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  • Que dizer das febres?

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  • Que dizer das febres?
  • Despertai! — 1976
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Despertai! — 1976
g76 22/5 pp. 25-28

Que dizer das febres?

AS FEBRES se acham entre as coisas que amiúde fazem com que as mães carinhosas de bebês e crianças pequenas fiquem muito preocupadas. Mas, como veremos, é provável que a preocupação das mães seja maior do que a situação o exige.

Segundo a história médica “tem-se conhecido a febre como sinal de doença desde . . . as observações de Hipócrates”, o chamado “pai da medicina”. Mas, a Bíblia mostra que mais de mil anos antes, Moisés tinha algo a dizer sobre a “febre ardente” na legislação divina que foi inspirado a dar à nação de Israel. (Lev. 26:16; Deu. 28:22) Muitos séculos depois de Moisés, os escritores dos Evangelhos falam de Jesus Cristo, o Filho de Deus, curar a sogra do apóstolo Pedro de “febre alta” e do náufrago, o apóstolo Paulo, curar a febre do pai de Públio, “homem de destaque” na ilha de Malta. — Luc. 4:38, 39; Atos 28:7, 8.

Progresso na Compreensão da Febre

Desde o tempo de Hipócrates, os homens aprenderam cada vez mais sobre as febres. Grande passo à frente foi dado em 1714, quando Fahrenheit inventou o primeiro termômetro. Daí, há cerca de cem anos, descobriu-se que a febre tinha relação direta com o aumento da temperatura do corpo. Até mesmo hoje, a febre é tão sensível e fidedigno sinal da presença duma doença que a termometria é, provavelmente, o mais comum processo clínico em uso.

Somente nos últimos vinte anos os homens conseguiram entender de modo significativo os mecanismos da febre. Sabia-se que diminuta glândula do cérebro, conhecida como hipotálamo, que se situa bem atrás e acima do cavalete do nariz, regula a temperatura do corpo. Mas, como?

Descobriu-se que os glóbulos brancos do corpo, ao combaterem uma infecção, produzem pirogênios, literalmente, “produtores de fogo”. Esta substância atua nas células da parte frontal do hipotálamo, fazendo com que suba seu “termostato”. Por este motivo, tem-se dito que uma febre é elevação de temperatura, resultado de distúrbio no mecanismo central regulador da temperatura, no cérebro. Um resultado desta alteração do “termostato” é que o corpo sente como que frio, realmente e assim a pessoa sente calafrios e treme, muito embora a temperatura de seu corpo esteja acima da normal.

A pesquisa recente também mostra que a constância da temperatura do corpo se relaciona ao equilíbrio de sódio e cálcio no hipotálamo. Parece que o cálcio atua como espécie de freio que impede os íons de sódio de elevarem demasiado a temperatura do corpo. Parece que o pirogênio dos glóbulos brancos ou leucócitos remove o freio de cálcio.

Entre as questões suscitadas num simpósio internacional sobre a febre, realizado em Londres (1970) achavam-se as seguintes: Qual a razão da febre? Em que consistem esses pirogênios? São hormônios? Por que a temperatura normal do corpo é de 37° centígrados e não de 32,2 ou de 42,2? Também alguns perguntam: Por que a aspirina não produz efeito sobre a temperatura do corpo se esta for normal, mas é cada vez mais eficaz à medida que a temperatura se torna cada vez mais alta?a

Temperatura Normal É Relativa

É deveras de interesse que, muito embora o meio ambiente talvez varie até uns 100 graus centígrados, todavia, 37 graus centígrados é normalmente considerada a temperatura “normal”. Coisas tais como raça, dieta, clima e sexo pouca influência têm na temperatura da pessoa: ainda assim há outros fatores que provocam variações. Exemplificando: a temperatura da pessoa varia através do dia. É a mais baixa entre três e seis da manhã, e mais alta entre quatro e cinco da tarde. Daí, de novo, a temperatura varia em diferentes partes do corpo. A temperatura retal é cerca de meio grau mais elevada do que a da boca; as mãos e os pés têm temperatura mais baixa e a ponta do nariz e das orelhas têm a mais baixa temperatura de todas.

Tais coisas como o exercício ou transtornos emocionais levantam a temperatura do corpo. Mas, tal condição não é verdadeira febre, pois o corpo retorna à sua temperatura normal logo que o exercício finda, nenhum pirogênio tendo atuado sobre o hipotálamo.

Assim, segue-se que qualquer coisa entre 36,1 e 37,8 graus centígrados pode ser normal e que até mesmo 38,3 para crianças pode ser simplesmente devido ao exercício ou transtorno emocional. Para crianças, uma febre alta usualmente é de 39,4 a 40,6 graus centígrados, e qualquer coisa acima disso é considerada perigosa. A febre mais alta da qual uma pessoa conseguiu recuperar-se sem danos cerebrais foi, segundo noticiado, de 46 graus centígrados.

O que faz com que o hipotálamo eleve seu termostato, por assim dizer? A causa mais comum, sem dúvida, é a infecção. No entanto, há também outras causas de febre. Entre essas se acham remédios, venenos, acidentes graves, em especial ao sistema nervoso central, e várias disfunções cerebrais. Daí, então, simplesmente aquecer demais o corpo em grau extremo pode produzir uma febre, como no caso de insolação ou excesso de calor, em que o mecanismo central de resfriamento do corpo parece subitamente falhar. Tal indivíduo deixa de suar, apesar de sua crescente temperatura.

Por Que a Febre?

Será que a febre tem alguma boa finalidade? Resulta em quaisquer benefícios para o corpo? Trata-se duma questão um tanto controversial. Há autoridades modernas que responderão que Sim, ao passo que outros dirão que Não. Assim, um compêndio de 1973 sobre fisiologia humana, escrito por um professor inglês, declara redondamente: “A função da febre é desconhecida; não parece aumentar a habilidade do corpo em enfrentar a doença.” E uma autoridade estadunidense declara que demonstrações para mostrar que as febres têm valor positivo “não têm sido convincentes”.

No entanto, o presidente desse simpósio internacional sobre a febre favorece um conceito oposto, pois declarou: “Parece improvável que este efeito universal dos animais de sangue quente tivesse sobrevivido . . . se não conferisse essencial defesa contra a doença.” E outra autoridade declara: “Uma febre de grau moderado é uma provisão da Natureza por meio da qual se combate a infecção e se encoraja a recuperação.” Experiências demonstram que animais inoculados com bactérias e então mantidos a 40,6 graus centígrados resistiram à infecção melhor do que os não submetidos a uma temperatura mais elevada.

Assim, nos tempos passados, antes de se fazerem notáveis progressos na quimioterapia, isto é, no uso de drogas, doenças tais como a sífilis, a asma e a artrite eram tratadas com febres induzidas. Incidentes de doenças agudas (tais como varíola) com suas febres, segundo notado, tiveram efeito benéfico sobre outras doenças pré-existentes. Com efeito, é questão de registro que Pasteur desafiou os membros da Academia Francesa de Medicina a inocular galinhas com dose fatal de antraz. Não conseguiram fazê-lo porque uma galinha tem temperatura normal de 41,7 graus, que não permite que as bactérias do antraz sobrevivam.

Entre outras razões que alguns fornecem em apoio da posição de que as febres têm fim útil acham-se as seguintes: As febres movem o corpo a produzir uma substância recentemente descoberta, o inferon, ajudando-o a combater as viroses. As febres também estimulam a produção de enzimas e de glóbulos brancos. Todavia, a febre tem seus aspectos prejudiciais também. As batidas do coração aumentam e há perda de peso, dos fluidos do corpo e de sal, acompanhados de dores de cabeça e outros desconfortos.

Que Fazer com a Febre

Já houve tempo em que quase todo o mundo considerava a febre como mal absoluto e, por conseguinte, uma condição que deveria ser reduzida de imediato pela aspirina, água fria, cubos de gelo e toalhas frias. Isto ainda talvez seja recomendável em certos casos, mas cada vez mais o consenso é deixar que a febre siga seu curso, a menos que seja muito alta, ou seja acompanhada de complicações tais como vômitos, diarréia, ou dificuldades de respirar. Neste sentido, alguns assemelham a febre a um alarme contra incêndio. O importante é não silenciar o alarme, mas extinguir o fogo. E, assim, apenas tomar medidas para baixar a febre sem procurar e tratar a causa dela usualmente não tem sentido.

Ainda assim, é razoável tentar fazer com que a pessoa febril volte a sentir-se confortável. Às vezes, isto talvez signifique reduzir sua temperatura de algum modo; para isso, alguns sugerem remédios, tais como a aspirina, outros colocam um saco de gelo sobre a cabeça ou dão lavagens intestinais. Visto que a febre rapidamente reduz as reservas calóricas, doenças de longa duração, assinaladas pela febre, talvez exijam cuidadosa atenção na dieta. Nas febres curtas, o paciente, via de regra, não tem apetite e usualmente passa melhor quando limita sua ingestão de sólidos. Embora talvez haja diferenças de opinião quanto a se se deve alimentar ou não alguém febril, tem sido bem estabelecido que os pacientes febris precisam de abundância de líquidos. Para cada meio grau de febre, aproximadamente, o metabolismo aumenta cerca de 7 por cento e, no caso dum adulto, diz-se que perde quase um litro de água pela evaporação, assim, fluidos extras não só o tornam confortável, mas são importantíssimos. Alguns recomendam que tais líquidos incluam sucos de frutas e caldos de legumes. Naturalmente, uma febre extremamente elevada ou de longa duração deve merecer logicamente os cuidados dum médico.

Talvez, as pessoas mais preocupadas de todas com respeito a febres sejam as mães de criancinhas ou de bebês. Mudanças de temperaturas podem ocorrer de forma súbita e ser acompanhadas de sintomas alarmantes, assim, as mães deveras tendem a ficar muito ansiosas e preocupadas se seu pediatra não faz algo a respeito Cada vez mais, porém, as autoridades instam com as mães a que se acalmem. Como um deles se expressou: “Considero o termômetro amiúde uma fonte de indevida ansiedade parental. Pede-se com freqüência aos médicos que tratem duma ‘febre’, mas esta pressão de ‘fazer algo’ deve ser temperada pela compreensão de que, na maioria dos casos, a febre é simplesmente a defesa do corpo contra uma doença autolimitada.” (Incidentalmente, isto argumenta que as febres são benéficas!) No mesmo sentido, outro famoso pediatra insta a que se “trate a criança, e não o termômetro”. E esse também é bom conselho para os adultos!

[Nota(s) de rodapé]

a A aspirina parece deveras reduzir a produção de pirogênios, mas, todo o seu efeito não pode ser atribuído a isso.

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