança usualmente traz resultados satisfatórios. Talvez descubra que levará algumas semanas até que sinta que a secreção do leite se dá de forma plena.

Daí, há a questão da inoculação. Parece que a ciência médica aumenta continuamente o número de vacinas e inoculações que recomenda para a proteção dos bebês. Terá de fazer a decisão quanto a que vacinas seu bebê tomará, se é que tomará alguma. As páginas deste e de outros periódicos têm contido excelentes informações sobre este assunto, e alguma pesquisa o colocará em melhor posição de decidir o que acha que seria melhor.

Treinamento Desde Cedo

Não fique surpresa se verificar que sua vida não lhe pertence quando o recém-chegado aparecer em sua casa. Devido às suas necessidades especiais, talvez verifique que sua vida doméstica é governada em grande medida pelos desejos e ditames do bebê. No entanto, gradualmente, o bebê pode ser treinado com firmeza e bondade a compreender que ele se tornou membro de uma família já estabelecida, e o equilíbrio poderá ser restaurado.

Desde o início, ajude seu filho a entender a necessidade de obedecer, mesmo que isso signifique, às vezes, usar a mão aberta numa parte sensível de sua pequena anatomia. A obediência pode servir de real proteção de todas as espécies de perigos. Para as crianças, o mundo inteiro é algo de novo e maravilhoso a explorar, mas tais explorações podem estar repletas de perigo. A obediência será a proteção de seu recém-chegado.

Bem cedo, entre um e dois anos, pode-se ensinar às crianças que se sentem por um pouco de tempo de cada vez. Se a sua família for uma que aprecia estudar a Bíblia com outros num grupo, isso lhe será de suma importância. As crianças gostam de ter livros como os do Papai e da Mamãe, e um pequeno livro de brochura, com gravuras apropriadas coladas lá dentro amiúde bastará de início, quando as páginas são facilmente arrancadas.

Se seu filho se tornar irrequieto, talvez seja de ajuda dar um breve passeio do lado de fora, para tomar ar fresco. Caso continue a se comportar mal, o seguinte “passeio” não será tão ‘refrescante’. Chegará a hora em que apenas mencionar a idéia de levá-lo lá fora lhe trará à lembrança a experiência desagradável que ele teve ali, e isso obterá uma pronta resposta dele. Lembre-se também de que o elogio é importantíssimo em todos os campos de treinamento. Quando seu filho se comportar bem, elogie-o, e ele reluzirá por dentro.

Ensinar seu filho a contar, a aprender a fazer rimas, ou a ler é tudo parte de seu treinamento. A mente é uma dádiva maravilhosa de Jeová Deus, e a medida em que for desenvolvida neste estágio inicial amiúde determinará a medida de seu uso mais tarde.

Há também muito treinamento a ser feito no lar. Ensinar a criança a guardar seus brinquedos, a pôr suas roupas sujas no lugar correto, a vestir-se e a tirar a roupa pode tudo ser feito antes de a criança ter três anos. Talvez demore um pouco mais para que ela faça tais coisas sozinha, mas o tempo que gasta ensinando a ela é um investimento. Mais tarde compreenderá os benefícios disso.

É deveras um prazer ver os nossos filhinhos, sem que se lhes mande fazer isso, guardarem seus brinquedos, arrumarem seu quarto ou fazerem outras tarefas que lhes foram ensinadas. É um prazer, também, ouvi-los prefaciar seus pedidos com um “Por favor, papai”, ou dizer “Muito obrigado, mamãe”. Mas, melhor de tudo é ver seu crescimento em apreço por Deus. Talvez se sente para saborear uma refeição, certo dia, e, antes de dar graças em oração, seu filhinho talvez lhe lembre: “Feche os olhos, papai.” Quão feliz se sentirá de que ele está aprendendo o seu exemplo de agradecer a Deus! Nunca é muito cedo na vida para se começar a edificar em sua mente e em seu coração uma relação correta com seu Criador.

Naturalmente, sempre é bom lembrar que não existem ‘anjinhos’ em forma de crianças, de modo que esteja preparado para os desapontamentos. Às vezes, talvez pareça que não há nenhum acatamento ao treino que dá e talvez se sinta inteiramente frustrado e deprimido. Talvez amiúde fique pensando: “Será que o estou treinando da maneira certa?” Mas, jamais desista.

As crianças têm todas as espécies de disposições e estágios. Não há regras fixas para se cuidar de seus temperamentos variados. O que se pode dizer é que vicejam no amor, são amansados pela disciplina, emocionam-se com a bondade e apreciam a paciência. Quando forem tão idosos quanto o leitor, ou leitora, ser-lhe-ão gratos pelo treino que lhes deu.

Alegrias e Satisfação

O primeiro berro do recém-chegado lhe trará, como mãe dele, indescritível onda de alegria. O primeiro sorriso do bebê, erguendo a cabecinha para ver o que se passa, seus vagidos, tentar ficar em pé, acompanhá-la pelo quarto com torcidinhas da cabeça, são todas ocasiões que também lhe trarão alegria. Com efeito, verificará que não se passará um dia sem que haja alguma surpresa e uma palestra sobre o desenvolvimento do bebê. Certo dia, espreitará no bercinho dele e obterá o maior e o mais brilhante sorriso, e sentirá que é um sorriso de reconhecimento de que é o pai dele.

Os pais sentem muita satisfação de ver seu filho se desenvolver mental e fisicamente. Talvez esteja comendo, um dia, e talvez leia um livro a seu lado, e subitamente ficará cônscio de que, ao erguer seu garfo, também o fará aquele macaquinho de imitação a seu lado. Daí, notará que ele também finge ler, estudando com cuidado sua exata posição da mão e do braço, de modo a imitá-la. Amiúde verá a si mesmo refletido em seu filhinho.

Quando foi a última vez que andou pulando como uma rã; ou pretendia ser um gatinho dengoso, ou se enfiou embaixo da cama, para esconder-se? Verificará que está fazendo toda a espécie de coisas estranhas. Virar cambalhotas ou ficar de cabeça para baixo será engraçado. As vacas, os cavalos e até o cãozinho local ficarão mais atraentes. Poderá sentir-se ansioso de voltar para casa à noite.

Por outro lado, como mãe, a leitora talvez verifique que, às vezes, passar o dia inteiro com o bebê poderá ser bem provador. Mas, então, ele fará algo que simplesmente a moverá a querer abraçá-lo. Talvez esteja penteando o cabelo dele e lhe mande ficar com a cabeça parada. Então notará o seguinte: Ali está ele, com as mãos segurando firme o rostinho, com a boca aberta e as bochechas apertadas, ao ‘ficar sem mexer a cabeça’.

Sim, tem bastante o que aguardar. Mas, é bom compreender que criar filhos neste mundo moderno, cheio de crimes, não é fácil. Vivemos nos “últimos dias” preditos na Bíblia; trata-se de “tempos críticos, difíceis de manejar”. Há uma influência má por toda a nossa volta — na vizinhança, nas escolas, nos parques infantis — e terá de se manter alerta para impedir que seu filho se torne como tantas outras crianças, “desobedientes ao pais”. — 2 Tim. 3:1, 2.

É uma verdade triste — muitos jovens atualmente são rebeldes e se voltam para a delinqüência, e, assim, ao invés de trazerem alegria e satisfação aos pais, são uma fonte de grande dor e de aflição de coração para eles. Por conseguinte, é vital que se ensine aos filhos desde a infância os princípios justos contidos na Palavra de Deus, a Bíblia. Apenas desta forma poderá esperar impedir que a calamidade sobrevenha a seu filho, e se poupará de aflições do coração. — 2 Tim. 3:15.

Há muito tempo atrás um escritor bíblico disse: “Os filhos [e devemos incluir também as filhas] são uma herança da parte de Jeová; o fruto do ventre é uma recompensa.” — Sal. 127:3.

Eu e minha esposa gozamos tal recompensa. Nosso segundo filho já nasceu, e esperamos que estejamos melhor preparados para este. — Contribuído.

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