BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • g76 8/1 pp. 19-22
  • Ajuda para os gagos

Nenhum vídeo disponível para o trecho selecionado.

Desculpe, ocorreu um erro ao carregar o vídeo.

  • Ajuda para os gagos
  • Despertai! — 1976
  • Subtítulos
  • Matéria relacionada
  • Natureza do Problema
  • O Que Pode Ser a Causa
  • Vários Enfoques
  • Despertai! consulta um logopedista
    Despertai! — 1986
  • Por que o medo de gaguejar?
    Despertai! — 1997
  • Compreender o desafio da gagueira
    Despertai! — 1986
  • Como lidar com a gagueira
    Despertai! — 2010
Veja mais
Despertai! — 1976
g76 8/1 pp. 19-22

Ajuda para os gagos

ACHA-SE entre as pessoas que se sentem infelizes porque gaguejam? Segundo as estatísticas, sete de cada mil pessoas possuem este defeito de articulação. E parece que isso se dá não importa onde é que morem, quer nos Estados Unidos, na Europa ou na Ásia. Assim, calcula-se que, ao todo, cerca de 25 milhões de pessoas têm esse problema. Muito mais crianças do que adultos são afligidos por ele, e os homens têm isso de quatro a seis vezes mais freqüentemente que as mulheres.

Gaguejar, seja observado para seu conforto, nada tem que ver com o intelecto. Alguns dos maiores intelectuais da história tinham tal problema. A Bíblia sugere que Moisés, profeta de Jeová Deus, tinha um problema de articulação. Ao passo que sua natureza exata não é conhecida, a atitude de Moisés para com o mesmo é típica da dos gagos. — Êxo. 6:12.

Natureza do Problema

Se for gago, tem problemas quando se trata de falar fluentemente — continua tentando mas não tem êxito, repetindo sílabas vez após vez antes de falar aquilo que deseja. A hesitação, a dúvida e o temor marcam seus esforços. A pesquisa estabeleceu que raramente há qualquer diferença física nos órgãos da fala dos gagos em comparação com os das pessoas que não têm tal problema. Com efeito, nem sequer há alguma diferença quando se trata de realizar movimentos rápidos da língua, maxilares, lábios e músculos respiratórios. Nem diferem seriamente os gagos dos outros em sentido emocional.

Quanto aos pormenores desse problema, os gagos, via de regra, sentem mais dificuldades em proferir palavras longas do que curtas; mais dificuldades com palavras que começam com uma consoante; mais com as primeiras três palavras do que com o resto da sentença; mais dificuldade em enunciar palavras significativas, tais como substantivos, verbos, adjetivos e advérbios, do que em enunciar artigos, preposições e conjunções, e também mais dificuldades em proferir sentenças significativas do que em falar as sem sentido. Ademais, os gagos acham mais fácil falar com algumas pessoas — pelo que parece, as amigáveis, e que mostram simpatia ou são familiares — do que com outras. Tudo isso ressalta o papel importante que a mente e as emoções desempenham na gagueira.

A pesquisa também mostra que os gagos usualmente têm pouca dificuldade em gritar ou sussurrar, ou em cantar ou em falar em coro junto com outros, muito embora seja apenas uma outra pessoa que fale ou leia com elas ao mesmo tempo. Outra caraterística interessante é que, se alguém fornecer a um gago um par de fones de ouvido e o fizer ouvir altos ruídos enquanto ele fala, não terá dificuldades em falar.

Na verdade, poderia dar-se que os gagos tenham ligeira tendência hereditária, no sentido de que a gagueira dentre os filhos de gagos é mais comum do que entre os filhos de não gagos. Mas, segundo alguns especialistas, isto talvez se deva mais às atitudes mentais herdadas do que aos defeitos físicos herdados.

O Que Pode Ser a Causa

Ao passo que não se notaram diferenças notáveis no mecanismo vocal dos gagos e dos não gagos, poderia bem acontecer que as laringes dos gagos sejam mais sensíveis ou fiquem mais prontamente tensas do que as dos outros. Assim, poderia haver ligeira predisposição herdada para a gagueira.

Parece também que, via de regra, as crianças começam bem, mas, por volta dos três anos, algumas começam a hesitar ou a repetir suas palavras, e logo começam a gaguejar. O que causa isso? A pesquisa mostra que o ambiente do lar e as atitudes da mãe, caso seja perfeccionista ou fique ansiosa demais ou excessivamente preocupada com a impressão que seu filho causa aos outros, talvez seja o fator precipitador. Gaguejar não é necessariamente provocado pela criança ter sofrido algum “trauma”, isso é, alguma experiência prejudicial, tal como um acidente, grande susto ou séria doença.

Assim, alguns concluem que uma criança “aprende” a gaguejar por causa do ambiente no lar. Alguns dizem que é resultado de dúvida e temor instilados, dúvida que causa a criança a esperar gaguejar e então a tentar não gaguejar por causa do medo de fazê-lo. Estes mesmos fatores provocam que a criança gagueje, porque a emoção negativa inibe a livre expressão. Assim como se reconhece que pensar e preocupar-se com o coração da pessoa pode fazer com que faça extravagâncias, e fixar a mente no estômago toda hora pode mover a pessoa a ter indigestão, assim as dúvidas e os temores quanto a falar podem provocar a gagueira.

Vários Enfoques

Em 1951, um pesquisador de logopedia da Universidade de Ilinóis desenvolveu um aparelho pelo qual conseguiu confundir as pessoas e fazer com que pessoas não gagas gaguejassem. À medida que a pessoa falava, o aparelho a fazia ouvir sua própria voz com pequeno atraso. Em 1972, um logopedista em Roanoke, Virgínia, deparou com isto como método de tratar os gagos, conseguindo o efeito reverso sobre eles, de modo que falassem sem gaguejar. Tem obtido bons resultados deste método.

Outro logopedista que conseguiu ajudar muitos gagos sublinha que a pessoa gagueja por causa do que faz, e não por causa do que é. Isso é, ela gagueja porque comprime fortemente seus lábios, ou segura o fôlego por colocar sob tensão os músculos da garganta, etc. Destaca que os gagos podem e devem ajudar a si mesmos.

Seria bom se os gagos ou os pais dos gagos lessem livros sobre o assunto; um enfoque talvez ajude a este, outro enfoque talvez ajude àquele. Os pesquisadores verificaram que uma porcentagem extremamente reduzida de pais de crianças gagas se importaram sequer de ler algo sobre o assunto. Assim, procurem ajuda. “Para ser ajudada, a pessoa precisa querer ajuda, para que lhe ensinem a pessoa precisa ser passível de ensino”, é a forma que Wendell Johnson se expressa em seu livro Stuttering and What You Can Do About It (A Gagueira e O Que Pode fazer a Respeito).

Entre as deixas prestimosas fornecidas por este ex-gago acham-se cinco “nãos”: Não espere gaguejar; por esperar dificuldades, cria-as. Não considere a gagueira sua forma eficaz de falar só porque consegue falar de algum modo. Não pense na gagueira como se você fosse vítima, ao invés de você mesmo a provocar por seus próprios esforços, o que é a realidade. Não se conforme com o papel circunscrito de gago, ajustando-se e contentando-se em falar menos e permitindo que isso influa na espécie de emprego que aceita e em suas atividades sociais; essa é meramente a saída mais fácil. E não assuma a atitude de que não pode fazer nada, tampouco, porém, vá ao outro extremo de recusar admitir que tem um problema, que é o que alguns fazem.

Outra autoridade sobre o assunto, o Dr. J. P. Brady, destaca um enfoque triplo: Primeiro é o retreinamento dos hábitos de falar. Neste, o terapeuta pede ao gago que leia de forma lenta e descontraída. Sempre que o gago volta a seus antigos hábitos, pede-se-lhe que pare e recomece numa parte fácil da leitura. Em segundo lugar, visto que a maioria dos gagos tende a querer falar depressa, ele recomenda o uso dum metrônomo (como usam os músicos), o gago começando com uma palavra por segundo ou sessenta por minuto. Ao ganhar fluência neste ritmo, aumenta-se gradualmente o índice até que alcance o índice normal. E, em terceiro lugar, esta autoridade em logopedia usa o que chama de “dessensibilização sistemática”. Nesta, pede-se ao paciente que imagine várias cenas em que fala, começando com a menos dificultosa, e, ao vencer seu obstáculo, passa-se para as que lhe causam maior dificuldade, tais como falar ao telefone.

Em grande consonância com o precedente é o enfoque, recentemente trazido à luz nas revistas médicas, usado pelo Dr. M. E. Schwartz, diretor do Laboratório de Pesquisas de Linguagem da Universidade Temple. Segundo ele, há predisposição herdada da laringe em ficar tensa, bem como uma atitude super-ansiosa por parte do gago (ou por parte do pai, se o gago for criança) ou um fundo de alguma experiência traumática do gago. Este problema amiúde se torna evidente aos três anos, com o esforço de aprender a falar palavras mais compridas. Isto faz com que a criança, inconscientemente, torne tensa sua laringe ou caixa vocálica e, uma vez tenha dificuldades em falar, cria um bloqueio mental para si mesmo.

Ao receber tal explicação, um gago, que gastara Cr$ 85.000,00 em seu problema de fala, tendo visitado nove diferentes logopedistas, um hipnotizador e até mesmo um psicoterapeuta, dos quais saiu simplesmente mais pobre mas ainda assim um “gago bem-ajustado”, disse: “Pela primeira vez entendo porque gaguejo. Esse foi um presente do alto para mim; sinto como se enorme peso tivesse sido tirado dos meus ombros.”

Sublinhando o fator psicossomático, o Dr. Schwartz declarou: “Se um gago viesse até aqui e eu lhe mandasse tirar seu sapato e sua meia e meter seu pé direito num balde d’água enquanto falasse comigo, ele não gaguejaria. Estaria distraído, e, portanto, sua laringe se descontrairia.”

O Dr. Schwartz e seus colegas explicam primeiro aos gagos a sua tendência inconsciente de contrair a laringe, bem como lhes ensinam a praticar a respiração profunda, abdominal, que produz uma voz mais macia e mais saudável. Em seguida, ensina-se aos pacientes que unam levemente seus lábios, ao invés de comprimi-los fortemente, o que um gago está inconscientemente inclinado a fazer por esperar dificuldades, e então que falem com voz suave, fácil. Este tipo de fala, a “nova voz”, por assim dizer, obstrui o mecanismo da gagueira por alterar a posição da laringe ou caixa da voz.

No entanto, uma vez aprenda a falar deste modo, a batalha não está de forma alguma vencida. O paciente tem então de aprender a aplicar este método de falar a várias situações, pois, em diferentes situações, tenderá a voltar à sua voz do tipo gaga; por exemplo? quando fala com membros de sua família, aos com quem trabalha ou quando atende o telefone. Isso exige tempo e esforço, e os que seguem tal tratamento numa clínica de logopedia ficam ali várias horas por dia, cinco dias por semana. Este método de Schwartz se acha entre os mais bem sucedidos até à data.

Na verdade, hoje em dia, mais do que nunca antes, há ajuda para o gago — se ele realmente desejar ser ajudado.

    Publicações em Português (1950-2026)
    Sair
    Login
    • Português (Brasil)
    • Compartilhar
    • Preferências
    • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
    • Termos de Uso
    • Política de Privacidade
    • Configurações de Privacidade
    • JW.ORG
    • Login
    Compartilhar